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Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

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A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

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A Noiva: Tracy

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Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

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Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

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O Gângster: Sr. Chow

chow

Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

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Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

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Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

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Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

teddy

A Noiva: Lauren, noiva de Stu

lauren

Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

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Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

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Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

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Prostituta da vez: O travesti Kimmy

kimmy

Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

samir

Animal: O macaco traficante

monkey

Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

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O Gângster: Kinglsey (kind of)

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Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

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Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!

| Se Beber, Não Case! Parte II | Um remake internacional

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de maio de 2011 by Lucas Nascimento


Dejà vu: O “Bando de Lobos” e o Sr. Chow em mais confusões desmemorizadas

Em certo ponto do filme (aliás, vários), um dos personagens melancolicamente pronuncia: “Não acredito que está acontecendo de novo”. Sinceramente, quando fiquei sabendo de que seria feita a sequência para a brilhante comédia de 2009, não esperava que tudo acontecesse de novo e sim uma estrutura narrativa diferente.

O filme traz de volta os amigos Phill (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha), que agora viajam para a Tailândia, onde o dentista Stu vai se casar com a bela Lauren (Jamie Chung). No entanto, as coisas dão errado durante a despedida de solteiro e o irmão da noiva agora é o desaparecido da vez. Os três tentam relembrar o que fizeram na noite passada, dessa vez na exótica Bangcoc.

Pois é, exatamente igual ao primeiro não? Troque Las Vegas por Bangcoc e você tem Se Beber, Não Case! Parte II, que repete a mesma fórmula e estrutura do original. Há o prólogo da ligação desesperada (que eu acho brilhante em ambos os filmes), os créditos de abertura, flashback para os planos de casamento, bebedeira, acordando de uma ressaca sem memória alguma em um quarto destruído… Faltou originalidade dos roteiristas, que apostam grande parte de seu humor em piadas preconceituosas, apelativas e… macacos. Eu não sei quanto a vocês, mas não vejo a menor graça em um macaco traficante que é viciado em cigarros.

O diretor Todd Phillips até repete alguns ângulos e enquadramentos do primeiro filme (como a sequência do elevador e o plano final das fotos), provavelmente tentando “homenagear” o primeiro filme, mas acaba transformando-se em uma espécie de remake internacional. No entanto, a fotografia acerta em retratar Bangcoc como um lugar perigoso e mortal, usando-se de cores acizentadas e luzes fortes, o que contribui para a sensação de perigo.


Ah sim, temos fotos ainda mais constrangedoras do que as do primeiro filme

O elenco (ou parte dele) pelo menos continua com seu charme. Zach Galifianakis ainda é divertidíssimo com seu barbudo Alan, agora mais infantil do que nunca (a cena do choro é ótima). Já Ed Helms, entrega seu Stu ao caricato e gritos afeminados, exagerando nas caretas e agindo de modo simplesmente estúpido (mas a tatuagem foi uma boa ideia). Bradley Cooper continua o estilo sossegado e Justin Bartha tem tanto destaque aqui quanto no primeiro filme. E claro, temos Ken Jeong como o impagável Sr. Chow, agora ajudando o “bando de lobos”.

Mesmo com essa quantidade enorme de defeitos, confesso que não foi uma viagem ruim. Um dos elementos do primeiro filme que, felizmente, está de volta é a sensação de perigo. Tirando todas as piadas, tanto o primeiro Se Beber, Não Case! quanto a continuação resultariam em um eficiente thriller e em Bangcoc o perigo é muito maior; senti verdadeiro remorso de algumas situações enfrentadas pelos personagens (a pior delas envolvendo um travesti) e esse talvez seja o grande trunfo da continuação: o medo e preocupação do espectador pelo grupo.

Se Beber, Não Case! Parte II repete exatamente a mesma estrutura do original, apostando em piadas pouco inspiradas e crueis, perdendo o elemento de surpresa presente no primeiro filme. Mas Phillips aumenta o perigo da trama e Zach Galifianakis continua afiado na arte da fazer rir. Só por isso já vale a visita, mesmo que você já saiba o filme inteiro.

Sobre vampiros e lobos | Especial A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Muitos amam, muitos adoram e muitos detestam A Saga Crepúsculo, e a estreia da terceira parte, Eclipse já acontece nessa Quarta-Feira (30/06). Fã da série ou não, espero que aproveite esse especial. Vamos lá:

A história

A história começa com uma série de assassinatos em Seattle, todos causados por um grupo de vampiros recém-transformados, liderados por Victoria, que pretendem ir atrás de Bella e matá-la. Enquanto isso, a jovem precisa fazer sua escolha entre Edward e seu amigo Jacob.

Minha honesta opinião: Minha expectativa está relativamente baixa em relação a Eclipse. Me parece que será uma grande enrolação e a única coisa boa, será a batalha final. Claro, eu posso estar errado, é esperar para ver.

Personagens Principais

Isabella Swan (Kristen Stewart)

Dividida entre o vampiro Edward e o lobisomem Jacob, Bella precisa fazer sua escolha, sabendo que sua decisão pode desencadear uma guerra entre as criaturas. Como se não bastasse, precisa lidar com a ameaça de Victoria, que planeja vingança.

 

 

 

 

Edward Cullen (Robert Pattinson)

Após a proposta de casamento, Edward continua discutindo com Bella as consequências de sua escolha; e as dores que ela pode sofrer. Ele e sua família deverão se unir com os lobisomens.

 

 

 

 

Jacob Black (Taylor Lautner)

Na luta pelo coração de Bella, o jovem lobisomem deverá ajudar os Cullen a impedir o ataque do exército de Victoria, reunindo o clâ dos lobos. Jacob continua tendo uma relação de ódio contra Edward.

 

 

 

 

Victoria (Bryce Dallas Howard) 

Determinada a vingar a morte de seu namorado, a ruiva reúne um exército de vampiros recém-formados para ir atrás de Bella; não importando quantos lobisomens ou outros sangue-sugas tenha que destruir pra cumprir sua missão.

 

 

 

 

Os Cullen e a Tribo Quileute

Quando a situação fica muito perigosa, a família Cullen e a tribo dos lobisomens devem por suas diferenças de lado e se unir para defender Bella do ataque de vampiros recém-transformados. Rosalie e Jasper ganharão mais destaque, tendo seus passados revelados.

Os Volturi

Dessa vez, não veremos as grandiosas paisagens de Volterra, na Itália… Apenas quatro integrantes do grupo aparecem no filme, sempre observando a situação dos ataques em Seattle e botando pressão na transformação de Bella. Pena que Michael Sheen não volta, ótimo ator.

O Exército Recém-Transformado

Sem dúvida o elemento que mais me chama atenção no terceiro filme. O exército é formado por vampiros-recém transformados, o que significa que são mais selvagens e possuem pouco controle de sua sede de sangue. O grupo, formado por Victoria, é liderado pelo jovem Riley, um dos responsáveis pelos ataques em Seattle.

Fita Partida: Os novos rumos da Saga

A capa do livro de Eclipse, que mostra uma fita vermelha se partindo, simboliza o pacto entre os vampiros e lobisomens sendo destruído. É basicamente isso que vai acontecer no terceiro filme, mas que rumos tomará a história depois?

Quero deixar bem claro que nunca li Amanhecer (pra ser sincero, nenhum dos livros), então não sei como a história acaba. Vão aqui as minhas (malucas) sugestões para o fim da Saga Crepúsculo:

1- Bella vira vampira, mas é caçada por Van Helsing

Imagine uma versão juvenil do Dr. Van Helsing. Quero dizer, alguns podem detestar a ideia, mas eu acho que a série poderia ganhar muito mais adrenalina com o eterno caçador de Drácula.

2 – Os volturi exterminam os Cullen e os Lobos

Com Edward quebrando o acordo com os Volturi ao não transformar Bella em vampira, o grupo reúne seus súditos e parte para Forks, onde uma grande batalha ocorre, terminando com a vitória de Dakota Fening e seu grupo.

3- Crossover

Temendo o ataque de lobisomens, os Cullen se aliam com Bill e os vampiros de True Blood, que apresentam a famosa bebida de sangue sintético aos sanguessugas de Forks, acabando de uma vez por todas as rivalidades entre vampiros normais e a família de Edward.

Vampiros Clássicos, Lobisomens fodas

Claro, os vampiros e lobisomens da Saga Crepúsculo são versões mais “light” dos famosos monstros do terror. E tudo bem, mas vamos relembrar algumas das boas e velhas criaturas da noite…

Drácula de Bram Stoker

Inegavelmente (mais uma vez), inegavelmente o melhor vampiro já criado. Retratado de muitas maneiras, mas acredito que sua melhor versão seja a de Francis Ford Coppola, em Drácula de Bram Stoker. Interpretado por um impressionante Gary Oldman, o conde nunca teve um visual tão ameaçador e, ao mesmo tempo, charmoso.

Nosferatu

O Nosferatu é uma das únicas figuras do cinema que realmente me assustam. Não sou muito fã do primeiro filme (de 1922), mas o personagem é memorável e muito sinistro.

Entrevista com o Vampiro

Os vampiros de Tom Cruise e Brad Pitt são bem agradáveis e eficientes, mas a força do elenco vem de uma jovem Kirsten Dunst, no papel de Claudia. Uma performance memorável e sem dúvida a melhor de sua carreira até hoje.

30 dias de noite

Despindo-se de todo o charme e sedução que a maioria dos vampiros apresenta, os dentuços desse massacre no Alaska são bem sinistros; além de possuírem olhos negros e dentes de piranha, se comunicam entre si através de contorcidos ruídos. Curiosidade: o diretor de 30 Dias de Noite é quem comanda Eclipse, será que rola um banho de sangue? Duvido…

Um Lobisomem Americano em Londres

              Isso sim é um lobisomem!

Aqui está a prova de que lobisomens são bem melhores á moda antiga: sem CG, a boa e velha maquiagem de monstros. A criatura do filme de 1981 é tudo que um lobisomem deve ser: aterrador só de olhar para ele.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Ok, o lobisomem de Harry Potter não é assustador e nem tão selvagem assim, mas há uma coisa nele que me fez colocá-lo nessa lista: sua transformação. A cena é uma das melhores do gênero dos lobisomens, o CG é bem sutil e a imagem do professor Lupin uivando para a lua é memorável.

Lobisomem de Benicio Del Toro

Tudo bem que a versão desse ano do lobisomem vitoriano foi muito irregular e fraca, mas em um aspecto o filme chamou minha atenção: a violência. O lobisomem é uma máquina de matar de sanguionolenta e o diretor não tem medo de fazer belas mortes violentas e trash. Por isso, vale destacar esse lupino.

Twilighters: O impacto da saga na cultura pop

É irrevelante dizer que Crepúsculo é a sensação teen do momento, porque todo mundo já sabe disso. Esse tópico é dedicado a algumas artes caprichadas que eu achei pela internet. Fato: o pessoal de marketing poderia contratar alguns “twilighters” (nome dado aos fãs da saga) para fazer o design dos pôsteres. As criações de fãs são muito superiores aos sem graça e idênticos cartazes oficiais.

                      Sem dúvida o melhor pôster, considerando fãs e oficiais, da saga

A razão pela qual eu acho Crepúsculo uma boa história, é sua associação com alguns aspectos da adolescência. Odeio muitas das invenções de Meyer, como o brilho na luz dos vampiros e os lobisomens descamisados, mas a relação da história com o sexo na adolescência é bem interessante. Bella é uma jovem que quer que seu amado a morda, mas ele quer se casar primeiro. Concordam? Não? Tudo bem, não sou filósofo…

                      Banners mais “artísticos” chamariam mais a atenção

Além das relações e dos simbolismos, a história de Meyer faz o mesmo que Harry Potter fez há alguns anos atrás; transforma ícones do terror em personagens adolescentes, e devo dizer que algumas ideias são interessantes, como por exemplo todo o legado da família Cullen e a organização política dos Volturi (que mereciam um filme-solo).

Muse: A Banda Oficial da Saga

Eu gosto do som da banda Muse, possuem ótimos álbuns (Black Holes e Revelation) e agradam. Todos os filmes da saga tem ao menos uma música na trilha sonora, vamos relembrá-las:

Crepúsculo – Supermassive Black Hole

É tocada na cena do jogo de beisebol. A guitarra é sensacional e o vocal bacana, mas a música meio que fica na mesma. Nota: 7,5

Lua Nova – I Belong to You

A melhor contribuição do grupo na franquia, I Belong To You toca brevemente em uma mudança de cena, merecendo mais destaque. Mais empolgante e agradável, é uma ótima canção. Nota: 9,0

Eclipse – Neutron Star Collision

A mais “leve”, com um óbvio tom romântico nas letras e na execução. É uma boa música, bom solo de guitarra e possui alguns traços de músicas antigas (e melhores) da banda, como a bateria, que lembra muito a da excepcional Knights of Cydonia. Nota: 7,5

Críticas da Saga

Relembre o veredicto dos capítulos anteriores da Saga Crepúsculo:

Crepúsculo

Lua Nova

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas a crítica vai pro ar ainda essa semana (se eu conseguir achar ingressos…). Até lá.

A Experiência WATCHMEN

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , on 10 de setembro de 2009 by Lucas Nascimento

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Watchmen é, por enquanto, o melhor filme de 2009 e um dos melhores que já vi também. É óbvio que você não pode ter a experiência que é Watchmen, sem todos os outros derivados, como Contos do Cargueiro Negro e a versão de 3 horas do filme. Já que já tive a oportunidade de assistir, vou fazer esse mega especial, comentando e criticando os filmes, os cds musicais e os livros. Vamos lá, não é uma piada.

Watchmen – A Graphic Novel

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Pense no seu super-herói preferido. Pensou? Bem, Watchmen não se assemelha nem um pouco com ele. Essa genial e perfeita graphic novel destrói tudo o que conhecemos como super-herói, desde o semi-deus que odeia a humanidade até o paranóico que se perde nas identidades. Repleto de simbolismo, personagens impactantes, flashbacks e tramas paralelas, merece toda essa atenção sim. Escrito por Alan Moore e belíssimamente ilustrado por Dave Gibbons, Watchmen é uma peça obrigatória de coleção, mesmo que você não seja um fã de quadrinhos ou de super-heróis. Apreciar uma ótima e criativa história, com um final complexo que te faz refletir, já é o suficiente.

Nota: 10

Os Bastidores de Watchmen

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Foi uma grande disputa entre diversas editoras para lançar esse livro, que conta, em um grande volume de páginas, o making of da revolucionária HQ. Bem, após conferir o livro, eu diria que não é tudo o que eu esperavan que fosse. Ok, os designs iniciais dos personagens são interessantes, mas eu esperava que tivesse uns depoimentos da criação dos personagens, do estado psicológico. É interessante observar como uma cena é criada e como um personagem poderia ser, mas pode-se tornar entediante para quem não gosta.

Nota: 7,5

Watchmen – o Filme (Versão do cinema)

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 É uma ótima adaptação. Eu diria que foi quase perfeita, mas muitos pontos chaves e elementos visuais estavam fora dessa versão, o que poderia torná-lo um pouco confuso e sem enfoque nos personagens. A trama da paternidade de Laurie é um pouco mal contada também, mas mesmo assim é um épico de ação e extremamente fiel à graphic novel.

Nota: 9,0

Os Contos do Cargueiro Negro

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O desenho dentro da história é fielmente reproduzido em uma animação de cerca de 30 minutos. Bom, é conectado com a trama de Watchmen, e não tenho nada a reclamar sobre a maneira como Zack Snyder o adaptou, mas é que pessoalmente, eu nunca gostei muito da história do pirata. É interessante por conter uma grande semelhança com a trama de Ozymandias e essencial para entender a história.

Nota: 7,5

Sob o Capuz

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O falso documentário apresentando a origem do herói Coruja, a formação e o fim do grupo “Homens-Minuto”, entre outros, é extremamente recomendado para assistir antes do filme, que como o próprio extra do DVD diz:”É um prólogo de Watchmen”. É recheado com entrevistas com os personagens e comerciais do perfume Nostalgia de Veidt.

Nota: 8,5

Watchmen – o filme (Versão do diretor)

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 Gastei quase 15o reais na versão importada, mas valeu cada centavo. Tudo o que faltava na versão do cinema está aqui, menos Os Contos do Cargueiro Negro, mas chegaremos nele depois. Zack Snyder apresenta aqui, 24 minutos de cenas inéditas, que ajudam a detalhar um pouco mais do lado político da trama, como Richard Nixon e a situação do mundo após a partida de Dr.Manhattan. Mas não só a parte política, há também mais algumas cenas de ação, como por exemplo, Rorschach lutando contra dois policiais e a excelente e dramática morte de Hollis Mason.

Podemos dizer que essa versão supera a anterior, apesar de ainda faltar os dois “Bernies” que acompanham pelo jornal a tensão da Guerra Fria e os quadrinhos do Cargueiro Negro. E faltou o ótimo elemento visual que eu acho indispensável, a marca de batom na foto dos Homens-Minuto, quem leu a Graphic Novel sabe do que estou falando. Mas é um filmaço.

Nota:10

ATUALIZAÇÃO: Watchmen – Ultimate Cut

Agora sim. Agora sim temos todas as peças do quebra-cabeças. Acabei de assistir ao Ultimate Cut de Watchmen, que inclue a versão do diretor e Os Contos do Cargueiro Negro juntos. O resultado não pode ser mais perfeito. O mais interessante das cenas do Cargueiro… é quando acompanhamos o jornaleiro e o garoto que lê o gibi; é o lado humano da história, o lado normal de quem acompanha o que os heróis fazem. As partes do desenho são inseridas no momento certo. Perfeito, uma obra-prima visualmente espetacular. Está tudo aqui, fidelidade gigantesca ao quadrinho.

Nota: 10

Extras

[]                               O verdadeiro Rorschach

O DVD/Blu-ray de Watchmen é recheado de extras especiais, que revelam o making of do filme.Vamos a eles.

Tecnologias de um Mundo Fantástico – O físico James Kakalios da Universidade de Minessota, faz uma relação sobre os aspectos fantásticos de Watchmen, como o Dr.Manhattan e a máscara de Rorschach, mostrando que eles não fogem muito da realidade. Destaque para a explicação do brilho azul de Manhattan. Nota: 9,0

O Fenômeno: O Quadrinho que mudou os quadrinhos – Um interessante documentário sobre o impacto da graphic novel em sua época de lançamento, suas diferenças com outros super-heróis e sua grande psicologia.Nota: 9,0

Super-heróis reais, vigilantes reais –  Não pude ver…

Jornadas em Vídeo – Este é o extra que pode ser chamado de “o” making of do filme.Dividido em cerca de 15 partes, as jornadas em vídeo explicam cada processo do filme, cada uma das partes é uma área específica, por exemplo, temos só com o figurino do filme, a máscara de Rorschach, os cenários…E por aí vai. Sem dúvida imperdível e completo.Nota: 10

Vídeos virais – Na verdade é só um, mas vale pelo preço de dois, porque é muito bom e original. Se chama The Keene Act & You (A Lei Keene e Você), é tipo um comercial falso explicando a lei que baniu os vigilantes, medidas que devem ser tomadas e tudo o que foi proibido. Muito bom mesmo, você chega a pensar que é de verdade.Nota: 10

Videoclipe “Desolation Row” do My Chemical Romance – É simplesmente o clipe da música feita para o filme (baseada em uma antiga do Bob Dylan), que mostra a banda My Chemical Romance tocando em um show enquanto enfrenta a polícia. Eu não gostei muito da música, porque possui um ritmo muito descontrolado e não tem a qualidade que Watchmen merece. O clipe possui algumas referências ao quadrinho e ao filme. Nota: 5,5

 Watchmen – O Completo Motion Comic

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O que é isso? Desenho animado do Watchmen? Quase. É a graphic novel animada e dublada, recontando todos os 12 capítulos de Watchmen em um DVD com quase 5h30min. É uma boa diversão, só que todos os personagens são dublados por um mesmo narrador, o que é muito ridículo, sério, é muito caro contratar no mínimo dois narradores? A animação também não é perfeita, mas é interessante conferir. Sobre a trama:Perfeita.

Nota: 5,0 (a história é 10 mas a narração horrível ajuda a tirar essa nota do DVD)

Watchmen Trilha Sonora – Vários artistas

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O primeiro CD da trilha do filme, são as canções já existentes, que ajudam a manter o tom no filme. São músicas muito boas, que combinam perfeitamente com a cena do filme em que são tocadas, o melhor exemplo é All Along the Watchtower de Jimi Hendrix, na sequência em que Rorschach e Coruja chegam na Antártida. Confira abaixo a lista de músicas com suas notas, e a nota do CD inteiro:

1- Desolation Row do My Chemichal Romance, Nota: 6,0 

2-Unforgettable de Nat King Cole, Nota: 9,0

3-The Times They Are A-Changing de Bob Dylan, Nota: 9,0

4-The Sound of Silence de Simon & Garfunkel, Nota: 8,0

5-Me and Bobby McGee de Janis Joplin, Nota: 7,0

6-I’m Your Boogie Man de KC & Sunshine Band, Nota: 9,0

7– You’re my thrill de Billie Holiday,Nota 8,0

8-Pruit Igoe & Prophecies  de The Phlip Glass Emsemble, Nota: 10

9-Hallellujah  de Leonard Cohen, Nota: 9,0

10-All Along the Watchtower de Jimi Hendrix, Nota: 10  

11-The Ride of the Valkyries de The Budapest Symphony Orchestra, Nota: 10

12-Pirate Jenny de Nina Simone, Nota: 8,0 

É um CD muito bom, e todas as músicas são perfeitas para o filme, sem dúvida uma ótima trilha para se ter na sua coleção.

Nota: 9,0

Watchmen Trilha Sonora – Música original de Tyler Bates

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A segunda parte é a trilha orquestrada de Tyler Bates, que criou temas que combinam com alguns personagens, sendo uma trilha que lembra um pouco às dos anos 80. Bom, não é tão boa que nem a de Vários Artistas, mas é muito boa também. Confira.

1-Rescue Mission, Nota:8,0

2-Don’t get too misty eyed, Nota: 7,5

3-Tonight the Comedian died, Nota:8,5

4-Silk Spectre, Nota: 6,0

5– We’ll live Longer, Nota: 7,0

6– You Quit!, Nota: 9,0

7– Only Two Names Remain, Nota: 8,0

8– The American Dream, Nota: 8,0

9– Edward Blake – The Comedian, Nota: 9,0  

10– The Last Laugh, Nota: 6,5

11– Prison Fight, Nota: 9,0

12– Just Look Around you, Nota: 7,0

13– Dan’s Apocalyptic Dream, Nota: 5,5

14– Who Murdered Hollis Mason?, Nota: 4,0

15– What About Janei Slater?, Nota: 8,0

16– I’ll Tell you about Rorschach, Nota: 9,0

17– Countdown, Nota: 8,0

18– It Was Me, Nota: 8,5

19– All that is Good, Nota: 9,0

20– Requiem de Mozart, Nota: 10

21– I Love You, Nota: 7,0    

É de fato uma trilha muito boa, que combina e dá o tom certo para o filme, mas acho que não é o tipo de música que você gostaria de ouvir enquanto dirige seu carro. Mas é boa.

Nota: 8,0

Watchmen – The Art of the Film

watchmen_art_of_the_film1  O Livro é inteiramente em inglês.

Esse esplêndido livro, revela imagens e desenhos da produção do filme, são esboços e desenhos dos personagens, cenários e objetos. São desenhos muito interessantes que trazem desenhos alternativos de como seriam os personagens (o Coruja seria assustador), como os cenários foram inspirados em cenas do quadrinho, entre outros. É, sem dúvida, uma peça de coleção obrigatória para qualquer fã de Watchmen e de cinema.

Nota: 10

Watchmen – Portraits

watchmen-portraits                                           O Livro é inteiramente em inglês.

Sobre esse livro, não há muito o que falar, mas não estraga sua qualidade. São diversas fotos de todos os personagens do filme, dos grandes protagonistas, até os menores figurantes, em preto e branco. São fotos muito boas e é mais um bom livro para sua coleção.

Nota: 9,0

Watchmen -The Film Companion

watchmen-film-companion  O Livro é inteiramente em inglês

Na minha opinião, esse é o melhor livro, ele traz perfis de cada personagem do filme, muitas fotos bacanas de bastidores e entrevistas com os atores, dizendo o que acham do personagem, como foi difícil incorporá-lo, fisica e psicologicamente. É um completo e detalhado making of que explica passo a passo diferentes estágios do filme, com destaque para o complicado processo de criação do Dr. Manhattan. Acho que se eu tivesse que escolher só um livro dessa série, sem dúvida seria esse.

Nota: 10

Watchmen – The End is Nigh 

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Esse é o jogo de videogame sobre o filme. Não é a trama do filme, mas sim uma anterior, na era dourada dos super-heróis, em que foco do jogo vai para Rorschach e Coruja, que estão dublados no jogo por seus intérpretes originais (Jackie Earle Haley e Patrick Wilson). Cheio de lutas e violência digna de Zack Snyder (que colaborou no processo do jogo), é uma boa diversão, com referências ao quadrinho e muita pancadaria, achei o jogo muito bom mesmo.Nota: 8,5

Conclusão

Por que alguns críticos não gostaram de Watchmen? Tenho duas teorias: A versão lançada nos cinemas não é completa como deveria, ou, como aconteceu com Blade Runner e Laranja Mecânica em suas épocas de lançamento: São filmes diferentes, que podem ser redescobertos futuramente.

Agora, por que assistir Cargueiro Negro, Sob o Capuz e a versão do diretor? Porque seria como assistir O Poderoso Chefão Parte 2 sem a trama paralela da ascenção de Don Vito Corleone (quem assistiu sabe o que estou falando), fica muito bom, mas você sente que há um vazio ali.

Espero que tenham gostado do especial, deixem comentários!