Arquivo para Distrito 9

| Chappie | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 17 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

Chappie
Sharlto Copley é Chappie

Quando Neill Blomkamp anuncia que Chappie será protagonizado por um robô, não é uma grande surpresa. Em Distrito 9, a tecnologia já se manifestava na forma daquelas armaduras robóticas, enquanto Elysium já trazia seguranças androides em plena atividade no planeta. Não me espantaria se Blomkamp revelasse que os três filmes se passam no mesmo universo sul-africano

A trama parte de um conceito original de Blomkamp com Terri Tatchell (com quem escreveu Distrito 9), situando-se numa 2016 que vai se adaptando ao uso de robôs policiais no combate ao crime. Com a tremenda aceitação popular, o cientista Deon Wilson (Dev Patel) trabalha uma maneira de criar uma autêntica inteligência artificial, capaz de pensar e sentir. O resultado é o androide Chappie (Sharlto Copley), que acaba sendo roubado por um grupo marginal – que por sua vez, precisa quitar uma dívida com um bandidão -, ao mesmo tempo em que um competidor da mesma empresa (Hugh Jackman) tenta sabotar seu experimento.

Pela premissa acima, já da pra matar de cara um dos problemas de Blomkamp que retorna em Chappie: excesso. Não chega a ser bagunçado como em Elysium, mas o roteiro aqui realmente se sairia melhor sem alguns elementos narrativos. O filme começa maravilhosamente bem, quando concentra-se no “nascimento” de Chappie e sua genial aprendizagem, que rende ótimos momentos com Sharlto Copley praticamente invisível ali no processo de motion capture, mas 100% capaz de criar uma figura emotiva e realista (os efeitos visuais certeiros também ajudam). O humor funciona muitíssimo bem, já que os sequestradores tentam transformá-lo num robô “gangsta”, adotando gírias e trejeitos típicos.

De maneira similar, Hugh Jackman consegue criar um antagonista que passa longe de ser unidimensional, mesmo que o visual zookeeper com mullet e o fato deste carregar uma bola de futebol no escritório (jockey vs nerd, a eterna luta). Seu Vincent Moore é ambicioso e cruel, mas é impossível não perceber uma tristeza no olhar do personagem por sua invenção ser substituída pela do protagonista Deon, o que de certa forma faz com que o espectador entenda sua fúria e frustração. Quem não tem a mesma sorte é Sigourney Weaver, novamente reduzida a um papel simplista (lembram dela em Êxodo? Tipo assim) que não lhe permite explorar suas habilidades.

E mesmo que sejam atores ruins, os músicos Ninja e Yo-Landi Visse (que intepretam uma versão mais cartunesca de si próprios) rendem ótimos momentos com Chappie, principalmente pelo carisma do personagem e sua inocência absolutamente simpatizante: é fácil sentir pena e compaixão pela máquina, e Blomkamp explora bem esses momentos. Tudo bem que aqui e ali ele exagera na câmera lenta (um vício que se iniciou em Elysium, e rende aqui momentos realmente vergonhosos), mas nada que prejudique totalmente o resultado final. Vale apontar também a vibrante trilha sonora eletrônica de Hans Zimmer, que oferece mais uma chance para que o compositor experimente novos estilos.

O problema é a necessidade de transformar o longa em ação. Estava funcionando muito bem como um drama sci fi que abordava questões interessantes, como a confusão de Chappie ao se deparar com violência, mentiras e traições por parte da raça humana, e da curiosa relação com seu “criador”. No terceiro ato, arma-se um clímax estranhamente parecido com Robocop – O Policial do Futuro (com direito a um robô descaradamente copiado do ED 209) e que consegue ficar pior quando o protagonista apela a um recurso absurdo e sem muito desenvolvimento para amarrar as pontas finais (e outras simplesmente ficam sem solução, como um destrutivo tumulto que se iniciara). Sem querer detalhar demais, apenas imaginem uma mistura louca de Avatar com Transcendence – A Revolução. Um conceito fascinante, mas que é reduzido a um recurso simplista e que, no fim, não faz o menor sentido em relação ao destino de um dos personagens…

Chappie é um filme eficiente e que traz boas ideias e um ritmo agradável, mesmo com suas 2 horas, mas que quase sacrifica tudo com uma conclusão absurda e pouco satisfatória. Porém, seu protagonista radiante faz valer a visita.

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Neill Blomkamp vai dirigir novo filme de ALIEN

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

Elysium - Jul 2013

Uau.

Há alguns meses atrás, o cineasta sul-africano Neill Blomkamp (de Distrito 9, Elysium e Chappie) divulgou em sua conta do Instagram artes conceituais do que parecia ser um novo filme de franquia Alien. Ele depois explicou que a Fox tinha interesse nesse possível projeto, o qual teria discutido com Sigourney Weaver durante as gravações de Chappie.

Agora, o diretor voltou a falar do assunto, publicando em sua rede social uma foto do alien xenomorfo, com a legenda: “então… Eu acho que este é oficialmente meu próximo filme”.

A Fox não soltou nenhum pronunciamento oficial, mas os rumores de que o projeto vai acontecer são fortes, valendo lembrar que o estúdio ainda mantém a continuação de Prometheus em desenvolvimento com Ridley Scott.

Vamos aguardar por novidades, mas Blomkamp já provou que entende muito bem como se faz uma ficção científica.

Confira abaixo as artes conceituais da conta de Neill Blomkamp:

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Uau.

Confira o primeiro trailer de CHAPPIE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 4 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois de um apartheid alienígena com Distrito 9 e uma divisão espacial de classes sociais em Elysium, o diretor Neil Blomkamp retorna com mais uma ficção científica de cunho político/social. Dessa vez, é com Chappie, que é centrado em um robô com sentimentos. O elenco traz Sharlto Copley, Hugh Jackman e Dev Patel.

Confira:

Chappie estreia nos EUA em 6 de Março de 2015.

| Elysium | Não faltam boas ideias ao diretor de Distrito 9. Falta organização

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2013, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

ely
Ouvi dizer que o Homem de Ferro está em Elysium…

Em 2009, o diretor sul-africano Neil Blomkamp surpreendeu o mundo com seu Distrito 9. Bem pensada e repleta de comentários sociais, a ficção científica de orçamento modesto foi indicada ao Oscar de Melhor Filme e garantiu ao diretor a oportunidade de nos impressionar novamente com suas ideias; agora com muito mais dinheiro. O problema com Elysium certamente não é a falta de ideias, mas a abundância destas.

A trama é ambientada na Los Angeles de 2154, onde os humanos estão divididos em duas classes: os menos afortunados vivem em uma desolada e morimbunda Terra, já os ricos e poderosos habitam a estação espacial que dá nome ao filme. Nesse cenário, o pacato Max (Matt Damon, sempre carismático) é forçado a invadir o local para encontrar a salvação, após ser exposto a uma radiação mortal que lhe tirará a vida em 5 dias.

É sempre bom quando um blockbuster resolve trazer um pouco de conteúdo em meio a explosões e efeitos visuais. Da mesma forma como elaborou uma criativa alegoria com o Apartheid em seu longa anterior, Blomkamp acerta ao trazer a questão sócio-econômica para um contexto de ficção científica que lhe permite brincar com diferentes situações e visuais: o design de produção acerta ao diferenciar a tecnologia clean e “estilo Apple” dos armamentos, próteses e aparelhos quase orgânicos que encontramos nas favelas terrestres. Os efeitos visuais também são de uma qualidade ímpar e que funcionam muitíssimo bem para gerar paisagens (a vista da Terra em Elysium é linda) ou para dar vida aos ciborgues que funcionam como uma espécie de polícia do planeta.

O problema é o excesso. O primeiro ato do filme é intrigante por nos apresentar a diversos elementos narrativos e, após tantos cortes e flashbacks intrusivos, o espectador se pergunta qual será o tratamento para lidar com essas histórias tão diferentes. Temos lá o dilema de Max, as intrigas internas dentro da administração de Elysium (onde sua chefe militar ganha um retrato impecável de Jodie Foster e de seu trabalhado sotaque francês), um clichê completamente descartável que envolve uma mãe (Alice Braga, cada vez mais habituada ao idioma e o gênero) lutando para salvar a filha doente e um vilão homicida com segundas intenções no meio. Quando vai chegando o fim, tudo se colide de forma absurda e cansativa – e a montagem de Julian Clarke e Lee Smith até tenta, mas não impede que o filme tenha a sensação de ser muito mais longo do que realmente é (quase não acreditei quando olhei no relógio e percebi que haviam se passado apenas 110 minutos).

Tamanhos esses problemas que fico triste ao ver as coisas excelentes do filme e desejar que o projeto tivesse um destino melhor. Os brasileiros certamente estão curiosos quanto ao desempenho de Wagner Moura e basta dizer que o intérprete do Capitão Nascimento está completamente surtado na pele do contrabandista Spider (cujo andar manco e perna robótica quase o tornam um “pirata espacial”). Mas quem rouba o filme todo é o Kruger de Sharlto Copley, um dos antagonistas mais fascinantes dos últimos anos: robô, espada samurai, metralhadora, armadura, pode falar que ele tem… A cada piração do personagem em cena, a vontade é de abraçar Blomkamp e Copley por essa criação maleficamente inspirada. O único problema é que suas cenas de luta com Max são prejudicadas pela câmera incompreensível e os cortes excessivos.

É triste ver Elysium alcançando um resultado mediano. Com ideias excelentes, elenco de primeira e uma produção impecável, o filme de Neil Blomkamp tinha potencial para se tornar um grande filme. Vamos torcer para que o diretor mude o quadro em seu próximo projeto.

Primeiro trailer de ELYSIUM, novo filme do diretor de DISTRITO 9

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 9 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

elysium

Lembram daquela maravilha que foi Distrito 9? Pois é, o diretor Neil Blomkamp promete mais uma ficção científica original e repleta de comentários sociais, Elysium. A trama retrata um futuro em que os humanos bem-sucedidos vivem em outro planeta (Elysium) deixando os pobres em uma decadente Terra. Nesse cenário, um homem (Matt Damon) tentará invadir Elysium e… Não se sabe muito mais além disso, e o trailer divulgado agora a pouco não vai além.

O que é bom, que as surpresas fiquem para o promissor filme. Confira (e reparem na participação do grande Wagner Moura):

Elysium estreia no Brasil em 20 de Setembro.

Novidades sobre Avatar 2, Star Trek 2 e Distrito 10

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 26 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

As três melhores ficções científicas de 2009 estão com suas sequências agendadas e em andamento. Vejamos algumas novidades:

Sobre Avatar 2, finalmente James Cameron soltou alguma coisa sobre a história: ele pretende explorar os oceanos de Pandora, ideia que eu achei muito interessante, levando em consideração os outros trabalhos marítimos de Cameron, como Aliens of the Abyss. Com certeza o visual ficará espetacular. O filme também promete ser mais apocalíptico.

Star Trek 2 tem poucas novidades; o elenco principal irá reprisar seus papéis ( e isso pode incluir Leonard Nimoy) e JJ Abrams volta para dirigir a nova aventura da USS Enterprise que, dizem por aí, terá Khan (vilão dos filmes antigos) como vilão. O filme está marcado para 2012.

E hoje, tivemos as primeiras novidades sobre a sequência de Distrito 9, que está com o título provisório de Distrito 10 e deve se passar três anos após os eventos do primeiro filme. Se você assistiu, sabe exatamente o que esperar. Neil Blomkamp e Peter Jackson retornam.

Fiquem ligados para mais informações sobre esses filmes.

E o Oscar vai para…(Parte IV): Categorias principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Para a última parte do especial, deixei as principais categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Adaptado. Confira:

Melhor Roteiro Original

Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino

Por algum motivo insano, Bastardos não foi indicado no Sindicato dos Roteiristas, mas tenho quase certeza de que a Academia não vai ignorar um dos mais originais roteiros dos últimos anos. Com uma estrutura excepcional, que apresenta o filme dividido em atos (como em uma peça de teatro), somos introduzidos a excelentes personagens, diálogos afiadíssimos, frases marcantes e uma versão completamente diferente da Segunda Guerra. Quentin Tarantino TÊM que levar, no mínimo, essa estatueta.

Frase Memorável: – Eu adoro rumores! Fatos podem ser enganosos, enquanto rumores, verdadeiros ou falsos, geralmente são reveladores. – Cel. Hans Landa

Guerra ao Terror – Mark Boal

O roteiro de Mark Boal possui uma premissa interessante: acompanhar o dia-a-dia de uma equipe do exército especializada em desarmar bombas. Possui frases de efeito muito bacanas e dramáticas, mas não possui nenhum elemento arrebatador e genial, como todos os críticos parecem acreditar. Se ganhar, ficarei arrasado, porque ele não merece ganhar de Tarantino.

Frase Memorável: “Se eu vou morrer, vou morrer confortável.” – Sargento James.

 Um Homem Sério – Joel Coen & Ethan Coen

O humor negro e irônico dos irmãos Coen não passou despercebido para os votantes da Academia. Apesar de seu ritmo lento, parado e às vezes cansativo, Um Homem Sério mostra o amadurecimento dos Coen, que desenvolvem de maneira dramática e bizarra seu protagonista, mas infelizmente, faltam surpresas bombásticas, como as vistas em Fargo e Queime depois de Ler, o que mostra que os Irmãos perderam coragem.

Frase Memorável: “Eu não pedi por Santana Abraxas, eu não ouvi a Santana Abraxas, eu não fiz nada!” – Larry Gopnik

O Mensageiro – Alessandro Camon & Oren Moverman

Eu não assisti a O Mensageiro, mas a premissa é muito interessante: acompanhar os soldados do Exército que tem a função de avisar a familia de um soldado morto em combate. Até aí me chama a atenção, mas, pelo trailer, é possível ver que o protagonista começa um caso com uma viúva; caminho que já um pouco esperado.

Frase Memorável: “Você não vai falar com ninguém exceto o parente mais próximo. Nenhum vizinho, amigo ou amante.” – Capitão Tony Stone

Up – Altas Aventuras – Bob Peterson & Pete Docter

A Obra-Prima da Pixar foi um dos melhores filmes de 2009 e trouxe uma combinação que poucos filmes trouxeram ano passado: aventura e emoção, muita emoção. Com um roteiro repleto de diálogos ágeis e muito divertidos, reviravoltas emocionantes e muita aventura, é difícil errar. Mas não será esse ano que uma animação ganhará essa estatueta.

Frase Memorável: Meu nome é Dug. Eu acabei de te conhecer e eu te amo! – Dug

Melhor Roteiro Adaptado

Amor sem Escalas – Jason Reitman & Sheldon Turner

Bem, Amor sem Escalas é o favorito da categoria. Eu gostei do roteiro, ele é muito bem escrito e possuí comentários sobre o desemprego e como sobreviver em um aeroporto que são realmente excepcionais. Mas as vezes somos jogados dentro do filme e não sabemos exatamente para onde ele quer nos levar, ou mostrar. Mas o roteiro conserta esse erro mais para o fim.

Frase Memorável: “Todo mundo que já construiu um império, ou mudou o mundo, sentou onde você está agora. E é Porque eles sentaram aí, que foram capazes de fazê-lo. – Ryan Bingham

Distrito 9 – Neil Blomkamp & Terri Tatchell

Distrito 9 é sem dúvida um dos mais originais e o mais realista filme de alienígenas já feito. Possui muitos elementos políticos, uma relação com o Apartheid envolvendo aliens e a arrebatadora transformação do protagonista. Possui muitos personagens arquétipos – como o militar durão, o sogro malvado – mas é um bom roteiro.

Frase Memorável: Vai ser rápido. Vai ser limpo. E o melhor de tudo… Vai ser discreto.” – Koobus Venter

Educação – Nick Hornby

É. Educação não merecia estar nessa categoria, do mesmo modo que Avatar, injustamente, não foi indicado para Melhor Roteiro Original. Tudo o que vemos em Educação já vimos antes, apesar de alguns bons diálogos e cenas bem escritas, como o primeiro encontro de Jenny com David e o genial personagem de Alfred Molina. Só isso.

Frase Memorável: “Eu sempre me sinto no meu próprio funeral quando ouço música clássica. Isso era música clássica, certo?” – Helen

In the Loop – Jesse Armstrong & Simon Blackwell & Armando Ianucci & Tony Roche

Quando li pela primeira vez a lista dos indicados a Melhor Roteiro Adaptado, a primeira coisa que pensei foi: “Whatta fuck is In the Loop?”. Não dei importância para o filme, mas ao assistir ao trailer, dei muitas risadas, principalmente com a frase abaixo. Sobre a trama, ela é bem interessante e chamativa; ponho fé em comédias inglesas.

Frase Memorável: “Você parece uma Julie Andrews nazista!” – Malcom Tucker

Preciosa – Uma História de Esperança – Geofrey Fletcher

 

O roteiro de Preciosa é muito bem escrito. Possui diálogos bem montados, escritos e desenvolve de maneira esperta seus personagens. No entanto, algumas passagens do roteiro são muito depressivas, tornando o filme desconfortável. Há também os personagens secundários arquétipos, mas fora isso é um roteiro bem escrito.

Frase Memorável: “Ás vezes eu queria que estivesse morta. Eu ficarei bem, eu acho. Porque eu fico olhando pra cima, esperando alguma coisa cair… Uma mesa, sofá, TV… Minha mãe talvez. – Clareece Precious Jones.

Melhor Diretor

James Cameron – Avatar

12 anos depois de sua vitória por Titanic, James Cameron é um dos favoritos para roubar o Oscar novamente com sua aventura futurista. Introduziu uma nova maneira de fazer filmes e ressucitou o cinema 3D de maneira impressionante. Já levou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas suas chances contra Kathryn Bigelow não são tão grandes. O próprio Cameron já declarou que torce pela vitória de Bigelow. Se alguém quiser lembrar do mico que Cameron pagou gritando uma frase de Titanic, veja aqui.

Indicações ao Oscar: 3 Vitórias por Titanic como co-editor, co-produtor e Diretor. 3 indicações por Avatar como Co-editor, co-produtor e Diretor.

Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino foi indicado, injustamente, apenas uma vez ao Oscar por seu melhor trabalho, Pulp Fiction, mas todos sabem que o gênio cinéfilo merecia outras indicações. Bastardos Inglórios é um dos melhores trabalhos do diretor e do cinema recente. Se dependesse de mim, Tarantino levaria o Oscar de Melhor Diretor fácil.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória por Pulp Fiction como Co-Roteirista, 1 indicação por Pulp Fiction como Diretor ; 2 Indicações por Bastardos Inglórios como Diretor e Roteirista.

Jason Reitman – Amor sem Escalas

Jovem e promissor cineasta, Jason Reitman impressionou novamente com um filme complexo e maduro. Sempre confiante, aposta o charme do filme em seu maravilhoso elenco e acerta, mas esse ano, as chances de Reitman ir para casa com a estatueta de Diretor são remotas, mas tem grande chance como roteirista. E é bom que Reitman vá treinando sua cara de derrotado feliz, porque ele não pareceu nem um pouco feliz quando Avatar levou o Globo de Ouro…

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Juno como Diretor e 2 indicações por Amor sem Escalas como Diretor e Roteirista.

Kathyrin Bigelow – Guerra ao Terror

Kathryn Bigelow vai se tornar a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Diretor. É um trabalho notável; com a câmera na mão, Bigelow retrata de perto a ação dos soldados, seus momentos mais dramáticos e o ajuste na sociedade. Já levou o DGA, o PGA e o BAFTA e o único obstáculo em seu caminho é seu ex-marido, James Cameron. Mas a cineasta parece estar por cima.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Guerra ao Terror como Diretora.

Lee Daniels – Preciosa – Uma História de Esperança

Devo dizer, a direção ousada e talentosa de Lee Daniels foi um dos grandes trunfos de Preciosa. Filmado com câmera tradicional, o diretor não tem medo de mostrar cenas fortes, pesadas e têm bastante controle sobre seu talentoso elenco. Gostei muito de seu trabalho.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Preciosa – Uma História de Esperança como Diretor. 

Melhor Filme

Depois do óbvio e sem surpresas Oscar do ano passado, teremos um que, apesar de ter alguns favoritos, continua uma incógntia quem será o vencedor da categoria máxima. Avatar levou o Globo, Guerra ao terror o PGA e o DGA.

Amor sem Escalas

O terceiro filme do promissor Jason Reitman é sua obra mais complexa e madura, tendo sua mensagem não entendida por muitos. Bem escrito e cativante, o filme fala, principalmente, sobre relações e seus fins. Sejam relações de trabalho ou amorosas, e como nem sempre tudo dá certo na vida real. Sem rumo no início, mas sempre entretendo, é um bom filme. Crítica completa.

Avatar

Eu realmente não esperava muita coisa de Avatar quando vi o primeiro trailer. Mas o ambicioso projeto de James Cameron é a prova de que ainda existem boas ficções científicas, e que podem até chegar no nível de Star Wars, criando mundos inteiros e raças alienígenas. Tudo bem que a idéia do agente infiltrado que se encanta com o mundo que deve destruir não é tão original, mas o que importa, é a maneira como o filme conta sua história, que não falha em emoção, efeitos visuais e uma mensagem de responsabilidade ambiental. Outra grande força de Avatar, é sua bilionária bilheteria, atualmente a maior da História. Crítica completa.

Bastardos Inglórios

Se vocês tem acompanhado o blog nos últimos meses, sabem muito bem que, na minha opinião, Bastardos Inglórios é o melhor filme concorrendo e se dependesse de mim, levava o Oscar fácil. Um filme mais que original, divertido, com personagens memoráveis e uma alucinada versão alternativa da História. Pode até ser a Obra-Prima de Quentin Tarantino; um filme de ficar na memória e ver mais de uma vez. Realmente, uma grande injustiça o Oscar não dar o prêmio máximo para o filme que realmente merece. Um filme que já nasceu um clássico. Crítica completa.

Distrito 9

Um dos mais realistas filme de alienígenas já feito. Isso é um fato. Uma grande surpresa do ano, que saiu de um desconhecido diretor sul-africano (mas produzido por Peter Jackson), Distrito 9 mostra os alienígenas sofrendo um tipo de Apartheid, sendo isolados em uma favela. É muito original, possui efeitos visuais caprichados e um clima documental que chega a ser um tanto perturbador, mas eu acho que o clímax de batalha, com armas alienígenas foi um tanto exagerado. Mas ainda assim um ótimo filme. Crítica completa.

Educação

Dentre todos os indicados, Educação talvez seja o que menos merece a vaga. Sua história é previsível, com poucas surpresas e com um clímax esperado, mas ao menos temos um ótimo elenco, que liderados pela ótima Carey Mulligan, tornam o filme assistível. Ok, senhor crítico, e quanto a Avatar, já não vimos a mesma estrutura de história antes? Sim, mas o que importa, é que a ficção de James Cameron possui mais emoção e é melhor contada. A indicação só ocorreu porque é um tipo de filme que a Academia adora: filme inglês independente que fez sucesso em festivais.E mais, o excelente (500) Dias com Ela poderia ter assumido com justiça a vaga. Crítica Completa.

Guerra ao Terror

Por toda a parte, críticos falavam: Guerra ao Terror é um dos melhores filmes da década. Quando o assisti pela primeira vez, não achei nada além de um bom filme de ação com pinceladas de drama e muita tensão. Ao reassistí-lo, comecei a perceber melhor o que o filme queria mostrar, qual era seu objetivo e a explicação para o título The Hurt Locker. Minha opinião em torno do filme mudou, mas, mesmo assim, ainda não acho que seja esse o filme que merece ganhar o Oscar máximo e nem que seja tão genial e brilhante como todos dizem. É o filme superestimado da noite. Crítica completa.

Um Homem sério

A obra mais complexa e madura dos Irmãos Coen. O filme critica, com humor negro afiado, temas complicados e tenta passar uma interessante mensagem. Possui um ritmo bem lento e poucas surpresas, mas é um trabalho brilhante e muito inteligente, cujas idéias não podem ser captadas em apenas uma visita. Crítica Completa.

Preciosa – Uma história de Esperança

Preciosa tem como principal acerto, mostrar sem medo ou pudores, os abusos que a protagonista sofre de seus pais. Cheio de drama e tensão, o filme é muito bom, mas seu clima depressivo e forte, pode se tornar muito desconfortável de se assistir. O elenco se sai muito melhor, e acho que é por esse fator que o filme deva ser lembrado. Crítica Completa.

Um Sonho Possível

O filme dramático de Sandra Bullock foi uma das grandes surpresas entre os indicados. Eu esperava Star Trek ou Invictus, mas quem levou a vaga foi Um Sonho Possível. Ainda não assisti, mas ao julgar pelo trailer, ou a própria sinopse, me parece mais um dramalhão com a mensagem de superação no final. O típico “feel good movie”. O filme tem estreia prometida para semana que vem aqui no Brasil.

Up – Altas Aventuras

Uma animação na categoria de Melhor Filme? Isso mesmo, a Pixar já vinha merecendo há alguns anos a merecida indicação e ela veio com o excelente Up, na minha opinião a melhor animação já feita. Original, divertido e carregado com uma camada emocional inexistente em muitos filmes de hoje em dia. Sem sombra de dúvida leva na de Melhor Animação, mas suas chances em Melhor Filme são menores. Crítica completa.

 

Bem, é sensato dizer que Avatar e Guerra ao Terror são os que tem mais chance levar a estauteta dourada para casa. Eu já dei meu voto, agora é com vocês! Vote abaixo e não deixe de conferir o Oscar nesse domingo. Espero que tenham gostado!