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Hoyte Van Hoytema será o diretor de fotografia de BOND 24

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 16 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uma das grandes baixas que o novo filme de 007 sofre é a do diretor de fotografia Roger Deakins, indicado ao Oscar por seu trabalho surreal em Operação Skyfall – e também um dos melhores profissionais do ramo da atualmente. Pois agora o diretor Sam Mendes já encontrou o substituto, e é o cada vez mais ocupado Hoyte Van Hoytema, que recentemente cuidou da fotografia de Ela e Interestelar.

Mesmo que não tenhamos Deakins, Hoytema é um cara talentoso e sua contratação mostra que os produtores da série estão começando a valorizar melhor o visual de seus lançamentos.

As filmagens da nova aventura com Daniel Craig vão começar em Dezembro, com um lançamento previsto para Outubro de 2015. Ben Whishaw, Naomie Harris e Ralph Fiennes são os nomes confirmados até o momento.

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Sam Mendes não volta para BOND 24

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 6 de março de 2013 by Lucas Nascimento

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Depois de 007 – Operação Skyfall ter arrecadado mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria (sem uso do 3D, importantíssimo ressaltar) e diversos prêmios – que incluíram 2 Oscars este ano – muito se especulava sobre a volta do diretor Sam Mendes para mais uma aventura de 007.

E a especulação termina com a declaração oficial de que Mendes não assumirá o 24º filme de James Bond, já que encontra-se atarefado com duas produções teatrais. No entanto, o premiado diretor não descarta a possibilidade de retornar à franquia no futuro – e pessoalmente, espero vê-lo novamente.

Agora começa a busca por um novo diretor. John Logan (indicado ao Oscar por A Invenção de Hugo Cabret e co-roteirista de Skyfall) já trabalha no roteiro do novo filme (com boatos de que seria uma única história dividida em dois filmes, algo inédito para a franquia) e Daniel Craig, Ralph Fiennes, Ben Wishaw e Naomie Harris já estão confirmados para reprisar seus respectivos papéis.

O plano dos produtores Barbara Broccoli e Michael Wilson é lançar Bond 24 em 2014.

Torço apenas que o próximo diretor mantenha Thomas Newman na trilha sonora e Roger Deakins na direção de fotografia… Será que é sonhar demais?

Afogamento em Tons de cinza | A introdução de James Bond em CASSINO ROYALE

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , on 24 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento

Obs: Há SPOILERS sobre Cassino Royale aqui, mas acredito que todos já tenham visto o filme a esta altura.


Daniel Craig é James Bond

Tem início a projeção de 007 – Cassino Royale, vigésimo-primeiro longa do agente secreto James Bond, e o espectador fã do personagem percebe uma série de fatores incomuns dentro dos pradrões da franquia. Primeiro, a ausência da tradicional vinheta do “cano da arma” como abertura do longa e segundo, a presença de um visual em preto-e-branco. É assim que o diretor Martin Campbell apresenta ao mundo Daniel Craig no papel do espião mais famoso do Cinema.


Bond Noir: O agente é apresentado em preto-e-branco

Bond ainda não é um “00” quando o encontramos, ele ainda precisa cometer dois assassinatos para ser promovido a tal status e, consequentemente, ganhar sua licença para matar. O uso do preto-e-branco não é apenas um mero artíficio para acentuar a atmosfera sombria que permeia a cena – que traz o espião encurralando um traidor do MI6 em seu escritório – mas também uma sutil maneira de mostrar ao público que James Bond ainda não é “James Bond”. O preto-e-branco e seus tons de cinza imediatamente nos remetem ao antigo, ao passado e aqui não deve ser confundido com um mero flashback, e sim um prólogo. Iluminada com eficiência por Phil Meheux, é conferida à cena um belo visual noir, que casa perfeitamente com a situação que o roteiro de Neal Purvis, Robert Wade e Paul Haggis vai explicitando.


O primeiro assassinato de Bond

Bruscamente, a cena muda e acompanhamos Bond cometendo seu primeiro assassinato. Uma violenta luta em um banheiro toma conta da tela e, assim, conhecemos a capacidade do personagem para a brutalidade. Reparem que, mesmo mantendo o preto-e-branco, a cena apresenta uma granulação forte e suja, contrastando com as elegantes sombras do diálogo anterior. Uma oposição que não se limita apenas à fotografia, mas que contribui imensamente na mise em scène de Campbell: o primeiro assassinato é descontrolado e selvagem, quase mal feito (eis a granulação e a câmera intensa do diretor), ao passo que o segundo é um serviço executado com profissionalismo e limpeza, traços que são manifestados tanto pela paleta mais “suave” de Meheux, quanto pela câmera que se mantém mais estável (não podendo me esquecer também da música de David Arnold, que varia sua intensidade de acordo com a cena específica).

Bond elimina o traidor Dryden com um tiro silenciado, já o contato deste é vítima de uma morte “nada bonita”. Eis que surge em Cassino Royale um elemento interessantíssimo que se extenderá durante boa parte do longa (e também se apresentará em sua sequência, Quantum of Solace): Bond afoga o sujeito em uma pia.


A sexy Solange: primeira vítima do “Bond-Viúva-Negra”

Chega a ser irônico como o  afogamento perseguirá o personagem de James Bond, especialmente no que diz respeito a seus múltiplos interesses amorosos/sexuais. A começar com a bela Solange (Caterina Murino), esposa de um criminoso que Bond persegue nas Bahamas. Após uma noite de carícias, a moça surge morta numa praia e a causa de seu óbito é – mesmo que nunca fique muito claro – o afogamento. Mesmo que não tenha sido dessa forma, ela definitivamente foi encontrada no mar, tendo areia e algas em seu corpo para sustentar essa ideia. Mas tudo bem, porque Solange foi uma mera fonte para Bond, e quem de fato faz a cabeça do protagonista é a analista Vesper Lynd (Eva Green).

James se apaixona perdidamente por Vesper ao longo da missão central do longa, mas como você (que assistiu ao filme, claro) bem sabe, as coisas não dão certo para o casal, e Lynd acaba por traí-lo ao revelar-se associada de uma outra organização. E após uma tensa perseguição por Veneza, Vesper aceita seu destino e morre afogada – apesar das tentativas de Bond de salvá-la.


Vesper e Bond na linda cena do chuveiro

Não deixa de ser curioso também, que o primeiro momento (real) de intimidade entre Bond e Vesper seja na cena do chuveiro, quando a moça está perturbada por presenciar um assassinato pelas mãos de 007, e senta-se no chuveiro em uma tentativa (metafórica) de se limpar daquela situação assustadora. Mesmo já visando o suicídio ao se jogar na água durante o clímax do filme, pode-se dizer que Vesper tentava – mais uma vez – uma limpeza da situação.

Voltemos à primeira cena do filme, quando 007 já cometeu seus dois assassinatos. Apesar de minha teoria acima, há um elemento que poderia destruí-la: o sujeito afogado acorda, e Bond rapidamente se vira e “inaugura” o cano da arma, baleando seu oponente. Então, para manter a teoria de pé (e a Sétima Arte, maravilhosa como é, permite múltiplas interpretações de um fato) vejo a presença da vinheta como algo puramente estilístico (sem menosprezá-la, porque adoro a nova colocação desta), então o capanga desta cena morreu de fato, afogado por Bond.


O sangue vermelho traz, enfim, cores ao filme

E pra finalizar, Bond se torna Bond após esse cano da arma, realizando seus dois assassinatos e conseguindo seu status de 007. O sangue vermelho, que traz cores ao filme pela primeira vez, auxilia na conclusão dessa metamorfose.

| 007 – Operação Skyfall | James Bond ganha mais uma reinvenção

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento


Bond fica artístico: Daniel Craig encarna o personagem pela terceira vez

Tendo sua estreia nos cinemas em 1962 com Dr. No, o agente secreto James Bond comemora 50 anos de sua franquia cinematográfica e, nesse espaço de cinco décadas, muita coisa tem mudado. Adaptando-se para sobreviver, Cassino Royale transformou radicalmente o personagem em 2006 ao lhe oferecer uma abordagem realista e dispensar os elementos fantásticos que tornaram-se sua assinatura. Entra o premiado diretor Sam Mendes para continuar o legado e, nesse processo, acaba por reinventar (novamente) a franquia de forma brilhante em 007 – Operação Skyfall.

Tendo uma trama muito mais pessoal e centrada do que os longas anteriores, Skyfall começa quando o MI6 falha em uma importante missão na Turquia, tendo a identidade de seus agentes vazada na internet e seu quartel-general destruído. Buscando a identidade do misterioso agressor, James Bond (Daniel Craig) é enviado para neutralizá-lo, mas descobre que a missão tem uma significante relevância com o passado de sua chefe, M (Judi Dench).

O vigésimo-terceiro filme da série é, de fato, muito especial. Escrito por Neal Purvis, Robert Wade (esses já familiarizados com a franquia) e John Logan (indicado 3 vezes ao Oscar) o roteiro mergulha fundo em seus personagens, e aventura-se ao explorar de forma mais dramática a relação entre alguns deles. Bond e M, principalmente, têm mais detalhes revelados e nunca antes aprendemos tanto sobre o passado do protagonista como aqui – e com maior profundidade dramática, Daniel Craig tem a chance de explorar novas áreas, ficando bem próximo de ser datado com o intérprete definitivo do espião. O texto do trio também cria ótimos diálogos (a maior parte deles, proferidos pelo genial Silva de Javier Bardem), ainda que traga uma incrível necessidade de soltar trocadilhos sobre a série (“Será que eu compliquei demais a trama?”, diz Craig, ao passo em que Naomie Harris declara que este é “Um cão velho, com truques novos”), criando um efeito divertido, mas cujo uso excessivo o aproxima de uma paródia.


A magistral fotografia de Roger Deakins

Nome que normalmente não associaríamos ao um filme do gênero, Sam Mendes mostra que seu talento não está apenas ligado ao drama e faz a diferença no comando de ótimas cenas de ação. Sua execução é segura (reparem no longo plano que apresenta o vilão Silva, onde Mendes demonstra total confiança no talento de Bardem) e muito bem equilibrada – nesse quesito, a ótima montagem de Stuart Baird é eficiente ao criar tensão e controlar as múltiplas ações – e estas são visualmente impressionantes graças à inteligente fotografia do mestre Roger Deakins. Alternando entre tons quentes nas cenas em Macau e apostando em uma Londres sempre cinzenta e nublada, o cinematógrafo atinge o auge ao iluminar uma luta entre B0nd e um atirador em Xangai apenas com luzes de outdoors da metrópole. Só esse complexo (e lindo) trabalho, já é o suficiente para indicá-lo ao Oscar da categoria no ano que vem.

Mas o grande destaque do filme é a nova reinvenção que Bond ganha. O agente continua realista e frio como em Cassino Royale e Quantum of Solace, mas aqui tem mais senso de humor e volta a protagonizar acrobacias “impossíveis”, tal como pular de uma escavadeira para um trem em movimento – finalizando com uma sensacional ajeitada no terno. Há também o retorno do quartel-mestre Q, que aqui surge como um nerd na pele do excelente Ben Whishaw, fornecendo ao espião gadgets mais críveis (talvez não tanto assim, mas a abordagem à tais elementos se assemelha à dada por Christopher Nolan em sua trilogia do Batman) e piadas que fortalecem a atualização (“o que você queria, uma caneta explosiva? Não trabalhamos mais com isso”).

007 – Operação Skyfall é uma bela homenagem aos 50 anos da série e também um filme maduro, bem executado e com potencial de agradar os mais variados fãs do personagem. Sua conclusão inicia uma nova era para James Bond, e o futuro parece muito promissor.

James Bond Will Return…

Obs: Os hipnotizantes créditos de abertura deste filme são diferentes de qualquer outra presente na franquia. E a bela música de Adele a acentua com perfeição.

Read this review in english here.

Mulheres, tiros e acordes | As Aberturas de 007

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de 007 – Operação Skyfall na próxima sexta, preparei este pequeno especial sobre as aberturas da série. Aproveitem:

O CANO DA ARMA

Precedendo os créditos de abertura, temos a assinatura marcante da franquia: a sequência do cano da arma. O espectador observa do ponto de vista da arma de um assassino o  agente James Bond caminhar calmamente até eliminar seu oponente, culminando no derramamento de sangue e o clássico tema de John Barry.


A estreia da sequência em 1962

Desenvolvida pelo designer Maurice Binder em 1962, a sequência tem o visual inspirado no cano de uma arma calibre .38, e alguns ainda dizem que faz referência ao final de O Grande Roubo do Trem. A cena mantém a mesma estrutura até hoje, mas com mudanças sutis acrescentadas ao longo dos anos. Em O Satânico Dr. No, o dublê Bob Simmons assumiu o terno de Bond e protagonizou a primeira abertura da série.

Depois de trabalhar em 14 filmes da franquia, Binder faleceu em 1991. Entra Daniel Kleimann para susbtituí-lo em GoldenEye, onde a abertura ganha, pela primeira vez, elementos digitais em sua composição.


Daniel Craig filma seu primeiro “cano da arma”

A sequência ganhou uma radical variação em Cassino Royale, onde não serviu como abertura e quebrou com os paradigmas estabelecidos. Daniel Craig não usa um smoking nem dá a tradicional caminhada, e o cano da arma é incorporado à trama – o que faz muito sentido, já que Bond não era um agente “00” até cometer seu segundo assassinato e ao realizá-lo, eis que surge a famosa assinatura.

Outra mudança interessante aconteceu no último filme do agente, Quantum of Solace, onde o diretor Marc Foster resolveu colocar o cano da arma ao fim da projeção. Estranha pela velocidade da sequência (Craig acelera o passo) e pela sensação de esquecimento, como se Foster tivesse “lembrado” na última hora de inseri-la.

OS CRÉDITOS DE ABERTURA

E agora, vamos a uma breve análise sobre as canções que marcam presença nos créditos de abertura dos 23 filmes:

Enter Connery. Sean Connery.

O SATÂNICO DR. NO – “James Bond Theme”

Intérprete: John Barry

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

MOSCOU CONTRA 007 – “From Russia with Love”

Intérprete: Matt Munro

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

GOLDFINGER – “Goldfinger”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

A CHANTAGEM ATÔMICA – “Thunderball”

Intérprete: Tom Jones

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

SÓ SE VIVE DUAS VEZES – “You Only Live Twice”

Intérprete: Nancy Sinatra

Avaliação da música:2.5/5

Avaliação dos créditos: 2/5

Enter Lazenby. George Lazenby.

A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE – “We Have all the Time in the World”

Intérprete: Loius Armstrong

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Come Back, Connery. Sean Connery

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS – “Diamonds are Forever”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

Enter Moore. Roger Moore

VIVA E DEIXE MORRER – “Live and Let Die”

Intérprete: Paul McCartney

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO – “The Man with the Golden Gun”

Intérprete: Lulu

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O ESPIÃO QUE ME AMAVA – “Nobody does it Better”

Intérprete: Carly Simon

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O FOGUETE DA MORTE – “Moonraker”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

SOMENTE PARA SEUS OLHOS – “For Your Eyes Only”

Intérprete: Sheena Easton

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 3/5

OCTOPUSSY – “All Time High”

Intérprete: Rita Coolidge

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

NA MIRA DOS ASSASSINOS – “A View to a Kill”

Intérprete: Duran Duran

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Dalton. Timothy Dalton

MARCADO PARA A MORTE – “The Living Daylights”

Intérprete: A-Ha

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

PERMISSÃO PARA MATAR – “Licence to Kill”

Intérprete: Gladys Night

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Brosnan. Pierce Brosnan

GOLDENEYE – “GoldenEye”

Intérprete: Tina Turner

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O AMANHÃ NUNCA MORRE – “Tomorrow Never Dies”

Intéprete: Sheryl Crow

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O MUNDO NÃO É O BASTANTE – “The World is not Enough”

Intérprete: Garbage

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

UM NOVO DIA PARA MORRER – “Die Another Day”

Intérprete: Madonna

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

Enter Craig. Daniel Craig

CASSINO ROYALE – “You Know My Name”

Intérprete: Chris Cornell

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

QUANTUM OF SOLACE – “Another Way to Die”

Intérprete: Alicia Keys & Jack White

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

OPERAÇÃO SKYFALL – “Skyfall”

Intérprete: Adele

Avaliação da música: 5/5

007 – Operação Skyfall estreia em 26 de Outubro.

Tatuando uma cena | Além da Garota do Dragão Tatuado

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de agosto de 2012 by Lucas Nascimento

Com o blu-ray de Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres em mãos há mais de três meses, bateu a ideia de um artigo explorando alguns detalhes sobre o longa de David Fincher. Aqui, analiso principalmente a mise en scène e algumas escolhas musicais de determinadas cenas que apresentam detalhes impressionantes. Aproveitem:

Observação: o post traz muitos spoilers do filme (e também alguns acerca do SEGUNDO LIVRO da trilogia)

Os créditos de abertura


Come from the land of the ice and snow…

Ao som de “Immigrant Song”, famosa música de Led Zeppelin que ganha um cover por Karen O, Trent Reznor e Atticus Ross, os créditos inicias de Millennium são espetaculares e, quando disse que mereciam uma crítica própria, falava sério. E aqui vai ela:

Inicialmente nos deparamos com um close profundíssimo nos pneus de uma motocicleta, assim como suas partes mecânicas e panéis. Depois, o segundo estágio de Lisbeth Salander: suas habilidades como hacker, representadas pelo teclado (com símbolos suecos, mais uma boa forma de imersão no cenário da trama) que é preenchido pela substância obscura.

Dentre relances do rosto de Salander, misturam-se a sequência do fósforo – que remete diretamente a uma cena do segundo livro – onde Lisbeth incendia seu próprio pai e o que os designers da Blur Studio chamam de “Salander virtual”; um aglomerado de peças de computadores e fios USB que ganham o formato da protagonista.

Ao fim da progressão, o pai de Salander derrete e sua “versão virtual” entra em curto-circuito.

Agora vemos mais o Mikael Blomkvist de Daniel Craig, que começa a ser acariciado e agarrado por mãos que o destruirão ao fim da cena. Paralelamente, vemos as raízes e espinhos de flores que crescem dentro do rosto de Harriet Vanger e uma fênix (que Salander tem tatuada na perna) tomando voo.

E junto com a queda de Blomkvist, o icônico dragão tatuado começa a ganhar vida das costas de Lisbeth.

Logo depois, o momento que define o termo “homens que não amavam as mulheres”, quando vemos o pai de Lisbeth esmurrar sua mãe. É interessante observar que os pedaços melequentos da vítima respingam na jovem Salander, representando que ela cresceu assistindo cenas do tipo (a vespa saindo de seus olhos contribui nesse quesito) e que essa violência de certa forma a definiu, e deu origem a seu ódio contra “homens que não amam mulheres”.


As mãos grotescas que destroem o rosto de Lisbeth

E esses mesmos sujeitos são responsáveis pela destruição da protagonista, que tem seu rosto coberto por inúmeras mãos sujas e grotescas para depois lentamente ser derretido.

Na conclusão da cena, vemos o fim do ciclo das flores de Harriet e o momento em que ele recomeça, marcado pela desintegração das pétalas. Voltando para Blomkvist, seu rosto é violentamente amordaçado por manchetes de jornal – simbolizando muitíssimo bem seu problema legal que é apresentado posteriormente – e este começa a vomitar moedas, uma metáfora brilhante para o agravo forçado de suas economias.


A inssurreição de Salander

Entre agulhas penetrando peles e a colisão das faces de Blomkvist e Salander, uma mão perfura a terra e a forte imagem apresenta dois significados: ou remete diretamente ao clímax do segundo livro (onde a personagem é enterrada viva) ou seria mais uma metáfora, dessa vez para mostrar a resistência de Salander a um mundo cruel e de preconceitos.

Foram só 3 minutos de filme e já tivemos uma carga dramática e visual sem precendentes.

Assista à cena:

Estocolmo, Suécia e seus personagens


A descida de Mikael Blomkvist

A história finalmente começa quando vemos Blomkvist descendo a escada do tribunal após sua condenação (e adoro o fato de ele estar descendo, como se tivesse caído de posição) e sendo abordado por dezenas de repórteres. É divertida a interação entre o jornalista e seus colegas do ramo, e o roteiro de Steven Zaillian sugere que Mikael conhece todo o pessoal da mídia; e que ele possui ótimas rebatidas. “O que é isso? O evento da mídia do ano?”


O jornalista condenado encara uma chuva pesada

Saindo do tribunal, nada mais depreciativo do que uma pesada chuva sob os ombros de nosso herói caído (elemento que marcou presença em Se7en, também de David Fincher) enquanto ouvimos diversos trechos de entrevistas e telejornais, que – de forma intrínseca – explicam bem o caso de Mikael Blomkvist, acusado de difamação contra o poderoso empresário Hans Erik Wennerstrom; e a edição de sonora de Ren Klyce é bem-sucedida ao misturar tais passagens sem torná-las incompreensíveis.


O empresário Hans Erik Wenneström

Em um café, contínuamos ouvindo às reportagens sobre a condenação de Blomkvist. Quando ele entra, compra um café e um sanduíche e volta a analisar o veredicto. E é aí que vemos o tal Wennerstrom pela primeira vez: rodeado por advogados, ele prega que o jornalista teve o que mereceu (“Todos os jornalistas devem entender, assim como o resto de nós, que seus atos têm consequências).

Uma curiosidade divertida: a balconista do café é uma jovem chamada Ellen Nyqvist, filha do ator Michael Nyqvist, intérprete de Mikael Blomkvist na versão sueca da trilogia. Muita coincidência, não?

Blomkvist compra um maço de cigarros e, logo em seguida joga-o no lixo, limitando-se apenas a uma tragada. Uma observação reveladora sobre o personagem é o fato de este comprar também um isqueiro, indicando que o jornalista não carrega consigo o hábito do fumo, dando a entender que este largara o vício anteriormente, mas agora o retoma sob consequência de sua condenação. Um detalhe interessante na cena acima é o televisor no canto esquerdo, que mostra imagens de Blomkvist saindo do tribunal, e elas coincidem precisamente com a apresentação do personagem.

Blomkvist então segue para o escritório de sua revista Millennium, onde ignora toda a equipe de redação e segue para conversar com sua parceira e amante, Erika Berger (Robin Wright). A relação curiosa dos dois é mantida como no livro: os dois são parceiros sexuais, mesmo Berger sendo casada.


A revista Millennium traz: Blomvist – Nas Correntes

Agora conheceremos Lisbeth Salander (Rooney Mara), a garota com o dragão tatuado. A câmera inicialmente foca em uma cópia da revista de Blomkvist no relatório da investigadora (percebam que há uma certa continuidade, visual e estrutural, nos eventos: Blomkvist-Millennium-Relatório) e então conhecemos o adovgado Dirch Frode (Steven Berkoff) e o chefe de Salander, Dragan Armansky (Goran Visnjic).


“É possível que esperemos para sempre”

Na esperta montagem de Kirk Baxter e Angus Wall, vemos Lisbeth chegando ao escritório enquanto, entre cortes, Armansky “apresenta” sua empregada e prepara o terreno para sua marcante aparição. “Ela é uma das minhas melhores investigadoras, como viu pelo relatório. Mas acho que não vai gostar dela. Ela é diferente. Em todo sentido”.

Acompanhamos as costas da personagem, e já é possível reparar em seu nada discreto moicano e nos olhares curiosos que a jovem desperta em sua caminhada até o escritório de Armansky. A trilha de Trent Reznor e Atticus Ross também contribui, capturando a aura bizarra de Salander (a faixa nessa cena é chamada “We Could Wait Forever”, referência à frase de Armansky da mesma cena).

Salander junta-se aos dois no escritório e finalmente temos uma boa visão da personagem. Ela ignora o cumprimento de Dirch Frode e larga suas coisas no chão antes de sentar-se à mesa.

Reparem em como ela se senta distante dos dois e passa grande parte do tempo evitando contato visual.

This is Harriet…

A primeira tomada de Harriet (segurando uma flor), em um flashback.

Após introduzir Blomkvist sobre a história de alguns membros da família Vanger (dando destaque para uma presença nazista), Henrik vai direto ao ponto que o levou a contratar o jornalista: o desaparecimento de sua sobrinha-neta Harriet.

24 de Setembro de 1966: a fotografia de Jeff Croenwenth esquenta e adota belíssimos tons de sépia para apresentar o mistério da jovem de 16 anos. A família Vanger se reúne para um almoço de negócios, enquanto um clube de iate promovia um desfile de Outono no centro da cidade. Harriet e amigas comparecem ao evento.

Harriet retorna por volta das 14h e pede para conversar com Henrik.

Ocupado, ele pede que ela aguarde alguns minutos (reparem como a narração do velho Henrik quase casa perfeitamente com o movimento labial de sua versão rejuvenescida).

Ela corre pelas escadas e sua prima Anita a segue.

É aí que o acidente ocorre. Uma terrível colisão entre um caminhão e um carro isola a cidade, despertando a curiosidade de muitos e também exigindo a ajuda de membros da família Vanger, polícia e bombeiros.

Uma hora após o acidente, Harriet é vista na cozinha pela empregada Anna. O relógio na parede marca 15:20h.

Os feridos são retirados dos destroços do acidente, vemos o Detetive Morell pela primeira vez e todos começam a retornar para seus lares.

Observe também o jovem Martin Vanger, que atravessa os veículos e junta-se aos membros da família.

Durante o jantar, Henrik percebe o desaparecimento de Harriet. Dentre a mesa repleta de convidados, apenas um prato de comida e uma taça de bebida permanecem intocados.

Um vislumbre do jovem Dirch Frode.

De volta ao presente, Mikael já não está tão cético. Seu olhar sugere que a história de Henrik o convenceu.

Já tendo prendido a atenção do jornalista, Vanger agora o leva ao elemento-chave do mistério. Enquanto o acompanha até o sótão, ele comenta que o corpo de Harriet teria aparecido na costa se tivesse caído no mar, referenciando o próprio pai da jovem, que morrera em 1965. Não sabemos ainda, mas o sujeito foi vítima da própria filha.

Henrik e Mikael caminham em uma sala escura, até que o velho acende as luzes e revela o conteúdo de suas paredes: dezenas de flores emolduradas. Vanger explica que o “presente” chega anualmente no dia de seu aniversário, suspeitando vir do assassino de Harriet (já que esta costumava lhe enviar tais recordações).

Com a câmera passeando pelas flores, o espectador faz a conexão com o prólogo do filme e este, enfim, faz sentido. A música ao fundo é “How Brittle the Bones”.

Vemos, logo depois, o trem das 16h30 partindo da estação de Hedestad. E Blomkvist não está nele.

Observação sobre Martin Vanger

Durante o jantar onde conhece Blomkvist, Martin diz que chegou à Hedestad muito depois, no trem das 16h. É mentira, nós o vimos na ponte durante o acidente e o horário na cena era algo por volta das 15h30.

O estupro I

O som de um faxineiro limpando o chão acompanha Lisbeth até o segundo encontro com seu tutor, Nils Bjurman (Yorick Van Wageningen). O uso do efeito sonoro ajuda a mostrar que o escritório está sendo esvaziado, que todos estão indo embora.

Note que há uma porta-retratos na mesa de Bjurman, onde o vemos com sua mulher e filho. Mostrar que o assistente social tem família só o torna mais assustador, mostrando que este é, aparentemente, uma pessoa normal

Bjurman diz que Salander precisa aprender a socializar-se e levanta da cadeira. A câmera de Fincher então foca a barriga do personagem, animalizando-o, tornando-o ainda mais grotesco. Lisbeth já sente que a situação não terminará bem e evita todo tipo de contato visual.

O assistente se aproxima dela e senta na beirada da mesa. A câmera de Fincher agora adota um enquadramento que enfoca a posição maior de Bjurman, deixando Lisbeth minúscula perto do “monstro”;  enquanto o barulho da enceradeira vai mesclando-se com a tensa música de Trent Reznor e Atticus Ross (a faixa aqui é “With the Flies”). Ele joga a mochila da jovem e a faz sentir o tecido de sua calça, para logo depois forçá-la a masturbá-lo.

O problema fica pior quando Bjurman aperta a cabeça de Salander, levando-a à felação em pleno escritório. É possível ver uma aliança de noivado no dedo do estuprador.

A câmera afasta e temos um campo visual maior, exacerbando a gravidade da situação (acho assustador a presença de diplomas e comprovantes de reconhecimento na parede, que sugerem que Bjurman é um profissional nato).

Bjurman tem um orgasmo. A câmera pega seu rosto de cabeça ponta-cabeça.

Um corte grosseiro mostra Lisbeth no banheiro lavando a boca com sabão e até forçando vômito. Fica subentendido que Bjurman ejaculou em sua boca. Ele entrega o cheque a ela e devolve sua mochila.

Ela sai pelo corredor e vemos um faxineiro encerando o chão, responsável pelo zumbido que assombrara a cena anterior.

Fade para uma das melhores tomadas do longa, onde Lisbeth está em seu apartamento ouvindo música. A câmera vai se aproximando e engenhosamente vira de ponta-cabeça para revelar seu rosto, e a fotografia de Cronenweth esquenta fervorosamente seu tom de vermelho, como se a personagem fosse explodir. Mas agora, o que significa essa virada? A agressiva mudança de rumo da história – que se dá pelo inesperado estupro da protagonista – ou até mesmo a diferente percepção de mundo que Salander possui. Acho interessante também que há uma certa rima entra essa tomada e a que mostra Bjurman durante o orgasmo (logo acima). Lembrando também que nesse momento, Salander já planeja sua vingança.

O estupro II

Lisbeth anda pela rua e telefona para Bjurman. Ela já tem a intenção de visitá-lo novamente e executar a primeira parte de sua vingança. A situação é revertida quando o sujeito a obriga a comparecer em sua residência (um território desconhecido) e então passa o endereço. Salander diz não precisar de uma caneta para anotá-lo, sendo um dos primeiros indícios que o roteiro de Zaillian usa para retratar a “memória fotográfica” da personagem.

A música de Reznor-Ross vai intensificando a atmosfera, enquanto a fotografia de Cronenweth acerta ao retratar o apartamento de Bjurman de forma sombria. Salander é recebida pelo sujeito de forma maliciosa, e o terror impregna em sua caminhada até o quarto.

Salander posiciona a mochila em um ângulo que capture uma boa visão do quarto, dando destaque para a cama. Ainda não sabemos, mas ali encontra-se uma câmera escondida.

Fincher segue sua lógica de mostrar Bjurman em planos mais altos, tornando-o uma figura grande e ameaçadora, a passo que Lisbeth é minúscula perto do mesmo.

Bjurman domina Salander e coloca uma algema em seu pulso. Ela corre para a porta, mas é agarrada e a mesma se fecha; como se o espectador não precisasse testemunhar a cena que está por vi, culminando em um fade out que leva o espectador para longe da situaçao.

Mas não é o que Fincher pensa, e ele imediatamente nos leva para o centro da situação.

Fade in: A garota é algemada na cama (que tipo de sujeito mantém algemas em casa?)…

e seu agressor começa a despi-la brutalmente.

A penetração tem início. Fincher posiciona a câmera quase que na testa do estuprador, revelando sua total posição dominante sobre a pobre Lisbeth.

A garota para de gritar. O roteiro de Zaillian afirma que nesse momento, Salander isola-se em sua mente como uma forma de “fugir” da situação.

O botão da mochila de Salander ganha uma atenção especial da câmera, antes de cortar de volta para Blomkvist em Hedestad.

Posteriormente, temos Lisbeth retornando para casa após o estupro. Bjurman lhe entrega seu cheque e esta vai embora.

A caminhada pelas sombrias ruas suecas torna-se ainda mais perturbadora graças à excelente composição batizada de “She Reminds of You”.

Lisbeth chega em casa, larga o cheque (em primeiro plano) em cima da mesa e toma um analgésico.

Primeira vez que vemos os seios da protagonista, assim como a tatuagem em sueco (que seria uma homenagem à sua falecida mãe) que esta possui nas costelas.

Depois, Salander toma um banho na esperança de aliviar seus ferimentos. A primeira tomada nítida de sua tatuagem de dragão…

e também uma sutil referência à Psicose ao trazer o sangue caindo na água.

A vingança

Lisbeth bate na porta de Bjurman, que atende com espanto. Ele deixa-a entrar.

É revelador como vemos um certo arrependimento do estuprador, ao dizer que “sente-se mal pelo modo como o encontro anterior dos dois havia terminado”. Fria e impetuosa ela ataca-o com um taser e o assistente social é derrubado no chão.

Nesse momento, a mise-en-scène que Fincher estabelecera sobre a dominância de Bjurman sobre Salander é radicalmente quebrada. A câmera agora liberta-se e acompanha a situação em um plano plongé (com a câmera acima da cena), revelando que Bjurman é só um homem e toda sua aura monstruosa é deixada de lado. A música de Reznor-Ross aqui é excelente, declarando o início da vingança.

Acompanhamos uma tomada similar à do estupro de Salander, só que dessa vez a câmera de Fincher nos leva para dentro do quarto de Bjurman; observe suas roupas e uma mancha que eu deduzo ser suor. O espectador não quer fugir da situação, ele quer saber o que vai acontecer.

Bjurman acorda nu e com os braços e pernas amarrados, além de ter sua boca tapada com fita adesiva. Lisbeth (com uma maquiagem sensacional sobre os olhos) revela ao estuprador que tinha uma câmera no último encontro dos dois.

Agora as mesas foram viradas: Salander está sob o controle, e a câmera de Fincher enquadra o poder da jovem.

Mais um ângulo que mostra a superioridade de Salander.

Ela então retira um dildo metálico de sua bolsa, para total desespero de Bjurman.

É, vocês sabem o que acontecem depois… (e destaque para o repulsivo efeito sonoro escolhido por Ren Klyce).

Salander então ameaça o assistente social e obriga-o a entregar de volta o controle sobre suas finanças. Caso contrário, ela vazará o vídeo que revela o estupro.

Além disso, ela o proíbe de se encontrar com qualquer garota e promete ficar de olho no apartamento.

Ela chuta o dildo, que penetra mais fundo em Bjurman. Detalhe para a cruel ironia nesse plano-detalhe: o vídeo de Lisbeth sendo estuprada roda ao fundo, ao mesmo tempo em que esta se vinga do assistente social.


“It’s ok, you can nod. Because it’s true… I am insane”

Lisbeth fala diretamente com a câmera ao pronunciar: “Eu sou louca“.

O elemento final da vingança de Salander se aproxima: a tatuagem. Ela coloca uma máscara de proteção (elemento genial, como se a personagem evitasse sujar-se com sangue de sua vítima).

Ela monta Bjurman e começa sua “obra de arte”, com a bizarra “Of Secrets” tomando conta da trilha.


EU SOU UM PORCO ESTUPRADOR”

À medida em que analisava mais e mais detalhes desta impecável obra, a postagem foi ficando longa demais e decidi deixar alguns elementos de fora. No entanto, espero que isto sirva para comprovar a competência e imaginação de David Fincher, que a cada novo filme vem se firmando como um dos melhores diretores da atualidade.

E por falar em Millennium, ainda aguardo novidades sobre a continuação…

Daniel Craig quebra tudo no novo trailer de SKYFALL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 31 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

Agora que já vi O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 007 – Operação Skyfall é o filme que mais anseio para o restante do ano. E o longa de Sam Mendes ganhou hoje um explosivo novo trailer, que explica a história, traz o jovem Q, Javier Bardem e muitas cenas de ação. Confira:

007 – Operação Skyfall estreia em 2 de Novembro.