Arquivo para guy ritchie

Primeiro trailer de O AGENTE DA U.N.C.L.E.

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 11 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Que engraçado. Cameron Crowe não lançava um filme desde 2011, e teve o trailer de seu novo projeto divulgado há minutos atrás. Agora, Guy Ritchie também não lançava um filme desde 2011… E seu novo projeto teve seu trailer lançado agora!

O Agente da U.N.C.L.E. é adaptação de uma série homônima de televisão, e traz Henry Cavill e Armie Hammer em uma trama de Guerra Fria onde um espião americano deve se aliar a um russo para deter uma trama misteriosa. Confira:

O Agente da U.N.C.L.E. estreia em 20 de Agosto no Brasil.

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| Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras | Um jogo estilizado, mas brutalmente exaustivo

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , on 5 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

 


Holmes e Watson brindam antes de embarcar em uma nova aventura

O primeiro Sherlock Holmes foi uma grande surpresa. Guy Ritchie e Robert Downey Jr. acertaram ao apresentar uma releitura dinâmica para o detetive mais famoso do planeta, rendendo um filme divertido e arrojado na medida certa. Como todo sucesso de bilheteria, uma continuação é praticamente obrigatória, e infelizmente Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras falha ao entregar o mesmo entretenimento de seu antecessor; forçando além do suportável os elementos que tornaram o primeiro tão agradável.

A trama traz Sherlock Holmes (novamente o encontramos no meio de um caso, só  que dessa vez não temos uma explicação coerente para a execução do mesmo), encontrando a mente criminosa mais letal do planeta: o professor James Moriarty (Jared Harris), que conspira iniciar uma guerra mundial. Para isso, Holmes recorre a seu parceiro Watson (Jude Law) e à cigana Simza (Noomi Rapace).

O grande problema de O Jogo de Sombras é seu roteiro incompreensível. Kieran e Michele Mulroney certamente são fãs das obras de Sir Arthur Conan Dyle (o clímax com a inclusão de um dos momentos mais icônicos da história do personagem comprova isso), mas não são capazes de tecer uma trama inteligente e plausível – seus rumos e escolhas fazem pouquíssimo sentido, e a dupla usa o exagero na tentativa de soar inteligente – ou de aproveitar o material do longa anterior. Por exemplo, se no primeiro filme Holmes usava sua dedução para situações mais “simples”, como a observação a partir das vestimentas de Mary, aqui ela se aplica a momentos incalculáveis (como o assassino no escritório de Simza), beirando o sobrenatural.

Da mesma forma, Robert Downey Jr. exagera na performance de Holmes que ele dominou tão bem no longa de 2009. Se antes ele mostrava o detetive como uma criatura inteligente com um leve toque de excentricidade, o ator o transforma em um sujeito quase que insano, mesmo que faça isso de forma divertida. Sua química com o eficiente Jude Law continua convincente, enquanto Jared Harris faz de Moriarty um adversário interessante e assustador (mesmo que seu potencial não seja explorado ao máximo) e Stephen Fry mostra-se a melhor coisa do filme na pele de Mycroft, irmão do protagonista.

Mesmo que com uma trama exaustiva e confusa, O Jogo de Sombras consegue impressionar o espectador com suas excelentes cenas de ação. Com mais estilo na veia, Guy Ritchie usa melhor seus maneirismos visuais aqui, especialmente na memorável perseguição na floresta (que comporta uso de slow motion lentíssimo e expressões quase caricatas de seus intérpretes, digno dos trabalhos anteriores de Ritchie) que surge para salvar o terceiro ato. A direção de arte, mesmo que digital em sua grande maioria, continua excelente e Hans Zimmer continua com o violino afiado na trilha sonora (mesmo que não apresente muitas novidades, além dos acordes para Simza).

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras não agrada como seu anterior, e vai deixar o espectador cansado de tantas reviravoltas, descobertas e deduções que surgem descontroladamente e sacrificam os bons personagens. É bonito e empolgante em determinados momentos, mas não é um jogo que eu repetiria.

| Sherlock Holmes | Versão mais divertida do famoso detetive

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2010, Indicados ao Oscar with tags , , , , , on 10 de janeiro de 2010 by Lucas Nascimento

 

  Robert Downey Jr. como Sherlock Holmes e Jude Law como Dr. Watson

Em 2005, Christopher Nolan surpreendeu a todos quando apresentou sua versão do homem-morcego em Batman Begins. Ainda mais diferente, em 2006 Martin Campbel apresentou um James Bond violento e diferente dos tradicionais em Cassino Royale. Sherlock Holmes de Guy Ritchie pode muito bem entrar nessa categoria: pegar um personagem famoso e dar-lhe uma radical transformação. O filme consegue se sair muito bem-sucedido, graças à trama esperta e as atuações perfeitas de Robert Downey Jr e Jude Law. Mas enquanto o Batman se tornava um personagem mais sombrio com vilões realistas e James Bond um agente que apanha, sangra e erra, Sherlock Holmes é agora bom de pancadaria.

Na trama, a dupla Holmes e Watson precisa desvendar um mistério em torno do misterioso Lorde Blackwood, que teria levantado do túmulo e planejado um plano que envolve práticas sobrenaturais. Além disso, Holmes precisa lidar com uma antiga paixão e Watson com seu casamento.

Um ótimo filme. Guy Ritchie foge um pouco de seu estilo de bizarrices para se lançar em uma aventura cerebral e inteligente, mas isso não quer dizer que o diretor iria deixar de fora algumas cenas de luta bem violentas. O filme é muito bem dirigido, a trama flui e se desenrola de maneira ágil e agradável, sendo um pouco cansativa em alguns momentos e resolvendo de maneira meio exagerada e mal explicada alguns dos mistérios, mas isso não estraga a qualidade do roteiro.

Os atores não podiam ser melhores. Robert Downey Jr brilha e diverte no papel-título, conseguindo ser bem sarcástico e excepcional, criando uma versão inteligente e mais divertida do famoso detetive. Jude Law está mais sério, e nem por isso menos divertido, no papel de Watson, que deve aturar os hábitos excêntricos de Holmes. A química entre os dois é brilhante, rendendo uma das melhores parcerias do cinema recente. Rachel McAdams e Mark Strong ficam como coadjuvantes, mas são muito interessantes. Strong está sinistro enquanto McAdams interpreta a típica femme fatale.

Visualmente o filme não faz feio. A fotografia mostra uma Londres vitoriana suja e sombria, não tão obscura quanto a de Sweeney Todd, mas ela ganha traços mais realistas. A trilha sonora é outra maravilha, sejam as orquestradas por Hans Zimmer ou as já existentes, elas se encaixam perfeitamente com o filme e dão o tom certo. Sobre as cenas de ação, algumas são uma esperta mistura entre luta e humor, que seriam perfeitas se não fossem tão longas, enquanto outras são a mistura de luta e cérebro, ponto alto do filme onde Holmes calcula meticulosamente seus movimentos, as fraturas e os ossos quebrados. Gênio.

Para resumir o filme utilizarei as palavras de Holmes: Primeiro, chame a atenção do espectador com uma sequência de abertura cheia de ação e mistério. Apresente os personagens de maneira cômica, solte algumas piadas, muitas cenas de ação e um clímax de mocinho vs. bandido com um óbvio gancho para uma continuação. Em resumo: diversão garantida, atuações perfeitas, ação com cérebro e algumas pequenas falhas. Capacidade de não ter uma sequência: Neutralizada.