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| Sin City: A Dama Fatal | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Essa mulher é de morrer: Eva Green como a Dama Fatal do título

Quando assisti a Sin City: A Cidade do Pecado pela primeira vez, em uma reprise do filme de 2005 na televisão, sabia que estava diante de algo único. A técnica utilizada por Robert Rodriguez para adaptar a graphic novel homônima de Frank Miller foi impressionante, chegando até a ganhar um prêmio especial no Festival de Cannes pelo feito visual. Agora, nove anos depois, batata quente esfria e Sin City: A Dama Fatal não empolga como o primeiro, ainda que traga seus méritos.

Como no filme de 2005, a narrativa consiste em múltiplas histórias. A principal delas é centrada em Dwight McCarthy (Josh Brolin), um fotógrafo que volta a cair nas garras de sua manipuladora ex-namorada, Ava Lord (Eva Green). Temos também uma curta, “Just Another Saturday Night”, que traz Marv (Mickey Rourke) lembrando-se dos eventos de uma noite violenta e duas histórias criadas especialmente para o filme: “The Long Bad Night” traz o aventureiro jogador de pôquer Johnny (Joseph Gordon Levitt), que desafia o notório senador Roark (Powers Boothe) para uma partida mortal, enquanto “Nancy’s Last Dance” traz a dançarina Nancy Callahan (Jessica Alba) buscando vingança pela morte de seu amado Hartigan (Bruce Willis).

O tempo foi um dos grandes inimigos de A Dama Fatal. A continuação aconteceu tarde demais para acompanhar o embalo do primeiro filme, e cedo demais se procurava usar a nostalgia a seu favor. O frescor do original não se manifesta com tanta intensidade aqui, tendo apenas alguns bons efeitos que o 3D é pontualmente capaz de oferecer e o visual, ainda que permaneça belo como há 9 anos atrás, não procura se inovar. Mas tudo bem, eu realmente não esperava que Rodriguez mudasse o look do filme; se fosse mais do mesmo, que ao menos fosse bom. E aqui e ali, o diretor ainda é capaz de impressionar ao trazer os maneirismos visuais cartunescos noir que funcionaram tão bem no primeiro. Especialmente em torno da Ava Lord de Eva Green, que Rodriguez sempre fotografa como uma mulher perigosíssima, quase transformando-a em um animal selvagem, um predador – e a decisão de preservar o verde de seus olhos em meio ao preto e branco, é impactante.

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Joseph Gordon Levitt é um destaque entre as novas adições

Frank Miller é o problema. Ainda que um genial autor de quadrinhos, todos podemos concordar que a experiência de Miller com o cinema não é lá das mais inspiradoras (preciso mesmo trazer The Spirit –  O Filme à mesa?), e seu crédito de co-diretor é atribuído principalmente porque Rodriguez utiliza as HQs de Sin City como guia definitivo. Responsável pelo roteiro das quatro histórias, merece aplausos por aquela que é definitivamente a melhor e mais complexa trama do filme, A Dama Fatal, mas mostra-se simplesmente incapaz de preencher as três histórias restantes com conteúdo o suficiente. São rápidas, vazias e empalidecem diante da trama central, e pior: acabam ficando repetitivas em estrutura. A invasão de Nancy e Marv à mansão de Roark em “Nancy’s Last Dance” é praticamente uma cópia daquela vista em “A Dama Fatal”, o que acaba tornando a ação e os múltiplos desmembramentos genéricos e até entediantes.

Ao menos o elenco consegue ser preservado. Disparado, Eva Green consegue roubar mais um projeto (ela é a única coisa que presta em 300: A Ascensão do Império), seja por sua performance marcada por momentos ambíguos, misteriosos ou por sua figura absolutamente hipnotizante. Jessica Alba também ganha muito mais o que fazer do que meramente dançar aqui, e sua personagem tem um dos arcos mais interessantes. Josh Brolin agrada com sua competente versão de Dwight, criando um retrato próprio ao mesmo tempo em que respeita a performance de Clive Owen no original. Como protagoniza a menos envolvente das histórias, fica nas mãos de Joseph Gordon Levitt sustentá-la toda com seu carisma, algo que o ator é capaz de fazer muitíssimo bem. E preciso ao menos mencionar a curta participação de Christopher Lloyd, que surge com um personagem divertidíssimo.

Efetivamente, Sin City: A Dama Fatal consegue preservar o tom noir e divertido do primeiro filme, ainda que não traga material bom o suficiente para sustentar os rápidos 102 minutos. Mas olha, Eva Green vem realmente provando que é uma mulher pelo qual se mataria.

Obs: Robert Rodriguez e Frank Miller têm duas participações especiais no filme. Fique de olho.

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Trailer INSANO de SIN CITY: A DAMA FATAL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 28 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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PUTA MERDA! Eu estava moderadamente empolgado com Sin City: A Dama Fatal, mas o novo trailer – exibido na Comic-Con – acaba de elevar minhas expectativas. Estava preocupado com o visual do filme (que parecia mais barato, se comparado com o anterior), mas vejo agora que Robert Rodriguez e Frank Miller (que têm uma ponta no vídeo) estão dispostos a levar o estilo que apresentaram em 2005 ao próximo nível.

Ah, Eva Green.

Confira:

Sin City: A Dama Fatal estreia no Brasil em 11 de Setembro.

Veja Gal Gadot de Mulher-Maravilha

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 26 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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O painel da Warner Bros na Comic Con começou há alguns instantes atrás, já trazendo o aguardadíssimo Batman v Superman: Dawn of Justice. Zack Snyder apareceu com os astros Ben Affleck, Henry Cavill e Gal Gadot para liberar um breve teaser do filme, que trazia o Homem de Aço encarando o Cavaleiro das Trevas (que usava a armadura marrenta da obra de Frank Miller).

Além disso, algum bom samaritano conseguiu uma foto do visual de Gadot como a Mulher Maravilha, confira:

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Batman V Superman: Dawn of Justice estreia em 6 de Maio de 2016.

| 300: A Ascensão do Império | Cópia barata do filme de 2006 não impressiona

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , on 9 de março de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

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Eva Green rouba o filme como a sedutora Artemísia

Foi só quando os primeiros trailers e imagens de 300: A Ascensão do Império começaram a sair que realmente acreditei que este filme estava realmente sendo feito. Com um intervalo de 8 anos desde o lançamento do eletrizante filme de Zack Snyder, a Warner aposta em uma continuação/prelúdio desnecessário que não faz justiça ao original.

A trama do novo filme é curiosa. Começa antes dos eventos do primeiro filme, revelando como o conflito entre gregos e persas se intensificou com a chegada de Xerxes (Rodrigo Santoro, tão relevante aqui quanto no original), e se desenrola simultaneamente à batalha de Termópilas comandada pelo espartano Leônidas, agora colocando em foco as batalhas navais lideradas pelo ateniense Temístocles (Sullivan Stapleton) contra a implacável general persa Artemísia (Eva Green).

É incrível que, com um desenrolar temporal bem maior e mais complexo do que o primeiro, A Ascensão do Império soe tão vazio e que seus 102 minutos de projeção não cheguem a lugar algum. O risível roteiro de Zack Snyder e Kurt Johnstad, mais uma vez baseado na (inédita) graphic novel de Frank Miller, aposta em diversos flashbacks sobre a origem de personagens (algo que surge simplesmente para preencher espaço) ou ações que acabaram de acontecer (vide o regresso), e falha até mesmo em oferecer uma conclusão decente para a trama simplória – teimando em encerrar a projeção com um óbvio cliffhanger, ao contrário do primeiro filme. E sem comentários para as subtramas ridículas que tentam oferecer densidade a alguns personagens secundários: historinha de pai e filho na guerra, de novo?

Aliás, o filme de Noam Murro (quem?) só fica pior quando nos lembramos do de Snyder. Falta a esta continuação um protagonista carismático como o Leônidas de Gerard Butler, que aqui é substituído pelo razoável Sullivan Stapleton, mas cujos discursos motivacionais e gritos de guerra empalidecem diante das divertidas frases de efeito do brutamontes espartano. E o Murro sacrifica qualquer oportunidade de apresentar sua visão artística ao se limitar a (tentar) copiar o estilo de Zack Snyder, demonstrando ainda mais fascínio pelo slow motion exagerado e um irritante uso de sangue digital cuja artificialidade é berrante – sem nos esquecermos da fotografia green screen absurdamente luminosa de Simon Duggan. O diretor até tenta promover um plano-sequência durante uma cena de batalha, mas surge apenas como mais uma genérica batalha mal orquestrada e que não empolga, decepcionando até mesmo na grande novidade da projeção: as batalhas navais, que são devidamente preparadas com a empolgante trilha sonora de Junkie XL mas não mostram a que vieram quando o confronto enfim acontece.

Se existe um elemento válido em A Ascensão do Império é a Artemísia de Eva Green, que surge como uma vilã forte e ambiciosa. A atriz consegue roubar o filme para si em cada frame que aparece (confesso que me peguei torcendo por ela em determinado momento, meramente por seu carisma) e agrada por sua performance acertadamente exagerada – e sedutora.

No fim, até mesmo os fãs do primeiro 300 precisam reconhecer que 300: A Ascensão do Império não era um filme que precisava ser feito. Tem suas qualidades aqui e ali, mas é um resultado assustadoramente aquém da produção de 2007 . Agora tenho medo de que este filme faça rios de dinheiro e a Warner aprove mais continuações…

Obs: O 3D convertido do filme é bem decente.

Primeiro trailer de SIN CITY: A DAMA FATAL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 6 de março de 2014 by Lucas Nascimento

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Finalmente. 9 anos após o primeiro filme, e dois adiamentos depois, e finalmente podemos dar uma olhada nas primeiras imagens de Sin City: A Dama Fatal, que traz mais uma coletânea de histórias noir ultraviolentas pelas mãos de Robert Rodriguez e Frank Miller. Sem mais delongas, confira o primeiro trailer:

O novo filme traz histórias inéditas, mas promete adaptar a famosa HQ que dá nome ao filme, com Eva Green no papel-título. O elenco ainda conta com Josh Brolin, Joseph Gordon-Levitt, Jessica Alba, Mickey Rourke, Bruce Willis e Ray Liotta.

Sin City: A Dama Fatal estreia em 25 de Setembro.

| Batman – O Cavaleiro das Trevas | Animação adulta dá movimentos à obra-prima de Frank Miller

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Animação, Críticas de 2013, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , , on 11 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

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Um Batman idoso e violento: a HQ de Frank Miller ganha vida

Em 1986, a DC comics publicou uma das melhores graphic novels da história da indústria: Batman – O Cavaleiro das Trevas, escrita e ilustrada por Frank Miller (com co-ilustrações de Klaus Jason). Quase três décadas depois e o material continua sendo reverenciado e, aos olhos de Hollywood, uma obra “infilmável” – ainda que adaptações ao cinema do personagem tragam diversos elementos da narrativa. Em 2012 e 2013, Jay Oliva dirige uma animação que adapta toda a obra de Miller, e o resultado é bem decente.

A trama, caso não conheça, é ambientada em um futuro sombrio onde não existem mais super-heróis (um universo bem parecido com aquele visto em Watchmen, de Alan Moore) e o crime domina as ruas de Gotham City. Não suportando o nível de violência alcançado pela cidade, o Batman (voz do RoboCop, Peter Weller) abandona a aposentadoria e retorna mais violento e com a ajuda de um novo Robin (uma menina, dublada por Ariel Winter). Na saga para retomar o controle da cidade, o Cavaleiro das Trevas reencontrará velhos inimigos, aliados e até sairá na mão com o Superman |(Mark Valley).

Esta adaptação foi lançada diretamente para DVD, em dois volumes (o primeiro no final de 2012, e o segundo no começo deste ano), pela DC Universe Animated, que também já havia cuidado de uma versão animada para Batman – Ano Um. Em termos de fidelidade, o roteiro de Bob Goodman transpõe toda a genial história de Frank Miller em 2h40 em uma narrativa empolgante e que mantém o tom pesado da HQ. Todos os momentos icônicos estão aqui e alguns deles, graças a recursos que apenas o audiovisual é capaz de oferecer, ganham ainda mais impacto do que no papel: o homérico confronto entre o Morcego e o Superman é um deles, que fica mais longo e impressiona pela ação, e também deve-se créditos ao compositor Christopher Drake, que elabora temas eficientes e que permeiam a história com perfeição – vide sua abordagem minimalista (algo também explorado por Hans Zimmer na trilogia de Christopher Nolan) para o Coringa homicida de Michael Emerson, uma decisão que só ajuda a tornar o personagem mais assustador.

O grande problema reside na técnica de animação. Ainda que a equipe do diretor Jay Oliva tenha conseguido preservar o traço animalesco de Miller, os desenhos ganham vida de forma robótica e quase amadora; reparem que, muitas vezes, os personagens “congelam” e até perdem a habilidade de piscar. Os movimentos labiais também pecam pela artificialidade e quase transformam a produção em experimento desengonçado de dublagem.

É bem improvável que vejamos uma adaptação cinematográfica integral de Batman – O Cavaleiro das Trevas nos cinemas (o confronto com o Homem de Aço está chegando, mas…), pelo menos não num futuro próximo. Até o dia chegar, esta animação faz jus ao clássico dos quadrinhos.

Obs: As animações só encontram-se à venda separadamente.

Chutando bundas | Especial KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

 

Finalmente Kick-Ass: Quebrando Tudo chegou no Brasil. O filme chutou bundas e foi aclamado pela maioria dos críticos lá fora, será que aqui ele também será um sucesso? Fará mais dinheiro nas bilheterias? Acompanhe o especial e descobriremos…

O Quadrinho

Criado por Mark Millar e ilustrado por John Romita Jr., a série de 8 partes sobre o adolescente nerd que resolve se fantasiar de herói talvez seja uma das histórias em quadrinhos mais divertidas que há. Sim, temos muita violência, sangue, palavrões, drogas e uma garotinha de 11 anos matando todo mundo; mas não há como esconder o fato de que seja uma leitura prazerosa.

Millar baseou-se em um momento de sua vida quando ele e seus amigos leram Batman: Ano Um de Frank Miller e ficaram obcecados com o desejo de se tornar um super-herói. De acordo com ele, Kick-Ass mostra o que aconteceria se ele e seus colegas não tivessem criado bom-senso.

Processo de Filmagem

O diretor Matthew Vaughn teve um pequeno problema para filmar a adaptação dos quadrinhos de Mark Millar: o filme não tinha um estúdio. Os grandes estúdios duvidavam do sucesso de uma adaptação tão violenta de super-heróis, o que levou o diretor a pagar todos os gastos do filme com dinheiro do próprio bolso, mas isso lhe deu a liberdade para fazer o filme do jeito que imaginou; sem ter que se preocupar com censura alta.

As filmagens ocorreram em Toronto, Ontario, Londres e Nova York; de 2008 a 2009. Detalhe: A HQ ainda não estava pronta quando o filme começou a ser produzido; Mark Millar e o diretor trabalharam juntos tanto no filme quanto no quadrinho.

Após exibir as primeiras cenas completas do filme na Comic-Con em San Diego, a reação foi arrasadora, e a Universal, Fox e a Lionsgate entraram em conflito pelos direitos do filme. A Lionsgate saiu vitoriosa.

Personagens Principais

Kick-Ass/ Dave Lizewski (Aaron Johnson)

Fascinado por gibis e filmes de super-heróis, o estudante ignorado por garotas e com uma vida infeliz, Dave Lizewski resolve se tornar um super-herói, adotando o nome Kick-Ass, uma roupa de mergulho modificada, dois bastões pintados e uma página no Myspace que usa para receber pedidos de ajuda. É esfaqueado e atropelado em sua primeira tentativa e na segunda, vira fenômeno da internet. Faz dupla com outros vigilantes, como Red Mist, Hit-Girl e Big Daddy.

 Frase Memorável: “Sem poderes, não há responsabilidades.”

Hit-Girl/Mindy Macready (Chloë Grace Moretz)

A jovem Mindy Macready possui apenas 11 anos de idade, mas já é uma verdadeira máquina de matar, especialista em armas de fogo, combate corpo a corpo, acrobacias, facas e espadas. Foi treinada pelo pai, Damon Macready, que assumiu o codinome de Big Daddy, enquanto ela adotou Hit-Girl. Juntos, procuram derrubar um perigoso mafioso e seu imperio de tráfico, procurando ajuda de Kick-Ass e Red Mist. 

 

Frase Memorável: Muito bem cuzões, vamos ver o que fazem agora.”

Big Daddy/Damon Macready (Nicolas Cage)

Pai de Hit-Girl, antes de se tornarem vigilantes, ele era um policial aposentado que, após o assassinato de sua esposa, passou a treinar sua filha para ser mortal e perigosa como ele. Com o aparecimento de Kick-Ass, os dois se inspiram e se tornam vigilantes violentos, com o objetivo de derrubar o mafioso Frank D’Amico. Big Daddy usa como arma seus punhos, facas e armas de fogo.

 Frase Memorável: “Ele deveria é se chamar ‘Pé-na-bunda´” 

Red Mist/Chris D´Amico (Christopher Mintz-Plasse)

Influenciado pelo aparecimento de Kick-Ass, o jovem Chris D´Amico, filho do mafioso Frank D’Amico, tornou-se Red Mist. Quando apareceu, desviou toda a atenção de Kick-Ass, o que fez com que os dois se encontrassem e formassem uma parceria. Seu real objetivo é atrair Kick-Ass para uma armadilha formada por seu pai.

Frase Memorável: “Estarei combatendo o crime 25 horas por dia, 8 dias da semana.”

Frank D´Amico (Mark Strong)

 

Principal bandido da trama, Frank D’Amico é um mafioso que comanda uma das principais redes de tráfico de drogas da cidade. Com o aparecimento de Kick-Ass e os outros vigilantes, Frank vê seu imperio ameaçado; principalmente por Big-Daddy, e não medirá esforços para acabar com a onda de super-heróis.

Frase Memorável: Deve ter sido o cara que parece o Batman.”

 

Quadrinho Vs. Filme

Antes de analisarmos o visual dos personagens, falemos sobre a história. Li apenas as 7 primeiras edições da minissérie, mas já da pra notar algumas diferenças. A predominante, talvez seja o clima de humor que os trailers sugerem. Sim, há humor no quadrinho, mas não é o mesmo clima divertido que o filme promete.

 

Algumas cenas também foram inventadas, como a de Kick-Ass brincando em frente ao espelho. Tudo inserido, claro, para que o filme ganhe mais humor negro, mas a mensagem (sim, há uma mensagem no meio da carnificina) continua a mesma (ao menos eu espero): a influência da mídia e geração da internet.

Agora, vamos dar uma olhada no visual dos personagens, que estão bem diferentes da série de papel:

Kick-Ass

Visual: Sim, Kick-Ass ganhou uma versão em carne e osso fidelíssima, mantendo as mesmas cores e acessórios. A única diferença, é que na versão dos quadrinhos, a máscara do herói não possui um buraco para a boca, como podemos ver na versão do filme. Mas fora isso, é Kick-Ass ganhando vida. Por trás da máscara, porém, Dave Lizewski é bem diferente da versão cinematográfica.

Psicológica: Dave Lizewski está caracterizado no filme como um nerd mais bobão e divertido do que o pessimista protagonista dos quadrinhos, que era bem mais sério, mas com senso de humor.

Hit-Girl

Física: Bem, aqui temos algumas diferenças. A Hit-Girl dos quadrinhos não possui a peruca rosa nem o vestido xadrez da versão cinematográfica. O tom de cor também mudou, assim como o cadeado que a personagem usa no uniforme dos quadrinhos (no filme é uma granada) mas de resto, podemos dizer que Hit-Girl está bem adaptada.

Psicológica: Fidelíssimo. Moretz capturou com perfeição a persona de Mindy Macready.

Big Daddy

Física: Fato: O Big Daddy dos quadrinhos não tem nada a ver com o do filme. A versão de Nicolas Cage usa uma roupa que lembra muito o Batman e o Magneto dos X-Men, enquanto o dos quadrinhos simplesmente usa um casaco de couro e um máscara de pano. Prefiro o do filme, realmente.

Psicológica: O Damon Macready de Nicolas Cage está bem mais excêntrico e engraçado do que o do quadrinho, que é muito mais sério. Isso, mais uma vez, é para acrescentar um pouco de humor negro ao filme.

Red Mist

Física: Red Mist também está bem diferente. Primeiro porque Christopher “Mclovin” Mintz-Plasse não se assemelha com o personagem ( nos quadrinhos ele aparenta ser mais velho) e até mesmo o nome foi mudado. Sobre o visual, o do filme parece com uma roupa de piloto de corrida, adicionando a cor preta ao uniforme, o símbolo no peito, a máscara e o cabelo espetado. Mais uma vez, prefiro a versão do filme.

Psicológica: a cara de nerd bobão de Christopher Mintz-Plasse define o perfil de Red Mist no filme. O do quadrinho é mais misterioso, mas ainda sim é nerd.

 

Guarda-Roupa improvisado

É evidente que o uniforme de Kick-Ass é bem improvisado e tosco, assim como foram as primeiras roupas de grandes super-heróis do cinema. Vamos relembrá-las?

Homem Aranha

Criado como uma fantasia de luta livre, Peter Parker usa uma roupa ridícula que inclue um par de tênis e calça colant. É sem dúvida a grande inspiração de Kick-Ass. Antes de ser Homem-Aranha, ele era o temível “Aranha-Humana”.

Batman

Ainda aprimorando o uniforme definitivo de Batman, Bruce Wayne usa uma roupa bem improvisada, que inclue uma máscara de ladrão, armadura a prova de balas e o cinto, mas sem a capa.

Homem-de-Ferro

O primeiro traje de Tony Stark foi construído em uma caverna com pedaços de metal e sucata, mas ainda assim é uma invenção letal que o ajudou a fugir de seu cativeiro. Possui lança-chamas, força absurda, é a prova de balas e pode voar. Nada mal para uma primeira armadura… 

Comediante

Quando fazia parte dos Homens-Minuto, o sociopata Eddie Blake usava um traje bem tosco (assim como todos do grupo) de cor amarela berrante e com direito a um cinto com o smiley. Um acidente na guerra o fez mudar de uniforme, adotando o de couro preto mais conhecido.

Sweet Ride: Super-heróis não precisam andar a pé

Alguns dos melhores veículos de super-heróis do cinema!

Bat-Pod

O módulo de escape do Tumbler, o Bat-Móvel, é ainda melhor e mais radical que o veículo original. Possui dois canhões, arpões e pode correr a velocidades altíssimas. O Bat-Móvel é bacana, mas a Bat-Pod é f***, sem dúvida o melhor veículo do Homem-Morcego.

Fantastic Car

Mais uma das invenções de Reed Richards, o Fantasticar é um veículo voador da Dodge, utilizado para ajudar o Surfista Prateado em sua missão. Além de ser veloz o suficiente para voar até a China, ele pode se dividir em três partes.

Audi R8

Tony Stark já tem uma armadura que voa e dispara raios, então seu carro não precisa de nenhum tipo de armamento, só uma velocidade de 301 km/h, para atrair atenção e chegar com estilo em festas e eventos. O belo Audi R8 é de cair o queixo.

Mist-Móvel

 

Ford Mustang do filme Kick-Ass, o radical carro pertence à Red Mist. Entre suas funções, estão navegação via satélite, iluminação interna, motor de 620 cavalos, câmeras de ponto de vista diferentes e uma bomba de fumaça (A Névoa). Belo carro.

Nave-Coruja

Veículo flutuante que pertence ao herói Coruja em Watchmen. Possui lança-chamas, metralhadoras, fumaças, é invisível a radar e pode voar a velocidades impressionantes. É bem estilosa, elegante e foi palco de uma “caliente” cena entre a voluptuosa Espectral e o herói.

Super-Som: Músicas memoráveis

A trilha sonora de Kick-Ass já está a solta pelo Youtube, e conferindo algumas faixas, não pude notar de perceber as divertidas homenagens a outros super-heróis. Com isso mente, vejamos algumas músicas que tornaram os super-heróis memoráveis:

Tema de Superman – John Williams

Não á nada dizer. Não há ser humano que nunca tenha ouvido a clássica música do Superman de 78. Nostalgia…

 

Batman – Danny Elfman

A trilha dos filmes de Chris Nolan são bem mais sombrias e melhores construídas, mas sem dúvida; o tema de Elfman é sensacional.

Tema de Homem-Aranha – Danny Elfman

E mais uma vez Elfman… Toda vez que algum filme do cabeça-de-teia vai começar, os créditos começam a correr e começa essa música arrepiante, provocando no início e empolgando ao decorrer do tempo.

Iron Man – Black Sabbath

Pode até não ser a “trilha oficial” do filme, mas é impossível pensar no herói de armadura e não lembrar do bom rock de Ozzy Osbourne.

Menção Honrosa: Why So Serious? – Hans Zimmer

Eu sei que é um espaço para trilhas de heróis, mas a trilha do Coringa composta pelo talentoso Zimmer é inesquecível, o som da anarquia.

Balls to the Wall

  Red Mist ganhará mais destaque na sequência

A continuação de Kick-Ass nos quadrinhos e no cinema já está confirmada. Mark Millar anunciou que o título será Balls to the Wall e que, além de introduzir novos personagens, seria muito mais pesada e sombria do que o original.

SPOILERS O que Mark Millar reserva para o futuro? (selecione o texto se quiser saber) Kick-Ass tendo sua identidade secreta exposta, mais informações sobre a personagem de Hit-Girl, que tentará levar uma vida normal (no melhor estilo Marcas da Violência) e muitos vilões, com destaque para Red Mist, que será um supervilão (diz o boato que seu nome será “Motherfucker”.).  

Millar já está escrevendo o texto, e o lançamento deve ocorrer em Setembro.

Vídeo Comemorativo

Uma pequena montagem que fiz há alguns meses atrás, usando cenas do filme e a música “Hero” de Nickelback. Aproveitem:

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguardem pela crítica na Quinta Feira!