Arquivo para duração

O LOBO DE WALL STREET é o mais longo filme da carreira de Martin Scorsese

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 27 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

THE WOLF OF WALL STREET

Desde os problemas com a duração que impediram sua estreia nos cinemas em novembro, O Lobo de Wall Street agora vai ganhando mais destaque publicitário. Depois de imagens e pôsteres, a Paramount confirma que o novo filme de Martin Scorsese será o mais longo de sua carreira, com 2h59min de duração, 1 minuto a mais do que Cassino.

A informação mais interessante, no entanto, é a de que o filme quase foi condenado a um NC-17 (a censura mais alta dos EUA) pela MPAA, mas cujo material de nudez explícita foi editado para garantir o habitual rated R (menores de 17 entram acompanhados por adultos).

O Lobo de Wall Street estreia nos EUA em 25 de Dezembro. No Brasil, em 14 de Fevereiro.

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| Muito Barulho por Nada | Shakespeare Indie

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2013, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , on 2 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

MuchAdoAboutNothing
Alexis Denisof e Amy Acker: eles sim merecem muito barulho

Na minha crítica de Anna Karenina em março deste ano, elogiei a ousadia de Joe Wright em fornecer uma abordagem radical ao clássico de Tolstói. O que o diretor fez no drama teatral com Keira Knightley não é novidade, mas também não é o tipo de adaptação que invade as salas de cinema anualmente. Em uma linha similar à do Romeu + Julieta de Baz Luhrmann, Joss Whedon traz Muito Barulho por Nada (também de William Shakespeare) para os dias atuais, mas mantendo a linguagem original da peça. O resultado? Mediano como as obras citadas anteriormente.

A trama também é adaptada por Whedon e transfere toda a ação da Sicilia do século XVII para uma espaçosa casa dos EUA contemporâneo. Nesse cenário, duas histórias se entrelaçam: a do amor do jovem Claudio (Fran Kanz) por Hero (Jillian Morgese), filha do ricaço Leonato (Clark Gregg), e a complicada relação entre os outrora amantes Benedick (Alexis Denisof) e Beatrice (Amy Acker), ambos orgulhosos demais para declarar o amor que sentem um pelo outro.

Parece simples, mas Muito Barulho por Nada é muito mais complexo do que aparenta. E é ainda mais graças à decisão de Whedon de manter o texto original, que rende resultados agridoces: por um lado é muito interessante observar figuras do século XXI (com direito à festas com ipod) se comunicando através de palavras arcaicas e quase declamando-as como uma peça de teatro, mas também pode causar um certo estranhamento àqueles não familiarizados com a obra original de Shakespeare (eu, inclusive). Ainda assim, é uma obra minimalista em execução: o diretor Joss Whedon rodou o filme todo em sua casa em um período de duas semanas (enquanto iniciava a pós-produção do megablockbuster Os Vingadores), uma decisão que – mesmo trazendo um tom quase que amador à produção – empalidece.

Se saem bem os atores, ao menos. Aposto que a peça de Shakespeare deve vir como algum tipo de exercício em escolas de atuação, então a maioria do elenco entrega performances inspiradas e vívidas, como se estivessem de fato encenando a obra em um palco. A começar pelo excelente Alexis Denisof, que constrói seu retrato de Benedick em uma acertadíssima variação de egocentrismo e carência, rendendo resultados divertidíssimos (“Vou procurar uma foto dela para admirar”) e uma química interessante com a Beatrice de Amy Acker – cuja performance segue com eficiência o mesmo padrão de dissonâncias optado por Denisof – e ver os dois entrando em conflito quando descobrem certas mentiras no ato final é espetacular.

Entrando na lista de adaptações “radicais” de obras clássicas, Muito Barulho por Nada agrada por seu ótimo elenco, mas deve cansar aqueles não acostumados com a obra de Shakespeare. Mas de qualquer forma, vale a experiência de encarar uma abordagem diferente.

| Os Estagiários | Google – O Filme, sem graça

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , on 31 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

1.5

TheInternship
Vince Vaughn e Owen Wilson vão trabalhar no Google…

Sempre faço questão de frisar, antes de comentar um filme do gênero, que a comédia é muito relativa. Você pode não rir das mesmas piadas que eu e vice-versa, mas eu acho realmente difícil que tenha alguma coisa verdadeiramente engraçada neste Os Estagiários. Mesmo que tente repetir a química entre Owen Wilson e Vince Vaughn (que deu certo no ótimo Penetras Bons de Bico), o filme de Shawn Levy soa mais como um corporate movie do Google e, pior ainda, sem graça alguma.

A trama é assinada por Jared Stern e pelo próprio Vaughn (e tendo em vista que ele também trabalhou no roteiro de Encontro de Casais, seria melhor que o ator ficasse longe da função), e traz os amigos Nick (Owen Wilson) e Billy (Vaughn) arriscando-se em um programa de estágios do Google, após ambos terem perdido sua firma de vendas de relógios. Lá, bem, a dupla enfrenta diversas equipes a fim de conseguir um emprego definitivo na empresa.

Ao ouvir da premissa, eu realmente não sabia o que esperar. Não parecia que havia muito o que falar ou explorar comicamente durante 120 minutos (o que é uma duração muito longa para um filme do gênero, que é sentida aqui), então Os Estagiários aposta basicamente no mesmo tipo de piada: as diferenças de idade entre os personagens de Wilson e Vaughn e a equipe jovinal com quem são forçados a trabalhar. De referências a filmes dos anos 80 (e também elementos da cultura pop, como Harry PotterGame of ThronesStar Wars) até Vince Vaughn repetindo “on the line” umas 4 vezes, o filme chega a causar vergonha alheia. O pior é que o roteiro até tenta dizer alguma coisa nas entrelinhas de suas “piadas” acerca do desemprego pós-crise de 2008 e a crescente dependência em cima da internet móvel. Mas se nem fazer rir o filme consegue, o que dizer de comentário social?

Infelizmente, nem o elenco salva. Wilson faz um preguiçoso piloto-automático e Vaughn dispara seu típico diálogo ultrarrápido, mas é mesmo a interação entre os dois que (em um ou dois momentos) faz valer, um pouco, a experiência. Todo o restante dos intérpretes abraça os mais variados arquétipos e ajudam a tornar cada piada mais previsível ou simplesmente imbecil: o que dizer do antagonista vivido por Max “sotaque britânico” Minghella? Um personagem que existe pelo único propósito de nos fazer odiá-lo, e de uma maneira forçada.

Irritante, longo demais e provocador de tédio, Os Estagiários é uma comédia previsível e completamente apoiada em todos os clichês conhecidos pelo Homem. Mas aposto que o Google deve estar muito feliz com a quantidade de pessoas que irá utilizar a ferramenta para confirmar se a empresa realmente é o local paradisíaco demonstrado no filme.

Obs: O diretor Shawn Levy faz uma rápida ponta em certo momento.