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| Anna Karenina | Um admirável feito teatral. Isso mesmo, teatral.

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , on 17 de março de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

AnnaKarenina
Keira Knightley mais uma vez comprova que nasceu na época errada

Um clássico literário sempre apresenta dificuldades em ser adaptado para o cinema. A ambição de alcançar um resultado favorável (ou alguns dólares a mais) muitas vezes leva a múltiplas versões da mesma história, como foi o caso da tragédia de Anna Karenina. Mas ao contrário das outras adaptações que a obra de Leo Tolstói já recebeu (e foram muitas), o diretor Joe Wright resolve quebrar o convencional e proporcionar uma criativa abordagem; mas infelizmente a estética se sobressai à narrativa.

Adaptado por Tom Stoppard, o texto nos leva à Rússia Imperial do século XVII, onde conhecemos diversos personagens envolvidos em diferentes situações da alta classe da sociedade. No núcleo delas, está Anna Karenina (Keira Knightley), esposa do influente e poderoso Alexei Karenin (Jude Law, quase irreconhecível), que acaba por arriscar toda a sua posição social e dignidade ao se envolver amorosamente com o sedutor conde Vronksy (Aaron-Taylor Johnson, o Kick-Ass).

Não li o livro de Tolstói (que é considerado um dos melhores trabalhos de literatura de todos os tempos), mas confesso que não fui cativado totalmente por sua história. O excesso de narrativas e personagens é capaz de confundir o espectador (notem que há dois personagens importantíssimos que compartilham do mesmo nome) e estende a duração além do necessário. Por exemplo, não acho interessante acompanhar a trama secundária sobre o Levin de Domnhall Gleeson (um dos irmãos Weasley, de Harry Potter), que mesmo servindo como uma antítese da queda da protagonista, empalidece diante de elementos superiores.

Estes não narrativos, já que o roteiro de Stoppard é falho em nos criar envolvimento com as personagens, enchendo o longa de diálogos expositivos (frases do tipo “Mas que homem bom!” ou “Seu marido é um santo!” servem apenas para martelar características que já haviam sido estabelecidas anteriormente), mas sim na técnica que Joe Wright propôs. Levando a ideia de que as relações na alta classe “não passam de encenação”, o diretor apresenta as ações de Anna Karenina desenrolando-se em um palco de teatro: começamos até com uma cortina e muitos dos cenários vão alternando-se manualmente, necessitando até de “ajudantes” para montá-los em diferentes transições de cena. O momento em que dois personagens saem de um escritório para ir jantar é particularmente inspirado, merecendo aplausos por sua eficaz velocidade e as trocas de vestimentas realizadas pelos figurantes (que de operários, transformam-se em garçons) e reconhecimento ao impecável design de produção de Sarah Greenwood.

E Wright não se limita apenas a artifícios teatrais, oferecendo também diversas mise-em-scènes que contribuem de forma eficiente (e com muita exuberância) à história. Um baile onde todos os convidados encontram-se repentinamente congelados no tempo a fim de destacar a dança de Anna e Vrosnky (e o impacto que esta ação causa) e os pedaços de um bilhete rasgado que vão se transformando em uma nevasca são algumas de minhas preferidas. Há também recorrentes indícios que ajudam a antecipar o desfecho da trama, que terá uma locomotiva como peça fundamental, manifestando-se de forma brilhante através de cortes rápidos e os inspirados acordes de Dario Marianelli.

Com um elenco competente e bem entrosado (com Keira Knightley mostrando novamente que só deveria fazer filmes de época), Anna Karenina é um estimulante exercício técnico, mas falho ao apresentar e desenvolver sua história. Mas que fique aí a admirável intenção do diretor Joe Wright: abordagens radicais para obras clássicas.

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O Incógnito Oscar 2013 | Volume III: Sons & Música

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E chegamos ao volume 3 do especial Oscar 2013. Aqui, analisaremos as categorias de som e as musicais. Vamos nessa:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria

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Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser impactante. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Per Hallberg e Karen M. Baker

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O trabalho de edição de som é sempre muito eficiente nos longas de 007, considerando que estes sempre trazem tiroteios, explosões e perseguições nos mais variados veículos. Em Skyfall, já iniciamos o filme com uma corrida de motocicletas que culmina em uma luta no topo de um trem em movimento e até mesmo uma escavadeira destruindo a traseira de um dos vagões. O design de produção é habilidoso durante toda a projeção e sabe organizar a intensidade e volume de determinados efeitos; exemplo, a explosão do MI6, que é uma eficaz quebra nas camadas silenciosas estabelecidas na cena anterior.

  • Melhores Efeitos Sonoros e Foley no Motion Picture Sound Editors

Argo | Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn

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Não há explosões ou tiroteios em Argo, mas o trabalho de edição sonora do filme merece créditos puramente por sua pesquisa histórica, e a maneira como esta é aplicada diferentemente. O melhor exemplo encontra-se nos gritos iranianos das multidões, e como a equipe aumenta ou diminui tais camadas sonoras; a cena em que Tony Mendez e os reféns atravessam uma manifestação dentro de uma van ajuda a esclarecer os diferentes níveis a que são editadas as cantorias, contribuindo para o exacerbamento da tensão. Um trabalho competente.

As Aventuras de Pi | Eugene Gearty e Philip Stockton

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Um dos principais elementos de As Aventuras de Pi é a manutenção de um zoológico, logo podemos esperar uma vasta diversidade de animais aqui. A equipe de desenho de som acerta na captura e manipulação de sons, grunhidos, rugidos e todo outra manifestação sonora das mais diferentes espécies de animais (eu particularmente nunca tinha ouvido o choro de uma zebra antes) e sabe como usá-los apropriadamente, fazendo muito barulho – por exemplo – na cena em que os peixes voadores atravessam o bote de Pi ou nos ensurdecedores rugidos do tigre Richard Parker.

  • 2 Vitórias no Motion Picture Sound Editors

Django Livre | Wylie Stateman

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Como é de costume nos filmes de Quentin Tarantino, a violência sempre explode inesperadamente e tal característica é muito bem representada pelo trabalho de som. Em Django Livre, estamos no Velho Oeste (Sul), então não faltam tiroteios e explosões surgindo a níveis altíssimos, onde o design de som é particularmente criativo ao mostrar o sangue jorrando de corpos e pelo uso de efeitos sonoros caricatos (como as balas ricocheteando). Sem esquecer das “onomatopéias” que surgem quando a câmera de Tarantino utiliza o zoom rápido, gerando um efeito muito divertido.

A Hora Mais Escura | Paul N.J. Ottosson

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Assim como 007 – Operação Skyfall, a edição de som de A Hora Mais Escura traz muitas “explosões” sonoras, que surgem inesperadamente para causar tensão. Aqui o impacto é maior, já que grande parte da primeira metade do filme sobre a caçada por Bin Laden é ambientada em escritórios e bases secretas, e a equipe faz um bom trabalho com as cenas que envolvem atentados terroristas, torturas e tiroteios. Mas o ápice do filme é também o da edição de som, que consegue adicionar efeitos discretos (mas destrutivos) aos rifles que o exército usa para invadir o esconderijo de Bin Laden.

FICOU DE FORA: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

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Eu já estava meio que conformado com a possibilidade de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge passar despercebido entre as categorias principais, mas a ausência de seu trabalho de edição de som é simplesmente irracional. Com eficientes efeitos sonoros para a moto e veículo voador do protagonista (sendo ambos impecavelmente modificados a fim de atingir um volume altíssimo), a equipe ainda criou uma das vozes mecânicas mais icônicas desde o Darth Vader de Star Wars: Bane. O filme provavelmente foi esquecido porque os americanos tiveram problema em entender a voz do personagem. Ah, tá.

APOSTA: As Aventuras de Pi

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Skyfall

MEU VOTO: Django Livre

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Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Scott Millan, Greg P. Russell e Stuart Wilson

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Assim como a edição de som é fundamental para um filme de ação, a mixagem é igualmente importante, principalmente para garantir verossimilhança aos inúmeros tiroteios e a um confronto entre metralhadoras e helicópteros. Mas o que mais me interessou na mixagem de Operação Skyfall foram suas sutilezas, como uma delicada transição que é demarcada pelo som da chuva mesclando-se com o de uma cachoeira ou pela genial cena do prédio em Xangai, em que todas as camadas sonoras são diminuídas para dar espaço à trilha de Thomas Newman e ao silêncio – seguido pelo crescimento do suspense – que o momento requer.

Argo | John Reitz, Gregg Rudloff e Jose Antonio Garcia

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Sendo em sua maior parte um filme de diálogos (com exceção de algumas cenas mais agitadas, como a a invasão à embaixada e as perseguições pelo Grande Bazar e o aeroporto), a mixagem de som de Argo é bem sucedida nestes quesitos básicos – além de acertar na condução sonora das cenas de ação. Um belo exemplo onde o departamento faz jus à indicação é quando acompanhamos de forma intrincada três discursos diferentes: as exigências políticas iranianas, as respostas americanas a estas e a leitura do roteiro do “Argo”. Todos eles juntos e bem divididos – e com a adequada trilha sonora de Alexandre Desplat – fazem desta uma das mais poderosas cenas do filme.

As Aventuras de Pi | Ron Bartlett, Doug Hemphill e Drew Kunin

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Com a bela música de Mychael Danna dando o toque necessário em seus momentos apropriados, os inúmeros efeitos sonoros animais, discutidos na seção de Edição de Som, são bem mesclados aqui. O ápice da mixagem em minha opinião, ocorre na cena do naufrágio do navio que transporta o zoológico da família Patel, onde esta traz ensurdecedores alarmes de emergência, o som da água invadindo as ocupações da embarcação e os gritos de desespero de seus variados tripulantes animais… Tudo ao mesmo tempo, e a equipe merece palmas por não sacrificar a compreensão dessas diferentes camadas.

Lincoln | Andy Nelson, Gary Rydstrom e Ronald Judkins

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A indicação de Lincoln aqui é justificada pela indicação do longa no maior número de categorias, certamente. Mas também porque a Academia adora prestigiar filmes com muitos diálogos aqui, o que é o caso da cinebiografia de Spielberg para o presidente que nomeia o longa. A mixagem acerta ao inserir diversas discussões paralelas que tomam lugar no Congresso americano e considerando que a trilha sonora de John Williams não é das mais eloquentes, não é difícil equilibrá-la com o trabalho vocal do elenco. Um trabalho cuja indicação só é justificada para glorificar o filme, realmente.

Os Miseráveis | Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Hayes

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Sendo Os Miseráveis um longa musical, é essencial um trabalho de som efetivo. Aliada a esse comum requisito, vem o fato de esta nova versão trazer o elenco todo cantando ao vivo, e não durante a pós-produção, logo a trilha musical precisa ser encaixada de forma a preservar o trabalho vocal de seus intérpretes – tarefa que a equipe realiza muitíssimo bem. O problema, em minha opinião, surge quando a mixagem tenta ousar demais, em especial na cena em que acompanhamos múltiplas canções simultaneamente. O resultado não é incompreensível, mas confuso de se acompanhar e levemente cacofônico.

  • Cinema Audio Society
  • BAFTA

APOSTA: Os Miseráveis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: As Aventuras de Pi

MEU VOTO: Skyfall

trilha

Um longa-metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Thomas Newman

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O tema original de James Bond criado por John Barry é um dos mais icônicos da História do cinema. Tendo isso em mente, é de se admirar que o compositor Thomas Newman tenha preenchido 007 – Operação Skyfall com ótimos acordes sem precisar fazer uso excessivo do trabalho de Barry, trazendo-o apenas em momentos-chave (observem o final de Granborough Road). Em seu lugar, Newman traça uma trilha elegante e empolgante que traduz musicalmente alguns elementos da trama, desde a atmosfera agitada de Istambul (Grand Bazaar), a presença tecnológica na espionagem (Quartermaster), a sensualidade (Close Shave) e os cantos mais obscuros do passado de 007 (Skyfall). A trilha de Newman funciona em todos os requisitos, e seria muito interessante vê-lo na franquia novamente.

Faixa preferida: Quartermaster

  • BAFTA

Anna Karenina | Dario Marianelli

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Além das tradicionais melodias russas (Dance with Me) e também de uma linda canção tradicional (The Girl and the Birch), o compositor Dario Marianelli traz de volta em Anna Karenina alguns elementos que lhe garantiram o Oscar por seu ótimo trabalho na trilha sonora de Desejo & Reparação (também do diretor do Joe Wright): o uso de sons para produzir uma música. Aqui, por exemplo, o barulho de uma locomotiva pelos trilhos vai se transformando em uma série de batidas  que ajudam a preparar o terreno no início da narrativa (Clerks). A música de Marianelli é charmosa e inventiva, e demasiada superior às trilhas que comumente encontramos em longas do gênero.

Faixa Preferida: She is of Heavens

Argo | Alexandre Desplat

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O trabalho de Alexandre Desplat em Argo funciona muito bem isoladamente, mas em tela não é dos mais notáveis. Primeiro porque o francês usa seus acordes em poucos – mas apropriados – momentos e geralmente opta por instrumentos de cultura árabe (Main Theme) ou batidas rápidas. Sua música é eficiente ao provocar as reações emocionais apropriadas, tanto o ápice do desespero (Breaking Through the Gates) como a emoção do sucesso (Cleared Iranian Airspace). É, sim, um bom trabalho, mas que empalidece diante da excelente trilha sonora incidental escolhida por Ben Affleck, que vai de Van Halen a Led Zeppelin.

Faixa Preferida:

As Aventuras de Pi | Mychael Danna

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Em um filme com poucas locações como é As Aventuras de Pi, a trilha sonora é essencial para estabelecer o tipo de ação que ocorre e o tom desta. Felizmente, Mychael Danna acerta em cheio e oferece um trabalho que apresenta uma fantástica mistura de instrumentos e culturas. Seja na presença francesa (Pondicherry), passando por manifestações do belo (Which Story do you Prefer?), divertido (Flying Fish) ou desesperador (God’s Storm), a música de Danna sempre traz composições criativas e que funcionam tanto isoladamente quanto em cena.

Faixa preferida: Set Your House in Order

  • Globo de Ouro

Lincoln | John Williams

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Olha aí o compositor onipresente! Em sua 48ª indicação (e marcando 40 anos de colaboração com o diretor Steven Spielberg), Williams deixa o espetáculo de lado e procura melodias mais contidas na cinebiografia de Abraham Lincoln. Fazendo uso do piano a fim de criar um tema melancólico para o protagonista (With Malice toward None), o veterano ainda traz algumas faixas com forte presença da gaita (Race to the White House ) que ajudam a traduzir o período em questão. Mesmo que sejam boas composições, é um trabalho muito tímido de Williams (o que é compreensível, devido à abordagem de Spielberg ao longa) e que se encaixa como uma das mais esquecíveis de sua carreira.

Faixa Preferida: The Blue and Grey

FICOU DE FORA: A Viagem | Tom Tykwer, Reinhold Heil & Johnny Klimek

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Mesmo aqueles que desaprovaram o intrincado A Viagem, devem admitir que o trabalho de Tom Tykwer, Reinhold Heil e Johnny Klimek na composição musical é de primeira linha. Além de criarem temas elegantes que passam pela aventura, drama, comédia e romance, o trio acerta ao mixar de formas variadas o “Sexteto Cloud Atlas”, que ora surge na forma de piano, ora transforma-se em uma grande orquestra. Essa peça musical é um dos pontos-chave do filme, sendo composta por – nas palavaras do personagem de Ben Whishaw – “movimentos em que pessoas diferentes se encontram novamente e novamente em épocas diferentes, vidas diferentes”. Magistral.

Faixa Preferida: All Boundaries are Conventions

APOSTA: As Aventuras de Pi

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Skyfall

MEU VOTO: Skyfall

canção

E eu achando que a categoria seria anulada (após terem sido indicadas apenas duas obras no ano passado), pelo menos temos boas canções este ano, lembrando que as que surgem nos créditos finais não são consideradas pela Academia. Os indicados são:

“Before my time” – Música e Letra por J. Ralph | Chasing Ice

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Acho estranho a presença de “Before my Time” entre os indicados, já que a canção desempenhada por Scarlett Johanssom e x acontece durante os créditos do documentário Chasing Ice; o que a Academia considera como inválido para concorrer ao prêmio. Mas enfim, burocracias à parte, a música aqui é bem agradável e adequa-se ao tema proposto pelo longa, especialmente sobre o derretimento de geleiras. Mas sinceramente, Johanssom é uma cantora muito mediana.

Letra:

Cold feet, don’t fail me now

So much left to do

If I should run ten thousand miles home

Would you be there?



Just a taste of things to come

I still smile


But I don’t want to die alone
I don’t want to die alone
Way before my time



Keep calm and carry on
No worse for the wear



I don’t want to die alone
I don’t want to die alone
Way before my time

Is it any wonder
All this empty air
I’m drowning in the laughter
Way before my time has come

“Everybody needs a Best Friend” – Música por Walter Murphy e Letra por Seth McFarlane | Ted

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Com divertidas melodias e um ótimo ritmo, “Everybody needs a Best Friend” é uma canção enértica que ganha força graças à sua boa parte instrumental e a bela voz de Norah Jones. Sua presença em Ted é muito eficiente para marcar a passagem do tempo nas cenas iniciais, ao passo em que o protagonista vai crescendo junto com seu colega de pelúcia. Claro que a canção só entrou aqui porque Seth McFarlane é o apresentador da cerimônia, mas gostei de ela ter sido lembrada.

Letra:
My words are lazy
My thoughts are hazy
But this is one thing I’m sure of
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

You got a double
Who brings you trouble
And though you’re better without me
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

A fool could see decidedly
That you’re a ten and I’m a three
A royal breed is what you need
So how did you come to be stuck with a bummer like me

Oh you got a head full of someone dreadful
But how that someone adores you
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

A fool could see decidedly
That you’re a ten and I’m a three
A royal breed is what you need
So how did you come to be stuck with a bummer like me

Oh you got a head full of someone dreadful
And yet at last that someone adores you
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

I’m just a clown
And I’ll bring you down
But you just don’t care
‘Cause your best friend is me

“Pi’s Lullaby” – Música por Mychael Danna e Letra de Bombay Jayashri| As Aventuras de Pi

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Aliada aos eficazes acordes de Mychael Danna para “Pi’s Lullaby” está a linda voz da cantora indiana Bombay Jayashri. Mesmo que traga versos breves, a canção é muito bem usada na cena de abertura do filme – que vai apresentando diversas figuras da flora e fauna do protagonista, ressaltando a beleza dessas criaturas. Gosto do resultado, mas acho que o mérito é mais para Danna do que para a cantoria de Jayashri, me parecendo mais uma composição do que uma canção propriamente dita.

Letra (em indiano):

Kanne
Kanmaniye
Kann urangayo kanne
Mayilo togai mayilo
Kuyilo koovum kuyilo
Nilavo nilavin oliyo
Imayo imayin kanavo
Malaro malarin amudo
Kaniyo kaniyin suvayo

“Skyfall” – Música e Letra por Adele Adkins e Paul Epworth | 007 – Operação Skyfall

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As canções-tema dos filmes de 007 já se firmaram como uma das muitas assinaturas da série, e no aniversário de 50 anos da estreia de James Bond nos cinemas, o tema de Operação Skyfall não poderia passar batido. Cantada com a linda voz da britânica Adele, “Skyfall” é uma bela composição que evoca o estilo que predominava na franquia durante seus anos dourados – e nisso, traz uma adorável nostalgia. Além da impecável parte instrumental (que inicia-se com um melancólico piano), a letra escrita pela cantora e Paul Epworth adequa-se perfeitamente ao tom do filme e à temática do fim de um ciclo. Uma das melhores canções da série.

Letra:

This is the end
Hold your breath and count to ten
Feel the earth move and then
Hear my heart burst again

For this is the end
I’ve drowned and dreamt this moment
So overdue I owe them
Swept away, I’m stolen

Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall
Face it all together

Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall
Face it all together
At skyfall
That skyfall

Skyfall is where we start
A thousand miles and poles apart
Where worlds collide and days are dark
You may have my number, you can take my name
But you’ll never have my heart

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together
At skyfall

[x2:]
(Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall)

Where you go I go
What you see I see
I know I’d never be me
Without the security
Of your loving arms
Keeping me from harm
Put your hand in my hand
And we’ll stand

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together
At skyfall

Let the sky fall
We will stand tall
At skyfall
Oh

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

“Suddenly” – Música por Claude-Michel Schönberg e Letra por Herbert Kretzmer e Alain Boublil | Os Miseráveis

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Todas as canções da badalada versão da Broadway para Os Miseráveis estão no filme de Tom Hooper, mas apenas uma foi criada especialmente para o novo filme. Cantada suavemente por Hugh Jackman, “Suddenly” serve para marcar de forma sentimenal uma mudança na jornada de seu personagem, já que a canção surge logo após este adotar a jovem Cosette e enfim “descobrir o significado do amor”, como este próprio diz posteriormente. Em minha opinião, surge como uma quebra no ritmo agitado que a projeção vinha estabelecendo – fincando aquém de outras canções – mas é importante para ressaltar a vindoura transformação de Jean Valjean.

Letra:

Suddenly I see
Suddenly it starts
When two anxious hearts
Beat as one.
Yesterday I was alone
Today you walk beside me
Something still unclear
Something not yet here
Has begun.
Suddenly the world
Seems a different place
Somehow full of grace
And delight.
How was I to know
That so much love
Was held inside me?
Something fresh and young
Something still unsung
Fills the night.
How was I to know at last
That happiness can come so fast?
Trusting me the way you do
I’m so afraid of failing you
Just a child who cannot know
That danger follows where I go
There are shadows everywhere
And memories I cannot share
Nevermore alone
Nevermore apart
You have warmed my heart
Like the sun.
You have brought the gift of life
And love so long denied me.
Suddenly I see
What I could not see
Something suddenly
Has begun.

FICOU DE FORA: “Who Did that to You?” – John Legend | Django Livre

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É muito raro que Quentin Tarantino traga canções originais para seus filmes, e com Django Livre foram nada menos do que 4 músicas do tipo. Todas elas excelentes, mas minha preferida é de longe “Who Did That to You?”, que na empolgada voz de John Legend adiciona uma camada de epicidade à cena em que aparece (no caso, a fuga do protagonista de um grupo australiano) e imediatamente taxa Django como um dos mais icônicos heróis da filmografia de Tarantino. Sem falar que é um deleite de se ouvir.

Letra:

Now I’m not afraid to do the Lord’s work,
You say vengeance is his but Imma do it first.
I’m gonna handle my business in the name of the law.

Now if he made you cry, oh, I gotta know,
If he’s not ready to die, he best prepare for it.
My judgement’s divine, I’ll tell you who you can call,
You can call.

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool
Who did that to you, yeah,
Who did that to you, my baby,
Who did that to you,
Gotta find that fool who did that to you.

Now I don’t take pleasure in a man’s pain,
But my wrath will come down like the cold rain.
And there won’t be no shelter, no place you can go.

It’s time to put your hands up, time for surrender,
I’m a vigilante, my love’s defender,
You’re a wanted man, here everybody knows.

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool
Who did that to you, yeah,
Who did that to you, my baby,
Who did that to you,
Gotta find that fool who did that to you.

Now he’ll keep on running, but I’m closing in,
I’ll hunt him down ‘til the bitter end,
If you see me coming near, who you gonna call?

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool

You better call the doctor, call the lawyer,
I chase ‘em all the way to California,
Get my best trying to find that fool
Who did that to you

APOSTA: Skyfall

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Suddenly

MEU VOTO: Skyfall

E aqui se encerra a terceira parte do especial Oscar 2013. Preparem o papel e a caneta, pois amanhã publicarei a postagem que discute as categorias principais, incluindo melhor filme e diretor. Até lá!

Volume I – Atuações

Volume II – Categorias Técnicas