Arquivo para franquia

| X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

XMenDaysofFuturePast
Fera, Wolverine e o jovem Charles Xavier

Já se passaram 14 anos desde que Bryan Singer assumiu a arriscada tarefa de levar os X-Men ao cinema, em Julho de 2000. Nesse longo espaço de tempo, o gênero de super-heróis se transformaria em uma mania mundial, e o grande responsável por encher os cofres dos grandes estúdios de Hollywood. A franquia mutante da Fox se saía bem, entre erros e acertos, mas é com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido que Singer encara seu maior desafio como cineasta ao transportá-las ao próximo nível.

A trama é inspirada livremente em uma das mais celebradas HQs dos X-Men, e envolve o grupo lutando contra as mortíferas Sentinelas, robôs gigantes especializados em destruir mutantes, em um futuro devastado. Na esperança de impedir que a guerra comece, o professor Charles Xavier (Patrick Stewart) manda Wolverine (Hugh Jackman) de volta para seu corpo dos anos 70 a fim de reajustar a situação ao reencontrar as versões jovens da equipe e evitar que um evento decisivo para a criação das Sentinelas ocorra.

Um filme dessa escala, com um elenco que mal cabe no pôster é um perigo por natureza. Pode ser muito inchado, incoerente ou desconcentrado, riscos típicos de produções assim. Felizmente, Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg encontram um perfeito ponto de equilíbrio para contar a mais grandiosa história dos X-Men até agora. Ambientada tanto no passado quanto no futuro distópico, a montagem de John Ottman (que também assina a excelente trilha sonora) navega com fluidez entre as duas linhas temporais, ainda que se concentre mais naquela ambientada na década de 70 – considerando a aceitação popular de X-Men: Primeira Classe, é uma decisão sábia.

xmen
Encontro de gerações

Já a ideia de viagem no tempo permanece até hoje como um dos elementos mais complexos não apenas do cinema, mas também de nossos conhecimentos científicos. O próprio Singer declarou que teve encontros com ninguém menos do que James Cameron para compreender melhor o conceito (e é divertido ver como Singer claramente se inspira em O Exterminador do Futuro ao retratar o futuro sempre à noite, sombrio e o fato de Wolverine despertar sem roupas quando acorda em seu corpo jovem) de realidades alternativas e paradoxos temporais. Aí reside o maior problema da produção, que opta por teorias um tanto confusas (aliás, qual teoria de tempo é usada aqui? Simultâneo? Imutável?) e que trazem certos problemas em sua linearidade, especialmente nos conceitos da Teoria do Caos. É uma confusão que se dá durante o terceiro ato, mas que não prejudica seu resultado; que pende mais para o positivo.

A começar pelo elenco dos sonhos de qualquer fã do gênero, que se sai bem com o habitual carisma de Hugh Jackman na liderança, mas também oferece muito espaço para os ótimos Michael Fassbender e James McAvoy, que continuam reinventando brilhantemente seus personagens, (Magneto nunca esteve tão radical, e Xavier surge inacreditavelmente desolado e selvagem) ao mesmo tempo em que aproveita na medida do possível a presença do elenco original. Temos lá a presença de ouro de Ian McKellen e Patrick Stewart, rápidas participações de Halle Berry, Anna Paquin (piscou, perdeu), Ellen Page, entre outros. O time ainda acrescenta alguns mutantes carismáticos – a Blink interpretada pela chinesa Fan Bingbing é minha preferida – que, ainda que não tenham tanto destaque ou desenvolvimento, rendem ótimas cenas de ação.

E como Singer entende disso. Sem embalar um sucesso de verdade desde sua última incursão na franquia, o diretor comanda com maestria as cenas de ação que envolvem múltiplos mutantes, distribuindo tarefas específicas e fazendo-os combinar seus poderes na luta contra as ameaçadoras Sentinelas. Vale também mencionar a espetacular cena envolvendo o mutante velocista Mercúrio (o carismático Evan Peters) em uma fuga de prisão, que, ao som de “Time in a Bottle”, é desde já uma das sequências mais bem feitas e impressionantes que o gênero já ofereceu. Também elogio a decisão do diretor em trazer diversas câmeras-dentro-da-história para cenas com multidões, algo que oferece um caráter de urgência e também ajuda com a ambientação de época (já que são câmeras super 8).

XMENDOFP
Para os fãs de J-Law, Mística tem mais destaque na trama

Mas ainda que seja preenchida por espetáculo e não perca tempo algum, a trama jamais esquece aquilo que sempre deu um diferencial a X-Men: suas questões sociais. Aqui essa temática ganha ainda mais força ao tornar a Mística de Jennifer Lawrence um elemento fundamental no desenrolar de ambas as linhas temporais, o que faz sentido considerando a posição que a personagem assumia no longa anterior (Primeira Classe). Não deixa de ser irônico como a grande ameaça física do longa – as Sentinelas – tenha sido criada por um sujeito com o porte físico de Peter Dinklage. Ainda na ala de poderio visual, o filme traz imagens altamente simbólicas, vide o momento em que corpos de mutantes são empilhados (remetendo diretamente ao Holocausto), ou a cena em que a Casa Branca é cercada por um estádio de beisebol; uma forma gritante de conciliar política e esporte, que curiosamente surge mais poderosa para os brasileiros neste ano de Copa do Mundo.

Dado o tamanho da aposta, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido era um filme que poderia ter dado perigosamente errado. Felizmente, isso foi em alguma realidade alternativa obscura, já que o retorno de Bryan Singer à franquia é eficiente, divertido e mesmo que não seja o melhor filme desta, certamente é o maior. E o melhor de tudo é perceber como sua conclusão oferece aos produtores novos rumos para essa franquia tão admirável.

Obs: Há uma cena após os créditos que vai deixar os fãs de X-Men malucos.

Obs II: Participações especiais e uma revelação mutante que você NUNCA imaginaria. Fiquem ligados.

Obs III: Eu dispensaria o 3D.

Leia esta crítica em inglês.

De Volta para o Passado | Especial X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

xm

Com viagem no tempo, duas linhas temporais e um elenco esmagador, o mais grandioso filme dos X-Men enfim chegou. Como já havia feito especiais para outros filmes da franquia (em especial, Primeira Classe), não me estenderei muito aqui. Bem, confira agora o especial de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido:

X1

Os (muitos) personagens de Dias de um Futuro Esquecido:

Wolverine | Hugh Jackman

wolv

Vulgo: James Howlett/Logan

Mutação: Reneração e Garras

Protagonista definitivo da franquia, o mutante Wolverine é o escolhido para voltar no tempo graças à sua imortalidade. Logan é enviado para os anos 70 a fim de reunir novamente os X-Men e evitar o futuro apocalíptico que os aguarda. Vale lembrar que o mutante será mostrado com garras de osso, já que o experimento Arma X só ocorre na década de 80.

FUTURO

Professor X | Patrick Stewart

xavier2

Vulgo: Charles Xavier

Após ter sido desintegrado pela Fênix Negra, o professor Charles Xavier encontrou uma forma de voltar à vida através de um sujeito moribundo. No futuro apocalíptico de 2030, alia-se com o antigo inimigo Erik Lehnsherr para deter as Sentinelas.

Magneto | Ian McKellen

magneto2

Vulgo: Erik Lehnsherr

Ignorando os anos em que teve Xavier como inimigo, Erik Lehnsherr aposenta o capacete de Magneto para ajudar o colega na luta contra as Sentinelas.

Tempestade | Halle Berry

storm

Vulgo: Ororo Munroe

Com suas habilidades de voo e controle do clima, Tempestade retorna para ajudar os X-Men na luta contra os Sentinelas.

Kitty Pride | Ellen Page

kitty

Graças a uma evolução de sua mutação, Kitty Pride descobriu um modo de transportar mentes para seus corpos no passado. A estratégia transforma-se em um dos principais técnicas de combate contra as Sentinelas, e também na viagem a ser encarada por Wolverine.

Homem de Gelo | Shawn Ashmore

iceman

Vulgo: Bobby Drake

Com sua mutação evoluída em O Confronto Final, Bobby Drake agora é capaz de transformar seu corpo todo em gelo. Além de ser uma das peças-chave na luta contra Sentinelas, serve como grande companheiro de Kitty Pride.

Colossus | Daniel Cudmore

colossus

Vulgo: Peter Rasputin

Força bruta do grupo, Colossus usa de seu corpo metálico para combater os Sentinelas.

Bishop | Omar Sy

bishop

Vulgo: Lucas “Luke” Bishop

Nova adição da franquia, o ator francês Omar Sy (de Intocáveis) assume o papel de Bishop, um mutante capaz de absorver energia. É um dos líderes do grupo de Xavier no futuro.

Macha Solar | Adan Canto

sunspor

Vulgo: Roberto Da Costa

Participação brasileira na equipe dos X-Men, Mancha Solar possui a habilidade de controlar e lançar chamas.

Blink | Fan Bingbing

blink

Vulgo: Clarice Fergunson

Uma das mais interessantes adições à franquia, Blink tem a habilidade de criar portais de teletransporte (meio que buracos de minhoca), algo que revela-se muito últil ao enfrentar os Sentinelas.

Apache | Booboo Stewart

warpath

Vulgo: James Proudstar

Mais um dos novos personagens, Apache utiliza de seus sentidos aguçados para auxiliar o grupo de Xavier no combate contra os Sentinelas.

PASSADO

Charles Xavier | James McAvoy

XAVIER1

Sofrendo com a perda de Raven para o então amigo Erik, Xavier abriu mão de seus poderes (graças a uma fórmula criada por Hank McCoy) para voltar a andar. O advento da Guerra do Vietnã deixou-ou desamparado e sem esperanças, até o momento em que Wolverine aparece batendo em sua porta…

Magneto | Michael Fassbender

magneto1

Vulgo: Erik Lensherr

Confinado no Pentágono sob acusação de ter assassinado o presidente JFK, Magneto mantém sua postura radical de supremacia mutante. Ao ser resgatado por Wolverine e Xavier, começa a trabalhar em seus próprios planos.

Mística | Jennifer Lawrence

MYSTIQUE

Vulgo: Raven Darkholme

Um dos núcleos centrais da trama, Mística trabalha sozinha após a prisão de Magneto. Com a habilidade de transformar sua aparência, a mutante vai orquestrando uma vingança contra Bolivar Trask após este ter matado diversos aliados em experimentos científicos. Seu gene de metamorfose também é chave na criação das Sentinelas.

Fera | Nicholas Hoult

beast

Vulgo: Hank McCoy

Servindo como ajudante e companheiro de Charles Xavier em seu período depressivo, Hank McCoy desenvolveu um soro que ajuda a controlar sua mutação – podendo decidir quando se transforma na forma azulada e peluda de Fera.

Mercúrio | Evan Peters

QUICK

Vulgo: Pietro Maximoff (no filme, Peter)

A versão Fox do mutante Mercúrio (filho do Magneto) é certamente o ponto alto do filme. Dotado de uma velocidade assombrosamente rápida, o jovem é recrutado por Wolverine para ajudar na invasão ao Pentágono. Tem poucas cenas, mas rouba todas. Você também o verá em Os Vingadores – A Era de Ultron, mas com as feições de Aaron Taylor-Johnson e sem relação com a franquia mutante.

Destrutor | Lucas Till

HAVOK

Vulgo: Alex Summers

Alex Summers está servindo no Vietnã quando é recrutado por Mística. Só tem uma cena, mas o mutante tem a chance de soltar seus raios.

Groxo | Evan Jonigkeit

toad

Vulgo: Mortimer Toynbee

A mesma equação de Summers se aplica a Toad, que tem uma breve participação apenas.

Bolivar Trask | Peter Dinklage

trask

Principal presença humana da trama, Bolivar Trask é o responsável pelo projeto dos Sentinelas. Receioso quanto às intenções do mutantes, e temendo a extinção de sua espécie, Trask elabora a construção dos robôs gigantes exterminadores.

X3

Aquela tradicional revisitada aos filmes da franquia X-Men:

X-Men: O Filme (2000)

x1

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido longa de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou o carisma de Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

x2

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

x3

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

wolverine

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva. Vale lembrar que Wolverine – Imortal não é uma continuação direta a esta bomba, e sim a X-Men: O Confronto Final.

X-Men: Primeira Classe (2011)

4.5

firstclass_69

Sem dúvida o melhor filme da franquia, Primeira Classe acerta em cheio ao trazer o impacto da Guerra Fria no passado dos mutantes. Mesmo que o show fique melhor com as presenças do Xavier xavequeiro de James McAvoy e o Magneto fodástico de Michael Fassbender, o filme de Matthew Vaughn faz um ótimo trabalho ao desenvolver com eficiência seus (muitos) personagens e promove excelentes cenas de ação.

Wolverine – Imortal (2013)

3.0

wolverine_22

Tendo em vista a catástrofe que foi a primeira aventura-solo de Wolverine, a única certeze em relação a Wolverine – Imortal era a de que não poderia ser pior. E, de fato, o filme de James Mangold acerta ao trazer uma história mais intimista e cenas de ação caprichadas. A ambientação japonesa também agrada, mas o longa ainda não faz jus ao potencial do carcaju, e escorrega ao trazer situações e personagens ridículos.

X2

Alguns filmes memoráveis sobre viagem no tempo:

A Máquina do Tempo (1960)

rod-taylor-time-machine

Uma das primeiras grandes produções sobre o tema, A Máquina do Tempo adapta uma das mais famosas obras de H.G. Wells. Nela, Rod Taylor interpreta um cientista que inventa uma máquina do tempo e acaba indo para um futuro dividido em duas espécies mortais. Rendeu um remake desastroso com Guy Pearce, em 2002.

O Exterminador do Futuro (1984-)

314958

Melhor criação de James Cameron, a franquia que traz Arnold Schwarzenegger como um ciborgue assassino (e defensor, nas continuações) viajante do tempo hoje anda enrolada após alguns tropeços e tem um reboot pra sair em 2015. Vale lembrar que o diretor Bryan Singer foi trocar uma ideia com Cameron sobre conceitos de viagem no tempo…

Trilogia De Volta para o Futuro (1985-89)

btff

Certamente a obra máxima do tema (ou pelo menos a mais divertida), a trilogia comandada por Robert Zemeckis e protagonizada por Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc Emmet Brown (Christopher Lloyd) é também uma das melhores trilogias do Cinema. Sua história contínua inclui uma viagem para os anos 50, uma ida para uma 2015 futurista e um retorno ao Velho Oeste de 1885. Cada filme tem uma temática diferente, mas o humor inteligente e as ótimas sacadas estão sempre lá.

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (1989)

movies_10_classic_time_travel_films_6

Comédia protagonizada por Keanu Reeves e Alex Winter, traz dois jovens abobalhados que acabam viajando para diversos períodos históricos a fim de preparar um trabalho para a escola.

Feitiço do Tempo (1993)

groundhog-day-driving

Genial comédia de Harold Ramis, traz Bill Murray como um repórter cobrindo uma matéria inacreditavelmente enfadonha (o dia da marmota) e que acaba preso em um loop temporal, onde é obrigado a reviver o mesmo dia inúmeras vezes.

Os 12 Macacos (1995)

12-Monkeys2

Um dos trabalhos mais inspirados de Terry Gilliam como cineasta, traz Bruce Willis como um condenado que é mandado de volta no tempo para descobrir a origem de um vírus mortal que desolou a humanidade em um futuro distante. A trama é cheia de reviravoltas e conceitos estimulantes, especialmente em sua abordagem esperta à ideia de simultaneidade do tempo.

Donnie Darko (2001)

donnie-darko

Cult que acabou se tornando ícone nas redes sociais, Donnie Darko é uma instigante história centrada em um jovem aparentemente esquizofrênico que tem visões de um coelho gigante alertando-o sobre o fim do mundo. O que tem a ver com viagem no tempo? O longa de aposta pesado em conceitos de buracos de minhoca, Teoria das Cordas, etc. Muito interessante.

Efeito Borboleta (2004)

bff

Sucesso que acabou por render uma franquia (mas nenhum dos outros filmes presta), Efeito Borboleta acompanha as tentativas do desequilibrado Evan de voltar no tempo a fim de consertar sua vida e conseguir a mulher que ama. Tem reviravoltas sombrias e o roteiro explora bem as realidades alternativas criadas pelo protagonista.

Star Trek (2009)

875089-spock_prime2

A série Jornada nas Estrelas sempre explorou o conceito de viajar no tempo, mas o que J.J. Abrams conseguiu em seu ótimo reboot foi a solução magna sobre como reinventar uma franquia: um dos personagens da série original volta no tempo para encontrar suas versões jovens, e acaba criando uma realidade alternativa no processo. Star Trek é uma reinvenção, mas também se encaixa no cânone clássico.

Looper – Assassinos do Futuro (2012)

looper_03

Bruce Willis ataca de viajante do tempo novamente, agora no eficiente Looper, onde divide cena com Joseph Gordon Levitt. A ficção é bem simples em seu conceito central, onde assassinos do futuro enviam suas vítimas para serem eliminadas no passado. A grande sacada do filme é colocar Willis fugindo de sua versão mais jovem, e a resolução que encontra para encerrar a trama.

X4

O que a franquia X-Men reserva para o futuro…

X-Men: Apocalipse (2016)

Apocalypse_Wallpaper_5

Bryan Singer já foi confirmado na direção de X-Men: Apocalypse, que trará o famoso mutante En Sabah Nur como principal antagonista. A trama se ambientará nos anos 80 e, enquanto se concentrará nos personagens de Primeira Classe, trará versões jovens de Ciclope, Jean Grey e Tempestade – além de apresentar Channing Tatum como Gambit. Vale lembrar que Dias de um Futuro Esquecido já traz uma surpresinha do filme…

Wolverine 3 (2017)

NEHPnDiMwwSLLO_2_b

Com o sucesso financeiro de Wolverine – Imortal, mais uma aventura solo do Carcaju está em desenvolvimento. O diretor James Mangold deve retornar e Hugh Jackman declarou que os roteiristas procuram uma trama que justifique a realização do filme, que deve ser sua última performance como Wolverine.

Deadpool (Sabe-se lá quando)

3778515-2896495409-70159

Ai, ai. Quem me acompanha aqui sabe o QUANTO eu já falei sobre um possível filme do Deadpool. Então vamos lá reprisar qual é o drama: a dupla Rhet Reese e Paul Wernick tem um roteiro genial em mãos, mas luta para encontrar um diretor e um acordo com o estúdio – já que o longa precisa de uma censura 18 anos para fazer o personagem funcionar. Ryan Reynolds permanece como protagonista. Sério, façam logo.

X-Force

xf

Anunciado no ano passado, X-Force é descrito como uma equipe “black ops” do mutantes, ou seja, muito mais ação aqui. Jeff Wadlow (Kick-Ass 2) foi contratado para assinar o roteiro do filme, que ainda conta com o consultor Mark Millar. Rumores recentes colocam Stephen Lang como intérprete de Cable. Nunca li muito sobre o grupo, mas torço para que não se limite a um mero filme de ação com super-poderes (vide a equipe de Strkyer em X-Men Origens: Wolverine).

E é isso. Já assisti a X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e publicarei a crítica ainda essa semana.

| Godzilla | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

Godzilla
Godzilla is back

Criado por executivos da Toho Co em 1954, Godzilla é um dos mais adorados ícones da cultura pop da cultura mundial, sendo um dos grandes representantes do gênero japonês Kaiju. Serviu como metáfora inteligente para a questão nuclear que se intensificava na época de seu lançamento e rendeu 28 longas em sua terra natal, além de duas versões americanas. No aniversário de 60 anos do lagartão radioativo, a Warner aposta na visão de Gareth Edwards no reboot Godzilla, que agrada ao resgatar elementos clássicos da franquia, mas erra no tom.

A trama traz os eventos para os dias atuais, com um cientista (vivido por Bryan Cranston) vasculhando para descobrir um segredo encoberto pela empresa japonesa na qual trabalhava antes da morte de sua esposa (Juliette Binoche). Ao mesmo tempo em que seu filho militar (Aaron Taylor-Johnson) retorno para os EUA, estranhos acontecimentos culminam no aparecimento de monstros gigantes que ameaçam cidades americanas – despertando Godzilla, que parte para detê-los.

É isso aí que você leu: Godzilla é, de certa forma, o herói do filme. É uma novidade para as pessoas não familiarizadas com o legado do personagem, mas tal decisão já foi usada diversas vezes ao longo de seus longas japoneses (o monstrão já teve até filhos, parceiros e crossovers) e serve como um diferencial interessante. A forma como o roteirista Max Borenstein (que seguiu ideias de Frank Darabont e David Goyer) descreve a criatura como “uma força da natureza que visa estabelecer equilíbrio no meio natural” é estimulante, assim como a ideia de trazer oponentes que não humanos – ainda que a criatura gigantesca represente uma ameaça à população. Vale elogiar também o design da criatura, que mantém a postura lenta e “gordozilla” do original.

Responsável pelo indenpendente Monstros, Gareth Edwards acerta quando aposta no espetáculo, principalmente quando Godzilla sai na mão com algum de seus oponentes. O diretor ainda brinca com o espectador ao sempre adiar o encontro entre as criaturas, como uma grande porta se fechando antes do combate ou vislumbres em uma televisão. O senso de tamanho é igualmente importante, e ver coisas como um plano plongé que traz o protagonista nadando ao lado de um cargueiro, transformando os humanos em meras formigas, é animador.  Também ajuda na revelação de seus monstros a trilha sonora surpreendentemente épica de Alexandre Desplat, que acertadamente escolhe trombetas e flautas japonesas para compor a narrativa.

Mas se Godzilla impressiona no visual, decepciona em seu roteiro.

Não que seja sensato esperar uma história genial vinda de um filme que traz monstros gigantes batalhando entre prédios, mas se você está disposto a concentrar mais da metade do tempo de projeção em subtramas humanas, ao menos torne-as envolventes. Borenstein fica preso à clichês e convenções (o militar voltando para casa, intrigas pai e filho, mulher e marido…), pecando ainda por seus diálogos expositivos (“Não pai, eu sou do esquadrão antibombas. Eu desarmo bombas, não construo”) e a unidimensionalidade de seus personagens; algo que também não ajuda o elenco. É só notar a diferença de qualidade entre a cena mais dramática entre Bryan Cranston e Juliette Binoche e aquelas entre Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen (ainda que eu fosse capaz de assistir a uma trilogia só com a atriz rindo graciosamente).

“Ora seu… Clichês e arquétipos são típicos do Godzilla original!” Exatamente, mas Edwards erra ao levá-los tão a sério. Se não quisesse apelar para o cartunesco (como fez tão bem Guillermo Del Toro com seus humanos em Círculo de Fogo ou o Godzilla original, que trazia até um cientista de tapa-olho), então que oferecesse algo a mais, ou bem feito. Acompanhar figuras vazias por tanto tempo quase torna a experiência entediante, e esse não é o adjetivo esperado para uma produção do gênero. Nem mesmo o tom alarmante e assustador prometido pelos trailers marca presença aqui, já que nunca temos uma reação global aos eventos catastróficos.

Em termos bem simples, Godzilla é sensacional quando temos cenas com o protagonista, e simplesmente medíocre quando não o temos – o que é algo em torno de 70% da produção. Existem coisas que não precisam ser levadas tão a sério.

Obs: Ainda que o 3D convertido traga momentos de profundidade, é demasiado escuro e descartável.

Hear Me Roar | Especial GODZILLA (ゴジラ)

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

godzilla2

O rei dos monstros está de volta. Em uma nova chance de popularizar um dos ícones japoneses no cinema americano, a Warner Bros aposta no diretor Gareth Edwards e em grande elenco no novo Godzilla, o que nos leva à chance de conhecer mais sobre sua criação e suas seis décadas de existência nas telas. Vamos lá:

goj3

Um breve sumário sobre o processo de criação do novo filme.

Por que fazer mais um filme de Godzilla?

godzilla_19

 A história começa 10 anos atrás, com o lançamento do último filme de Godzilla produzido pela Toho Co., responsável por todos os filmes japoneses do personagem. De lá pra cá, Hollywood sempre tentou honrar o ícone japonês nas telonas, mas fracassou – tanto em público quanto crítica – com a versão de Roland Emmerich em 1998.

Em 2oo3, a TriStar perde os direitos do personagem e o diretor Yoshimitsu Banno (responsável por um dos filmes da franquia original, veremos abaixo) parte para um projeto em 3D IMAX do personagem, entitulado Godzilla 3D To the MAX. Banno se uniu a produtores americanos em 2007 para dar vida ao projeto, mas uma série de problemas financeiros a respeito com a tecnologia atrasaram o projeto.

Godzilla_2014_Art_of_Destruction_-_Gareth_Edwards_and_LegendaryGoji_Figure
O diretor Gareth Edwards

Entra a Legendary Pictures para ressuscitar o projeto em 2009. A produtora se alia à Toho Co. e à Warner Bros em 2010 para uma nova tentativa de lançar no monstro nos cinemas americanos, contando com Yoshimitsu Banno agora na produção executiva e uma inspiração maior no filme original de 1954. As engrenagens se moveram e o diretor britânico Gareth Edwards (que até então só havia dirigido o independente Monstros) foi o escolhido para comandar o reboot.

Mesmo com diretor fechado já em 2010, a produção permaneceu em estágio de desenvolvimento até 2012, trabalhando no design de criaturas e na visão geral da produção. Já o roteiro passou de diversas mãos até chegar no resultado final: David Callaham (Os Mercenários), David S. Goyer (Trilogia Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço), Max Borenstein e Drew Pearce foram os responsáveis pelos primeiros tratamentos. A versão final do texto ficou a cargo do cineasta Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre, The Walking Dead), que definiu que sua visão trazia:

  1. 1. Godzilla como “um grande fenômeno da natureza”
  2. Drama humano pesado
  3. Uma alternativa contemporânea à metáfora das bombas nucleares

godzilla_17
O novo visual de Godzilla

O design da criatura procurou grande inspiração na criatura original da Toho (ignorando a criticada versão “iguana” de Roland Emmerich), passando ainda por Jurassic Park, Alien, Tropas Estelares e King Kong. Edwards também confirmou que Godzilla não será o único monstro da produção, e que o personagem será mais um anti-herói do que vilão.

As filmagens começaram em 18 de Março de 2013, contando com um elenco estelar e um orçamento aproximado de 160 milhões de dólares. A equipe ainda conta com Seamus McGarvey na direção de fotografia (em 2D, sendo convertido para 3D na pós-produção), Jon Rygiel (trilogia Senhor dos Anéis) na supervisão de efeitos visuais e Alexandre Desplat a cargo da trilha sonora.

Futuro

godzilla_18

Como não se faz um filme atualmente grande sem pensar no futuro, os olhos se voltam para Gareth Edwards. Ainda que prometa que seu filme tem uma conclusão fechada, não descarta reutilizar algumas ideias da franquia original (o diretor já se declarou fã da Ilha Monstro, de 1968) em possíveis continuações. Além disso, o empolgado Guillermo Del Toro ainda sugeriu um crossover entre Godzilla e seu Círculo de Fogo.

No esquema das coisas, não ficaria surpreso se Godzilla fizesse uma ponta em Batman Vs. Superman.

GOJ

Os principais personagens do novo filme:

Ford Brody | Aaron Taylor Johnson

aaron

O tenente americano Ford Brody é especializado no desarmamento de bombas. Casado e pai de um filho pequeno, Brody é logo mandado para o combate novamente quando os ataques de monstros começam a assolar diferentes cidades americanas.

Joe Brody | Bryan Cranston

bordy

Deixando de lado seu alter-ego como Heisenberg na série Breaking Brad, Bryan Cranston vive Joe Brody, cientista chefe da usina nuclear japonesa Janjira. Após uma anomalia misteriosa afetar o lugar e lhe custar uma perda pessoal, Brody fica obcecado em descobrir a verdade encoberta pela empresa e parte atrás de respostas.

Ichiro Serizawa| Ken Watanabe

wata

Maior papel japonês de peso, Watanabe interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, cientista que estuda as aparições de Godzilla e outros monstros do tipo há anos. De certa forma responsável pela criação da criatura, ele pode ter a chave para neutralizar a situação.

Elle Brody | Elizabeth Olsen

olsen

Elizabeth Olsen é um nome pra se guardar na cabeça. A talentosa irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley já brilhou em alguns dramas e agora embarca no cinema blockbuster, com a continuação de Os Vingadores e sua Elle Brody em Godzilla. Ela interpreta a esposa de Ford.

Sandra Brody | Juliette Binoche

bin

Maior surpresa no elenco, a atriz francesa Juliette Binoche interpreta a esposa de Joe Bordy, Sandra, que também é uma funcionária da Janjira. Os trailers meio que já entregaram o destino trágico da personagem, envolvendo um acidente na usina nuclear.

Godzilla | Andy Serkis

gojita

Esperava por essa? Isso aí. Mesmo que seja uma criação computadorizada, Godzilla tem um intérprete de captura de performance: ninguém menos do que o especialista no ramo, Andy Serkis (Gollum, César de Planeta dos Macacos e o King Kong de Peter Jackson). E o que dizer sobre seu personagem? Uma fera gigantesca e destruidora, que promete trazer dor de cabeça à humanidade e sair na mão com mais alguns monstros gigantes.

goj2

Let’s put it simple: Godzilla tem filmes pra cacete. Mais que o James Bond. São filmes lançados desde 1954, com o reboot de Gareth Edwards marcando o 60º aniversário do personagem e sua 31ª incursão nas telas do cinema.

Não assisti a nem um quarto dos filmes de Godzilla, por isso me limitei a apresentar um breve sumário sobre cada longa – ao invés de avaliá-los criticamente. Uma questão complexa na franquia é a diferença dos títulos japoneses para os americanos, então trouxe aqui as versões de cada idioma.

Comece:

A ERA SHÔWA (1954-1975)

Godzilla (1954)

JAPÃO: Gojira

Gojira_1954_Japanese_poster

O filme que começou tudo. Gojira foi criado pelo executivo da Toho, Tomoyuki Tanaka e pelo diretor Ishiro Honda, ganhando vida pelas mãos do técnico de efeitos especiais Eiji Tsubaraya e pela icônica música de Akira Ifukube. O primeiro filme aposta pesado na mensagem contra ao desenvolvimento de bombas nucleares da época, trazendo também ecos fortíssimos da destruição de Hiroshima e Nagasaki. A trama aposta no ataque da criatura à cidade de Tóquio, e as tentativas da humanidade de eliminá-lo.

Godzilla Raids Again (1955)

JAPÃO: Gojira no gyakushû

gojira2

Sequência imediata para o sucesso de 1954, o filme de Motoyoshi Oda traz Godzilla atacando o Japão novamente, mas dessa vez introduz o primeiro monstro secundário da franquia: Anguirus. Na trama, o monstrão ainda não tinha o caráter de anti-herói, e a destruição de Osaka simplesmente fica no meio de seu confronto com Anguirus.

King Kong Vs. Godzilla (1962)

JAPÃO: Kingu Kongu tai Gojira

king_kong_vs_godzilla

Enquanto a Marvel Studios e a DC Comics vão trabalhando em seus universos expandidos e crossover, o monstro japonês já encontrava outros ícones da cultura pop há muito tempo. A onde começou quando Godzilla enfrentou o gorila gigante King Kong, no filme dirigido por Ishiro Honda, em uma trama que primeiro brinca com a rivalidade de cada um na imprensa, para depois se dedicar ao mano a mano. Quem vence o duelo é Kong, graças a poderes elétricos garantidos após uma tempestade de raios.

Godzilla Contra a Ilha Sagrada(1964)

JAPÃO: Mosura tai Gojira

EUA: Godzilla Vs. Mothra, Godzilla Vs. The Thing

MosuraTaiGojira1964Poster

Novamente dirigido por Ishiro Honda, A Ilha Sagrada é responsável por introduzir um dos personagens mais icônicos do “Godzillaverso”: a mariposa gigante Mothra, que é o principal antagonista da produção – considerada pelos fãs como um dos pontos altos da franquia.

Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964)

JAPÃO: San daikaijû: Chikyû saidai no kessen

EUA: Ghidrah, the Three-Headed Monster

ghidrah_poster_01

Seguindo a ameaça de Mothra, a Toho começa a apostar em novos oponentes para o lagarto radioativo, agora apostando no popular Rei Ghidrah, um dragão de três cabeças vindo do espaço. Além do inimigo tricéfalo, temos o retorno de Mothra e a aparição de Rodan, o famoso pcterodáctil gigante (outro lucrativo personagem da Toho). Foi a única ocasião em que dois filmes de Godzilla foram lançados no mesmo ano.

A Guerra dos Monstros (1965)

JAPÃO: Kaijû daisensô

EUA: Godzilla Vs. Monster Zero

godzilla_vs_monster_zero_poster_01

Último filme comandado por Ishiro Honda, A Guerra dos Monstros aposta em uma civilização alienígena, os Xiliens, como elemento central da trama; onde a tal raça clama pela ajuda da Terra para destruir uma criatura mortal conhecida como “Monstro Zero” – que no fim, revela-se como o Rei Ghidrah do filme anterior. Rodan também retorna, servindo como aliado de Godzilla.

Ebirah, Terror dos Abismos (1966)

JAPÃO: Gojira, Ebirâ, Mosura: Nankai no daiketto

EUA: Godzilla Versus the Sea Monster; Godzilla, Mothra, and Ebira, Horror of the Deep

godzilla_vs_sea_monster_poster_02

Com a saída de Ishiro Honda, o diretor Jun Fukuda substitui o clima de ficção científica estabelecido por seu antecessor por um pautado na ação/aventura. A trama se desenrola em uma ilha tropical, e traz um novo monstro para ser combatido por Godzilla: Ebirah, que é uma espécie de lagosta gigante. Não bastasse a ameaça marinha, Mothra também retorna para atormentar o protagonista.

Son of Godzilla (1967)

JAPÃO: Kaijûtô no kessen: Gojira no musuko

son_of_godzilla_poster_01

Chega uma hora em que praticamente todo grande ícone pop encara a paternidade, não? Na segunda investida de Jun Fukunda na franquia, Godzilla descobre seu filho recém-nascido (que ainda suspeito ser um descendente perdido da Família Dinossauro) e o ajuda na “arte de ser um monstro”, incluindo conselhos sobre o controle de seu bafo radioativo e… Seja lá qual for a moral de um lagarto radioativo gigante. Um dos oponentes memoráveis da produção é Kumonga, uma aranha gigante.

O Despertar dos Monstros (1968)

JAPÃO: Kaijû sôshingeki

EUA: Destroy All Monsters

destroy_all_monsters_poster_001

Niguém contava com o retorno de Ishiro Honda, que resolveu trazer consigo tudo quanto é tipo de monstro (basta reparar no cartaz acima) para o novo filme, que traz todos os kaijus da Terra confinados em uma “Monstrolândia”. Quando a situação sai do controle, Godzilla, Rodan, Mothra, Gorosaurus, Anguirus, Kumonga, Manda, Baragon e Varan começam a atacar diversas capitais mundiais. Pra piorar, entra uma raça alienígena (os Kilaaks) para tentar amenizar a situação, usando de uma poderosa arma secreta… O Rei Ghidrah! (Again).

Godzilla’s Revenge (1969)

JAPÃO: Gojira-Minira-Gabara: Oru kaijû daishingeki

godzillas_revenge_poster_01

Considerado pela base fã como a pior entrada na franquia, o filme de Ishiro Honda assume abertamente seu caráter mais infantil, com direito até a lição de moral no fim. Toda a trama é a imaginação de um menino atormentado por valentões (calma, não é um plot twist), que se imagina ao lado de Godzilla, seu filho e uma porrada de monstros em uma ilha.

Godzilla Vs. Hedorah (1971)

JAPÃO: Gojira tai Hedorâ

godzilla_vs_hedorah_poster_02

Honda sai mais uma vez e deixa a cadeira de diretor para Yoshimitsu Banno, que introduz um dos monstros mais grotescos da franquia: Hedorah, uma substância alienígena que chega à Terra e acaba por se transformar em uma criatura horrenda ao entrar em contato com a poluição do planeta (em uma clara mensagem ecológica). Além do visual elaborado, o vilão ainda tem a capacidade de disparar ácido e raios laser, o que o torna um dos mais letais oponentes de Godzilla.

Godzilla Vs. Gigan (1972)

JAPÃO: Chikyû kogeki meirei: Gojira tai Gaigan

godzilla_vs_gigan_poster_01

Com Banno demitido pelo chefão da Toho (que detestou seu trabalho com o filme anterior), Jun Fukuda retorna para o décimo-segundo filme da franquia, que envolve uma nova raça de alienígenas planejando a extinção da Humanidade, a fim de tornar a Terra um ambiente pacífico (acho interessante como traz ecos até hoje). Para isso, usam mais uma vez do Rei Ghidorah e do inédito Gigan – considerado também um dos melhores oponentes do protagonista.

Godzilla Vs. Megalon (1973)

JAPÃO: Gojira tai Megaro

godzilla_vs_megalon_poster_02

Fukunda novamente assume a direção para que Godzilla enfrente um novo inimigo: Megalon, protetor de uma civilização exótica (Seatopians). A criatura se alia a Gigan, mas o protagonista conta com a ajuda do ciborgue Jet Jaguar (um Ultraman genérico). Foi um dos poucos filmes da franquia que assisti, e faço de questão de compartilhar um de seus momentos mais insanos, que revelam como Godzilla é bom de briga:

 https://www.youtube.com/watch?v=JuEa6Hum0b4

Godzilla Vs. Mechagodzilla (1974)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

godzilla_vs_mechagodzilla_poster_05

Guarde esse nome: MecaGodzilla. Se a Toho usava e abusava das participações do Rei Ghidorah, não vai largar da criatura cibernética, uma criação de (claro) raças alienígenas estranhas. A trama ainda traz elementos míticos ao incluir profecias, e lendas míticas de Okinawa, mas o grande foco é o conflito entre Godzilla e MecaGodzilla.

Terror of Mechagodzilla (1975)

JAPÃO: Mekagojira no gyakushu

terror_of_mechagodzilla_poster_01

Continuação direta do anterior, o filme de Ishiro Honda aproveita novamente o vilão MecaGodzilla e apresenta também Titanossauro. Com o cinema japonês em baixa pela competição com a TV – aliado às crises energéticas dos anos 70 -, a Era Shõwa chegara ao fim, e a também a franquia de Godzilla.

ERA HEISEI (1984-1995)

Godzilla 1985 (1985)

JAPÃO: Gojira

EUA: Godzilla – The Legend is Reborn

godzilla_1984_poster_02

Ou assim pensávamos! Uma década após o último filme, Godzilla 1985 dá início à Era Heisei (ainda que alguns incluam a produção como parte da Shõwa), visando recuperar o clima sombrio do original; ignorando todas as continuações no processo. O filme de Koji Hashimoto é ambientado 30 anos após os eventos de 1954, trazendo o monstro atacando Tóquio novamente.

Godzilla Vs. Biollante (1989)

JAPÃO: Gojira Vs. Biorante

godzilla_vs_biollante_poster_01

Escrito e dirigido por Kazuki Omori, o 17º filme da franquia começa logo após os eventos do filme anterior, e traz muita genética para uma trama que envolve a criação de uma criatura (o Biollante, do título) através das células de Godzilla, uma rosa (é, a flor) e de uma das personagens humanas do longa. Tretas de monstros pra lá e pra cá, o novo filme foi elogiado por ter trazido elementos mais criativos.

Godzilla Vs. King Ghidorah (1991)

JAPÃO: Gojira vs. Kingu Gidorâ

godzilla-ghidorah

Kazuki Omori retorna e já marca a primeira aparição do icônico Rei Ghidorah na era Heisei, em uma trama que agora aposta em viagens no tempo. Além do famoso monstro tricéfalo do título, o filme nos apresenta ao Godzillassauro (o estágio anterior de Godzilla, antes de este ser contaminado pela radiação) e à combinação dos dois oponentes mais utilizados pela Toho: o Meca-Rei Ghidorah. Haja fôlego.

Godzilla & Mothra: The Battle for Earth (1992)

JAPÃO: Gojira Vs. Mosura

mosura

Sai Kazuki Omori, entra Takao Okawara na direção para a introdução de Mothra na Era Heisei, em um filme que traz ainda o monstro Battra (basicamente, um gêmeo maligno de Mothra, também uma criatura voadora) e telepatas. De grande destaque visual, o longa é conhecido por uma batalha final em um parque de diversões.

Godzilla Vs. Mechagodzilla II (1993)

JAPÃO: Gojra Vs. Mekagojira

godzilla_vs_mechagodzilla_1993_poster_01

Não há muitas novidades (como você já deve vir percebendo) no próximo filme de Takao Okawara, que traz de volta, novamente, mais uma vez o MecaGodzilla para lutar com o protagonista. Rodan aparece, a ONU cria um organização para combater o lagarto gigante e Godzilla aceita adotar um “Godzilla baby” como seu filho, o que trará consequências no futuro.

Godzilla Vs. Spacegodzilla (1994)

JAPÃO: Gojira VS Supesugojira

space
Obs: Numa escala de 10 a 10, o quão lindo é esse pôster?

Quando você acha que não dá pra inventar mais nada, eis que surge o GODZILLA DO ESPAÇO! A ameaça cósmica tem um dos visuais mais elaborados de toda a franquia, e chega para dar mais dor de cabeça à Godzilla, que ainda conta com seu filho para ajudá-lo no conflito. Quem comandou a brincadeira foi Kensho Yamashita.

Godzilla Vs. Destoroyah (1995)

JAPÃO: Gojira vs. Desutoroiâ

godzilla_vs_destroyer_poster_01

Novamente enfrentando o monstro Destoroyah, o filme de Takao Okawara aposta bastante no filho do protagonista, que transforma-se no núcleo central da trama. Não por acaso, já que Godzilla é morto no final, deixando o legado para seu jovem descendente. Um final apropriado para a Era Heisei, que não deixaria a franquia congelada por um hiato tão grande quanto o da Shõwa.

ERA MILLENNIUM (1999-2004)

Godzilla 2000 (1999)

JAPÃO: Gojira ni-sen mireniamu

godzilla_2000_poster_01

Após o fracasso da versão americana em 1998, a Toho voltou para fazer justiça ao personagem, lançando Godzilla 2000 para iniciar a Era Millennium. O filme de Takao Okawara ignora todos os anteriores, estabelecendo uma trama básica onde o monstro ataca Tóquio mais uma vez, além de trazer elementos alienígenas e o monstro Orga.

Godzilla Vs. Megaguirus (2000)

JAPÃO: Gojira tai Megagirasu: Jî shômetsu sakusen

godzilla_vs_megaguirus_poster_01

Masaaki Tezuka entra à bordo da franquia, em uma continuação direta do filme anterior. Agora, me acompanhem bem de perto: um satélite experimental com capacidade de criar mini-buracos negros acaba gerando um buraco de minhoca, servindo de entrada no presente para uma libélula pré-histórica que, por sua vez, acaba por depositar centenas de ovos nas águas de Tóquio. Nascem então os monstros Meganulons, comandados pela rainha Megaguirus.

Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack (2001)

JAPÃO: Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki

godzilla_mothra_and_king_ghidorah_2001_poster_01

Shūsuke Kaneko comanda mais um super encontro de Godzilla e seus ferozes oponentes em mais uma trama de grandes batalhas. O monstrão anti-herói enfrenta novamente Mothra, Rei Ghidarah e Baragon.

Godzilla Against Mechagodzilla (2002)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

1374381477

MAIS uma aparição do MecaGodzilla, mas agora sob o codinome de Kiryu, uma arma cibernética criada pelos humanos para combater Godzilla. Masaaki Tezuka é o diretor.

Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003)

JAPÃO: Gojira tai Mosura tai Mekagojira: Tôkyô S.O.S

tumblr_meilb8E0391rk06glo1_500

Masaaki Tezuka volta para a continuação direta de Godzilla Against MechaGodzilla: Tokyo S.O.S., que  traz de volta Mothra (mas agora como inimigo do protagonista) e introduz Kamoebas (uma espécie de tartaruga gigante) na história, novamente envolvendo uma batalha entre Godzilla e seu equivalente mecânico.

Godzilla: Final Wars (2004)

JAPÃO: Gojira: Fainaru uôzu

Godzilla Final Wars POSTER

Se hoje temos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para unir tudo o que já foi feito na franquia mutante da Fox, em 2004 a Toho usou todas as suas cartas para um final épico e explosivo para sua franquia de Godzilla, que marcaria o fim da Era Millennium e também das produções japonesas do personagem. O filme de Ryuhei Kitamura surge mais como uma homenagem ao universo-zilla do que um filme em si, repleto de batalhas contra os monstros mais memoráveis da franquia – e inclui também uma luta contra o Godzilla americano do filme de Roland Emmerich! Ainda não assisti, mas parece obrigatório.

ERA AMERICANA

Godzilla, O Monstro do Mar (1956)

godzilla_king_of_the_monsters_xlg

Basicamente, é uma refilmagem americana do original de 1954. Terry Morse dirigiu O Monstro do Mar, que mostrou-se um sucesso considerável tanto nos EUA quanto no Japão.

Godzilla (1998)

159613

E esta é provavelmente a primeira (e talvez única) versão de Godzilla que a maioria de vocês já assistiu. O cineasta Roland Emmerich foi o escolhido para comandar uma possível franquia do personagem para a Sony, mas o fracasso de crítica e bilheteria botaram o monstro para dormir – e os direitos do personagem acabaram sendo vendidos para a Warner. Sobre o filme de Emmerich, assistia muito quando criança e talvez seja esse o motivo de ter um certo carinho por este. Claro, os efeitos são precários, o roteiro é risível e o monstro não faz jus ao legado, mas todo o clima chuvoso de Nova York e o tom exagerado agradam. É um guilty pleasure.

goj5

Alguns dos “companheiros” americanos de Godzilla nas telonas:

King Kong

King_Kong_2005

Monstro gigante mais popular da cultura americana, o gorila gigante King Kong já ganhou três versões em sua terra natal (no Japão, ele já encarou Godzilla, como vimos acima), sendo elas em stop motion (1933), roupa (1972) e computação gráfica (2005). Causou pânico ao ficar à solta nas ruas de Nova York, mas Kong é um ser com coração, movido apenas pelo amor que sente à bela humana Ann.

Cloverfield

colverfield-monster-neville-page

Projeto surpresa de J.J. Abrams comandado por Matt Reeves, Cloverfield – Monstro introduz a estética de found footage ao gênero de monstros gigantes, retratando o assombroso ataque de uma criatura misteriosa em Nova York. O monstro do título é impressionante e faz um belo estrago na cidade americana, podendo ser considerado o “Godzilla Ianque”. Muito se falou sobre uma continuação, mas nunca saiu do papel.

Círculo de Fogo

 Pacific-Rim-kaiju

Responsável por alguns dos maiores orgasmos nerd no ano passado, a aventura sci fi de Guillermo Del Toro é uma verdadeira homenagem ao gênero kaiju, trazendo a humanidade utilizando de robôs gigantescos para combater monstros colossais. Super divertido e caprichadíssimo no design de suas criaturas.

Bem, esse foi o breve especial sobre Godzilla (quem dera ter uns dois meses para assistir a todos os filmes). Assisto ao novo filme na Quinta-Feira, volte aqui para conferir o veredito.

Até lá!

Bradley Cooper como Indiana Jones?

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 26 de março de 2014 by Lucas Nascimento

jones

Acho que era apenas uma questão de tempo. Com a compra da LucasFilm pela Disney no final de 2012, a empresa de Mickey Mouse não perdeu tempo e já aprovou uma nova trilogia de Star Wars, mas o arqueólogo vivido por Harrison Ford em 4 filmes permanecera quetinho na aposentadoria. Até agora.

Pois bem, o Latino Review soltou a bomba de que a Disney pode adotar a fórmula de 007 no dr. Henry Jones Jr. e contratar um novo ator para assumir o chapéu fedora e o chicote de domador de leões. O principal candidato? Bradley Cooper, atualmente em alta após suas consecutivas indicações ao Oscar. O site ainda complementa com o rumor de que Frank Darabont já estaria discutindo possíveis ideias com o estúdio.

Bem, não passa de rumor até agora, mas é uma notícia interessante – especialmente pela comparação com a franquia de James Bond. Claro que só Ford é Indiana Jones, mas confesso que a ideia não é das piores. Ou você queria o Shia LaBeouf?

Enfim, rumor ou não, uma coisa é certa: a Disney não vai aposentar o arqueólogo.

| Jogos Vorazes: Em Chamas | A continuação que justifica sua existência

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

CatchingFire
A Garota em Chamas: Jennifer Lawrence retorna como Katniss Everdeen

Ano passado, fiquei absolutamente surpreso com a qualidade de Jogos Vorazes, adaptação da obra distópica de Suzanne Collins. Lembro-me de ter apontado que uma de suas únicas falhas encontrava-se na conclusão da trama: em minha opinião teria sido perfeita a morte de seus protagonistas como desafio ao espetáculo midiático, invalidando a ideia de uma continuação. No entanto, novamente fui absolutamente surpreendido pela forma com que Collins e os realizadores conseguiram desenvolver a história com Jogos Vorazes: Em Chamas, aquela rara sequência tão boa quanto o original.

A trama se inicia um ano após os eventos do filme anterior, com a aproximação da 75ª edição dos Jogos Vorazes, que é celebrada através do chamado Massacre Quaternário – uma versão que envolve apenas os vencedores das edições passadas. Nesse cenário, encontramos Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) sofrendo violenta pressão do presidente Snow (Donald Sutherland), quando sua imagem começa a inspirar rebeliões e tumultos por toda a Capital. Além disso, ela encontra-se dividida entre suas relações forjadas com seu colega Peeta (Josh Hutcherson) e o amigo Gale (Liam Hemsworth).

“Ah não, triângulo amoroso na grande adaptação literária infato-juvenil, aí vem Crepúsculo novamente, salvem-se!” Não.

Felizmente, o roteiro de Simon Beaufoy e Michael Arndt toma a decisão de se concentrar nas intrigas políticas e em seu simples (mas efetivo) comentário social, deixando o triângulo amoroso entre os protagonistas no segundo plano. Não que a linha narrativa passe má desenvolvida (de certa forma, sim, já que o personagem de Hemsworth praticamente desaparece após o início dos Jogos), surge nos momentos apropriados com o tempo apropriado, resultando em uma relação estranha – algo benéfico para a trama, tornando irrelevante a necessidade de Katniss expressar sua confusão: o próprio espectador é capaz de perceber isso. O grande mérito, no entanto, do texto da dupla oscarizada reside no eficiente tratamento fornecido às relações dos competidores, que aqui devem formar alianças durante o evento; mesmo que inevitavelmente tenham que matar uns aos outros no final. Por tal motivo, faz toda a diferença do mundo quando Haymitch (Woody Harelson, sempre divertido) declara sua esperança de que uma das competidoras não sofra muito, pois “ela é uma mulher maravilhosa”. Afinal, são seres humanos.

Substituindo Gary Ross, o diretor Francis Lawrence (que será responsável pelos próximos dois filmes da saga) altera radicalmente a linguagem da franquia ao oferecer uma direção segura e firme. Literalmente, já que Lawrence descarta os excessos de câmera na mão de seu antecessor e opta por planos fixos e que valorizem o – agora grandioso – design de produção e as atuações de seu ótimo elenco, que conta aqui com valisosas adições. Liderado pela talentosa Jennifer Lawrence, que continua comprovando seu carisma na trabalhada composição de Katniss (forte e até carrancuda normalmente, mas explosivamente desesperada em momentos dramáticos), Em Chamas se beneficia de interessantíssimos e multifacetados novos personagens: desde o carismático Finnick Odair de Sam Claffin, passando pela ousada Johanna de Jena Malone até o complexo Plutarch Heavensbee (da onde Collins tira esses nomes?) de Phillip Seymour Hoffman. Também fiquei surpreso em reencontrar Amanda Plummer, a Honeybunny de Pulp Fiction, em um papel relativamente grande.

Superior ao primeiro filme em praticamente todos os aspectos, Jogos Vorazes: Em Chamas é uma sequência que desenvolve de forma inteligente os conceitos do original. Peca ao oferecer uma conclusão abrupta, em um enorme gancho que promete deixar a resolução para os próximos capítulos. Mas ao contrário de minha reação em 2012, agora estou genuinamente interessado em mais material desse fascinante universo.

Obs: Assim como o trabalho de Christopher Nolan na trilogia do Cavaleiro das Trevas, Francis Lawrence rodou E converteu diversas cenas do filme para IMAX. Se possível, assista no formato.

Read this review in english here.

Novo trailer de ROBOCOP: A ORIGEM

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 7 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

rocp

O remake de José Padilha para o Policial do Futuro ganhou um novo trailer hoje. Com o bizarro título nacional de RoboCop: A Origem (origem do quê? Isso é uma nova franquia), a prévia explora mais toda a questão de se colocar um ser humano dentro de uma máquina e, surpreendentemente, não detalha muito a trama. Confira:

Além do trailer, a produção ganhou um novo pôster:

robocop_p2

RoboCop: A Origem estreia em 31 de Janeiro no Brasil.