Arquivo para grindhouse

| Machete | Divertido e violento ao extremo

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , on 11 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento


You don’t mess with Machete!

Depois de fazer pontas na saga Pequenos Espiões e roubar a atenção nos trailers falsos do projeto Grindhouse, o homicida mexicano Machete enfim ganha um filme só pra ele. A grande surpresa é o eficiente roteiro escrito por Robert Rodriguez que, apesar de ser muito trash, é empolgante e até lógico.

Machete não sai matando bandidos a toa com todos os recursos possíveis (de cair o queixo e gargalhar) e de maneira extremamente violenta; tudo o que acontece no longa, cada corpo no chão tem um motivo, fazem parte de uma série de eventos políticos que envolvem a corrupção e a imigração ilegal no México-EUA e que, olhe só, fazem sentido e despertam genuíno interesse do espectador.

Com um leque de personagens caricatos e superficiais, o elenco é liderado por Danny Trejo, que compõe o mexicano do título de maneira esplêndida; equlibrando expressões de durão com de derrotado. O elenco coadjuvante acerta também, Jessica Alba e Michelle Rodriguez estão estonteantes como sempre e os vilões Steven Segal e Robert DeNiro, convencem. Não posso deixar de mencionar o impressionante padre que dispensa comentários.

Sangue falso jorra a todo instante e piadas estúpidas surgem como facas no casaco de Machete, e o espectador tem uma diversão inofensiva, empolgante e agradável. Mais um filme trash que entendeu sua função, aliás, muito melhor do que o Planeta Terror de Rodriguez. Agora ele aprendeu.

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| Piranha 3D | Filme trash que entende a que veio

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2010, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 25 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento


Peixe Grande: Uma das assassinas do filme aprisionada

Atualmente, alguns diretores/roteiristas parecem sentir muita falta dos filmes B e trash. Primeiro foi o Grindhouse do Tarantino/Rodriguez, alguns de menos impacto (como Zombie Strippers) e Machete. Esse novo Piranha é outro bom exemplo desse tipo peculiar de filme; violento, repleto de nudez e de uma estupidez impressionante, cumpre exatamente o que promete.

Não se preocupa em criar qualquer tipo de reflexão ou desenvolver personagens e não se leva nem um pouco a sério; bem, algumas cenas de ataque são realistas e bem feitas (parabens à equipe de maquiagem), enquanto outras são tão absurdas que é impossível segurar a risada. Mas a computação gráfica que dá vida às piranhas do título é vergonhosa.

Os personagens são completamente artificiais e desinteressantes, apesar de Christopher Lloyd (o doc Brown de De Volta para o Futuro) roubar a cena com o pequeno papel de um biólogo maluco. Com um personagem tão unidimensional e exagerado, é nesse momento que fica claro a que veio o filme.

Outro elemento indispensável em um filme B/trash é a nudez sem sentido, que toma conta de muitos momentos da trama (com direito a um “balé aquático”). Tudo isso porque um dos protagonistas é um produtor de filmes pornô, que rende alguns momentos muito divertidos.

De fato, Piranha é um filme ruim. Recheado de clichês e situações estapafúrdias, não dá a mínima para seus personagens nem para o rumo da “trama”, mas diverte com seu alto nível trash. E convenhamos, não era esse o objetivo do filme?