Arquivo para diretora

Patty Jenkins vai dirigir MULHER MARAVILHA

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 15 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

Jenkins

E foi rápido. Após a saída de Michelle MacLaren, Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) assume a função de diretora em Mulher Maravilha, com Gal Gadot.

Vale apontar que Jenkins seria a diretora de Thor: O Mundo Sombrio, mas que também saiu por diferenças criativas.

Enfim, vamos torcer para um bom resultado.

Mulher Maravilha estreia em 23 de Junho de 2017.

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MULHER MARAVILHA perdeu sua diretora

Posted in Notícias with tags , , , , , on 13 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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De acordo com o Hollywood Reporter, Michelle MacLaren largou a direção de Mulher Maravilha. A talentosa diretora de episódios de Família Soprano, Breaking Bad e Game of Thrones teria deixado a produção do filme da Warner por diferenças criativas.

O filme com Gal Gadot tem estreia marcada para 2017, e o estúdio agora corre para encontrar um substituto.

| Selma: Uma Luta por Igualdade | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , on 6 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

Selma
David Oyelowo é Martin Luther King Jr.

De uns tempos pra cá, o cinema americano tem uma espécie de movimento cada vez mais frequente de cineastas negros que trazem importantes histórias sobre a superação de sua etnia. Lee Daniels teve seu esquecido O Mordomo da Casa Branca 2012, Steve McQueen foi aclamado por seu ótimo 12 Anos de Escravidão no ano passado, e agora é a vez de Ava DuVernay colocar seu nome no livro com Selma: Uma Luta por Igualdade.

A trama é centrada na campanha de Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) para garantir o direito ao voto para o negro, em meados da década de 60. Mesmo clamando pelo apoio do presidente Lyndon B. Johnson (Tom Wilkinson), King é forçado a agir sorrateiramente, através de uma marcha partindo de Selma, a capital do Alabama, até Montgomery, onde reside o capitólio do estado.

Primeiramente, confesso que estou surpreso por esta ser a primeira vez que vemos alguém mostrar Martin Luther King em um longa-metragem de orçamento grande. Demorou, mas o pastor ativista ganha aqui um retrato digno pelas mãos de DuVernay e Oyelowo, aproveitando também o timing dos acontecimentos polêmicos em Fergunson, que revelam que a luta de King ainda continua. DuVernay, em seu terceiro trabalho como diretora, acerta ao pintar a história de forma elegante e brutal, chocando ao mostrar a repressão violenta da polícia e os ataques racistas que a congregação de King sofria. Tudo bem que a diretora pesa a mão ao exagerar da câmera lenta para exacerbar momentos dramáticos, mas executa com o diretor de fotografia Bradford Young um trabalho impecável de enquadramentos, cores e iluminação.

E, claro, temos o relativamente desconhecido David Oyelowo (você deve tê-lo visto fazendo bicos em Interestelar, Jack Reacher e Lincoln) que entrega uma performance sensacional como Luther King. Evitando tratá-lo como um mito, Oyelowo enche a voz nos emocionantes discursos motivacionais (“Who murdered Jackie Lee Williams?” é algo sobrenatural), mas também explora a insegurança, o medo e até a infidelidade de King, traçando uma figura humana e vulnerável, fortalecida pelo poder de seus seguidores. Aliás, uma cena reveladora é aquela em que King, logo após entregar um discurso evocativo e poderoso é mostrado deitado em um sofá tentando pensar em como tornar realidade suas promessas feitas em tal momento, num exemplo de montagem inteligente e sutil de Spencer Averick.

Agora, é uma pena que quase ninguém consiga manter o ritmo louco de Oyelowo, já que o filme perde ritmo considerável quando seu personagem não está em cena (com exceção do primeiro embate com a polícia, mas por ser uma cena intensa por si só). Tom Wilkinson faz um trabalho competente como Johnson e há boas participações-relâmpago de Cuba Gooding Jr. e Martin Sheen, mas Tim Roth é quem consegue roubar um pouco a cena com seu caricato George Scott, governador do estado do Alabama. Carmen Ejogo também rende alguns bons momentos como Coretta Scott King, a esposa do protagonista.

Selma: Uma Luta por Igualdade é um filme eficiente e que carrega consigo uma mensagem atemporal sobre a luta de direitos raciais, carregado por uma direção acertada e uma performance espetacular de David Oyelowo. Pode não ser poderoso quanto os dizeres de Martin Luther King, mas é um belo atestado a este e seus ideais.

| Beleza Adormecida | Um filme gélido e terrivelmente explorado

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama with tags , , , , , , , on 1 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Você também vai querer cair no sono: Emily Browning se expõe a serviço de uma narrativa falha

É frustrante ver uma boa premissa ser desperdiçada. Ainda mais uma que traz a linda Emily Browning completamente exposta durante grande parte da projeção, como é o caso de Beleza Adormecida, gélido longa australiano de Julia Leigh que perturbou muita gente no Festival de Cannes do ano passado.

A trama (se é que podemos batizar assim o desenrolar das ações aqui) gira em torno da jovem Lucy. Não sabemos quem ela é, nem o que ela quer da vida; apenas que é carente, tem muitos empregos e que mergulha em uma carreira muito peculiar ao aceitar uma proposta vinda da misteriosa Clara (Rachel Blarke). Nela, Lucy deve apenas dormir e acordar, mas sem ter consciência do que se passa nas horas em que ela permanece desacordada.

Apenas o espectador e a tal Clara sabem, mas Lucy está vendendo seu corpo para idosos impotentes enquanto dorme. As cenas que mostram Browning completamente nua são desconfortáveis e incomuns, assim como o comportamento (outrora cruel, como queimá-la com um cigarro, outrora curioso, como carregá-la pelo quarto) de seus “clientes” ao ver seu corpo adormecido. A atriz se entrega inteiramente ao papel, mas ainda assim é uma performance fraca e inexpressiva – já que o roteiro de Leigh não parece se esforçar para tentar descobrir quem é essa jovem, ou no mínimo tecer alguns bons diálogos.

O minimalismo estético adotado pela diretora é até interessante na criação de alguns planos (e certamente exigiu muito ensaio de seu elenco razoável), mas a subjetividade da trama dificulta sua execução. É impossível criar apego por algum personagem, e Beleza Adormecida torna-se entediante ao adotar uma narrativa latente e que não se importa em oferecer respostas ou analisar sua protagonista.

Beleza Adormecida poderia ter sido muito melhor se o roteiro tivesse mais superfície, e expusesse-se como Emily Browning.