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O Mundo e os Sete Mares | Especial PIRATAS DO CARIBE – NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

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Yo-ho e uma garrafa de rum! Certo, está estreando mundialmente nos cinemas Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, que promete mais Jack Sparrow para o público. Acompanhem o especial:


Johnny Depp e o diretor Rob Marshall

Em 2007, parecia que a franquia bilionária de Piratas do Caribe teria feito sua última aventura, com o mediano capítulo entitulado No Fim do Mundo. Mas mesmo com críticas ruins, o filme garantiu uma excelente arrecadação nas bilheterias e o Jack Sparrow de Johnny Depp tornara-se um ícone do cinema moderno. A Disney e o produtor Jerry Bruckheimer nem hesitaram: a quarta aventura ia sair.

Para o camaleão Johnny Depp isso não seria problema, já que o ator compartilhou diversas vezes sua alegria e prazer em fazer o personagem; ,o entanto, o diretor Gore Versbinsky anunciou sua saída do comando da franquia para aventurar-se em novos projetos (como Rango, com o próprio Depp). Então, inicia-se a busca pelo novo diretor e o contratado foi Rob Marshall (especializado em musicais, como Chicago e Nine); será que tem número musical no filme?

Johnny Depp em PIRATAS DO CARIBE - NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Sem Will ou Elizabeth, Jack Sparrow agora é o centro das atenções

Além de Gore Verbinsky, dois protagonistas da trilogia original recusaram convite para a quarta aventura: Keira Knightley e Orlando Bloom, que duvidavam dos rumos de seus personagens e, como Verbinsky, queriam tentar novos papeis. O que faz com que Jack Sparrow segure boa parte do filme sozinho…

Com diretor fechado e roteiro – baseado sutilmente no livro On Stranger Tides de Tim Powers – escrito pela habitual dupla da franquia Ted Elliott e Terry Rossio, as filmagens ambientadas no Havaí, Califórnia e Londres começam. Entrando na onda do 3D, o filme teve parte de suas filmagens realizada com câmeras dessa tecnologia, usando a conversão apenas em momentos específicos. Na trilha sonora, o responsável é (novamente) o genial Hans Zimmer, que dessa vez faz uma parceria com o dueto Rodrigo y Gabriela.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas também pretende iniciar uma nova trilogia, mas com círculo de trama fechado – diferentemente da trilogia original – e que apresente novas histórias. Só espero que saibam a hora de parar.

Capitão Jack Sparrow | Johnny Depp

Ainda bêbado e excêntrico, Jack precisa agora encontrar, a pedido dos ingleses, a mística Fonte da Juventude. Dessa vez, sem o seu precioso Pérola Negra, o que o leva a embarcar no Queen Anne’s Revenge, o navio do temível Barba Negra e retomar uma aliança com Hector Barbossa, sua antiga tripulação e sua ex-namorada Angelica.

Hector Barbossa | Geoffrey Rush

Saído de seus dias de pirataria, Barbossa agora é um corsário no reino de George II e capitão de um navio chamado HMS Providence. Ele aceita ajudar Jack em sua busca pela Fonte, alertando-os sobre os perigos que virão pelo caminho.

Angelica | Penélope Cruz

Filha de Barba Negra, Angelica é uma excêntrica ex-namorada de Jack, que rapidamente tenta convencê-lo a ajudar seu pai durante a busca pela Fonte, nunca demonstrando se seria amor ou interesse.

Barba Negra| Ian McShane

O pirata mais temido dos sete mares, Barba Negra está desesperado para ter sua juventude de volta, por isso vai atrás da Fonte e não mede esforços para encontrá-la. É capitão do Queen Anne’s Revenge.

Previously on Pirates of the Caribbean…

A Maldição do Pérola Negra (2003)

Grande surpresa em sua época de lançamento, a aventura apresentava uma energia contagiante misturada com uma cativante história e um ótimo elenco, liderado por Johnny Depp no papel principal (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator). Um divertido e genuíno entrenimento.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 655,011,224

O Baú da Morte (2006)

Com uma bilheteria bilionária, o segundo filme é mais complexo e sombrio, apresentando personagens interessantes (o Davy Jones de Bill Nighy entra para a história) e rumos diferentes de seu anterior, mas ainda flertando com elementos sobrenaturais. As cenas de ação são melhores e Depp continua perfeito no papel.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 1,065,659,812

No Fim do Mundo (2007)

Aqui a franquia vai por água abaixo ao explorar novos elementos e arriscar reviravoltas constantes e incompreensíveis, tornando o filme uma bagunça estrutural e de roteiro, apesar de conter excelentes efeitos visuais, uma batalha final memorável e mais uma carismática performance de Depp.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 960,996,492

Algumas apostas que a Disney e Bruckheimer vêm fazendo na desesperada tentativa de encontrar um substituto para Piratas:

A Lenda do Tesouro Perdido

Provavelmente o mais sucedido, as aventuras de um grupo de caçadores de tesouro é muito divertida e leve, no mesmo tom de aventura de Piratas, apresentando boas ideias e uma execução formidável. Gerou dois filmes, sendo que o primeiro é superior em quase todos os aspectos. 

Príncipe da Pérsia

Não assisti à adaptação do popular videogame, mas a intenção em criar uma nova franquia é bem evidente… O primeiro não me chama a atenção, o que dirá uma sequência?

O Aprendiz de Feiticeiro

A mais patetica tentativa de iniciar uma franquia já feita em muito tempo… Não só Piratas, mas também apresenta elementos de Harry Potter, DragonBall, Star Wars… Tudo num fiapo de roteiro que entrega-se ao ridículo e dá espaço a bons efeitos visuais. Eu não veria outro desse…

Aqui, uma pequena aula de História sobre alguns piratas famosos:

Barba Negra, vulgo Edward Tech

Um dos mais notórios e famosos piratas de todos os tempos – presente no quarto Piratas do Caribe –, Edward Tech era um corsário a serviço da Coroa Britânica, mas voltou-se para a pirataria e tornou-se capitão do Queen Anne’s Revenge. Cruel e amedrontador, assustava sua tripulação e inimigos ao colocar uma lanterna nas tranças de sua barba, dando a impressão de sua cabeça estar em chamas.

Diz a lenda que Barba Negra escondeu um valiosíssimo tesouro, nunca encontrado por ninguém…

Edward England

Famoso pirata irlandês, era capitão do The Royal James e velejava como a clássica bandeira Jolly Roger. Não era tão desprezível e não matava seus prisioneiros, o que levou a sua decadência: foi amutinado por sua tripulação e depois abandonado na ilha de Maritius, onde mendigou por comida até morrer.

Calico Jack, vulgo John Rackman

Pirata inglês que operava principalmente nas Bahamas, ganhou o apelido em consequência de suas roupas de tecido calico e destacou-se por ter duas tripulantes femininas em sua tripulação (Anne Bonny e Mary Read, famosas piratas que tornaram-se suas amantes). Foi caçado e morto em Royal Port, deixando Anne e Mary grávidas.

Thomas Cavendish

Explorador, almirante e temível corsário inglês, Thomas Cavendish atacou principalmente, territórios brasileiros que incluem São Paulo, vilas de Santos e São Vicente e Espírito Santo, onde foi emboscado em uma batalha e severamente ferido. Thomas morreu após esse ataque.

Bart, o Negro, vulgo Bartholomew Roberts

Um dos maiores piratas da “Era Dourada”, capturou mais de 470 barcos, da América (com direito a visitas no Brasil, com destaque para a Baía de Todos os Santos na Bahia) até o Oeste Africano, entre 1719 e 1722.

Aqui, trago uma galeria das mais famosas “Jolly Roger”, bandeiras que os piratas exibiam em seus navios:

Barba Negra

Calico Jack

Edward England

Henry Every

Edward Low

Christopher Moody

Bartholomew Roberts

Thomas Thew

Hans Zimmer está de volta na trilha de Navegando em Águas Misteriosas, relembremos aqui algumas de suas melhores contribuições para a franquia:

(Obs: Zimmer só compôs para O Baú da Morte e No Fim do Mundo, a ótima trilha do primeiro filme ficou a cargo de Klaus Badelt)

“Davy Jones”

“The Kraken”

“Parlay”

“Singapore”

“Up is Down”

Bônus: Preview da trilha de Navegando em Águas Misteriosas (com Rodrigo y Gabriela)

“Angelica” e “On Stranger Tides” por enquanto são os melhores…

Bem, o especial vai ficando por aqui; espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do novo filme. Até!

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte I | Atuações

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Bem-vindos à Parte I do Especial do Oscar 2011! Nesse post, veremos todos os indicados nas categorias de atuações, assim como os que foram esquecidos pela Academia… Vamos lá:

Javier Bardem | Biutiful

Personagem: Uxbal

Infelizmente, foi impossível para mim assistir à Biutiful (que também concorre em Filme Estrangeiro) e julgar se Javier Bardem merece ou não a indicação, mas gosto do ator e confio no seu talento, que certamente é aproveitado em um papel tão complicado.

Jeff Bridges | Bravura Indômita

Personagem: Rooster Cogburn

Provando que se dá bem em qualquer papel, Bridges interpreta o excêntrico Cogburn com muita energia e sotaque (além de uma pequena dose do The Dude), tornando o personagem divertidíssimo e admirável. Sempre com uma piada na ponta da língua, é imprevisível e bravo, tendo ótimos momentos com os demais personagens.

Jesse Eisenberg | A Rede Social

Personagem: Mark Zuckerberg

Na pele do criador do Facebook, Jesse Eisenberg surpreende em uma performance única, traçando uma personalidade muito peculiar a Zuckerberg: a de alguém isolado, tímido e tão emocianalmentei incapaz, que é rude com amigos sem perceber. Sempre com uma expressão séria, Eisenberg acerta por raramente transmitir o que se passa na cabeça do personagem, o que o torna imprevisível e até perigoso.

James Franco | 127 Horas

Personagem: Aron Ralston

Segurando o filme inteiro sozinho, Franco apresenta uma grande carga dramática e um carisma indiscutível. É impressionante como seu personagem resiste à sua situação, raramente apelando à melancolia. Seu talento é bem utilizado na cena em que fala sozinho em um “talk show” que, de tão boa, já ganha o espectador.

Colin Firth | O Discurso do Rei

Personagem: Rei George VI

Favorito disparado, Firth já levou praticamente todos os prêmios de Ator de cinema até aqui, deixando clara sua vitória. E, realmente, ele merece; sua performance como o rei que sofre de gaguice é memorável, intensa e, mais importante, o ator nunca se deixa levar pelo caricato –  traçando um retrato autêntico de seu problema, que poderia facilmente ser vítima de piadas, mas acaba por ser assombroso.

Ficou de fora: Leonardo DiCaprio | A Origem

Personagem: Dom Cobb

Naquele que é provavelmente o melhor ano de sua carreira, o talentoso Leonardo DiCaprio encarou dois grandes papeis: o do policial Teddy em Ilha do Medo e do Extrator Cobb em A Origem. Seu carisma e peso dramático estão mais evidentes no segundo filme, com uma performance forte e expressiva. A Academia ataca novamente…

APOSTA: Colin Firth | O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém rouba o prêmio de Firth desta vez.

Annette Bening Minhas Mães e meu Pai

Personagem: Nic

Pois é, infelizmente não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai (na época de lançamento, nem dei bola pro filme…), então fica difícil analisar a performance de Annette Bening. Mas uma coisa é certa: é um papel ousado e polêmico, e parece ser bem realizado pela atriz. Se Portman não vencer (o que é improvável), talvez ela ganhe.

Jennifer Lawrence | Inverno da Alma

Personagem: Ree Dolly

A performance de Lawrence é o grande destaque do pesado Inverno da Alma. A atriz é um talento promissor, apresenta uma personagem forte que não se deixa intimidar por nada, a não ser as preocupações com sua família, que mostra-se como seu único ponto fraco.

Nicole Kidman | Reencontrando a Felicidade

Personagem: Becca

Reencontrando a Felicidade infelizmente não estreará nos cinemas brasileiros a tempo do Oscar, então falar de Nicole Kidman será impossível. Mas é bom ver a atriz sendo indicada novamente, após uma fase dura no cinema.

Natalie Portman | Cisne Negro

Personagem: Nina Sayers

A performance de Natalie Portman é realmente extraordinária. Exibindo uma vulnerabilidade partircularmente frágil ao longo do primeiro ato, a personagem parece estar a ponto de se desmoronar a qualquer instante e transformar-se radicalmente em uma pessoa agressiva e sensual, ao decorrer da trama. Nas palavras da personagem “Foi perfeita”.

Michelle Williams | Namorados para Sempre

Personagem: Cindy

Namorados por Acaso infelizmente vai demorar para chegar no Brasil, por isso vai ficar difícil analisar o trabalho de Williams. Mas pelo que li, ela merece créditos: morou por alguns meses com o protagonista do filme – na esperança de criar um vínculo emocional maior. Há também, as polêmicas cenas de sexo, que quase garantiram um NC- 17 (a censura mais “punk” dos EUA) ao longa.

Ficou de fora: Chloe Moretz | Deixe-me Entrar

Personagem: Abby

Com uma promissora carreira pela frente, Chloe Moretz interpreta a vampira Abby com grande emoção, sempre escondendo suas intenções em seu ambígo olhar. Misteriosa e implacável, é uma maravilhosa composição que, atrevo-me a dizer, supera a do original sueco.

APOSTA: Natalie Portman | Cisne Negro

 QUEM PODE VIRAR O JOGO: Anette Bening | Minhas Mães e Meu Pai, mas é muito difícil…

Christian Bale | O Vencedor

Personagem: Dicky Eklund

Christian Bale é um monstro de ator. Sua performance como o viciado em crack Dicky Ward é espetacular e magnética, conseguindo o carinho do público mesmo com seus hábitos reprováveis. O personagem passa por uma transformação, movida pela afeição a seu irmão, contagiante e admirável. O ator merece o prêmio.

John Hawkes | Inverno da Alma

Personagem: Teardrop

Além de possuir o nome mais bacana entre os personagens, Hawkes compõe o personagem de forma perturbada, sempre com um olhar furioso, mas ao mesmo tempo com medo. É determinado e tem uma boa química com Jennifer Lawrence.

Jeremy Renner | Atração Perigosa

Personagem: James Coughlin

Renner mostra que não foi sorte de principiante em Guerra ao Terror. O cara tem talento e prova isso ao interpretar o encrenqueiro “Jem”, que é estressado e adora um bom crime. O ator enche-o de energia e torna-se o centro do apenas bom filme; suas cenas são as melhores e eu literalmente torci por ele no tenso clímax. Renner ainda vai dar o que falar…

Mark Ruffalo | Minhas Mães e Meu Pai

Personagem: Paul

Já estava na hora do talentoso Mark Ruffalo receber uma indicação ao Oscar. Infelizmente não assisti sua performance como o pai biológico das crianças de Minhas Mães e Meu Pai, mas percebe-se que é um papel complicado. Vi alguns clipes e o ator parece-me bem carismático.

Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Personagem: Lionel Logue

Colin Firth está espetacular como o protagonista de O Discurso do Rei, mas não seria a mesma coisa sem os momentos em que contracena com o ótimo Geoffrey Rush. Interpretando um terapeuta de fala, o ator preenche Logue com simpatia e humildade, complementando as cenas em que aparece com ótimo humor e inspira não só o personagem principal, mas também o público.

Ficou de Fora: Andrew Garfield | A Rede Social

Personagem: Eduardo Saverin

A grande carga emotiva de A Rede Social vem do carismático Andrew Garfield. Tem ótima química com Jesse Eisenberg e rende diálogos/discussões memoráveis, que vão ficando mais intensas, assim como a natureza do personagem que, de sua primeira aparição no quarto de Kirkland até seu confronto no Vale do Silício, impressiona pela criação de inimizade com o protagonista.

APOSTA: Christian Bale | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Amy Adams | O Vencedor

Personagem: Charlene Fleming

Na pele da bartender Charlene, Adams não só está linda como sempre, mas continua explorando seu talento mais a fundo, compondo a personagem como alguém que perdeu todas as oportunidades; o olhar da atriz sempre expressa essa característica. Uma grande carga dramática.

Helena Bonham Carter | O Discurso do Rei

Personagem: Rainha Elizabeth

Mesmo aparecendo pouco no longa, Carter se destaca por fazer um papel mais “comum”, depois de tanto Harry Potter e Tim Burton. Sua versão da esposa de George VI é alegre e radiante, sempre recitando suas falas com elegância e dedicação.

Melissa Leo | O Vencedor

Personagem: Alice Ward

Grande favorita ao prêmio, Melissa Leo entrega uma performance forte como a controladora Alice, cujo caráter de “durona” é apenas enfraquecido por seu filho Dicky. Não acho que ela mereça o Oscar; é uma boa atuação, mas nada de espetacular como rotulavam os críticos. No entanto, a atriz perdeu grande força com campanhas de votação FYC inadequadas e preconceituosas.

Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

Personagem: Mattie Ross

Injustamente indicada como Coadjuvante, a Mattie Ross de Hailee Steinfeld é de longe a protagonista do filme, e a atriz de 14 anos faz um trabalho impecável e energético, parecendo uma jovem adulta em alguns momentos, mas sem se esquecer de seu lado infantil – como provam seus contagiantes gritos de vitória e sua constante persistência. É a melhor entre as indicadas.

Jacki Weaver | Reino Animal

Personagem: Janine Cody

Reino Animal não chegou (e provavelmente não chegará tão cedo) ao Brasil, por isso fica difícil analisar a performance de Weaver nesse filme australiano tão comentado.

Ficou de Fora: Mila Kunis | Cisne Negro

Personagem: Lily

Sensual e provocativa, Mila Kunis reproduz a versão dark de Natalie Portman com muita afeição, ao mostrar diferenças de personalidade e também de dança. Chama a atenção por seu olhar provocante e malicioso, que seduz o espectador e manipula os personagens do filme.

APOSTA: Melissa Leo | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

E a parte I do especial acaba aqui, mas aguardem pela Parte II (minha preferida), sobre as categorias técnicas da noite. Até lá.

Os vencedores do BAFTA 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

O BAFTA, conhecido popularmente como “Oscar britânico” revelou seus vencedores deste ano. Muitas surpresas, confira abaixo:

Melhor Filme

O Discurso do Rei

Melhor Filme Britânico

O Discurso do Rei

Melhor Estreia de um Diretor, Produtor ou Roteirista Britânico

Christopher Morris – Four Lions

Melhor Diretor

David Fincher – A Rede Social

Melhor Ator

Colin Firth – O Discurso do Rei

Melhor Atriz

Natalie Portman – Cisne Negro

Melhor Ator Coadjuvante

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei

Melhor Roteiro Original

O Discurso do Rei

Melhor Roteiro Adaptado

A Rede Social

Melhor Filme de Animação

Toy Story 3

Melhor Filme Não Falado em Inglês

Os Homens que não Amavam as Mulheres

Melhor Direção de Arte

A Origem

Melhor Fotografia

Bravura Indômita

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas

Melhor Montagem

A Rede Social

Melhor Trilha Sonora

O Discurso do Rei

Melhor Som

A Origem

Melhor Maquiagem/Cabelo

Alice no País das Maravilhas

Melhores Efeitos Visuais

A Origem

Melhor Curta-Metragem

Until the River Runs Red

Melhor Curta-Metragem de Animação

The Eagleman Stag

Melhor Estrela em Ascenção

Tom Hardy

| O Discurso do Rei | Drama histórico com muito bom humor

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 12 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento


Colin Firth e Geoffrey Rush garantem ótimos momentos quando contracenam

Já citei várias vezes aqui no blog a minha descrença em filmes de realeza, porque acho que os cineastas que assumem tais projetos não o tratam com a competência necessária, não têm identificação visual ou criativa. Agradeçam a Tom Hooper e seu O Discurso do Rei, por subverter completamente os conceitos do gênero e gerar um longa tão magnífico.

O longa dramatiza a ascenção real do Rei George VI, perturbado pelo seu terrível problema de gaguice, que o ataca sempre que precisa discursar em público. Quando a hora de reinar o país chega, ele inicia um tratamento de fala incomum com o excêntrico Lionel Louge, que vira seu grande amigo.

Grande favorito ao Oscar deste ano, tinha minhas dúvidas sobre a qualidade do longa. Ledo engano, o filme é um maravilhoso conto de superação, divertido de se assistir; o típico “feel-good movie”, acerta por apresentar um novo lado da realeza. O excelente roteiro de David Seidler pega a fraqueza do protagonista e transforma-a no foco central da trama, o que certamente é seu maior acerto e motivo para que o longa funcione tão bem; é descontraído e acessível, como uma boa aula de História deve ser, desde que seja comandada por um professor eficiente.

E aqui ele é ótimo. Saído das minisséries e telefilmes, Tom Hooper acerta ao mesclar características cinematográficas – como closes e e movimentos de câmera – com as de televisão, especialmente nos planos-sequência. A fotografia de Danny Cohen o acompanha de maneira competente, nunca se destacando – exceto no esperto uso da neblina, que pode simbolizar como o protagonista encontra-se perdido. O diretor acerta também na tensão: quem diria que um homem andando em um corredor seria tão intenso?


Helena Bonham Carter acerta no papel da Rainha Elizabeth

Encontrando esse protagonista, está Colin Firth, que certamente receberá o Oscar de Melhor Ator por sua performance. Merecidamente; o ator interpreta o monarca com normalidade e carisma, tornando-o real. Merece créditos por não cair na caricatura, algo que seria fácil já que seu personagem apresenta fortes crises de gaguice. E acredite, graças ao trabalho de Hooper, não é cômico ver este homem gaguejar. É tenso.

Entra cena Geoffrey Rush e seu Lionel Lougue, temperando a trama com muito humor e piadas elegantes. Sempre mesclando simpatia e seriedade, Rush sempre rende bons momentos quando contracena com Firth; é fascinante ver a relação de dois homens tão diferentes crescer. Merece destaque também Helena Bonham Carter, que finalmente deixa os papeis góticos/dark para se concentrar na alegre composição da Rainha Elizabeth, resultando num ótimo trabalho.

Em valores técnicos, é uma produção competente. Os cenários são bons, mas não achei que foi feito bom uso deles; é difícil distinguir o que é locação e o que é construído. A montagem de Tariq Anwar é sutil e a trilha sonora de Alexandre Desplat é maravilhosa, fazendo ótimo uso do piano e de uma composição de Beethoven.

O Discurso do Rei é o Cavaleiro das Trevas dos filmes de realeza. Subverte o gênero, apresenta uma nova visão sobre o assunto e muda o tom geralmente predominante. Conta com grande elenco e roteiro, sem dúvida merecendo sua indicação e até sua vitória.

Leia esta crítica em inglês (english)

Oscar 2011: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Saíram os indicados ao Oscar 2011. Confira abaixo:

Melhor Filme

127 Horas

A Origem 

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Inverno da Alma

Minhas Mães e Meu Pai

Toy Story 3

O Vencedor

Melhor Diretor

David Fincher – A Rede Social

Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Darren Aronofsky – Cisne Negro

Tom Hooper – O Discurso do Rei

David O. Russel – O Vencedor

Melhor Ator

Javier Bardem – Biutiful

Jeff Bridges – Bravura Indômita

Jesse Eisenberg – A Rede Social

Colin Firth – O Discurso do Rei

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz

Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

Jennifer Lawrence – Inverno da Alma

Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade

Natalie Portman – Cisne Negro

Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor

John Hawkes – Inverno da Alma

Jeremy Renner – Atração Perigosa

Mark Ruffalo – Minhas Mães e Meu Pai

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – O Vencedor

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei

Melissa Leo – O Vencedor

Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor Roteiro Original

Another Year – Mike Leigh

A Origem – Christopher Nolan

O Discurso do Rei – David Seidler

Minhas Mães e meu Pai – Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

O Vencedor – Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

Melhor Roteiro Adaptado

127 Horas – Danny Boyle & Simon Beaufoy

A Rede Social – Aaron Sorkin

Bravura Indômita – Joel Coen & Ethan Coen

Inverno da Alma – Debra Granik & Anne Rosellini

Toy Story 3 – Michael Arndt

Melhor Animação

Como Treinar o seu Dragão

O Mágico

Toy Story 3

Melhor Filme Estrangeiro

Biutiful

Dente Canino

Em um Mundo Melhor

Fora-da-Lei

Incendies

Melhor Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas

A Origem

O Discurso do Rei

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Tron – O Legado

Melhor Fotografia

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Montagem

 

127 Horas

A Rede Social

Cisne Negro

O Discurso do Rei

O Vencedor

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

I Am Love

The Tempest

Melhor Maquiagem

Caminho da Liberdade

Minha Versão do Amor

O Lobisomem

Melhores Efeitos Visuais

 

Além da Vida

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Homem-de-Ferro 2

Melhor Edição de Som

A Origem

Bravura Indômita

Incontrolável

Toy Story 3

Tron – O Legado

Melhor Mixagem de Som

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

Salt

Melhor Trilha Sonora

127 Horas – A.R. Rahman

A Origem – Hans Zimmer

A Rede Social – Trent Reznor & Atticus Ross

Como Treinar o seu Dragão – John Powell

O Discurso do Rei – Alexandre Desplat

Melhor Canção Original

“If I Rise” – 127 Horas

“Coming Home” – Country Song

“I See the Light” – Enrolados

“We Belong Together” – Toy Story 3

Melhor Documentário

Exit Through the Gift Shop

Gasland

Lixo Extraordinário

Restrepo

Trabalho Interno

Melhor Documentário Curta Metragem

Killing in the Name

Poster Girl

Strangers No More

Sun Come Up

The Warriors of Quigang

Melhor Curta-Metragem

The Confession

The Crush

God of Love

Na Wewe

Wish 143

Melhor Curta de Animação

Dia & Noite

The Grufallo

Let’s Pollute

The Last Thing

Madagascar, carnet de voyage

Como esqueceram Christopher Nolan em Melhor Diretor? A Academia tem problemas, claro… Os vencedores serão anunciados em 27 de Fevereiro, durante a cerimônia de premiação.

Saem as Indicações ao BAFTA 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O BAFTA (Oscar Britânico) acaba de divulgar seus indicados de 2011. Confira-os:

Melhor Filme

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Filme Britânico

127 Horas

Another Year

O Discurso do Rei

Four Lions

Made in Dagenham

Melhor Estreia de um Diretor, Produtor ou Roteirista Britânico

Cilio Barnard & Tracy O’riordan – The Arbor

Banksy e Jaimie D’cruz – Exit Through the Gift Shop

Chris Morris – Four Lions

Gareth Edwards – Monstros

Nick Whitfield – Skeletons

Melhor Diretor

Danny Boyle – 127 Horas

Christopher Nolan – A Origem

David Fincher – A Rede Social

Darren Aronofsky – Cisne Negro

Tom Hooper – O Discurso do Rei

Melhor Roteiro Original

A Origem

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Minhas Mães e Meu Pai

O Vencedor

Melhor Roteiro Adaptado

127 Horas

A Rede Social

Bravura Indômita

Os Homens que não Amavam as Mulheres

Toy Story 3

Melhor Filme Não Falado em Inglês

Biutiful

De Homens e Deuses

Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Io Sono L’amore

O Segredo dos Seus Olhos

Melhor Animação

Como Treinar o seu Dragão

Meu Malvado Favorito

Toy Story 3

Melhor Ator

Javier Bardem – Biutiful

Jeff Bridges – Bravura Indômita

Jesse Eisenberg – A Rede Social

Colin Firth – O Discurso do Rei

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz

Annette Bening – Minhas Mães e Meu Pai

Juliane Moore – Minhas Mães e Meu Pai

Natalie Portman – Cisne Negro

Noomi Rapace – Os Homens que não Amavam as Mulheres

Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor

Andrew Garfield – A Rede Social

Pete Postlethwaite – Atração Perigosa

Mark Rufallo – Minhas Mães e Meu Pai

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – O Vencedor

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei

Barbara Hershey – Cisne Negro

Lesley Manville – Another Year

Miranda Richardson – Made in Dagenham

Melhor Trilha Sonora

127 Horas

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Como Treinar o seu Dragão

O Discurso do Rei

Melhor Fotografia

127 Horas

A Origem

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Montagem

127 Horas

A Origem

A Rede Social

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Made in Dagenham

Melhor Edição de Som

127 Horas

A Origem

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhores Efeitos Visuais

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Cisne Negro

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Toy Story 3

Melhor Maquiagem

Alice no País das Maravilhas

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Made in Dagenham

Melhor Curta Metragem

Connect

Lin

Rite

Turning

Until the River Runs Red

Melhor Curta de Animação

The Eagleman Stag

Matter Fisher

Thursday

Melhor Estrela em Ascenção

Gemma Arterton

Andrew Garfield

Tom Hardy

Aaron Johnson

Emma Stone

Os vencedores serão anunciados em 13 de Fevereiro, durante a cerimônia. Façam suas apostas…