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Os Mestres do Oscar 2014 | Volume III: Sons & Música

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

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E chegamos ao volume 3 do especial Oscar 2013. Aqui, analisaremos as categorias de som e as musicais. Vamos nessa:

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Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser impactante. Os indicados são:

Até o Fim | Steve Boeddeker and Richard Hymns

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Deixando a performance de Robert Redford e a trilha sonora de Alex Ebert (que venceu o Globo de Ouro), a Academia deixou uma indicação de “consolo” para Até o Fim na categoria de edição de som. Ainda não assisti ao filme de J.C. Chandor (a estreia está prevista para 7 de Março, apenas), mas de longe já da pra perceber que a produção aposta em sequências de tempestades e ondas furiosas – o que sempre funciona bem em tela, especialmente quando a equipe sonora sabe o que faz (e Richard Hymns é um mestre).

Capitão Phillips | Oliver Tarney

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Mesmo que seja mais um thriller em natureza, Capitão Phillips oferece algumas cenas de ação impressionantes – e o trabalho de som nestas é impecável. O grande destaque certamente fica com as duas tentativas de invasão dos Somali ao Maersk Alabama, sendo que a segunda contou com diversas pirotecnias (jatos d’água, sinalizadores e metralhadoras) em alto mar.

  • Motion Picture Sound Editors – Edição de Diálogos e ADR

O Grande Herói | Wylie Stateman

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Filme que se tornou um queridinho por alguns críticos, O Grande Herói também não chegou às telas brasileiras ainda. Mas assim como minha análise subjetiva a Até o Fim, o filme estrelado por Mark Whalberg certamente faz um bom trabalho com suas sequências de ação, que envolvem tiroteios, explosões e quedas de helicópteros.

Gravidade | Glenn Freemantle

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O som não se propaga no vácuo, mas a equipe responsável pela sonoplastia de Gravidade encontrou formas inteligentes de não transformar o filme de Alfonso Cuarón em uma produção muda. Os efeitos sonoros são reduzidos ao mínimo e, mais importante, geralmente são exibidos de acordo com a percepção dos personagens principais: toques abafados, batidas opacas, etc, todos sob a perspectiva de alguém com capacete. Não é só cientificamente apurado, mas também é muito assustador observar os desastres espaciais sem efeitos sonoros.

  • BAFTA
  • Critics Choice Awards
  • Motion Picture Sound Editors – Melhor Foley e Edição de Efeitos Sonoros

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Brent Burge

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Como havia comentado no volume anterior, na sessão de efeitos visuais, um dragão fez toda a diferença neste segundo Hobbit. Não só pelas poderosas cuspidas de seu lança-chamas ou seus passos largos, mas especialmente pelo excelente trabalho de Brent Burge ao modificar sutilmente a voz de Benedict Cumberbatch (já grave por natureza) a fim de tornar o dragão Smaug ainda mais ameaçador. Só a criatura nórdica já é o suficiente para a indicação, mas A Desolação de Smaug se beneficia ainda de diversas outras cenas de ação, que trazem belos efeitos sonoros de flechadas, barris, ursos e aranhas gigantes. Pena ter que bater de frente com Gravidade…

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Hobbit, talvez

MEU VOTO: Gravidade

FICOU DE FORA: Círculo de Fogo

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Quando vemos pela primeira vez os robôs colossais partindo para sair na mão com criaturas igualmente colossais em Círculo de Fogo, o espetáculo visual não é o suficiente: o design de som da equipe de Guillermo Del Toro faz jus aos confrontos violentos e monumentais, seja para retratar os elementos tecnológicos dos Jaegers, os rugidos fantásticos dos kaijus ou o rastro de destruição deixados por seus embates, o filme é daqueles que oferecem uma imersão sonora total – especialmente no IMAX.

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Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

Capitão Phillips | Chris Burdon, Mark Taylor, Mike Prestwood Smith e Chris Munro

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A mixagem de Capitão Phillips colabora perfeitamente tanto com a direção quanto com a montagem, ambas intensas. No caso das camadas sonoras, o destaque fica para os diversos personagens que falam e gritam simultaneamente – especialmente no primeiro contato que o personagem de Hanks tem com os piratas, que surgem gritando em outro idioma ao passo em que a tripulação tenta acalmá-los. O exemplo comprova a busca do filme de Paul Greengrass pelo realismo quase documental, praticamente jogando o espectador dentro da ação.

O Grande Herói | Andy Koyama, Beau Borders e David Brownlow

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Repito o que disse sobre O Grande Herói na seção de Edição de Som: ainda não estreou, mas deve impressionar por suas cenas de ação.

Gravidade | Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead e Chris Munro

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Tendo em vista que Gravidade retrata o espaço sem som, é relativamente mais fácil para a equipe de mixadores combinar suas faixas sonoras. Aliás, em diversos momentos a trilha sonora de Steven Prince se encaixa tão bem que quase atua como um efeito sonoro diegético (mérito de sua natureza abstrata, discutiremos isso em instantes) nas cenas ambientadas no vácuo espacial, ganhando ainda mais impacto quando estas retratam os intensos acidentes com destroços – com nada, apenas a trilha e as vozes no rádio de George Clooney e Sandra Bullock como guia. É uma fórmula que se mantem ao decorrer da produção; e funciona. Maravilhosamente bem.

Cinema Audio Society

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Christopher Boyes, Michael Hedges, Michael Semanick e Tony Johnson

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Como já havia explicitado na sessão de Edição de Som, A Desolação de Smaug oferece muito mais cenas de ação do que o antecessor, e estas são mais elaboradas e apostam também em eventos paralelos. Um exemplo de maravilha sonora é a sequência da fuga dos anões em barris: não só temos camadas de som com a água, madeira e os gritos do personagens, mas logo depois entram em cena os orcs com seus bastões e os elfos com seus arcos – sem falar na trilha sonora de Howard Shore, temperando a sequência apropriadamente.

Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum | Skip Lievsay, Greg Orloff e Peter F. Kurland

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Sempre espere um filme musical (ou com elementos do tipo) marcar presença na categoria de Mixagem de Som. O esquecido Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum se concentra na jornada de Oscar Isaac para se tornar um astro da música folk, premissa que rende diversas sequências baseadas em canções: a que traz “Please, Mr. Kennedy” é particularmente mais complicada em termos de mixagem, já que envolve três cantores simultâneos que emitem diferentes versos da letra e “efeitos sonoros” com suas bocas.

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Inside Llewyn Davis

MEU VOTO: Gravidade

FICOU DE FORA: Rush: No Limite da Emoção

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Tudo bem, eu meio que já esperava a ausência de Rush: No Limite da Emoção nas categorias principais, mas é um absurdo que o filme de Ron Howard não tenha conseguido nem uma indicação por seu eficaz trabalho de som. A área da mixagem é especialmente atraenta, graças ao belo uso da trilha sonora de Hans Zimmer durante as cenas que envolvem corridas em alta velocidades e narrações de comentaristas esportivos. Diversas faixas de áudio que combinam-se perfeitamente bem.

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Um longa-metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

Ela | Will Butler & Owen Pallett

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Will Butler representa a banda Arcade Fire ao lado do compositor canadense Owen Pallett para a trilha sonora de Ela. Predominantemente sutil, o trabalho da dupla aposta em acordes eletrônicos (gosto como “Milk and Honey” surge no início como preparação de terreno) e faz do piano seu principal instrumento. Como o filme em si, é uma trilha delicada e sensível, apostando principalmente no romance (“Photograph” e “Song on the Beach” são muito bonitas) e na melancolia que persegue o protagonista (“Owl“). Depois de Trent Reznor, Daft Punk, Chemichal Brothers e agora o Arcade Fire, fica a noção de que bandas andam acertando bastante em trilhas cinematográficas.

Faixa preferida: Dimensions

Gravidade | Steven Price

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Durante diversos momentos da produção, confundi a trilha sonora de Steven Price com efeitos sonoros. Só ouvindo separadamente pude perceber que tais momentos faziam parte de uma criação abstrata e incomum, responsável por definir toda a atmosfera claustrofóbica e aterrorizante do vácuo espacial em Gravidade. A música de Price assume um caráter inteiramente orgânico, assumindo tons eletrônicos distorcidos (Debris), leves notas de piano para momentos mais dramáticos (Aurora Borealis) e quando o emocionante clímax se aproxima, suas composições abraçam tons de superação (Shenzou) e o “epicamente épico” (Gravity). Ótima revelação, vamos ficar de olho em Steven Price.

Faixa preferida: Shenzou

  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

A Menina que Roubava Livros | John Williams

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O homem onipresente na categoria… novamente é indicado e, dessa vez, em uma rara colaboração com alguém que não seja Steven Spielberg. Em sua 49ª indicação (!!), John Williams se aventura novamente no período da Segunda Guerra Mundial com a adaptação do best seller A Menina que Roubava Livros. Não assisti ao filme (e, sinceramente, meu interesse no mesmo é mínimo), mas só o tema e as poucas faixas de Williams que ouvi no Youtube comprovam: é mais um trabalho dramático e melancólico do mestre, cheio de piano e violino para traduzir musicalmente uma história pesada e triste. Que venha logo Star Wars: Episódio VII.

Faixa Preferida: One Small Fact

Philomena | Alexandre Desplat

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Após fornecer acordes mais sombrios em produções como Argo e A Hora Mais Escura, o francês Alexandre Desplat retorna à trilhas adoráveis e delicadas (como, por exemplo, a de O Discurso do Rei e Moonrise Kingdom) com a dramédia Philomena. É um trabalho energético e belo, sendo interessante observar as percussões que se assemelham a uma valsa (Philomena), as que fornecem um apropriado tom de mistério (Reminiscence), humor (Drives to Roscrea) e um pesado drama (No Thought of Ireland). O melhor trabalho de Desplat em anos.

Faixa preferida: Philomena

Walt nos Bastidores de Mary Poppins | Thomas Newman

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Surgindo como um concorrente considerável nos primórdios da corrida pelo Oscar, Walt nos Bastidores de Mary Poppins ficou só com uma indicação pela trilha sonora, assinada pelo talentoso Thomas Newman. E diante da ausência do filme em categorias principais, sua estreia no país foi adiada para 7 de Março. Tendo ouvido apenas a trilha isoladamente, nota-se a intenção de Newman em realizar um trabalho energético e que remeta à produções da Disney. Leve de se ouvir e inventiva.

Faixa Preferida: Jollification

APOSTA: Gravidade

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MEU VOTO: Philomena

FICOU DE FORA: Qualquer Coisa do Hans Zimmer

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Hans Zimmer teve um dos melhores anos de sua impecável carreira em 2013. Muitos apontavam para a indicação de sua investida dramática em 12 Anos de Escravidão, mas o compositor alemão acabou ficando de fora. Além do belo trabalho rejeitado, Zimmer ainda proveu faixas memoráveis para a trilha sonora movida a guitarra de Rush: No Limite da Emoção e foi responsável por criar um novo tema para o Superman, tendo a sombra de John Williams para superar – algo que fez muitíssimo bem em O Homem de Aço.

canção

Aqui, temos as canções que são criadas especialmente para filmes, seja em longa-metragem, animação ou documentário. Confira:

“Happy” – Meu Malvado Favorito 2 | Pharrell Williams

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Ok, muita gente gosta mas eu simplesmente detesto “Happy”, de Pharrell Williams. Tampouco sou fã da franquia Meu Malvado Favorito, e nem assisti ao segundo filme – ouvi a música indicada separadamente. Não me agrada muito a letra, nem o ritmo da canção. Poderíamos ter muita coisa melhor no lugar.

LETRA

It might seem crazy what I’m ‘bout to say
Sunshine she’s here, you can take a break
Mama – hot air balloon that could go to space
With the air like I don’t care, baby, by the way

Because I’m happy…
Come along if you feel like a room without a roof
Because I’m happy…
Clap along if you feel like happiness is the truth
Because I’m happy…
Clap along if you know what happiness is to you
Because I’m happy…
Clap along if you feel like that’s what you want to do
Here comes bad news, talkin’ this and that
But give me all you’ve got, and don’t hold it back
Well, I should probably warn you, I’ll be just fine
No offense to you, don’t waste your time, here’s why…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said (let me tell you now)
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said… Bring me down… can’t nothing…
Bring me down… your love is too high…
Bring me down… can’t nothing…
Bring me down, I said (let me tell you now)
http://www.youtube.com/watch?v=y6Sxv-sUYtM

“Let it Go” – Frozen: Uma Aventura Congelante | Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez

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Não assisti à animação Frozen: Uma Aventura Congelante, mas seria preciso viver dentro de uma caverna para não ter ao menos ouvido falar da canção “Let it Go”, que na versão original do filme é cantada pela dubladora Idina Menzel. A cena em questão (liberada pela Disney no Youtube) representa um momento importante para a protagonista e, como mero admirador, devo dizer que é uma bela canção – e que a letra composta por Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez é muito bonita. É a favorita, e deve ganhar.

  • Critics Choice Awards

LETRA

The snow glows white on the mountain tonight,
not a footprint to be seen.
A kingdom of isolation and it looks like I’m the queen.
The wind is howling like this swirling storm inside.
Couldn’t keep it in, Heaven knows I tried.
Don’t let them in, don’t let them see.
Be the good girl you always have to be.
Conceal don’t feel, don’t let them know.
Well, now they know!

Let it go, let it go.
Can’t hold it back anymore.
Let it go, let it go.
Turn away and slam the door.
I don’t care what they’re going to say.
Let the storm rage on.
The cold never bothered me anyway.
It’s funny how some distance,
makes everything seem small.
And the fears that once controlled me, can’t get to me at all
It’s time to see what I can do,
to test the limits and break through.
No right, no wrong, no rules for me. I’m free!

Let it go, let it go.
I am the one with the wind and sky.
Let it go, let it go.
You’ll never see me cry.
Here I stand, and here I’ll stay.
Let the storm rage on.

My power flurries through the air into the ground.
My soul is spiraling in frozen fractals all around
And one thought crystallizes like an icy blast
I’m never going back; the past is in the past!

Let it go, let it go.
And I’ll rise like the break of dawn.
Let it go, let it go
That perfect girl is gone
Here I stand, in the light of day.

Let the storm rage on!
The cold never bothered me anyway

“The Moon Song” – Ela | Karen O & Spike Jonze

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Vocalista do finado Yeah Yeah Yeahs, Karen O já surpreendia no cinema por nos presentear com um inesquecível cover de “Immigrant Song” com Trent Reznor para Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de David Fincher. Agora, ela se alia novamente com o cineasta (e ex-namorado) Spike Jonze para a sensível e suave “The Moon Song”, tema principal de Ela. É uma bela canção que captura a magia da relação dos protagonistas e  surge em dos mais bonitos momentos da trama, pelas vozes de Scarlett Johansson e Joaquin Phoenix.

LETRA

I’m lying on the moon
My dear, I’ll be there soon
It’s a quiet starry place
Time’s we’re swallowed up
In space we’re here a million miles away

There’s things I wish I knew
There’s no thing I’d keep from you
It’s a dark and shiny place
But with you my dear
I’m safe and we’re a million miles away

We’re lying on the moon
It’s a perfect afternoon
Your shadow follows me all day
Making sure that I’m
Okay and we’re a million miles away

“Ordinary Love” – Mandela | U2

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A popular banda U2 pode estar muito perto de faturar um Oscar com a canção-tema de Mandela (em inglês, com o subtítulo Long Walk to Freedom), cinebiografia com Idris Elba que foi praticamente esquecida pela Academia. Como o filme agora só chegará no Brasil em um lançamento direto para DVD, não sei em que momento a canção “Ordinary Love” aparece (mas aposto que seja nos créditos finais), mas posso dizer o quão bela e maravilhosa é de se ouvir. E olha que não sou nenhum obcecado com o grupo.

  • Globo de Ouro

LETRA

The sea wants to kiss the golden shore.
The sunlight warms your skin.
All the beauty that’s been lost before, wants to find us again.
I can’t fight you anymore; it’s you I’m fighting for.
The sea throws rocks together but time, leaves us polished stones.

We can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Birds fly high in the summer sky and rest on the breeze.
The same wind will take care of you and I, we’ll build our house in the trees.
Your heart is on my sleeve, did you put it there with a magic marker.
For years I would believe, that the world, couldn’t wash it away

Cause we can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Are we tough enough, for ordinary love?

We can’t fall any further if, we can’t feel ordinary love.
And we cannot reach any higher, if we can’t deal with ordinary love.

Are we tough enough, for ordinary love?
Are we tough enough, for ordinary love?
Are we tough enough, for ordinary love?

APOSTA: Let it Go

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ordinary Love

MEU VOTO: The Moon Song

FICOU DE FORA: “I See Fire” – O Hobbit: A Desolação de Smaug | Ed Sheeran

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Um dos grandes atrativos do segundo capítulo da adaptação de O Hobbit, é a canção dos créditos executada pelo inglês Ed Sheeran. Peter Jackson sempre tem um bom gosto ao trazer artistas para compor canções baseadas em seus longas da Terra Média, e “I See Fire” sem dúvida é uma das melhores até agora. Não só traz uma temática completamente apropriada à trama de A Desolação de Smaug (fogo, dragões, pânico!), mas é simplesmente belíssima e o faz com elementos simples: vocal, violão e violino.

LETRA

Oh, misty eye of the mountain below
Keep careful watch of my brothers’ souls
And should the sky be filled with fire and smoke
Keep watching over Durin’s sons

If this is to end in fire
Then we shall burn together
Watch the flames climb higher into the night
Calling out father, oh, stand by and we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

And if we should die tonight
Then we should all die together
Raise a glass of wine for the last time
Calling out father, oh
Prepare as we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

Desolation comes upon the sky

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze
And I hope that you remember me

Oh, should my people fall then
Surely I’ll do the same
Confined in mountain halls
We got too close to the flame
Calling out father, oh
Hold fast and we will
Watch the flames burn on and on
The mountainside

Desolation comes upon the sky

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze
And I hope that you remember me

And if the night is burning
I will cover my eyes
For if the dark returns then
My brothers will die
And as the sky’s falling down
It crashed into this lonely town
And with that shadow upon the ground
I hear my people screaming out

Now I see fire
Inside the mountains
I see fire
Burning the trees
And I see fire
Hollowing souls
And I see fire
Burning the breeze

I see fire (oh you know I saw a city burning)
(Fire)
And I see fire (feel the heat upon my skin) (fire)
And I see fire (fire)
And I see fire (burn on and on the mountainside)

Menção Honrosa: Qualquer canção original de Inside Llewyn Davis.

Bem, e só nos resta mais um artigo antes da grande cerimônia… Voltem amanhã para o especial de Categorias Principais, com Roteiros, Diretores e, claro, os Filmes indicados.

Leia também:

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2013: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2013, mas atenção aos critérios abaixo:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2011 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Trapaça, Inside Llewyn Davis, 12 Anos de Escravidão, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

TOP 10

10. O Mestre

4.0

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“Pontuado nos momentos certos pela abstrata trilha sonora de Jonny Greenwood, O Mestre é uma obra poderosa que consegue expandir sua premissa a níveis universais, sobre o Homem questionando o papel de um líder ou de uma organização; e como estes podem alterar seus instintos mais básicos.”

9. Azul é a Cor Mais Quente

4.0

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Azul é a Cor Mais Quente é uma bela experiência que conta com incríveis performances, responsáveis por fazer deste um dos mais sinceros e humanos trabalhos sobre o tema. Um filme que deve ser lembrado não por sua polêmica, mas simplesmente por sua abordagem sincera ao que realmente importa: o amor.”

8. Blue Jasmine

4.0

jas

“Ainda que seja um trabalho imperfeito (por melhor que esteja, Louis CK soa simplesmente como um intruso na trama), Blue Jasmine me revelou uma faceta que eu até então desconhecia de Woody Allen. Sua habilidade para analisar a destruição de um indivíduo, assim como as fúteis tentativas de remediá-lo, é tão eficáz quanto a de divertir platéias e proporcionar risadas. Claro, mas isso é apenas alguém que ainda não assistiu a todos os seus filmes.”

7. Django Livre

4.0

dj

“Movendo-se com um bom ritmo até uma conclusão um tanto exagerada, Django Livre é mais um ótimo trabalho de Quentin Tarantino, e ainda que não alcance a perfeição de Bastardos Inglórios ou Pulp Fiction, comprova a facilidade do diretor em navegar com seu estilo através de diferentes gêneros. Vejamos o que ele vai aprontar a seguir…”

6. Os Suspeitos

4.5

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Os Suspeitos não vai mudar a história do gênero, tampouco se destacará como um marco nele, mas segue as regras com competência e extrai o melhor de sua proposta, sendo capaz de mandar o espectador para casa ainda brincando com as peças do quebra-cabeças. E convenhamos, não é esse o tipo de thriller de investigação que vale o nosso dinheiro?”

5. Segredos de Sangue

4.5

5

Segredos de Sangue é uma narrativa ousada e que se beneficia pela inteligência de sua equipe. Fica claro que é uma obra sobre amadurecimento, algo que certamente falta a seu roteirista; mas que é ao menos capaz de manter o espectador preso à poltrona.”

4. Antes da Meia-Noite

4.5

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Antes da Meia-Noite vem para contestar que mesmo as mais perfeitas relações amorosas se deparam com inevitáveis desgastes e divergências. Jesse e Celine já não têm mais aquela áurea de contos de fadas, e Richard Linklater os transporta para um mundo mais real e com o qual certamente muitos podem se identificar . E aí, será que em nove anos encontraremos essas figuras apaixonantes novamente?”

3. Capitão Phillips

4.5

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Capitão Phillips é intenso do início ao fim, você sabendo ou não o desfecho da história. Tecnicamente impecável e com atuações verossímeis a ponto de nos esquecermos de que isto são apenas imagens fictícias projetadas em tela, Paul Greengrass fez aqui um dos trabalhos mais memoráveis de 2013. Filmaço.”

2. Rush: No Limite da Emoção

4.5

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“Temperado pela bela trilha sonora do sempre genial Hans Zimmer, Rush: No Limite da Emoção é uma excelente adição ao gênero esportivo. Envolvente como longa de ação e emocionante ao retratar os conflitos entre seus personagens, o filme agrada também por oferecer um significado interessante ao conceito de rivalidade – e a importância desta.”

1. Gravidade

5.0

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“Uma das melhores experiências cinematográficas de 2013, Gravidade é uma trama muito intimista e simples narrada com alguns dos recursos mais grandiloquentes que o cinema já viu. Tenso e emocionante a ponto de dar nó na garganta, Gravidade pode ser visto como o 2001: Uma Odisseia no Espaço da nossa geração. Algo muito especial foi criado aqui.”

DIRETOR DO ANO

Alfonso Cuarón | Gravidade

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Assim como James Cameron fez em Avatar, Alfonso Cuarón desenvolveu novas tecnologias e câmeras para contar sua história em Gravidade. Mas atrevo-me a dizer que o resultado alcançado pelo diretor mexicano tenha sido ainda mais fascinante do que aquele visto em 2009: Cuarón aposta em longuíssimos planos sequência onde a câmera passeia pelo ambiente e seus personagens e garante uma imersão completa – fazendo belo uso do 3D – dentro da experiência.

Chan-wook Park | Segredos de Sangue

Ron Howard | Rush : No Limite da Emoção

Quentin Tarantino | Django Livre

James Wan | Invocação do Mal

ATOR DO ANO

Tom Hanks | Capitão Phillips

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Que prazer ver Tom Hanks atuando de verdade. Depois de participações esquecíveis em projetos que nem sempre faziam jus a seu talento, o ator volta para nos surpreender com uma incrível performance no intenso Capitão Phillips. O grande mérito do ator está em sua construção meticulosa para o personagem-título e é fascinante (e até perturbador) ver essa construção sendo lentamente despedaçada ao passo em que Phillips vai ficando cada vez mais à mercê dos piratas. Que Hanks continue nos presenteando com trabalhos assim.

Joaquin Phoenix | O Mestre

Daniel Day-Lewis | Lincoln

Hugh Jackman | Os Miseráveis

Ernst Umhauer | Dentro da Casa

ATRIZ DO ANO

Cate Blanchett | Blue Jasmine

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Cate Blanchett é uma das melhores atrizes em atividade no cinema e encontra na problemática e autodestrutiva personagem-título de Woody Allen em Blue Jasmine a oportunidade de oferecer a melhor performance de sua carreira – e não estou usando a hipérbole à toa. Jasmine é um fascinante objeto de estudo, uma sólida reivenção do arquétipo de “mulher rica perde tudo, mulher rica aprende lições de humildade” e é graças à performance explosiva de Blanchett que o resultado funciona tão bem em tela. A atriz balanceia com perfeição sua persona socialite com distúrbios e ataques de nervos assustadoramente reais. Que venha o segundo Oscar.

Adéle Exarchopoulos | Azul é a Cor Mais Quente

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

Sandra Bullock | Gravidade

Julie Delpy | Antes da Meia-Noite

ATOR COADJUVANTE

Leonardo DiCaprio | Django Livre

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Não é fácil escolher o melhor intérprete de Django Livre sem uma segunda exibição. Jamie Foxx em ótima forma, Christoph Waltz sensacional e um Samuel L. Jackson hilário e diferente de tudo o que já havíamos visto em sua vasta carreira. Mas em sua primeira incursão no “lado negro” dos vilões do cinema, Leonardo DiCaprio impressiona com seu cruel, poser de francófilo e nojento Calvin J. Candie. O tipo de antagonista que choca pelo brutal contraste entre seus gestos cavalheiros e suas explosões de violência – algo que DiCaprio compreende muito bem, e nos faz odiar a Academia por ignorá-lo mais uma vez.

Christoph Waltz | Django Livre

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Thomas Haden Church | Killer Joe – Matador de Aluguel

Jake Gyllenhaal | Os Suspeitos

Menção Honrosa: A monstruosa composição vocal de Benedict Cumberbatch para Smaug em O Hobbit: A Desolação de Smaug.

ATRIZ COADJUVANTE

Léa Seydoux | Azul é a Cor Mais Quente

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Depois de Azul é a Cor Mais Quente, Léa Seydoux afirmou publicamente que jamais trabalharia novamente com o diretor Abdellatif Kechiche. A experiência para a atriz pode até ter sido um inferno, mas é inegável que a mesma tenha sido responsável por lhe garantir uma performance bem trabalhda e consistente. Exibindo uma química radiante com Adèle Exarchopoulos, Seydoux é natural e espontânea, e o roteiro acerta ao exigir que sua personagem de cabelos azuis amadureça ao longo da narrativa – algo que só faz com que a atriz possa explorar mais áreas de sua caracterização.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

Nicole Kidman | Segredos de Sangue

Vera Farmiga | Invocação do Mal

Cameron Diaz | O Conselheiro do Crime

ROTEIRO ADAPTADO

Antes da Meia-Noite | Richard Linklater, Ethan Hawke e Julie Delpy

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Depois de 9 anos, podemos novamente ser hipnotizados pelos maravilhosos diálogos protagonizados pelo casal Jesse e Celine. Construídos a partir de muita improvisão de Ethan Hawke e Julie Delpy, Antes da Meia-Noite segue a tradição dos filmes anteriores ao apostar em longas conversas sobre relacionamentos, a vida e uma variedade de assuntos que surgem a partir destes. Pela primeira vez, temos destaque para personagens coadjuvantes, algo que fortalece ainda mais a experiência e serve como parábola para o tema central da produção, que destrói com sutileza a ideia de “felizes para sempre”.

ROTEIRO ORIGINAL

Django Livre | Quentin Tarantino

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Quentin Tarantino é imbatível quando o assunto é escrever diálogos. Em sua investida no faroeste spaghetti Django Livre, Tarantino elabora uma eficiente trama de vingança que surge bem amarrada e povoada por personagens excêntricos típicos de sua carreira única. É interessante também observar uma rara preocupação social, já que a trama aborda do início ao fim o racismo e a escravidão que dominaram os EUA no século XIX – mas sem nunca soar didático ou apelar para maniqueísmos. Tenho meus problemas com o desenrolar da história, mas quando os personagens sentam e conversam por minutos em tela, é puro espetáculo.

FOTOGRAFIA

Os Suspeitos | Roger Deakins

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É, eu sou tiete do Roger Deakins. Mas fazer o que, o cara é um mestre no ramo da fotografia… Sei que a cada ano a fotografia digital vem criando algumas das imagens mais belas já vistas em tela (As Aventuras de Pi ano passado, Gravidade este ano), mas o old school da área é mais do que suficiente para me satisfazer. Enfim, o que realmente agrada no trabalho de fotografia do suspense Os Suspeitos é a eficiente criação de uma atmosfera perigosa e sufocante – sempre demarcada por tons frios, chuva e um céu predominantemente nublado. Perfeito para um dia de inverno…

DESIGN DE PRODUÇÃO

O Hobbit: A Desolação de Smaug | Dan Hennah & Ra Vincent

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A saga de Terra Média comandada por Peter Jackson sempre impressionou com seus requintados valores de produção. O que vemos em O Hobbit: A Desolação de Smaug é um cuidado minucioso para apresentar as mais diferentes locações e conceitos visuais dentro da mesma narrativa: florestas obscuras, reinos élficos e um salão dominado por montanhas de moedas douradas. O design de produção se sobressai ao apresentar a Cidade do Lago, que compartilha de sutis semelhanças com Viena e traz acertadíssimas inspirações do período absolutista da França. Vale notar também a evidente mistura de cenários digitais com sets construídos.

MONTAGEM

Segredos de Sangue | Nicolas De Toth

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Em sua vinda para o cinema ianque, o sul-coreano Chan-Wook Park contou com uma narrativa intrincada e que diversas vezes utiliza de pequenos flashbacks. A montagem de Nicolas De Toth em Segredos de Sangue é um trabalho excepcional não só por manter o ritmo tenso da narrativa de India Stoker, mas por intercalar diversas cenas diferentes para aumentar o suspense em uma série de cortes rápidos; também com inteligência, repetindo cenas e frames para evidenciar o estado de espírito de sua protagonista. Sem falar nas belíssimas transições (o cabelo virando uma floresta… Uau). Pena que o filme vai passar batido na Academia…

FIGURINO

Jogos Vorazes: Em Chamas | Trish Summerville

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No primeiro Jogos Vorazes, as vestimentas de seus personagens já chamavam nossa atenção por sua bizarrice, e agradavam, mas Em Chamas se beneficia de ter a ótima Trish Summervile (que estreou em Hollywood com o figurino de Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres), que preserva a bizarrice; mas lhe garante uma personalidade mais diversificada. Basta observar os detalhes em cada personagem, os cada vez mais extravagantes vestidos de Elfie (e aquele enfeitado com borboletas?) e toda a mistura de cores.

EFEITOS VISUAIS

Gravidade

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Nunca viajei ao espaço e, ao menos que uma revolução tecnológica exploda nos próximos 60 anos, nunca o farei. Mas as diversas equipes de efeitos visuais comandadas pelo visionário diretor Alfonso Cuarón certamente entregaram a coisa mais próxima de uma experiência fora da Terra que encontraremos numa tela de cinema durante um bom tempo. Rodado quase que todo em greenscreen, Gravidade apresenta imagens perfeitas e sempre verossímeis com a trama, armando o palco perfeito para o desenrolar desta.

MAQUIAGEM

A Morte do Demônio

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Simples: como você transforma a dócil e adorável Jane Levy (aqui) num demônio sangrento,”babarrento” e sinistro? É o que a equipe de maquiagem do remake de A Morte do Demônio é capaz de fazer, e sem precisar abraçar a monstruosidade por completo – olhos amarelos, grandes olheiras e muito sangue são o bastante. Sem falar nos prostéticos especiais que substituíram diversos efeitos de computação gráfica, como aquela que retrata uma mutilação na mandíbula de uma das personagens (é isso aí, maquiagem… Veja aqui). Mão na massa (literalmente) é sempre mais divertido.

TRILHA SONORA

Rush: No Limite da Emoção | Hans Zimmer

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Hans Zimmer teve um excelente ano. Além de reiventar a música do Superman (tendo de se equiparar ao icônico trabalho de John Williams) com eficiência em O Homem de Aço e adentrar em território dramático com o oscarizável 12 Anos de Escravidão, o compositor alemão forneceu uma das mais energéticas trilhas sonoras de sua carreira com Rush: No Limite da Emoção. Dominada por percussões de guitarra e violoncelo graves, a música de Zimmer para a saga dos competidores de fórmula 1 funciona tanto nas excelentes cenas de corrida (trazendo sons que evocam o interior de motores e a mecânica dos veículos) quanto nas de tragédia; além de não ser uma má opção para se ouvir enquanto você pega a estrada. Ouço até hoje.

Faixa Preferida: Car Trouble

+ 10 Faixas Memoráveis do Ano

“Able-Bodied Seaman”  – Jonny Greenwood | O Mestre

“London Calling” – Michael Giacchino | Além da Escuridão – Star Trek

“Flight” – Hans Zimmer | O Homem de Aço

“Whales” – Marco Beltrami | Guerra Mundial Z

“Mind over Matter” – Marco Beltrami | Carrie, A Estranha

“She is of the Heavens” – Dario Marianelli | Anna Karenina

“Gravity” – Steven Price | Gravidade

“All Boundries are Conventions” – Tom Tykwer, | A Viagem

“The Heist” – | Em Transe

“Wire to the Head” – Daniel Pemberton | O Conselheiro do Crime

CANÇÃO DO ANO

I See Fire – Ed Sheeran | O Hobbit: A Desolação de Smaug

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Não foi fácil escolher a melhor canção de 2013. Tivemos a bela “Atlas” de Coldplay tocada em Jogos Vorazes: Em Chamas, a perfeitamente dark “Becomes the Color” em Segredos de Sangue e praticamente todo o álbum de O Grande Gatsby (destaque para “Over the Love” e “Young & Beautiful”), mas fui completamente fisgado pela linda canção final de O Hobbit: A Desolação de Smaug. Tocada durante os créditos finais, “I See Fire”, de Ed Sheeran, surge quase como uma catarse após o espetacular clímax envolvendo anões, batalhas, dragões e, claro, fogo. Apropriadíssima.

MELHOR SEQUÊNCIA DE CRÉDITOS (ABERTURA OU ENCERRAMENTO)

Homem de Ferro 3

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Não estou exagerando quando digo que a sequência de créditos finais foi meu momento preferido de Homem de Ferro 3. Composta por uma habilidosa montagem de clipes dos filmes anteriores, efeitos que remetem diretamente à estética de histórias em quadrinhos e uma música acertadamente histérica de Bryan Tyler, a sequência foi ótima para relembrar o primeiro filme de Tony Stark, me fazendo perceber o quão decepcionante fora o resultado desse novo filme.

SURPRESA DO ANO

Invocação do Mal

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Parecia só mais um filme de terror sem graça e esquecível quando vimos o primeiro trailer. E talvez realmente o tivesse sido, não fosse o requintado roteiro, o elenco carismático liderado por Vera Farmiga e Patrick Wilson e a excepcional direção do malasiano James Wan, que é eficaz ao evocar nossos principais medos em uma narrativa tensa, provocadora e capaz de deixar o espectador horas acordado antes de dormir. Um terror de classe e à moda antiga, uma belíssima surpresa.

DECEPÇÃO DO ANO

Carrie, A Estranha

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A maioria das pessoas geralmente é completamente contra remakes. Eu pessoalmente não vejo problema, e fiquei extremamente empolgado quando Chloë Grace Moretz foi escalada para estrelar a nova adaptação de Carrie, A Estranha; pode olhar no post do ano passado: estava no meu top 5 de mais esperados para 2013. E o resultado foi realmente broxante e esquecível, ocasionadas por falta de novidades e a artificialidade com que tratou a consagrada história de Stephen King. Pior ainda foi ver a talentosa Moretz passando vexame com sua péssima performance, certamente o grande demérito da produção.

MENÇÃO (DES) HONROSA: O “vilão” de Ben Kingsley em Homem de Ferro 3.

USO DE 3D

O Grande Gatsby

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Eu gosto de 3D, mas o 3D de verdade; não aquela porcaria convertida (que raramente traz bons resultados) que os estúdios vendem para dobrar sua arrecadação. E além disso, é prazeroso quando seu diretor compreende o uso narrativo dessa elegante ferramenta, algo que certamente se aplica a Baz Luhrmann em sua adaptação para o clássico de Fitzgerald. Filmado com câmeras de 3D estereoscópico (como deve ser), Luhrmann cria lindas imagens que valorizam a sobreposição do elenco, o que só melhora graças a, ironicamente, um defeito: a artificialidade dos cenários em greenscreen exacerba o efeito de profundidade, tornando a experiência um colírio para os olhos. O melhor 3D desde Avatar, fácil.

MELHORES TRAILERS

1. O Lobo de Wall Street | Trailer 1

2. Interstellar | Teaser Trailer

3. O Hobbit: A Desolação de Smaug | Trailer Final

5 BELOS PÔSTERES

Ninfomaníaca

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Segredos de Sangue

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Jogos Vorazes: Em Chamas

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Nebraska

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O Grande Gatsby

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OS FILMES MAIS AGUARDADOS PELO AUTOR PARA 2014

Anjos da Lei 2

12 Anos de Escravidão

Interstellar

O Lobo de Wall Street

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido