Arquivo para de volta para o futuro

| De Volta Para o Futuro | Crítica Clássicos

Posted in Aniversário, Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 15 de março de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

bttf
Michael J. Fox na arte icônica de Drew Struzan

Quando se fala de viagem no tempo no cinema, a trilogia De Volta para o Futuro é a primeira referência de muita gente, dada a eficiência e popularidade da obra de Robert Zemeckis. É uma ficção científica que consegue mesclar a inteligência, humor e aventura como poucas obras do cinema hollywoodiano.

A imortal trama assinada por Zemeckis e Bob Gale começa quando Marty McFly (Michael J. Fox) acompanha seu amigo, o excêntrico Dr. Emmett Brown (Christopher Llyod) em seu mais recente experimento científico: uma máquina do tempo construída na forma de um DeLorean. As coisas dão errado e Marty acaba viajando de volta para a década de 50, onde interfere no romance de seus pais (Crispin Glover e Lea Thompson), colocando sua própria existência em risco.

É um tipo de ideia que infelizmente não encontramos com muita frequência agora. Todos os diferentes temas e gêneros se misturam com maestria no roteiro super bem amarrado de Zemeckis e Gale, equilibrando o humor com os “complexos” conceitos de viagem no tempo e os paradoxos do espaço-tempo continuum, além da crescente tensão para que Marty conserte a bagunça que fez. As piadas envolvendo o homem fora de sua época são obrigatórias e funcionam excepcionalmente, desde um cosplay elaborado de Darth Vader até uma inebriante performance de “Johnny Be Good” que se revela, literalmente, anos a frente de seu tempo (“Mas seus filhos vão adorar!”). E falando em música, o que dizer do vibrante tema assinado por Alan Silvestri?

A improvável situação de um jovem acabar atraindo a versão mais jovem de sua mãe também é engraçadíssima, mesmo que um tanto doentia. Daí a performance insanamente carismática e confusa de Michael J. Fox se sobressai, tanto na relação com Lea Thompson quanto com seu pai, vivido de forma nerd por Crispin Glover. Aliás, é Glover quem tem o arco de personagem mais interessante da produção, passando do nerd inseguro e bobão para um sujeito mais seguro, alterando completamente – e literalmente – seu futuro, numa das mais gratas surpresas do longa.

Mas claro, a dupla dinâmica é Fox e o ótimo Christopher Lloyd, que abraça de forma divertida o estereótipo do cientista louco sem transformá-lo numa caricatura total (mesmo que surja sempre com uma descabelada peruca branca ou engenhocas fraudulentas para leitura mental). A improvável parceria dos dois é o que move toda a história, e é muito curioso pensar sob quais circunstâncias a dupla teria se conhecido em 1985, mas entra o elemento da viagem no tempo para criar uma espécie de paradoxo: ao ser mandado de volta para 1955, Marty é forçado a iniciar uma amizade com Doc para se salvar, justificando como a aliança dos dois começara antes mesmo de Marty nascer. Confuso? Nem tanto.

De Volta para o Futuro é um clássico imortal que permanece como um dos melhores exemplares de cinema hollywoodiano blockbuster de qualidade, facilmente transitando entre o humor e o suspense em sua leve, porém inteligente, trama de ficção científica.

E estamos só começando…

Anúncios

| Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

AMillionWaystoDieintheWest
Seth MacFarlane diverte Charlize Theron e Liam Neeson

Com o sucesso de Uma Família da Pesada na TV e a aceitação de seu divertido Ted, nem em um milhão de anos eu apostaria que Seth MacFarlane apostaria em uma comédia de faroeste como seu próximo projeto. E mesmo que o comediante tenha lá suas boas tiradas e venha evoluindo como diretor, Um Milhão de Maneiras de Pegas na Pistola não é exatamente engraçado ou memorável.

A trama é centrada em um fazendeiro covarde (MacFarlane) que está em depressão após o término com sua namorada Louise (Amanda Seyfried). Quando ele conhece a misteriosa forasteira Anna (Charlize Theron), ela concorda em treiná-lo para ser um exímio pistoleiro, desafiando o novo companheiro de Louise (Neil Patrick Harris) para um duelo.

Primeiramente, vamos só enfatizar o quão idiota e equivocado é esse título nacional: “Pegar na pistola”. Sério mesmo? O próprio protagonista diz em certo ponto que existem “um milhão de maneiras de morrer no Oeste”, e essa é a principal questão do filme, não as diferentes maneiras que existem de se sacar um revólver. Bom, elefante da sala removido, meu problema como o filme transcende o título. Seth MacFarlane não sabia que tipo de filme estava fazendo; é uma comédia, mas também acaba se levando a sério nos momentos errados, como a repentina perseguição de cavalos pelo deserto. Minha teoria é a de que MacFarlane tivesse ficado tão impressionado com as belas imagens capturadas (e são realmente belíssimas) que resolveu fazer algo épico, nem um pouco a ver com sua proposta inicial. Vejam por exemplo Anjos da Lei 2, que aposta em diversas cenas de ação, mas jamais se esquecesse do gênero em que está.

O roteiro assinado por MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild (mesma trinca responsável por Ted) acerta ao tornar o universo e seus personagens completamente anacrônicos, utilizando termos e dialetos que jamais estariam no Velho Oeste, mas sim nos dias atuais. Tal artíficio quase transforma o filme em um desenho animado, que também se traduz nos figurinos simplórios (mocinho usa core mais claras, vilão usa só preto, etc) e no design de produção cartunesco, marcado também por diversos cenários pintados e em greenscreen. A verdade é que MacFarlane parece mais fã de De Volta Para o Futuro: Parte III do que os clássicos do faroeste, já que muitas viradas e situações no roteiro – além da própria trilha sonora de Joel McNeely – lembram muito as do filme de Robert Zemeckis, além de trazer uma saudosa participação especial. Aliás, participações especiais são o que o filme tem de melhor.

O elenco também se sai bem. Especialmente Charlize Theron, que oferece uma construção agradável para sua pistoleira Anna: é ao mesmo tempo destemida e durona, mas também dócil e nada modesta em relação a seus atributos (“Eu tenho peitos incríveis, óbvio”). Já Seth MacFarlane revela-se melhor dublador do que ator, ainda que seu sarcasmo seja bem colocado. E se Liam Neeson como herói durão já é o suficiente para comprar um ingresso, vê-lo como um vilão genérico é bem divertido.

Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola impressiona pela quantidade de trabalho técnico e visual dedicados a uma comédia, mas não faz bonito naquilo que seria sua única prioridade: fazer rir, seja na perda de foco ou na insistência em humor barato.

Poxa, alguém aí ainda acha piadas com peido e diarreia tão hilariantes?

Obs: Fiquem durante E depois dos créditos, há uma participação especial imperdível.

De Volta para o Passado | Especial X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

xm

Com viagem no tempo, duas linhas temporais e um elenco esmagador, o mais grandioso filme dos X-Men enfim chegou. Como já havia feito especiais para outros filmes da franquia (em especial, Primeira Classe), não me estenderei muito aqui. Bem, confira agora o especial de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido:

X1

Os (muitos) personagens de Dias de um Futuro Esquecido:

Wolverine | Hugh Jackman

wolv

Vulgo: James Howlett/Logan

Mutação: Reneração e Garras

Protagonista definitivo da franquia, o mutante Wolverine é o escolhido para voltar no tempo graças à sua imortalidade. Logan é enviado para os anos 70 a fim de reunir novamente os X-Men e evitar o futuro apocalíptico que os aguarda. Vale lembrar que o mutante será mostrado com garras de osso, já que o experimento Arma X só ocorre na década de 80.

FUTURO

Professor X | Patrick Stewart

xavier2

Vulgo: Charles Xavier

Após ter sido desintegrado pela Fênix Negra, o professor Charles Xavier encontrou uma forma de voltar à vida através de um sujeito moribundo. No futuro apocalíptico de 2030, alia-se com o antigo inimigo Erik Lehnsherr para deter as Sentinelas.

Magneto | Ian McKellen

magneto2

Vulgo: Erik Lehnsherr

Ignorando os anos em que teve Xavier como inimigo, Erik Lehnsherr aposenta o capacete de Magneto para ajudar o colega na luta contra as Sentinelas.

Tempestade | Halle Berry

storm

Vulgo: Ororo Munroe

Com suas habilidades de voo e controle do clima, Tempestade retorna para ajudar os X-Men na luta contra os Sentinelas.

Kitty Pride | Ellen Page

kitty

Graças a uma evolução de sua mutação, Kitty Pride descobriu um modo de transportar mentes para seus corpos no passado. A estratégia transforma-se em um dos principais técnicas de combate contra as Sentinelas, e também na viagem a ser encarada por Wolverine.

Homem de Gelo | Shawn Ashmore

iceman

Vulgo: Bobby Drake

Com sua mutação evoluída em O Confronto Final, Bobby Drake agora é capaz de transformar seu corpo todo em gelo. Além de ser uma das peças-chave na luta contra Sentinelas, serve como grande companheiro de Kitty Pride.

Colossus | Daniel Cudmore

colossus

Vulgo: Peter Rasputin

Força bruta do grupo, Colossus usa de seu corpo metálico para combater os Sentinelas.

Bishop | Omar Sy

bishop

Vulgo: Lucas “Luke” Bishop

Nova adição da franquia, o ator francês Omar Sy (de Intocáveis) assume o papel de Bishop, um mutante capaz de absorver energia. É um dos líderes do grupo de Xavier no futuro.

Macha Solar | Adan Canto

sunspor

Vulgo: Roberto Da Costa

Participação brasileira na equipe dos X-Men, Mancha Solar possui a habilidade de controlar e lançar chamas.

Blink | Fan Bingbing

blink

Vulgo: Clarice Fergunson

Uma das mais interessantes adições à franquia, Blink tem a habilidade de criar portais de teletransporte (meio que buracos de minhoca), algo que revela-se muito últil ao enfrentar os Sentinelas.

Apache | Booboo Stewart

warpath

Vulgo: James Proudstar

Mais um dos novos personagens, Apache utiliza de seus sentidos aguçados para auxiliar o grupo de Xavier no combate contra os Sentinelas.

PASSADO

Charles Xavier | James McAvoy

XAVIER1

Sofrendo com a perda de Raven para o então amigo Erik, Xavier abriu mão de seus poderes (graças a uma fórmula criada por Hank McCoy) para voltar a andar. O advento da Guerra do Vietnã deixou-ou desamparado e sem esperanças, até o momento em que Wolverine aparece batendo em sua porta…

Magneto | Michael Fassbender

magneto1

Vulgo: Erik Lensherr

Confinado no Pentágono sob acusação de ter assassinado o presidente JFK, Magneto mantém sua postura radical de supremacia mutante. Ao ser resgatado por Wolverine e Xavier, começa a trabalhar em seus próprios planos.

Mística | Jennifer Lawrence

MYSTIQUE

Vulgo: Raven Darkholme

Um dos núcleos centrais da trama, Mística trabalha sozinha após a prisão de Magneto. Com a habilidade de transformar sua aparência, a mutante vai orquestrando uma vingança contra Bolivar Trask após este ter matado diversos aliados em experimentos científicos. Seu gene de metamorfose também é chave na criação das Sentinelas.

Fera | Nicholas Hoult

beast

Vulgo: Hank McCoy

Servindo como ajudante e companheiro de Charles Xavier em seu período depressivo, Hank McCoy desenvolveu um soro que ajuda a controlar sua mutação – podendo decidir quando se transforma na forma azulada e peluda de Fera.

Mercúrio | Evan Peters

QUICK

Vulgo: Pietro Maximoff (no filme, Peter)

A versão Fox do mutante Mercúrio (filho do Magneto) é certamente o ponto alto do filme. Dotado de uma velocidade assombrosamente rápida, o jovem é recrutado por Wolverine para ajudar na invasão ao Pentágono. Tem poucas cenas, mas rouba todas. Você também o verá em Os Vingadores – A Era de Ultron, mas com as feições de Aaron Taylor-Johnson e sem relação com a franquia mutante.

Destrutor | Lucas Till

HAVOK

Vulgo: Alex Summers

Alex Summers está servindo no Vietnã quando é recrutado por Mística. Só tem uma cena, mas o mutante tem a chance de soltar seus raios.

Groxo | Evan Jonigkeit

toad

Vulgo: Mortimer Toynbee

A mesma equação de Summers se aplica a Toad, que tem uma breve participação apenas.

Bolivar Trask | Peter Dinklage

trask

Principal presença humana da trama, Bolivar Trask é o responsável pelo projeto dos Sentinelas. Receioso quanto às intenções do mutantes, e temendo a extinção de sua espécie, Trask elabora a construção dos robôs gigantes exterminadores.

X3

Aquela tradicional revisitada aos filmes da franquia X-Men:

X-Men: O Filme (2000)

x1

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido longa de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou o carisma de Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

x2

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

x3

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

wolverine

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva. Vale lembrar que Wolverine – Imortal não é uma continuação direta a esta bomba, e sim a X-Men: O Confronto Final.

X-Men: Primeira Classe (2011)

4.5

firstclass_69

Sem dúvida o melhor filme da franquia, Primeira Classe acerta em cheio ao trazer o impacto da Guerra Fria no passado dos mutantes. Mesmo que o show fique melhor com as presenças do Xavier xavequeiro de James McAvoy e o Magneto fodástico de Michael Fassbender, o filme de Matthew Vaughn faz um ótimo trabalho ao desenvolver com eficiência seus (muitos) personagens e promove excelentes cenas de ação.

Wolverine – Imortal (2013)

3.0

wolverine_22

Tendo em vista a catástrofe que foi a primeira aventura-solo de Wolverine, a única certeze em relação a Wolverine – Imortal era a de que não poderia ser pior. E, de fato, o filme de James Mangold acerta ao trazer uma história mais intimista e cenas de ação caprichadas. A ambientação japonesa também agrada, mas o longa ainda não faz jus ao potencial do carcaju, e escorrega ao trazer situações e personagens ridículos.

X2

Alguns filmes memoráveis sobre viagem no tempo:

A Máquina do Tempo (1960)

rod-taylor-time-machine

Uma das primeiras grandes produções sobre o tema, A Máquina do Tempo adapta uma das mais famosas obras de H.G. Wells. Nela, Rod Taylor interpreta um cientista que inventa uma máquina do tempo e acaba indo para um futuro dividido em duas espécies mortais. Rendeu um remake desastroso com Guy Pearce, em 2002.

O Exterminador do Futuro (1984-)

314958

Melhor criação de James Cameron, a franquia que traz Arnold Schwarzenegger como um ciborgue assassino (e defensor, nas continuações) viajante do tempo hoje anda enrolada após alguns tropeços e tem um reboot pra sair em 2015. Vale lembrar que o diretor Bryan Singer foi trocar uma ideia com Cameron sobre conceitos de viagem no tempo…

Trilogia De Volta para o Futuro (1985-89)

btff

Certamente a obra máxima do tema (ou pelo menos a mais divertida), a trilogia comandada por Robert Zemeckis e protagonizada por Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc Emmet Brown (Christopher Lloyd) é também uma das melhores trilogias do Cinema. Sua história contínua inclui uma viagem para os anos 50, uma ida para uma 2015 futurista e um retorno ao Velho Oeste de 1885. Cada filme tem uma temática diferente, mas o humor inteligente e as ótimas sacadas estão sempre lá.

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (1989)

movies_10_classic_time_travel_films_6

Comédia protagonizada por Keanu Reeves e Alex Winter, traz dois jovens abobalhados que acabam viajando para diversos períodos históricos a fim de preparar um trabalho para a escola.

Feitiço do Tempo (1993)

groundhog-day-driving

Genial comédia de Harold Ramis, traz Bill Murray como um repórter cobrindo uma matéria inacreditavelmente enfadonha (o dia da marmota) e que acaba preso em um loop temporal, onde é obrigado a reviver o mesmo dia inúmeras vezes.

Os 12 Macacos (1995)

12-Monkeys2

Um dos trabalhos mais inspirados de Terry Gilliam como cineasta, traz Bruce Willis como um condenado que é mandado de volta no tempo para descobrir a origem de um vírus mortal que desolou a humanidade em um futuro distante. A trama é cheia de reviravoltas e conceitos estimulantes, especialmente em sua abordagem esperta à ideia de simultaneidade do tempo.

Donnie Darko (2001)

donnie-darko

Cult que acabou se tornando ícone nas redes sociais, Donnie Darko é uma instigante história centrada em um jovem aparentemente esquizofrênico que tem visões de um coelho gigante alertando-o sobre o fim do mundo. O que tem a ver com viagem no tempo? O longa de aposta pesado em conceitos de buracos de minhoca, Teoria das Cordas, etc. Muito interessante.

Efeito Borboleta (2004)

bff

Sucesso que acabou por render uma franquia (mas nenhum dos outros filmes presta), Efeito Borboleta acompanha as tentativas do desequilibrado Evan de voltar no tempo a fim de consertar sua vida e conseguir a mulher que ama. Tem reviravoltas sombrias e o roteiro explora bem as realidades alternativas criadas pelo protagonista.

Star Trek (2009)

875089-spock_prime2

A série Jornada nas Estrelas sempre explorou o conceito de viajar no tempo, mas o que J.J. Abrams conseguiu em seu ótimo reboot foi a solução magna sobre como reinventar uma franquia: um dos personagens da série original volta no tempo para encontrar suas versões jovens, e acaba criando uma realidade alternativa no processo. Star Trek é uma reinvenção, mas também se encaixa no cânone clássico.

Looper – Assassinos do Futuro (2012)

looper_03

Bruce Willis ataca de viajante do tempo novamente, agora no eficiente Looper, onde divide cena com Joseph Gordon Levitt. A ficção é bem simples em seu conceito central, onde assassinos do futuro enviam suas vítimas para serem eliminadas no passado. A grande sacada do filme é colocar Willis fugindo de sua versão mais jovem, e a resolução que encontra para encerrar a trama.

X4

O que a franquia X-Men reserva para o futuro…

X-Men: Apocalipse (2016)

Apocalypse_Wallpaper_5

Bryan Singer já foi confirmado na direção de X-Men: Apocalypse, que trará o famoso mutante En Sabah Nur como principal antagonista. A trama se ambientará nos anos 80 e, enquanto se concentrará nos personagens de Primeira Classe, trará versões jovens de Ciclope, Jean Grey e Tempestade – além de apresentar Channing Tatum como Gambit. Vale lembrar que Dias de um Futuro Esquecido já traz uma surpresinha do filme…

Wolverine 3 (2017)

NEHPnDiMwwSLLO_2_b

Com o sucesso financeiro de Wolverine – Imortal, mais uma aventura solo do Carcaju está em desenvolvimento. O diretor James Mangold deve retornar e Hugh Jackman declarou que os roteiristas procuram uma trama que justifique a realização do filme, que deve ser sua última performance como Wolverine.

Deadpool (Sabe-se lá quando)

3778515-2896495409-70159

Ai, ai. Quem me acompanha aqui sabe o QUANTO eu já falei sobre um possível filme do Deadpool. Então vamos lá reprisar qual é o drama: a dupla Rhet Reese e Paul Wernick tem um roteiro genial em mãos, mas luta para encontrar um diretor e um acordo com o estúdio – já que o longa precisa de uma censura 18 anos para fazer o personagem funcionar. Ryan Reynolds permanece como protagonista. Sério, façam logo.

X-Force

xf

Anunciado no ano passado, X-Force é descrito como uma equipe “black ops” do mutantes, ou seja, muito mais ação aqui. Jeff Wadlow (Kick-Ass 2) foi contratado para assinar o roteiro do filme, que ainda conta com o consultor Mark Millar. Rumores recentes colocam Stephen Lang como intérprete de Cable. Nunca li muito sobre o grupo, mas torço para que não se limite a um mero filme de ação com super-poderes (vide a equipe de Strkyer em X-Men Origens: Wolverine).

E é isso. Já assisti a X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e publicarei a crítica ainda essa semana.

| MIB – Homens de Preto 3 | Um bem-vindo (e satisfatório) retorno

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , on 26 de maio de 2012 by Lucas Nascimento


Túnel do tempo: O agente J (Will Smith) e o rejuvenescido agente K (Josh Brolin)

No quarto parágrafo, há algumas revelações sobre a trama (nada muito revelador, mas esteja avisado)

Viagem no tempo sempre foi um dos temas mais interessantes da ficção científica no cinema, tendo ganhado boas obras que fazem jus a seu imenso potencial – a maior delas, sem dúvidas é a trilogia De Volta para o Futuro. E é justamente dessa fonte da qual MIB – Homens de Preto 3 toma bastante inspiração, rendendo uma aventura divertida e que rende ótimos momentos.

A trama traz o agente J (Smith) voltando para o ano de 1969, na tentativa de salvar seu parceiro K (Jones) do perigoso alienígena Boris, o Animal (Jemaine Clement) que após assassiná-lo no passado, criou uma realidade alternativa onde a Terra é vítima de uma invasão. Com a ajuda do rejuvenescido K (Josh Brolin), J deverá impedir o vilão e salvar o mundo.

Foram dez anos desde o último MIB, e se o longa anterior não alcançava o mesmo nível do original, já é um progresso notar como o terceiro filme já é um aprimoramento. O roteiro de Etan Cohen, David Koepp, Jeff Nathanson e Michael Soccio (apesar de apenas Cohen ser creditado) mostra-se mais forte e melhor trabalhado, ousando (e divertindo-se) com os conceitos de viagem no tempo. Muitas vezes na forma de Griffin (o relaxado Michael Stulhbarg, de Um Homem Sério), o texto cria discussões interessantes ao mesmo tempo em que brinca com a ideia de que uma simples ação pode mudar o futuro de meios inimagináveis (vide a piada com K esquecendo a gorjeta).

Dentro dessa lógica de viagens no tempo, é importante ressaltar que o diretor Barry Sonnenfeld não as leve tão a sério (e nem deveria, já que isso é uma comédia). No entanto, isso não impede que os roteiristas cometam erros enormes de continuidade. Exemplo: quando J luta contra Boris no clímax, ele usa o dispositivo de viagem no tempo para retornar há alguns minutos atrás e aprender os golpes de seu oponente. Mas ao voltar no tempo, deveria haver dois agentes J (da mesma forma como acontece com Boris, que retorna e alia-se com sua própria versão de 1969) e não um agente J que tenha a consciência da informação que acabou de obter. Não sou nenhum expert no assunto, mas há uma irregularidade aí.

Ainda assim, com o cenário seiscentista bem estabelecido (há espaço para boas gags envolvendo celebridades da época), o elenco consegue trabalhar à vontade. Will Smith está habitualmente carismático e Tommy Lee Jones mantém sua boa presença – mesmo que em tempo consideravelmente menor em tela – mas quem chama a atenção é o ótimo Josh Brolin, que recria com sucesso e maestria os maneirismos de Jones como o jovem K, conseguindo também acrescentar uma camada de sentimentalidade ao personagem e uma química genuína com Smith – merecendo uma indicação ao Oscar pela impecável performance. Do lado alienígena do elenco, Jemaine Clement faz de Boris um belo vilão, mesmo que o mérito de sua presença fique mais em sua caracterização do que atuação.

Acertando também nas sempre incríveis maquiagens de Rick Baker, MIB – Homens de Preto 3 é um belo entretenimento e que traz conceitos de viagem no tempo muito interessantes e momentos sentimentais convincentes. Citando Griffin, essa é uma realidade na qual o terceiro filme se sai até melhor do que o primeiro.

| Piranha 3D | Filme trash que entende a que veio

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2010, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 25 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento


Peixe Grande: Uma das assassinas do filme aprisionada

Atualmente, alguns diretores/roteiristas parecem sentir muita falta dos filmes B e trash. Primeiro foi o Grindhouse do Tarantino/Rodriguez, alguns de menos impacto (como Zombie Strippers) e Machete. Esse novo Piranha é outro bom exemplo desse tipo peculiar de filme; violento, repleto de nudez e de uma estupidez impressionante, cumpre exatamente o que promete.

Não se preocupa em criar qualquer tipo de reflexão ou desenvolver personagens e não se leva nem um pouco a sério; bem, algumas cenas de ataque são realistas e bem feitas (parabens à equipe de maquiagem), enquanto outras são tão absurdas que é impossível segurar a risada. Mas a computação gráfica que dá vida às piranhas do título é vergonhosa.

Os personagens são completamente artificiais e desinteressantes, apesar de Christopher Lloyd (o doc Brown de De Volta para o Futuro) roubar a cena com o pequeno papel de um biólogo maluco. Com um personagem tão unidimensional e exagerado, é nesse momento que fica claro a que veio o filme.

Outro elemento indispensável em um filme B/trash é a nudez sem sentido, que toma conta de muitos momentos da trama (com direito a um “balé aquático”). Tudo isso porque um dos protagonistas é um produtor de filmes pornô, que rende alguns momentos muito divertidos.

De fato, Piranha é um filme ruim. Recheado de clichês e situações estapafúrdias, não dá a mínima para seus personagens nem para o rumo da “trama”, mas diverte com seu alto nível trash. E convenhamos, não era esse o objetivo do filme?

| A Ressaca | Viagem no tempo com bebedeira

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , on 11 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

 

 
De volta para o futuro: O grupo de amigos que volta no tempo com uma jacuzzi

O elemento que eu mais aprecio em filmes sobre viagens no tempo, que dificilmente são bem aproveitados, é a alteração de eventos no passado, criando um novo futuro. De Volta para o Futuro fez isso magistralmente e, alegro-me em dizer que A Ressaca também acerta nesse ponto, além de possuir um roteiro relativamente divertido e um ótimo elenco.

Como na trilogia de Robert Zemeckis, o grande temor dos personagens é alterar eventos futuros e até mesmo a existência de um deles. O roteiro brinca bem com essa ideia ao inserir uma enxurrada de referências pop, oportunidades para os personagens fazerem dinheiro (rende as melhores piadas), entre outras loucuras. Claro, nem todas as piadas funcionam como deveriam e podem tornar-se cansativas.

Liderando o elenco, John Cusack é o típico “líder” da equipe e também o mais sério, mas rende bons momentos, principalmente com o hilário Rob Corddry, de longe o melhor personagem do filme. Craig Robinson também diverte com boas piadas (seu olhar ao descobrir a situação em que se encontram é impagável) e Clark Duke interpreta o nerd arquétipo, mas sem parecer artificial.

Contando também com um visual e trilha sonora oitentista, o longa é uma ótima comédia, genuinamente engraçada e com muitas surpresas divertidas, consequências de bem aproveitadas alterações no curso da história dos personagens.

Esta semana nos cinemas… (10/09)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , , , , , , , , on 9 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as principais estreias da semana nos cinemas do Brasil:

Amor à Distância

Mais uma comédia romântica, dessa vez protagonizada pela talentosa Drew Barrymore e o competente Justin Long. Na trama, típica boy meets girl, um homem e uma mulher se conhecem, só que a diferença entre cidades pode atrapalhar no relacionamento dos dois. Censura: 14 anos

Batalha por T.E.R.A

Animação pouco animadora que já teve sua estreia adiada várias vezes, o que raramente é um bom sinal. Na trama, os últimos habitantes da Terra tentam invadir um novo planeta. Nesse cenário, surge uma amizade entre um terráqueo e uma alienígena. Censura: Livre

Instinto de Vingança

Uma das mais interessantes estreias da semana. Na trama, um homem recebe um novo coração através de um transplante, só que o órgão pertencia a um assassino e começa a dominar seu novo hospedeiro. Censura: 14 anos

A Ressaca

Grande atrativo da semana, a comédia promete combinar De Volta para o Futuro com Se Beber, não case! e um elenco talentoso. Na trama, quatro amigos entediados com a vida entram em uma jacuzzi para se divertirem, sem saber que a banheira os levará de volta aos anos 80. Censura: 16 anos

Solomon Kane – O Caçador de demônios

Mais um personagem soturno saído das HQs, parece uma mistura de Van Helsing com John Constantine. Na trama, o misterioso Kane vaga pelo mundo, combatendo demônios e ameaças malignas em nome da Inglaterra. Censura: 14 anos

Bem, essas são suas vastas opções; escolha bem e tenha uma ótima sessão!