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Novo trailer de A COLINA ESCARLATE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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Um dos projetos em longa gestação do cineasta Guillermo Del Toro, A Colina Escarlate ganhou seu trailer internacional, que detalha um pouco mais a trama de terror protagonizada por Mia Wasikowska, Tom Hiddleston e uma misteriosa Jessica Chastain. O visual parece lindo, e o marketing promete a obra prima de Del Toro. Veremos:

A Colina Escarlate estreia em 26 de Novembro no Brasil.

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Primeiro trailer de CRIMSON PEAK

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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O novo filme de Guillermo del Toro vai ser um terror cheio de classe. Crimson Peak traz Tom Hiddleston, Mia Wasikowska e Jessica Chastain, e o primeiro trailer promete a obra-prima do cineasta mexicano. Confira:

Crimson Peak estreia em 16 de Outubro nos EUA.

Hear Me Roar | Especial GODZILLA (ゴジラ)

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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O rei dos monstros está de volta. Em uma nova chance de popularizar um dos ícones japoneses no cinema americano, a Warner Bros aposta no diretor Gareth Edwards e em grande elenco no novo Godzilla, o que nos leva à chance de conhecer mais sobre sua criação e suas seis décadas de existência nas telas. Vamos lá:

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Um breve sumário sobre o processo de criação do novo filme.

Por que fazer mais um filme de Godzilla?

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 A história começa 10 anos atrás, com o lançamento do último filme de Godzilla produzido pela Toho Co., responsável por todos os filmes japoneses do personagem. De lá pra cá, Hollywood sempre tentou honrar o ícone japonês nas telonas, mas fracassou – tanto em público quanto crítica – com a versão de Roland Emmerich em 1998.

Em 2oo3, a TriStar perde os direitos do personagem e o diretor Yoshimitsu Banno (responsável por um dos filmes da franquia original, veremos abaixo) parte para um projeto em 3D IMAX do personagem, entitulado Godzilla 3D To the MAX. Banno se uniu a produtores americanos em 2007 para dar vida ao projeto, mas uma série de problemas financeiros a respeito com a tecnologia atrasaram o projeto.

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O diretor Gareth Edwards

Entra a Legendary Pictures para ressuscitar o projeto em 2009. A produtora se alia à Toho Co. e à Warner Bros em 2010 para uma nova tentativa de lançar no monstro nos cinemas americanos, contando com Yoshimitsu Banno agora na produção executiva e uma inspiração maior no filme original de 1954. As engrenagens se moveram e o diretor britânico Gareth Edwards (que até então só havia dirigido o independente Monstros) foi o escolhido para comandar o reboot.

Mesmo com diretor fechado já em 2010, a produção permaneceu em estágio de desenvolvimento até 2012, trabalhando no design de criaturas e na visão geral da produção. Já o roteiro passou de diversas mãos até chegar no resultado final: David Callaham (Os Mercenários), David S. Goyer (Trilogia Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço), Max Borenstein e Drew Pearce foram os responsáveis pelos primeiros tratamentos. A versão final do texto ficou a cargo do cineasta Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre, The Walking Dead), que definiu que sua visão trazia:

  1. 1. Godzilla como “um grande fenômeno da natureza”
  2. Drama humano pesado
  3. Uma alternativa contemporânea à metáfora das bombas nucleares

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O novo visual de Godzilla

O design da criatura procurou grande inspiração na criatura original da Toho (ignorando a criticada versão “iguana” de Roland Emmerich), passando ainda por Jurassic Park, Alien, Tropas Estelares e King Kong. Edwards também confirmou que Godzilla não será o único monstro da produção, e que o personagem será mais um anti-herói do que vilão.

As filmagens começaram em 18 de Março de 2013, contando com um elenco estelar e um orçamento aproximado de 160 milhões de dólares. A equipe ainda conta com Seamus McGarvey na direção de fotografia (em 2D, sendo convertido para 3D na pós-produção), Jon Rygiel (trilogia Senhor dos Anéis) na supervisão de efeitos visuais e Alexandre Desplat a cargo da trilha sonora.

Futuro

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Como não se faz um filme atualmente grande sem pensar no futuro, os olhos se voltam para Gareth Edwards. Ainda que prometa que seu filme tem uma conclusão fechada, não descarta reutilizar algumas ideias da franquia original (o diretor já se declarou fã da Ilha Monstro, de 1968) em possíveis continuações. Além disso, o empolgado Guillermo Del Toro ainda sugeriu um crossover entre Godzilla e seu Círculo de Fogo.

No esquema das coisas, não ficaria surpreso se Godzilla fizesse uma ponta em Batman Vs. Superman.

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Os principais personagens do novo filme:

Ford Brody | Aaron Taylor Johnson

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O tenente americano Ford Brody é especializado no desarmamento de bombas. Casado e pai de um filho pequeno, Brody é logo mandado para o combate novamente quando os ataques de monstros começam a assolar diferentes cidades americanas.

Joe Brody | Bryan Cranston

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Deixando de lado seu alter-ego como Heisenberg na série Breaking Brad, Bryan Cranston vive Joe Brody, cientista chefe da usina nuclear japonesa Janjira. Após uma anomalia misteriosa afetar o lugar e lhe custar uma perda pessoal, Brody fica obcecado em descobrir a verdade encoberta pela empresa e parte atrás de respostas.

Ichiro Serizawa| Ken Watanabe

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Maior papel japonês de peso, Watanabe interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, cientista que estuda as aparições de Godzilla e outros monstros do tipo há anos. De certa forma responsável pela criação da criatura, ele pode ter a chave para neutralizar a situação.

Elle Brody | Elizabeth Olsen

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Elizabeth Olsen é um nome pra se guardar na cabeça. A talentosa irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley já brilhou em alguns dramas e agora embarca no cinema blockbuster, com a continuação de Os Vingadores e sua Elle Brody em Godzilla. Ela interpreta a esposa de Ford.

Sandra Brody | Juliette Binoche

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Maior surpresa no elenco, a atriz francesa Juliette Binoche interpreta a esposa de Joe Bordy, Sandra, que também é uma funcionária da Janjira. Os trailers meio que já entregaram o destino trágico da personagem, envolvendo um acidente na usina nuclear.

Godzilla | Andy Serkis

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Esperava por essa? Isso aí. Mesmo que seja uma criação computadorizada, Godzilla tem um intérprete de captura de performance: ninguém menos do que o especialista no ramo, Andy Serkis (Gollum, César de Planeta dos Macacos e o King Kong de Peter Jackson). E o que dizer sobre seu personagem? Uma fera gigantesca e destruidora, que promete trazer dor de cabeça à humanidade e sair na mão com mais alguns monstros gigantes.

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Let’s put it simple: Godzilla tem filmes pra cacete. Mais que o James Bond. São filmes lançados desde 1954, com o reboot de Gareth Edwards marcando o 60º aniversário do personagem e sua 31ª incursão nas telas do cinema.

Não assisti a nem um quarto dos filmes de Godzilla, por isso me limitei a apresentar um breve sumário sobre cada longa – ao invés de avaliá-los criticamente. Uma questão complexa na franquia é a diferença dos títulos japoneses para os americanos, então trouxe aqui as versões de cada idioma.

Comece:

A ERA SHÔWA (1954-1975)

Godzilla (1954)

JAPÃO: Gojira

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O filme que começou tudo. Gojira foi criado pelo executivo da Toho, Tomoyuki Tanaka e pelo diretor Ishiro Honda, ganhando vida pelas mãos do técnico de efeitos especiais Eiji Tsubaraya e pela icônica música de Akira Ifukube. O primeiro filme aposta pesado na mensagem contra ao desenvolvimento de bombas nucleares da época, trazendo também ecos fortíssimos da destruição de Hiroshima e Nagasaki. A trama aposta no ataque da criatura à cidade de Tóquio, e as tentativas da humanidade de eliminá-lo.

Godzilla Raids Again (1955)

JAPÃO: Gojira no gyakushû

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Sequência imediata para o sucesso de 1954, o filme de Motoyoshi Oda traz Godzilla atacando o Japão novamente, mas dessa vez introduz o primeiro monstro secundário da franquia: Anguirus. Na trama, o monstrão ainda não tinha o caráter de anti-herói, e a destruição de Osaka simplesmente fica no meio de seu confronto com Anguirus.

King Kong Vs. Godzilla (1962)

JAPÃO: Kingu Kongu tai Gojira

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Enquanto a Marvel Studios e a DC Comics vão trabalhando em seus universos expandidos e crossover, o monstro japonês já encontrava outros ícones da cultura pop há muito tempo. A onde começou quando Godzilla enfrentou o gorila gigante King Kong, no filme dirigido por Ishiro Honda, em uma trama que primeiro brinca com a rivalidade de cada um na imprensa, para depois se dedicar ao mano a mano. Quem vence o duelo é Kong, graças a poderes elétricos garantidos após uma tempestade de raios.

Godzilla Contra a Ilha Sagrada(1964)

JAPÃO: Mosura tai Gojira

EUA: Godzilla Vs. Mothra, Godzilla Vs. The Thing

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Novamente dirigido por Ishiro Honda, A Ilha Sagrada é responsável por introduzir um dos personagens mais icônicos do “Godzillaverso”: a mariposa gigante Mothra, que é o principal antagonista da produção – considerada pelos fãs como um dos pontos altos da franquia.

Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964)

JAPÃO: San daikaijû: Chikyû saidai no kessen

EUA: Ghidrah, the Three-Headed Monster

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Seguindo a ameaça de Mothra, a Toho começa a apostar em novos oponentes para o lagarto radioativo, agora apostando no popular Rei Ghidrah, um dragão de três cabeças vindo do espaço. Além do inimigo tricéfalo, temos o retorno de Mothra e a aparição de Rodan, o famoso pcterodáctil gigante (outro lucrativo personagem da Toho). Foi a única ocasião em que dois filmes de Godzilla foram lançados no mesmo ano.

A Guerra dos Monstros (1965)

JAPÃO: Kaijû daisensô

EUA: Godzilla Vs. Monster Zero

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Último filme comandado por Ishiro Honda, A Guerra dos Monstros aposta em uma civilização alienígena, os Xiliens, como elemento central da trama; onde a tal raça clama pela ajuda da Terra para destruir uma criatura mortal conhecida como “Monstro Zero” – que no fim, revela-se como o Rei Ghidrah do filme anterior. Rodan também retorna, servindo como aliado de Godzilla.

Ebirah, Terror dos Abismos (1966)

JAPÃO: Gojira, Ebirâ, Mosura: Nankai no daiketto

EUA: Godzilla Versus the Sea Monster; Godzilla, Mothra, and Ebira, Horror of the Deep

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Com a saída de Ishiro Honda, o diretor Jun Fukuda substitui o clima de ficção científica estabelecido por seu antecessor por um pautado na ação/aventura. A trama se desenrola em uma ilha tropical, e traz um novo monstro para ser combatido por Godzilla: Ebirah, que é uma espécie de lagosta gigante. Não bastasse a ameaça marinha, Mothra também retorna para atormentar o protagonista.

Son of Godzilla (1967)

JAPÃO: Kaijûtô no kessen: Gojira no musuko

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Chega uma hora em que praticamente todo grande ícone pop encara a paternidade, não? Na segunda investida de Jun Fukunda na franquia, Godzilla descobre seu filho recém-nascido (que ainda suspeito ser um descendente perdido da Família Dinossauro) e o ajuda na “arte de ser um monstro”, incluindo conselhos sobre o controle de seu bafo radioativo e… Seja lá qual for a moral de um lagarto radioativo gigante. Um dos oponentes memoráveis da produção é Kumonga, uma aranha gigante.

O Despertar dos Monstros (1968)

JAPÃO: Kaijû sôshingeki

EUA: Destroy All Monsters

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Niguém contava com o retorno de Ishiro Honda, que resolveu trazer consigo tudo quanto é tipo de monstro (basta reparar no cartaz acima) para o novo filme, que traz todos os kaijus da Terra confinados em uma “Monstrolândia”. Quando a situação sai do controle, Godzilla, Rodan, Mothra, Gorosaurus, Anguirus, Kumonga, Manda, Baragon e Varan começam a atacar diversas capitais mundiais. Pra piorar, entra uma raça alienígena (os Kilaaks) para tentar amenizar a situação, usando de uma poderosa arma secreta… O Rei Ghidrah! (Again).

Godzilla’s Revenge (1969)

JAPÃO: Gojira-Minira-Gabara: Oru kaijû daishingeki

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Considerado pela base fã como a pior entrada na franquia, o filme de Ishiro Honda assume abertamente seu caráter mais infantil, com direito até a lição de moral no fim. Toda a trama é a imaginação de um menino atormentado por valentões (calma, não é um plot twist), que se imagina ao lado de Godzilla, seu filho e uma porrada de monstros em uma ilha.

Godzilla Vs. Hedorah (1971)

JAPÃO: Gojira tai Hedorâ

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Honda sai mais uma vez e deixa a cadeira de diretor para Yoshimitsu Banno, que introduz um dos monstros mais grotescos da franquia: Hedorah, uma substância alienígena que chega à Terra e acaba por se transformar em uma criatura horrenda ao entrar em contato com a poluição do planeta (em uma clara mensagem ecológica). Além do visual elaborado, o vilão ainda tem a capacidade de disparar ácido e raios laser, o que o torna um dos mais letais oponentes de Godzilla.

Godzilla Vs. Gigan (1972)

JAPÃO: Chikyû kogeki meirei: Gojira tai Gaigan

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Com Banno demitido pelo chefão da Toho (que detestou seu trabalho com o filme anterior), Jun Fukuda retorna para o décimo-segundo filme da franquia, que envolve uma nova raça de alienígenas planejando a extinção da Humanidade, a fim de tornar a Terra um ambiente pacífico (acho interessante como traz ecos até hoje). Para isso, usam mais uma vez do Rei Ghidorah e do inédito Gigan – considerado também um dos melhores oponentes do protagonista.

Godzilla Vs. Megalon (1973)

JAPÃO: Gojira tai Megaro

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Fukunda novamente assume a direção para que Godzilla enfrente um novo inimigo: Megalon, protetor de uma civilização exótica (Seatopians). A criatura se alia a Gigan, mas o protagonista conta com a ajuda do ciborgue Jet Jaguar (um Ultraman genérico). Foi um dos poucos filmes da franquia que assisti, e faço de questão de compartilhar um de seus momentos mais insanos, que revelam como Godzilla é bom de briga:

 https://www.youtube.com/watch?v=JuEa6Hum0b4

Godzilla Vs. Mechagodzilla (1974)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

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Guarde esse nome: MecaGodzilla. Se a Toho usava e abusava das participações do Rei Ghidorah, não vai largar da criatura cibernética, uma criação de (claro) raças alienígenas estranhas. A trama ainda traz elementos míticos ao incluir profecias, e lendas míticas de Okinawa, mas o grande foco é o conflito entre Godzilla e MecaGodzilla.

Terror of Mechagodzilla (1975)

JAPÃO: Mekagojira no gyakushu

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Continuação direta do anterior, o filme de Ishiro Honda aproveita novamente o vilão MecaGodzilla e apresenta também Titanossauro. Com o cinema japonês em baixa pela competição com a TV – aliado às crises energéticas dos anos 70 -, a Era Shõwa chegara ao fim, e a também a franquia de Godzilla.

ERA HEISEI (1984-1995)

Godzilla 1985 (1985)

JAPÃO: Gojira

EUA: Godzilla – The Legend is Reborn

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Ou assim pensávamos! Uma década após o último filme, Godzilla 1985 dá início à Era Heisei (ainda que alguns incluam a produção como parte da Shõwa), visando recuperar o clima sombrio do original; ignorando todas as continuações no processo. O filme de Koji Hashimoto é ambientado 30 anos após os eventos de 1954, trazendo o monstro atacando Tóquio novamente.

Godzilla Vs. Biollante (1989)

JAPÃO: Gojira Vs. Biorante

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Escrito e dirigido por Kazuki Omori, o 17º filme da franquia começa logo após os eventos do filme anterior, e traz muita genética para uma trama que envolve a criação de uma criatura (o Biollante, do título) através das células de Godzilla, uma rosa (é, a flor) e de uma das personagens humanas do longa. Tretas de monstros pra lá e pra cá, o novo filme foi elogiado por ter trazido elementos mais criativos.

Godzilla Vs. King Ghidorah (1991)

JAPÃO: Gojira vs. Kingu Gidorâ

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Kazuki Omori retorna e já marca a primeira aparição do icônico Rei Ghidorah na era Heisei, em uma trama que agora aposta em viagens no tempo. Além do famoso monstro tricéfalo do título, o filme nos apresenta ao Godzillassauro (o estágio anterior de Godzilla, antes de este ser contaminado pela radiação) e à combinação dos dois oponentes mais utilizados pela Toho: o Meca-Rei Ghidorah. Haja fôlego.

Godzilla & Mothra: The Battle for Earth (1992)

JAPÃO: Gojira Vs. Mosura

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Sai Kazuki Omori, entra Takao Okawara na direção para a introdução de Mothra na Era Heisei, em um filme que traz ainda o monstro Battra (basicamente, um gêmeo maligno de Mothra, também uma criatura voadora) e telepatas. De grande destaque visual, o longa é conhecido por uma batalha final em um parque de diversões.

Godzilla Vs. Mechagodzilla II (1993)

JAPÃO: Gojra Vs. Mekagojira

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Não há muitas novidades (como você já deve vir percebendo) no próximo filme de Takao Okawara, que traz de volta, novamente, mais uma vez o MecaGodzilla para lutar com o protagonista. Rodan aparece, a ONU cria um organização para combater o lagarto gigante e Godzilla aceita adotar um “Godzilla baby” como seu filho, o que trará consequências no futuro.

Godzilla Vs. Spacegodzilla (1994)

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Obs: Numa escala de 10 a 10, o quão lindo é esse pôster?

Quando você acha que não dá pra inventar mais nada, eis que surge o GODZILLA DO ESPAÇO! A ameaça cósmica tem um dos visuais mais elaborados de toda a franquia, e chega para dar mais dor de cabeça à Godzilla, que ainda conta com seu filho para ajudá-lo no conflito. Quem comandou a brincadeira foi Kensho Yamashita.

Godzilla Vs. Destoroyah (1995)

JAPÃO: Gojira vs. Desutoroiâ

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Novamente enfrentando o monstro Destoroyah, o filme de Takao Okawara aposta bastante no filho do protagonista, que transforma-se no núcleo central da trama. Não por acaso, já que Godzilla é morto no final, deixando o legado para seu jovem descendente. Um final apropriado para a Era Heisei, que não deixaria a franquia congelada por um hiato tão grande quanto o da Shõwa.

ERA MILLENNIUM (1999-2004)

Godzilla 2000 (1999)

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Após o fracasso da versão americana em 1998, a Toho voltou para fazer justiça ao personagem, lançando Godzilla 2000 para iniciar a Era Millennium. O filme de Takao Okawara ignora todos os anteriores, estabelecendo uma trama básica onde o monstro ataca Tóquio mais uma vez, além de trazer elementos alienígenas e o monstro Orga.

Godzilla Vs. Megaguirus (2000)

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Masaaki Tezuka entra à bordo da franquia, em uma continuação direta do filme anterior. Agora, me acompanhem bem de perto: um satélite experimental com capacidade de criar mini-buracos negros acaba gerando um buraco de minhoca, servindo de entrada no presente para uma libélula pré-histórica que, por sua vez, acaba por depositar centenas de ovos nas águas de Tóquio. Nascem então os monstros Meganulons, comandados pela rainha Megaguirus.

Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack (2001)

JAPÃO: Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki

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Shūsuke Kaneko comanda mais um super encontro de Godzilla e seus ferozes oponentes em mais uma trama de grandes batalhas. O monstrão anti-herói enfrenta novamente Mothra, Rei Ghidarah e Baragon.

Godzilla Against Mechagodzilla (2002)

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MAIS uma aparição do MecaGodzilla, mas agora sob o codinome de Kiryu, uma arma cibernética criada pelos humanos para combater Godzilla. Masaaki Tezuka é o diretor.

Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003)

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Masaaki Tezuka volta para a continuação direta de Godzilla Against MechaGodzilla: Tokyo S.O.S., que  traz de volta Mothra (mas agora como inimigo do protagonista) e introduz Kamoebas (uma espécie de tartaruga gigante) na história, novamente envolvendo uma batalha entre Godzilla e seu equivalente mecânico.

Godzilla: Final Wars (2004)

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Se hoje temos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para unir tudo o que já foi feito na franquia mutante da Fox, em 2004 a Toho usou todas as suas cartas para um final épico e explosivo para sua franquia de Godzilla, que marcaria o fim da Era Millennium e também das produções japonesas do personagem. O filme de Ryuhei Kitamura surge mais como uma homenagem ao universo-zilla do que um filme em si, repleto de batalhas contra os monstros mais memoráveis da franquia – e inclui também uma luta contra o Godzilla americano do filme de Roland Emmerich! Ainda não assisti, mas parece obrigatório.

ERA AMERICANA

Godzilla, O Monstro do Mar (1956)

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Basicamente, é uma refilmagem americana do original de 1954. Terry Morse dirigiu O Monstro do Mar, que mostrou-se um sucesso considerável tanto nos EUA quanto no Japão.

Godzilla (1998)

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E esta é provavelmente a primeira (e talvez única) versão de Godzilla que a maioria de vocês já assistiu. O cineasta Roland Emmerich foi o escolhido para comandar uma possível franquia do personagem para a Sony, mas o fracasso de crítica e bilheteria botaram o monstro para dormir – e os direitos do personagem acabaram sendo vendidos para a Warner. Sobre o filme de Emmerich, assistia muito quando criança e talvez seja esse o motivo de ter um certo carinho por este. Claro, os efeitos são precários, o roteiro é risível e o monstro não faz jus ao legado, mas todo o clima chuvoso de Nova York e o tom exagerado agradam. É um guilty pleasure.

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Alguns dos “companheiros” americanos de Godzilla nas telonas:

King Kong

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Monstro gigante mais popular da cultura americana, o gorila gigante King Kong já ganhou três versões em sua terra natal (no Japão, ele já encarou Godzilla, como vimos acima), sendo elas em stop motion (1933), roupa (1972) e computação gráfica (2005). Causou pânico ao ficar à solta nas ruas de Nova York, mas Kong é um ser com coração, movido apenas pelo amor que sente à bela humana Ann.

Cloverfield

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Projeto surpresa de J.J. Abrams comandado por Matt Reeves, Cloverfield – Monstro introduz a estética de found footage ao gênero de monstros gigantes, retratando o assombroso ataque de uma criatura misteriosa em Nova York. O monstro do título é impressionante e faz um belo estrago na cidade americana, podendo ser considerado o “Godzilla Ianque”. Muito se falou sobre uma continuação, mas nunca saiu do papel.

Círculo de Fogo

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Responsável por alguns dos maiores orgasmos nerd no ano passado, a aventura sci fi de Guillermo Del Toro é uma verdadeira homenagem ao gênero kaiju, trazendo a humanidade utilizando de robôs gigantescos para combater monstros colossais. Super divertido e caprichadíssimo no design de suas criaturas.

Bem, esse foi o breve especial sobre Godzilla (quem dera ter uns dois meses para assistir a todos os filmes). Assisto ao novo filme na Quinta-Feira, volte aqui para conferir o veredito.

Até lá!

| Círculo de Fogo | Guillermo Del Toro fica gigante

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Cadê o Michael Bay agora, hein? Os robôs de Guillermo Del Toro impressionam pela escala

Quando comecei a me inteirar sobre o material temático de Círculo de Fogo, que prometia batalhas homéricas entre monstros colossais e robôs igualmente colossais, não pude evitar de temer pelo monte de excremento que julgava ser este filme. No entanto, nunca posso me dar ao erro de esquecer quem é o artista por trás das câmeras: Guillermo Del Toro.

A trama parte de um roteiro original de Travis Beacham e do próprio Del Toro, mas com clara inspiração na cultura japonesa de monstros gigantes (o termo “Kaiju” é utilizado com frequência), onde a Terra encontra-se em constante ataque de criaturas que emergem de uma fenda no oceano pacífico (região real que atende pelo tal do Círculo, ou Anel, de Fogo do título, que no original é Pacific Rim) e que necessitam de poderosos robôs gigantes operados por humanos para defender as grandes cidades.

Em outras palavras, ROBÔS GIGANTES ARREBENTANDO MONSTROS GIGANTES. E só o uso do caps lock para ajudar a ilustrar a grandeza visual que é Círculo de Fogo. Todas as cenas de ação impressionam pela escala e o cuidado em retratar as gigantes armaduras de forma a ilustrar o peso destas (ao contrário daqueles vistos em Transformers, aqui os robôs têm seus movimentos muito mais demorados) e também a diversidade em seu visual. Depois de O Labirinto do Fauno e Hellboy II – O Exército Dourado, não achava que Del Toro continuaria me impressionando com sua imensa criatividade ao elaborar distintas criaturas: seja no design dos Jeigers ou dos detalhadíssimos Kaijus, a equipe de direção de arte do diretor acerta em cheio.

E da mesma forma que os efeitos visuais da ILM dão vida com maestria a todos esses elementos, o roteiro de Beacham e Del Toro é hábil ao criar um mundo afetado pela presença destes. Um dos mais memoráveis exemplos no Hannibal Chau de Ron Perlman, um excêntrico comerciante de “partes” de Kaijus em um mercado negro, personagem que certamente foi tão divertido para a dupla escrever como foi para o ator interpretá-lo. Infelizmente, o personagem de Perlman é a única figura memorável do filme, já que todos os outros não passam de criaturas estereotipadas e arquétipas; algo que é bom quando diverte (vide os cientistas “malucos” vividos por Charlie Day e Burn Gorman), mas que aborrece quando somos forçados a engolir clichês do tipo “o parente próximo que morreu” ou, deus me livre, o de “relação problemática com o pai”. Além disso, o que dizer da Mako Mori de Rinko Kikuch0i, que apresenta nociva dificuldade em controlar um Jeiger com sua mente (até colocando em risco as vidas de todos os seus colegas em sua primeira experiência), mas que o roteiro o soluciona ao simplesmente trazer um dos personagens dizendo que “A primeira vez é sempre difícil”?

Mas mesmo com diversos problemas de roteiro, Círculo de Fogo oferece uma experiência contagiante graças ao tom adotado pelo cineasta: a de que tudo isto não é tão das produções de monstros gigantes tão populares no Japão. Diversão garantida.

Obs: Assista ao filme na maior tela possível. O 3D não é nada mal.

Obs II: Há uma hilária cena durante os créditos finais.

| Mama | Conto de fadas gótico se perde na autoexplicação

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

Mama
A ruiva Jessica Chastain adota visual gótico para enfrentar o sobrenatural

O mexicano Guillermo Del Toro deve ser daqueles que todo mundo precisa ter na lista de contatos. Mesmo sem ter lançado um filme nos últimos 5 anos (depois de Hellboy II – O Exército Dourado, este ano ele volta à direção com Círculo de Fogo), já “apadrinhou” diversos projetos vindos de aspirantes a cineastas. Em 2011 foi o fraco Não Tenha Medo do Escuro, agora ele ajuda a lançar o terror Mama; mais um conto de fadas gótico que se perde nas próprias ideias.

Baseada em um curta-metragem de mesmo nome (que você pode assistir no YouTube, por aqui), a trama acompanha as jovens irmãs Victoria e Lily (Megan Charpentier e Isabelle Nélisse) que são abandonadas pelo pai quando este se descontrola durante a crise econômica de 2008. Cinco anos depois elas são encontradas pelo tio (Nicolaj Coster-Waldau, o Jaime Lannister de Game of Thrones) e sua namorada Annabel (Jessica Chastain) e trazidas para morar junto ao casal. No entanto, uma presença fantasmagórica conhecida como “Mama” passa a assombrar a família e ameaça tomar as crianças para si.

O problema de Mama consiste na necessidade de elaborar uma trama complexa para sua personagem-título. O curta-metragem de Andrés Muschietti (que assume aqui o cargo de diretor e co-roteirista, este último com sua irmã Barbara) funciona muito melhor que o longa justamente pelo mistério. Os 3 minutos de duração retratam uma cena bizarra (que no filme é refeita praticamente quadro a quadro) que fica sem explicação, impressionando também por sua competência narrativa. Aqui, os roteiristas criam toda uma história de fundo para a criatura e ainda preenchem a história com figuras mal distribuídas, salvas apenas pelas boas performances de seus intérpretes; especialmente a versátil Jessica Chastain, que constrói uma sujeita completamente diferente de suas atuações prévias – e não foi só o visual gótico que ajudou, a atriz é a única que tem a chance de desenvolver apropriadamente sua personagem.

O longa começa muito bem com o estabelecimento do cenário, e durante boa parte da projeção, é eficaz ao nos manter presos à narrativa. O mistério acerca da personagem-título é o que desperta maior interesse, mas os roteiristas veem a necessidade de explicitar termos e fenômenos (trazendo uma absurda explicação para diferenciar Mama de um fantasma, e que é literalmente jogada aos ares em sua conclusão) e não consegue nem dar conta de suas linhas narrativas. Como por exemplo, o momento em que um dos personagens chega de dia para explorar uma cabana na floresta e, por algum motivo, o vemos na cena seguinte adentrando-a durante a noite…

Estreante no ramo, Muschietti consegue mostrar tem bom olho para a direção e garante planos lindos (vide a abertura que traz imagens de uma montanha dominada pela neve) e criatividade na elaboração do horror, sobressaindo-se a cena em que acompanhamos o flashback de Mama em primeira pessoa (que assusta pela intensidade da situação e a paleta de cores escolhida pelo diretor de fotografia Antonio Riestra ) e a que o psicológo vivido por Daniel Kash procura pela criatura em uma cabana escura, usando flashes de uma máquina fotográfica como orientação. Claro que os sonoplastas e o compositor Fernando Velázquez usam e abusam de suas funções para gerar os mais clichês jump scares do gênero, sendo muito fácil prever quando um susto irá nos pegar; mas sendo inevitável de escapar dele quando chega.

Mama é eficiente em garantir um monstro cativante e bons sustos, mas carece de uma história competente. Sinceramente, o curta-metragem de 3 minutos consegue ser mais satisfatório do que um longa de quase 2 horas. O simples que satisfaz.

Observação: Se o visual da Mama te assustou, confira este ótimo vídeo com o teste do ator Javier Botet (famoso por interpretar a medonha Niña de Medeiros na franquia espanhola REC), que é ainda mais perturbador sem a inclusão do CGI:

| Não tenha Medo do Escuro | Nem deste filme

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Suspense, Terror with tags , , , , , , , on 17 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento


Cadê o Hellboy quando precisamos dele?

Não é fácil ser Guillermo Del Toro. A cada projeto anunciado que tenha seu nome na direção, roteiro, produção ou qualquer outro setor, a expectativa ao seu redor é inevitável. Eu por outro lado, acompanhei muito pouco esse Não tenha Medo do Escuro, que traz o nome do espanhol como co-roteirista e co-produtor, logo o buzz não é – no meu caso – uma justificativa aceitável para o fracasso do longa.

A trama acompanha a jovem Sally (Bailee Madison), que é levada para morar com seu pai (Guy Pearce) na gigantesca propriedade que este possui. Enquanto acostuma-se com sua madrasta (Katie Holmes), ela depara-se com estranhas criaturas que habitam a escuridão da casa.

O roteiro de Guillermo Del Toro e Matthew Robbins – adaptado de um teleplay escrito por Nigel McKeand em 1973 – segue, sem grandes surpresas, a tradicional fórmula da “casa mal assombrada”. O problema aqui, é a incerteza do diretor Troy Nixey sobre o gênero de filme que iria optar em Não tenha Medo do Escuro; em certos momentos, há muita fantasia “DelToriana” (como na cena em que Sally explora a floresta próxima da casa, remetendo diretamente a O Labirinto do Fauno) e em outros, elementos de terror que parecem ter saído de um diretor completamente diferente (o razoável clímax por, exemplo).

Não que Nixey saia-se mal, pelo contrário; em seu primeiro longa-metragem, mostra-se um estiloso cineasta (especialmente nos travellings que, mesmo de sua grande maioria digitais, ajudam a acrescentar movimento à trama), a passo que recebe imenso auxílio de Oliver Stapleton, o diretor de fotografia. Aliás, é ele quem ganha o mérito pelo filme; graças a seu magistral trabalho com iluminação e uso de tons escuros, é possível sentir alguma coisa (medo, ansiedade, em raros momentos) durante a projeção, contando também com um eficiente design de som (aquelas vozes das criaturas…) e direção de arte (o trabalho feito no porão de Blackwood é realmente assustador). E se as criaturas que assombram a trama possuem um passado intrigante e bem idealizado, são prejudicadas por um visual patético e efeitos visuais medianos.

Agora sobre o elenco, digo logo que nenhuma das performances agradou-me por completo. A novata Bailee Madison até que sabe gritar, mas apresenta pouca expressão em grande parte da trama (o papel também não ajuda, já que Sally encontra-se em um estade de espírito sombrio), enquanto Guy Pearce abraça com certo ânimo o arquétipo do pai workaholic e Katie Holmes consegue tirar uma boa atuação de sua personagem, principalmente quando esta vai se aproximando da protagonista.

Mesmo apresentando um eficiente trabalho nas áreas técnicas e um conceito interessante, Não tenha Medo do Escuro é um suspense fraco e mal executado, onde nem mesmo a criatividade de Guillermo Del Toro foi capaz de salvar o dia. Ou a escuridão, que seja.