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| Pânico 4 | Um eficiente e sangrento retorno

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Suspense, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de abril de 2011 by Lucas Nascimento


Courtney Cox em mais um encontro com o assassino Ghostface

Onze anos  separam Pânico 4 de seu capítulo anterior e, de lá pra cá, muita coisa mudou no gênero de terror: a violência é muito mais explícita, franquias rendem inúmeras continuações desnecessárias e remakes surgem praticamente todo ano. Nesses tempos obscuros, Ghostface retorna para sua sátira ao gênero, saindo-se melhor do que o esperado.

Ambientada 15 anos após o primeiro filme, Sidney Prescott (Neve Campbell) retorna à fictícia Woodsboro onde reencontra velhos amigos e uma nova ameaça do assassino Ghostface, que agora possui novas regras.

A grande inovação proposta – e adequadamente executada – pela franquia Pânico é sua metalinguagem, que leva em consideração que seus personagens já viram outros filmes de terror e, portanto, sabem como sobreviver usando os clichês do gênero slasher como guia. Nesse novo mistério é apropriado como o roteiro de Kevin Williamson lida com o tema remake; seguindo exatamente a mesma estrutura do primeiro filme, deixando claro o desejo do assassino em refazer o filme original, mas com elementos atuais – sangue, exposição dos crimes, entre outros.

Uma ótima ideia que gera uma narrativa ao estilo do primeiro filme, mas que infelizmente traz uma quantidade excessiva de personagens, não encontrando tempo o suficiente para desenvolvê-los de forma complexa. Mas ainda assim, conseguimos atuações eficientes: Neve Campbell apresenta uma Sidney mais forte e madura, David Arquette continua divertido como o bobalhão Dewey e Courtney Cox é agradável como sempre.


Here’s Johnny! Emma Roberts prepara-se para conhecer Ghostface

No lado novo, temos personagens interessantes, mas que rementem ligeiramente aos do primeiro filme: Emma Roberts se sai bem como a emburrada Jill, enquanto Rory Culkin e Erik Nudsen divertem como os cinéfilos Charlie e Robbie, mas quem realmente se sobressai é Hayden Panettiere (da extinta série Heroes) como Kirby; fanática por filmes de terror, brilha na cena em que recita todos os remakes de terror já feitos na atualidade.

Wes Craven continua caprichando na direção, escolhendo bons ângulos e recursos visuais interessantes (a sequência de abertura é genial), criando um clima de suspense apropriado em certos momentos. Mas agora, ele tem outros recursos pelos quais Ghostface pode atacar: celulares, redes sociais e outras ferramentas, conseguindo retratar uma visão um tanto doentia da geração adolescente, mas que possui um certo fundo de verdade, mesmo que levada ao extremo em seu clímax.

Mais estiloso, mas com alguns problemas de roteiro e personagens, Pânico 4 é um belo retorno do assassino Ghostface, que captura bem a forma do gênero atual e oferece um entretenimento genuíno aos fãs. Quanto à identidade do vilão, é a maior surpresa da franquia.

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Favorite Scary Movie: Especial PÂNICO 4

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

Onze anos, três filmes e uma safra de novos estilos de filmes de terror depois, Pânico 4 chega aos cinemas, prometendo mais sátiras ao gênero. Aproveite:

Wes Craven no set de Pânico 4

A Weinstein Company anunciou o interesse de fazer Pânico 4 em 2008, mas Wes Craven disse que só dirigiria se o roteiro fosse tão bom quanto o do primeiro. Aqui estamos nós, Craven adorou o roteiro e começou a filmar em Junho de 2010, reunindo o trio principal da trilogia e também contratando “sangue novo” para a saga.

Curiosidade: Nenhum dos atores recebeu o roteiro completo (das 140 páginas, apenas as 75 primeiras foram entregues), protegendo a identidade do assassino Ghostface.

Problemas no set

Durante a produção do filme, Wes Craven perdeu o controle sobre o roteiro. O texto escrito por Kevin Williamson (Pânico) passou por uma revisada radical, assinada por Ehren Kruger (que escreveu, entre outros, Pânico 3). O diretor nada pôde fazer em relação ao assunto, mas defendeu Williamson afirmando que a premissa e as ideias originais eram inteiramente dele.

Craven ainda mencionou seu interesse em fazer mais dois filmes da franquia…

Retornos

Sidney Prescott | Neve Campbell

Sidney Prescott

Depois dos ataques de Ghostface, Sidney agora é autora de um livro de auto-ajuda de muito sucesso. Ela retorna para Woodsbrock, onde encontra seus velhos amigos e também uma nova ameaça do assassino cinéfilo Ghostface.

Dewey Riley | David Arquette

Dewey Riley

Voltando para seu antigo cargo de xerife em Woodsbroo, Dewey está casado com Gail e vai ter muita dor de cabeça quando os ataques de Ghostface recomeçarem. 

Gail Wheaters-Riley | Courtney Cox

Gail Wheaters-Riley

Depois de seis livros escritos e uma carreira sólida, Gale não é mais uma repórter e encontra-se casada com Dewey. Entediada do trabalho e da vida, desperta certo ânimo quando os assassinatos recomeçam.

Novas Caras

Jill Roberts | Emma Roberts

Jill Roberts

Prima de Sidney, mas não muito chegada a ela. Ingênua, mas adorável.

Kirby Reed | Hayden Pannettiere

Kirby Reed

Melhor amiga de Jill, é cinéfila e faz parte de um grupo sobre o assunto em seu colégio.

Charlie Walker | Rory Culkin

Junto com seu amigo Robbie, Charlie mantem um grupo de discussão sobre cinema, que torna-se essencial e de grande ajuda na investigação dos novos assassinatos de Ghostface. Os dois formam uma aliança com Gail.

Robbie | Erik Knudsen

Robbie

Cinéfilo e especialista no assunto, inicia um projeto em homenagem ao aniversário dos assassinatos de Woodsboro e, com seu amigo Charlie, alia-se a Gail Wheaters para investigar os assassinatos de Ghostface.

Será que algum desses é o assassino da vez?

Ghostface

Com sua roupa preta e máscara marcante, Ghostface é o ícone da franquia, o último grande serial killer a ser criado no gênero do terror. Nunca é a mesma pessoa, mas seus métodos que incluem o uso do cinema estão sempre presentes.

Criado por Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson, é descrito no roteiro do filme apenas como “um assassino mascarado”, o que levou a produção a criar um visual amedrontador para o personagem.

A máscara foi encontrada por Craven em um parque de diversões chamado Fun World, onde era conhecida como “máscara de fantasma-amendoim”. O cineasta adorou o visual sinistro desta e contatou seu fabricante, a funcionária Brigitte Sleiertin, que começou a desenhar e aperfeiçoar uma nova máscara; mas sem fugir do design básico.

Curiosidade: o visual da máscara com seus olhos arregalados e boca gigante foram inspirados no quadro impressionista “O Grito”, de Edvard Munch.

A Voz

Roger L. Jackson

Nas ocasiões em que Ghostface fala – principalmente, ao telefone – quem dubla sua voz é o ator Roger L. Jackson, que, nas palavras de Wes Craven,  oferece uma sofistificação maligna e característica essencial ao personagem. A mudança de voz é feita através de um pequeno aparelho, como visto em Pânico 3.

ATENÇÃO: O seguinte tópico revela spoilers sobre os filmes anteriores da franquia.

O Legado

Quem usou a máscara e a capa nos filmes da franquia:

Billy Loomis e Stu Macher

Billy Loomis e Stu Macher

O primeiro, ex-namorado de Sidney e o segundo, um excêntrico amigo. Ambos começaram a onda de crimes por vingança de Billy à Sidney, que a culpa pelo abandono de sua mãe – que tinha um caso com seu pai.

Mickey Roman e Sra. Loomis

Mickey Roman e Sra. Loomis

Adoro a referência aqui; no melhor estilo Sexta-Feira 13, a mãe de Billy planeja vingar-se de Sidney pela morte de seu filho, contando com o estudante Mickey como seu comparsa.

Roman Bridger

Roman Bridger

Diretor de cinema aspirante, é revelado ser o meio-irmão de Sidney, que pretende vingar-se dela pelo mesmo motivo que Billy: as farras de sua mãe com seu pai.

Modus Operandi

Começa o primeiro filme e a jovem Drew Barrymore atende o telefone que toca. O assassino Ghostface começa a ameaçá-la e rapidamente aterroriza-a com os detalhes que este conhece; a técnica de sobrevivência oferecida pelo lunático? Respostas sobre filmes de terror, citando um exemplo memorável:

Quem era o assassino em ‘Sexta-Feira 13’?

– Jason!

– Errado!

– Não, não é o Jason! Jason Voorhes.

– É o Jason nas continuações, no primeiro filme é a mãe dele, Pamela.

Depois dessas ameaças e questionários, o assassino brutalmente aniquila suas vítimas com uma faca.

As Regras

Ao longo da franquia, foram estabelecidas regras – ou “clichês – sobre como sobreviver às ameaças do assassino, todas baseadas em elementos de populares filmes de terror. Aqui estão elas:

  •  Nunca diga “eu já volto”
  • Não use drogas ou beba
  • Nunca corra pra dentro da casa, saia dela
  • Não faça sexo
  • Na sequência, há mais vítimas e sangue
  • No terceiro filme, há revelações sobre o primeiro
  • No terceiro filme, qualquer um pode morrer

E aí, você sobreviveria?

Uma pequena retrospectiva dos filmes anteriores da saga:

Pânico

Com uso fantástico da metalinguagem cinematográfica, o primeiro filme é um suspense bem estruturado e envolvente, que apresenta bons personagens e diálogos que satirizam o gênero do terror, criando um memorável serial killer; apesar de sua identidade estar bem óbvia…

Pânico 2

Inferior mas não ruim, a sequência é tão interessante quanto o original, continuando com sua característica metalinguagem, dessa vez usando como base os “filmes número 2”, o que pela propsota em si já soa como uma transição coerente. A referência à Sexta-Feira 13 é o ponto alto; dessa vez a identidade do assassino foi inesperada…

Pânico 3

Scream 3

No terceiro capítulo, a estrutura é muito repetitiva e quase idêntica ao dos anteriores, enfraquecendo consideravelmente o filme; mesmo que ele mantenha sua sátira ao gênero terror e apresente boas ideias, como o assassinato que envolve um fax e uma explosão. O personagem Randy só esqueceu de avisar em sua mensagem, que o terceiro filme é sempre o mais fraco.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguardem que no fim de semana tem crítica do filme. Pergunto a todos vocês e agradeço de comentarem:

WHAT’S YOUR FAVORITE SCARY MOVIE?

Novas contratações em Pânico 4 e X-Men First Class

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , on 30 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

           James McAvoy será uma (bem mais) jovem versão de Charles Xavier

Semana passada foram divulgadas algumas novas contratações em filmes que estão para sair. Vou destacar aqui as de X-Men First Class e Pânico 4. A do primeiro é bem pequena, James McAvoy foi contratado para viver o Professor Xavier, o que eu acho interessante.

                Veteranos em cima, novatos abaixo e a máscara do assassino

Sobre Pânico 4, há muita coisa, principalmente porque é a primeira vez que eu menciono o projeto de Wes Craven aqui no blog. Courteney Cox, Neve Campbell e David Arquette reprisam os papeis de Gale, Sidney e Dewey, enquanto Emma Roberts, Hayden Pannettiere e Rory Culkin assumem papeis de novatos (ou seriam novas vítimas?)

X-Men: First Class estreia em 2 de Junho de 2011 e Pânico 4 em 15 de Abril do mesmo ano.