Arquivo para diretor de fotografia

Hoyte Van Hoytema será o diretor de fotografia de BOND 24

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 16 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uma das grandes baixas que o novo filme de 007 sofre é a do diretor de fotografia Roger Deakins, indicado ao Oscar por seu trabalho surreal em Operação Skyfall – e também um dos melhores profissionais do ramo da atualmente. Pois agora o diretor Sam Mendes já encontrou o substituto, e é o cada vez mais ocupado Hoyte Van Hoytema, que recentemente cuidou da fotografia de Ela e Interestelar.

Mesmo que não tenhamos Deakins, Hoytema é um cara talentoso e sua contratação mostra que os produtores da série estão começando a valorizar melhor o visual de seus lançamentos.

As filmagens da nova aventura com Daniel Craig vão começar em Dezembro, com um lançamento previsto para Outubro de 2015. Ben Whishaw, Naomie Harris e Ralph Fiennes são os nomes confirmados até o momento.

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| Magia ao Luar | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Emma Stone e Colin Firth: novas cartas no leque de Woody Allen

Algo um tanto curioso vem acontecendo com os últimos filmes de Woody Allen. Parece que o diretor/roteirista vem lançando um filme impecável em um ano, e um “divertidinho” em outro. Meia Noite em Paris foi seguido pelo simpático Para Roma, com Amor, que por sua vez foi superado pelo dramático Blue Jasmine, que agora vê no água com açúcar Magia ao Luar seu competente sucessor.

A trama é ambientada na década de 20, girando em torno do ilusionista Stanley (Colin Firth), que é também um especialista em desmascarar charlatões. Ele é convidado pelo amigo Howard Burkan (Simon McBurney) para viajar até o sul da França, onde uma família rica está encantada pelos dons sobrenaturais da jovem Sophie (Emma Stone), que se diz uma médium. Lá, Stanley tentará provar que a moça é uma farsa.

Parte comédia, parte filme de mistério, o longa é eficaz ao prender a atenção do espectador diante da dúvida que permeia a mente do protagonista: seria ou não, Sophie uma farsa. Emma Stone, ruiva (como deve ser) e divertidíssima na pele da misteriosa médium, acerta ao tornar as visões de sua personagem caricatas e geralmente permeadas por uma careta nada discreta, e a câmera de Allen claramente se apaixona pelas feições de Stone: reparem a simples beleza de uma iluminação natural em seu chapéu, durante um diálogo com Stanley à beira do lago. Aliás, não é só Stone que é capaz de enriquecer a tela: todos os cenários e ambientes da costa francesa que o diretor de fotografia Daris Khondji captura são belíssimos.

Ainda que essencialmente uma comédia, o roteiro de Allen é capaz de levantar muitas questões interessantes, através de diálogos estupidamente bem escritos. É como se no processo criativo, ele estivesse deitado em um divã relendo as obras de Nietschze enquanto questiona suas próprias crenças e valores existenciais, características fortemente apresentadas no personagem de Colin Firth – que se sai muito bem como a personificação de Allen na trama. Questões como o além-vida, espíritos e Deus são postas à mesa e se não são tão aprofundadas, no mínimo arrancam uma reflexão no espectador, por mais ínfima que seja.

Magia ao Luar é um filme agradável e com mais conteúdo do que se poderia imaginar de sua premissa, ainda que não seja particularmente estimulante ou mesmo tão original. Se a hipótese levantada no primeiro parágrafo se confirmar, mal posso esperar pra ver o que Woody Allen vai aprontar com Joaquin Phoenix e Emma Stone em seu próximo filme.

| Transcendence – A Revolução | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

Transcendence
Johnny Depp está agora online

Longo e árduo é o caminho do diretor de fotografia tornado diretor. Se analisarmos a História, não encontraremos muitos nomes de peso que outrora atuavam na função de cuidar de iluminação, cor e todo o aspecto visual de um longa-metragem, e a grande maioria geralmente volta a sua profissão anterior depois de alguns experimentos. Sinceramente, eu espero que Wally Pfister repense suas decisões profissionais, já que mostra-se muito mais competente no trabalho com o diretor Christopher Nolan do que no comando de Transcendence – A Revolução.

O roteiro é assinado pelo estreante Jack Paglen, que elabora uma trama onde o famoso cientista Will Caster (Johnny Depp) sofre uma tentativa de assassinato de um grupo radical que vai contra suas ideias, que incluem o avanço tecnológico e a criação de uma inteligência artificial autoconsciente. A fim trapacear a morte, sua esposa Evelyn (Rebecca Hall) e seu parceiro Max (Paul Bettany) realizam um experimento que transfere a mente de Will para um computador. A mudança, no entanto, faz com que sua consciência virtual se expanda para o mundo inteiro, a fim de dominá-lo.

Uma premissa suculenta e que o texto de Paglen é capaz de honrar com o levantamento de questões estimulantes, e que não são nada fantasiosas no ano de 2014: o progresso que o tratamento de células-tronco poderia atingir, a dependência cada vez maior dos seres humanos em tecnologia e até o alastramento viral das redes sociais. Transcendence merece mérito por levantar tais discussões na tela grande, mas infelizmente é incapaz de oferecer o tratamento merecido, já que o roteiro de Paglen jamais nos oferece algum tipo de aprofundamento em seus personagens e tampouco nos motivos que os movem (o grupo radical de Kate Mara fica simplesmente no ar, assim como a repentina aliança formada com o FBI). E o que falar no súbito salto de dois anos que a narrativa sofre? A legenda poderia dizer “duas horas depois” e não faria a menor diferença, já que nenhum dos personagens parece ter evoluído no espaço de tempo.

São erros que um diretor competente saberia trabalhar melhor. Pfister, tão talentoso como diretor de fotografia de A Origem ou a Trilogia Cavaleiro das Trevas, não cria ritmo nem apego emocional, falhando também ao apostar em um prólogo que não tem a força que deveria. Caramba, nem consegue trabalhar bem o visual do longa, que rende uma ou outra tomada plasticamente bela pelas mãos de Jess Hall, mas no geral é visualmente pobre. Tanto que o diretor até cisma em ficar repetindo tomadas que este julgue geniais, como aquela em que um sujeito usa um teclado de computador para manter a porta aberta; tem significado e é bonita, mas é amadorismo simplesmente repeti-la sem necessidade (e sem comentários para a repetição excessiva de uma gota d’água em câmera lenta).

Pfister também não se mostra um bom diretor de atores (mesmo que funcionem as colaborações com os colegas Morgan Freeman e Cillian Murphy, bons arquétipos), mas não sei se culpo ele ou Johnny Depp, que surge com uma de suas performances mais preguiçosas e monótonas de sua carreira (até quando tenta fazer um comentário irônico), sendo mais máquina quando o personagem ainda é humano do que vice-versa. Só merece destaque mesmo Paul Bettany, carismático ator que ainda é um dos mais subvalorizados da indústria.

Transcendence – A Revolução é uma oportunidade perdida, infelizmente. Traz boas ideias e conceitos pertinentes para a discussão da sociedade tecnológica que rapidamente vai crescendo, mas sofre nas mãos de um roteiro fraco e um diretor nada talentoso.

É Wally, você deveria ter ido fotografar Interestelar.

Roger Deakins não estará em BOND 24

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

Bond Girls Naomi Harris & Bérénice Marlohe

A continuação de 007 – Operação Skyfall acaba de sofrer uma grande baixa. O diretor de fotografia Roger Deakins (indicado ao Oscar 11 vezes, incluindo por sua contribuição no filme anterior do agente secreto) não acompanhará o diretor Sam Mendes para o ainda sem título Bond 24. Será o primeiro filme de Mendes sem a contribuição de seu frequente colaborador.

A ausência de Deakins provavelmente decorrem de sua lotada agenda, tendo acabado recentemente o próximo filme de Angelina Jolie como diretora (o drama de Segunda Guerra, Unbroken) e supostamente assinado para o novo filme dos irmãos Coen (outros colaboradores de longa data).

Bem, é uma péssima notícia. A fotografia de Skyfall foi um dos pontos altos daquele excelente filme, então resta torcer para que Mendes traga um substituto à altura do mestre Deakins.

Bond 24 estreia em Outubro de 2015.

AMERICAN SOCIETY OF CINEMATOGRAPHERS 2014: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Um dos meus sindicatos preferidos, o de Diretores de Fotografia, divulgou hoje seus 7 indicados para 2014. Mesmo que não seja um termômetro tão preciso para o Oscar, geralmente escolhe o melhor trabalho – ao contrário da Academia. Confira:

12 Anos de Escravidão | Sean Bobbitt

Capitão Phillips | Barry Ackroyd

The Grandmaster | Philippe Le Sourd

Gravidade | Emmanuel Lubezki

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Bruno Delbonnel

Nebraska | Phedon Papamichael

Os Suspeitos | Roger Deakins

O ASC divulga o vencedor em 1º de Fevereiro.

Confira o primeiro trailer de TRANSCENDENCE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 20 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Transcendence é uma ficção científica que marca a estreia do cinematógrafo Wally Pfister (responsável pela fotografia da trilogia Cavaleiro das Trevas e de A Origem) como diretor de longas-metragens. O filme, que ainda conta com produção de Christopher Nolan, explora as relações de dominância entre humanos e inteligência artificial – partindo do ponto em que um cientista (Johnny Depp) tem sua mente transferida para um computador. Confira o primeiro trailer:

Transcendence estreia nos EUA em 17 de Abril.

Confira os indicados ao American Society of Cinematographers 2012

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

O ASC, sindicato dos gloriosos diretores de fotografia, divulgou agora seus indicados para o prêmio de 2012. Confira:

O ArtistaGuillame Schiffman

A Árvore da Vida – Emmanuel Lubezki

O Espião que Sabia Demais – Hoyte van Hoytema

A Invenção de Hugo Cabret – Robert Richardson

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Jeff Cronenweth

Ótima seleção (principalmente por lembrar de O Espião que Sabia Demais) e vale lembrar que ano passado, os indicados aqui foram os mesmos na categoria de Fotografia do Oscar – assim, como o vencedor.

O vencedor será anunciado em 12 de Fevereiro.