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| Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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Duel of the fates: Os Jedi enfrentam a ameaça de Darth Maul

Com a repetina decisão da rede Cinemark em exibir todos os filmes da hexalogia de Star Wars, aproveito a oportunidade não apenas para ver alguns dos filmes na tela grande, mas também escrever sobre eles. Que forma melhor de aquecer pro Episódio VII?

Adotando a ordem cronológica, começo hoje com aquele que foi a grande decepção da saga, mas que ainda assim permanece uma obra competente: Star Wars: Episódio I – A Ameaca Fantasma.

A trama é ambientada quase 40 anos antes dos eventos da trilogia original, tendo início quando os cavaleiros Jedi Qui-Gon Jin (Liam Neeson) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são enviados para negociar termos contra a maléfica Federação do Comércio, que planeja um ataque ao planeta Naboo e à Rainha Amidala (Natalie Portman). Os eventos levam a dupla a diversos planetas enquanto tentam proteger a rainha, ao mesmo tempo em que uma ameaça invisível vai surgindo das trevas.

As pessoas adoram odiar A Ameaça Fantasma, e realmente não podemos culpá-las por isso. Maravilhado com os feitos que a computação gráfica era capaz de alcançar no final dos anos 90, George Lucas aposta em diversos cenários e criaturas digitais; estas últimas prejudicadas por aquela que é a pior invenção do diretor: o gungan Jar Jar Binks, personagem infantil completamente dispensável que serve como o mais retardado alívio cômico dos últimos tempos. Prejudica também a insistência de Lucas em temas políticos fortes, que diversas vezes fazem o longa se perder em sua proposta de aventura espacial, que ainda torna-se entendiante ao apostar na péssima atuação do estreante Jake Lloyd, o jovem Anakin Skywalker, que torna-se peça essencial da narrativa.

Aliás, a verdade é que Lucas não é dos melhores diretores de elenco pela indústria. Mesmo que tenha lá Natalie Portman, Ewan McGregor e Samuel L. Jackson em bons papéis, nenhum deles realmente se destaca, praticamente no piloto automático. O mérito fica mesmo com Liam Neeson, personificando um dos personagens mais admiráveis de toda a saga, ainda que seja um mero arquétipo de “sábio mestre”. Ah, já falei do Jake Lloyd…

Mas seria injusto odiar totalmente o filme. Não só uma produção admirável com figurinos e maquiagens requintadas, A Ameaça Fantasma consegue ser épico quando o deseja. Sequências como a corrida de pods em Tatooine e o já exemplar duelo de sabres entre Obi-Wan, Qui-Gon e o sombrio Darth Maul (Ray Park, sempre maquiado) comprovam o cuidado da equipe na manipulação de efeitos visuais, o trabalho magistral de Ben Burtt no desenho de som e a ótima direção de Lucas para cenas do tipo. E, claro, a trilha sonora operática do mestre John Williams.

Revendo depois de muito tempo, percebo que Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma certamente foi prejudicado pela expectativa de sua época de lançamento, mas o resultado ainda é longe da grandiosidade.

Felizmente, o próximo episódio se aproximaria bem mais desse status.

Amanhã: Ataque dos Clones

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

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Especial Star Wars

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Hoje estou fazendo um especial para todos os leitores que, como eu, são fãs de uma das melhores sagas de ficção científica da história do cinema. Isso mesmo, Star Wars de George Lucas; aí vai um especial com a crítica dos 6 filmes da série.

Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança

Que maneira mais espetacular de se começar uma história. Tudo bem que ela não se inicia aqui, mas esse filme foi a primeira experiência que mundo teve com Star Wars. Inesquecível, o filme possui uma trama muito simples e ainda assim, surpreendente. Personagens icônicos, frases marcantes e aí estava criada uma das melhores ficções científicas da história do cinema. Muito bom mesmo.

Star Wars Episódio V – O Império Contra-ataca

Ja falei muitas e muitas vezes, por isso, nem vou dizer e dar exemplos de como o segundo filme de uma trilogia costuma ser o melhor. Seguindo essa fórmula, a sequência do clássico é transformada em um dos melhores filmes já feitos. Efeitos melhorados, trama mais complexa, que envolve uma das mais inesperadas reviravoltas e ação, muita ação. Mais sombrio e melhor.

Star Wars Episódio VI – O Retorno de Jedi

Humm. A saga começa a desandar em seu capítulo final, mas isso deve-se a, em maior parte, uma horrível e desastrosa ideia que George Lucas ousou levar em frente: Os Ewoks. São pequenos guerreiros-ursos que só estragam a boa história que o filme têm. Fora esse grande deslize, o filme é excelente, partindo do ponto em que o anterior acabou, consegue manter um ritmo ágil e concluir a saga com grandeza.

Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma

Com o sucesso absoluto da primeira trilogia, Lucas volta no tempo para contar como tudo começou. O resultado é visto por muitos, como desastroso, mas eu não achei tão ruim assim. O episódio I é, de fato, devagar e não possui o mesmo ritmo dos filmes anteriores. A trama não convence muito, mas no ato do final do filme, temos um duelo de sabres-de-luz que vale pelo filme inteiro. Sério, uma das melhores da saga.

Star Wars Episódio II – Ataque dos Clones

A trama começa a se desenrolar melhor aqui, principalmente pelo fato de começarmos a relacionar o personagem de Anakin Skywalker, com seu futuro papel de Darth Vader. Vemos muitas origens e temos ótimas cenas de ação e batalhas, que ajudam a resgatar o tom divertido da antiga trilogia. Destaque para a luta de Obi-wan contra o caçador de recompensas Jango Fett, cena que é, na minha opinião, o melhor duelo de toda a saga. Muito bom.

Star Wars Episódio III – A Vingança dos Sith

Agora sim. A ligação entre as duas trilogias é, sem dúvida, o filme mais sombrio e dramático. Contando com um frio realismo a redenção de Anakin ao Lado Negro e o massacre de partir o coração aos Jedi, o último filme da saga se supera. Por anos todos sempre quiseram ver como Darth Vader se tornou o homem dentro da roupa, e agora sabemos. O ruim, é que Hayden Christensen não traz o carisma necessário que o personagem merece e precisa. Mas a franquia pode-se considerar concluída com chave de ouro.

Bem, esse foi o especial Star Wars, espero que tenham gostado e fiquem ligados no blog.