Arquivo para críticas

Primeiro trailer de MACBETH

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 4 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Exibido no Festival de Cannes desse ano, a nova versão de Macbeth dirigida por Justin Kurzel ganha seu primeiro trailer comercial. Michael Fassbender e Marion Cotillard estrelam a produção, que foi recebida com ótimas críticas. Confira:

Macbeth estreia em Outubro no Reino Unido. Sem previsão para o Brasil.

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That’ 60s Show | Especial X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

 

O novo filme dos X-Men chega aos cinemas do Brasil! Com muitas origens e pano político de Guerra Fria, X-Men: Primeira Classe promete ser um dos melhores filmes de super-herói do ano. Aproveite o x-especial. Piada horrível…

A Gênese Mutante de Matthew Vaughn


O diretor Matthew Vaughn finalmente trabalha com a Marvel

Demorou, mas Matthew Vaughn finalmente conseguiu dirigir um filme para a Marvel. O diretor foi contratado para X-Men: O Confronto Final mas largou o projeto devido à pressão da Fox e depois caiu fora de Thor (que chegou este ano aos cinemas), por confundir-se na mitologia do personagem. Dirigiu Kick-Ass ano passado e chamou a atenção, que finalmente o levou à Primeira Classe.

Antes dele, Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros filmes da franquia, estava na cadeira de direção, mas teve de sair para dirigir Jack the Giant Killer; no entanto, ele permaneceu como produtor e ajudou na premissa do roteiro, que foi escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e o próprio Matthew Vaughn. Vamos esperar que tantos roteiristas juntos não estrague o enredo e desequilibre o tom (Thor, é com você mesmo).


Depois de Primeira Classe, um filme-solo de Magneto seria irrelevante

Outra curiosidade é o impacto que este novo longa teve no idealizado X-Men Origens: Magneto, filme-solo do mutante que antagonizou a trilogia original. O projeto foi descartado porque Primeira Classe já possuia diversos elementos no que diz respeito à origem do Mestre do Magnetismo, e um outro filme soaria muito repetitivo e irrelevante. Houve até uma polêmica envolvendo o roteirista de Magneto, que ameaçou um processo para ser reconhecido com um dos co-roteiristas de Primeira Classe, o que irritou o diretor Matthew Vaughn.

Xavier. Charles Xavier


Fórmula Star Trek: A Primeira Classe dos X-Men

Vaughn declarou em diversas entrevistas suas intenções e ideias para Primeira Classe, que incluem uma moldagem ao estilo Star Trek (no que diz respeito a origem de personagens, pelo visto) e os antigos filmes de James Bond – apropriado, já que o filme ambienta-se nos anos 60. Além disso, promete mudar o gênero de super-heróis, em suas palavras: “Este filme vai ser muito diferente. O que eu estou fazendo nunca foi feito em filmes de super-herói. É um filme de X-Men misturado com James Bond e suspense político. Não é parecido com os outros filmes da série, o que eu acho importante. Eu acho que precisamos de um novo… É como o que Batman Begins fez com os filmes de Batman. X-Men precisa muito [dessa renovação]. Ponho confiança em você, sr. Vaughn.

O filme promete mostrar também um pano de fundo de Guerra Fria e a crise dos mísseis em Cuba (em um estilo meio Watchmen, talvez?), além da complicada integração dos mutantes na sociedade, regada de preconceito e luta por direitos e respeito. Se for assim, fica muito interessante…

Mas como Primeira Classe encaixa-se aos outros filmes da série? Uma mistura de prequel e reboot, de acordo com o diretor, por apresentar certas relações com o primeiro e segundo filme de Singer, mas que tem vida própria. Mais uma vez, é uma espécie de Star Trek.


Caprichado design de produção inspirado em cenários seiscentistas

As filmagens começaram em Agosto de 2010, com locações e estúdios na Inglaterra, para depois mover-se para a Georgia e finalmente para a Rússia, onde ocorreram gravações adicionais. O design de produção é inspirado em ambientes e cenários dos anos 60 e Henry Jackman assume a trilha sonora.

(Bad) Marketing

Antes da leva de ótimos trailers e clipes de personagens, X-Men: Primeira Classe sofreu de um problema grave: marketing ruim. As primeiras imagens promocionais divulgadas são de um nível de amadorismo impressionante, com diversos erros de iluminação, técnicas medíocres e objetos desproporcionados. Vaughn respondeu às críticas afirmando não saber como as imagens teriam sido divulgadas, tratando-se apenas de um estágio inicial. Realmente, do primeiro banner lançado até o mais recente, a comparação é impossível.

Vale destacar aqui uma ótima montagem em vídeo feita por um fã como abertura do filme. O vídeo entra no clima da época e impressiona com suas características minimalistas. Confira:

X-Men: First Class Title Sequence from Joe D! on Vimeo.

Missão


Magneto Rises: Michael Fassbender assume o visual clássico do personagem

E é claro, X-Men: Primeira Classe tem a missão de introduzir uma nova trilogia – chegaremos nesse ponto daqui a pouco – e satisfazer a Fox com uma boa arrecadação nas bilheterias e, como o diretor Matthew Vaughn insiste tanto, reintroduzir os conceitos de adaptações de quadrinhos, seja para os X-Men quanto para os demais super-heróis.

E, pelo que dizem as primeiras críticas do filme, parece ser um resultado positivo. Será que finalmente teremos um filme de 2011 que seja realmente satisfatório?

Os principais personagens de Primeira Classe:

Charles Xavier | James McAvoy

Mutação: Manipulação psíquica, telecinese

Vulgo: Professor X

Desde jovem, Charles Xavier tem encontros com mutantes e constrói sua vida na esperança de ajudá-los. Conhece a jovem Raven Darkholme e começa o projeto de sua Escola para Superdotados, e conhece o problemático Erik Lehnsheirr, com quem inicia uma grande amizade.

Erik Lehnsheirr | Michael Fassbender

Mutação: Manipulação de Metais

Vulgo: Magneto

Separado de sua família e preso em um campo de concentração na Polônia, Erik cresceu sob a dor e sofrimento, criando ódio mortal contra a humanidade, ao mesmo tempo em que vai descobrindo seus poderes. Torna-se grande amigo de Charles Xavier e ajuda-o na sua luta pelos direitos mutantes. Seu real objetivo é matar Sebastian Shaw, indo atrás de nazistas escondidos para encontrá-lo.

Raven Darkholme | Jennifer Lawrence

Mutação: Metamorfose

Vulgo: Mística

Quando criança, fugiu de casa ao descobrir sua mutação e foi parar na porta de um jovem Charles Xavier, que o acolheu até a fase adulta. Trabalhando com Xavier na busca por outros mutantes, ela conhece Hank McCoy e inicia um caso com ele após se familiarizar com seu desejo de ser uma pessoa normal.

Dr. Hank McCoy | Nicholas Hoult

Mutação: Agilidade, força e aspectos bestiais 

Vulgo: Fera

Talentoso pequisador de uma divisão da CIA, Hank apresenta desde criança habilidades bestiais, as quais ele jura encontrar uma cura. Envolve-se com Raven Darkholme e atinge um monstruoso estado de mutação ao tentar injetar uma vacina, que o deixa com pelos azuis e aparência de uma fera.

Alex Summers | Lucas Till

Mutações: Lançamento de raios de calor

Vulgo: Destrutor

Chamado por Xavier e Erik em uma prisão, o jovem Alex tem medo de destruir tudo ao seu redor, em decorrência de sua mortal habilidade. Na escola para Superdotados, é treinado e começa a apresentar controle sobre o seu poder. Na mitologia dos quadrinhos, é irmão de Scott Summers (Ciclope), mas no filme é seu pai.

Sean Cassidy | Caleb Landry Jones

 

Mutação: Emissão de ondas sonoras descomunais

Vulgo: Banshee

Enviado para a escola de Xavier, o escocês Sean Cassidy aprende a aprimorar sua habilidade de emitir altas ondas sonoras, alcançando o nível de poder voar com elas. Tem papel de destaque na batalha final do filme.

Angel Salvatore | Zoë Kravitz

Vulgo: Angel

Mutação: Asas de libélula

Trabalhando em um bordel, ela é chamada por Xavier e Erik, que a levam para a Escola para Superdotados. Em meio a aulas de controle e contato com outros mutantes, ela acaba indo para o lado de Sebastian Shaw e seu Clube do Inferno.

Sebastian Shaw | Kevin Bacon

Mutação: Absorção de energia

Líder de uma organização secreta conhecida como Clube do Inferno, Shaw pretende começar uma guerra atômica. Contra os humanos, ele desenvolve a tecnologia do capacete de Magneto – que protege sua mente de ameaças de mutantes psíquicos- e é o estopim entre a rivalidade de Xavier e Erik.

Emma Frost | January Jones

Mutação: Manipulação psíquica e Pele de diamante

Vulgo: Rainha Branca

Um dos membros do Clube do Inferno, Emma Frost é uma mutante perigosa e braço direito de  Shaw, ajudando-o a manipular políticos e militares.

Azazel | Jason Flemyng

Mutação: Aparência demoníaca, teletransporte

Azazel é um demônio que também é membro do Clube do Inferno. Com sua habilidade de teletransporte ele ajuda Sebastian Shaw em quebras de segurança e invasões, sendo especialistas em combates com facas e espadas. Na mitologia dos quadrinhos, ele é pai do Noturno, que aparece no segundo X-Men.

Janos Quested | Álex González

Vulgo: Maré Selvagem

Poderes: Cria pequenos ciclones e ondas

Também faz parte do Clube do Inferno, ajuda Shaw durante suas missões.

Previously on the X-Men movies…

X-Men: O Filme (2000)

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido filme de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva.

O que a Fox e a Marvel preparam para os mutantes… (lembrando apenas que a Marvel aqui não é a mesma de Os Vingadores, já que os direitos dos X-Men pertencem à Fox e não à Marvel Studios)

Segunda Classe

Se Primeira Classe arrebentar nas bilheterias, uma continuação já está garantida. Vaughn confirma seu retorno e faz (novamente) uma comparação com o Batman de Christopher Nolan, prometendo um desenvolvimento na linha de O Cavaleiro das Trevas. O diretor já falou bastante sobre a possível “Segunda Classe” e suas ideias incluem Magneto como o assassino de John Kennedy e apenas um personagem novo, que deverá ser um mutante do lado do Professor X e que apresente algum desafio ao Mestre do Magnetismo.

A ideia é ter uma trilogia, mas ainda é muito cedo pra falar de um terceiro filme…

The Wolverine

Ambientada no Japão, Logan viaja para a Ásia para encontrar pistas de sua origem, mas acaba por encontrar novos inimigos e um novo amor. Na moral? Péssima ideia. Minha única esperança no filme estava baseada na presença de Darren Aronofsky como diretor, com sua saída, perdi o ânimo… Hugh Jackman continua na produção, que busca um diretor.

Deadpool

Demorando pra sair do papel, mas a Fox ainda promete um filme do mutante canastrão vivido por Ryan Reynolds em X-Men Origens: Wolverine. No entanto, os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick (de Zumbilândia) prometem uma versão completamente diferente do personagem, tendo um texto violento e de censura 18 anos entregue. O novato Tim Miller dirige e Reynolds reprisa o papel. Bem, duvido que a Fox banque uma censura 18 anos pra um personagem desconhecido, mas…

X-Men 4

Sim, sim, sim! A peça de xadrez mexe sim e Xavier está vivo, agora resta saber se a Fox vai querer continuar a história original dos X-Men iniciada por Bryan Singer. Na minha opinião, um X-Men 4 seria descartável; acho que o terceiro filme conclui o arco de maneira satisfatória.

Considerando que Michael Fassbender e James McAvoy assumem versões jovens de personagens já apresentados às telas, relembremos alguns exemplos dessa situação no cinema:

Vito Corleone – Robert De Niro |O Poderoso Chefão – Parte II

Papel que lhe rendeu o Oscar de Ator Coadjuvante, Robert DeNiro faz uma excelente versão jovem do eterno Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando no filme original. Fala em italiano quase o filme inteiro e protagoniza uma bem elaborada ascensão mafiosa.

Sr. Spock – Zachary Quinto | Star Trek

Tudo bem que todos que fazem parte do elenco do novo Star Trek tiveram que se esforçar para apresentar versões rejuvenescidas de seus personagens, mas ninguém deve ter ralado tanto quanto Zachary Quinto. Por quê? Bem, Spock é o único personagem que os não-fãs conhecem e também o mais icônico. O ator, que substitui Leonard Nimoy, é carismático e talentoso, além de muito parecido fisicamente com Nimoy.

Obi-Wan Kenobi – Ewan McGregor | Star Wars Episódios I-III

Na nova trilogia de Star Wars, é o escocês Ewan McGregor que carrega o elenco nas costas. Evoluindo ao longo dos anos, o ator faz uma genuína versão jovem de Sir. Alec Guiness em A Vingança dos Sith, assumindo seu visual, mas não simplesmente copiando sua performance no primeiro filme da saga. Temos também o Hayden Christensen que faz o Anakin/Darth Vader, mas deixa pra lá…

Indiana Jones – River Phoenix | Indiana Jones e a Última Cruzada

Mesmo que apareça apenas na cena de abertura, River Phoenix traça um autêntico perfil jovem do arqueólogo Indiana Jones, imortalizado por Harrison Ford. Percebemos algumas características que logo tornariam-se típicas do personagens, a origem de seu chapéu, medo de cobras, habilidade com chicote, entre outros… E Phoenix o faz muitíssimo bem.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas voltem para a crítica de X-Men: Primeira Classe. Até lá!

O Mundo e os Sete Mares | Especial PIRATAS DO CARIBE – NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

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Yo-ho e uma garrafa de rum! Certo, está estreando mundialmente nos cinemas Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, que promete mais Jack Sparrow para o público. Acompanhem o especial:


Johnny Depp e o diretor Rob Marshall

Em 2007, parecia que a franquia bilionária de Piratas do Caribe teria feito sua última aventura, com o mediano capítulo entitulado No Fim do Mundo. Mas mesmo com críticas ruins, o filme garantiu uma excelente arrecadação nas bilheterias e o Jack Sparrow de Johnny Depp tornara-se um ícone do cinema moderno. A Disney e o produtor Jerry Bruckheimer nem hesitaram: a quarta aventura ia sair.

Para o camaleão Johnny Depp isso não seria problema, já que o ator compartilhou diversas vezes sua alegria e prazer em fazer o personagem; ,o entanto, o diretor Gore Versbinsky anunciou sua saída do comando da franquia para aventurar-se em novos projetos (como Rango, com o próprio Depp). Então, inicia-se a busca pelo novo diretor e o contratado foi Rob Marshall (especializado em musicais, como Chicago e Nine); será que tem número musical no filme?

Johnny Depp em PIRATAS DO CARIBE - NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Sem Will ou Elizabeth, Jack Sparrow agora é o centro das atenções

Além de Gore Verbinsky, dois protagonistas da trilogia original recusaram convite para a quarta aventura: Keira Knightley e Orlando Bloom, que duvidavam dos rumos de seus personagens e, como Verbinsky, queriam tentar novos papeis. O que faz com que Jack Sparrow segure boa parte do filme sozinho…

Com diretor fechado e roteiro – baseado sutilmente no livro On Stranger Tides de Tim Powers – escrito pela habitual dupla da franquia Ted Elliott e Terry Rossio, as filmagens ambientadas no Havaí, Califórnia e Londres começam. Entrando na onda do 3D, o filme teve parte de suas filmagens realizada com câmeras dessa tecnologia, usando a conversão apenas em momentos específicos. Na trilha sonora, o responsável é (novamente) o genial Hans Zimmer, que dessa vez faz uma parceria com o dueto Rodrigo y Gabriela.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas também pretende iniciar uma nova trilogia, mas com círculo de trama fechado – diferentemente da trilogia original – e que apresente novas histórias. Só espero que saibam a hora de parar.

Capitão Jack Sparrow | Johnny Depp

Ainda bêbado e excêntrico, Jack precisa agora encontrar, a pedido dos ingleses, a mística Fonte da Juventude. Dessa vez, sem o seu precioso Pérola Negra, o que o leva a embarcar no Queen Anne’s Revenge, o navio do temível Barba Negra e retomar uma aliança com Hector Barbossa, sua antiga tripulação e sua ex-namorada Angelica.

Hector Barbossa | Geoffrey Rush

Saído de seus dias de pirataria, Barbossa agora é um corsário no reino de George II e capitão de um navio chamado HMS Providence. Ele aceita ajudar Jack em sua busca pela Fonte, alertando-os sobre os perigos que virão pelo caminho.

Angelica | Penélope Cruz

Filha de Barba Negra, Angelica é uma excêntrica ex-namorada de Jack, que rapidamente tenta convencê-lo a ajudar seu pai durante a busca pela Fonte, nunca demonstrando se seria amor ou interesse.

Barba Negra| Ian McShane

O pirata mais temido dos sete mares, Barba Negra está desesperado para ter sua juventude de volta, por isso vai atrás da Fonte e não mede esforços para encontrá-la. É capitão do Queen Anne’s Revenge.

Previously on Pirates of the Caribbean…

A Maldição do Pérola Negra (2003)

Grande surpresa em sua época de lançamento, a aventura apresentava uma energia contagiante misturada com uma cativante história e um ótimo elenco, liderado por Johnny Depp no papel principal (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator). Um divertido e genuíno entrenimento.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 655,011,224

O Baú da Morte (2006)

Com uma bilheteria bilionária, o segundo filme é mais complexo e sombrio, apresentando personagens interessantes (o Davy Jones de Bill Nighy entra para a história) e rumos diferentes de seu anterior, mas ainda flertando com elementos sobrenaturais. As cenas de ação são melhores e Depp continua perfeito no papel.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 1,065,659,812

No Fim do Mundo (2007)

Aqui a franquia vai por água abaixo ao explorar novos elementos e arriscar reviravoltas constantes e incompreensíveis, tornando o filme uma bagunça estrutural e de roteiro, apesar de conter excelentes efeitos visuais, uma batalha final memorável e mais uma carismática performance de Depp.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 960,996,492

Algumas apostas que a Disney e Bruckheimer vêm fazendo na desesperada tentativa de encontrar um substituto para Piratas:

A Lenda do Tesouro Perdido

Provavelmente o mais sucedido, as aventuras de um grupo de caçadores de tesouro é muito divertida e leve, no mesmo tom de aventura de Piratas, apresentando boas ideias e uma execução formidável. Gerou dois filmes, sendo que o primeiro é superior em quase todos os aspectos. 

Príncipe da Pérsia

Não assisti à adaptação do popular videogame, mas a intenção em criar uma nova franquia é bem evidente… O primeiro não me chama a atenção, o que dirá uma sequência?

O Aprendiz de Feiticeiro

A mais patetica tentativa de iniciar uma franquia já feita em muito tempo… Não só Piratas, mas também apresenta elementos de Harry Potter, DragonBall, Star Wars… Tudo num fiapo de roteiro que entrega-se ao ridículo e dá espaço a bons efeitos visuais. Eu não veria outro desse…

Aqui, uma pequena aula de História sobre alguns piratas famosos:

Barba Negra, vulgo Edward Tech

Um dos mais notórios e famosos piratas de todos os tempos – presente no quarto Piratas do Caribe –, Edward Tech era um corsário a serviço da Coroa Britânica, mas voltou-se para a pirataria e tornou-se capitão do Queen Anne’s Revenge. Cruel e amedrontador, assustava sua tripulação e inimigos ao colocar uma lanterna nas tranças de sua barba, dando a impressão de sua cabeça estar em chamas.

Diz a lenda que Barba Negra escondeu um valiosíssimo tesouro, nunca encontrado por ninguém…

Edward England

Famoso pirata irlandês, era capitão do The Royal James e velejava como a clássica bandeira Jolly Roger. Não era tão desprezível e não matava seus prisioneiros, o que levou a sua decadência: foi amutinado por sua tripulação e depois abandonado na ilha de Maritius, onde mendigou por comida até morrer.

Calico Jack, vulgo John Rackman

Pirata inglês que operava principalmente nas Bahamas, ganhou o apelido em consequência de suas roupas de tecido calico e destacou-se por ter duas tripulantes femininas em sua tripulação (Anne Bonny e Mary Read, famosas piratas que tornaram-se suas amantes). Foi caçado e morto em Royal Port, deixando Anne e Mary grávidas.

Thomas Cavendish

Explorador, almirante e temível corsário inglês, Thomas Cavendish atacou principalmente, territórios brasileiros que incluem São Paulo, vilas de Santos e São Vicente e Espírito Santo, onde foi emboscado em uma batalha e severamente ferido. Thomas morreu após esse ataque.

Bart, o Negro, vulgo Bartholomew Roberts

Um dos maiores piratas da “Era Dourada”, capturou mais de 470 barcos, da América (com direito a visitas no Brasil, com destaque para a Baía de Todos os Santos na Bahia) até o Oeste Africano, entre 1719 e 1722.

Aqui, trago uma galeria das mais famosas “Jolly Roger”, bandeiras que os piratas exibiam em seus navios:

Barba Negra

Calico Jack

Edward England

Henry Every

Edward Low

Christopher Moody

Bartholomew Roberts

Thomas Thew

Hans Zimmer está de volta na trilha de Navegando em Águas Misteriosas, relembremos aqui algumas de suas melhores contribuições para a franquia:

(Obs: Zimmer só compôs para O Baú da Morte e No Fim do Mundo, a ótima trilha do primeiro filme ficou a cargo de Klaus Badelt)

“Davy Jones”

“The Kraken”

“Parlay”

“Singapore”

“Up is Down”

Bônus: Preview da trilha de Navegando em Águas Misteriosas (com Rodrigo y Gabriela)

“Angelica” e “On Stranger Tides” por enquanto são os melhores…

Bem, o especial vai ficando por aqui; espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do novo filme. Até!

Abertura dos Clássicos

Posted in Notícias with tags , , on 28 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

Olá caros leitores, anuncio aqui a abertura de uma nova sessão no blog: críticas de filmes clássicos, passando de Hitchcock até Kubrick, entre muitos outros. A sessão começa hoje, com a primeira crítica sendo publicada a qualquer momento.

Aguardem…

Fim da Linha: Especial HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento

This is It, the grand finale. O fim da saga Harry Potter nos cinemas finalmente chegou e em duas partes. Esse especial vale pelas duas partes, aproveitem:

Uma breve olhada pelo impacto do último livro da saga Harry Potter.

O fim da saga Harry Potter na literatura chegou em Junho de 2007. A autora J.K. Rowling dedicou muito tempo no processo de desenvolvimento do livro e em como encontrar o destino apropriado do personagem principal.

Depois de pronto, o livro bateu recorde de vendas e gerou algumas polêmicas, como a venda adiantada e o vazamento de alguns trechos na internet. O fim foi, em sua grande maioria, aprovado por fãs e críticos literários.

Eu pessoalmente gosto muito do último livro e fiquei mais que satisfeito com o final da história.

A razão pela qual a adaptação do livro final da saga ser dividida em dois filmes pode ser interpretada por três maneiras: 1 – Não deixar nenhum detalhe do livro de fora, garantindo uma adaptação fidelíssima. 2 – Lucro e mais dinheiro nas bilheterias. 3 – Ambos.

Essa possibilidade de divisão já havia sido considerada com o quarto filme da série, O Cálice de Fogo, mostrando-se vantajosa ao conseguir ser mais fiel ao livro. As filmagens de As Relíquias da Morte – sob o comando de David Yates – tomaram lugar em Londres, na Floresta de Swinley e na Freshwater West. As sequências envolvendo cenários específicos foram gravadas nos estúdios Pinewood e Leavesden.

Todo o elenco e equipe de produção afirma que o novo filme é completamente diferente dos anteriores; muito mais sombrio e adulto e que as emoções dos personagens são mais reais e os conflitos também; como a tensa cena em que Rony e Harry discutem sobre os riscos que podem enfrentar.

Nas palavras de Yates; a Parte 1 tem cara de filme independente (com uso excessivo de câmera tremida) e a Parte 2 está mais voltada para um épico de fantasia, com destaque colossal para a batalha de Hogwarts. Um detalhe interessante, é que no sexto livro da série (O Enigma do Príncipe) há uma batalha similar à do livro final e o roteirista Steve Kloves resolveu, sabiamente, cortá-la da adaptação do Enigma e guardá-la apenas para Relíquias Parte 2. É uma esperta decisão, porque evitaria a repetição.

As filmagens foram realizadas como a de um filme só, começando em 19 de Fevereiro de 2009 e terminando em 12 de Junho de 2010. Os filmes iriam ser convertidos para 3D, mas a Warner voltou atrás (com razão) ao perceber que o resultado não seria decente e digno dos filmes.

Recentemente, Daniel Radcliffe confirmou que o final da Parte II será refilmado, procurando atingir um resultado mais emocionante.

Harry Potter (Daniel Radcliffe)

Depois de 6 anos de preparo, Harry Potter finalmente encara seu destino e enxerga seu papel como aquele que deverá encerrar a era de terror de Lord Voldemort, mas para isso, deverá encontrar as Horcruxes.

 

 

 

 

Hermione Granger (Emma Watson)

Forçada a apagar a memória dos próprios pais, Hermione junta-se a Harry e Rony para encontrar as Horcruxes.

 

 

 

 

 

 

Rony Weasley (Ruppert Grint)

Ainda fiel a seu melhor amigo, Rony ajuda-o na busca e na destruição das Horcruxes, mesmo que a relação entre o amigo fique tensa e os sentimentos por Hermione finalmente revelados.

 

 

 

 

 

Voldemort (Ralph Fiennes)

Ainda mais poderoso, Voldemort continua sua busca pelo jovem Harry Potter, ao mesmo tempo em que quebra a ordem no Ministerio da Magia, levando a uma total anarquia.

Achou que as Relíquias do título eram as Horcruxes do Voldemort né? Eu também.

A história desses objetos se origina com o conto dos irmãos Peverell; sobre três jovens que tem um encontro com a morte, e cada um pede um objeto. Conheça abaixo o que são os tais objetos:

A Varinha das Varinhas

O primeiro irmão pediu uma varinha invencível e indestrutível. Essa relíquia atravessou gerações e foi propriedade de Alvo Dumbledore até sua morte. A varinha só pode pertencer a outra pessoa se este desarmar, atacar ou matar seu dono anterior.

A Pedra da Insurreição

O segundo irmão pediu um meio de trazer os mortos de volta à vida. A pedra permite ao dono se comunicar com os mortos, mas apenas no momento derradeiro de sua vida. Sem saber, essa relíquia foi propriedade de Voldemort.

A Capa de Invisibilidade

O terceiro irmão pediu uma forma de se esconder da Morte. A capa de invisibilidade torna aquele que a usa invisível; a relíquia pertence a Harry Potter desde seu primeiro ano em Hogwarts.

O que Harry e seus amigos já destruíram e o que precisarão encontrar na jornada:

O Diário de Tom Riddle [x]

Visto no segundo filme, o diário continha a lembrança do jovem Tom Riddle, antes de se transformar no maléfico Voldemort. O diário quase dominou a mente de Gina Weasley, mas foi destruído por Harry usando uma presa de basilisco.

O Anel de Marvolo Gaunt [x]

Anel que fora propriedade do avô de Tom Riddle, tomou para ele após sua morte. Foi destruído por Dumbledore com a espada de Godric Griffyndor. O que ninguém sabe, é que a pedra encrostada é uma das Relíquias da Morte.

O Medalhão de Salazar Slytherin [x]

Pequeno medalhão que pertenceu a um dos quatro fundadores de Hogwarts, no caso o da casa Sonserina. O medalhão foi escondido na caverna mostrada no sexto filme, mas foi roubado por um inimigo de Voldemort. Objeto muito perigoso e sombrio, pode possuir indivíduos e torturá-los.

A Taça de Helga Huflepuff [x]

Criação da fundadora da casa de Lufa-Lufa, a taça atravessou gerações até ser roubada por Tom Riddle e logo transformada em Horcrux. Ele deixou a peça com Bellatrix Lestrange, que a escondeu em seu cofre no banco de Gringotes.

O Diadema de Rawena Ravenclaw [x]

Único objeto de valor conhecido da fundadora da Casa Corvinal. Como sua criadora prezava a sabedoria, o diadema dá a aquele que o usa, mais inteligência. O objeto foi roubado por sua filha e escondido na Albânia por décadas, até ser roubado por Tom Riddle. Em sua parte superior, está cravada a frase “O espírito sem limites é o maior tesouro do homem”.

Nagini [x]

 A mortal serpente de estimação de Voldemort é a única horcrux que ele carrega consigo a maior parte do tempo.

A Sétima Horcrux [x]

SPOILER PESADÍSSIMO!

Ao tentar matar Harry Potter quando este ainda era um bebê, Voldemort acidentalmente criou uma sétima Horcrux; o próprio jovem.

Confira abaixo alguns dos principais feitiços usados na saga:

  • Expelliarmus – Usado principalmente em ataques ou para desarmar o oponente.
  • Estupefaça – Ataques mais potentes.
  • Expecto Patronum – Escudo contra dementadores, mas há um porém: além de pronunciar o nome, o bruxo deve imaginar uma lembrança de felicidade intensa.
  • Lumos: Produz uma luz na ponta da varinha, eficiente para iluminação.
  • Protego: Prouduz um escudo contra feitiços ofensivos.
  • Wingardium Leviosa: Usado para levitar objetos.
  • Levicourpus: Usado para levitar seres vivos.
  • Sectumsempra: Desenvolvido pelo Príncipe Mestiço, é um ataque mortal que produz golpes similares ao de uma espada no corpo do oponente.
  • Reducto – Reduz o tamanho de objetos, podendo até destruí-los.
  • Obliviate – Confunde a memória do oponente.
  • As Maldições Imperdoáveis – Três feitiços letais que condenam aquele que o produz à prisão de Azkaban. Eles são Imperius: que oferece controle sob a mente do oponente. Crucio: produz a sensação de tortura. E Avada Kedrava: mata o oponente.

Oclumência

A Oclumência é um processo complicado cuja finalidade é proteger o subconsciente de ameaças. Quando Voldemort começou a projetar imagens e sensações na mente de Harry, ele teve que aprender a fechar sua mente.

Priori Incantatem

Esse fenômeno ocorre quando duas varinhas se conectam através de feitiços distintos. A ligação entre Harry e Voldemort é especial, porque suas varinhas foram fabricadas com o mesmo material.

 

  • Polissuco: Composta por distintos ingredientes, transforma a pessoa que a bebe em outra, de acordo com o fio de cabelo posto na mistura.
  • Felix Felicis: Também conhecida como “sorte líquida”, a rara poção dá exatas 24 horas de sorte a quem a bebe.
  • Armatenti: Poção que produz uma paixão incontrolável por outra pessoa.
  • Verisaterum: Solução eficiente para fazer alguém contar a verdade.

Os mocinhos e os bandidos da saga:

A Ordem da Fênix

Fundada por Alvo Dumbledore, a principal finalidade do grupo secreto era lutar contra Voldemort e seus seguidores, investigando e buscando estrategias.

Sede: Já teve sedes na residência dos Weasley e no Largo Grimmauld, residência dos Black.

Membros notáveis: Alvo Dumbledore, Harry Potter, Remo Lupin, Olho-Tonto Moody, Sirius Black, Arthur Weasley, Ninfadora Tonks, Severo Snape, entre outros.

Os Comensais da Morte

É o nome que recebem os seguidores de Voldemort quando este ganhou mais poder. Usavam máscaras e cometiam crimes terríveis, aterrorizando o mundo bruxo e o dos trouxas.

Membros Notáveis: Bellatrix Lestrange, Lúcio Malfoy, Draco Malfoy, Bartô Crouch Jr., Igor Karkaroff, Narcisa Malfoy, Severo Snape, entre outros.

A Armada Dumbledore (AD)

Quando o Ministerio da Magia interferiu nas normas e aulas de Hogwarts, Harry e seus amigos fundaram um grupo secreto onde ele ensinava a um grupo de alunos feitiços úteis para se defender.

Sede: Sala Precisa.

Membros Notáveis: Harry Potter, Rony Weasley, Hermione Granger, Neville Longbottom, Jorge Weasley, Fred Weasley, Luna Lovegood, Gina Weasley, Cho Chang, Padma Patil, Parvati Patil, entre outros.

Feijõezinhos de Todos os Sabores

De acordo com os filmes, eles realmente possuem todos os sabores, passando de chocolate até cera de ouvido. Numa recordação amigável da atração da saga em Orlando, pude provar uma dessas guloseimas (peguei um de banana).

Sapos de Chocolate

Basicamente, um feitiço que dá vida a um sapo feito de chocolate. Mas nas palavras de Rony Weasley, o que importa é a figurinha de bruxo famoso que vem de brinde.

Cerveja Amanteigada

Até os bruxos bebem… Essa bebida é, basicamente, cerveja adicionada com manteiga, tornando-a muito espumante. É geralmente tomada quente, no inverno.

Abaixo, minhas cinco cenas de voo favoritas:

5 – O Balaço Errante

Nada como uma boa perseguição. Em pleno jogo de Quadribol, alguém modificou um balaço (uma bola de jogo perigosa), que persegue o jovem Potter até ser destruído.

4 – Quadribol Dementado

É, parece que Harry não pode ter um jogo tranquilo… Dessa vez, ele é atacado por um grupo de Dementadores, que o derrubam de sua vassoura, fazendo-o cair por mais de 200 metros.

3 – Fuga do Rua dos Alfeneiros

Harry deixa de vez a casa de seus tios e é escoltado pela Ordem da Fênix para que chegue em segurança à residência dos Weasley. Não demora até que o grupo seja atacado por Comensais da Morte, resultando em uma empolgante perseguição por Londres – com Harry e Hagrid em uma moto voadora.

2 – A Primeira Tarefa

Uma das melhores sequências de ação da saga, empolgante e extremamente bem feita. A trilha de fundo acerta, os efeitos visuais são perfeitos, enfim, é uma cena impecável.

1 – Ataque sobre Londres

Se você leu minha crítica sobre O Enigma do Príncipe, sabe o quanto eu adorei esta sequência. Uma maneira empolgante e estilosa de iniciar um filme; a direção dinâmica de Yates ajuda, assim como a impecável fotografia e os efeitos visuais.

A Pedra Filosofal

A EA criou uma boa estrutura e gráficos razoáveis para a tecnologia da época, mas ainda assim é um bom game. Fiel tanto ao livro quanto ao game, jogabilidade decente e um entretenimento eficiente.

Nota: 6,0

A Câmara Secreta

Na minha opinião, o melhor game de Harry Potter já feito. Joguei a versão para Playstation 1 há alguns anos, mas foi muito divertido. O jogo é difícil, agradável, possui muitas missões bacanas (algumas presentes apenas no livro) e uma jogabilidade boa. Pena que eu nunca terminei-o inteiramente…

Nota: 10

O Prisioneiro de Azkaban

Aqui começa o “GTA Harry Potter”. Além de contar com a excelente trama do filme/livro original, os gráficos melhoraram bastante, há mais feitiços para serem destravados e interatividade nos cenários é sensacional; correr livre pelo castelo de Hogwarts…

Nota: 9,0

Quiditch World Cup

Basicamente, é um Fifa/ PES de Quadribol. A jogabilidade é agradável, mas imperfeita. Divertido no ponto certo, mas peca por não oferecer tantas opções e agilidade.

Nota: 6,5

O Cálice de Fogo

Não gosto desse game. Possui a inovação de permitir mais personagens e o modo multiplayer, mas suas missões são repetitivas e cansativas. Por outro lado, 4 fases valem a visita: o Torneio Tribuxo (com destaque para a tarefa do dragão) e o duelo com Voldemort.

Nota: 5,5

A Ordem da Fênix

O pior da série. Bons cenários, ambientes recriados com perfeição e fidelidade ao filme e ótimos gráficos. Isso não é suficiente é claro, as missões limitam-se ao tedioso e horrível recrutamento da Armada Dumbledore e rebeliões. Nem a batalha final salva, já que os feitiços passaram de botões a movimentos do analógico…

Nota: 3,5

O Enigma do Príncipe

Possui o mesmo cenário detalhado de seu antecessor, mas pelo menos acrescenta algumas novidades interessantes. Nem comento as fáceis missões da história, que podem ser completadas sem nenhuma dificuldade. Vale pelas viciantes aulas de poções…

Nota: 6,5

Lego Harry Potter – Years 1-4

Sonho com um game de Lego Harry Potter desde que Lego Star Wars foi lançado em 2005. A empresa de blocos de montar consegue se superar na versão dos quatro primeiros anos do bruxo. Muitos personagens e cenários são disponíveis, a jogabilidade é ótima, mas peca por esquecer um pouco a história (não há nenhum diálogo), no entanto é diversão garantida.

Nota: 8,5

Quão fiel é cada filme da saga aos livros e cenas que eu queria que vissem a luz do dia na adaptação:

A Pedra Filosofal: Acho que nada, está bom do jeito que está.

A Câmara Secreta: A Festa do Aniversário de Morte, seria divertidíssima.

O Prisioneiro de Azkaban: De acordo.

O Cálice de Fogo: A presença dos Dursley e o encontro deles com a família Weasley é antológico.

A Ordem da Fênix: A visita ao Hospital St. Mungus, onde encontramos algumas caras conhecidas e aprendemos mais sobre os pais de Neville Longbottom.

O Enigma do Príncipe: Uma explicação melhor sobre as horcruxes; a maioria delas é apresentada neste livro.

Chris Columbus

Chegou ao projeto através de um de seus filhos, que era fã do livro e logo despertou a atenção do cineasta. Columbus, apesar de não ser um cineasta excepcional, merece muitos créditos por escolher o elenco certo, iniciar a trama e trazer para a tela tudo o que estava no livro.
Filmes que dirigiu: A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta.

Alfonso Cuarón

Provavelmente, a mão mais artística na saga. Em seu filme, aprimorou os efeitos visuais, apresentou novos estilos narrativos, tons de cores e desenvolveu o elenco; agora adolescentes, são bem coordenados pelo cineasta espanhol. Sem falar que a história ganha toques mais sombrios.
Filmes que dirigiu: O Prisioneiro de Azkaban

Mike Newell

Se Cuarón começou a se aprofundar no lado sombrio da saga, o inglês Mike Newel explorou mais ainda as trevas, principalmente pelo retorno de Voldemort. A grandiosidade dos cenários e os interesses românticos também são destaque.

Filmes que dirigiu: O Cálice de Fogo

David Yates

E finalmente, o diretor que finalizará a saga. Conseguindo equilibrar os níveis sombrios com humor, ação e mistério, o americano David Yates trouxe maturidade à franquia. Aprimorou praticamente todo os aspectos (positivos e negativos) dos filmes anteriores.

Filmes que dirigiu: A Ordem da Fênix, O Enigma do Príncipe, As Relíquias da Morte – Parte I e II.

Assim como cada diretor trouxe seu toque pessoal para cada filme, os compositores também teceram magníficas faixas musicais. Abaixo o maestro de cada filme e suas melhores composições:

John Williams

O mestre! Gênio por trás de algumas das melhores composições de todos os tempos e também aquele que cria as músicas-tema mais memoráveis; Star Wars, Indiana Jones, De Volta para o Futuro, entre outros. Em sua contribuição para Harry Potter, vale destacar o equilíbrio de tons; nos dois primeiros, eram – em sua maioria – temas festivos e alegres, enquanto no terceiro, Williams teceu tons sombrios e memoráveis.

Filmes: A Pedra Filosofal, A Câmara Secreta e O Prisioneiro de Azkaban.

Temas memoráveis:

Hedwig’s Theme (A Pedra Filosofal)

Buckbeak’s flight (Prisioneiro de Azkaban)

Patrick Doyle

Apenas compôs para um filme, mas fez um bom trabalho. Criando temas sombrios, instigantes e com muita referência nos anteriores, aliás, seu grande acerto foi aprimorar temas já existentes, como o tema principal da série. Boa contribuição, sem dúvida.
Filmes: O Cálice de Fogo

Temas Memoráveis:

The Story continues… (O Cálice de Fogo)

Harry at Winter

Nicholas Hooper

Em ambos os longas da série que trabalhou, Nicholas Hooper compôs temas distintos; agitados, românticos, sombrios e épicos. A maioria deles, magníficos. Depois de Williams, talvez tenha sido a melhor contribuição musical para a saga.
Filmes: A Ordem da Fênix e O Enigma do Príncipe.

Temas Memoráveis:

Flight of the Order (A Ordem da Fênix)

Slug’s Party (O Enigma do Príncipe)

Alexandre Desplat

Contratado para os dois filmes, o excelente Alexandre Desplat entregou um maravilhoso trabalho, retratando bem o tom de solidão e trevas da Parte I. No filme final, ele promete uma trilha mais épica. Mal posso esperar…

Snape to Malfoy Manor (Relíquias, Parte 1)

Ministry of Magic (Relíquias, Parte 1)

 

Grande galinha dos ovos dourados da Warner Bros, a saga Harry Potter encheu os cofres do estúdio com muito dinheiro. Acompanhe o desempenho econômico dos seis filmes da série; quanto custaram e quanto arrecadaram:

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Orçamento: u$125,000,000

Arrecadação: U$ 976,500,000

A Câmara Secreta

Orçamento: $100,000,000

Arrecadação: U$ 878,987,880

O Prisioneiro de Azkaban

Orçamento: U$ 130,000,000

Arrecadação: U$795,538,952

O Cálice de Fogo

Orçamento: U$150,000,000

Arrecadação: U$ 896,013,096

A Ordem da Fênix

Orçamento: U$150,000,000

Arrecadação: U$938,468,864

O Enigma do Príncipe

Orçamento: U$$250,000,000

Arrecadação: U$933,959,197

Relíquias da Morte – Parte 1

Orçamento: A ser definido, já que as filmagens ocorreram junto com as da Parte 2.

Arrecadação: U$ 955,001,070

Uma coisa eu tenho certeza sobre a primeira parte de As Relíquias da Morte: o final vai ser fdp, aquele tipo de “gancho” que deixa o espectador ansioso para a continuação. Vamos relembrar aqui alguns exemplos…

Obs: Não é nenhuma coincidência que são os “número 2” que possuem esse tipo de final.

De Volta para o Futuro 2

A dupla dinâmica Marty McFly e Doc Brown viaja até 1955 para impedir que um futuro pavoroso e sombrio torne-se realidade. Terminada a missão, o cientista – a bordo de seu DeLorean – é atingido por um raio e some. Depois descobrimos que este foi parar no Velho Oeste, 1885. Marty terá que resgatá-lo e, não fossem as cenas do terceiro filme que vem de brinde ao fim da projeção, eu teria ficado louco para saber o que aconteceria…

Matrix Reloaded

Depois de um espetáculo de cenas de ação, o segundo Matrix chega ao fim com duas grandes revelações; o protagonista Neo fica preso em um local desconhecido e o vilão da trilogia, o agente Smith, invade o mundo real. Lembro-me de que a reação no cinema foi assustadora…

Piratas do Caribe – O Baú da Morte

É realmente muito corajoso pegar o protagonista de uma franquia milionária e matá-lo ao fim da projeção. Claro, Jack Sparrow não morre (o terceiro filme é sobre seu retorno dos mortos), mas a cena do pirata entrando na boca do Kraken é memorável.

Kill Bill – Vol. 1

Após um banho de sangue trash e uma luta memorável contra Lucy Liu, a Noiva (Uma Thurman) continua sua vingança contra Bill, achando que sua filha está morta. Na cena final, ouvimos o antagonista revelar que ela estava enganada. Genial.

Alguns estão se saindo bem, outros são descaradas tentativas frustradas.

Crepúsculo

Não há dúvidas; mesmo que imperfeita e cheia de falhas, a saga Crepúsculo é a que chega mais perto do sucesso de Harry Potter. No entanto, a série já vai acabar e nem de longe teve o mesmo impacto que a saga do bruxo adolescente.

As Crônicas de Nárnia

Com um eficiente primeiro filme, mas uma mediana e arrastada sequência, a franquia Nárnia até que entretem, o elenco é razoável e os efeitos visuais e cenários também capricham. O terceiro capítulo sai este ano, veremos se melhora.

A Bússola de Ouro

Daniel Craig, Eva Green, Nicole Kidman, direção de arte espetacular e efeitos visuais de primeira disperdiçados em uma trama confusa, incoerente e muito cansativa.

Percy Jackson

Uma das mais descaradas e mal feitas tentativas de franquia que ja testemunhei. A história é fraca e desinteressante, o elenco é péssimo e acharam mesmo que só porque o Chris Columbus dirigiu os primeiros Harry Potter, que ele acertaria de novo.

Do primeiro filme da saga até aqui, o elenco principal cresceu muito. Vamos recordar:

Daniel Radcliffe

Rupert Grint

Emma Watson

O veredicto do blog em relação aos capítulos anteriores da saga:

Bem… O especial acaba aqui, espero que tenham gostado. E adeus à franquia Harry Potter, sentiremos sua falta.

Novo Harry Potter desiste do 3D

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 8 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

A Warner acaba de anunciar que Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I não será lançado no formato 3D, apenas na versão tradicional e IMAX. O motivo seria a falta de tempo para entregar uma conversão em 3D decente, depois das duras críticas sobre a de Fúria de Titãs.

Realmente, não havia muita necessidade de 3D, e se fosse pra ficar com um resultado grotesco, melhor que nem coverta mesmo.

O filme estreia em 19 de Novembro.

Remakes: Reconstruindo ou destruindo o cinema?

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

Em pleno Festival de Toronto, estão sendo exibidos filmes que eu antecipo muito. Um deles, é o remake de Deixa Ela Entrar, Let Me In, dirigido por Matt Reeves. Surpreendentemente, as primeiras críticas sobre o longa são muito boas (alguns chegam a preferir o remake ao original), o que é raro para um remake, principalmente de um filme tão prestigiado.

Remakes aliás, são muito mais comuns agora do que antigamente. Sua existência é mesmo justificada pela oportunidade de apresentar uma nova “visão” sobre o filme? Ou seria a falta de ideias originais? Vale a pena dar uma olhada na qualidade e nos tipos de refilmagens que já tivemos.

A Nova Visão

Alguns remakes até que conseguem entregar o que realmente prometem: uma nova visão sobre o filme original. Muitos não sem bem-sucedidos, mas é possível encontrar produções recentes nessa categoria. Geralmente, não é um “remake oficial”, apenas a premissa é aproveitada, mas ela pode caminhar de modos diferentes e se passar em épocas diferentes. O melhor exemplo? Paranóia, claramente baseado em Janela Indiscreta.

Atualizando o suspense da década de 50 para os dias de hoje e o fotógrafo de perna quebrada para um adolescente cumprindo prisão domiciliar, o longa é bem produzido, cativante e, mais importante, não tenta se igualar ao magnífico filme de Alfred Hitchcock, criando sua própria estrutura e voltando-se especificamente ao público mais jovem; isso é ótimo, o remake pode servir como passagem para o original, uma maneira de descobri-lo.

Nem tudo dá certo, claro. O que me vêm a cabeça agora, é O Dia em que a Terra parou, que ousou refilmar o clássico da década de 50, trocando a discussão sobre a Guerra Fria e o perigo iminente de destruição nuclear por uma trama ecológica (que poderia ter funcionado) com argumentação muito fraca. Únicos pontos positivos residem na boa atuação de Keanu Reeves e no novo visual do GORT.

A Cópia

Quando um filme praticamente refaz quadro-a-quadro o original, não há muito o que discutir: Só existe porque provavelmente a obra é estrangeira e o diretor do remake só quer cortar algumas legendas… O melhor exemplo de um remake cópia que refaz o original exatamente como era, mas não o entende, é o medíocre Quarentena.

A trama segue exatamente o mesmo caminho, o cenário é idêntico ao do original, mas toda a simplicidade que resultava em um filme assustador é banalizada com maquiagens forçadas, cachorros infectados (o quê? Resident Evil?) e uma péssima protagonista. Se for pra fazer remake assim, não faça.

Por outro lado, alguns conseguem manter aqualidade do material original, refazendo-o quadro a quadro pelo mesmo diretor dos dois filmes, como por exemplo, o psicodélico Violência Gratuita de Michael Haneke, que simplesmente trocou o elenco alemão por um americano.

Ambos possuem o mesmo tom, os mesmos enquadramentos de cena e, basicamente, o mesmo roteiro. E devo admitir, se em Quarentena Jennifer Carpenter errou feio ao tentar se igualar à Manuela Velasco de [REC], Michael Pitt não só captou a persona de Frank Giering, mas entrega um trabalho tremendamente inspirado e até melhor, que por algum motivo insano como seu personagem, não recebeu nenhum prêmio.

A Homenagem

Basicamente, é aquele tipo de remake que faz ligeiras mudanças na história, ampliando-a e ganhando o toque pessoal do diretor. É o tipo mais comum de se encontrar e também o mais bem sucedido. Vale destacar dois filmes que, na minha opinião, ficaram melhores que o original.

A Fantástica Fábrica de Chocolate, por exemplo, teve seu remake dirigido por Tim Burton, que aperfeiçonou o original em todo aspecto possível. Têm mais estilo, é mais divertido, mais engraçado e o roteiro acrescenta informações interessantes, como um final mais elaborado e origens de alguns personagens. Claro, a canção dos oompa-loompas não se iguala a do original…

Podem me atacar e criticar a vontade, mas acho o blockbuster de Peter Jackson muito superior ao bem produzido longa de 1933. Além do óbvio avanço tecnológico, o remake é mais bonito, empolgante e tem muito mais coração do que o original.

O diretor recriou cenas clássicas, controlou um  elenco é espetacular (Naomi Watts, perfeita. Jack Black, excelente) e fez uma bela homenagem ao original, que já tinha ganho uma nova versão com Kurt Russel, mas é melhor parar por aqui…

O Reboot

Não confundam, remakes e reboots são coisas diferentes. Semelhantes, mas distintas. Um reboot significa recomeçar uma franquia de maneira diferente, como está sendo feito com Homem-Aranha e Quarteto Fantástico e como foi feito brilhantemente na nova franquia de Batman.

Não sei decidir se os novos filmes de Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo entram nessa categoria ou na anterior, já que recomeçam a franquia, recriam algumas cenas, mas não seguem exatamente a mesma estrutura… Se alguém puder, comente e dê sua opinião.

Let Me In

Voltando ao caso de Let Me In, já comentei minhas expectativas na Primeira Olhada do filme, mas acredito que, além de conter uma nova visão, irá prestar uma bela homenagem ao sueco Deixa ela Entrar. O filme estreia em 8 de Outubro nos EUA e está sendo exibido atualmente no Festival de Toronto.

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.