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Batalha pelo Oscar 2011 | Parte I | Atuações

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Bem-vindos à Parte I do Especial do Oscar 2011! Nesse post, veremos todos os indicados nas categorias de atuações, assim como os que foram esquecidos pela Academia… Vamos lá:

Javier Bardem | Biutiful

Personagem: Uxbal

Infelizmente, foi impossível para mim assistir à Biutiful (que também concorre em Filme Estrangeiro) e julgar se Javier Bardem merece ou não a indicação, mas gosto do ator e confio no seu talento, que certamente é aproveitado em um papel tão complicado.

Jeff Bridges | Bravura Indômita

Personagem: Rooster Cogburn

Provando que se dá bem em qualquer papel, Bridges interpreta o excêntrico Cogburn com muita energia e sotaque (além de uma pequena dose do The Dude), tornando o personagem divertidíssimo e admirável. Sempre com uma piada na ponta da língua, é imprevisível e bravo, tendo ótimos momentos com os demais personagens.

Jesse Eisenberg | A Rede Social

Personagem: Mark Zuckerberg

Na pele do criador do Facebook, Jesse Eisenberg surpreende em uma performance única, traçando uma personalidade muito peculiar a Zuckerberg: a de alguém isolado, tímido e tão emocianalmentei incapaz, que é rude com amigos sem perceber. Sempre com uma expressão séria, Eisenberg acerta por raramente transmitir o que se passa na cabeça do personagem, o que o torna imprevisível e até perigoso.

James Franco | 127 Horas

Personagem: Aron Ralston

Segurando o filme inteiro sozinho, Franco apresenta uma grande carga dramática e um carisma indiscutível. É impressionante como seu personagem resiste à sua situação, raramente apelando à melancolia. Seu talento é bem utilizado na cena em que fala sozinho em um “talk show” que, de tão boa, já ganha o espectador.

Colin Firth | O Discurso do Rei

Personagem: Rei George VI

Favorito disparado, Firth já levou praticamente todos os prêmios de Ator de cinema até aqui, deixando clara sua vitória. E, realmente, ele merece; sua performance como o rei que sofre de gaguice é memorável, intensa e, mais importante, o ator nunca se deixa levar pelo caricato –  traçando um retrato autêntico de seu problema, que poderia facilmente ser vítima de piadas, mas acaba por ser assombroso.

Ficou de fora: Leonardo DiCaprio | A Origem

Personagem: Dom Cobb

Naquele que é provavelmente o melhor ano de sua carreira, o talentoso Leonardo DiCaprio encarou dois grandes papeis: o do policial Teddy em Ilha do Medo e do Extrator Cobb em A Origem. Seu carisma e peso dramático estão mais evidentes no segundo filme, com uma performance forte e expressiva. A Academia ataca novamente…

APOSTA: Colin Firth | O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém rouba o prêmio de Firth desta vez.

Annette Bening Minhas Mães e meu Pai

Personagem: Nic

Pois é, infelizmente não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai (na época de lançamento, nem dei bola pro filme…), então fica difícil analisar a performance de Annette Bening. Mas uma coisa é certa: é um papel ousado e polêmico, e parece ser bem realizado pela atriz. Se Portman não vencer (o que é improvável), talvez ela ganhe.

Jennifer Lawrence | Inverno da Alma

Personagem: Ree Dolly

A performance de Lawrence é o grande destaque do pesado Inverno da Alma. A atriz é um talento promissor, apresenta uma personagem forte que não se deixa intimidar por nada, a não ser as preocupações com sua família, que mostra-se como seu único ponto fraco.

Nicole Kidman | Reencontrando a Felicidade

Personagem: Becca

Reencontrando a Felicidade infelizmente não estreará nos cinemas brasileiros a tempo do Oscar, então falar de Nicole Kidman será impossível. Mas é bom ver a atriz sendo indicada novamente, após uma fase dura no cinema.

Natalie Portman | Cisne Negro

Personagem: Nina Sayers

A performance de Natalie Portman é realmente extraordinária. Exibindo uma vulnerabilidade partircularmente frágil ao longo do primeiro ato, a personagem parece estar a ponto de se desmoronar a qualquer instante e transformar-se radicalmente em uma pessoa agressiva e sensual, ao decorrer da trama. Nas palavras da personagem “Foi perfeita”.

Michelle Williams | Namorados para Sempre

Personagem: Cindy

Namorados por Acaso infelizmente vai demorar para chegar no Brasil, por isso vai ficar difícil analisar o trabalho de Williams. Mas pelo que li, ela merece créditos: morou por alguns meses com o protagonista do filme – na esperança de criar um vínculo emocional maior. Há também, as polêmicas cenas de sexo, que quase garantiram um NC- 17 (a censura mais “punk” dos EUA) ao longa.

Ficou de fora: Chloe Moretz | Deixe-me Entrar

Personagem: Abby

Com uma promissora carreira pela frente, Chloe Moretz interpreta a vampira Abby com grande emoção, sempre escondendo suas intenções em seu ambígo olhar. Misteriosa e implacável, é uma maravilhosa composição que, atrevo-me a dizer, supera a do original sueco.

APOSTA: Natalie Portman | Cisne Negro

 QUEM PODE VIRAR O JOGO: Anette Bening | Minhas Mães e Meu Pai, mas é muito difícil…

Christian Bale | O Vencedor

Personagem: Dicky Eklund

Christian Bale é um monstro de ator. Sua performance como o viciado em crack Dicky Ward é espetacular e magnética, conseguindo o carinho do público mesmo com seus hábitos reprováveis. O personagem passa por uma transformação, movida pela afeição a seu irmão, contagiante e admirável. O ator merece o prêmio.

John Hawkes | Inverno da Alma

Personagem: Teardrop

Além de possuir o nome mais bacana entre os personagens, Hawkes compõe o personagem de forma perturbada, sempre com um olhar furioso, mas ao mesmo tempo com medo. É determinado e tem uma boa química com Jennifer Lawrence.

Jeremy Renner | Atração Perigosa

Personagem: James Coughlin

Renner mostra que não foi sorte de principiante em Guerra ao Terror. O cara tem talento e prova isso ao interpretar o encrenqueiro “Jem”, que é estressado e adora um bom crime. O ator enche-o de energia e torna-se o centro do apenas bom filme; suas cenas são as melhores e eu literalmente torci por ele no tenso clímax. Renner ainda vai dar o que falar…

Mark Ruffalo | Minhas Mães e Meu Pai

Personagem: Paul

Já estava na hora do talentoso Mark Ruffalo receber uma indicação ao Oscar. Infelizmente não assisti sua performance como o pai biológico das crianças de Minhas Mães e Meu Pai, mas percebe-se que é um papel complicado. Vi alguns clipes e o ator parece-me bem carismático.

Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Personagem: Lionel Logue

Colin Firth está espetacular como o protagonista de O Discurso do Rei, mas não seria a mesma coisa sem os momentos em que contracena com o ótimo Geoffrey Rush. Interpretando um terapeuta de fala, o ator preenche Logue com simpatia e humildade, complementando as cenas em que aparece com ótimo humor e inspira não só o personagem principal, mas também o público.

Ficou de Fora: Andrew Garfield | A Rede Social

Personagem: Eduardo Saverin

A grande carga emotiva de A Rede Social vem do carismático Andrew Garfield. Tem ótima química com Jesse Eisenberg e rende diálogos/discussões memoráveis, que vão ficando mais intensas, assim como a natureza do personagem que, de sua primeira aparição no quarto de Kirkland até seu confronto no Vale do Silício, impressiona pela criação de inimizade com o protagonista.

APOSTA: Christian Bale | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Amy Adams | O Vencedor

Personagem: Charlene Fleming

Na pele da bartender Charlene, Adams não só está linda como sempre, mas continua explorando seu talento mais a fundo, compondo a personagem como alguém que perdeu todas as oportunidades; o olhar da atriz sempre expressa essa característica. Uma grande carga dramática.

Helena Bonham Carter | O Discurso do Rei

Personagem: Rainha Elizabeth

Mesmo aparecendo pouco no longa, Carter se destaca por fazer um papel mais “comum”, depois de tanto Harry Potter e Tim Burton. Sua versão da esposa de George VI é alegre e radiante, sempre recitando suas falas com elegância e dedicação.

Melissa Leo | O Vencedor

Personagem: Alice Ward

Grande favorita ao prêmio, Melissa Leo entrega uma performance forte como a controladora Alice, cujo caráter de “durona” é apenas enfraquecido por seu filho Dicky. Não acho que ela mereça o Oscar; é uma boa atuação, mas nada de espetacular como rotulavam os críticos. No entanto, a atriz perdeu grande força com campanhas de votação FYC inadequadas e preconceituosas.

Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

Personagem: Mattie Ross

Injustamente indicada como Coadjuvante, a Mattie Ross de Hailee Steinfeld é de longe a protagonista do filme, e a atriz de 14 anos faz um trabalho impecável e energético, parecendo uma jovem adulta em alguns momentos, mas sem se esquecer de seu lado infantil – como provam seus contagiantes gritos de vitória e sua constante persistência. É a melhor entre as indicadas.

Jacki Weaver | Reino Animal

Personagem: Janine Cody

Reino Animal não chegou (e provavelmente não chegará tão cedo) ao Brasil, por isso fica difícil analisar a performance de Weaver nesse filme australiano tão comentado.

Ficou de Fora: Mila Kunis | Cisne Negro

Personagem: Lily

Sensual e provocativa, Mila Kunis reproduz a versão dark de Natalie Portman com muita afeição, ao mostrar diferenças de personalidade e também de dança. Chama a atenção por seu olhar provocante e malicioso, que seduz o espectador e manipula os personagens do filme.

APOSTA: Melissa Leo | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

E a parte I do especial acaba aqui, mas aguardem pela Parte II (minha preferida), sobre as categorias técnicas da noite. Até lá.

| Alice no País das Maravilhas | Overdose visual e pouca história

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2010, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 25 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

     A carismática Mia Wasilkowska na pele de Alice

Uma coisa é certa sobre Alice no País das Maravilhas, e você já deve ter ouvido isso muito, o visual é sensacional, como sempre, tratando-se de Tim Burton, visionário cineasta gótico que raramente erra e sempre da luz a projetos memoráveis. Infelizmente, não foi o mesmo com a aventura esperta de Lewis Carroll infantilizada pela Disney.

Na trama, Alice retorna ao País das Maravilhas, onde descobre que o local foi dominado pela perversa Rainha de Copas (ou Vermelha). Ela contará com a ajuda do Chapeleiro Louco e da Rainha Branca para restaurar a paz no mundo mágico.

Acho que Tim Burton não deu tudo de si nesse novo filme. Eu esperava uma aventura um pouco mais sombria, ou no mínimo empolgante, coisa que o roteiro traz em minoria. A trama simplesmente não me chamou atenção, as ideias interessantes de Carroll são ofuscadas e o filme teima em terminar com um clímax de batalha arrastado. E com Burton na coleira da Disney, o filme torna-se infantilizado demais.

Johnny Depp e Helena Boham Carter divertem nos papeis do Chapeleiro e da Rainha de Copas, mas a missão de dar vida à Alice fica com a pouco conhecida Mia Wasilkowska, que esbanja carisma e talento, com um toque bizarro de todo protagonista de Burton. Os cenários são sensacionais, o figurino muito eficiente e a trilha de Danny Elfman (que apesar de parecer um pouco repetida) agrada aos ouvidos.

Alice no País das Maravilhas é visualmente impressionante, mas isso não basta para esconder um roteiro fraco, sem ritmo e infantil. Apesar de ter performances divertidas do elenco, Burton ficou devendo. E muito.

Diretores | Tim Burton & Johnny Depp

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , on 15 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

Os filmes da carreira de Tim Burton, em parceria com o ator Johnny Depp.

Edward-Mãos-de-tesoura (1990)

A primeira parceiria dos dois resultou em uma espécie de conto de fadas bem sombrio, inesquecível e completamente original. Burton conduz a trama de modo criativa e Depp acerta ao transmitir toda a estranheza do personagem que possui tesouras no lugar das mãos e merecia, ao menos, uma indicação ao Oscar. Visual e roteiro excepcionais.

Ed Wood (1994)

Reunidos para contar a história do excêntrico Edward D. Wood Jr, considerado o pior diretor de cinema de todos os tempos, a dupla desenvolveu uma das melhores biografias em filme que eu já vi. O visual é em preto e branco, extremamente nostálgico e recheado com atuações excelentes, com destaque para Depp e Martin Landau. É também o filme mais sério e “comum” do cineasta, sendo também seu melhor trabalho.

A Lenda do Cavaleiro sem cabeça (1999)

Uma das obras mais violentas de Burton, e também a que mais se aproxima do sobrenatural. O diretor acerta ao criar um filme divertido e dinâmico com a famosa história do Cavaleiro sem cabeça, apesar de em muitos momentos, parecer uma história de Scooby Doo. Depp está Ok no filme, mas fica ofuscado pelo visual deslumbrante de Sleepy Hollow. Christopher Walken merece destaque.

A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005)

Um filme delicioso,em um dos poucos remakes que deram certo no cinema, os dois acertam em uma de suas melhores parcerias. O elenco de atores-mirim é um dos melhores que eu já vi, magistralmente dirigidos por Burton. Depp está estupendo no papel do excêntrico Willy Wonka. As músicas são de ficar na memória e a vontade de comer uma barra de chocolate vai vir, esteja preparado.

A Noiva-Cadáver (2005)

Mais uma animação gótica e sombria vinda da mente de Burton, que lembra muito o ótimo O Estranho Mundo de Jack, pelo visual dos personagensm, efeitos stop-motion e o tom dark da história. Criativo e emocionante, é um excelente trabalho de animação e de roteiro, apesar de, em alguns momentos, o filme ficar um pouco arrastado.

Sweeney Todd – O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet (2008)

 

Como fazer com que um musical não seja entediante, ou melhor, empolgante? Visitas bem sombrias ao barbeiro e uma receita de tortas única. O visual mostra uma Londres suja e mergulhada nas sombras, onde a única cor que se destaca no filme, é o vermelho nas cenas de assassinato. Depp canta e atua de maneira mais que satisfatória e nos dá uma das melhores performances de sua carreira.

Alice no País das Maravilhas (2010)

A parceria sofre uma queda estrondosa com a nova versão do clássico de Lewis Caroll. O visual e os figurinos são lindos e muito bem produzidos, mas a trama é ridícula e completamente desinteressante, com o Chapeleiro Maluco de Depp ganhando uma atenção um tanto que exagerada – mesmo que o ator faça bom proveito. Uma oportunidade perdida.

Sombras da Noite (2012)

Adaptação de uma antiga série de TV, é mais uma oportunidade perdida. A premissa de se ter um vampiro entrando em choque com a sociedade era de ouro, mas Burton se perde nas próprias ambições e seus delírios visuais, gerando um filme perdido sem ritmo que nunca acerta no humor ou no terror. O elenco se salva, com um Depp divertido, mas que perde o destaque para a malévola Eva Green.