Arquivo para demônio

Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Preparem-se adoradores da trasheira! A Morte do Demônio, remake para o cult clássico de Sam Raimi enfim estreia no Brasil. Preparei aqui um breve especial (eu teria aprofundado-o, não fosse meu computador rebelar-se contra mim) com algumas informações sobre o novo filme e também uma revisitada na trilogia original. Confira:

POR TRÁS

DA

SANGUEIRA

O novo filme é uma continuação?

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Não… E sim. Trata-se de um remake do primeiro filme da trilogia de Sam Raimi, onde um grupo de 5 amigos resolve passar um fim de semana em uma cabana abondanada na floresta. Ao explorar o local, descobrem um sinistro livro que acaba libertando espíritos demoníacos que possuem um a um os integrantes. No entanto, o diretor Fede Alvarez não descarta a possibilidade de seu novo filme ser, de fato, uma continuação que se ambienta 30 anos depois do original. De acordo com ele, o único problema nessa definição seria na semelhança dos eventos entre um filme e outro; mas que veria a solução nos poderes sobrenaturais do Livro dos Mortos. Uma “Remaquência”, então?

Quem são os envolvidos?

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A Sony Pictures já planejava trazer Evil Dead de volta aos cinemas há muito. Com um roteiro que passou por algumas revisões (a última delas, pela oscarizada Diablo Cody) e a presença do diretor Sam Raimi e do ator Bruce Campbell (dupla da trilogia original) na produção, o remake optou por um diretor novato. O escolhido foi o uruguaio Fede Alvarez, que também colaborou no roteiro ao lado de Rodo Sayagues.

Quais serão as diferenças principais entre o remake e o original?

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Primeiramente, é importante reparar no tom. Levando em consideração apenas os trailers e clipes divulgados, já se percebe a intenção de produzir um longa muito mais assustador que o de 1981 – que flertava com o humor constantemente, e o abraçou em suas duas continuações . Vale notar também a ausência do herói da trilogia original: Ash Williams, que foi vivido pelo amigo e colaborador de Sam Raimi, Bruce Campbell. O ator explicou que os produtores resolveram deixar seu personagem de fora por considerá-lo “único”, não sendo justo substituí-lo por outro. Em seu lugar, entra o núcleo da viciada em drogas Mia.

Com o avanço da tecnologia em Hollywood, é de se esperar muito CG no filme?

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É a pergunta (e até mesmo preocupação) que passa pela cabeça de todo fã gore. Felizmente, Fede Alvarez afirmou que efeitos digitais tiveram o mínimo possível de uso durante a produção, que contou litros e litros de sangue falso, maquiagens e até mesmo truques de ilusionismo.

O que é o Livro dos Mortos encontrado pelos protagonistas?

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É difícil dizer se o novo filme vai manter a mitologia do original, mas de acordo com esta, o Livro dos Mortos (ou Necronomicon Ex mortis em sua língua nativa) é uma coleção de encantos e rituais que tem o poder de abrir portais na Terra para a entrada e saída demônios de uma ordem conhecida como Canda. Feito de pele humana e escrito com sangue, o livro teria desaparecido em meados de 1300 D.C. – para depois ser encontrado por um arqueólogo que o levou para estudar na tal cabana.

O novo A Morte do Demônio iniciará uma trilogia?

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Como toda produção que se é feita atualmente, continuações sempre estão nos planos do estúdio. Com A Morte do Demônio tendo dobrado seu custo de produção em apenas um fim de semana (o longa foi “barato”, 14 milhões de dólares), é quase certo que a Sony dê um sinal verde para a sequência. No entanto, Fede Alvarez – que já trabalha no roteiro – disse que trilhará novos caminhos, e que Uma Noite Alucinante (a continuação do filme original) não será uma fonte de inspiração. Isso quer dizer que não veremos a Idade Média novamente?

Sam Raimi vai, ou não, fazer Evil Dead 4?

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Excelente pergunta. Até o lançamento de Oz: Mágico e Poderoso, Sam Raimi já deixava claro sua vontade de retornar à franquia que o consagrou e decolou sua carreira em Hollywood. As últimas declarações do diretor não confirmavam a realização do projeto, mas que ele e seu irmão Ted estariam “bolando ideias” para um novo Evil Dead. Bruce Campbell disse que participaria de qualquer coisa que Raimi faria e até brincou (?) ao sugerir que poderia ser Army of Darkness 2 (que nos levaria novamente à Idade Média do terceiro filme). Houve até mesmo a discussão sobre um possível crossover entre as duas franquias, com as histórias de Ash e Mia se encontrando. Groovy…

É verdade que o filme teve que ser cortado?

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Todo filme passa por inúmeros cortes antes de se alcançar seu resultado final, então não é nada demais dizer que A Morte do Demônio teve alterações antes de seu lançamento. O interessante nesse quesito, é que o filme era MUITO sangrento e chegou a receber uma classificação NC-17 (a mais alta dos EUA, que até faz a maioria dos cinemas evitarem exibições de filmes taxados com essa censura). Obviamente, um filme assim não daria lucro, então este sofreu ajustes para conseguir uma classificação R. Mas ele ainda será para maiores de 18 anos aqui no Brasil.

PERSONAGENS

O sangue novo (que logo será jorrado…) de Evil Dead:

Mia | Jeny Levy

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Principal núcleo do novo filme, Mia é uma viciada em ópio que enfrenta um tratamento. A fim de se livrar do vício, ela e um grupo de amigos se isolam em uma cabana na floresta. Como os trailers já entregaram, é ela quem sofre mais influência dos espíritos libertados.

David | Shiloh Fernandez

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Irmão de Mia, David tem uma relação conturbada com esta e, sua presença na cabana é uma surpresa para a jovem. Difícil dizer mais coisas, mas ele parece ser o equivalente ao Ash desse filme (já que aparece nos trailers e fotos divulgados portando a icônica motosserra).

Eric | Lou Taylor Pucci

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Amigo de Mia, trabalha como professor em um colégio. Provavelmente pela busca por sabedoria que seu ofício provoca (aposto que é professor de História, hehe), ele encontra o Livro dos Mortos na cabana e acaba por pronunciar as palavras que despertarão os demônios.

Olivia | Jessica Lucas

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Namorada de David, Olivia trabalha como enfermeira. Faz sentido ter uma praticante da Medicina quando isolado numa cabana com demônios, certo?

Natalie | Elizabeth Blackmore

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Natalie é namorada de David, trabalhando na loja de autopeças deste. Será que ela vai ganhar um colar de presente? (Entendedores entenderão).

A TRILOGIA

ORIGINAL

Uma revisada pelos três filmes da franquia original:

(Ignorem a lambança que as distribuidoras fizeram com a numeração…)

The Evil Dead – A Morte do Demônio (1981)

4.0

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A estreia de Sam Raimi na direção de longa metragens inaugura o subgênero de “cabana na floresta sinistra”. Com orçamento limitado e uma simplicidade ímpar em seu roteiro, Evil Dead é uma experiência envolvente por nos permitir observar as diferentes escolhas de Raimi como cineasta: desde seus posicionamentos e movimentos de câmera até as maquiagens trash dos demônios. Eu, como cineasta amador, fiquei encantado com o resultado.

Uma Noite Alucinante (1987)

4.0

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Com mais dinheiro e confiança do estúdio, Sam Raimi extrapola (realmente, EXTRAPOLA) todos os elementos do original para gerar uma das melhores sequências de todos os tempos. Repetindo a estrutura da cabana, Uma Noite Alucinante transforma-se em uma impressionante mistura de humor e terror, trazendo maquiagens ainda mais cartunescas e apostando na figura de Bruce Campbell como um herói de ação (decisão mais acertada da franquia), o filme enfim se supera ao trazer um gancho surpreendente para a continuação.

Uma Noite Alucinante 3 (1992)

3.5

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Partindo do incrível desfecho do anterior (que me fez lembrar um pouco a fórmula do terceiro De Volta para o Futuro), Uma Noite Alucinante 3 mostra o herói Ash voltando no tempo e enfrentando demônios em 1300 DC. Ainda que fuja radicalmente da proposta dos outros filmes, o longa diverte graças à exagerada performance de Bruce Campbell (sem falar de seus bordões, que deixariam Schwarzenegger com inveja) e os novos conceitos que Raimi apresenta aqui. Não fosse sua conclusão apressada, receberia a mesma nota dos outros filmes.

Bem, foi um especial curto mas espero que tenha servido como “esquenta” para a estreia de A Morte do Demônio, que estreia na próxima sexta-feira. Não deixe de conferir a crítica aqui, até!

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That’ 60s Show | Especial X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

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O novo filme dos X-Men chega aos cinemas do Brasil! Com muitas origens e pano político de Guerra Fria, X-Men: Primeira Classe promete ser um dos melhores filmes de super-herói do ano. Aproveite o x-especial. Piada horrível…

A Gênese Mutante de Matthew Vaughn


O diretor Matthew Vaughn finalmente trabalha com a Marvel

Demorou, mas Matthew Vaughn finalmente conseguiu dirigir um filme para a Marvel. O diretor foi contratado para X-Men: O Confronto Final mas largou o projeto devido à pressão da Fox e depois caiu fora de Thor (que chegou este ano aos cinemas), por confundir-se na mitologia do personagem. Dirigiu Kick-Ass ano passado e chamou a atenção, que finalmente o levou à Primeira Classe.

Antes dele, Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros filmes da franquia, estava na cadeira de direção, mas teve de sair para dirigir Jack the Giant Killer; no entanto, ele permaneceu como produtor e ajudou na premissa do roteiro, que foi escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e o próprio Matthew Vaughn. Vamos esperar que tantos roteiristas juntos não estrague o enredo e desequilibre o tom (Thor, é com você mesmo).


Depois de Primeira Classe, um filme-solo de Magneto seria irrelevante

Outra curiosidade é o impacto que este novo longa teve no idealizado X-Men Origens: Magneto, filme-solo do mutante que antagonizou a trilogia original. O projeto foi descartado porque Primeira Classe já possuia diversos elementos no que diz respeito à origem do Mestre do Magnetismo, e um outro filme soaria muito repetitivo e irrelevante. Houve até uma polêmica envolvendo o roteirista de Magneto, que ameaçou um processo para ser reconhecido com um dos co-roteiristas de Primeira Classe, o que irritou o diretor Matthew Vaughn.

Xavier. Charles Xavier


Fórmula Star Trek: A Primeira Classe dos X-Men

Vaughn declarou em diversas entrevistas suas intenções e ideias para Primeira Classe, que incluem uma moldagem ao estilo Star Trek (no que diz respeito a origem de personagens, pelo visto) e os antigos filmes de James Bond – apropriado, já que o filme ambienta-se nos anos 60. Além disso, promete mudar o gênero de super-heróis, em suas palavras: “Este filme vai ser muito diferente. O que eu estou fazendo nunca foi feito em filmes de super-herói. É um filme de X-Men misturado com James Bond e suspense político. Não é parecido com os outros filmes da série, o que eu acho importante. Eu acho que precisamos de um novo… É como o que Batman Begins fez com os filmes de Batman. X-Men precisa muito [dessa renovação]. Ponho confiança em você, sr. Vaughn.

O filme promete mostrar também um pano de fundo de Guerra Fria e a crise dos mísseis em Cuba (em um estilo meio Watchmen, talvez?), além da complicada integração dos mutantes na sociedade, regada de preconceito e luta por direitos e respeito. Se for assim, fica muito interessante…

Mas como Primeira Classe encaixa-se aos outros filmes da série? Uma mistura de prequel e reboot, de acordo com o diretor, por apresentar certas relações com o primeiro e segundo filme de Singer, mas que tem vida própria. Mais uma vez, é uma espécie de Star Trek.


Caprichado design de produção inspirado em cenários seiscentistas

As filmagens começaram em Agosto de 2010, com locações e estúdios na Inglaterra, para depois mover-se para a Georgia e finalmente para a Rússia, onde ocorreram gravações adicionais. O design de produção é inspirado em ambientes e cenários dos anos 60 e Henry Jackman assume a trilha sonora.

(Bad) Marketing

Antes da leva de ótimos trailers e clipes de personagens, X-Men: Primeira Classe sofreu de um problema grave: marketing ruim. As primeiras imagens promocionais divulgadas são de um nível de amadorismo impressionante, com diversos erros de iluminação, técnicas medíocres e objetos desproporcionados. Vaughn respondeu às críticas afirmando não saber como as imagens teriam sido divulgadas, tratando-se apenas de um estágio inicial. Realmente, do primeiro banner lançado até o mais recente, a comparação é impossível.

Vale destacar aqui uma ótima montagem em vídeo feita por um fã como abertura do filme. O vídeo entra no clima da época e impressiona com suas características minimalistas. Confira:

X-Men: First Class Title Sequence from Joe D! on Vimeo.

Missão


Magneto Rises: Michael Fassbender assume o visual clássico do personagem

E é claro, X-Men: Primeira Classe tem a missão de introduzir uma nova trilogia – chegaremos nesse ponto daqui a pouco – e satisfazer a Fox com uma boa arrecadação nas bilheterias e, como o diretor Matthew Vaughn insiste tanto, reintroduzir os conceitos de adaptações de quadrinhos, seja para os X-Men quanto para os demais super-heróis.

E, pelo que dizem as primeiras críticas do filme, parece ser um resultado positivo. Será que finalmente teremos um filme de 2011 que seja realmente satisfatório?

Os principais personagens de Primeira Classe:

Charles Xavier | James McAvoy

Mutação: Manipulação psíquica, telecinese

Vulgo: Professor X

Desde jovem, Charles Xavier tem encontros com mutantes e constrói sua vida na esperança de ajudá-los. Conhece a jovem Raven Darkholme e começa o projeto de sua Escola para Superdotados, e conhece o problemático Erik Lehnsheirr, com quem inicia uma grande amizade.

Erik Lehnsheirr | Michael Fassbender

Mutação: Manipulação de Metais

Vulgo: Magneto

Separado de sua família e preso em um campo de concentração na Polônia, Erik cresceu sob a dor e sofrimento, criando ódio mortal contra a humanidade, ao mesmo tempo em que vai descobrindo seus poderes. Torna-se grande amigo de Charles Xavier e ajuda-o na sua luta pelos direitos mutantes. Seu real objetivo é matar Sebastian Shaw, indo atrás de nazistas escondidos para encontrá-lo.

Raven Darkholme | Jennifer Lawrence

Mutação: Metamorfose

Vulgo: Mística

Quando criança, fugiu de casa ao descobrir sua mutação e foi parar na porta de um jovem Charles Xavier, que o acolheu até a fase adulta. Trabalhando com Xavier na busca por outros mutantes, ela conhece Hank McCoy e inicia um caso com ele após se familiarizar com seu desejo de ser uma pessoa normal.

Dr. Hank McCoy | Nicholas Hoult

Mutação: Agilidade, força e aspectos bestiais 

Vulgo: Fera

Talentoso pequisador de uma divisão da CIA, Hank apresenta desde criança habilidades bestiais, as quais ele jura encontrar uma cura. Envolve-se com Raven Darkholme e atinge um monstruoso estado de mutação ao tentar injetar uma vacina, que o deixa com pelos azuis e aparência de uma fera.

Alex Summers | Lucas Till

Mutações: Lançamento de raios de calor

Vulgo: Destrutor

Chamado por Xavier e Erik em uma prisão, o jovem Alex tem medo de destruir tudo ao seu redor, em decorrência de sua mortal habilidade. Na escola para Superdotados, é treinado e começa a apresentar controle sobre o seu poder. Na mitologia dos quadrinhos, é irmão de Scott Summers (Ciclope), mas no filme é seu pai.

Sean Cassidy | Caleb Landry Jones

 

Mutação: Emissão de ondas sonoras descomunais

Vulgo: Banshee

Enviado para a escola de Xavier, o escocês Sean Cassidy aprende a aprimorar sua habilidade de emitir altas ondas sonoras, alcançando o nível de poder voar com elas. Tem papel de destaque na batalha final do filme.

Angel Salvatore | Zoë Kravitz

Vulgo: Angel

Mutação: Asas de libélula

Trabalhando em um bordel, ela é chamada por Xavier e Erik, que a levam para a Escola para Superdotados. Em meio a aulas de controle e contato com outros mutantes, ela acaba indo para o lado de Sebastian Shaw e seu Clube do Inferno.

Sebastian Shaw | Kevin Bacon

Mutação: Absorção de energia

Líder de uma organização secreta conhecida como Clube do Inferno, Shaw pretende começar uma guerra atômica. Contra os humanos, ele desenvolve a tecnologia do capacete de Magneto – que protege sua mente de ameaças de mutantes psíquicos- e é o estopim entre a rivalidade de Xavier e Erik.

Emma Frost | January Jones

Mutação: Manipulação psíquica e Pele de diamante

Vulgo: Rainha Branca

Um dos membros do Clube do Inferno, Emma Frost é uma mutante perigosa e braço direito de  Shaw, ajudando-o a manipular políticos e militares.

Azazel | Jason Flemyng

Mutação: Aparência demoníaca, teletransporte

Azazel é um demônio que também é membro do Clube do Inferno. Com sua habilidade de teletransporte ele ajuda Sebastian Shaw em quebras de segurança e invasões, sendo especialistas em combates com facas e espadas. Na mitologia dos quadrinhos, ele é pai do Noturno, que aparece no segundo X-Men.

Janos Quested | Álex González

Vulgo: Maré Selvagem

Poderes: Cria pequenos ciclones e ondas

Também faz parte do Clube do Inferno, ajuda Shaw durante suas missões.

Previously on the X-Men movies…

X-Men: O Filme (2000)

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido filme de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva.

O que a Fox e a Marvel preparam para os mutantes… (lembrando apenas que a Marvel aqui não é a mesma de Os Vingadores, já que os direitos dos X-Men pertencem à Fox e não à Marvel Studios)

Segunda Classe

Se Primeira Classe arrebentar nas bilheterias, uma continuação já está garantida. Vaughn confirma seu retorno e faz (novamente) uma comparação com o Batman de Christopher Nolan, prometendo um desenvolvimento na linha de O Cavaleiro das Trevas. O diretor já falou bastante sobre a possível “Segunda Classe” e suas ideias incluem Magneto como o assassino de John Kennedy e apenas um personagem novo, que deverá ser um mutante do lado do Professor X e que apresente algum desafio ao Mestre do Magnetismo.

A ideia é ter uma trilogia, mas ainda é muito cedo pra falar de um terceiro filme…

The Wolverine

Ambientada no Japão, Logan viaja para a Ásia para encontrar pistas de sua origem, mas acaba por encontrar novos inimigos e um novo amor. Na moral? Péssima ideia. Minha única esperança no filme estava baseada na presença de Darren Aronofsky como diretor, com sua saída, perdi o ânimo… Hugh Jackman continua na produção, que busca um diretor.

Deadpool

Demorando pra sair do papel, mas a Fox ainda promete um filme do mutante canastrão vivido por Ryan Reynolds em X-Men Origens: Wolverine. No entanto, os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick (de Zumbilândia) prometem uma versão completamente diferente do personagem, tendo um texto violento e de censura 18 anos entregue. O novato Tim Miller dirige e Reynolds reprisa o papel. Bem, duvido que a Fox banque uma censura 18 anos pra um personagem desconhecido, mas…

X-Men 4

Sim, sim, sim! A peça de xadrez mexe sim e Xavier está vivo, agora resta saber se a Fox vai querer continuar a história original dos X-Men iniciada por Bryan Singer. Na minha opinião, um X-Men 4 seria descartável; acho que o terceiro filme conclui o arco de maneira satisfatória.

Considerando que Michael Fassbender e James McAvoy assumem versões jovens de personagens já apresentados às telas, relembremos alguns exemplos dessa situação no cinema:

Vito Corleone – Robert De Niro |O Poderoso Chefão – Parte II

Papel que lhe rendeu o Oscar de Ator Coadjuvante, Robert DeNiro faz uma excelente versão jovem do eterno Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando no filme original. Fala em italiano quase o filme inteiro e protagoniza uma bem elaborada ascensão mafiosa.

Sr. Spock – Zachary Quinto | Star Trek

Tudo bem que todos que fazem parte do elenco do novo Star Trek tiveram que se esforçar para apresentar versões rejuvenescidas de seus personagens, mas ninguém deve ter ralado tanto quanto Zachary Quinto. Por quê? Bem, Spock é o único personagem que os não-fãs conhecem e também o mais icônico. O ator, que substitui Leonard Nimoy, é carismático e talentoso, além de muito parecido fisicamente com Nimoy.

Obi-Wan Kenobi – Ewan McGregor | Star Wars Episódios I-III

Na nova trilogia de Star Wars, é o escocês Ewan McGregor que carrega o elenco nas costas. Evoluindo ao longo dos anos, o ator faz uma genuína versão jovem de Sir. Alec Guiness em A Vingança dos Sith, assumindo seu visual, mas não simplesmente copiando sua performance no primeiro filme da saga. Temos também o Hayden Christensen que faz o Anakin/Darth Vader, mas deixa pra lá…

Indiana Jones – River Phoenix | Indiana Jones e a Última Cruzada

Mesmo que apareça apenas na cena de abertura, River Phoenix traça um autêntico perfil jovem do arqueólogo Indiana Jones, imortalizado por Harrison Ford. Percebemos algumas características que logo tornariam-se típicas do personagens, a origem de seu chapéu, medo de cobras, habilidade com chicote, entre outros… E Phoenix o faz muitíssimo bem.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas voltem para a crítica de X-Men: Primeira Classe. Até lá!

2010: Os Melhores e os Piores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

 

Mais um ano chega ao fim e, novamente, chega aquele glorioso período de escolher quais foram os melhores e os piores filmes do ano. Vamos lá:

30 – O Último Mestre do Ar

 E será esse o último prego no caixão de M. Night Shyamalan? Sua adaptação para o cinema do desenho da Nickelodeon é um filme terrível, mal executado e completamente desinteressante. Quanto menos dizer, melhor. Ficha técnica

Melhor Cena: Os créditos finais.

29 – Premonição 4

Bem, aí está mais um filme que não deveria existir. Assim como Jogos Mortais, a franquia sobre adolescentes babacas que fogem da Morte já deveria ter acabado. As mortes já deixaram de ser criativas, só o 3D ajuda (um pouco). Ficha técnica

Melhor Cena: SPOILER: Quando os insuportáveis protagonistas morrem na cena final.

28- O Aprendiz de Feiticeiro

 Aqui, mais uma tentativa ridícula de Jerry Bruckheimer iniciar uma franquia de sucesso. Limita-se a alguns efeitos visuais bacanas, mas de resto, copia descaradamente Harry Potter e acrescenta elementos de Dragonball. Ficha técnica

Melhor Cena: A perseguição de carros.

27- Resident Evil 4: Recomeço

 O que vale a pena aqui é o 3D do James Cameron; de resto, a franquia baseada nos videogames de zumbi não caminha pra frente, é arrastada e cansativa. Apesar de algumas cenas de ação (cópias de Matrix), não vale muito a pena. Ficha técnica

Melhor Cena: A luta contra o Executor.

26 – O Lobisomem

Prometendo devolver os dias de glória à clássica criatura (enquanto Crepúsculo brinca com seus conceitos), O Lobisomem capricha na maquiagem e na fotografia, mas erra na narrativa pedestre e no clímax ridículo. E por favor, chega de briga de lobisomens! Ficha técnica

Melhor Cena: A fuga do Lobisomem do Parlamento.

25 – Alice no País das Maravilhas

Grande decepção do ano, mostra que Tim Burton se perdeu completamente nos visuais – magníficos – da nova versão do livro de Lewis Carrol. O problema aqui é o roteiro, que simplesmente não empolga e soa muito incoerente. Mas vale a descoberta da carismática Mia Wasikowska. Ficha técnica.

Melhor Cena: O flashback que mostra a primeira visita de Alice.

24- Fúria de Titãs

 As boas cenas de ação falam mais alto do que a história fraca. Além disso, o elenco promissor é muito mal aproveitado e seus personagens completamente sem afinidade ou apego ao público. Ficha técnica.

Melhor cena: A luta contra Medusa.

23 – Demônio

Partindo de uma excelente premissa, o suspense idealizado por M. Night Shyamalan é um longa razoável e assistível, mas deveria ousar, evitar clichês e contratar um elenco mais talentoso. Ficha técnica.

Melhor cena: Quando um eletricista tenta descer no poço do elevador. Bem arrepiante.

22 – Shrek Para Sempre

 Decepcionante para um “capítulo final”, não alcançando a qualidade dos dois primeiros filmes, mas ainda assim, diverte e entretem. Ficha técnica

Melhor cena: O flashback no começo do filme.

21- A Saga Crepúsculo – Eclipse

 

 A maioria acha que a franquia fica melhor aqui. Eu discordo, ela anda pra trás; ou melhor, não anda. Nada demais acontece em Eclipse, mas aprecio como o diretor David Slade deu um toque mais sombrio e mais ação. Ficha técnica

Melhor Cena: A batalha dos Recém-Transformados contra os Lobos.

20- Piranha 3D

 Olha só que surpresa; não só eu não esperava assistir Piranha, eu não esperava gostar do filme. Trash assumido, é muito vulgar, superficial e divertido, não se levando a sério em nenhum momento. É uma porcaria boa. Ficha técnica

Melhor Cena: O “balé aquático”.

19 – Predadores

 

Partindo de uma ótima premissa, o retorno dos Predadores ao cinema deveria ter resultado em um filme melhor, limitando-se a fracas cenas de ação e um roteiro muito fraco. Os personagens e os atores, porém tornam o filme suportável durante sua curta projeção. Ficha técnica

Melhor cena: A cena em que os três predadores aparecem pela primeira vez é icônica.

18 – Tron: O Legado

Provando ser mais um Alice o novo Tron sacrifica história e personagens pelo espetacular visual e ótimos efeitos visuais (com exceção do Clu, claro), rendendo um filme mediano, falho, mas assistível. Destaca-se aqui a belíssima e talentosa Olivia Wilde. Ficha técnica

Melhor Cena: A radical corrida de motos luminosas.

17- Esquadrão Classe-A

O que torna essa adaptação de série de TV tão memorável e divertida é o fato de ela não se levar a sério em momento algum, resultando em cenas de ação improváveis e estúpidas. O elenco principal e seu entrosamento em cena é excelente, mas o longa precisava de uma trama melhor. Ficha técnica.

Melhor Cena: O tanque voador é de ficar na memória.

16- A Ressaca

Com 2010 fraco em comédias, o non-sense toma conta dessa aventura-ficção científica que mostra um grupo de amigos viajando no tempo em uma banheira. As piadas são muito boas, as situações envolvendo os costumes dos anos 80 são divertidas e nostálgicas. Ficha técnica

Melhor Cena: Quando a aposta envolvendo o resultado de um jogo de futebol americano dá errado e dois amigos têm que pagar o preço…

15 – Homem-de-Ferro 2

Na minha opinião a grande decepção do ano. Homem-de-Ferro 2 não é um filme ruim, mas é quase incomparável com o primeiro filme em muitos aspectos; cenas de ação, personagens – aqui há pouco tempo para o grande elenco – e história, que tenta ser madura mas desiquilibra nas doses de piadas espirituosas (o roteirista pensou que isso era uma comédia, só pode ser) e reviravoltas desconexas. Robert Downey Jr. segura o filme e rouba a cena mais uma vez. Ficha técnica

Melhor Cena: O confronto com Ivan Vanko em Mônaco.

14- A Hora do Pesadelo

Odiado por quase 90% dos críticos do mundo todo, o remake de A Hora do Pesadelo funciona pra mim. Alterando o tom para um thriller mais adulto e sério – mas nunca esquecendo-se do longa original -, o serial killer que ataca nos sonhos ganha um retrato digno, apesar de seu potencial não ter sido explorado ao máximo. Ficha técnica

Melhor Cena: A cena final, homenageia bem o original.

13 – Atividade Paranormal 2

A fórmula de [REC]² pode ser aplicada aqui também; aprimora os elementos do original, mas ao contrário da franquia espanhola, o segundo filme supera infinitamente o primeiro. Elenco melhor, estética e visuais melhores e um roteiro esperto que une de forma dinâmica os dois filmes. Ficha técnica

Melhor Cena: É um susto, se eu revelar qual é, perde a graça certo?

12- REC 2: Possuídos

Continuação de um dos melhores filmes de terror da década, [Rec]2 transforma o medo e a simplicidade de seu antecessor em um longa de ação sobrenatural que aprimora os elementos visuais e técnicos de produção, resultando em um excelente filme que é quase imprevisível. Ficha técnica

Melhor Cena: Quando um dos policiais, Larra, encara sozinho alguns dos infectados.

11 – Machete

Viva grindhouse! Provando que filmes trash podem ser a nova onda, Robert Rodriguez dá vida ao trailer falso de Machete, em um filme repleto de violência gore, exageros e nudez; tudo com muito bom humor e uma trama que, surpreendentemente, é coesa e sustentável, abordando temas como a imigração ilegal. Ficha técnica

Melhor Cena: A fuga do hospital, com destaque para a “corda” usada pelo personagem título para pular de uma janela.

10 – Sherlock Holmes

Depois de divertir plateias e a sim próprio em Homem-de-Ferro, Robert Downey Jr. encarna o detetive mais famoso do mundo, em uma aventura instigante, tecnicamente impecável e com a esperta direção de Guy Ritchie, é o ínicio de uma promissora franquia. Ficha técnica

Melhor Cena: Holmes calculando seus movimentos em uma luta de bar.

9 – Zumbilândia

Assumindo-se como uma éspecie de Todo Mundo Quase Morto americano, a paródia ao popular gênero dos mortos-vivos é extremamente divertida, agradável e conta com um entrosamento de elenco sensacional, com destaque para o Talhahassee de Woody Harelson. A sequência, aliás, os roteiristas estão devendo… Ficha técnica

Melhor Cena: “God Damn it! Bill fucking Murray!”

8 – Ilha do Medo

Um raro suspense na carreira de Scorsese, o sombrio e perturbador Ilha do Medo é um trabalho excepcional de direção, roteiro, fotografia (sensacional) e uma performance brilhante de Leonardo DiCaprio, que protagoniza uma das maiores reviravoltas do ano. Ficha técnica

Melhor Cena: O final, quando Teddy descobre a assustadora verdade sobre a Ilha Shutter.

7- Toy Story 3

Arriscando-se em fazer uma segunda continuação para a saga dos brinquedos, a Pixar um de seus melhores e mais emocionantes trabalhos, que equilibra perfeitamente fortes emoções e piadas divertidíssimas em uma trama honesta e memorável. Ficha técnica

Melhor Cena: A cena da fornalha, de dar nó na garganta…

6 – Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é Outro

Grande ápice do cinema nacional desde… Tropa de Elite. A equipe do filme anterior trabalha dobrado e gera um filme impressionante que faz um poderoso retrato do Brasil atual, política e ainda entretém com um excelente diálogo e a sempre espetacular performance de Wagner Moura como o icônico Coronel-capitão Nascimento. Ficha técnica

Melhor Cena: A emboscada sofrida por Nascimento.

5 – Kick-Ass: Quebrando Tudo

Finalmente chega às telas uma amostra do que seria se tornar um super-herói na vida real. Claro, da metade para o fim o longa se transforma em uma saga exageradamente divertida de ação e violência (vide a icônica Hit-Girl), mas os momentos iniciais do filme são puro brilhantismo na desconstrução do super-herói. Ficha técnica

Melhor Cena: Kick-Ass enfrentando uma gangue em sua primeira aparição pública.

4 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Dizer que Harry Potter está cada vez mais sombrio e adulto é clichê, mas é a pura verdade. O diretor David Yates presta um serviço memorável à primeira parte da conclusão da franquia do bruxo adolescente, fornecendo ao filme uma direção ousada, artística e performances intensas do trio principal; fazendo do longa mais do que um prelúdio. Ficha técnica

Melhor Cena: A armadilha em Godric’s Hollow.

3 – Scott Pilgrim contra o Mundo

Provavelmente a adaptação de quadrinhos mais fiel já feita e também uma das mais divertidas e satisfatórias. Scott Pilgrim é uma aventura clássica e com emoção genuína, cuja estrutura de videogame, visual onírico dinâmico, roteiro pop e elenco perfeito compõe uma obra perfeita que dá um “K.O.” no espectador. Ficha técnica

Melhor Cena: Poucas vezes o cinema conseguiu traduzir para as telas uma cena de quadrinhos de maneira tão autêntica e divertida como a luta de Scott contra o Primeiro Ex-Namorado do Mal.

2 – A Rede Social

O filme que faz uma crítica poderosa da sociedade internet ao contar a história sobre a rede social Facebook é impressionante. Seu roteiro ágil repleto de diálogos estrondosos é impecável, o elenco jovem é sensacional e David Fincher comanda todos esses elementos com grande talento e habilidade, que podem lhe render seu primeiro (e merecido) Oscar. Ficha técnica

Melhor Cena: O antológico discurso de Eduardo Saverin ao descobrir que foi traído por Mark.

1 – A Origem

O filme mais comentado e discutido de 2010. Comprovando mais uma vez o imenso talento do grande Christopher Nolan, A Origem quebra barreiras e apresenta o roteiro mais original e complexo da década, mesclando conceitos inteligentes com espetaculares cenas de ação, efeitos visuais versáteis e um final ambíguo que ficará plantado na memória do espectador, assim como o magnífico filme. Ficha técnica

Melhor Cena: Ariadne escapando pelos chutes sincronizados é uma das cenas mais espetaculares que o cinema recente já produziu.

Melhor Ator do ano: Jesse Eisenberg (A Rede Social)

No papel de Mark Zuckerberg, o jovem Jesse Eisenberg mostra seu imenso talento para personagens dramáticos, conseguindo passar mais do que a imagem de “ator de comédia”. Sempre sério, nunca demonstra suas reais intenções ou sentimentos, tornando Zuckerberg um sujeito imprevisível e praticamente isolado de confraternizações sociais.

Cena essencial: Sua reação por telefone ao saber o que acontece com Sean Parker no fim do filme.

Melhor Atriz do ano: Chloe Moretz (Kick-Ass)

O manto de Hit-Girl, assassina letal de 11 anos de idade não poderia ser assumido por alguém além de Chloe Moretz. Sempre carismática, divertindo-se em cena, também domina os poucos momentos dramáticos. Eu não tenho dúvidas, Moretz é a melhor atriz mirim da atualidade. 

Cena essencial: SPOILERS! Na morte de Big Daddy, a atriz mostra que também tem grande potencial dramático.

Os 5 Melhores em Vídeo

Confira aqui a edição que fiz com os 5 melhores filmes do ano! Deu muito trabalho e espero que gostem:

Bem, esses foram os filmes do ano; em 2011 tem mais, por isso não percam o Preview 2011, que será lançado no começo de Janeiro. Fiquem ligados, estarei publicando posts até o Natal. Até!

| Demônio | Muito clichê, pouco claustrofobófico

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Suspense, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento


Unbreakable: Elemento visual interessante, mas não presente no filme

Antes de tudo, vale ressaltar que Demônio não é um filme de M. Night Shyamalan como os publicitários da Paramount anunciam com tanta convicção. O filme é o primeiro da produtora criada pelo cineasta indiano, a The Night Chronicles, que será composta de algumas ideias nunca realizadas do diretor. A primeira, sobre indivíduos presos em um elevador com o diabo, é um começo mediano.

Partindo de seu chamativo e interessante argumento, o longa é bem sucedido no que a maioria deve esperar: sustos. Há alguns jump-scares memoráveis, principalmente na falta de luz no elevador, mas o filme poderia ir bem mais além; considerando o espaço fechado onde se encontram os personagens, o diretor novato John Erick Dowdle deveria ousar mais nos enquadramentos, criar uma sensação de claustrofobia que seria tão perturbadora quanto efeitos de maquiagem ou truques de edição sonora.

Não que seja um desastre total; Dowdle sabe criar um ou dois momentos de tensão extrema e explorar de maneira onírica sensações de vertigem, especialmente na sequência de abertura, que mostra uma vista da cidade do lado invertido. Infelizmente, ele muitas vezes se entrega a ao já conhecido, ao clichê, perdendo grande oportunidade de ser mais ousado. A parte técnica é eficiente; a fotografia fria e obscura acerta no tom da trama, assim como a trilha sonora (que aliás, toma Hans Zimmer como referência quase o tempo todo).

E por falar em ousadia, é algo que nenhum membro do elenco consegue realizar ou expressar. O personagem do detetive Bowden é, de longe, o que mais consegue ganhar a admiração do espectador – mesmo possuindo diversas características arquétipas – e seu intérprete, Chris Messina, faz um trabalho razoável. As indefesas vítimas presas no elevador são todas detestáveis, esquecíveis e mal interpretadas; apesar de Logan Marshall-Green traçar uma personalidade interessante ao seu personagem.

Assim como Predadores, Demônio tinha uma das melhores premissas do ano, mas foi desperdiçada em decorrência de um roteiro fraquíssimo que não explora seus personagens ou a situação principal de maneira satisfatória e exagera nas coincidências, resultando em um longa mediano e esquecível.

Esta semana nos cinemas…(26/11)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , , on 25 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as principais estreias nos cinemas do Brasil:

Centurião

Sinopse: Quintus Dias, único sobrevivente de um ataque dos Picts – um grupos de tribos da Antiguidade que viviam onde hoje é o norte da Escócia – à força romana, marcha com a lendária Nona Legião Hispânica com a missão de exterminar os Picts da face da Terra e destruir o líder da tribo, Golacon.
Censura: 16 anos

Demônio

Sinopse: Cinco pessoas que nunca se viram ficam presas num elevador de um arranha céu comercial. Enquanto fenômenos estranhos e a tensão entre esses sujeitos cresce, fica claro que um deles não é quem aparenta ser.
Censura: 16 anos

Os Outros Caras

Sinopse: Dois policiais que trabalham fora da ação de seu departamento, têm a chance de brilhar quando são contratados para investigar roubos dentro de uma empresa.
Censura: 12 anos

Você vai conhecer o homem dos seus sonhos

Sinopse: O filme conta a história de dois casais: Alfie e Helena e sua filha Sally, casada com Roy, abordando as suas paixões, ambições, ansiedades e, logicamente, suas insanidades.
Censura: 12 anos

Bem, essas são suas vastas opções para o fim de semana; escolha bem e tenha uma ótima sessão!