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O Mundo e os Sete Mares | Especial PIRATAS DO CARIBE – NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

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Yo-ho e uma garrafa de rum! Certo, está estreando mundialmente nos cinemas Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, que promete mais Jack Sparrow para o público. Acompanhem o especial:


Johnny Depp e o diretor Rob Marshall

Em 2007, parecia que a franquia bilionária de Piratas do Caribe teria feito sua última aventura, com o mediano capítulo entitulado No Fim do Mundo. Mas mesmo com críticas ruins, o filme garantiu uma excelente arrecadação nas bilheterias e o Jack Sparrow de Johnny Depp tornara-se um ícone do cinema moderno. A Disney e o produtor Jerry Bruckheimer nem hesitaram: a quarta aventura ia sair.

Para o camaleão Johnny Depp isso não seria problema, já que o ator compartilhou diversas vezes sua alegria e prazer em fazer o personagem; ,o entanto, o diretor Gore Versbinsky anunciou sua saída do comando da franquia para aventurar-se em novos projetos (como Rango, com o próprio Depp). Então, inicia-se a busca pelo novo diretor e o contratado foi Rob Marshall (especializado em musicais, como Chicago e Nine); será que tem número musical no filme?

Johnny Depp em PIRATAS DO CARIBE - NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Sem Will ou Elizabeth, Jack Sparrow agora é o centro das atenções

Além de Gore Verbinsky, dois protagonistas da trilogia original recusaram convite para a quarta aventura: Keira Knightley e Orlando Bloom, que duvidavam dos rumos de seus personagens e, como Verbinsky, queriam tentar novos papeis. O que faz com que Jack Sparrow segure boa parte do filme sozinho…

Com diretor fechado e roteiro – baseado sutilmente no livro On Stranger Tides de Tim Powers – escrito pela habitual dupla da franquia Ted Elliott e Terry Rossio, as filmagens ambientadas no Havaí, Califórnia e Londres começam. Entrando na onda do 3D, o filme teve parte de suas filmagens realizada com câmeras dessa tecnologia, usando a conversão apenas em momentos específicos. Na trilha sonora, o responsável é (novamente) o genial Hans Zimmer, que dessa vez faz uma parceria com o dueto Rodrigo y Gabriela.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas também pretende iniciar uma nova trilogia, mas com círculo de trama fechado – diferentemente da trilogia original – e que apresente novas histórias. Só espero que saibam a hora de parar.

Capitão Jack Sparrow | Johnny Depp

Ainda bêbado e excêntrico, Jack precisa agora encontrar, a pedido dos ingleses, a mística Fonte da Juventude. Dessa vez, sem o seu precioso Pérola Negra, o que o leva a embarcar no Queen Anne’s Revenge, o navio do temível Barba Negra e retomar uma aliança com Hector Barbossa, sua antiga tripulação e sua ex-namorada Angelica.

Hector Barbossa | Geoffrey Rush

Saído de seus dias de pirataria, Barbossa agora é um corsário no reino de George II e capitão de um navio chamado HMS Providence. Ele aceita ajudar Jack em sua busca pela Fonte, alertando-os sobre os perigos que virão pelo caminho.

Angelica | Penélope Cruz

Filha de Barba Negra, Angelica é uma excêntrica ex-namorada de Jack, que rapidamente tenta convencê-lo a ajudar seu pai durante a busca pela Fonte, nunca demonstrando se seria amor ou interesse.

Barba Negra| Ian McShane

O pirata mais temido dos sete mares, Barba Negra está desesperado para ter sua juventude de volta, por isso vai atrás da Fonte e não mede esforços para encontrá-la. É capitão do Queen Anne’s Revenge.

Previously on Pirates of the Caribbean…

A Maldição do Pérola Negra (2003)

Grande surpresa em sua época de lançamento, a aventura apresentava uma energia contagiante misturada com uma cativante história e um ótimo elenco, liderado por Johnny Depp no papel principal (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator). Um divertido e genuíno entrenimento.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 655,011,224

O Baú da Morte (2006)

Com uma bilheteria bilionária, o segundo filme é mais complexo e sombrio, apresentando personagens interessantes (o Davy Jones de Bill Nighy entra para a história) e rumos diferentes de seu anterior, mas ainda flertando com elementos sobrenaturais. As cenas de ação são melhores e Depp continua perfeito no papel.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 1,065,659,812

No Fim do Mundo (2007)

Aqui a franquia vai por água abaixo ao explorar novos elementos e arriscar reviravoltas constantes e incompreensíveis, tornando o filme uma bagunça estrutural e de roteiro, apesar de conter excelentes efeitos visuais, uma batalha final memorável e mais uma carismática performance de Depp.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 960,996,492

Algumas apostas que a Disney e Bruckheimer vêm fazendo na desesperada tentativa de encontrar um substituto para Piratas:

A Lenda do Tesouro Perdido

Provavelmente o mais sucedido, as aventuras de um grupo de caçadores de tesouro é muito divertida e leve, no mesmo tom de aventura de Piratas, apresentando boas ideias e uma execução formidável. Gerou dois filmes, sendo que o primeiro é superior em quase todos os aspectos. 

Príncipe da Pérsia

Não assisti à adaptação do popular videogame, mas a intenção em criar uma nova franquia é bem evidente… O primeiro não me chama a atenção, o que dirá uma sequência?

O Aprendiz de Feiticeiro

A mais patetica tentativa de iniciar uma franquia já feita em muito tempo… Não só Piratas, mas também apresenta elementos de Harry Potter, DragonBall, Star Wars… Tudo num fiapo de roteiro que entrega-se ao ridículo e dá espaço a bons efeitos visuais. Eu não veria outro desse…

Aqui, uma pequena aula de História sobre alguns piratas famosos:

Barba Negra, vulgo Edward Tech

Um dos mais notórios e famosos piratas de todos os tempos – presente no quarto Piratas do Caribe –, Edward Tech era um corsário a serviço da Coroa Britânica, mas voltou-se para a pirataria e tornou-se capitão do Queen Anne’s Revenge. Cruel e amedrontador, assustava sua tripulação e inimigos ao colocar uma lanterna nas tranças de sua barba, dando a impressão de sua cabeça estar em chamas.

Diz a lenda que Barba Negra escondeu um valiosíssimo tesouro, nunca encontrado por ninguém…

Edward England

Famoso pirata irlandês, era capitão do The Royal James e velejava como a clássica bandeira Jolly Roger. Não era tão desprezível e não matava seus prisioneiros, o que levou a sua decadência: foi amutinado por sua tripulação e depois abandonado na ilha de Maritius, onde mendigou por comida até morrer.

Calico Jack, vulgo John Rackman

Pirata inglês que operava principalmente nas Bahamas, ganhou o apelido em consequência de suas roupas de tecido calico e destacou-se por ter duas tripulantes femininas em sua tripulação (Anne Bonny e Mary Read, famosas piratas que tornaram-se suas amantes). Foi caçado e morto em Royal Port, deixando Anne e Mary grávidas.

Thomas Cavendish

Explorador, almirante e temível corsário inglês, Thomas Cavendish atacou principalmente, territórios brasileiros que incluem São Paulo, vilas de Santos e São Vicente e Espírito Santo, onde foi emboscado em uma batalha e severamente ferido. Thomas morreu após esse ataque.

Bart, o Negro, vulgo Bartholomew Roberts

Um dos maiores piratas da “Era Dourada”, capturou mais de 470 barcos, da América (com direito a visitas no Brasil, com destaque para a Baía de Todos os Santos na Bahia) até o Oeste Africano, entre 1719 e 1722.

Aqui, trago uma galeria das mais famosas “Jolly Roger”, bandeiras que os piratas exibiam em seus navios:

Barba Negra

Calico Jack

Edward England

Henry Every

Edward Low

Christopher Moody

Bartholomew Roberts

Thomas Thew

Hans Zimmer está de volta na trilha de Navegando em Águas Misteriosas, relembremos aqui algumas de suas melhores contribuições para a franquia:

(Obs: Zimmer só compôs para O Baú da Morte e No Fim do Mundo, a ótima trilha do primeiro filme ficou a cargo de Klaus Badelt)

“Davy Jones”

“The Kraken”

“Parlay”

“Singapore”

“Up is Down”

Bônus: Preview da trilha de Navegando em Águas Misteriosas (com Rodrigo y Gabriela)

“Angelica” e “On Stranger Tides” por enquanto são os melhores…

Bem, o especial vai ficando por aqui; espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do novo filme. Até!

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| Pânico 4 | Um eficiente e sangrento retorno

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Suspense, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de abril de 2011 by Lucas Nascimento


Courtney Cox em mais um encontro com o assassino Ghostface

Onze anos  separam Pânico 4 de seu capítulo anterior e, de lá pra cá, muita coisa mudou no gênero de terror: a violência é muito mais explícita, franquias rendem inúmeras continuações desnecessárias e remakes surgem praticamente todo ano. Nesses tempos obscuros, Ghostface retorna para sua sátira ao gênero, saindo-se melhor do que o esperado.

Ambientada 15 anos após o primeiro filme, Sidney Prescott (Neve Campbell) retorna à fictícia Woodsboro onde reencontra velhos amigos e uma nova ameaça do assassino Ghostface, que agora possui novas regras.

A grande inovação proposta – e adequadamente executada – pela franquia Pânico é sua metalinguagem, que leva em consideração que seus personagens já viram outros filmes de terror e, portanto, sabem como sobreviver usando os clichês do gênero slasher como guia. Nesse novo mistério é apropriado como o roteiro de Kevin Williamson lida com o tema remake; seguindo exatamente a mesma estrutura do primeiro filme, deixando claro o desejo do assassino em refazer o filme original, mas com elementos atuais – sangue, exposição dos crimes, entre outros.

Uma ótima ideia que gera uma narrativa ao estilo do primeiro filme, mas que infelizmente traz uma quantidade excessiva de personagens, não encontrando tempo o suficiente para desenvolvê-los de forma complexa. Mas ainda assim, conseguimos atuações eficientes: Neve Campbell apresenta uma Sidney mais forte e madura, David Arquette continua divertido como o bobalhão Dewey e Courtney Cox é agradável como sempre.


Here’s Johnny! Emma Roberts prepara-se para conhecer Ghostface

No lado novo, temos personagens interessantes, mas que rementem ligeiramente aos do primeiro filme: Emma Roberts se sai bem como a emburrada Jill, enquanto Rory Culkin e Erik Nudsen divertem como os cinéfilos Charlie e Robbie, mas quem realmente se sobressai é Hayden Panettiere (da extinta série Heroes) como Kirby; fanática por filmes de terror, brilha na cena em que recita todos os remakes de terror já feitos na atualidade.

Wes Craven continua caprichando na direção, escolhendo bons ângulos e recursos visuais interessantes (a sequência de abertura é genial), criando um clima de suspense apropriado em certos momentos. Mas agora, ele tem outros recursos pelos quais Ghostface pode atacar: celulares, redes sociais e outras ferramentas, conseguindo retratar uma visão um tanto doentia da geração adolescente, mas que possui um certo fundo de verdade, mesmo que levada ao extremo em seu clímax.

Mais estiloso, mas com alguns problemas de roteiro e personagens, Pânico 4 é um belo retorno do assassino Ghostface, que captura bem a forma do gênero atual e oferece um entretenimento genuíno aos fãs. Quanto à identidade do vilão, é a maior surpresa da franquia.

Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

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O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.

| Demônio | Muito clichê, pouco claustrofobófico

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Suspense, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento


Unbreakable: Elemento visual interessante, mas não presente no filme

Antes de tudo, vale ressaltar que Demônio não é um filme de M. Night Shyamalan como os publicitários da Paramount anunciam com tanta convicção. O filme é o primeiro da produtora criada pelo cineasta indiano, a The Night Chronicles, que será composta de algumas ideias nunca realizadas do diretor. A primeira, sobre indivíduos presos em um elevador com o diabo, é um começo mediano.

Partindo de seu chamativo e interessante argumento, o longa é bem sucedido no que a maioria deve esperar: sustos. Há alguns jump-scares memoráveis, principalmente na falta de luz no elevador, mas o filme poderia ir bem mais além; considerando o espaço fechado onde se encontram os personagens, o diretor novato John Erick Dowdle deveria ousar mais nos enquadramentos, criar uma sensação de claustrofobia que seria tão perturbadora quanto efeitos de maquiagem ou truques de edição sonora.

Não que seja um desastre total; Dowdle sabe criar um ou dois momentos de tensão extrema e explorar de maneira onírica sensações de vertigem, especialmente na sequência de abertura, que mostra uma vista da cidade do lado invertido. Infelizmente, ele muitas vezes se entrega a ao já conhecido, ao clichê, perdendo grande oportunidade de ser mais ousado. A parte técnica é eficiente; a fotografia fria e obscura acerta no tom da trama, assim como a trilha sonora (que aliás, toma Hans Zimmer como referência quase o tempo todo).

E por falar em ousadia, é algo que nenhum membro do elenco consegue realizar ou expressar. O personagem do detetive Bowden é, de longe, o que mais consegue ganhar a admiração do espectador – mesmo possuindo diversas características arquétipas – e seu intérprete, Chris Messina, faz um trabalho razoável. As indefesas vítimas presas no elevador são todas detestáveis, esquecíveis e mal interpretadas; apesar de Logan Marshall-Green traçar uma personalidade interessante ao seu personagem.

Assim como Predadores, Demônio tinha uma das melhores premissas do ano, mas foi desperdiçada em decorrência de um roteiro fraquíssimo que não explora seus personagens ou a situação principal de maneira satisfatória e exagera nas coincidências, resultando em um longa mediano e esquecível.

| Scott Pilgrim contra o Mundo | Upgrade em adaptações literárias

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento


Kick-Ass: Scott Pilgrim arrebenta o Primeiro Ex-Namorado do Mal

Finalmente, posso escrever sobre Scott Pilgrim contra o Mundo, que estreia em circuito restrito (apenas em SP e em três cinemas) e têm seu lugar garantido não só como um dos melhores filmes de 2010, mas como uma das melhores adaptações para o cinema de outra mídia; no caso, os geniais quadrinhos de Bryan Lee O’Malley.

Como fã da obra original, aplaudo de pé o trabalho do diretor/roteirista Edgar Wright, que soube transmitir com inteligência e sutilidade alguns dos elementos “inadaptáveis” da HQ, como as onomatopéias, os balões informativos, entre outros. Há também muita influência de videogames; tanto em sua estrutura – o velho jogo de passar de fase, derrotar os vilões e pegar dinheiro – quanto em seus efeitos sonoros e elementos visuais.

Mas toda essa metalinguagem não seria nada sem uma boa montagem (acredite, é) e um roteiro bem elaborado. Comprimindo todas as 6 edições da HQ em pouco mais de 2 horas, o resultado é satisfatório e real; todos os personagens ganham traços específicos e o tempo em cena necessário para o desenvolvimento de cada um deles e muito espaço para bem coreografadas e empolgantes cenas de luta, que ficam ainda melhor com a excelente trilha sonora.

O roteiro aliás, acerta por dar mais ênfase aos momentos mais importantes (os Ex-Namorados do Mal, por exemplo) e aproveitar cenas impactantes que no gibi ocorrem muito cedo – o ataque de Knives Chau (Ellen Wong, excelente e muito talentosa) – e guardá-los para o grande clímax, onde eles têm uma importância maior.

E finalmente, uma análise sobre o elenco. Michael Cera se afasta um pouco da personalidade do personagem-título dos quadrinhos, construindo sua própria versão, acrescentando a ele um pouco mais de insegurança e emoção. Mary Elizabeth Winstead está perfeita como a misteriosa Ramona Flowers, Kieran Culkin absorve com eficiência o papel de Wallace e cada membro da Liga dos Ex-Namorados é arrasador – destacando aqui Brandon Routh e Satya Bhabha.

Com um pouco de tristeza, mas nenhuma surpresa, reparei em como a sala de exibição estava vazia. É lamentável que poucas pessoas tenham o conhecimento de um filme magnífico, divertido e completamente diferente do que você está acostumado de ver. Um upgrade, de fato.