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Novo trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

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Uau. Michael Fassbender promete brilhar como o fundador da Apple em Steve Jobs, assim como a direção de Danny Boyle e o roteiro de Aaron Sorkin. Confira o novo trailer:

Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels e Katherine Waterson completam o elenco.

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA. No Brasil, só em 21 de Janeiro…

Primeiro trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 17 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

E acaba de sair o trailer teaser de Steve Jobs, projeto sobre o fundador da Apple escrito por Aaron Sorkin e dirigido por Danny Boyle. Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e Jeff Daniels são apresentados na prévia, que é breve, mas muito eficiente: sinto uma vibe de A Rede Social.

Confira:

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA.

STEVE JOBS vai sair ainda em 2015

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 4 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois de atrasar as filmagens e o início da produção, o biopic de Steve Jobs, que Danny Boyle dirige e Aaron Sorkin escreve, teve sua estreia adiantada. Muitos esperavam um lançamento em 2016, mas a Universal confirmou que o filme sairá nos EUA em 9 de Outubro deste ano, em plena temporada de prêmios.

Michael Fassbender intepreta Jobs e Seth Rogen seu melhor amigo, Steve Wozniak. O elenco conta ainda com Kate Winslet, Jeff Daniels, Katherine Waterston, Sarah Snook e Michael Stuhlbarg.

Steve Jobs estreia nos EUA em 9 de Outubro. Sem previsão no Brasil…

Sony desiste do filme sobre Steve Jobs

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 20 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Eita nós. Depois de problemas para encontrar o ator definitivo para o filme de Steve Jobs (Michael Fassbender seria a nova aposta) que Aaron Sorkin desenvolve com a Sony, o estúdio desistiu de vez do projeto. Agora, a Universal está de olho para adquirir os direitos da adaptação e tocar o projeto.

Bom, é definitivamente um sinal ruim. Ou talvez a Sony estivesse com pressa para o lançamento do filme. Sorkin permanecerá como roteirista, mas não é certo se Danny Boyle ainda será o diretor.

Vamos aguardar por mais capítulos da novela de Steve Jobs.

Christian Bale desiste do filme de Steve Jobs

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 3 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

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A cinebiografia de Steve Jobs que Aaron Sorkin escreve para a Sony está se tornando um projeto difícil. Após a recusa de David Fincher para dirgir e a de Leonardo DiCaprio para atuar, agora é Christian Bale quem desiste do longa. Não há um motivo revelado à imprensa, apenas de que as negociações entre Bale e o diretor Danny Boyle não foram concluídas.

Agora, o estúdio recomeça a busca por um novo ator. De qualquer forma, sempre teremos Ashton Kutcher…

Brincadeira.

Leonardo DiCaprio pode viver Steve Jobs no cinema

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 21 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois da saída de David Fincher do projeto de Steve Jobs bancado pela Sony Pictures (detentora dos direitos autorais da biografia não autorizada de Jobs), o estúdio já vai à procura de novos grandes nomes. Se Fincher apostava em Christian Bale para o papel principal, o novo candidato Danny Boyle (de 127 Horas, Quem quer ser um Milionário? e Trainspotting) traz uma opção ainda mais radical: Leonardo DiCaprio – com quem trabalhou em A Praia.

Percebe-se que a Sony aposta grande no projeto, que traz roteiro de Aaron Sorkin (oscarizado por A Rede Social e também responsável por O Homem que Mudou o Jogo e a série The Newsroom). O filme será composto por três atos de 30 minutos cada, e em tempo real – o que difere bastante da estrutura tradicional do filme estrelado por Ashton Kutcher.

Mais um biopic para DiCaprio? Oscar? Veremos.

| Em Transe | Thriller de hipnose se perde em suas reviravoltas

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , on 3 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

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Sou fascinado pela complexidade da mente humana e as incríveis funções do cérebro. Também nunca recusei um bom filme de heist (assalto). Então, após o diretor Christopher Nolan juntar os dois temas com maestria em A Origem, fiquei empolgado com a imersão de Danny Boyle em Em Transe, longa que compartilha de uma premissa similar mas que falha por ultrapassar a linha entre o “absurdamente bom” e o “absurdamente… absurdo”.

A trama gira em torno de um roubo a uma casa de leilões londrina. O bando liderado por Franck (Vincent Cassel) consegue com êxito roubar uma preciosa pintura, mas encontra um desafio ainda maior quando Simon (James McAvoy), o leiloeiro responsável pelo trabalho interno, recebe uma pancada na cabeça e esquece o paradeiro do quadro. Certo de que o sujeito não faz jogo duplo, Franck contrata a terapeuta Elizabeth (Rosario Dawson) para submeter Simon a sessões de hipnose, visando ajudá-lo a se lembrar de tudo.

É uma premissa sedutora para qualquer cineasta. Dono de um estilo autoral invejável, Danny Boyle fornece ao longa um visual arrebatador, dando ao diretor de fotografia Anthony Dod Mantle a possibilidade de “brincar” e experimentar diversas paletas de cores e iluminações distintas – dentre as quais destaca-se a contra-luz, utilizada com frequência. Boyle também é criativo ao oferecer diversos enquadramentos que capturam a estranheza de situações e ambientes, seja pela posição da câmera (que constantemente opta pelo “ângulo holandês, inclinado) ou pelas diferentes lentes escolhidas, alcançando um resultado onírico que se assemelha muito com seu trabalho em Trainspotting.

Mas se Em Transe é visualmente estimulante, também revela-se uma narrativa desequilibrada e cheia de furos. O roteiro de Joe Ahearne e John Hodge (que já havia sido adaptado em 2001 para a televisão) é hábil em fornecer enigmas e questionamentos para o espectador – especialmente por iniciar o longa na “metade” da história – e preencher seus personagens com atitudes capciosas.  No entanto, é decepcionante ao buscar explicações absurdas para os mistérios do longa, principalmente pelo implausível arco da Elizabeth de Rosario Dawson (que exibe corajosamente seu corpo em momentos-chave) e das demais reviravoltas que não fazem sentido dentro da trama. É difícil falar sobre suas falhas sem entregar spoilers, mas basta dizer que o longa se perde na tentativa de gerar ambiguidade.

Com uma trilha sonora agitadíssima assinada por Rick Smith, Em Transe é cativante em sua premissa e trabalho visual, mas são elementos desperdiçados por uma narrativa bagunçada e desestruturada. É daqueles filmes pra se ver com muita atenção, pois dessa forma será possível enxergar todos os furos de seu roteiro.

Análise Blu-ray | 127 HORAS

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , on 23 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

127 Horas é uma empolgante história de sobrevivência, narrada com maestria pelo diretor Danny Boyle e movida pelo talento imenso de James Franco, que revela-se um ótimo ator dramático. Com uma belíssima fotografia e uma dinâmica montagem, é um ótimo filme e merece ser visto em Blu-ray. Crítica

Extras

Comentário em Áudio

O diretor Danny Boyle, o co-roteirista Simon Beaufoy e o produtor Christian Coulson comentam o filme inteiro, apresentando detalhes interessantes sobre cenas específicas, algumas dificuldades para filmar no Blue John Canyon, a empolgante trilha sonora de A.R. Rahman e não faltam elogios para o trabalho de James Franco. Perde pontos apenas por não apresentar a opção de legendas em português…

Cenas Excluídas

Apresentando cerca de 35 minutos de cenas excluídas, vemos aqui mais mensagens de Aron no cânion (que ajudam a explorar o talento de James Franco), um diálogo interessante com as mochileiras do início do filme e também um final alternativo que eu particularmente não gosto tanto quanto o original. Bom material.

Busca e Resgate

Nesse extra, colocamos a ficção de lado para analisar os fatos sobre o resgate de Aron Ralston (que no filme é retrato de forma subjetiva, sem lhe dar muitos detalhes). Aprendemos como a família do alpinista e grupos de resgate descobriram o paradeiro do rapaz, as cirurgias enfrentadas por Aron após a amputação e o verdadeiro milagre que ele teve ao ser encontrado por uma família no cânion. Há depoimentos de Aron Ralston (que passa uma bela mensagem de superação), sua mãe, a equipe de resgate e as (reais) mochileiras Kristi e Megan. Muito bom.

127 Horas: Uma Visão Extraordinária

Vamos aos negócios de cinema: aqui, acompanhamos o making of de 127 Horas, apresentando detalhes sobre a suada performance de James Franco (inspirada pelos depoimentos reais de Aron no cânion) e as dificuldades enfrentadas ao trabalhar em um ambiente tão apertado e limitado. É bacana também ver o entusiasmo do diretor Danny Boyle no set, e seu orgulho ao ver uma cena terminada. É muito explicativo (a cena da amputação é analisada detalhadamente) e apresenta-se no tempo de duração necessário. Perfeito.

Obs: O Blu-ray apresenta o curta-metragem vencedor do Oscar, The God of Love. Já que nada tem a ver com 127 Horas ou seu material extra, não me senti na obrigação de comentá-lo (mesmo tratando-se de um trabalho excelente). Outro dia…

Nota Geral:

127 Horas é um belíssimo filme, que fica ainda mais espetacular no Blu-ray; a qualidade de imagem é uma das mais superiores que eu já vi (a imagem é em fullscreen, o que torna a experiência mais imersiva) e os extras são muito eficientes. Recomendado.

Preço: 79,90

Próximo da Fila: Danny Boyle (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , , , , , on 8 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

Depois de contar a história de Aron Ralston em 127 Horas, o inglês Danny Boyle vai dirigir um filme completamente diferente, dentro do subgênero heist movie.

Trance é um remake que fala sobre uma quadrilha que planeja roubar uma casa de leilões de arte, mas tudo dá errado quando a pessoa que os chamou para o serviço é atingido na cabeça e acorda em estado de amnésia, despertando grande desconfiança dos ladrões, que contratam uma hipnotizadora para descobrir as intenções reais do homem.


Michael Fassbender é o único rumor no que diz respeito a elenco

Por enquanto não há nomes confirmados no elenco, mas Michael Fassbender (Bastardos Inglórios, X-Men: Primeira Classe) pode ser contratado como o líder da quadrilha.

Trance pode começar as filmagens em Setembro deste ano, na Inglaterra, para lançamento em 2012. Aguardemos.

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte IV | Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

Another Year – Mike Leigh

Mais um filme que provavelmente vai passar longe dos cinemas brasileiros… Mike Leigh é um profissional talentoso e acho a premissa de Another Year, que acompanha um casal de meia-idade e suas relações com amigos e familiares. Resta esperar pelo DVD/Blu-ray…

Quotação Memorável:Você não pode sair por aí com uma grande anúncio dizendo, não se apaixone por mim, sou casada.” – Mary

A Origem | Christopher Nolan

Christopher Nolan sempre soube escrever roteiros e ter ótimas ideias, mas ele alcança o topo de sua carreira com A Origem, ao mostrar um grupo de indivíduos que entra na mente de empresários procurando segredos e plantando ideias. A trama se desenvolve com adrenalina e leva a situações complexas e imprevisíveis.

Quotação Memorável: “No estado de sonho as seguranças do subconsciente estão baixas, deixando seus pensamentos vulneráveis ao roubo. Se chama Extração.” – Arthur

O Discurso do Rei | David Seidler

O roteiro de David Seidler acerta em colocar a gaguice do protagonista como foco central do filme, e depois os metódos e serviços de realeza. Desenvolve bem as relações entre seus personagens e escreve diálogos memoráveis e elegantes, com direito à citações de Shakespeare.

Quotação Memorável:Se eu sou Rei, onde está meu poder? Posso declarar guerra? Formar um governo? Criar um imposto? Não! E ainda sim sou o foco das autoridades porque acham que quando eu falo, falo por eles. Mas não sei falar.” – Rei George VI

Minhas Mães e meu Pai | Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

Pois é, não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai, mas a premissa de mostrar um casal de lésbicas que têm filhos através de inseminação artificial – e depois lidar com a aparição do doador – é muito interessante e, pelo visto, tratada com bom humor.

Quotação Memorável:Bem, eu preciso das suas observações do mesmo jeito que preciso de um pau na minha bunda!” – Nic

O Vencedor | Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

 

Original? Não, é pura fórmula dos filmes de esporte – especificamente os de boxe – e não adiciona elemento inédito algum, apenas a relação do boxeador com sua família desequilibrada e consegue criar alguns bons diálogos, mas… Não iria doer colocar Cisne Negro no lugar deste.

Quotação Memorável: “Eu tive que ler o filme inteiro. Maldita legenda” – Charlene Fleming

Ficou de fora: Cisne Negro | Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin

De fato, Cisne Negro não possui diálogos tão memoráveis, mas merecia a indicação por seu simbolismo e complexidade narrativa ao apresentar a bailarina dividia Nina Sayers. Tomando o balé como plano de fundo, o jogo psicológico é tão intrincado que é difícil distinguir o real do imaginário.

Quotação Memorável:A única pessoa no seu caminho é você mesma” – Thomas Leroy

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

127 Horas | Danny Boyle & Simon Beaufoy

Adaptado de: Livro Between a rock and a Hard Place, de Aron Ralston

Mais uma vez trabalhando com Simon Beaufoy, Boyle e seu parceiro traçam uma narrativa empolgante a partir de uma situação difícil que se passa em um único cenário. Criam bons diálogos em que Aron conversa consigo mesmo e inserem flashbacks/delírios com eficácia.

Quotação Memorável: Essa pedra tem me esperado a minha vida inteira. À sua vida inteira, desde que era uma parte de um meteorito, bilhões de anos atrás. No espaço. Estava me esperando chegar aqui. Bem aqui, nesse lugar. Eu me dirigi a ela minha vida inteira. Desde o minuto que nasci, cada respiro, cada ação tem me levado a esse buraco na superfície. – Aron Ralston

A Rede Social | Aaron Sorkin 

Adaptado de: Livro Bilionários por Acaso, de Ben Mezrich

Que texto. O talentoso Aaron Sorkin traça e conduz uma história sobre a fundação de um site de maneira espetacular, criando diálogos brilhantes, longos, analogias geniais e repleto de referências pop. Grande trunfo também, é a narrativa não linear, que vai e volta no tempo (que a montagem traduz à tela impecavelmente) e acrescenta um tom investigativo à história de Mark Zuckerberg e seu Facebook. O melhor roteiro dos últimos anos.

Quotação Memorável: “Escute, você provavelmente vai ser uma pessoa de computadores de muito sucesso. Mas vai passar a vida inteira achando que as garotas não gostam de você porque você é um nerd. Mas eu quero que você saiba, do fundo do meu coração que isso não vai ser verdade. Vai ser porque você é um babaca.” – Erica Albright

Bravura Indômita | Joel Coen & Ethan Coen

Adaptado de: Livro Bravura Indômita, de Charles Portis

Beirando o excêntrico, o texto dos irmãos Coen apresenta ótimos personagens com motivações cativantes e diálogos excepcionais, que utilizam-se de muito humor negro, piadas e até referências à figuras da época. A bizarrice também marca presença: as longas pausas, os coadjuvantes non-sense e as habituais surpresas…

Quotação Memorável: “O solo está congelado. Se queriam um bom enterro deveriam ter morrido no verão” – Rooster Cogburn

Inverno da Alma | Debra Granik & Anne Rosellini

Adaptado de: Livro Winter’s Bone, de Daniel Woodrell

O texto de Inverno da Alma é bem formulado e tem clima de misterio, mesmo mantendo-se preso do início ao fim à realidade enfrentada pela protagonista. A composição de cada personagem é genial (também gostei dos nomes, como Teardrop) e o destino de cada um é coerente.

Quotação Memorável: “Eu estaria perdida sem o peso de vocês nas minhas costas. Não vou a lugar nenhum” – Ree Dolly

Toy Story 3 | Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich

Adaptado de: Sequência de Toy Story e Toy Story 2

Aceitando o desafio de criar uma história à altura dos primeiros filmes, Michael Arndt escreveu uma trama bem humorada, com emoções fortes e personagens impagáveis (Ken e Lotso entram para a história), conseguindo retratar com eficiência a transição de criança para adolescente, alcançando resultados magníficos.

Quotação Memorável: “Até mais, parceiro.” – Woody

Ficou de fora: O Escritor Fantasma | Robert Harris & Roman Polansky

Provavelmente foi a polêmica prisão do diretor Roman Polansky que evitou que o ótimo Escritor Fantasma recebesse merecidas indicações. A maior delas, seria mesmo o roteiro que provine diálogos formidáveis e elegantes. A trama desenvolve-se bem e apresenta diversas reviravoltas chocantes.

Quotação Memorável: “Um fantasma em um lançamento de seu livro é como uma amante em um casamento” – O Fantasma

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém. Mesmo.

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

David Fincher | A Rede Social

Esnobado por obras-primas como Seven e Clube da Luta, Fincher finalmente recebeu sua indicação em 2009, com Benjamin Button e sua segunda pelo filme mais “comum” de sua carreira. Mesmo mais contido na direção, Fincher dirige o elenco muito bem e compoe sequências extraordinárias; como a cena do hacking (que parece um assalto a banco) e a psicodélica Henley Royal Regatta.

Comentário do diretor sobre seu filme:Eu o vejo como o Cidadão Kane dos filmes de John Hughes” – Entrevista à New York Magazine

Joel Coen & Ethan Coen | Bravura Indômita

Exibindo suas habituais características incomuns ao longo do filme, a dupla merece créditos por, pela primeira vez, não distorcer o gênero em que trabalha, sem enchê-lo de cinismo ou anormalidade. A trama é conduzida de forma empolgante e divertida, recuperando um espírito cinematográfico que eu não via há muito tempo.

Comentário do diretor Ethan Coen sobre o filme: “Claro, Bravura Indômita é um Western, mas nunca consideramos nosso filme como um Western Clássico, e honestamente nunca pensamos nesse gênero em nenhum momento.” – Entrevista ao The Telegraph

Darren Aronfosky | Cisne Negro

O controverso Darren Aronofsky é outro grande cineasta que já estava merecendo uma indicação. Ao contar a história da bailarina Nina, o diretor usa todos os seus traços habituais; como imagens perturbadoras, cenas envolvendo drogas (ninguém faz isso como ele), ousadia, sensualidade e arranca mais uma performance principal excepcional.

Comentário do diretor sobre seu filme: “É do caralho!” – Entrevista no Festival de Toronto.

Tom Hooper | O Discurso do Rei

Vencedor do Directors Guild Awards, Hooper é o favorito para levar a estatueta. O inglês realiza um trabalho elegante ao mesclar técnicas cinematográficas com elementos de TV. Mas seu grande acerto é criar a atmosfera sufocante em torno do protagonista – graças aos enquadramentos; nas cenas em que ele discursa a tensão criada é enorme.

Comentário do diretor sobre o filme: “Eu queria uma visão diferente da Monarquia. Subverter as noções sobre as cerimônias que rodeiam circunstâncias de reis.” – Entrevista ao Below the Voice

David O. Russell | O Vencedor

O quase-desconhecido David O. Russell é visualmente criativo na composição de O Vencedor, acertando em diversos enquadramentos e movimentos de câmera. Faz um bom trabalho, mas nem de longe se compara ao de Christopher Nolan em A Origem, que poderia facilmente tomar a vaga…

Comentário do diretor sobre o filme:

Ficou de Fora: Christopher Nolan | A Origem

Realmente não dá pra descrever a ignorância da Academia em esnobar um dos maiores cineastas do nosso tempo. Filmou um longa de grande escala, viajou a 5 países e é mestre no que faz, sempre intrigando o espectador e impressionando-o. Um dia, ele terá seu momento.

Comentário do Diretor sobre o filme: “A Origem é sobre o potencial da mente humana e o que ela pode criar, e queremos ver isso em grande escala.” – Comentário no Blu-ray do filme

APOSTA: David Fincher | A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tom Hooper | O Discurso do Rei

Os indicados desse ano são melhores do que os do ano passado, com certeza. Muitos com nota máxima, realmente merecendo, mas apenas um levará o ouro. Os indicados são:

127 Horas

Danny Boyle entrega um de seus melhores trabalhos (até mesmo superior ao Quem quer ser um Milionário?) ao contar a notável história real de Aron Ralston. Equilibrando perfeitamente o tom de humor e drama, é uma experiência dinâmica e (re)apresenta ao mundo o talento de James Franco. Crítica

A Origem

Todo ano, tem aquele filme que é subestimado pela Academia… Aquele que deveria ser o verdadeiro campeão do Oscar. Dessa vez é  A Origem filmaço que resgata elementos do bom cinema, como filmar em locações exóticas, apresentar ideias originais e intrigantes e proporcionar emoções únicas. Inteligente, ousado e repleto de ação de cair o queixo. Crítica

A Rede Social

 

Batendo defrente com O Discurso do Rei como favorito ao grande prêmio, a saga de processos legais e aulas de informática sobre a criação do Facebook é um filme memorável. Com um roteiro esplêndido e excelentes atores, a trama é agitada, emocionante e intrincada. Quem diria que um filme sobre um site chegasse nesse patamar? Crítica

Bravura Indômita

Recuperando um espírito aventureiro a muito não visto, o faroeste dos irmãos Coen é empolgante e divertido, surpreendendo por suas reviravoltas e o perfeito trabalho em conjunto do elenco. Repleto de humor negro e ação, Bravura Indômita é um filme inesquecível e com potencial de clássico. Crítica

Cisne Negro

Provavelmente o mais ousado entre os indicados, Cisne Negro é um filme reflexivo, lotado de simbolismo e sensualidade. Uma visão perturbadora da batalha luz vs. trevas, apresentada em uma narrativa complicada e que nunca é o que parece; sempre pelos olhos de Natalie Portman. Crítica

O Discurso do Rei

Grande favorito (tem PGA, DGA e BAFTA nas mãos), O Discurso do Rei é o melhor filme sobre a realeza já feito. Subverte todos os elementos do gênero e apresenta um olhar diferente à História, por focar-se no problema de gaguice do Rei George VI e tratá-lo com bom humor. Um filme elegante, emocionante e com ótimo elenco. Crítica

Inverno da Alma

Memorável por seu realista retrato das dificuldades enfrentadas por uma família disfuncional no sul dos EUA, Inverno da Alma é um filme dramático e pesado, sendo um pouco monótono em alguns momentos, mas contando com performances admiráveis de seu elenco desconhecido. Crítica

Minhas Mães e Meu Pai

Como tradição, há sempre um indicado que eu não consigo ver… Dessa vez, é a saga familiar lésbica de Minhas Mães e Meu Pai. A premissa é muito interessante, mas é impossível traçar uma análise baseado em premissas, certo? Não me rendo ao download, então verei o filme apenas em seu lançamento em DVD/Blu-ray.

Toy Story 3

Mais uma vez a Pixar marca presença na categoria de Melhor Filme, agora com os brinquedos de Toy Story 3 que se despedem em um filme agradável, repleto de humor, personagens e situações memoráveis e um conclusão de encher os olhos. Crítica

O Vencedor

A mais recente entrada no gênero de boxe não apresenta grandes novidades ou consegue fugir de alguns clichês típicos da premissa. Ganha méritos por retratar de maneira inédita a relação familiar entre o lutador e também pelo elenco estelar, liderado pelo inspirado Christian Bale. Crítica

Ficou de fora: Ilha do Medo

Apresentando níveis de realidade quase tão complexos quanto os de A Origem (eu disse quase), o suspense de Martin Scorsese é uma obra perturbadora e surpreendente, repleta de boas atuações e valores de produção altíssimos e sofisticados. Tão tenso quanto O Iluminado, de Kubrick. Crítica

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Rede Social

Bem, o especial Oscar 2011 acaba aqui. Apostas feitas, aguardemos a premiação, que vai acontecer no domingo (27) e será transmitida na TNT e Globo, mas você também pode acompanhar uma transmissão aqui pelo blog. Até lá, mas antes, deem sua opinião sobre o grande vencedor da noite: