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Não caia no sono! – Especial A HORA DO PESADELO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

Ansioso como eu para a estreia do remake de A Hora do Pesadelo? Então você vai adorar este novo especial. Continue lendo e… Não caia no sono!

O Clássico

                                                   Robert Englund como o Freddy original

O primeiro filme de A Hora do Pesadelo foi lançado em 1984, dirigido pelo genial Wes Craven. O filme grotesco e bem trash, é hoje visto como um clássico e o assassino Freddy Krueger tornou-se um dos mais memoráveis personagens do cinema. Gerou uma série de continuações que, apesar de divertidas, não chegaram aos pés do original. Robert Englund ficou imortalizado como o personagem, interpretando-o nos sete filmes da série, incluindo um confronto com Jason Voorhees.

Origem do Personagem

Wes Craven relatou algumas vezes, as principais inspirações para a criação do personagem: Quando estava na escola, foi perseguido por um valentão chamado Fred, levou um susto de um mendigo usando um suéter listrado e ficava fascinado com seu gato arranhado a parede. Além disso, ele buscou inspiração em uma reportagem de jornal que mostrava pessoas que tinham pesadelos tão intensos que o ritmo cardíaco aumentava até a morte delas. Agora se os pesadelos eram com um homem de luva de garras…

O Remake

Depois de dar um novo ar ao assassino Jason Vorhees de Sexta-Feira 13,a Platinum Dines resolveu fazer o mesmo com Freddy Krueger. O escolhido foi Jackie Earle Haley, que não só foi aprovado por Robert Englund, como também tem o físico e as feições mais próximas que o personagem exige.

 Dirigido por Samuel Bayer e produzido por Michael Bay (se o filme der errado já temos em quem por a culpa), o filme promete ser muito mais sombrio e sério do que a franquia original, eliminando o lado cômico de Freddy e expandindo seu universo um pouco mais, lidando com a questão se o assassino era ou não, um pedófilo.

Personagens

Freddy Krueger (Jackie Earle Haley)

Acusado de pedofilia, Freddy Krueger foi caçado e morto pelos pais das crianças acusadas. Incinerado, Krueger retornou como um espírito, atacando adolescentes em seus sonhos e, matando-as na vida real. Rosto queimado, chapéu fedora, suéter listrado e a luva de garras que não podia faltar, o assassino tem a capacidade de fazer o que quiser nos sonhos: mudar seu tamanho, manipular cenários… Tudo.

 

Nancy Holbrook (Rooney Mara)

Personagem do original de 1984, a adolescente Nancy é, de longe, a protagonista do longa e principal oponente de Freddy neste filme. Ela e seus amigos procurarão uma forma de impedir o assassino dos sonhos de parar com seus crimes. Nancy conhecia Freddy desde criança, sendo provavelmente sua primeira vítima, mas não se lembra dele. Ela trabalha como garçonete em um café-restaurante.

 

 

Quentin O’Grady (Kyle Gallner)

Quando passa a ter sonhos com Freddy, o jovem Quentin passa a pesquisar sobre o assassino e maneiras para ficar acordado. Ele acha que todos devem se unir e encontrar uma solução. Tem uma queda por Nancy.

 

 

 

 

Dean Russell (Kellan Lutz)

 Namorado de Kris Fowles, Dean é o primeiro que começa a sofrer os pesadelos de Freddy Krueger, tentando alertar seus amigos sobre o perigo de cair no sono. Infelizmente ele é morto pelo serial killer antes de dar mais explicações.

 

 

 

Jesse Braun (Thomas Dekker)

Jesse é o cara mais confiante e determinado do grupo. Dá a iniciativa para que todos parem de dormir, mas é preso quando Kris é assassinada por Freddy e ele é confundido com o maníaco, indo parar na prisão.

 

 

 

 

Kris Fowles (Katie Cassidy)

 Tenho quase certeza de que Kris é “a amiga gostosa que morre rápido”. Ela é uma das primeiras vítimas de Freddy (como o trailer deixa bem claro) e, antes de morrer, tem o papel de protagonista. Ela segue uma das garotinhas sinistras que pulam corda em um de seus sonhos, procurando encontrar pistas sobre o maníaco.

 

 

 As 5 melhores mortes de Freddy Krueger

Já que o novo filme vai ser bem sério, não teremos cenas de pesadelos malucas e divertidas como a da série original. Acompanhem comigo as 5 melhores mortes causadas por Freddy Krueger, de acordo com minha opinião pessoal. Atenção, alguns clipes podem possuir cenas fortes.

5- Duelo nos quadrinhos

É evidente que Freddy Krueger tenha perdido seu elemento de terror, transformando-se em um verdadeiro palhaço. Prova disso? Confira a cena de A Hora do Pesadelo 5 – O maior horror de Freddy, onde o assassino persegue um adolescente em uma hq(!), de skate(!!) e a vítima transforma-se em um super-herói (!!!) e Freddy em um super-vilão(!!!!).

4-  Engolido na cama

Haja galões de sangue falso… Em uma cena do primeiro filme da série, Johnny Depp tira um cochilo em sua cama, sendo puxado por Freddy para dentro dela. O resultado? Confira abaixo, em uma cena que ainda dá calafrios:

3- Moto transformista

Cena muito interessante, onde um dos protagonistas tenta fugir em uma moto, mas tem uma grande surpresa… O veículo transforma-se em Freddy, que começa a se fundir com o adolescente. Para a época, foi um efeito muito bem produzido.

2- Perseguição de Tina

Mais uma do primeiro filme, é sem dúvida uma clássica cena; quando vemos Freddy pela primeira vez, damos uma boa olhada em sua cara e vemos o que ele pode fazer. Sempre dou risada quando ele sai de trás da árvore.

1- A Marionente

Número um! Minha morte preferida vem do terceiro filme da série, e mostra Freddy fazendo de um adolescente uma marionente. É uma cena bem arrepiante, bem pensada e o stop-motion de Krueger é sensacional.

Vídeo comemorativo

Para aproveitar o lançamento do filme, confiram abaixo um vídeo que editei, com a colaboração do meu amigo Mecca Esportes, com cenas do novo filme e a sinistra música Requiem for a Dream. Aproveitem:

Bom, o especial vai ficando por aqui, espero que tenham gosta e entrem no fim de semana para conferir a crítica. Antes de ir, quero todo mundo em coral cantando a sinistra música de Freddy:

One, Two, Freddy’s comming for you

Three, four, better lock your door

Five, six, grab a crucifix

Seven and eight, gonna stay up late

Nine, ten, never sleep again

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E o Oscar vai para…(Parte III) – Sons e músicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Aumente o volume e abra os ouvidos! Na terceira parte do especial sobre o Oscar, avaliarei as categorias que envolvem sons e músicas: Melhor Edição de Som, Mixagem de Som, Trilha Sonora Original e Canção Original.

Antes de começarmos, gostaria de explicar para aqueles que não sabem, a diferença entre Mixagem e Edição de Som. Bem, a Edição consiste em editar, cortar e modificar de qualquer maneira um efeito sonoro capturado ou criado, por exemplo amplificar a voz do ator. A Mixagem, considerada por alguns a parte mais difícil da pós-produção, consiste em unir todos os sons e trilha dentro do filme, modificando a intensidade e o volume de todos os efeitos sonoros e as músicas.

Para cada categoria de Som, montei um vídeo de amostras. Vejam abaixo.

Melhor Edição de Som

Avatar – Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle

Os efeitos sonoros de Avatar são complicados. Temos armas avançadas, rugidos de criaturas, etc… Todos muito bem produzidos e editados de acordo com suas cenas. Curiosidade: Muitas pessoas no Youtube comentaram que o grito do Thanator é idêntico ao do T-Rex de Jurassic Park. Veja, reveja e tire suas próprias conclusões.

Bastardos Inglórios – Wylie Stateman

Os efeitos sonoros do épico de guerra de Quentin Tarantino, não possuem elementos de ficção científica, raios ou naves. São sons mais tradicionais, entretanto, muito bem editados e utilizados, indo de tiros até bastões de beisebol.

Guerra ao Terror – Paul N.J. Ottosson

O mais bacana d0s sons de Guerra ao Terror, são as cenas em que algum personagem está dentro da roupa anti-bombas (o Hurt Locker do título original); são produzidos écos e uma acústica interessante. Há também muitas explosões para os mais exigentes.

Star Trek – Mark Stoeckinger e Alan Rankin

O que esperar dos sons de um filme que teve a colaboração de Ben Burtt, gênio por trás dos mais marcantes sons da saga Star Wars? Com certeza muitos sons bizarros e dignos de ficção científica. Os sons são bem controlados e muito elegantes.

Up – Altas Aventuras – Michael Silvers e Tom Myers

Mais uma vez, uma animação da Pixar foi indicada para melhor edição de som. Os efeitos sonoros de Up são muito bacanas, não chegando a serem tão ensurecedores, nem muito controlados, mas é um trabalho decente. As cenas de ação e o primeiro voo de Carl são o grande destaque.

Melhor Mixagem de Som

Avatar – Chistopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson  

Para se ter uma idéia do verdadeiro trabalho de mestre que são os efeitos sonoros de Avatar, ver na tela do computador não basta. Deve-se ver no cinema (de preferência IMAX) e ouvir com clareza os efeitos sonoros caprichados criados para o filme. A música de James Horner mistura-se com perfeição aos efeitos caprichados.

Bastardos Inglórios – Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano 

O bacana dos sons de Bastardos Inglórios, principalmente os das cenas de ação, é que eles vem do nada. Estamos em uma longa cena de diálogo (onde o som das vozes já é bem editado) e, subitamente, somos surpreendidos por tiroteios ensurecedores, mas ainda assim, bem controlados.

Guerra ao Terror – Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett 

A mixagem de Guerra ao Terror é caprichada. As explosões são ensurecedoras, e no clipe que selecionei, observe que o som mistura o barulho da explosão, a respiração do soldado, a areia se levantando… Excelente trabalho de som.

Star Trek – Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin 

 Batalhas espaciais, perseguições de carros… São muitos os exemplos da caprichada mixagem de sons de Star Trek. Assistindo no blu-ray, pude ouvir com mais clareza e atenção ao trabalho feito, principalmente, nas cenas de batalhas no espaço. Faço questão de destacar um momento, no início do filme, em que uma nave está sendo bombardeada e escutamos os sons ensurecedores no interior dela; então uma pessoa é sugada para o espaço e o sons de raios e explosões se cala. Caso você não sabia, o som não se propaga no espaço…

Transformers – A Vingança dos derrotados – Greg P. Russel, Gary Summers e Geofrey Patterson 

Tudo bem que a segunda aventura dos robôs transformistas foi bem abaixo do esperado, mas a mixagem de som é bem interessante. Misturando os sons caprichados de seus robôs gigantes e as explosões incecantes, é fácil se perder visualmente, mas o som fica espetacular, se visto em uma sala de cinema.

Melhor Trilha Sonora Original

Avatar  – James Horner (Ouça uma faixa aqui)

Dos indicados, a trilha de James Horner para Avatar é, de longe, a mais épica e excitante. A maioria das faixas são compostas por músicas mais amigáveis e felizes, com cantoria e etc… Pessoalmente, essa trilha não me agrada tanto quanto as duas últimas, The Destruction of Hometree e War, que conseguem ser bem mais épicas e dramáticas.

O Fantástico Sr. Raposo – Alexandre Desplat (Ouça uma faixa aqui)

O francês talentoso já criou muitos temas belos e memoráveis. Sua colaboração na animação de Wes Anderson é fundamental. Criou temas muito divertidos, misteriosos e animados. Porém esse ano, suas chances são bem menores.

Guerra ao Terror – Marco Beltrami & Buck Sanders (Ouça uma faixa aqui)

Na minha opinião, a trilha de Guerra ao Terror não deveria ter sido indicada. Claro, são faixas mais tensas e curtas, mas a maioria das músicas não me agradou. A única excessão é a excelente The Hurt Locker, que você pode escutar no link acima.

Sherlock Holmes – Hans Zimmer (Ouça uma faixa aqui)

A sensacional trilha de violinos composta pelo brilhante Hans Zimmer é a minha preferida da categoria, merecendo com certeza a estatueta. O compositor alemão já fez trilhas inesquecíveis, como a de Batman – O Cavaleiro das Trevas e Piratas do Caribe.  No entanto, sua instigante trilha de Sherlock Holmes não faz o mesmo feito que a de Up – Altas aventuras.

Up – Altas Aventuras – Michael Giacchino (Ouça uma faixa aqui)

As trilhas sonoras da Pixar sempre foram excelentes, mas o compositor Michael Giacchino (Lost, Star Trek) era o elemento que faltava. Sua trilha é a mais simpática da noite, com temas bem dramáticos e alegres, que me lembram muito algumas trilhas antigas. É música à moda antiga.

Melhor Canção Original

“The Weary Kind” – Coração Louco (Ouça aqui)

Ano passado foram as músicas indianas, mas esse ano são as músicas Country. A trilha principal de Coração Louco é cantada na voz serena de Ryan Bingham, tendo como único instrumento, o violão. Excelente canção, captura a alma do filme e a do personagem.

 “Down in New Orleans” – A Princesa e o Sapo (Ouça aqui)

Bons tempos aqueles em que os filmes da Disney possuíam canções marcantes, emergindo do nada. “Down in New Orleans” é uma canção maravilhosa e que me fez lembrar de algumas das melhores animações da Disney.

“Almost there” – A Princesa e o Sapo (Ouça aqui)

Com a mistura de rimas e a voz maravilhosa de Anika Noni, a segunda canção indicada é quase tão boa quanto a primeira. Escrito mais uma vez pelo brilhante Randy Newman, é uma ótima canção, passa uma mensagem boa e é simplesmente muito agradável de se ouvir.

“Loin de Paname” – Paris 36 (Ouça aqui)

Não entendi nada da letra de “Loin de Paname” (é uma canção francesa) – escrita por Reinhardt Wagner e Frank Thomas -, mas devo dizer que a parte mais instrumental me agradou muito mais do que a voz da cantora. Apesar de suave a delicada, a canção me pareceu meio arrastada, mas a parte instrumental é excelente.

“Take it All” – Nine (Ouça aqui)

Não compreendo. No Globo de Ouro desse ano, Nine foi indicado para Melhor Canção com a música “Cinema Italiano”. Para o Oscar, mandaram essa “Take it All”, que não só é bem inferior à “Cinema Italiano”, como também é bem fraca. Instrumentos regulares, cantorias medianas (apesar de Marion Cottilard ter cantado acima da média). Fraca.

A terceira parte do especial Oscar vai ficando por aqui. Espero que tenham gostado e não deixem de conferir a parte IV, que sai em algum momento dessa semana, onde finalmente discutiremos a categoria de Melhor Filme, entre outras. Até lá!

E o Oscar vai para…(Parte II) – Partes técnicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2010 by Lucas Nascimento

Na segunda parte do especial gigante sobre o Oscar avaliarei as categorias técnicas. Muita gente não dá muita importância a elas, mas sem estas, o filme não seria o mesmo. Avaliarei aqui as categorias de Melhor Fotografia, Montagem, Figurino, Maquiagem, Efeitos Visuais e Direção de Arte.

Melhor Fotografia

Avatar – Mauro Fiore

O interessante da fotografia de Avatar é que ela quase inteira feita por computador. E isso não é uma característica negativa, com o trabalho de cores e luzes feitos em CG, o resultado é espetacular, rendendo muitas cores vivas e vibrantes. Possui algumas, poucas, cenas com iluminação tradicional, mas não alcançam o mesmo resultado da CG. É surreal, como assistir a uma pintura em movimento.

Bastardos Inglórios – Robert Richardson

A fotografia de Robert Richardson é belíssima. A cena inicial tem cores vibrantes e vivas, alternadas pelo personagem do Cel. Hans Landa. Em diversos momentos, a fotografia se alterna, possuindo uma iluminação mais escura (como na cena do cinema) e tons mais dinâmicos.

A Fita branca – Christian Berger

Quem pensou que a fotografia em preto e branco estava morta (eu inclusive), se surpreendeu com a indicação do alemão A Fita Branca. Obviamente, não são as cores que fazem da fotografia o que ela é, mas sim a iluminação e a organização dos objetos, como por exemplo, na cena acima temos uma simetria quase perfeita ao fundo.

Guerra ao Terror – Barry Ackroyd

A fotografia bem cinzenta e suja ajuda a retratar o duro trabalho nos campos de batalha no Iraque. O que a diretora quis, era que o público se sentisse acompanhanado de perto os soldados, com muitos closes e uma iluminação muita escura nas cenas noturnas e bem clara nas cenas diurnas.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – Bruno Delbonnel

A fotografia do sexto Harry Potter é realmente caprichada e linda. Com toques bem obscuros e cenas de pouca iluminação, o filme ganha o tom certo e necessário. Mas o grande trunfo da fotografia, são as cenas de flashback do personagem Tom Riddle, sempre bem dark, um pouco embaçado… É difícil descrever a beleza dessas cenas, que lembram até filmes de terror.

Melhor Direção de Arte

Avatar – Rick Carter e Robert Stromberg (Direção de Arte); Kim Sinclair (Decoração de Set)

O que dizer sobre a arte de Avatar…Não há dúvidas de que essa seja mais uma categoria dominada. O design das criaturas, das plantas e de todo o filme é arrebatador; James Cameron disse em uma entrevista “que queria os melhores artistas” e conseguiu transmitir para a tela suas idéias, com um resultado mais do que satisfatório.

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus – Dan Hermansen e Anastasia Masaro (Direção de Arte); Caroline Smith (Decoração de Set)

 

Terry Gilliam é um cara de estilo, mas o visual impressionante do último filme de Heath Ledger, mostra que seus filmes tem potencial para ultrapassar Tim Burton em termos de estranheza e criatividade. A cena acima é apenas um dos belíssimos e excêntricos exemplos que eu pude encontrar. Mas esse ano é Avatar

Nine – John Myhre (Direção de Arte); Gordon Sim (Decoração de Set)

O charme dos cenários e elementos visuais de Nine, está nos palcos cheio de luzes e dançarinas exóticas. Alguns deles são gigantescos e ricos em detalhes, na arquitetura e nas cores; enquanto outros são bem regulares, para as cenas de ensaios. Acho as paisagens italianas (mostradas nos trailers) muito mais belas.

Sherlock Holmes – Sarah Greenwood (Direção de Arte); Gordon Sim (Decoração de Set)

Já disse isso bastante na crítica do filme, mas aí vai outra vez: a direção de arte que mostra uma Londres vitoriana bem dark e suja, me lembra um pouco de Sweeney Todd de Tim Burton, e isso não é uma coisa ruim. Os cenários (criados quase todos por CG) são excelentes, com destaque para a Tower Bridge em fase de construção. Um pouco mais realistas e menos abstratos dos que o do filme de Tim Burton (olha ele de novo!), transmitindo uma obra mais madura.

The Young Victoria – Patrice Vermette (Direção de Arte); Maggie Gray (Decoração de Set)

 

Parecendo sair de verdadeiras obras de arte, os palácios mostrados em The Young Victoria são muito bem reproduzidos. Cores bem vivas que se misturam com a caprichada estrutura.

Melhor Montagem

Para ilustrar a categoria, peguei exemplos de como uma mesma cena é filmada de ângulos diferentes. Elas não são o corte exato.

Avatar – James Cameron, John Refoua e Stephen Rivkin

Avatar é um filme bem montado, possui um ritmo rápido que não cansa, mas não possui cortes tão rápidos, (com exceção da batalha final entre os Na´vi e os humanos) o que nos ajuda a acompanhar melhor a ação. Nos primeiros momentos, a edição é interessante por mostrar flashbacks misturando-se com cenas no presente.

Bastardos Inglórios – Sally Menke

Os Bastardos de Quentin Tarantino ganham uma edição caprichada na violenta saga de vingança. Possui cortes mais rápidos para mostrar cenas de tiroteios e porradas com bastões de beisebol, o que só ajuda a deixar a cena mais impactante. Outro elemento divertido, é quando o filme é interrompido para apresentar um personagem, como a cena de Hugo Stiglitz. O fato de o filme ser dividido em capítulos também é muito interessante, dando a sensação de estar assistindo a uma peça de teatro.

Distrito 9 – Julian Clarke

Além de possuir muitos cortes rápidos, sejam em cenas de ação ou as mais comuns, o filme é interrompido em diversos momentos, por entrevistas com cientistas, professores e militares (todos falsos, é claro), dando um tom mais documental ao filme, trazendo seu realismo a tona.

Guerra ao Terror – Chris Innis e Bob Murawski

O aspecto mais interessante da montagem de Guerra ao Terror, é que a diretora quis mostrar o impacto de uma explosão em diversos pontos, como a areia do chão elevando-se, como se vê na imagem acima. O filme é bem montado, possuindo muitos cortes rápidos e um ritmo tenso que ao decorrer do filme, só aumenta.

Preciosa – Uma História de Esperança – Joe Klotz

Julgando pela imagem a cima, você pode ter a impressão de que a edição de Preciosa não é nada demais. Ledo engano, o filme possui uma montagem excelente, trocando de frame e cheia de cortes rápidos. Além disso, o filme é interrompido em certos momentos, mostrando fantasias e lembranças da protagonista.

Melhor Figurino

Brilho de uma Paixão – Janet Patterson

O Oscar esse ano selecionou muitos filmes de época para a categoria de figurinos, assim fica um pouco mais difícil apostar em um vencedor. As vestimentas de Brilho de uma Paixão são muito bonitas, bem costuradas e com leves traços de alguns trabalhos em filmes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação. Ao menos eu acho.

Coco antes de Chanel – Catherine Leterrier

O fato de o filme sobre a estilista Coco Chanel ser indicado nessa categoria me faz lembrar muito de quando O Diabo Veste Prada conseguiu o mesmo feito; na hora pensei “Prada! Lógico que vai ganhar o Oscar”. No fim, Maria Antonieta levou a estatueta, por se tratar de figurinos de reis e rainhas (chegaremos nesse ponto depois). O figurino de Coco antes de Chanel é realmente impecável, caprichado e por um momento me fez pensar “Chanel! Lógico que vai ganhar o Oscar”. Mas por um breve momento…

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus – Monique Prudhomme

Para combinar com o visual insano do filme, foram necessários figurinos de ponta e, ainda assim, excêntricos. O personagem Dr. Parnassus usa (em boa parte do filme) um terno simples com riscas e uma máscara bem interessante. Os outros figurinos são simplesmente bons em minha opinião.

Nine – Coleen Atwood

Hmm. Olhando essas duas imagens você não deve estar nem aí para o figurino. Eu teria o mesmo pensamento, primeiro porque temos duas lindas beldades em trajes minúsculos e segundo, porque não achei o figurino tão espetacular a ponto de receber a indicação. Claro, temos algumas excessões – como as vestimentas de Judi Dench- mas de resto, são roupas de strippers e ninguém liga para a roupa das strippers.

The Young Victoria – Sandy Powell

Como havia mencionado no figurino de Coco antes de Chanel, desde 2007, a estatueta de Melhor Figurino sempre têm caído nas mãos de filmes de reis e rainhas (Maria Antonieta, Elizabeth – A Era de Ouro e A Duquesa) e, ao julgar pelas vestimentas vitorianas de The Young Victoria esse ano não será uma excessão. Cada vez mais caprichados e rico em detalhes, filmes de época têm, no mínimo, o Oscar de figurino garantido.

Melhor Maquiagem

II Divo – Aldo Signoretti e Vittorio Sodano

As maquiagens do Oscar desse ano estão fraquinhas. Ano passado tivemos Hellboy, um Brad Pitt envelhecido e o Coringa de Heath Ledger. Bem, o primeiro indicado é o filme pouco conhecido por aqui Il Divo. A maquiagem é caprichada. Olhando na imagem acima, não parecem ser o mesmo ator (mas é, eu garanto!).

Star Trek – Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow

Eric Bana como o vilão Nero é apenas uma das inúmeras caprichadas maquiagens de Star Trek. Seu personagem possui orelhas pontudas, tatuagens na cara e uma cor verde (mas não é a primeira vez que vemos o Eric Bana verde certo?), garantindo um visual bem caprichado e um inimigo amedrontador. Ao longo do filme, somos apresentados a várias outras, caprichadas, maquiagens alienígenas.

The Young Victoria – Jon Henry Gordon e  Jenny Shircore

Sejam sinceros consigos mesmos. A maquiagem de The Young Victoria merece ganhar o Oscar? Por mim nem seria indicada. Trata-se de um trabalho extremamente simples, e que nem deixa a linda Emily Blunt diferente. Bem, até onde eu sei, porque as imagens que encontrei na internet só mostram essa diferença. Não sei se no filme há algum tipo de salto temporal, mostrando-a mais velha.

Melhores Efeitos Visuais 

Distrito 9 – Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken

Se Avatar não tivesse sido lançado esse ano, eu diria que Distrito 9 teria grandes chances de ganhar. Os efeitos são excelentes, possuem movimentos que parecem reais de tão perfeitos e realistas que são. Não exagera na tecnologia, apesar de seu último ato, que se deixa levar por explosões e cenas de ação em excesso, deixando bem fácil de se acompanhar. O único porém, é que o robô utilizado por Wikus em uma cena, tem movimentos meio abstratos e devagares.

Star Trek – Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton

O bacana dos efeitos visuais de Star Trek é o fato de eles serem, aparentemente, simples e leves. Não temos, por exemplo, uma porrada de CG que você não entende nada (Transformers – A vingança dos Derrotados) e sim, efeitos usados de maneira esperta, deixando a ação fácil de acompanhar.

Avatar – Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones

Se Avatar não ganhar o Oscar de Efeitos Visuais, será a grande surpresa da noite. Os efeitos são perfeitos e repletos de detalhes, a única razão de o filme demorar tanto para sair do papel. Cada Na´vi, planta, árvore ou criatura ganham uma absurda atenção nos detalhes e possuem um realismo impressionante. Certeza absoluta que ao menos esse trófeu a aventura leva.

 Bem, a segunda parte do especial acaba aqui, volte na Segunda Feira para a parte III, onde discutirei os sons e músicas. Espero que tenham gostado, deixem comentários!

E o Oscar vai para…(Parte I) Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de fevereiro de 2010 by Lucas Nascimento

O Oscar já está chegando… Já fez suas apostas? Não? Bem, estou fazendo um especial gigante aqui no blog, onde avaliarei todas as categorias do Oscar, dando palpites e comentários. Na primeira parte, vamos falar sobre as atuações. Vamos lá:

Melhor Ator

Jeff Bridges (Coração Louco)

  Não tem outra. Esse ano, Jeff Bridges leva a estatueta com certeza. Já levou o Globo de Ouro, SAG e é o favorito. Coração Louco ainda não foi lançado no Brasil, então não tenho como formular minha opinião se ele merece ou não. Mas pelo que eu tenho visto em trailers e clipes, acho que é merecido.

 

Indicações ao Oscar3 Indicações por Starman – O Homem das estrelas, A Conspiração e Coração Louco; 2 Indicações por A Última sessão de Cinema O Último Golpe como Ator Coadjuvante. 

Morgan Freeman (Invictus)

 Morgan Freeman é meu ator preferido. Quando eu soube que ele interpretaria Nelson Mandela em um filme de Clint Eastwood, na hora eu falei pra eu mesmo: Ele leva o Oscar. Assisti ao filme e achei Freeman excelente como sempre, apesar de não nos dar a melhor interpretação de sua carreira, como eu esperava, mas capturou com perfeição o jeito e a persona de Nelson Mandela.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória por Menina de Ouro como Ator Coadjuvante; 3 indicações por Dirigindo Miss Daisy, Um Sonho de Liberdade e Invictus como Ator e 1 indicação por Street Smart.

 George Clooney (Amor sem Escalas)

  George Clooney é um excelente ator. O papel principal de Amor sem Escalas casou perfeitamente com seu jeitão charmoso. Clooney vai mudando a persona de acordo com seu personagem e é uma mudança inteligente, um amadurecimento. Até que ele merecia levar seu primeiro Oscar de Ator protagonista, mas a concorrência está forte.

 

Indicações ao Oscar: 1 Vitória por Syriana – A Indústria do petróleo como Ator Coadjuvante; 2 Indicações por Conduta de Risco e Amor sem Escalas como Ator; 1 Indicação por Boa Noite e Boa Sorte como Diretor e Roteirista.

Colin Firth (Direito de Amar)

Colin Firth é, na minha opinião, um ator razoavelmente bom. Fez muitas comédias românticas medianas, que eu geralmente passo longe. Entretanto, vi o trailer e alguns clipes de A Single Man e reconheço que Firth está excelente no papel. Sério, mas com um tom meio irônico, meio insano. Se não houvesse o favoritismo para Jeff Bridges, ele teria grandes chances.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Direito de Amar como Ator.

Jeremy Renner (Guerra ao Terror)

Jeremy Renner é um ator americano pouco conhecido, mas que mostrou muita garra e emoção no papel principal de Guerra ao Terror. Interpreta um soldado que desarma bombas e adora o que faz, deixando de lado o trabalho em equipe. Mas o personagem muda durante o filme, e Renner não decepciona.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Guerra ao Terror como Ator.

Melhor Atriz

Sandra Bullock (Um Sonho Possível)

  Eu nunca achei que um dia Sandra Bullock chegaria até aqui. Eu sempre gostei dela nas comédias, e acho que poucas pessoas não aprovam a indicação e favoritismo da atriz ao Oscar. Pelos trailers e clipes, Bullock não está lá grande coisa, mas pra avaliar uma atuação, é preciso ver o filme inteiro. Aposto nela por ter levado o Globo de Ouro e o SAG.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Um Sonho Possível como Atriz.

Meryl Streep (Julie & Julia)

 Meryl Streep é, incontestavelmente, uma das melhores atrizes do cinema. Quase todo ano ela está lá, recebendo uma indicação. Pelos trailers de Julie & Julia, pude reparar no conforto da atriz em retratar uma das mais importantes cozinheiras americanas. Elá está maravilhosa e fenomenal, como sempre. Se Bullock não ganhar, Streep pode garantir seu terceiro Oscar.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória e 11 Indicações por A Escolha de Sofia, A Mulher do Tenente Francês, Silkwood – O Retrato de uma coragem, Entre dois amores, Ironweed, Um grito no Escuro, Lembranças de Hollywood, As pontes de Madison, Um amor verdadeiro, Música do Coração, O Diabo veste Prada, Dúvida e Julie & Julia como Atriz e 1 Vitória e 2 Indicações por Kramer vs. Kramer, Adaptação e O Franco-Atirador como Atriz Coadjuvante.

Helen Mirren (The Last Station)

 Excelente atriz. É o que tenho a dizer sobre Helen Mirren, ela é uma das melhores atrizes na ativa e sua vitória por A Rainha é mais que merecida. Sua performance em The Last Station é comovente, mas esse ano ela perdeu um pouco de destaque perto das concorrentes.

 

Indicações ao Oscar: 1 Vitória e 1 indicação por A Rainha e The Last Station como Atriz e 2 Indicações por As Loucuras do Rei George e Assassinato em Gosford Park.

Carey Mulligan (Educação)

 A inglesa pouco conhecida é, de longe, o que torna o filme Educação assístivel. Sua performance como a estudante de 16 anos que se envolve com um homem mais velho é memorável. É interessante observar sua mudança de personalidade, estilo e suas cenas dramáticas são excelentes. É uma indicação mais que merecida.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Educação como Atriz.

Gabourey Sidibe (Preciosa – Uma História de Esperança)

Nunca tinha ouvido falar de Gabourey Sidibe antes de ela estrelar Preciosa, mas devo dizer que sua performance é espetacular. Seu papel é bem trágico  o que rende cenas muito fortes e emocionantes da atriz. Sempre com um jeito depressivo e delicado, Gabourey possui cenas muito tensas com a atriz Mo’Nique, o grande trunfo do filme.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Preciosa como Atriz.

Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)

 O austríaco Christoph Waltz que interpreta o impiedoso Col. Hans Landa na saga de Segunda Guerra Mundial, é uma das únicas certezas do ano. O oscar está praticamente em suas mãos, têm recebido muitos elogios e, devo dizer, extremamente merecidos. Waltz deu vida a um dos melhores vilões do cinema recente, frases memoráveis… Têm tudo para ficar na história. That’s a Bingo!

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Bastardos Inglórios como Ator Coadjuvante.

Woody Harelson (O Mensageiro)

 Woody Harelson é um ator que eu aprecio muito. Ele se sai muito bem nos dramas, mas ele tem um tom muito irônico, ele serve perfeitamente para comédias, e nelas, ele se solta de uma maneira que você nem o reconhece como ator dramático. Sobre O Mensageiro, Harelson está muito bem nos trailers e clipes.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por O Povo contra Larry Flint como Ator e 1 Indicação por O Mensageiro como Ator Coadjuvante. 

Matt Damon (Invictus)

Matt Damon recentemente é um cara de ação, devido a trilogia Bourne, mas ele sabe se apegar ao lado dramático uma ou duas vezes. Em Invictus, ele interpreta um jogador sul-africano e, devo dizer, me supreendi com sua performance, de longe a melhor de sua carreira. Mas esse não é o ano do sr. Damon, que tem poucas chances contra Christoph Waltz. 

Indicações ao Oscar: 1 Vitória e 1 Indicação por Gênio Indomável como Co-roteirista e Ator.

Stanley Tucci (Um olhar no Paraíso)

Stanley Tucci é um ator que eu respeito muito. Gosto muito como ele varia seus papéis, que vão de um chefe estressado de aeroporto até editor de uma revista de moda. No novo filme de Peter Jackson, o ator ficou com um papel complicado: o vizinho que estupra e mata uma garota de 14 anos. Papel bem misterioso e, pelo que diz a crítica lá fora, Tucci desaparece no papel.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Um Olhar do Paraíso como Ator Coadjuvante.

Christopher Plummer (The Last Station)

Confesso que não sou muito familiarizado com o trabalho de Christopher Plummer, lembrando-o apenas por papéis mais coadjuvantes, como sua dublagem em Up – Altas aventuras. Junto com Helen Mirren, os dois fazem a força e a diferença em The Last Station.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por The Last Station como Ator.

Melhor Atriz Coadjuvante

Mo´Nique (Preciosa – Uma História de Esperança)

A favorita da categoria, já é certeza que leva a estatueta. Ganhou o Globo de Ouro, SAG, Oscar garantido. Pelo que eu sei, Mo’Nique era uma atriz cômica, mas em sua performance como a mãe de Precious, não há nenhum traço cômico. É uma atuação forte, poderosa e extremamente tensa. É difícil descrever com palavras.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Preciosa – Uma História de Esperança como Atriz Coadjuvante. 

Anna Kendrick (Amor sem Escalas)

Ela estava lá na Saga crepúsculo recentemente, mas sua presença passou quase que despercebida. Anna Kendrick é a novata que mais me impressionou no complexo Amor sem Escalas. Ela está maravilhosa e bem confortável no papel, séria e transmitindo com perfeição suas emoções. Simplesmente excelente, se continuar assim, tem um futuro promissor.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Amor sem Escalas como Atriz Coadjuvante.

Vera Farmiga (Amor sem Escalas)

Vera Farmiga e Anna Kendrick parecem competir para ver quem é melhor em Amor sem Escalas. Ambas estão excelentes, mas Kendrick ganha a disputa. Entretanto, Vera Farmiga não faz feio e dá uma excelente atuação cheia de emoção e talento. Mas é ofuscada pela ótima Anna Kendrick.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Amor sem Escalas como Atriz Coadjuvante.

Maggie Gylenhaal (Coração Louco)

Devo admitir que nunca achei Maggie Gylenhaal grande coisa, e fiquei mais que surpreso quando vi que ela havia recebido uma indicação por Coração Louco. Não dá pra ter uma opinião formada apenas por suas cenas no trailer, que ao todo devem dar uns 15 segundos. Mas ela me parece razoável. Nada mais, nada menos.

 

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Coração Louco como Atriz Coadjuvante.

Penélope Cruz (Nine)

Saiu do último Oscar com a estatueta nas mãos por Vicky Cristina Barcelona e aqui está ela novamente sendo indicada. Eu acho Penélope uma excelente atriz, todos os seus papéis são bem interpretados e tem um charme pessoal. No filme Nine, ela parece ter ficado com o papel mais cômico, soltando a voz em palcos. Pelo trailer ela está Ok.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória e 1 indicação por Vicky Cristina Barcelona e Nine como Atriz Coadjuvante e 1 Indicação por Volver como Atriz.

Bem, a primeira parte encerra-se aqui. Deixe comentários e volte amanhã para a segunda parte. Até lá.

Diretores: Joel e Ethan Coen

Posted in Diretores, Especiais with tags , , , on 19 de fevereiro de 2010 by Lucas Nascimento

Nesta Sexta-Feira (19/02) estreia nos cinemas brasileiros o novo filme dos Irmãos Coen, Um Homem Sério, que concorre ao Oscar de Melhor Filme esse ano. Só pra aquecer vocês para a estreia do filme, vai aí um especial com os meus filmes preferidos dessa dupla genial.

Arizona Nunca mais (1987)

Um dos primeiros grandes filmes da dupla, aqui vemos como os típicos diáologos e situações bizarras vão tomando forma, para, anos mais tarde, serem elevados a um outro patamar. Guiado pela inspirada e hilária performance de Nicolas Cage como H.I., o filme possui uma história divertida, bizarra e memorável, que conta com um ladrão caipira sequestrando um bebê e lidando com muitas confusões. A briga pelo bebê entre H.I. e dois bandidos é memorável.

Fargo – Uma comédia de erros (1996)

Sem dúvida o melhor trabalho da dupla. Com uma trama aparentemente simples, ela se desenrola de maneiras inimagináveis, onde o humor e a violência caminham juntos. O melhor personagem do filme na minha opinião, é o sequestrador vivido por Steve Buccemi, que protagoniza diálogos brilhantes e memoráveis com seu comparsa. Frances McDorman está excelente como a Tenente Marge, cuja função é por uma ordem na situação; Cômica. O grande barato, é mostrar como um plano perfeito pode dar errado. Muito errado.

E aí meu irmão, cadê você? (2000)

Baseado na famosa Odisséia de Homer, o filme que marca o primeiro encontro da dupla com George Clooney é um dos mais engraçados e bizarros de sua filmografia. Filmado com uma fotografia belíssima, ótima trilha sonora e uma performance inspirada de George Clooney, sempre com gomalina no cabelo. A trama começa com uma caça ao tesouro, mas evoluí para três homens encontrando seu destino. Muito bom.

Onde os Fracos não tem Vez (2007)

O Oscar de Melhor Filme e Diretor chegou com o thriller com ecos de western e um dos maiores psicopatas do cinema recente. Onde os Fracos Não tem vez não é um roteiro original dos dois, mas sim uma adaptação. Javier Bardem interpreta magistralmente o assassino Anton Chighurn, que nos apresenta novas formas de se caçar alguém e um penteado assombroso. Mais do que uma simples caçada, o filme tem um tom sombrio, mas sem perder algumas doses de humor, e muito simbolismo.

Queime Depois de Ler (2008)

A paródia de espionagem é um dos meus filmes preferidos da dupla. Reunindo um elenco estelar em ótimos papéis, com enorme destaque para Brad Pitt como o estúpido funcionário de academia, em um dos melhores papéis de sua carreira; merecendo no mínimo uma indicação ao Globo de Ouro. O roteiro é bem escrito, possui situações e reviravoltas supreendentes e, é claro, muito humor negro. O filme não é muito comprido e flui muito bem, e com ele percebemos que os Coen se saem melhor nas comédias. Além de ser uma comédia sobre idiotas que pensam ser espiões, é também uma sátira à meia-idade e ao sexo virtual.

Bem, espero que tenham gostado da minha seleção dos Coen; entrem aqui no blog mais tarde, porque a crítica de Um Homem Sério estará aqui. Até lá.

Especial Avatar de James Cameron

Posted in Especiais with tags , , on 7 de dezembro de 2009 by Lucas Nascimento

Avatar de James Cameron está quase chegando ao Brasil, e eu não poderia estar mais ansioso com o filme. Sacou né? Mais um especial, só que nesse vou apresentar curiosidades sobre a trama e personagens. Só pra aquecer vocês para a estreia mundial do filme:

A História

Na década de 1990, um pouco antes de começar o Exterminador do Futuro 2, James Cameron teve a ideia de fazer Avatar, no entanto, a tecnologia da época não permitia que o projeto ganhasse vida. Foi pra gaveta, mas logo depois de sua vitoria no Oscar por Titanic, o diretor começou a trabalhar no que viria a ser Avatar.

O resultado? Uma trama futurista onde os humanos começam a colonizar um planeta cheio de riquezas, habitado por alienígenas-indígenas. Para sobreviver no ambiente, os humanos têm sua mente transportada para corpos Avatar, que misturam DNA humano e alienígena. James Cameron, senhoras e senhores.

Tecnologia 3D

Para se ter uma ideia do trabalho que foi criar os efeitos de computação, Cameron começou a desenvolver a tecnologia em 1995 com a empresa Weta (O Senhor dos anéis) e mais uma penca de outras companhias de efeitos visuais. Vendo pelo trailer o visual impressiona, assim como os gastos do filme: foram cerca de 500 milhões de dólares gastos em Avatar e a maioria é só de efeitos visuais. É também o primeiro filme a ser gravado com câmeras que captam imagens 3D de alta qualidade. Coisa fina. Se o filme não for bem nas bilheterias, a Fox films sairá muito prejudicada.

Principais Personagens:

 

 

Jake Sully (Sam Worthington) – Fuzileiro da marinha, Jake se tornou paraplégico, mas ao entrar em seu corpo Avatar, pode voltar a andar no planeta Pandora. Ele é escolhido para se infiltrar na tribo dos Na’vi e ganhar sua confiança. No entanto, acaba se apaixonando por uma nativa e fica dividido sobre qual mundo vai escolher.

 

 Neytiri (Zoë Saldana) – Filha do líder da tribo Na’vi, Neytiri será a responsável por ajudar Jake a se encaixar na locação e ajudá-lo a sobreviver. É uma talentosa guerreira que ensina diversos truques à Jake. Não demora muito para os dois de apaixonarem.

 

 

 Col. Quaritch (Stephen Lang) – Coronel linha-dura que instrue Jake sobre o planeta Pandora e os Na’vi. Só está interessado nas riquezas que a locação oferece e não se importa se tiver que matar quem ficar em seu caminho.

 

 Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver) – Brilhante cientista e comandante do Programa Avatar em Pandora. Acaba por se tornar mentora de Jake e de grande ajuda.

 

 

 

O especial sobre o filme vai ficando por aqui, espero que tenham gostado. Dia 18 o filme estreia no mundo inteiro, assista e não deixe de conferir a crítica aqui.