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| Ex Machina: Instinto Artificial | Crítica

Posted in Críticas de 2015, Drama, Ficção Científica, Home Video with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

4.5

ExMachina
Alicia Vikander estreia como a hipnotizante Eva

Escrevi em meu texto sobre Ela que as relações humanas vêm se transformando com o advento da tecnologia, seja no desenvolvimento de recursos quanto ao convívio do Homem em sociedade. O cinema de ficção científica vinha prevendo diversos tipos de distopias e utopias, e a inteligência artificial sempre esteve ligada a uma imagem mais antagonista, certamente um fruto da paranóia da Guerra Fria dos anos 50 ou a antecipação pelo Bug do Milênio no ano 2000. Mas numa época em que smartphones se transformaram nos nossos melhores amigos, o Cinema tem brincado com a ideia de uma relação afetiva entre Homem e máquina, notavelmente no romântico filme de Spike Jonze e agora no excelente Ex Machina: Instinto Artificial, imperdível sci-fi lançado diretamente para DVD.

A trama começa quando o programador Caleb (Domhnall Gleeson) é selecionado para trabalhar num projeto especial de sua empresa. Movido para a reclusa e luxuosa moradia do CEO Nathan (Oscar Isaac), Caleb descobre que seu chefe criou uma avançada forma de inteligência artificial: a andróide Eva (Alicia Vikander). Ali, o jovem deverá testar a capacidade da máquina de se passar por um humano (como no Teste de Turing) sendo lançado num perigoso jogo de duplas intenções.

Este é o filme de estreia do diretor Alex Garland, que já havia cuidado de roteiros como O ExtermínioSunshineNão Me Abandone JamaisDredd, além de também ser o responsável pelo texto original de Ex Machina. E é admirável ver uma ficção científica tão desafiadora em sua temática. As sessões entre Caleb e Eva são fascinantes de se observar, graças à habilidade de Eva de demonstrar ideias e pensamentos tão complexos para uma máquina, e vê-la subvertendo os papéis com o programador humano é instigante. A revelação de que Eva tem instalada em si uma certa sexualidade é o aspecto mais interessante (“Como um mágico que usa uma assistente gostosa para distrair o público?”, questiona Caleb para Nathan), e o que move a relação entre Caleb e a máquina para algo mais complexo. Se Ela era de fato um romance que abusava do lirismo para ilustrar o afeto do homem pela máquina, Ex Machina é ficção científica na veia, sendo muito mais eficiente na forma com que lida com o tema.

Garland cria imagens altamente memoráveis aqui, especialmente ao fazer robôs sensuais sem parecer que estamos assistindo a uma paródia pornô. A novata atriz sueca Alicia Vikander domina cada minuto de cena, não só por sua hipnotizante performance que traz os sutis indícios de humanidade, mas também pela construção de seu corpo; cuja mistura de materiais e ausência de membros indica uma criação ainda incompleta. O design de produção também acerta na criação da casa de Nathan, dominada pelo cinza e por uma arquitetura que parece sugerir mais um laboratório ilegal ou uma prisão experimental, literalmente confinando o confuso Caleb em suas paredes de vidro.

Outro grande destaque fica com Oscar Isaac, que vem rapidamente se mostrando como um dos atores mais talentosos da atualidade. Quando pensamos em um ricaço cientista inventor de robôs inteligentes, não é a imagem de um barbudo atlético e de fala jovinal como o Nathan de Isaac, que em sua primeira aparição já surge praticando boxe, revelando que o exercício físico é tão importante quanto o mental para Nathan. Seu alcoolismo também é lidado de forma sutil, como seu silêncio confuso quando Caleb pergunta “como teria sido a festa”, a fim de justificar a ressaca que tenta curar – além de ser um importante detalhe que servirá para uma das reviravoltas.

Ex Machina: Instinto Artificial é uma inteligente e questionadora ficção científica, capaz de iniciar um instigante debate sobre a evolução da inteligência artificial e sua relação com o Homem. Um baita começo para Alex Garland, que desde já mostra-se uma aposta promissora.

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| Perigo por Encomenda | O herói de ação aqui é ciclista

Posted in Ação, Críticas de 2013, DVD with tags , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

Premium-Rush
Joseph Gordon-Levitt é o herói de ação da bicicleta

2012 foi um ano agitado para Joseph Gordon-Levitt. Ator que vem se mostrando uma das melhores faces da nova geração, estrelou a ficção científica Looper: Assassinos do Futuro, ganhou um papel fundamental em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e ainda descolou um pequeno papel na oscarizada cinebiografia Lincoln. O trabalho de Levitt que passou batido por nós brasileiros foi Perigo por Encomenda, um thriller de ação engenhoso e que certamente não merece a ignorada – ainda que seja possível entender o motivo por esta.

Conhecido em meu círculo de amigos como “o filme de ação da bicicleta”, a trama acompanha o ciclista Wilee (Levitt), um dos melhores entregadores da empresa onde trabalha. Sua vida entra em perigo quando é encarregado de entregar uma encomenda misteriosa que desperta a atenção de um notório policial corrupto (Michael Shannon, psicoticamente divertido).

No Brasil, Perigo por Encomenda chegou diretamente para home/video (aliás, já está até na programação da HBO do país), uma decisão que certamente se deu pela incapacidade do filme de encontrar um público – geralmente é assim. No entanto, o filme de David Koepp (que assinou o roteiro do primeiro Homem-Aranha e do último Indiana Jones) traz todos os elementos formulaicos que poderíamos encontrar um longa da franquia Velozes e Furiosos, mas com duas mudanças fundamentais: a história aqui, por mais básica que seja, é bem trabalhada e os carros envenenados são substituídos por… bicicletas. É divertido como Koepp e o corroteirista John Kamps trazem diversos diálogos onde os personagens discutam a mecânica de seus transportes como se a bicicleta fosse tão valiosa quanto um carro (“A marcha da minha bike é potente”, coisas do tipo) ou ao menos mais popular no cinema – e eu sinceramente não me recordo de muitos filmes que tragam ciclistas como heróis de ação…

Mas duvido que algum tivesse o carisma de Joseph Gordon-Levitt, que transforma o arquétipo mais batido de protagonista do gênero em uma figura com quem possamos simpatizar e torcer quando é constantemente perseguido por policiais. É de se admirar também como o ator protagoniza diversas cenas de ação (mesmo que algumas manobras sejam ousadas demais e a presença de um dublê seja perceptível), que ganham destaque por se ambientarem majoritariamente em ruas movimentadas de Nova York por e serem controladas com eficácia pelos montadores Derek Ambrosi e Jill Savitt. Vale a menção também do dinamismo visual do longa, que insere cronômetros, câmeras estilo Google Earth e até possíveis destinos para o protagonista quando este analisa suas múltiplas opções.

Perigo por Encomenda não vai mudar a sua vida, mas com certeza o irá entreter por 91 minutos que passam tão rápido como as pedaladas de Joseph Gordon-Levitt. Uma pena o filme não ter emplacado, seria interessante (e ecologicamente sustentável) observar filmes de ação que trocam carros por bicicletas…

Obs: Durante os créditos finais, há um curioso vídeo onde vemos Levitt levando no bom humor um ferimento causado durante as filmagens.

| 30 Minutos ou Menos | Diversão rápida demais

Posted in Comédia, Críticas de 2011, DVD with tags , , , , , , , on 14 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Algumas comédias são difíceis de vender. Tá Rindo do quê?, por exemplo, é um filme que foi direto para o home/video aqui no Brasil por ser um longa diferente e sem um público específico. 30 Minutos ou Menos também teve o mesmo destino, mas na minha opinião é um longa facilmente acessível. É divertido, bem executado e, em alguns momentos, surpreendente como toda comédia de erros.

A trama mostra o que acontece quando um entregador de pizza fracassado (Jesse Eisenberg) é sequestrado por dois imbecis (Danny McBride e Nick Swardson) que amarram uma bomba em seu peito e ameaçam detoná-a caso o sujeito não lhes entregue uma quantia absurda de dinheiro. Desesperado, ele recorre a seu amigo (Aziz Ansari) para assaltar um banco.

Esse tipo de premissa certamente é sedutora. Dois sujeitos ordinários e entediados com suas vidas são lançados em uma situação completamente inesperada e perigosa (certo, já vimos essa fórmula em inúmeros trabalhos), com grande teor cômico. Comandado por Reueben Fleischer (do ótimo Zumbilândia), o filme funciona justamente nesses momentos em que mostram os protagonistas realizando ações perigosas – a cena do assalto, por exemplo, é divertidíssima e suas consequências impressionam. Isso porque o roteiro de Michael Diliberti faz um trabalho admirável no cuidado com os personagens de Eisenberg e Ansari, mas infelizmente falha nos outros elementos da história (os sequestradores, mesmo que divertidos, têm uma péssima conclusão) e parece querer terminá-la o mais rápido possível.

Felizmente, o elenco consegue divertir o espectador mesmo diante de problemas de história. Jesse Eisenberg, recém-saído de sua indicação ao Oscar por A Rede Social, mostra que ainda tem carisma pra comédia e muita expressividade. Aziz Ansari é o rouba-cena com seu professor substituto, sempre com uma voz fina e divertidas expressões faciais (sua apresentação, dentro do carro é hilária). Danny McBride reprisa sua bem-sucedida persona de durão (algo do tipo visto em Segurando as Pontas), ofuscando bastante o (bem mais contido) Nick Swardson.

Ganhando crédito também na execução de algumas cenas de ação, 30 Minutos ou Menos é um filme agradável e divertido, sendo pontualmente engraçado. Tem um bom elenco e diversas boas sacadas (como o “salão de bronzeamento”), mas é completamente perdido em sua história, que resulta num final vazio e decepcionante.

Se fosse melhor trabalhado, a gorjeta seria maior.

Super Soldado: Especial CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

Capitão América – O Primeiro Vingador chega aos cinemas brasileiros prometendo uma bela diversão e mais um capítulo da saga dos Vingadores. Aproveite o (pequeno e breve) especial:


E você achando que o filme de 2011 foi a primeira tentativa com o personagem…

A ideia de um filme sobre o bandeiroso super-herói Capitão América já existe há um bom tempo. Tanto que, antes de ser a mega-produção estrelada que estreia nesta Sexta-Feira, o personagem ganhou um  medíocre filme em 1990.

O longa, dirigido por Albert Pyun, conta a origem do capitão e sua batalha com um (rídiculo) Caveira Vermelha, sendo posteriormente congelado e depois acordando no mundo moderno. O filme foi recebido negativamente em sessões-teste e banido do circuito de salas de cinema, sendo lançado diretamente em vídeo. Quanto ao resultado, quem assistiu diz que é uma porcaria ao nível do primeiro Quarteto Fantástico (é, aquele de 1990 mesmo) e o bacana é que a MGM está relançando o filme em DVD, claramente acompanhando o lançamento do novo filme.

Agora ao negócio sério: Depois de resolver algumas complicações (como uma disputa pelos direitos do personagem) e a Marvel finalmente tornar-se um estúdio independente, o novo Capitão América começara a ganhar vida. A trama começou a ser desenvolvida e fora decidido que o longa manteria a origem do herói na Segunda Guerra Mundial (convenhamos, um cara vestido de bandeira norte-americana correndo por aí não é uma ideia tão facilmente aceitável atualmente…) e um lançamento em 2008.


O diretor Joe Johnston no set do filme

O responsável para comandar o projeto fora Jon Favreau, mas ele optou por trabalhar com outro personagem da Marvel – o Homem-de-Ferro -, deixando assim o caminho livre para uma série de cineastas que incluia, entre outros, o francês Louis Leterrier – este acabou dirigindo, veja só, O Incrível Hulk para a mesma empresa no mesmo ano. Eventualmente, o escolhido foi Joe Johnston (que dirigiu Jurassic Park 3 O Lobisomem), que apontou Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida como principal inspiração de tom.

Depois de muita controvérsia e desaprovação dos fãs, Chris Evans foi escalado para viver o Capitão América, assinando um contrato de nove filmes (que incluem uma trilogia do personagem, Os Vingadores e sabe-se lá o que mais) com a Marvel. Hugo Weaving (que trabalhara com Johnston em O Lobisomem) foi contratado para o papel do Caveira Vermelha – cuja maquiagem levava 2h e meia para ser aplicada – e Hayley Atwell, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones, Sebastian Stan e Dominic Cooper preenchem a vaga de coadjuvantes.

As filmagens começaram em Junho do ano passado, passando por diversos locais do Reino Unido (que incluíram Liverpool, Manchester e Londres) que serviram como dublê para a Manhattan da década de 1940. Você já sabe, mas vamos lá: após o encerramento das gravações, o produtor Kevin Feige – o poderoso chefão da Marvel Studios – anunciou um lançamento em 3D convertido (assim como aconteceu com Thor).


Chris Evans digitalmente encolhido para interpretar Steve Rogers

Sobre os efeitos visuais, é interessante apontar a transformação física de Chris Evans. Enquanto o ator teve que ganhar uma pesada musculatura, seu personagem Steve Rogers é um menino magricela e fraco que posteriormente transforma-se no Capitão. Para esse efeito, foram utilizadas duas técnicas: um encolhimento digital do ator e a já conhecida substituição de cabeça (o mesmo efeito usado em O Curioso Caso de Benjamin Button). Finalizando a parte técnica, Alan Silvestri foi chamado para compor a trilha sonora.

Um problema curioso enfrentado pela divulgação do filme foi o título. Enquanto Capitão América – O Primeiro Vingador permanece na maior parte do mundo, na Rússia, Coréia do Sul e Ucrânia ele será conhecido apenas como O Primeiro Vingador, enquanto na China o longa nem vai dar as caras (por um motivo que inclui um limite anual de exibição de longas estrangeiros). O título é fácil de mudar, mas qual a relevância se o filme inteiro gira em torno de um personagem que veste a bandeira americana?

Resta saber se Capitão vai se sair melhor do que Thor e continuar a saga dos Vingadores no cinema e, mais importante do que isto, ser um bom filme.

Os principais personagens do longa:

Steve Rogers/Capitão América | Chris Evans

Steve Rogers era um garoto magricela e fraco, mas com muita coragem e desejo de ajudar seu país na Segunda Guerra Mundial. Suas virtudes psicológicas lhe garantem uma vaga no Programa SuperSoldado, onde é submetido a uma experiência que lhe garante agilidade e força descomunais. Sob o codinome Capitão América, ele lidera o grupo Comando Selvagem para combater nazistas.

Johann Schmidt/Caveira Vermelha | Hugo Weaving

Líder da organização nazista HYDRA, é especializado na exploração de novas tecnologias e armamentos que possam ajudar a vencer a Guerra. Implacável, um experimento mal-sucedido deformou seu rosto, deixando seu crânio exposto e com uma bizarra coloração vermelha. Seu objetivo é encontrar e tomar posse do Cubo Cósmico, um artefato místico que pode lhe garantir poder ilimitado.

Peggy Carter | Hayley Atwell

Durona e glamourosa, a oficial inglesa ajuda os americanos e torna-se interesse amoroso do Capitão América, auxilhando-o em seu treinamento e também em missões.

James ‘Bucky’ Barnes | Sebastian Stan

Órfão e amigo de Steve Rogers antes de este tornar-se um super-herói, ele vira seu parceiro quando o amigo é promovido à Capitão América e ajuda-o no Comando Selvagem.

Howard Stark | Dominic Cooper

Não tem filme da Marvel sem menção à família Stark… O empresário Howard Stark (pai do Tony) é um dos responsáveis pelo programa do SuperSoldado, tendo contribuido na construção e desenvolvimento do uniforme do Capitão América.

Algumas das mais bizarras reviravoltas cinematográficas que já aconteceram na Segunda Guerra Mundial.

Indiana Jones

Na mitologia do famoso arqueólogo, os nazistas renderam duas aventuras que envolviam objetos paranormais (Os Caçadores da Arca Perdida e A Última Cruzada), sendo eles a Arca da Aliança e o Santo Graal. Ambos com uma intenção maléfica e que visa dominar o mundo, mas o resultado sempre foi a favor de Jones. Lembram da abertura da Arca?

Hellboy

A participação dos nazistas no filme é breve, mas muito interessante. Usando uma espécie de portal, os alemães trazem o demônio Hellboy para a Terra, visando utilizá-lo para seus próprios fins. Claro que isso não acontece e o vermelhão trabalha ao lado dos humanos. Destaque para aquele oficial nazista com as facas…

Bastardos Inglórios

E claro, nada de sobrenatural aqui, apenas uma visão completamente doida dos eventos da Segunda Guerra Mundial. Entre os diálogos tarantinescos e muitos escalpos, o longa termina com todo o Terceiro Reich de Adolf Hitler sendo exterminado em uma sessão de cinema.

Alguns dos filmes mais patriotas dos últimos anos.

Independence Day

Pois bem, na ficção científica de Roland Emmerich, os alienígenas invadem o planeta e saem quebrando tudo em diversas regiões. Cabe então, ao exército norte-americano salvar a humanidade. Até aí tudo bem, mas tinha que ser bem no dia 4 de Julho?

Qualquer um do Michael Bay

Transformers, Armageddon, Pearl Harbor e por aí vai… Os filmes de Bay em certos momentos parecem até propaganda do exército (perceba na trilogia dos robôs gigantes a quantidade de tanques, helicópteros e soldados correndo em câmera lenta num cenário de pôr-do-sol).

Outros heróis dos quadrinhos que já se alistaram nas telonas:

Watchmen

Ambientado na Guerra Fria, a presença do Comediante e do Dr. Manhattan na Guerra do Vietnã é fundamental para a vitória dos americanos e acaba por mudar o curso da História. Ninguém foi páreo para o poder ilimitado de Manhattan

X-Men

Aqui fica incluso dois filmes da série dos mutantes: Origens: Wolverine (que mostra Hugh Jackman encarando a Guerra Civil, a Primeira e Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã) e Primeira Classe (aqui, com os X-Men do Professor Xavier impedindo uma catástrofe nuclear na Crise dos Mísseis Cubanos).

Bem, o especial vai ficando por aqui. Perdoem a falta de ideias para o post, mas não deixem de ler a crítica de Capitão América na Sexta-Feira. Até mais!

| A Mentira | Muito prazer, Emma Stone

Posted in Comédia, Críticas de 2011, DVD with tags , , , , , , , , , , on 15 de abril de 2011 by Lucas Nascimento


Dizem por aí: Emma Stone transpira talento nessa divertida comédia

Sejamos francos: as comédias adolescentes da atualidade não tem a mesma qualidade das oitentistas, especialmente os filmes de John Hughes, que ofereciam algum conteúdo e retrato de sua geração. Raramente encontramos esse tipo de trabalho hoje, com A Mentira sendo mais um belo exemplo, honrando o gênero e apresentando o carisma extraordinário de Emma Stone.

Lançado diretamente em DVD/Blu-ray, o filme é sobre a jovem Olive que, numa tentativa de conquistar popularidade em seu colégio, espalha diversos rumores polêmicos que a  envolvem com outros alunos, ganhando fama de “vadia”.

Vamos direto ao ponto: Emma Stone é sensacional. Dona de uma beleza inquestionável, a atriz que ficou conhecida por papeis pequenos em Superbad e Zumbilândia finalmente brilha no papel principal de Olive, oferencendo uma dose gigantesca de talento e charme, em uma performance magnética e radiante, que merecia um destaque maior nas premiações…

Mas grande mérito dessa personagem vem do roteiro de Bert V. Royal, que desenvolve-a corretamente e traça suas personalidade de maneira original, incluindo aí diversas críticas a comportamentos e hábitos da geração; como o uso babaca de redes sociais, extremismo religioso e alguns estereótipos – que, admito, ganham tratamento caricato em determinados momentos.

Vale destaque também para os coadjuvantes, bem represntados por Stanley Tucci e Thomas Haden Church, mas infelizmente o roteiro não encontra espaço o suficiente para estes ou suas (interessantes) linhas narrativas; o que é benéfico para que o foco seja em Olive, mas prejudicial quando a montagem final – que apresenta uma nostálgica homenagem a clássicos oitentistas – insere conclusões apressadas para suas tramas. Fica meio vazio.

Visualmente criativo, o diretor Will Gluck acerta nos recursos narrativos, principalmente aquele sobre a alastração da fofoca nos colégios. Mas mais do que isso, entregou uma comédia divertida e mostrou o imenso talento de Emma Stone, que mostra grande potencial para Hollywood. Não é mentira.

Concorra a um DVD de A Queda – As Últimas horas de Hitler

Posted in Notícias with tags , , on 2 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Em parceiria com o Blog do Alemão, vou sortear um DVD de A Queda! – As Últimas horas de Hitler, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Para participar, basta enviar um e-mail para futebolalemao@ig.com.br com o assunto “DVD do Hitler” e você já estará participando. Não se esqueça de mandar o seu nome e endereço completos.

Vale para as mensagens que chegarem até as 23h59 de domingo, dia 6 de fevereiro. O nome do vencedor será divulgado aqui no blog no dia seguinte, 7 de fevereiro, segunda-feira.

Participe e fique de olho aqui para mais sorteios de cinema. Good Luck!

A ORIGEM: Sonhos em tempo real

Posted in Fan Boys with tags , , , , , , on 7 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

Algum fã criativo e desocupado de A Origem fez uma montagem em vídeo brilhante que junta as quatro camadas de sonho da missão da Inserção do filme em tempo real, comprimindo e aumentando velocidades de maneira impecável. Se já viu o filme, assista o vídeo:

Falando em Inception, o blu-ray/DVD do filme do ano sai na Quinta-Feira (09/12) para locação e venda. Aguarde a análise aqui.