Arquivo para festival de cannes

Primeiro trailer de MACBETH

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 4 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Exibido no Festival de Cannes desse ano, a nova versão de Macbeth dirigida por Justin Kurzel ganha seu primeiro trailer comercial. Michael Fassbender e Marion Cotillard estrelam a produção, que foi recebida com ótimas críticas. Confira:

Macbeth estreia em Outubro no Reino Unido. Sem previsão para o Brasil.

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Os vencedores do 68º FESTIVAL DE CANNES

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , on 24 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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E chega ao fim mais um Festival de Cannes, na França. Este ano, o júri foi presidido pelos irmãos Joel e Ethan Coen e os vencedores são os seguintes:

PALMA DE OURO

Dheepan (França)

GRANDE PRÊMIO

Son of Saul

MELHOR DIRETOR

Hou Hsiao-Hsien | The Assassin

MELHOR ATOR

Vincent Lindon | The Measure of a Man

MELHOR ATRIZ

Rooney Mara | Carol & Emmanuelle Bercoi | Man Roi (empate)

MELHOR ROTEIRO

Chronic | Michel Franco

CAMERA D’OR (MELHOR FILME DE ESTREIA)

La Tierra y la Sombre | Cesar Acevedo

PALMA DE OURO (CURTA-METRAGEM)

Waves ’98

PRÊMIO DO JÚRI

The Lobster

 

| Sin City: A Dama Fatal | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Essa mulher é de morrer: Eva Green como a Dama Fatal do título

Quando assisti a Sin City: A Cidade do Pecado pela primeira vez, em uma reprise do filme de 2005 na televisão, sabia que estava diante de algo único. A técnica utilizada por Robert Rodriguez para adaptar a graphic novel homônima de Frank Miller foi impressionante, chegando até a ganhar um prêmio especial no Festival de Cannes pelo feito visual. Agora, nove anos depois, batata quente esfria e Sin City: A Dama Fatal não empolga como o primeiro, ainda que traga seus méritos.

Como no filme de 2005, a narrativa consiste em múltiplas histórias. A principal delas é centrada em Dwight McCarthy (Josh Brolin), um fotógrafo que volta a cair nas garras de sua manipuladora ex-namorada, Ava Lord (Eva Green). Temos também uma curta, “Just Another Saturday Night”, que traz Marv (Mickey Rourke) lembrando-se dos eventos de uma noite violenta e duas histórias criadas especialmente para o filme: “The Long Bad Night” traz o aventureiro jogador de pôquer Johnny (Joseph Gordon Levitt), que desafia o notório senador Roark (Powers Boothe) para uma partida mortal, enquanto “Nancy’s Last Dance” traz a dançarina Nancy Callahan (Jessica Alba) buscando vingança pela morte de seu amado Hartigan (Bruce Willis).

O tempo foi um dos grandes inimigos de A Dama Fatal. A continuação aconteceu tarde demais para acompanhar o embalo do primeiro filme, e cedo demais se procurava usar a nostalgia a seu favor. O frescor do original não se manifesta com tanta intensidade aqui, tendo apenas alguns bons efeitos que o 3D é pontualmente capaz de oferecer e o visual, ainda que permaneça belo como há 9 anos atrás, não procura se inovar. Mas tudo bem, eu realmente não esperava que Rodriguez mudasse o look do filme; se fosse mais do mesmo, que ao menos fosse bom. E aqui e ali, o diretor ainda é capaz de impressionar ao trazer os maneirismos visuais cartunescos noir que funcionaram tão bem no primeiro. Especialmente em torno da Ava Lord de Eva Green, que Rodriguez sempre fotografa como uma mulher perigosíssima, quase transformando-a em um animal selvagem, um predador – e a decisão de preservar o verde de seus olhos em meio ao preto e branco, é impactante.

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Joseph Gordon Levitt é um destaque entre as novas adições

Frank Miller é o problema. Ainda que um genial autor de quadrinhos, todos podemos concordar que a experiência de Miller com o cinema não é lá das mais inspiradoras (preciso mesmo trazer The Spirit –  O Filme à mesa?), e seu crédito de co-diretor é atribuído principalmente porque Rodriguez utiliza as HQs de Sin City como guia definitivo. Responsável pelo roteiro das quatro histórias, merece aplausos por aquela que é definitivamente a melhor e mais complexa trama do filme, A Dama Fatal, mas mostra-se simplesmente incapaz de preencher as três histórias restantes com conteúdo o suficiente. São rápidas, vazias e empalidecem diante da trama central, e pior: acabam ficando repetitivas em estrutura. A invasão de Nancy e Marv à mansão de Roark em “Nancy’s Last Dance” é praticamente uma cópia daquela vista em “A Dama Fatal”, o que acaba tornando a ação e os múltiplos desmembramentos genéricos e até entediantes.

Ao menos o elenco consegue ser preservado. Disparado, Eva Green consegue roubar mais um projeto (ela é a única coisa que presta em 300: A Ascensão do Império), seja por sua performance marcada por momentos ambíguos, misteriosos ou por sua figura absolutamente hipnotizante. Jessica Alba também ganha muito mais o que fazer do que meramente dançar aqui, e sua personagem tem um dos arcos mais interessantes. Josh Brolin agrada com sua competente versão de Dwight, criando um retrato próprio ao mesmo tempo em que respeita a performance de Clive Owen no original. Como protagoniza a menos envolvente das histórias, fica nas mãos de Joseph Gordon Levitt sustentá-la toda com seu carisma, algo que o ator é capaz de fazer muitíssimo bem. E preciso ao menos mencionar a curta participação de Christopher Lloyd, que surge com um personagem divertidíssimo.

Efetivamente, Sin City: A Dama Fatal consegue preservar o tom noir e divertido do primeiro filme, ainda que não traga material bom o suficiente para sustentar os rápidos 102 minutos. Mas olha, Eva Green vem realmente provando que é uma mulher pelo qual se mataria.

Obs: Robert Rodriguez e Frank Miller têm duas participações especiais no filme. Fique de olho.

Os vencedores do FESTIVAL DE CANNES 2014

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , on 24 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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E mais uma prestigiosa entrega de prêmios ocorre na França, com os vencedores do Festival de Cannes deste ano. Confira a lista da premiação principal:

PALMA DE OURO

Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan

GRAND PRIX

The Wonders, de Alice Rohrwacher

PRIX LA MISE EN SCÈNE (MELHOR DIRETOR)

Bennett Miller | Foxcatcher

PRIX DU SCENARIO (MELHOR ROTEIRO)

Leviathan, de Andrei Zvyagintsev

PRIX DU JURY (PRÊMIO DO JÚRI)

Mommy, de Xavier Dolan, e Adieu au Language, de Jean-Luc Godard

CAMERA D’OR (MELHOR PRIMEIRO FILME)

Party Girl, de Marie Amachoukeli-Barsacq,Claire Burger e Samuel Theis

PRIX D’INTERPRETATION FEMININE (MELHOR ATRIZ)

Julianne Moore | Maps to the Stars

PRIX D’INTERPRETATION MASCULINE (MELHOR ATOR)

Timothy Spall | Mr. Turner

 

Primeiro trailer de FOXCATCHER

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 19 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

Foxcatcher

Exibido hoje no Festival de Cannes, o drama Foxcatcher tem arrancado elogios quase que universais. O filme é dirigido por Bennett Miller (Capote, O Homem que Mudou o Jogo) e traz Steve Carell, Channing Tatum e Mark Ruffalo no elenco, contando a história real de uma tragédia no mundo da luta livre. Muito se fala da performance de Carell, que promete ser sua grande guinada dramática.

Confira o primeiro trailer:

Foxcatcher estreia nos EUA em 14 de Novembro.

| Azul é a Cor Mais Quente | E o amor é o sentimento mais forte

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2013, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 4 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

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Em homenagem à cor mais quente do título

Ovacionado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, o francês Azul é a Cor Mais Quente surpreende pela vitória, já que dedica-se a um dos temas mais controversos e mal recebidos pela ala conservadora: relacionamentos homossexuais. Sem temer preconceitos ou julgamentos daqueles mais sensíveis, o diretor Abdellatif Kechiche comanda um dos mais chocantes, ousados e, principalmente, belos filmes de 2013.

A trama é livremente adaptada da graphic novel “Le Bleu est une couleur Chaude” de Julie Maroh, e acompanha o despertar sexual da jovem Adèle (Adèle Exarchopoulos, dona do sorriso mais lindo da galáxia) quando esta descobre o amor através de Emma (Léa Seydoux), uma aspirante a artista assumidamente lésbica.

Em suas extensas 3 horas de duração, o filme é um fascinante estudo por dentro de uma protagonista incrivelmente tridimensional. O roteiro assinado pelo próprio Kechiche acerta pela naturalidade de seu texto (e, devo apontar, que as legendas brasileiras realizaram um ótimo trabalho ao optar por uma tradução coloquial e “moderna”) e o realismo pelos rumos da história. Mesmo que não haja uma divisão demarcada, os créditos finais trazem o título La Vie d’Adèle – Chapitre 1 & 2 (A Vida de Adèle – Capítulos 1 & 2), e é muito fácil de se percebera diferença entre esses capítulos: a primeira metade da projeção se dedica habilidosamente à formação de um amor inédito e as transformações de sua protagonista, enquanto a metade final explora as duras – e naturais, de fato – desse relacionamento.

Porque Adèle e Emma, apesar da fervorosa paixão manifestada nas cenas de sexo mais explícitas que você verá em um bom tempo (e que são sim, desnecessariamente pornográficas), são pessoas completamente diferentes. Felizmente Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux confiam completamente em seu diretor, não só pelas desafiadoras cenas citadas a pouco, mas pela espontaneidade e química incrível, capturadas através de imagens predominantemente tecidas por profundos close ups em seus rostos; por um momento, não parecem duas atrizes e sim duas pessoas reais. Seydoux já fez pontas aqui e ali em filmes americanos (como Bastardos Inglórios e Meia-Noite em Paris) e entrega um desempenho honesto e sem estereótipos, enquanto Exarchopoulos é uma espetacular revelação e certamente vai hipnotizar o espectador do início ao fim com sua construção dramática consistente e essencialmente juvenil (há uma diferença de aproximadamente 5 anos entre Adèle e Emma): sorri timidamente, mastiga de boca aberta o tempo todo e constantemente oferece indagações como “Por que chamam de Belas Artes? Existe Artes Feias?”. Sem falar que Exarchopoulos, assim como sua companheira, não decepciona quando o roteiro demanda por momentos trágicos e intensos.

Vale observar também, a importância da cor azul na trama. Através de pequenos detalhes e recursos, Kechiche e seu designer de produção/figurino insere de forma inteligente a cor em diversos momentos (e de forma sutil, algo que me incomodou muito em Precisamos Falar sobre o Kevin, que praticamente joga na cara seus excessos de vermelho), ao trazer por exemplo o esmalte das unhas de uma personagem secundária (mas essencial), paredes, tampinhas de caneta e, é claro, a cabeleira característica de Emma.

Azul é a Cor Mais Quente é uma bela experiência que conta com incríveis performances, responsáveis por fazer deste um dos mais sinceros e humanos trabalhos sobre o tema. Um filme que deve ser lembrado não por sua polêmica, mas simplesmente por sua abordagem sincera ao que realmente importa: o amor.

Primeiro trailer de A VIDA DE ADELE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 19 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

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Grande vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, o francês A Vida de Adele (Blue is the Warmest Colour em inglês) acaba de ganhar seu primeiro trailer. A divulgação do filme deve se intensificar agora, mas ainda não há datas de estreia divulgadas. Confira (e lamento, não achei nenhum vídeo legendado):

O filme traz  Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux (que fez pequenas participações em Meia-Noite em Paris e Missão: Impossível – Protocolo Fantasma) na adaptação da graphic novel Le Bleu est une Couleur Chaude, sobre o despertar sexual de uma jovem.