Arquivo para eddie redmayne

Primeiro trailer de ANIMAIS FANTÁSTICOS & ONDE HABITAM

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 15 de dezembro de 2015 by Lucas Nascimento

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O universo de J.K. Rowling está de volta aos cinemas. A autora da saga Harry Potter assina o roteiro de Animais Fantásticos & Onde Habitam, história ambientada cerca de 70 anos antes dos eventos protagonizados pelo Menino que Sobreviveu, trazendo Eddie Redmayne como Newt Scamander, um estudioso de criaturas mágicas que viaja para Nova York.

Confira o primeiro trailer:

O elenco conta ainda com Katherine Waterston, Colin Farrell, Ezra Miller, Ron Pearlman e Jon Voight. David Yates (dos últimos quatro Harry Potters) é o diretor.

Animais Fantásticos & Onde Habitam estreia em Novembro de 2016.

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SCREEN ACTORS GUILD 2016: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 9 de dezembro de 2015 by Lucas Nascimento

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Confira abaixo os indicados ao SAG Awards 2016, nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO

Beasts of No Nation

A Grande Aposta

Spotlight – Segredos Revelados

Straight Outta Compton – A História do N.W.A.

Trumbo

MELHOR ATOR – LONGA METRAGEM

Bryan Cranston | Trumbo

Johnny Depp | Aliança do Crime

Leonardo DiCaprio | O Regresso

Michael Fassbender | Steve Jobs

Eddie Redmayne | A Garota Dinamarquesa

MELHOR ATRIZ – LONGA METRAGEM

Cate Blanchett | Carol

Brie Larson | Room

Helen Mirren | A Dama Dourada

Saiorse Ronan | Brooklyn

Sarah Silverman | I Smile Back

MELHOR ATOR COADJUVANTE – LONGA METRAGEM

Christian Bale | A Grande Aposta

Idris Elba | Beasts of No Nation

Michael Shannon | 99 Rooms

Mark Rylance | Ponte dos Espiões

Jacob Trambley | Brooklyn

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – LONGA METRAGEM

Rooney Mara | Carol

Rachel McAdams | Spotlight – Segredos Revelados

Helen Mirren | Trumbo

Alicia Vikander | A Garota Dinamarquesa

Kate Winslet | Steve Jobs

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

Evereste

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Mad Max: Estrada da Fúria

Missão: Impossível – Nação Secreta

Velozes & Furiosos 7

A cerimônia do SAG acontece em 30 de Janeiro de 2016.

Primeiro trailer de A GAROTA DINAMARQUESA

Posted in Trailers with tags , , , , , on 1 de setembro de 2015 by Lucas Nascimento

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O diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei, Os Miseráveis) está de volta com A Garota Dinamarquesa, filme que traz Eddie Redmayne no papel de Lili Elbe, a primeira transgênera da História. O elenco ainda conta com a cada vez mais atarefada Alicia Vikander (do ótimo Ex Machina).

Confira:

Será mais um Oscar para Redmayne?

A Garota Dinamarquesa estreia em 27 de Novembro nos EUA.

OSCAR 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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MELHOR FILME

Birdman

MELHOR DIRETOR

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Grande Hotel Budapeste

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” | Selma

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR CURTA-METRAGEM

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feast

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Um | Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegou a hora do Oscar 2015, uma corrida estranha que promete trazer algumas surpresas, apesar de – pra variar – muita coisa já estar indubitavelmente previsível. Vamos lá:

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Steve Carell | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Papel: John du Pont

É uma grande mudança para Steve Carell, o que ele faz aqui em Foxcatcher. Na pele do milionário esquizofrênico que torna-se obcecado em ganhar a medalha de ouro para seu time de luta olímpíca, o comediante se transforma em uma figura assombrosa e imprevisível, e não apenas pelas próteses faciais. John du Pont fala baixo, devagar e mantém sempre um olhar fixo quando trava em um diálogo, e Carell é bem-sucedido ao não fazer do personagem uma caricatura, controlando até mesmo sua respiração a favor da performance. Nunca esperaria algo assim do ator.

Bradley Cooper | Sniper Americano

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Papel: Chris Kyle

Terceira indicação ao Oscar consecutiva de Bradley Cooper, o ator meio que entrou de intruso por sua forte performance em Sniper Americano (na teoria, esta seria a vaga de Jake Gyllenhaal, por O Abutre). A real é que Cooper realmente se destaca no filme, ainda mais por seu absurdo ganho de massa muscular, que o transformam em um brutamontes, e o sotaque texano que o ajuda a entrar na pele de Chris Kyle. Mas sinceramente? Não acho digno de uma indicação.

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

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Papel: Alan Turing

Um dos mais simpáticos e talentosos atores de nossa geração, Benedict Cumberbatch conquista sua primeira indicação ao Oscar naquele que certamente é seu papel mais desafiador. Em O Jogo da Imitação, o ator dá vida ao matemático Alan Turing, um sujeito tímido, introvertido e inadvertidamente arrogante, escondendo também sua homossexualidade em uma época difícil. Cumberbatch está excelente ao assumir os trejeitos de Turing sem transformá-lo em uma caricatura, expressando sua inteligência e insegurança em uma performance intensa e comovente.

Michael Keaton | Birdman

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Papel: Riggan Thomson

O Cavaleiro das Trevas ressurge! Michael Keaton literalmente nasceu para vivier o personagem principal de Birdman, já que ele é praticamente uma paródia de si mesmo. O ator esquecido pelo público após desistir de viver um popular super-herói no cinema, agora tentando se reiventar no comando de uma ousada peça de teatro, no qual também é o protagonista. O Riggan Thomson de Keaton é ambicioso e até egocêntrico, mas o ator acerta ao sempre deixar a vulnerabilidade de Thomson em evidência, especialmente quando o vemos contracenar com um ator mais capaz (o Mike Shiner de Edward Norton) ou quando tenta reparar relações com sua filha, Sam. Há ainda espaços para elementos mais cômicos, como o sorriso sádico que Riggan esboça invariavelmente ou suas crises alucinógenas com o fantasma de Birdman.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia
  • Critics Choice Awards

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

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Papel: Stephen Hawking

Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo pode soar como “cota de ator interpretando deficiente” da Academia, mas a verdade é que realmente é um trabalho impecável. Obviamente, é um trabalho que exige um comprometimento físico assustador, e Redmayne surpreende ao trazer cada aspecto da doença de Stephen Hawking à tona de forma convicente e pesada, mas sem cair para uma caricatura exagerada. O ator consegue criar nuances sutis dentro do limitado estado da paralisia, seja em um levantar de sobrancelha, uma piscada ou leve tentativa de sorrir, somos capazes de encontrar ali o senso de humor de Hawking, e também seu afeto.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama

APOSTA: Eddie Redmayne

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Michael Keaton

MEU VOTO: Eddie Redmayne

FICOU DE FORA: Jake Gyllenhaal | O Abutre

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Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre, e estupidez sem tamanho da Academia não reconhecê-lo, já que ele está melhor do que qualquer um dos indicados…

Menção Honrosa: David Oyelowo | Selma

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Marion Cotillard | Dois Dias, Uma Noite

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Grande surpresa da categoria, Marion Cotillard recebeu sua segunda indicação ao Oscar, 7 anos após sua vitória pelo inebriante Piaf: Um Hino ao Amor. Não assisti a Dois Dias, Uma Noite ainda, mas vale apontar que é uma performance toda em francês (assim como sua vitória por Piaf), algo difícil de ser reconhecido pela Academia.

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

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Papel: Jane Hawking

Após assistir A Teoria de Tudo, sinto que quero casar com Felicity Jones e fugir para um chalé nas florestas da Alemanha. Não só por sua beleza radiante e seu sotaque britânico delicioso, mas também pela doçura e determinação que a atriz demonstra no papel de Jane, a incansável esposa de Stephen Hawking. Jones começa como uma jovem apaixonada e delicada, e a doença de Stephen logo testa seus limites, revelando sua força e o iminente desgaste, o que prova que Jane é apenas um ser humano, e não uma super mulher. Ótima performance.

Julianne Moore | Para Sempre Alice

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Papel: Dra. Alice Howland

Eu achei difícil de acreditar que Julianne Moore ainda não tinha um Oscar na estante, mas ela sem dúvida garantirá um com seu trabalho em Para Sempre Alice. É a história real de uma professora universitária que se viu vítima de Alzheimer, e a doença dá a Moore o desafio de representá-la fielmente nas telas.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

Rosamund Pike | Garota Exemplar

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Papel: Amy Elliot Dunne

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção. Sem falar que ela manda muito bem em uma das cenas mais sangrentas que eu já vi na vida.

Reese Witherspoon | Livre

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Papel: Cheryl Strayed

Depois de sua vitória em 2006 por Johnny & June, Reese Witherspoon volta à cerimônia na pele de mais uma mulher esforçada. Cheryl Strayed embarcou num exaustivo walkabout após a morte de sua mãe, caminhando incessavelmente por trilhas especializadas nos EUA. Whiterspoon surge muito bem em cena, sem qualquer luxo ou maquiagem elaborada: suja, suada, arrancando unhas do pé e reações realistas diante de sua jornada: é uma mulher forte e feminista, mas que se assusta ao encontrar uma cobra no meio do deserto – como qualquer um faria.

APOSTA: Julianne Moore

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse é o ano dela.

MEU VOTO: Rosamund Pike

FICOU DE FORA: Sarah Snook | O Predestinado

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Papel: A Mãe Solteira

Nem em um milhão de anos eu esperaria que o trabalho de Sarah Snook no pouco conhecido O Predestinado fosse lembrado pela Academia. O que é uma pena, já que Snook teve um dos papéis mais desafiadores do ano passado, na pela da misteriosa Mãe Solteira, uma jovem que é enganada, tem o coração partido e acaba em uma estranha jornada transexual, colocando-a de frente com o Agente Temporal de Ethan Hawke. Snook é simplesmente impecável.

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Robert Duvall | O Juiz

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Achei impressionante a Academia ter lembrado desse filminho mediano que é O Juiz, representado aqui pela performance do veterano Robert Duvall. O ator interpreta o personagem-título, um renomado juiz que é acusado de homícido, ao mesmo tempo em que lida com a morte de sua esposa, a complicada relação com o filho e um câncer letal. Fórmula perfeita para que Duvall entregue uma boa atuação, mas nada realmente espetacular: é uma indicação apenas para celebrar a carreira deste grande ator.

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Papel: Mason Evans Sr.

Como é bom ver Ethan Hawke ser indicado como ator novamente. Em Boyhood, ele meio que reprisa boa parte de seu papel na trilogia de Antes do Amanhecer, fazendo o típico sujeito boa praça e que se dá bem com os filhos, mesmo que seja um adulto irresponsável e não tão bem sucedido. Como o próprio protagonista, Hawke vai amadurecendo e mudando ao longo da narrativa de 12 anos, começando como o arquétipo do sonhador/irresponsável até chegar a um nivel mais estável, representado também por sua mudança fisionômica.

Edward Norton | Birdman

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Papel: Mike Shiner

Que alegria é ver Edward Norton em um papel que lhe permita explorar seu imenso talento. Em Birdman, Norton da vida a um obsessivo ator de Método que trava diversos confrontos com Riggan Thomson, sempre deixando claro como suas capacidades de atuação são melhores, esbanjando egocentrismo. Mas Mike Shiner também é vulnerável como Thomson, especialmente quando se revela incapaz de ter uma ereção, ao menos que esteja no palco. É um retrato de um artista que se perdeu dentro de seu comprometimento obsessivo por viver outras pessoas, e Norton está impecável – e também muito engraçado, nos momentos em que o papel requer.

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Papel: David Schultz

De todos os personagens em Foxcatcher, o David Schultz de Mark Ruffalo é sem dúvida o mais admirável, correto e generoso. Lutador olímpico mais eficiente do que seu irmão Mark, ele não mede esforços pada ajudá-lo no treinamento, e também sempre prioriza sua família. Ruffalo é eficiente ao fazer de Schultz um “cara bacana” e também uma alma verdadeiramente boa, sem arrogância ou ataques de raiva – mesmo que não se entenda com John du Pont, ele nunca perde sua postura.

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Papel: Terence Fletcher

J.K. Simmons consegue aqui sua chance para brilhar em um papel poderoso e inesquecível. Terence Fletcher é o obcecado professor de jazz que acredita em métodos pouco ortodoxos para extrair a melhor performances de seus músicos aprendizes, não poupando nos gritos, esculachos e insultos homofóbicos e racistas. Simmons é impecável ao criar uma figura assustadora, mas também é genial ao não fazer deste uma mera caricatura malvada, dando vida a um personagem enigmático e capaz de nos fazer compreender seus motivos.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: J.K. Simmons

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dele.

MEU VOTO: J.K. Simmons

FICOU DE FORA: Josh Brolin | Vício Inerente

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Papel: Detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen

Olha, nem assisti a Vício Inerente (valeu, Warner!) mas só pelo trailer é possível ver o quão divertido Josh Brolin parece estar. Sei que uma suposição por peça de marketing não é o bastante para julgar se ele merecia ou não ser indicado (ele garantiu uma vaga no Critics Choice), mas a cena de seu personagem gritando em chinês já é antológica.

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Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Papel: Olivia

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Laura Dern | Livre

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Papel: Bobbi

De todas as indicações ao Oscar deste ano, esta é a que faz menos sentido. Pra começar que Laura Dern não tem pouco tempo em cena como a mãe de Cheryl Strayed, aparecendo em curtos flashbacks. Tais momentos revelam uma mulher sonhadora, ingênua e que tenta olhar a vida com otimismo, mesmo quando um câncer ameaça sua saúde. É uma performance eficiente, mas que não traz impacto ou afeto o suficiente para justificar a indicação (não é como Viola Davis em Dúvida, por exemplo), que parece ter acontecido por puro charme.

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

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Papel: Joan Clarke

A única mulher que tem um destaque considerável em O Jogo da Imitação, Joan Clarke se mostra tão inteligente quanto o matemático Alan Turing, e Keira Knightley se sai bem ao construir uma personagem adorável e praticamente o oposto do protagonista. Enquanto Turing é um sujeito inadvertidamente arrogante e antissocial, Clarke é carismática e parece tratar suas habilidades matemáticas como uma brincadeira, criando um contraste interessante com Turing.

Emma Stone | Birdman

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Papel: Sam Thomson

Era uma questão de tempo até Emma Stone ter seu talento reconhecido pela Academia. Ela já havia explodido de carisma no subestimado A Mentira, mas em Birdman ela brilha em seu primeiro papel dramático, na pele da filha ex-viciada em drogas de Riggan Thomson. Stone surge emburrada e sarcástica durante a maior parte da projeção, mas é quando ela tem a chance de soltar sua opinião e emoções fortemente que sua performance realmente vem à tona (o esculacho que Sam dá a seu pai certamente é o melhor exemplo). Também é interessante observar como Stone constrói uma dinâmica diferente com o Mike Shiner de Edward Norton, primeiro personagem a realmente entender quem Sam é.

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

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Papel: A Bruxa

E com Caminhos da Floresta, Meryl Streep chega a 19 indicações ao Oscar em toda a sua carreira. Sua Bruxa no filme de Rob Marshall, apesar de ser listada aqui como coadjuvante, é a personagem que liga todos os demais. É uma mãe amaldiçoada que desesperadamente luta para quebrar um feitiço, ao mesmo tempo em que tenta ajudar o humilde casal de James Corden e Emily Blunt. Streep sabe como ser assustadora, mas também comovente – como fica claro no número musical que protagoniza ao lado de Rapunzel – o que a torna a personagem mais complexa da produção. É uma ótima performance de Streep, pra variar.

APOSTA: Patricia Arquette

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dela.

MEU VOTO: Emma Stone

FICOU DE FORA: Jessica Chastain | O Ano Mais Violento

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Papel: Ana Morales

Caramba, essa mulher não pára de trabalhar… E eu agradeço! Jessica Chastain atuou em 4 filmes em 2014, e nenhuma de suas performances foi lembrada no Oscar. Não assisti a O Ano Mais Violento, mas a crítica elogiou muito a destemida Ana Morales de Chastain, e eu tenho certeza que a atriz está no mínimo melhor do que Laura Dern… Pena.

O Volume Dois, com as categorias técnicas sairá amanhã!

BAFTA 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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O BAFTA aconteceu e temos aqui os vencedores do “Oscar britânico”. Confira:

MELHOR FILME

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME BRITÂNICO

A Teoria de Tudo

MELHOR ESTREIA DE UM DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO

Stephen Beresford (Roteiro), David Livingstone (Produtor) | Pride

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

Ida

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Thomas Curley, Ben Wilkins, Craig Mann

MELHOR MAQUIAGEM/CABELO

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

The Bigger Picture

MELHOR CURTA-METRAGEM

Boogaloo and Graham

MELHOR ESTRELA EM ASCENSÃO

Jack O’Connell

 

| O Destino de Júpiter | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 7 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

JupiterAscending
Mila Kunis é Júpiter Jones

Não deve ser fácil ser Lana e Andy Wachowski. Os dois acertaram em cheio com Matrix em 1999 e receberam uma carta branca para se fazer praticamente tudo o que quiserem, desde adaptar o desenho Speed Racer até o ambicioso A Viagem, narrativa de 6 épocas distintas que dirigiram com Tom Tykwer. Agora, os Wachowski trazem sua primeira ideia original desde o encerramento da trilogia Matrix, abraçando em O Destino de Júpiter um pesado space opera que infelizmente não atende às expectativas.

A trama nos apresenta a Júpiter Jones (Mila Kunis), uma jovem que trabalha limpando banheiros para sua família na Terra. Quando o caçador Caine Wise (Channing Tatum) a encontra, ela descobre ser a reencarnação da rainha de uma dinastia alienígena de mil anos atrás, colocando-a na mira do invejoso Balem Abrasax (Eddie Redmayne), que planeja destruí-la para conquistar seu planeta.

Olha, um produtor precisa ter muita confiança para financiar algo como O Destino de Júpiter, pelo simples de motivo de ser um produto original, não adaptado de nenhum material publicado, e por certamente ter custado uma grana alta para os cofres da Warner. E outra, é ridículo demais. Além de a trama se arrastar ao ficar discutindo questões territoriais embaseadas em uma filosofia barata (o roteiro ataca o consumismo, o capitalismo e o sistema, mas nunca se aprofunda nisso) – meio como A Ameaça Fantasma fez no passado – o design das criaturas é risível e estranho, apresentando-nos a híbridos de humanos e animais, que certamente despertarão o riso em algum momento (o que dizer daquele homem-elefante?). Nem as cenas de ação (área que os Wachwoski dominaram como ninguém em Matrix) empolgam, soando genéricas e dosadas demais em efeitos visuais pesados.

O casal de protagonistas também é do mais preguiçoso. Desde as performances automáticas de Kunis e Tatum (a atriz grita mais do que a mocinha de Indiana Jones e o Templo da Perdição, imaginem), o romance dos dois é artificial e repleto de frases intimistas que parecem ter saído de um romance sci fi de Stephenie Meyer (“Você quer me morder?” é apenas um exemplo), sem falar que Caine salva a protagonista exatamente da mesma forma uma dúzia de vezes – mas tudo bem, porque ele tem um par de patins gravitacionais, o que é bem foda. Quem parece se divertir a beça ali é Eddie Redmayne, que está exagerado e afetadíssimo como o vilão Balem, rendendo bons momentos. Pena que o filme o desperdiça ao apostar em inúmeras subtramas e personagens desinteressantes, especialmente o patético núcleo familiar de Jones.

Mas é uma pena ver o navio afundando de forma tão desastrosa. Eu respeito os Wachowski por corajosamente apostar em uma ideia original e com uma mitologia vasta, algo que está cada vez mais esquecido em tempos de remakes, reboots, adaptações de livros em duas partes e inúmeras continuações de mitos do passado. É triste ver que o resultado aqui é um fracasso.

O Destino de Júpiter poderia ter sido o início de algo novo em Hollywood, mas cai na mesmice ao depender de um roteiro preguiçoso, personagens sem graça e uma abordagem um tanto ridícula para temas de ficção científica. Uma pena, mesmo.

Obs: Com todo o festival de excentricidade, não é nenhuma surpresa que Terry Gilliam magicamente aparece numa participação especial.