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| X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

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Fera, Wolverine e o jovem Charles Xavier

Já se passaram 14 anos desde que Bryan Singer assumiu a arriscada tarefa de levar os X-Men ao cinema, em Julho de 2000. Nesse longo espaço de tempo, o gênero de super-heróis se transformaria em uma mania mundial, e o grande responsável por encher os cofres dos grandes estúdios de Hollywood. A franquia mutante da Fox se saía bem, entre erros e acertos, mas é com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido que Singer encara seu maior desafio como cineasta ao transportá-las ao próximo nível.

A trama é inspirada livremente em uma das mais celebradas HQs dos X-Men, e envolve o grupo lutando contra as mortíferas Sentinelas, robôs gigantes especializados em destruir mutantes, em um futuro devastado. Na esperança de impedir que a guerra comece, o professor Charles Xavier (Patrick Stewart) manda Wolverine (Hugh Jackman) de volta para seu corpo dos anos 70 a fim de reajustar a situação ao reencontrar as versões jovens da equipe e evitar que um evento decisivo para a criação das Sentinelas ocorra.

Um filme dessa escala, com um elenco que mal cabe no pôster é um perigo por natureza. Pode ser muito inchado, incoerente ou desconcentrado, riscos típicos de produções assim. Felizmente, Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg encontram um perfeito ponto de equilíbrio para contar a mais grandiosa história dos X-Men até agora. Ambientada tanto no passado quanto no futuro distópico, a montagem de John Ottman (que também assina a excelente trilha sonora) navega com fluidez entre as duas linhas temporais, ainda que se concentre mais naquela ambientada na década de 70 – considerando a aceitação popular de X-Men: Primeira Classe, é uma decisão sábia.

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Encontro de gerações

Já a ideia de viagem no tempo permanece até hoje como um dos elementos mais complexos não apenas do cinema, mas também de nossos conhecimentos científicos. O próprio Singer declarou que teve encontros com ninguém menos do que James Cameron para compreender melhor o conceito (e é divertido ver como Singer claramente se inspira em O Exterminador do Futuro ao retratar o futuro sempre à noite, sombrio e o fato de Wolverine despertar sem roupas quando acorda em seu corpo jovem) de realidades alternativas e paradoxos temporais. Aí reside o maior problema da produção, que opta por teorias um tanto confusas (aliás, qual teoria de tempo é usada aqui? Simultâneo? Imutável?) e que trazem certos problemas em sua linearidade, especialmente nos conceitos da Teoria do Caos. É uma confusão que se dá durante o terceiro ato, mas que não prejudica seu resultado; que pende mais para o positivo.

A começar pelo elenco dos sonhos de qualquer fã do gênero, que se sai bem com o habitual carisma de Hugh Jackman na liderança, mas também oferece muito espaço para os ótimos Michael Fassbender e James McAvoy, que continuam reinventando brilhantemente seus personagens, (Magneto nunca esteve tão radical, e Xavier surge inacreditavelmente desolado e selvagem) ao mesmo tempo em que aproveita na medida do possível a presença do elenco original. Temos lá a presença de ouro de Ian McKellen e Patrick Stewart, rápidas participações de Halle Berry, Anna Paquin (piscou, perdeu), Ellen Page, entre outros. O time ainda acrescenta alguns mutantes carismáticos – a Blink interpretada pela chinesa Fan Bingbing é minha preferida – que, ainda que não tenham tanto destaque ou desenvolvimento, rendem ótimas cenas de ação.

E como Singer entende disso. Sem embalar um sucesso de verdade desde sua última incursão na franquia, o diretor comanda com maestria as cenas de ação que envolvem múltiplos mutantes, distribuindo tarefas específicas e fazendo-os combinar seus poderes na luta contra as ameaçadoras Sentinelas. Vale também mencionar a espetacular cena envolvendo o mutante velocista Mercúrio (o carismático Evan Peters) em uma fuga de prisão, que, ao som de “Time in a Bottle”, é desde já uma das sequências mais bem feitas e impressionantes que o gênero já ofereceu. Também elogio a decisão do diretor em trazer diversas câmeras-dentro-da-história para cenas com multidões, algo que oferece um caráter de urgência e também ajuda com a ambientação de época (já que são câmeras super 8).

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Para os fãs de J-Law, Mística tem mais destaque na trama

Mas ainda que seja preenchida por espetáculo e não perca tempo algum, a trama jamais esquece aquilo que sempre deu um diferencial a X-Men: suas questões sociais. Aqui essa temática ganha ainda mais força ao tornar a Mística de Jennifer Lawrence um elemento fundamental no desenrolar de ambas as linhas temporais, o que faz sentido considerando a posição que a personagem assumia no longa anterior (Primeira Classe). Não deixa de ser irônico como a grande ameaça física do longa – as Sentinelas – tenha sido criada por um sujeito com o porte físico de Peter Dinklage. Ainda na ala de poderio visual, o filme traz imagens altamente simbólicas, vide o momento em que corpos de mutantes são empilhados (remetendo diretamente ao Holocausto), ou a cena em que a Casa Branca é cercada por um estádio de beisebol; uma forma gritante de conciliar política e esporte, que curiosamente surge mais poderosa para os brasileiros neste ano de Copa do Mundo.

Dado o tamanho da aposta, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido era um filme que poderia ter dado perigosamente errado. Felizmente, isso foi em alguma realidade alternativa obscura, já que o retorno de Bryan Singer à franquia é eficiente, divertido e mesmo que não seja o melhor filme desta, certamente é o maior. E o melhor de tudo é perceber como sua conclusão oferece aos produtores novos rumos para essa franquia tão admirável.

Obs: Há uma cena após os créditos que vai deixar os fãs de X-Men malucos.

Obs II: Participações especiais e uma revelação mutante que você NUNCA imaginaria. Fiquem ligados.

Obs III: Eu dispensaria o 3D.

Leia esta crítica em inglês.

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De Volta para o Passado | Especial X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Com viagem no tempo, duas linhas temporais e um elenco esmagador, o mais grandioso filme dos X-Men enfim chegou. Como já havia feito especiais para outros filmes da franquia (em especial, Primeira Classe), não me estenderei muito aqui. Bem, confira agora o especial de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido:

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Os (muitos) personagens de Dias de um Futuro Esquecido:

Wolverine | Hugh Jackman

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Vulgo: James Howlett/Logan

Mutação: Reneração e Garras

Protagonista definitivo da franquia, o mutante Wolverine é o escolhido para voltar no tempo graças à sua imortalidade. Logan é enviado para os anos 70 a fim de reunir novamente os X-Men e evitar o futuro apocalíptico que os aguarda. Vale lembrar que o mutante será mostrado com garras de osso, já que o experimento Arma X só ocorre na década de 80.

FUTURO

Professor X | Patrick Stewart

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Vulgo: Charles Xavier

Após ter sido desintegrado pela Fênix Negra, o professor Charles Xavier encontrou uma forma de voltar à vida através de um sujeito moribundo. No futuro apocalíptico de 2030, alia-se com o antigo inimigo Erik Lehnsherr para deter as Sentinelas.

Magneto | Ian McKellen

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Vulgo: Erik Lehnsherr

Ignorando os anos em que teve Xavier como inimigo, Erik Lehnsherr aposenta o capacete de Magneto para ajudar o colega na luta contra as Sentinelas.

Tempestade | Halle Berry

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Vulgo: Ororo Munroe

Com suas habilidades de voo e controle do clima, Tempestade retorna para ajudar os X-Men na luta contra os Sentinelas.

Kitty Pride | Ellen Page

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Graças a uma evolução de sua mutação, Kitty Pride descobriu um modo de transportar mentes para seus corpos no passado. A estratégia transforma-se em um dos principais técnicas de combate contra as Sentinelas, e também na viagem a ser encarada por Wolverine.

Homem de Gelo | Shawn Ashmore

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Vulgo: Bobby Drake

Com sua mutação evoluída em O Confronto Final, Bobby Drake agora é capaz de transformar seu corpo todo em gelo. Além de ser uma das peças-chave na luta contra Sentinelas, serve como grande companheiro de Kitty Pride.

Colossus | Daniel Cudmore

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Vulgo: Peter Rasputin

Força bruta do grupo, Colossus usa de seu corpo metálico para combater os Sentinelas.

Bishop | Omar Sy

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Vulgo: Lucas “Luke” Bishop

Nova adição da franquia, o ator francês Omar Sy (de Intocáveis) assume o papel de Bishop, um mutante capaz de absorver energia. É um dos líderes do grupo de Xavier no futuro.

Macha Solar | Adan Canto

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Vulgo: Roberto Da Costa

Participação brasileira na equipe dos X-Men, Mancha Solar possui a habilidade de controlar e lançar chamas.

Blink | Fan Bingbing

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Vulgo: Clarice Fergunson

Uma das mais interessantes adições à franquia, Blink tem a habilidade de criar portais de teletransporte (meio que buracos de minhoca), algo que revela-se muito últil ao enfrentar os Sentinelas.

Apache | Booboo Stewart

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Vulgo: James Proudstar

Mais um dos novos personagens, Apache utiliza de seus sentidos aguçados para auxiliar o grupo de Xavier no combate contra os Sentinelas.

PASSADO

Charles Xavier | James McAvoy

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Sofrendo com a perda de Raven para o então amigo Erik, Xavier abriu mão de seus poderes (graças a uma fórmula criada por Hank McCoy) para voltar a andar. O advento da Guerra do Vietnã deixou-ou desamparado e sem esperanças, até o momento em que Wolverine aparece batendo em sua porta…

Magneto | Michael Fassbender

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Vulgo: Erik Lensherr

Confinado no Pentágono sob acusação de ter assassinado o presidente JFK, Magneto mantém sua postura radical de supremacia mutante. Ao ser resgatado por Wolverine e Xavier, começa a trabalhar em seus próprios planos.

Mística | Jennifer Lawrence

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Vulgo: Raven Darkholme

Um dos núcleos centrais da trama, Mística trabalha sozinha após a prisão de Magneto. Com a habilidade de transformar sua aparência, a mutante vai orquestrando uma vingança contra Bolivar Trask após este ter matado diversos aliados em experimentos científicos. Seu gene de metamorfose também é chave na criação das Sentinelas.

Fera | Nicholas Hoult

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Vulgo: Hank McCoy

Servindo como ajudante e companheiro de Charles Xavier em seu período depressivo, Hank McCoy desenvolveu um soro que ajuda a controlar sua mutação – podendo decidir quando se transforma na forma azulada e peluda de Fera.

Mercúrio | Evan Peters

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Vulgo: Pietro Maximoff (no filme, Peter)

A versão Fox do mutante Mercúrio (filho do Magneto) é certamente o ponto alto do filme. Dotado de uma velocidade assombrosamente rápida, o jovem é recrutado por Wolverine para ajudar na invasão ao Pentágono. Tem poucas cenas, mas rouba todas. Você também o verá em Os Vingadores – A Era de Ultron, mas com as feições de Aaron Taylor-Johnson e sem relação com a franquia mutante.

Destrutor | Lucas Till

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Vulgo: Alex Summers

Alex Summers está servindo no Vietnã quando é recrutado por Mística. Só tem uma cena, mas o mutante tem a chance de soltar seus raios.

Groxo | Evan Jonigkeit

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Vulgo: Mortimer Toynbee

A mesma equação de Summers se aplica a Toad, que tem uma breve participação apenas.

Bolivar Trask | Peter Dinklage

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Principal presença humana da trama, Bolivar Trask é o responsável pelo projeto dos Sentinelas. Receioso quanto às intenções do mutantes, e temendo a extinção de sua espécie, Trask elabora a construção dos robôs gigantes exterminadores.

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Aquela tradicional revisitada aos filmes da franquia X-Men:

X-Men: O Filme (2000)

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Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido longa de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou o carisma de Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

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Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

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Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

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É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva. Vale lembrar que Wolverine – Imortal não é uma continuação direta a esta bomba, e sim a X-Men: O Confronto Final.

X-Men: Primeira Classe (2011)

4.5

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Sem dúvida o melhor filme da franquia, Primeira Classe acerta em cheio ao trazer o impacto da Guerra Fria no passado dos mutantes. Mesmo que o show fique melhor com as presenças do Xavier xavequeiro de James McAvoy e o Magneto fodástico de Michael Fassbender, o filme de Matthew Vaughn faz um ótimo trabalho ao desenvolver com eficiência seus (muitos) personagens e promove excelentes cenas de ação.

Wolverine – Imortal (2013)

3.0

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Tendo em vista a catástrofe que foi a primeira aventura-solo de Wolverine, a única certeze em relação a Wolverine – Imortal era a de que não poderia ser pior. E, de fato, o filme de James Mangold acerta ao trazer uma história mais intimista e cenas de ação caprichadas. A ambientação japonesa também agrada, mas o longa ainda não faz jus ao potencial do carcaju, e escorrega ao trazer situações e personagens ridículos.

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Alguns filmes memoráveis sobre viagem no tempo:

A Máquina do Tempo (1960)

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Uma das primeiras grandes produções sobre o tema, A Máquina do Tempo adapta uma das mais famosas obras de H.G. Wells. Nela, Rod Taylor interpreta um cientista que inventa uma máquina do tempo e acaba indo para um futuro dividido em duas espécies mortais. Rendeu um remake desastroso com Guy Pearce, em 2002.

O Exterminador do Futuro (1984-)

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Melhor criação de James Cameron, a franquia que traz Arnold Schwarzenegger como um ciborgue assassino (e defensor, nas continuações) viajante do tempo hoje anda enrolada após alguns tropeços e tem um reboot pra sair em 2015. Vale lembrar que o diretor Bryan Singer foi trocar uma ideia com Cameron sobre conceitos de viagem no tempo…

Trilogia De Volta para o Futuro (1985-89)

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Certamente a obra máxima do tema (ou pelo menos a mais divertida), a trilogia comandada por Robert Zemeckis e protagonizada por Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc Emmet Brown (Christopher Lloyd) é também uma das melhores trilogias do Cinema. Sua história contínua inclui uma viagem para os anos 50, uma ida para uma 2015 futurista e um retorno ao Velho Oeste de 1885. Cada filme tem uma temática diferente, mas o humor inteligente e as ótimas sacadas estão sempre lá.

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (1989)

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Comédia protagonizada por Keanu Reeves e Alex Winter, traz dois jovens abobalhados que acabam viajando para diversos períodos históricos a fim de preparar um trabalho para a escola.

Feitiço do Tempo (1993)

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Genial comédia de Harold Ramis, traz Bill Murray como um repórter cobrindo uma matéria inacreditavelmente enfadonha (o dia da marmota) e que acaba preso em um loop temporal, onde é obrigado a reviver o mesmo dia inúmeras vezes.

Os 12 Macacos (1995)

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Um dos trabalhos mais inspirados de Terry Gilliam como cineasta, traz Bruce Willis como um condenado que é mandado de volta no tempo para descobrir a origem de um vírus mortal que desolou a humanidade em um futuro distante. A trama é cheia de reviravoltas e conceitos estimulantes, especialmente em sua abordagem esperta à ideia de simultaneidade do tempo.

Donnie Darko (2001)

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Cult que acabou se tornando ícone nas redes sociais, Donnie Darko é uma instigante história centrada em um jovem aparentemente esquizofrênico que tem visões de um coelho gigante alertando-o sobre o fim do mundo. O que tem a ver com viagem no tempo? O longa de aposta pesado em conceitos de buracos de minhoca, Teoria das Cordas, etc. Muito interessante.

Efeito Borboleta (2004)

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Sucesso que acabou por render uma franquia (mas nenhum dos outros filmes presta), Efeito Borboleta acompanha as tentativas do desequilibrado Evan de voltar no tempo a fim de consertar sua vida e conseguir a mulher que ama. Tem reviravoltas sombrias e o roteiro explora bem as realidades alternativas criadas pelo protagonista.

Star Trek (2009)

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A série Jornada nas Estrelas sempre explorou o conceito de viajar no tempo, mas o que J.J. Abrams conseguiu em seu ótimo reboot foi a solução magna sobre como reinventar uma franquia: um dos personagens da série original volta no tempo para encontrar suas versões jovens, e acaba criando uma realidade alternativa no processo. Star Trek é uma reinvenção, mas também se encaixa no cânone clássico.

Looper – Assassinos do Futuro (2012)

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Bruce Willis ataca de viajante do tempo novamente, agora no eficiente Looper, onde divide cena com Joseph Gordon Levitt. A ficção é bem simples em seu conceito central, onde assassinos do futuro enviam suas vítimas para serem eliminadas no passado. A grande sacada do filme é colocar Willis fugindo de sua versão mais jovem, e a resolução que encontra para encerrar a trama.

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O que a franquia X-Men reserva para o futuro…

X-Men: Apocalipse (2016)

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Bryan Singer já foi confirmado na direção de X-Men: Apocalypse, que trará o famoso mutante En Sabah Nur como principal antagonista. A trama se ambientará nos anos 80 e, enquanto se concentrará nos personagens de Primeira Classe, trará versões jovens de Ciclope, Jean Grey e Tempestade – além de apresentar Channing Tatum como Gambit. Vale lembrar que Dias de um Futuro Esquecido já traz uma surpresinha do filme…

Wolverine 3 (2017)

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Com o sucesso financeiro de Wolverine – Imortal, mais uma aventura solo do Carcaju está em desenvolvimento. O diretor James Mangold deve retornar e Hugh Jackman declarou que os roteiristas procuram uma trama que justifique a realização do filme, que deve ser sua última performance como Wolverine.

Deadpool (Sabe-se lá quando)

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Ai, ai. Quem me acompanha aqui sabe o QUANTO eu já falei sobre um possível filme do Deadpool. Então vamos lá reprisar qual é o drama: a dupla Rhet Reese e Paul Wernick tem um roteiro genial em mãos, mas luta para encontrar um diretor e um acordo com o estúdio – já que o longa precisa de uma censura 18 anos para fazer o personagem funcionar. Ryan Reynolds permanece como protagonista. Sério, façam logo.

X-Force

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Anunciado no ano passado, X-Force é descrito como uma equipe “black ops” do mutantes, ou seja, muito mais ação aqui. Jeff Wadlow (Kick-Ass 2) foi contratado para assinar o roteiro do filme, que ainda conta com o consultor Mark Millar. Rumores recentes colocam Stephen Lang como intérprete de Cable. Nunca li muito sobre o grupo, mas torço para que não se limite a um mero filme de ação com super-poderes (vide a equipe de Strkyer em X-Men Origens: Wolverine).

E é isso. Já assisti a X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e publicarei a crítica ainda essa semana.

| A Viagem | Tom Tykwer e os Wachowski navegam pelas nuvens

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Drama, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 12 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

4.0


Jim Sturgess e Tom Hanks no primeiro segmento do filme

Quando as pessoas me perguntam sobre o que é A Viagem, eu me contenho em dizer simplesmente: “um filme que se passa em seis épocas diferentes”. Convenhamos, a curta sentença desperta grande interesse pelo longa e quando eu próprio descobri sobre o projeto, me perguntei como seria possível fazer uma obra de tal maneira. O que vemos na colaboração entre os irmãos Wachowski e Tom Tykwer é um filme diferente de tudo o que já vimos.

Partindo do intrincado livro de David Mitchell, Cloud Atlas é difícil de se sumarizar (afinal, são seis narrativas), mas vai aí um breve resumo, em ordem cronólogica dos eventos: um advogado navega pelo Pacífico no século XVII enquanto trata de uma doença; um jovem músico ajuda um compositor aposentado a escrever uma música revolucionária nos anos 30; uma jornalista investiga uma misteriosa usina nuclear nos anos 70; um idoso é enganado e preso em uma casa de repouso autoritária, planejando assim uma fuga nos dias atuais; um futuro distante mostra uma sociedade distópica; por fim, uma sociedade tribal pós-apocalíptica tenta sobreviver ao passo em que ajudam uma estrangeira a enviar uma mensagem de socorro.

Analisando assim, pode-se dizer que o filme tem de tudo. Abrange diversos gêneros distintos em uma projeção que enconsta nas 3 horas. Mas o que realmente surpreende não é a ousadia dos cineastas, mas sim como essas narrativas foram combinadas e como tantos elementos opostos conseguem fazer sentido. Não é uma relação óbvia, ainda que seja possível entender os pontos em comum entre as seis histórias com um pouco de atenção, e é nesse quesito que a direção do trio faz a diferença.


Doona Bae é Sonmi 451 no segmento de ficção científica

Os Wachowski e Tykwer conseguem traçar muitos paralelos visuais nas diferentes narrativas, o que torna possível uma identificação entre elas. Em determinado momento, é realmente emocionante ver o personagem de Jim Sturgess lutando para salvar duas vidas diferentes ao mesmo tempo e em épocas distintas (em situações igualmente distintas, uma cena em um navio mercantil e outra numa ponte futurista), e aí fica evidente qual é seu papel definitivo em todas as suas “6 vidas”. De maneira similar, todos os personagens que Hugo Weaving interpreta são malignos ou, no mínimo, desprezíveis; com destaque para sua monstruosa caracterização como um demônio que atormenta uma das vidas de Tom Hanks. E o ator talvez seja a grande alma da narrativa, já que seu personagem é um dos únicos que parece realmente evoluir. Não entrarei em detalhes muito profundos, mas basta dizer que Hanks começa de uma forma e chega ao final completamente diferente – aliás, todo o elenco passa por transformações físicas notáveis, graças a um magistral trabalho de maquiagem.

Sobre os valores de produção, não há do que reclamar. As filmagens aconteceram de forma separada (com Tykwer dirigindo o segundo, terceiro e quarto segmento e os Wachowski comandando o primeiro e os dois últimos) e, ainda que cada diretor ofereça seu próprio estilo, acertam em manter a mesma lógica visual. Experientes após a trilogia Matrix, Lana e Andy entendem mais de efeitos visuais do que o cineasta alemão – que hora ou outra, utiliza de green screens perceptíveis demais – mas este consegue “homenagear” seu excelente Corra, Lola, Corra em uma breve sequência de perseguição. E é claro, não esqueçamos do trabalho de Tykwer, Reinhold Heil e Johnny Klimek na espetacular trilha sonora; outro elemento fundamental para a conexão entre as seis tramas.

É difícil descrever Cloud Atlas. É uma experiência incrível que merece ser vivenciada nas telas de cinema e, ainda que imperfeita (eu particularmente não gosto do segmento final) é para se emocionar e discutir todos os seus significados. Um trabalho visionário, sem dúvidas.

Obs: Fiquem durante os créditos para conferir o excpecional trabalho de maquiagem.

Obs II: A VIAGEM? Que tradução escrota para o lindo CLOUD ATLAS.

O Prestígio | Especial BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

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O filme mais aguardado de 2012 enfim chega às telonas! Christopher Nolan promete (novamente) grandiosidade em sua conclusão da trilogia do Morcego com Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Já assisti ao filme na cabine de imprensa (leia a crítica aqui) e atualizei o post com novas informações. Acompanhe o especial e vejamos como será o resultado:

Algumas perguntas que circulam o projeto:

Quanto tempo separa Ressurge de O Cavaleiro das Trevas?

De acordo com Christopher Nolan, o novo filme se passa oito anos após seu anterior.

Quem são os vilões?

A principal ameaça encontra-se na forma de Bane, que lidera um grupo terrorista que visa levar o caos para as ruas de Gotham. Os boatos correm e muitos apontam em um retorno da Liga das Sombras de Batman Begins, e se o vilão não seria um membro que continuará a missão de Ra’s Al Ghul. Além disso, temos a Mulher-Gato (que serve também como aliada) e uma rápida aparição do Espantalho de Cillian Murphy vai ou não dar as caras…

Quais são as novidades no elenco?

Diretamente de A Origem, Tom Hardy, Marion Cottilard e Joseph Gordon Levitt reúnem-se com o diretor Christopher Nolan. O primeiro encarna Bane, Levitt dá forma ao policial John Blake (que tem uma importante participação na trama) e a atriz francesa encarna uma personagem não muito detalhada pela divulgação do filme, que atende pelo nome de Miranda Tate. E claro, temos Anne Hathaway como Selina Kyle, a melhor do filme.

O que é aquele objeto voador?

Novo “brinquedo” tecnológico do protagonista, o “Morcego” é um veículo voador desenvolvido por Lucius Fox. Basicamente, é a versão Nolan para o famoso Bat-Wing, que agora substitui o formato “morceganizado” por um militar, como o próprio Tumbler.

Há alguma menção ao Coringa de Heath Ledger?

Christopher Nolan havia dito que planejava usar o Coringa de Heath Ledger no terceiro filme (e com uma figura daquelas, quem não usaria?), mas devido a repentina morte do ator, isso não foi possível. Dessa forma, O Cavaleiro das Trevas Ressurge não faz menção alguma ao personagem.

Afinal, o Bane quebra ou não a coluna do Batman? [SPOILERS]

Quando anunciado que Bane seria o principal antagonista do novo filme, muitos fãs imediatamente remeteram à famosa HQ A Queda do Morcego, onde o vilão derrota o Batman e quebra sua coluna, deixando-o paraplégico. Pois bem, no filme a cena com o herói sendo espancado e humilhado está lá – assim como icônica joelhada na coluna – mas o golpe não é forte o suficiente para aleijá-lo, apenas deixando-o severamente machucado (com uma vértebra exposta).

Quanto do filme foi gravado em IMAX?

O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem quase 1 hora de material rodado em câmeras IMAX, rivalizando com os 28 minutos do filme anterior. Curiosidade: durante as filmagens, a dublê de Anne Hathaway acidentalmente colidiu com uma das gigantescas câmeras do formato, o que certamente rendeu um prejuízo de 500 mil dólares à produção; considerando a limitada disponibildade dos equipamentos. Veja o flagrante:

Após o fim da trilogia, como fica o Batman no cinema?

Como aconteceu com o Homem-Aranha, a Warner Bros anunciou que o Batman terá um reboot, já que os produtores afirmam que Nolan encerrou sua trilogia de uma maneira que impossibilita continuações. Eu pessoalmente acho que um reboot é exagero, o final dessa trilogia não é impossível de ser seguido…

Qual será o próximo filme de Christopher Nolan?

O nome de Christopher Nolan circula por muitos projetos, dentre os quais temos Superman – O Homem de Aço. O filme dirigido por Zack Snyder (que será lançado no ano que vem) teve o argumento original desenvolvido por Nolan e seu irmão, Jonathan e ambos afirmaram ser uma ideia “que não acreditavam ninguém ter pensado antes”. Recentemente, Michael Caine revelou ter sido contratado para o próximo filme do diretor, que seria um argumento original. Vamos aguardar…

Alguns velhos conhecidos e novas caras marcam presença em O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Bruce Wayne/Batman | Christian Bale

Tendo abandonado a máscara do vigilante Batman após aceitar a responsabilidade pelos crimes de Harvey Dent, Bruce Wayne encontra-se envelhecido e aposentado. Com problemas de coluna e exilado da sociedade, ele é forçado a voltar à ativa e recomeçar seu treinamento quando a ameaça terrorista de Bane promete destruir Gotham City.

Selina Kyle | Anne Hathaway

Habilidosa ladra noturna, Selina Kyle sustenta-se comentendo pequenos furtos e assaltos, sendo experienciada em lutas corporais e movimentos acrobáticos. Procurando uma chance de limpar seu histórico criminal e começar uma vida nova, ela se envolve com o grupo de Bane e, consequentemente, com Batman e seu alter-ego.

Bane | Tom Hardy

Bane é um mercenário (com espiríto revolucionário) que traz um grande plano envolvendo a destruição de Gotham City. Lidera um vasto grupo de resistência e incentiva uma rebelião de criminosos na cidade, tendo como habilidades uma força brutal e uma máscara respiratória que garante sua sobrevivência após este ter sido vítima de ferimentos agonizantes.

Comissário Jim Gordon | Gary Oldman

À beira da aposentadoria, James Gordon tem liderado uma campanha de luta ao crime implacável e bem-sucedida, mas ainda assim, sente-se na necessidade de revelar ao povo de Gotham o que de fato aconteceu entre ele, Batman e Harvey Dent anos atrás. Mas isso será o menor de seus problemas quando o grupo de Bane chegar à cidade.

John Blake | Joseph Gordon-Levitt

Jovem policial que vai rapidamente crescendo no departamento de polícia de Gotham, John Blake é um antigo amigo de Bruce Wayne e protegido do Comissário Gordon. Ainda que a cidade encontre-se em tempos de paz, ele anseia em descobrir a verdadeira história por trás do sumiço de Batman e também deseja que este retorne quando a situação piorar.

Alfred Pennyworth| Michael Caine

Leal mordomo e mentor de Bruce Wayne, Alfred sonha em ver seu patrão abandonar a vida eremita e sedentária que carrega, mas é contra sua decisão de retomar a máscara do Batman; temendo a impossibilidade de Bruce em sucedir contra oponentes perigosos e bem treinados.

Lucius Fox | Morgan Freeman

Ainda responsável pela Wayne Enterprises e a secreticidade das invenções tecnológicas de Batman, Lucius Fox é um dos principais incentivadores para o retorno de Bruce Wayne ao mundo real, tendo frequentes reuniões com a empresária Miranda Tate. Seu papel aqui é muito maior e importante.

Miranda Tate | Marion Cottilard

Miranda Tate é uma executiva filantropa que negocia  um projeto ambiental com as Wayne Enterprises. Sua relação com Bruce vai aumentando à medida que ela vai convencendo-o a reassumir a empresa e levá-la de volta aos dias de glória.

Uma olhada breve nos outros dois filmes da trilogia:

Batman Begins (2005)

Um marco para o cinema blockbuster, Batman Begins iniciou a onda de abordagens realistas para ícones populares (como Cassino Royale fez com James Bond). E justamente por tratar seu protagonista como um ser humano real – buscando inspiração nas primeiras histórias do personagem, muito mais sombrias – o reboot alcançou um resultado excelente ao mergulhar profundamente no psicológico do homem que se veste como morcego, em um estudo de personagem eficiente e que traz um visual dark e atmosférico. Isso sem falar da ótima performance de Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

A adaptação suprema de quadrinhos/super-heróis para o cinema, o melhor filme de Christopher Nolan é também um dos melhores da última década. Em um misto excepcional de ação desenfreada, trama policial brilhante e temas morais/éticos abordados com impressionante intensidade, O Cavaleiro das Trevas é um filme surpreendente que aprimora o original em todos os sentidos. Todo o elenco é de primeira, mas o destaque fica para a magistral performance de Heath Ledger como o Coringa.

Os oponentes que já deram as caras na trilogia de Nolan.

O Espantalho

Intérprete: Cillian Murphy

Bio: Alter ego do psiquiatra Dr. Jonathan Crane, o Espantalho é uma arma de medo. No universo de Nolan, ele tem associação com o mafioso Carmine Falcone, gerenciando o hospício Asilo Arkham e livrando diversos de criminosos de penas de prisão ao diagnosticá-los como insanos. Sua principal arma é o gás do medo, que provoca alucinações em suas vítimas.

Desfecho: Foi preso pelo Batman no início de O Cavaleiro das Trevas. Tem uma pequena participação em Ressurge.

Ra’s Al Ghul

Intérprete: Ken Watanabe/Liam Neeson

Bio: Líder de uma associação secreta conhecida como Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul é visto como imortal nos quadrinhos, mas no filme de Nolan é apenas uma figura que ganha diversos representantes. O principal deles, é o mentor de Bruce Wayne que também foi responsável por seu treinamento: Henry Ducard. Suas habilidades incluem treinamento ninja e domínio de inúmeras artes marciais.

Desfecho: Após fracassar em destruir Gotham, é morto no fim de Batman Begins.

O Coringa

Intérprete: Heath Ledger

Bio: Criminoso anarquista brilhante, o Coringa só tem um objetivo: testar e destruir o psicológico de seus oponentes, assim como perturbar a ordem dominante e estabelecer o caos. Sem nunca ter seu passado revelado (o máximo são algumas histórias que o próprio inventa para justificar sua aparência), é armado com inúmeras facas e usa de uma maquiagem para intimidar e ocultar as cicatrizes de sua boca.

Desfecho: É preso pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Harvey Duas-Caras

Intérprete: Aaron Eckhart

Bio: Implacável promotor público e o rosto da luta contra o crime em Gotham, Harvey Dent foi um símbolo de esperança e justiça em tempos sombrios. Aliando-se com o comissário Gordon e Batman, eles prometeram defender a cidade contra os ataques do Coringa. Dent sai na pior quando sua amada Rachel Dawes é morta e este e tem metade de seu rosto queimado durante um sequestro, levando-o a um desejo de vingança incontrolável. Armado com uma pistola, decide suas ações no cara-ou-coroa.

Desfecho: Ameaçando o comissário Gordon e sua família, é morto pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Bane [SPOILERS]

Intérprete: Tom Hardy

Bio: Após ser agredido cruelmente enquanto protegia uma criança de prisioneiros hostis, Bane é forçado a viver com uma máscara de gás que alivia sua agonia e garante sua sobrevivência. Libertado da tal prisão pela Liga das Sombras, ele é então treinado por Ra’s Al Ghul como um poderoso mercenário, mas é banido do grupo ao se apaixonar pela filha de seu líder.

Desfecho: É morto por Selina Kyle em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Porque teatrilidade e ilusão são agentes poderosos, sr. Wayne…

O Traje

Peça da Wayne Enterprises para o exército americano, o traje de sobrevivência oferece resistência a facas e também é à prova de balas (menos um tiro direto, de acordo com Lucius Fox).

A Capa

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como “tecido da memória”, é um pano flexível e leve e que assume diversas formas ao ter uma corrente elétrica acionada. Com tal equipamento, Batman consegue usar essa capa para planar longas distâncias.

O Tumbler

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como um veículo para auxiliar na construção de pontes, o Tumbler foi transformado pelo Batman em um carro militar. Traz uma armadura resistente e que dificulta a identificação em ambientes noturnos, além de ser completamente à prova de balas. No quesito poder de fogo, temos mísseis e bombas.

Bat-Pod

Módulo de escape do Tumbler – quando este sofre danos catastróficos – a Bat-Pod transforma dois pneus do carro em uma moto veloz e destruidora. Além de trazer um arpão em suas utilidades, tem dois eficientes canhões na dianteira do veículo.

As encarnações da Mulher-Gato no cinema:

Lee Meriwether em Batman – O Homem Morcego

A primeira Mulher-Gato dos cinemas, Lee Meriwether vive a personagem na adaptação da cartunesca série de TV de Adam West. Não assisti ao filme, então não tenho como avaliar a caracterização (mas vale observar que o visual de Anne Hathaway teve ligeira inspiração aqui).

Michelle Pfeffer em Batman – O Retorno

Grande destaque do mediano filme de Tim Burton (faria mais sentido o filme se chamar Catwoman Begins ao invés de Batman – O Retorno), a ladra felina de Michelle Pfeiffer ganha uma origem sobrenatural após ser “ressuscitada” por um bando de gatos. A vilã é armada com chicote, garras e uma apertadíssima roupa de couro.

Halle Berry em Mulher Gato

Em um sofrível derivado que reinventa a personagem, Halle Berry vestiu o traje curto e rasgado da Mulher-Gato, ainda mantendo uma história sobrenatural (dessa vez trazendo… Reencarnações de deuses egípcios felinos) como origem da anti-heroína.

Anne Hathaway em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mais pautada à realidade, a versão Anne Hathaway para a ladra felina não apresenta habilidades sobrenaturais, apenas movimentos flexíveis e um apertado traje de couro. Experiente em roubos e tiroteios, ela ainda conta com lâminas no salto de sua bota.

Relembremos os melhores momentos (ou os meus preferidos) dos capítulos anteriores da trilogia:

Abraçando o Medo

Descobrindo a caverna subterrânea que viria a se tornar o quartel do Batman, Bruce Wayne é atacado por um enxame de morcegos e então este tem um momento de epifania. Com belo uso das sombras na fotografia de Wally Pfister, o sujeito abraça o medo e conforta-se com ele, adotando-o como arma.

“Gostaria de ver minha máscara?”

Tendo notado a insistência do mafioso Carmine Falcone em fazer parte de seu plano, o dr. Jonathan Crane é forçado a lhe apresentar seu sinistro alter-ego: o Espantalho.

“Um pouco do seu próprio remédio?”

Após ter sido humilhado em seu primeiro encontro com o Espantalho e seu gás alucinógeno, Batman invade o Asilo Arkham e oferece ao doutor um pouco de seu próprio remédio. Destaque para a montagem agressiva de Lee Smith (que ajuda a tornar o herói pouco perceptível) e a versão demoníaca do Homem-Morcego.

Salvando Rachel

Na estreia do Batmóvel Tumbler, o herói esmaga viaturas e salta de prédios em uma tensa corrida contra o tempo; com sua amada Rachel Dawes envenenada e à beira da insanidade. Ficou bem claro aqui o talento de Nolan para cenas de ação.

“Mas não preciso te salvar”

O clímax de Batman Begins não decepciona em quesitos de pirotecnia, mas o que fica mesmo na memória é a solução encontrada por Batman para não matar seu antigo mestre, Ra’s Al Ghul.

Assalto ao Banco

Em um prólogo empolgante e imprevisível, o diretor Christopher Nolan faz juz aos melhores thrillers policiais de Michael Mann ao mostrar o Coringa e seus comparsas assaltando um banco da Máfia. Além de introduzir de forma impecável seu antagonista, define o tom do filme todo.

“Que tal um truque de mágica?”

Em uma cena antológica, o Coringa demonstra seu senso de humor negro à um grupo de mafiosos.

Perseguição do Carro Forte

Elevando o nível da perseguição de carros de Batman Begins, Nolan e sua equipe criam uma cena de ação incrível, trazendo o Coringa perseguindo Harvey Dent pelas ruas de Gotham e a estreia da bat-pod do herói. Admirável também é o uso de efeitos práticos, como miniaturas, explosões e a capotagem memorável de um caminhão.

“Você me completa!”

O duelo mais perigoso entre Batman e o Coringa, a cena do interrogatório traz um embate psicológico impressionante. Nele, vemos que um não pode existir sem o outro, que são apenas lados diferentes de uma mesma moeda. Atuação monstruosa de Heath Ledger aqui, que mostra fôlego nas risadas maléficas.

“Eu queria inspirar o bem, não a loucura e a morte”

Após a morte de Rachel e o acidente de Harvey Dent, Bruce senta-se à janela e conversa com seu fiel mordomo Alfred. É uma linda cena que retrata a derrota do super-herói e a angústia do personagem, além de trazer uma fotografia triste de Wally Pfister.

“Introduza um pouco de anarquia”

Quando pensamos que o filme acalmaria com a prisão do Coringa, este faz um retorno impressionante ao disfarçar-se de enfermeira e explodir um hospital. Além de ser divertido ver o sujeito brigando com o detonador, o discurso sobre caos e anarquia que corrompe Harvey Dent (agora, Duas-Caras) é fundamental para entender a natureza do personagem.

“Um cavaleiro das trevas”

Um final perfeito para um filme perfeito.

A carreira de Christopher Nolan, além da trilogia do Morcego:

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Link para o post original (de Agosto de 2010)

Revisitando a primeira franquia do Batman:

Batman (1989)

Primeiro grande filme do Homem-Morcego para o cinema, traz uma abordagem dark para o personagem após o tom cartunesco do famoso seriado de TV com Adam West. Lidando com uma boa história e personagens carismáticos (nem precisa dizer que o Coringa de Jack Nicholson rouba o filme), o filme peca em sua execução, já que – mesmo tendo um visual gótico lindo – Tim Burton não é a escolha ideal para um longa de super-herói.

Batman – O Retorno (1992)

Ainda que traga uma ótima ambientação (a sombria Gotham City castigada pela neve natalina cai muito bem em dias frios), a segunda investida de Tim Burton na franquia é incostante e descontrolada, trazendo bons personagens mas não oferecendo tempo suficiente para explorá-los a fundo. Nesse cenário, o próprio Batman é esquecido pelos roteiristas e Danny DeVito, como o Pinguim, encarna um dos vilões mais ridículos da História.

Batman Eternamente (1995)

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, deixando de lado as sombras e transformando o terceiro filme do Batman em uma aventura fantasiosa e infantil. Apesar de trazer alguns bons elementos com os vilões Duas Caras e Charada (e não me refiro às caricatas performances) a história não convence e soa ridícula demais. E Val Kilmer não tem nada a ver com Bruce Wayne…

Batman & Robin (1997)

Se Schumacher já começava a flertar com o ridículo no longa anterior, ele o leva para cama no péssimo Batman & Robin. Trazendo caracterizações ridículas de bons personagens, o filme ainda sofre com elementos babacas (nunca, mas nunca esqueceremos do bat-cartão de crédito) e uma trama risível que poderia muito bem estar num desenho animado de sábado de manhã. Lembrando que o filme também trazia sua versão do Bane.

Com a conclusão da trilogia de Nolan, ficam algumas dicas e sugestões para como o personagem pode gerar novos filmes:

Chega de origem

Com Batman Begins tendo gastado uma enorme quantidade de tempo explicando a origem e as motivações do herói (e fazendo-os de maneira impecável), é irrelevante que um reboot volte novamente para o assassinato dos pais de Bruce Wayne. O Espetacular Homem-Aranha nos mostrou que recontar a mesma história “de forma diferente” não funciona, então que a Warner não cometa o mesmo erro com o Morcego.

O desfecho da trilogia ****HEAVY SPOILERS!****


Joseph Gordon Levitt e a adoção do símbolo

Só pra quem viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge hein! No fim do novo filme, o detetive “Robin” John Blake é o herdeiro da batcaverna após Bruce Wayne simular sua morte e fugir para Florença, e tudo indica que este adotará o símbolo de Batman como novo vigilante de Gotham. Eu adoraria ver como a história de Joseph Gordon Levitt iria progredir, e uma boa inspiração caso esse gancho seja de fato seguido é o desenho Batman do Futuro.

Série Arkham


Batman – Arkham City

Juntamente com a trilogia de Christopher Nolan, os jogos da série Arkham foram a melhor coisa a surgir para o personagem em anos. O que chama a atenção aqui é o tom sombrio da série, mas que não se preocupa em ser realista e abraça elementos fantásticos dos quadrinhos em uma trama essencialmente adulta. Fica a sugestão de não necessariamente adaptar o jogo, mas sim adotar sua atmosfera.

Bem, o especial fica por aqui e espero que tenham gostado. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nos cinemas no dia 27, mas você já pode ler a crítica aqui.

Gostaria de dedicar esta postagem à memória das vítimas do terrível tiroteio em Aurora, de 20 de Julho de 2012.