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75 canções elegíveis para o OSCAR 2014

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , on 17 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

Coldplay-Atlas-Mockingjay

Como sempre, foi divulgada a extensa lista que traz todas as canções originais de 2013 que podem descolar uma indicação ao Oscar. Confira:

“Amen”, de All Is Lost
“Alone Yet Not Alone”, de Alone Yet Not Alone
“Doby”, de Tudo por um Furo
“Last Mile Home”, de Álbum de Família
“Austenland”, de Austenland
“Comic Books”, de Austenland
“L.O.V.E.D.A.R.C.Y”, de Austenland
“What Up”, de Austenland
“He Loves Me Still”, de Black Nativity
“Hush Child (Get You Through This Silent Night)”, de Black Nativity
“Test Of Faith”, de Black Nativity
“Forgiveness”, de Brave Miss World
“Lullaby Song”, de Cleaver’s Destiny
“Shine Your Way”, de Os Croods
“Happy”, de Meu Malvado Favorito 2
“Gonna Be Alright”, de Reino Escondido
“Rise Up”, de Reino Escondido
“What Matters Most”, de A Fuga do Planeta Terra
“Bones”, de For No Good Reason
“Going Nowhere”, de For No Good Reason
“Gonzo”, de For No Good Reason
“The Courage To Believe”, de Free China: The Courage to Believe
“Let It Go”, de Frozen: Uma Aventura Congelante
“100$ Bill”, de O Grande Gatsby
“A Little Party Never Killed Nobody (All We Got)”, de O Grande Gatsby
“Over The Love”, de O Grande Gatsby
“Together”, de O Grande Gatsby
“Young & Beautiful”, de O Grande Gatsby
“The Moon Song”, de Ela
“I See Fire”, de O Hobbit: A Desolação de Smaug
“Bite Of Our Lives”, de How Sweet It Is
“Try”, de How Sweet It Is
“Atlas”, de Jogos Vorazes: Em Chamas
“Better You, Better Me”, de The Inevitable Defeat of Mister & Pete
“Bring It On”, de Jewtopia
“Aygiri Nadani”, de Kamasutra 3D
“Har Har Mahadeva”, de Kamasutra 3D
“I Felt”, de Kamasutra 3D
“Of The Soil”, de Kamasutra 3D
“Sawariya”, de Kamasutra 3D
“In The Middle Of The Night”, de O Mordomo da Casa Branca
“You And I Ain’t Nothin’ No More”, de O Mordomo da Casa Branca
“Let’s Take A Trip”, de Live at the Foxes Den
“Pour Me Another Dream”, de Live at the Foxes Den
“The Time Of My Life”, de Live at the Foxes Den
“Ordinary Love”, de Mandela: Long Walk to Freedom
“Monsters University”, de Universidade Monstros
“When The Darkness Comes”, de Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos
“Sacrifice (I Am Here)”, de Murph: The Protector
“The Muslims Are Coming”, de The Muslims Are Coming!
“Oblivion”, de Oblivion
“Sweeter Than Fiction”, de One Chance
“Nothing Can Stop Me Now”, de Aviões
“We Both Know”, de Um Porto Seguro
“Get Used To Me”, de The Sapphires
“Stay Alive”, de A Vida Secreta de Walter Mitty
“So You Know What It’s Like”, de Short Term 12
“There’s No Black Or White”, de Somm
“Cut Me Some Slack”, de Sound City
“You Can’t Fix This”, de Sound City
“Let It Go”, de Spark: A Burning Man Story
“We Ride”, de Spark: A Burning Man Story
“Becomes The Color”, de Segredos de Sangue
“Younger Every Day”, de 3 Geezers!
“Here It Comes”, de Em Transe
“Let The Bass Go”, de Turbo
“The Snail Is Fast”, de Turbo
“Speedin’”, de Turbo
“My Lord Sunshine (Sunrise)”, de 12 Anos de Escravidão
“Make It Love”, de Two: The Story of Roman & Nyro
“One Life”, de The Ultimate Life
“Unfinished Songs”, de Canção para Marion
“For The Time Being”, de O Verão da Minha Vida
“Go Where The Love Is”, de O Verão da Minha Vida
“Bleed For Love”, de Winnie Mandela

Bastante coisa boa aí, lembrando que apenas 5 canções entrarão na lista. Só fiquei abismado com a ausência de qualquer canção de Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum. Enfim, os indicados ao Oscar serão divulgados em 16 de Janeiro.

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| Em Transe | Thriller de hipnose se perde em suas reviravoltas

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , on 3 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

trance

Sou fascinado pela complexidade da mente humana e as incríveis funções do cérebro. Também nunca recusei um bom filme de heist (assalto). Então, após o diretor Christopher Nolan juntar os dois temas com maestria em A Origem, fiquei empolgado com a imersão de Danny Boyle em Em Transe, longa que compartilha de uma premissa similar mas que falha por ultrapassar a linha entre o “absurdamente bom” e o “absurdamente… absurdo”.

A trama gira em torno de um roubo a uma casa de leilões londrina. O bando liderado por Franck (Vincent Cassel) consegue com êxito roubar uma preciosa pintura, mas encontra um desafio ainda maior quando Simon (James McAvoy), o leiloeiro responsável pelo trabalho interno, recebe uma pancada na cabeça e esquece o paradeiro do quadro. Certo de que o sujeito não faz jogo duplo, Franck contrata a terapeuta Elizabeth (Rosario Dawson) para submeter Simon a sessões de hipnose, visando ajudá-lo a se lembrar de tudo.

É uma premissa sedutora para qualquer cineasta. Dono de um estilo autoral invejável, Danny Boyle fornece ao longa um visual arrebatador, dando ao diretor de fotografia Anthony Dod Mantle a possibilidade de “brincar” e experimentar diversas paletas de cores e iluminações distintas – dentre as quais destaca-se a contra-luz, utilizada com frequência. Boyle também é criativo ao oferecer diversos enquadramentos que capturam a estranheza de situações e ambientes, seja pela posição da câmera (que constantemente opta pelo “ângulo holandês, inclinado) ou pelas diferentes lentes escolhidas, alcançando um resultado onírico que se assemelha muito com seu trabalho em Trainspotting.

Mas se Em Transe é visualmente estimulante, também revela-se uma narrativa desequilibrada e cheia de furos. O roteiro de Joe Ahearne e John Hodge (que já havia sido adaptado em 2001 para a televisão) é hábil em fornecer enigmas e questionamentos para o espectador – especialmente por iniciar o longa na “metade” da história – e preencher seus personagens com atitudes capciosas.  No entanto, é decepcionante ao buscar explicações absurdas para os mistérios do longa, principalmente pelo implausível arco da Elizabeth de Rosario Dawson (que exibe corajosamente seu corpo em momentos-chave) e das demais reviravoltas que não fazem sentido dentro da trama. É difícil falar sobre suas falhas sem entregar spoilers, mas basta dizer que o longa se perde na tentativa de gerar ambiguidade.

Com uma trilha sonora agitadíssima assinada por Rick Smith, Em Transe é cativante em sua premissa e trabalho visual, mas são elementos desperdiçados por uma narrativa bagunçada e desestruturada. É daqueles filmes pra se ver com muita atenção, pois dessa forma será possível enxergar todos os furos de seu roteiro.