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ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Dois | Categorias Técnicas

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Hora de avaliar as categorias mais divertidas… Vamos lá:

fotografia

Birdman | Emmanuel Lubezki

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“El Chivo” está de volta, e novamente desponta como o favorito na categoria de Fotografia. Em sua colaboração com Alejandro Iñarritu, Emmanuel Lubezki ajuda-o na complicada tarefa de coordenar e elaborar longuíssimos planos, ajudando a simular o efeito de tomada contínua de Birdman (curiosamente, elementos que também se manifestavam em Gravidade, ano passado), tornando uma experiência vibrante e quase documental – assemelhando-se à estética de uma peça de teatro, também. Lubezki controla as iluminações com eficiência, mudando de um ambiente quente para um frio com suavidade, apostando em time-lapses para avançar a narrativa e até transições espaciais bem camufladas pelo trabalho de montagem. Sensacional.

Razão de Aspecto: 1.85: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa M, Leica Summilux-C and Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Leica Summilux-C e Zeiss Master Prime Lenses

  • American Society of Cinematographers
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Ida | Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski

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A maior surpresa entre os indicados, a fotografia do filme polonês Ida é um espetáculo visual que contou com dois diretores de fotografia. Rodado em preto e branco e na razão aspecto menor de 1.33: 1, a fotografia de Ida impressiona pelo cuidado ao nivelar os diferentes níveis de preto, e o contraste deste em cenas com interiores pouco iluminados (com as magistrais cenas no clube de Jazz, evocativas do cinema noir) ou tomadas externas dominadas por uma neve branquíssima. Chama atenção também os enquadramentos da dupla, que sempre parecem rebaixar suas personagens e torná-las menor, em uma proporção de tela já consideravelmente pequena. É um lindo trabalho, e certamente o elemento mais memorável do filme.

Razão de Aspecto: 1.33: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa Plus 4:3, Zeiss Ultra Prime Lenses

O Grande Hotel Budapeste | Robert Yeoman

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Simetria define qualquer trabalho de fotografia em um filme de Wes Anderson. Robert Yeoman, seu fiel escudeiro desde sua estreia no ramo, sempre fica atento ao trabalho de enquadramento, que visa uma perfeição estética que pode servir como uma variante cartunesca da obra de Stanley Kubrick. Em O Grande Hotel Budapeste, o elemento que mais se destaca na fotografia é a variação na razão de aspecto da tela, que alterna de acordo com a época em que a narrativa alcança. Como a maior parte é ambientada na década de 20, Yeoman tem a complicada tarefa de enquadrar as cenas na razão de 1.37: 1, um formato quadrado menor do que o vasto 2.35: 1 (quem diria que, em 2015, teríamos dois indicados com essas especificações) Fica interessante porque nem com a razão menor, Anderson não poupa em tomadas grandiosas, de cenários detalhados e épicas perseguições de ski.

Razão de Aspecto: 1.37: 1 | 1.85: 1 | 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arricam ST, Technovision/Cooke, Cooke S4, Varotal e Angenieux Optimo Lenses

Invencível | Roger Deakins

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O sempre onipresente diretor de fotografia, Roger Deakins volta para sua 12ª indicação. Dessa vez, porém, confesso que não fui completamente impressionado por seu trabalho (o que geralmente acontece) no drama olímpico/Segunda Guerra/Aventuras de Pi de Angelina Jolie. Deakins adota uma paleta predominantemente cinza e próximo do sépia, ajudando na reconstrução do período. Nesse quesito, as cenas em que o protagonista sobrevive num campo de prisioneiros rendem belas tomadas, como o plano plongée que traz os personagens em um rio sujo de lama. É um trabalho eficiente, mas que pessoalmente não colocaria como um dos melhores de Roger Deakins; ele merece um Oscar por algo mais memorável.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa XT M, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Plus, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Studio, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Zeiss Master Prime Lenses

Sr. Turner | Dick Pope

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É uma pena que Sr. Turner não tenha nem garantido uma data de estreia aqui no Brasil, o que dificulta comentar suas indicações. Mas já fica o mérito de uma biografia sobre um pintor obcecado por luz ter um trabalho de fotografia eficiente, e Dick Pope parece bastante inspirado na técnia de Barry Lyndon, que usou luz natural em 90% de suas cenas.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: Codex

Câmeras: Arri Alexa Plus, Cooke Speed Panchro Lenses
Canon EOS C500, Cooke Speed Panchro Lense

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Sr. Turner

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Interestelar | Hoyte Van Hoytema

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Apaixonado por IMAX, Christopher Nolan sempre emprega o formato gigante em seus filmes, aumentando o escopo e fornecendo uma experiência mais imersiva. Hoyte Van Hoytema substitui o habitual Wally Pfister e ajuda a criar o visual incrível de Interestelar, que vai desde uma Terra rural e engolida por tempestades de poeira até a imensidão do espaço, incluindo remotos planetas – com lindas imagens gravadas na Islândia – e estações espaciais rodopiantes.

Menção Honrosa: Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

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Caminhos da Floresta | Dennis Gassner e Anna Pinnock

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Me digam, o que seria dessa categoria sem algum indicado com uma floresta maluca/fantasiosa no meio? Caminhos da Floresta cumpre a cota da Academia, e o trabalho de Dennis Gassner e Anna Pinnock é realmente espetacular. Colocando a maior parte da trama dentro da floresta do título, a dupla é eficaz ao preservar o aspecto teatral da história (como a cachoeira que serve de palco para um número musical dos príncipes) e também referências mais surreais, como o interior imenso da barriga do Lobo.

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen e Anna Pinnock

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Qualquer um que já assistiu a qualquer filme do Wes Anderson repara no Design de Produção, e alguns até passam a saber o que é tal departamento, já que este é um dos personagens dominantes. Em O Grande Hotel Budapeste, Anderson leva sua visão e sua equipe para uma nação européia fictícia dos anos 20, trazendo inspirações da arquitetura russa, alemã e suíça, seja nos interiores do hotel do título, o museu que é palco de uma perseguição ou as cartunescas ambientações em miniatura, que incluem uma pista de ski, um monastério e outros cenários típicos da imaginação do diretor.

  • Art Directors Guild – Filme de Época
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Interestelar | Nathan Crowley e Gary Fettis

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Ano passado, Gravidade também descolou uma indicação nesta categoria, e Interestelar vai ainda mais além do que apenas interiores de espaçonaves e estações espaciais. A equipe de Nathan Crowley desenvolve sua própria mecânica na criação da nave rodopiante Endurance (cujo formato simboliza um relógio analógico, de grande importância à trama) e seus Rangers aerodinâmicos. Juntamente com o físico Kip Thorne e a equipe de efeitos visuais, eles também trabalharam em cima de uma mecânica na criação dos movimentos e aparência dos buracos gravitacionais, culminando na infinita complexidade do Tesseract descoberto no último ato – que por si só, já valeria a vitória do filme aqui.

O Jogo da Imitação | Maria Djurkovic e Tatiana Macdonald

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Ambientado em três épocas diferentes, as duas designers de produção tiveram que recriar ambientes dos anos 20, 40 e 50. Todos os cenários são eficazes e fiéis em sua reconstrução histórica (o colégio interno dos anos 20 é grandioso), mas o grande destaque do trabalho da dupla é a recriação de Christopher, a máquina que Alan Turing desenvolve para quebrar códigos, que impressiona por sua complexidade.

Sr. Turner | Suzie Davies e Charlotte Watts

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Mais uma indicação para o filme que não estreiou aqui no Brasil… Bom, dá pra dizer que Sr. Turner se dedica a recriar palácios, galerias e ambientações num período de tempo que vai de 1775 a 1851. E como nosso protagonista é um pintor, ateliês e paisagens iluminadas devem fazer parte do pacote aqui. Enfim, díficil julgar sem assistir, mas parece uma indicação justa.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: Expresso do Amanhã

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Um dos grandes sucessos cult do ano passado, Expresso do Amanhã é todo ambientado dentro de um enorme trem, onde cada vagão traz uma ambientação assustadoramente diferente da outra. Desde a suja ala de prisioneiros, passando pelas estufas verdes, discotecas psicodélicas até salas de máquina que abraçam totalmente o cyberpunk, o design de produção do filme é absolutamente espetacular.

Menções Honrosas: Era Uma Vez em Nova York e Grandes Olhos

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Caminhos da Floresta | Colleen Atwood

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Colleen Atwood é mestre na confecção de figurinos, e ela já mostrou que contos de fada e elementos fantásticos são sua absoluta especialidade. Não teria profissional mais hábil do que Atwood para lidar com os figurinos do “Vingadores dos Contos de Fadas” que é Caminhos da Floresta, musical que reúne Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e o Pé de Feijão e outras populares histórias do gênero. O interessante é ver como Atwood retrata de forma inusitada alguns personagens: o Príncipe de Chris Pine, por exemplo, surge com as vestes sempre sujas e desgastadas, enquanto o Lobo de Johnny Depp é outra criação que respeita as raízes teatrais da história.

  • Costume Designers Guild – Filme de Fantasia

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

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A veterana Milena Canonero (ele trabalhou com o Kubrick, uau!) volta para a cerimônia depois de sua vitória por Maria Antonieta, oito anos atrás, com a saga excêntrica de Wes Anderson. A principal porção da trama se passa nos anos 20, mas sendo um filme de Wes Anderson, fidelidade histórica não será exatamente algo a ser seguido à risca. Os trajes são coloridos, cartunescos e às vezes até exprimem de forma literal a função de seus personagens (como o “Lobby Boy” no chapéu de Zero) ou as vestes dos prisioneiros, mais estereotipadas possíveis, com suas listras preto e brancas.

  • BAFTA
  • Costume Designers Guild – Filme de Época
  • Critics Choice Awards

Malévola | Anna B. Sheppard e Jane Clive

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Opa, mais contos de fadas na categoria (porque você bem sabe, ou é conto de fada/fantasia ou figurino de época que desponta aqui), agora com a história de origem da vilã Malévola. Anna B. Sheppard e Jane Clive seguem de perto o traço da animação clássica, adaptando as vestimentas das personagens para um contexto real, ainda que mantendo características fantásticas (todos os vestidos de Malévola, especialmente a de sua fase sombria) e até cartunescas (a roupa bufante e peluda do rei, por exemplo). Bom trabalho, mas muito parecido com o de Caminhos da Floresta.

Sr. Turner | Jacqueline Durran

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Er… Sr. Turner ainda não estreiou. Mas hei, é mais um trabalho de figurinos de época, vindo da talentosa Jacqueline Durran.

Vício Inerente | Mark Bridges

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Outro filme que infelizmente não estreiará a tempo do Oscar, Vício Inerente traz um trabalho de figurino similar ao de Trapaça, no ano passado. Aproveita a psicodelia dos anos 70 para confeccionar uma mistura de fidelidade histórica com excentricidade, que parece ser o clima ideal do novo filme de Paul Thomas Anderson. Não vejo a hora de assistir.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Caminhos da Floresta

FICOU DE FORA: Magia ao Luar | Sonia Grande

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Anos 20. Sul da França. Quer mais o quê? A nova comédia de Woody Allen me decepcionou em muitos quesitos, mas o visual certamente não foi um deles. Sonia Grande conseguiu vestir os personagens de Magia ao Luar com classe e elegância, sabendo como deixar a Sophie de Emma Stone mais “fofa” e adorável, enquanto Colin Firth surge como um gentleman boêmio.

montagem

Boyhood: Da Infância à Juventude | Sandra Adair

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Em sua maioria, Boyhood é um filme com um trabalho de montagem praticamente invisível. Não temos grandes transições, digressões, cortes rápidos ou algo muito chamativo no trabalho de Sandra Adair. O que justifica a indicação certamente é a árdua tarefa que Adair teve em selecionar pedaços de 12 anos de material e construir uma narrativa que flua naturalmente e faça sentido ali. E funciona! Os 12 anos da vida de Mason passam com eficiência, sem qualquer tipo de separação textual (“ano 1”, “ano 2”, por exemplo) ou intervenção metalinguística, construindo-se uma narrativa sólida e envolvente.

  • ACE Eddie Awards – Drama

O Grande Hotel Budapeste | Barney Pilling

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A montagem de O Grande Hotel Budapeste segue os elementos clássicos da filmografia de Wes Anderson: cortes inusitados e até secos durante diálogos, a fim de promover um efeito cômico discreto (atire uma pedra quem não riu durante a conclusão da perseguição no museu ou a famosa cena do ski), e uma narrativa linear na maior parte do tempo – contando também com divisões de capítulos. Um bom exemplo da habilidade de Barney Pilling é quando M. Gustave e Zero vão seguindo diversos passos a fim de encontrar um informante, com cada setor da sequência de eventos contendo a frase “Você é M. Gustave?”, criando uma série de repetições que culminam na explosão de Gustave.

  • ACE Eddie Awards – Musical ou Comédia

O Jogo da Imitação | William Goldenberg

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Pois bem… Um dos meus problemas com O Jogo da Imitação é sua estrutura narrativa quebrada, que traz cenas durante a infância de Alan Turing, seu trabalho na Segunda Guerra e a investigação que sofreu nos períodos finais de sua vida. É um elemento do roteiro que pessoalmente acho que tira ritmo da trama central, ainda que William Goldenberg consiga encontrar boas transições e manter a narrativa fluindo quando esta se estabelece num único período. Aprecio como Goldenberg faz a passagem do tempo com cenas de arquivo do combate, ponteiros de relógio (enfatizando a luta contra o tempo) e uma eficiente narração em voice over.

Sniper Americano | Joel Cox e Gary Roach

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Filmes de guerra geralmente são queridos pelos votantes, e Sniper Americano realmente é primoroso no quesito cenas de ação. Quando a câmera nos leva para trás da mira de Chris Kyle, Joel Cox e Gary Roach começam a construir a tensão que passa pela cabeça do protagonista, e a dúvida sobre atirar ou não. Quando a violência explode, a dupla agarra o espectador pela garganta, como na impecável cena em que Kyle encontra o terrorista Açogueiro ao mesmo tempo em que é perseguido por um sniper inimigo. Estruturalmente, a dupla equilibra a carreira militar de Kyle com suas responsabilidades familiares, o que se prova como um dos pontos fracos da narrativa, mas o trabalho de Cox e Roach merece créditos pelas cenas mais intensas.

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Tom Cross

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Toda a parte técnica de Whiplash é absolutamente impecável, mas a montagem de Tom Cross certamente é o grande atrativo nesse quesito. Centrado em um baterista, o trabalho de Cross é frenético e rápido, impressionando nas cenas em que Andrew toca o instrumento e os cortes ritimados vão acompanhando a música, quase como se Cross também fosse o baterista. As sequências musicais são fantásticas, e Cross ainda acerta ao conferir velocidade a eventos, como a cena que culmina no acidente de carro do protagonista: cortes rápidos e brutais, mas um longo plano quando o caminhão atinge seu carro. Trabalho perfeito.

  • BAFTA

APOSTA: Boyhood

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Whiplash

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Kirk Baxter

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Dessa vez sem o habitual parceiro Angus Wall, Kirk Baxter fica com a complicada tarefa de montar Garota Exemplar. Isso porque é um longa com duas tramas paralelas – a de Nick Dunne, e a da esposa Amy – que caminham diferentemente, enfrentando reviravoltas e até incongruências temáticas. Baxter se sai muito bem ao equilibrá-las, fornecendo transições memoráveis (o corte do beijo para a coleta de DNA é primoroso) e administrando sabiamente os diálogos que vão ficando mais intensos, fornecendo cortes calculados para cada participante. Outra ferramenta notável de Baxter é o fade to black, que o montador acerta ao usá-los rapidamente em cenas mais violentas. Que esnobada…

Menções honrosas: Noé, No Limite do Amanhã e Interestelar

maquiagem

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Bill Corso e Dennis Liddiard

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O grande atrativo na maquiagem de Foxcatcher obviamente é a transformação de Steve Carell em John du Pont. A dupla indicada merece créditos por deixar o ator radicalmente diferente, mas sem transformá-lo em um mero monstro caricato: o nariz é consideravelmente maior, a pele ganhou uma pigmentação mais envelhecida e Carell também usou implantes na boca, a fim de modificar seu modo de falar. Vale a pena ressaltar que a equipe cria uma interpretação do du Pont real, já que o resultado final não é idêntico ao falecido técnico de luta. Um trabalho admirável.

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon e Mark Coulier

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No que diz respeito a penteados e bigodes, O Grande Hotel Budapeste é Wes Anderson na veia: do bigode pomposo de Bill Murray ao visual mais burguês fresco de Ralph Fiennes, a equipe de maquiagem e cabelo é eficaz ao caracterizar as figuras criadas por Anderson. Mas é mesmo o envelhecimento de Tilda Swinton que justifica a indicação, um trabalho que não tem tanto destaque no filme, mas que merece aplausos pelos detalhes e a transformação pesada da atriz.

  • BAFTA
  • Make Up Artists Guild – Maquiagem de Época
  • Make Up Artists Guild – Cabelo de Época

Guardiões da Galáxia | Elizabeth Yianni-Georgiou e David White

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

  • Critics Choice Awards
  • Make Up Artists Guild – Efeitos Especiais de Maquiagem
  • Make Up Artists Guild – Cabelo Contemporâneo

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Guardiões da Galáxia

MEU VOTO: Guardiões da Galáxia

efeitosvisuais

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick

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Vou ser sincero: acho a indicação de Capitão América 2: O Soldado Invernal injusta. A equipe do filme é eficiente ao criar ambientes totalmente digitais e manda bem nas variadas destruições de heliportos, cruzadores e outros veículos aéreos gigantescos. Só acho que sinceramente não é algo muito impressionante, ainda mais considerando os outros indicados da categoria, e até confesso que achei o green screen gritantemente artificial em alguns momentos (a luta entre o Capitão e o Soldado Invernal no clímax). Mas dou mérito ao genial envelhecimento de Hayley Atwell como Peggy Carter.

Guardiões da Galáxia | Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould

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Opa, mais Marvel Studios aqui… Mas essa é bem merecida. A comédia espacial também trabalha muito com ambientes todos digitais, rendendo um bom trabalho de green screen e elaboração de detalhes (a luta com Ronan, em meio à nuvens azuladas brilhantes é espetacular), além de cenas de ação maciças que incluem batalhas áereas e perseguições de naves. O grande destaque, porém, fica com os dois principais personagens digitais: Rocket Raccoon e Groot, que impressionam pelo fotorrealismo e a expressividade de sua animação, jamais soando como criaturas digitais.

Interestelar | Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher

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Science, bitch! Como em todos os filmes de Christopher Nolan, os efeitos visuais são usados de forma orgânica e com um estudo científico que os ajudem a fazer sentido dentro daquele universo. Em Interestelar, a grande contribuição dos efeitos visuais foram a criação do buraco de minhoca e o buraco negro Gargantua, que tiveram orientação do físico Kip Thorne a fim de chegar o mais próximo possível de uma representação da tal anomalia. A equipe de Nolan cria alguma das mais belas imagens vistas em 2014, ajudando também a realçar ambientes reais (como as paisagens da Islândia, que servem como os planetas descobertos) e também a criar locais impossíveis de serem reproduzidos, como as “montanhas de água” e o enigmático Tesseract.

  • BAFTA
  • Visual Effects Society – Melhor Ambiente Digital (Tesseract)

Planeta dos Macacos: O Confronto | Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist

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É chegada a hora dos macacos. A excelente continuação do reboot de 2011 da continuidade ao trabalho da WETA na criação dos símios digitais, no maior uso de captura de performance em locações externas até hoje. Andy Serkis novamente lidera o elenco de mo-cap, e a equipe de Joe Letteri é impecável ao manter as nuances e expressões das performances do elenco, criando macacos ainda mais realistas e expressivos do que os do anterior – o salto da tecnologia, e também o fato de O Confronto ter uma fotografia mais escura, ajuda.

  • Visual Effects Society – Melhores Efeitos Visuais Constantes
  • Visual Effects Society – Melhor Personagem Digital (César)
  • Visual Effects Society – Melhor Composição
  • Critics Choice Awards

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer

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Uma das mais agradáveis surpresas desse Oscar foi encontrar o ótimo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido entre os indicados para efeitos visuais. É a primeira indicação para a franquia, que traz novos personagens e ambientes para poder usufruir de eficientes efeitos de computação gráfica. As Sentinelas são bem criadas e suas adaptações de poderes fazem sentido, assim como os diferentes outros poderes que encontramos aqui (os buracos de minhoca de Blink, rajadas de fogo de Sunspot. Mas é mesmo o velocista Mercúrio que vale a indicação, que protagoniza a melhor cena de ação de 2014 durante sua corrida em câmera lenta, que provou-se um desafio para Bryan Singer e sua equipe.

  • Visual Effects Society – Melhor Fotografia Virtual (Cena da Cozinha)
  • Visual Effects Society – Melhor FX& Simulação de Animação (Cena da Cozinha)

APOSTA: Planeta dos Macacos

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Interestelar

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: No Limite do Amanhã

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Vejo que a Academia optou por não indicar filmes de 2014 que trouxeram ótimos efeitos visuais, mas que tiveram uma recepção crítica ruim ou bem mediana. É o caso de Transformers: A Era da Extinção e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, filmes que mereciam sim uma indicação pelo trabalho com CG. Seguindo essa linha da Academia, meu escolhido para entrar seria No Limite do Amanhã, uma excelente ficção científica que trabalha bem os efeitos visuais e cria ambientes, criaturas e cenas de ação muito eficientes.

VISUAL EFFECTS SOCIETY 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , on 5 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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E saíram os vencedores da Visual Effects Society 2015! Confira:

MELHORES EFEITOS VISUAIS USADOS DE FORMA CONSTANTE (LONGA-METRAGEM)

Planeta dos Macacos: O Confronto

MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO

Birdman

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME DE ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR PERSONAGEM DIGITAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Cesar | Planeta dos Macacos: O Confronto

MELHOR PERSONAGEM DIGITAL EM FILME DE ANIMAÇÃO

Baymax | Operação Big Hero

MELHOR AMBIENTE DIGITAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Interestelar | Tesseract

MELHOR AMBIENTE DIGITAL EM FILME DE ANIMAÇÃO

Operação Big Hero | Interior do Portal

MELHOR FOTOGRAFIA VIRTUAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Cena da Cozinha

MELHOR MINIATURA EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Operação Big Hero | Cidade de San Fransokyo

MELHOR FX E SIMULAÇÃO DE ANIMAÇÃO EM FILME DE LONGA-METRAGEM

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Mercúrio na Cozinha do Pentágono

MELHOR FX E SIMULAÇÃO DE ANIMAÇÃO EM FILME DE ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR COMPOSIÇÃO EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Planeta dos Macacos: O Confronto

VISUAL EFFECTS SOCIETY AWARDS 2015: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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A Visual Effects Society honra os melhores efeitos visuais do ano. Confira:

MELHORES EFEITOS VISUAIS USADOS DE FORMA CONSTANTE (LONGA-METRAGEM)

Guardiões da Galáxia

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar

Malévola

Planeta dos Macacos: O Confronto

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MELHORES EFEITOS VISUAIS DE APOIO

Birdman

Divergente

O Grande Hotel Budapeste

Invencível

O Jogo da Imitação

MELHORES EFEITOS VISUAIS EM FILME DE ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

Os Boxtrolls

Como Treinar o Seu Dragão 2

Operação Big Hero

Rio 2

MELHOR PERSONAGEM DIGITAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Cesar | Planeta dos Macacos: O Confronto

Koba | Planeta dos Macacos: O Confronto

Rocket | Guardiões da Galáxia

Thistlewit | Malévola

MELHOR PERSONAGEM DIGITAL EM FILME DE ANIMAÇÃO

Baymax | Operação Big Hero

Gabi | Rio 2

Hiccup | Como Treinar o Seu Dragão 2

MELHOR AMBIENTE DIGITAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Quartel-General da Triskelion

Interestelar | Tesseract

Lucy | Times Square

Noé | Terra antes do Dilúvio

MELHOR AMBIENTE DIGITAL EM FILME DE ANIMAÇÃO

Os Boxtrolls | Caverna dos Boxtrolls

Como Treinar o Seu Dragão 2 | Oasis

Festa no Céu | Terra Mágica dos Lembrados

Operação Big Hero | Interior do Portal

MELHOR FOTOGRAFIA VIRTUAL EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Interestelar | Tesseract

No Limite do Amanhã | Ataques na Praia e Paris

Planeta dos Macacos: O Confronto

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Cena da Cozinha

MELHOR MINIATURA EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Os Boxtrolls | Mecha-Drill

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Cidade do Lago

Operação Big Hero | Cidade de San Fransokyo

Transformers: A Era da Extinção | Knigthship

MELHOR FX E SIMULAÇÃO DE ANIMAÇÃO EM FILME DE LONGA-METRAGEM

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Porta Aviões e Acidente

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

No Limite do Amanhã | Areia e Destruição

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Mercúrio na Cozinha do Pentágono

MELHOR FX E SIMULAÇÃO DE ANIMAÇÃO EM FILME DE ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

Os Boxtrolls

Como Treinar o Seu Dragão 2 | A Batalha

Operação Big Hero

MELHOR COMPOSIÇÃO EM FILME DE LONGA-METRAGEM

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar | Água

No Limite do Amanhã | Praia

Planeta dos Macacos: O Confronto

Os vencedores serão anunciados em 4 de Fevereiro.

2014: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2014, mas atenção aos critérios abaixo

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2013 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Whiplash, Birdman, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

FILME: TOP 10

10. O Predestinado

4.5

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“O Predestinado é um filme absolutamente envolvente e intrigante, se o espectador se deixar levar por sua narrativa sintuosa e um protagonista não muito confiante. Certamente um dos exemplares de viagem no tempo mais eficientes dos últimos anos. Imperdível.”

9. 12 Anos de Escravidão

4.5

9

“Excepcional também em seus valores de produção, 12 Anos de Escravidão é uma experiência difícil e pesada. Corajosamente pega um dos gêneros mais delicados do cinema norte-americano e oferece um tratamento visceral e que certamente será lembrado por anos, não só por sua brutalidade, mas também pela força de seu impecável protagonista e o emocionante desfecho de sua dura jornada.”

8. Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum

4.5

8

“Servindo como um curioso estudo de personagem que leva seu objeto do nada ao nada, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum é uma experiência única, proporcionada por duas das maiores mentes do cinema contemporâneo. Seja em sua maestria técnica, narrativa ou em sua vibrante trilha sonora folk, o filme é tragicômico no melhor sentido da palavra. E sua ausência em grandes categorias do Oscar é crueldade.”

7. Amantes Eternos

4.5

7

“Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.”

6. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

4.5

6

“Dado o tamanho da aposta, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido era um filme que poderia ter dado perigosamente errado. Felizmente, isso foi em alguma realidade alternativa obscura, já que o retorno de Bryan Singer à franquia é eficiente, divertido e mesmo que não seja o melhor filme desta, certamente é o maior. E o melhor de tudo é perceber como sua conclusão oferece aos produtores novos rumos para essa franquia tão admirável.”

5. Boyhood: Da Infância à Juventude

4.5

 

5

“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano. É um filme sem igual.”

4. O Grande Hotel Budapeste

5.0

4

O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte. Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

3. Interestelar

5.0

3

Interestelar vai variar muito de uma pessoa a outra. A recepção crítica revela que uns amaram, outros detestaram e alguns simplesmente não viram nada demais. Aposto que já deixei claro minha posição diante do filme, que considero uma das experiências cinematográficas supremas de 2014, capaz de me fazer esquecer seus pequenos erros. Mas mesmo que eu tivesse odiado o filme, reconheceria a mera decisão de Christopher Nolan em experimentar algo tão ousado, e incomum no gênero blockbuster atual.”

2. O Lobo de Wall Street

5.0

2

“Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese.”

1. Garota Exemplar

5.0

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Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

Veja aqui TODAS as críticas do ano.

DIRETOR DO ANO

Christopher Nolan | Interestelar

diretor

Ok, sei muito bem que essa é uma decisão polêmica. Aposto também que muitos viram me chamar de “nolete” ou algum outro termo estúpido, mas o que posso fazer? Mesmo que não o melhor o filme, Interestelar foi inquestionavelmente a melhor experiência cinematográfica que tive este ano, e muito disso se deve à direção de Christopher Nolan. Rodou cenas lindíssimas em IMAX na Islândia, pagou as homenagens à 2001: Uma Odisseia no Espaço com cenas que apostam no silêncio do espaço e os mecanismos espaciais, e acertou a mão nas cenas mais emocionais – até então, algo raro em sua carreira predominantemente racional.

David Fincher | Garota Exemplar

Martin Scorsese | O Lobo de Wall Street

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

Fernando Coimbra | O Lobo Atrás da Porta

ATOR DO ANO

Jake Gyllenhaal | O Abutre

ator

Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre.

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

Matthew McConaughey | Interestelar

Ralph Fiennes | O Grande Hotel Budapeste

Joaquin Phoenix | Ela

ATRIZ DO ANO

Rosamund Pike | Garota Exemplar

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David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção.

Sarah Snook | O Predestinado

Leandra Leal | O Lobo Atrás da Porta

Marion Cottilard | Era Uma Vez em Nova York

Tilda Swinton | Amantes Eternos

ATOR COADJUVANTE

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

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Sem dúvida um dos melhores atores da nova geração, Michael Fassbender recebeu sua primeira indicação ao Oscar só este ano, com 12 Anos de Escravidão. É seu papel mais sombrio, assumindo a pele de um cruel fazendeiro que não vê limites em como trata seus escravos, seja pela violência ou pelo estranho afeto mantido com a personagem de Lupita Nyong’o. Fassbender está intenso e perturbador, um dos grandes vilões do ano.

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

Bradley Cooper | Trapaça

Matt Damon | Interestelar

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

Mackenzie Foy | Interestelar

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Uma Thurman | Ninfomaníaca – Volume 1

Eva Green | Sin City: A Dama Fatal

ROTEIRO ADAPTADO

O Lobo de Wall Street | Terence Winter

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Tem que ser bom pra entregar um roteiro como o de O Lobo de Wall Street. Não só pela temática que envolve Economia, Bolsa de Valores e Wall Street, mas pela quantidade de eventos que passam pela vida do protagonista Jordan Belfort. Terence Winter acerta em cheio ao elaborar diálogos inteligentes, dosar muito (muito) humor negro e simplesmente assumir que o espectador não precisa entender os conceitos técnicos – as quebras da quarta parede e a dinâmica narração de Belfort são essenciais para o sucesso do longa. Impecável.

Garota Exemplar | Gillian Flynn

O Predestinado | Michael Spierig e Peter Spierig

Planeta dos Macacos – O Confronto | Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver

12 Anos de Escravidão | John Ridley

ROTEIRO ORIGINAL

Amantes Eternos | Jim Jarmusch

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Meio que “atrasado” em sua versão para o mito do vampiro (que agora já nem mais está tão em alta), Jim Jarmusch faz valer a espera com seu inebriante Amantes Eternos. O roteiro conta uma história simples, mas rica na composição de seus ilustres personagens, criaturas imortais que parecem ter atingido o ápice da evolução e agora apenas podem sentir remorso e depressão em relação a seus companheiros humanos. Desde a relação dos protagonistas, a influência da música, os elaborados roubos de sangue e a sensação de um mundo desolado, é um grande acerto para Jarmusch.

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

Relatos Selvagens | Damián Szifrón

O Lobo Atrás da Porta | Fernando Coimbra

O Abutre | Dan Gilroy

FOTOGRAFIA

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Bruno Delbonnel

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Desde a primeira vez em que vi um dos primeiros trailers de Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, me apaixonei pelo trabalho de Bruno Delbonnel. Assistindo ao filme, percebe-se como suas luzes e filtros de luz ajudam a nos envolver nesse cenário frio, sombrio e incômodo que é o da música folk dos anos 60, sendo demarcado por sombras e um predominante tom de cinza. Belíssima e atmosférica.

Interestelar | Hoyte Van Hoytema

O Homem Duplicado | Nicolas Bolduc

Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

Noé | Matthew Libatique

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen

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Sem mais, Wes Anderson é o mestre do departamento de design de produção e direção de arte. O setor é praticamente um personagem em seus filmes, e não é diferente com aquele que considero sua obra-prima, O Grande Hotel Budapeste. Desde o majestoso hotel do título, até locações apropriadamente cartunescas em prisões, estalagens, museus e pistas de skis européias, o trabalho de Adam Stockhausen é magistral e rico em detalhes.

Ela

Era Uma Vez em Nova York

Interestelar

Noé

MONTAGEM

Garota Exemplar | Kirk Baxter

MONT

Foi um excelente ano para os montadores. O terror O Espelho impressiona por manter suas duas tramas em perfeito equilíbrio e até interagindo umas com as outras, enquanto Interestelar mesclava com maestria cenas separadas por décadas de distância. E Noé cria alguns dos time lapses mais ousados e brilhantes de toda a História do cinema, que certamente deixaria Eisenstein maluco. No entanto, escolho o trabalho de Kirk Baxter (dessa vez, sem Angus Wall) em Garota Exemplar, que também tem o trabalho de equilibrar duas tramas aparentemente distintas, mas o faz com cortes inteligentes, transições bem escolhidas e fades to black geniais; aumentando o efeito de certas sequências.

Noé | Lindsay Graham e Mary Vernieu

O Espelho | Mike Flanagan

Interestelar | Lee Smith

No Limite do Amanhã | James Hebert e Laura Jennings

FIGURINO

Trapaça | Michael Wilkinson

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Mesmo não sendo um grande admirador de David O. Russell e seu superestimado Trapaça, admito que a Academia falhou ao não premiar seu requintado guardarroupa. Michael Wilkinson recria diversos trajes típicos da década de 70 que variam entre si, seja em estilo, cor ou padrão. Os ternos são belíssimos e os vestidos (ainda não esqueço da presença sensual de Amy Adams e seus decotes) impecáveis.

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

Guardiões da Galáxia | Alexandra Byrne

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 | Kurt e Bart

Malévola | Anna B. Sheppard

EFEITOS VISUAIS

Planeta dos Macacos: O Confronto

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O trabalho de efeitos visuais para a criação dos símios já era impressionante em 2011, com Planeta dos Macacos: A Origem. Depois de 3 anos, a tecnologia está ainda melhor e garante mais emoções e fisionomias para os personagens digitais de O Confronto, liderados pelo mestre do motion capture, Andy Serkis. Os símios surgem mais reais, dinâmicos e convencem o tempo todo. Merece o Oscar.

Interestelar

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Guardiões da Galáxia

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MAQUIAGEM

Guardiões da Galáxia

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

Sin City: A Dama Fatal

O Predestinado

O Grande Hotel Budapeste

TRILHA SONORA

Interestelar | Hans Zimmer

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Pra mim, não há dúvidas de que Hans Zimmer é o compositor mais talentoso de nossos tempos. Com Interestelar, sua 5ª contribuição com Christopher Nolan, Zimmer nos revela ainda mais truques que mantinha escondido sob a manga, agora na forma do órgão para temperar sequências do vazio espacial, perseguições por plantações e o dramático afeto de um pai com sua filha. É bela, inventiva, abstrata e épica quando o filme a requer assim. Um dos melhores trabalhos de Hans Zimmer, é praticamente um milagre.

Melhor Faixa: No Time for Caution

Garota Exemplar | Trent Reznor & Atticus Ross

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

Noé | Clint Mansell

Amantes Eternos | SQÜRL

+ 10 Faixas Memoráveis (Em ordem aleatória)

“Technically, Missing” – Trent Reznor & Atticus Ross | Garota Exemplar

“Make Thee An Ark” – Clint Mansell | Noé

“Spooky Action at a Distance” – SQÜRL | Amantes Eternos

“There He Is” – Hans Zimmer | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Dimensions” – Arcade Fire | Ela

“Last Will and Testament” – Alexandre Desplat | O Grande Hotel Budapeste

“Hat Rescue” – John Ottman | X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

“Fire Battle” – Junkie XL | 300: A Ascensão do Império

“Black Tears” – Tyler Bates | Guardiões da Galáxia

“Death” – Mica Levi | Sob a Pele

CANÇÃO DO ANO

“The Hanging Tree” – Jennifer Lawrence | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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Quando “The Hanging Tree” começa a tocar lá pela metade de A Esperança – Parte 1, por alguns minutos, torna-se um filme completamente diferente. Com a delicada voz de Jennifer Lawrence, a canção melancólica sobre uma árvore de enforcamento nos remete ao trabalho de Bille Holiday (especialmente, Strange Fruit, ao sugerir imagens medonhas), e quando é utilizada para movimentar as massas na rebelião – ganhando um coral -, assume um tom de Os Miseráveis.

“Mercy Is” – Patty Smith | Noé

“Big Eyes” – Lana Del Rey | Grandes Olhos

“It’s On Again” – Alicia Keys | O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

“Battle Cry” – Imagine Dragons | Transformers: A Era da Extinção

MELHOR SEQUÊNCIA DE CRÉDITOS (ABERTURA OU ENCERRAMENTO)

Anjos da Lei 2

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Não tinha pra ninguém. É a melhor piada de Anjos da Lei 2 e também uma das melhores sequências de créditos de todos os tempos, que brinca com as infinitas continuações que a saga dos policiais Schmidt e Jenko poderia enfrentar nos próximos anos, surgindo com pérolas como 24 Jump Street: A Semester at Sea, 40 Jump Street: Magic School, uma aventura espacial séries animadas, action figures e algumas participações especiais bem divertidas. É uma paródia genial ao método mercadológico de Hollywood, mas a grande ironia é que eu seria capaz de assistir a cada um desses filmes falsos. Sério.

Capitão América – O Soldado Invernal

Godzilla

SURPRESA DO ANO

No Limite do Amanhã

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Vocês tinham que ver a minha cara quando vi o material de No Limite do Amanhã pela primeira vez. Esses exoesqueletos, a trama genérica, o título brega… Não havia nada que despertasse meu interesse, mas mesmo assim entrei na sala de exibição. E ainda bem que entrei, pois o filme é um dos blockbusters mais divertidos e estimulantes do ano, contando com uma performance inédita de Tom Cruise, conceitos de viagem do tempo bem explorados e um ritmo sólido. Ah, e Emily Blunt chuta bundas.

DECEPÇÃO DO ANO

Godzilla

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No geral, Godzilla não é um filme ruim, mas poderia (e prometeu) ser muito mais. O diretor Gareth Evans traz de volta o espetáculo e grandiosidade que o icônico monstro japonês há muito não recebia, mas depende de um roteiro fraco e tedioso, populado por personagens formulaicos e sem o menor apego ao público. Considerando que o monstro aparece bem pouco do que se poderia imaginar (e que Bryan Cranston e Juliette Binoche tenham tempo de cena limitado)

USO DE 3D

Guardiões da Galáxia

3d

2014 não foi um bom ano para o 3D. Não tivemos nenhum “uso de autor”, como com Gravidade e O Grande Gatsby no ano passado, mas sim uma enchurrada de filmes com o formato convertido porcamente (como Capitão América – O Soldado Invernal, GodzillaMalévola e Sin City: A Dama Fatal). Dentre os males, o 3D de Guardiões da Galáxia é o mais suportável (principalmente em IMAX), funcionando graças a momentos mais “infantis”, como objetos sendo jogados em direção ao espectador e um ou outro bom momento de profundidade de campo. É um trabalho de conversão competente, mas leva aqui por falta de opção melhor.

MELHORES TRAILERS

O Abutre | Trailer 2

Birdman | Trailer 1

Cinquenta Tons de Cinza | Trailer 1

Garota Exemplar | Teaser

Guardiões da Galáxia | Trailer 2

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Teaser

Interestelar | Trailer 1

Mad Max: Estrada da Fúria | Teaser Comic Con

Mad Max: Estrada da Fúria | Trailer Oficial

Sin City: A Dama Fatal | Trailer da Comic Con

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força | Teaser

Vício Inerente | Trailer 1

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Trailer 1

MELHORES PÔSTERES

Interestelar

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Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Êxodo: Deuses e Reis

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Birdman

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Vício Inerente

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Guardiões da Galáxia

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The Hateful Eight

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Sin City: A Dama Fatal

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O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

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Garota Exemplar

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Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

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A Marca do Medo

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Mr. Turner

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Mais Antecipados Para 2015

007 – Spectre

The Hateful Eight

Homem Formiga

O Quarteto Fantástico

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

A Travessia

Vício Inerente

Os Vingadores: Era de Ultron

Whiplash: Em Busca da Perfeição

E fiquem ligados, na primeira semana de 2015 libero o gigante Preview 2015!

Os pré-selecionados ao Oscar 2015 de Efeitos Visuais

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 5 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Como é de costume todo ano, a Academia lançou uma lista com pré-selecionados para a categoria de Melhores Efeitos Visuais do Oscar. Confira abaixo, e com minhas apostas em negrito:

Capitão América 2: O Soldado Invernal

Godzilla

Guardiões da Galáxia

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar

Malévola

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba

Planeta dos Macacos: O Confronto

Transformers: A Era da Extinção

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Os indicados ao Oscar serão anunciados em 10 de Janeiro. A cerimônia acontece em 22 de Fevereiro.

Análise Blu-ray | X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO – Edição de Colecionador

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

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O Filme

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Um dos melhores filmes de 2014 até o momento, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é certamente uma das produções de quadrinhos mais megalomaníacas já lançadas até hoje. Traz viagem no tempo para juntar a trilogia original dos mutantes com o elenco de X-Men: Primeira Classe, e o resultado é um épico de ação equilibrado e que impressiona pelo cuidado e tempo dedicado a trabalhar o lado dramático/emocional de seus personagens coloridos, ao mesmo tempo em que diverte e entretém. Filmaço. Crítica

Cenas Excluídas

3.0

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Muito se falou sobre a diminuição da Vampira de Anna Paquin em Dias de um Futuro Esquecido. A notícia ruim é que o blu-ray não traz nenhum material relacionado à mutante, mas a notícia boa é que a Fox já anunciou uma versão estendida do filme para o ano que vem, que trará mais cenas da personagem. Já o material apresentado aqui é bem pobre, rendendo míseros 5 minutos de cenas inéditas e nenhuma delas é verdadeiramente interessante. Tem beijo do Wolverine e Tempestade, uma conclusão mais explicitada para Bolívar Trask e algumas tomadas alternativas.

Sequência da Cozinha

4.0

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Se você achou que tinha algo a ver com a fantástica cena protagonizada pelo Mercúrio no filme, enganou-se. Aqui é meio que um divertido fun fact, onde o diretor Bryan Singer explica que, devido a problemas de úlcera, adotou uma voz fina e irritante para dirigir uma cena do filme. Jennifer Lawrence cai na risada e a cena acaba fora do corte final, podendo ser conferida no próprio extra. A cena em questão traz Mística conversando com Xavier, Fera e Wolverine na cozinha da Mansão X.

Erros de Gravação

4.5

x2

Certamente o elemento mais divertido do blu-ray, a montagem de erros de gravação é excelente. Já havia caído na internet há algumas semanas, mas vale conferir novamente momentos como os tropeços, cadeiras de roda danificadas e os duelos de James McAvoy contra um mosquito que insiste em voar ao redor de sua cabeça.

Tomada Dupla: Xavier & Magneto

4.0

x6

O primeiro extra especificamente sobre o filme é centrado na relação entre Charles Xavier e Magneto. Mais precisamente, como os personagens mudaram no intervalo de tempo entre Primeira Classe e Dias de um Futuro Esquecido. O roteirista Simon Kinberg tem um destaque especial ao mergulhar mais fundo nas respectivas histórias, mas temos ainda entrevistas com James McAvoy e Michael Fassbender, que comentam sobre suas performances e o quão importante foi honrar o trabalho de Patrick Stewart e Ian McKellen – especialmente o Professor X, já que Kinberg afirma que o novo filme é especialmente sobre o telepata (enquanto Primeira Classe fora sobre o Mestre do Magnetismo).

X-Men: Reunidos

4.0

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Aqui, o foco fica na reunião do elenco da trilogia X-Men original, que traz de volta Hugh Jackman, Halle Berry, Ellen Page, Shawn Ashmore, Patrick Stewart e Ian McKellen para seus icônicos papéis. Bryan Singer e os intépretes comentam o clima de camaradagem, a diversão e a interação com o novo elenco liderado por McAvoy, Fassbender e Jennifer Lawrence.

Classificação: M

4.5

x1

Talvez o grande ápice do disco, o extra explica um pouco mais sobre os principais novos mutantes de Dias de um Futuro Esquecido. O Bishop de Omar Sy, Apache de Booboo Stewart, Blink de Fan Bingbing, Mancha Solar de Adan Canto e, claro, o Mercúrio de Evan Peters têm seus poderes e histórias detalhados, assim como entrevistas com técnicos de efeitos visuais e sonoplastas sobre a lógica visual de seus poderes. O making of da já famosa cena do Mercúrio em tempo congelado no Pentágono é um dos destaques.

Sentinelas: Para um Futuro Seguro

4.0

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Na mesma estrutura dos featurettes anteriores, só que concentrando-se nas Sentinelas. Em cerca de 10 minutos, conhecemos o processo de criação dos temíveis robôs exterminadores do filme, assim como a lógica de sua funcionalidade (a troca de poderes, por exemplo) e o trabalho da equipe de efeitos visuais e som para adaptá-los ao live action de forma respeitável e assustadora.

Galeria: As Indústrias Trask

3.0

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Aqui, temos algumas galerias com material complementar ao filme. Projetos das primeiras Sentinelas, autópsia de mutantes e outros documentos. Divertidinho, mas nada extraordinário.

Trailers

3.5

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Bem, são trailers. Traz os três principais exibidos no circuito comercial.

Espiadinha em Êxodo: Deuses e Reis

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Promovendo um de seus grandes lançamentos de 2014, a Fox traz um videozinho de 1 minuto de Êxodo: Deuses e Reis, grandioso filme de Ridley Scott que traz Christian Bale na pele de Moisés. Dá pra observar como a escala da produção é gigantesca…

Nota Geral: 3.5

A edição de colecionador de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido traz uma bela embalagem e uma qualidade de apresentação invejável, incluindo aí o ótimo uso de 3D do filme. Peca nos extras, que poderiam ser mais aprofundados: um comentário em áudio com Bryan Singer ou detalhes sobre a recriação da década de 70 seriam interessantes. Mas enfim, vale para ter o ótimo filme em casa.

Preço: R$ 99,90

Why So Serious? O humor nos filmes da DC

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

DC

Ontem, saiu um rumor que vem levantando algumas dúvidas e provocando polêmicas. A informação é a de que os executivos da Warner Bros não querem piadas em seus filmes de heróis da DC, diferenciando-se do tom mais cômico adotado pela Marvel Studios da Disney e. também procurando evitar os erros do fracassado Lanterna Verde.

Bom, acho que primeiramente vale frisar que Lanterna Verde não morreu por causa das piadinhas, mas sim porque era um roteiro falho. A Marvel de Kevin Feige esta aí com seu currículo bilionário para provar que o público adora humor, desde que seja bem feito.

O que me leva a uma discussão ainda mais abrangente: o humor nos filmes de super-heróis.

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O humor em Guardiões funciona porque é necessário

Todo mundo adora rir, certo? Quem não gosta? Meu problema com esse elemento em filmes do gênero, é – por falta de termo melhor – a apelação. Muitas piadas nos filmes da Marvel Studios funcionam, e o recente Guardiões da Galáxia é o exemplo que melhor ilustra esse cenário; justamenteporque a aventura espacial já assumia o tom de galhofa desde o princípio, além de trazer personagens coloridos que precisavam de muito humor para funcionar.

Do outro lado, e também recente, Capitão América 2 – O Soldado Invernal ajuda a exemplificar um dos grandes problemas na Marvel. O filme dos irmãos Russo está longe de ser ruim (está mais perto de ser ótimo, isso sim), e seus problemas estão relacionados a outros aspectos, mas ainda há problemas com a pontualidade do humor. Dois exemplos: Depois de ser emboscado na rua por agressores disfarçados de policiais, Nick Fury luta para sobreviver em seu “super-carro”, e quando nenhum de seus acessórios funciona, ele pergunta retoricamente se “alguma coisa está funcionando”. O computador de bordo responde “O ar-condicionado está em perfeito estado”. Uma piada dessas não só é bem besta, como também desvia a atenção do espectador de uma cena que é, sim, tensa. Outro exemplo é quando Steve Rogers e a Viúva Negra estão em uma loja da Apple rastreando a localização de um sinal, e o filme INTERROMPE a trama para investir em uma piadinha com o atendente da loja.

Isso pra citar casos menos graves, não vem nem começar a falar de Homem de Ferro 2, que conseguiu transformar o sério problema de alcoolismo de Tony Stark em uma piada idiota, ou os filmes protagonizados por Thor – ainda que o primeiro seja bem mais apelativo que a continuação.

Pra não ficar preso só à Marvel Studios, vejam como a franquia X-Men lida bem com essa questão. O próprio Dias de um Futuro Esquecido acerta ao selecionar personagens específicos para provocar ou envolver em situações cômicas (no caso, o Mercúrio de Evan Peters), ao invés de simplesmente transformar qualquer personagem em um comediante. O Professor Xavier não faz piadinha, mas até Thor, Deus do Trovão e Príncipe de Asgard, é vítima de algum tipo de galhofa.

O LADO NEGRO DA FORÇA

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Sad Batman

Então agora, a DC não quer piadas em seus filmes. Muito provavelmente querem seguir à risca a trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e abraçar um tom mais dramático e realista, como o próprio Homem de Aço já apresentou no ano passado. Acho uma decisão bem admirável, e que certamente vai servir para diferenciar Marvel e DC, e talvez até jogar um ar fresco no gênero que vai ficando cada vez mais repetitivo.

Mas o que muita gente não entendeu, é que isso não significa que os filmes da DC não terão humor. O pesado e denso Batman – O Cavaleiro das Trevas tinha seus pontuais momentos de humor (e não me refiro ao Coringa só pra deixar claro), e a própria natureza do Batman é uma mais soturna, que exige uma certa maturidade. O Flash certamente permanecerá um piadista, claro e certamente teremos lá algumas piadas, mais contidas. Mas se a intenção é fazer algo mais dark, eu aprovo.

Quando vou ver um filme de super-heróis, não é pensando na comédia que eu compro o ingresso. É muito bem-vinda, desde que seja utilizada apropriadamente.

Batman V Superman: Dawn of Justice estreia em 26 de Março de 2016.