Arquivo para história real

| Promessas de Guerra | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , on 2 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

TheWaterDiviner
Um sonho de liberdade: Russell Crowe comemora

Há algo de muito familiar entre a investida de Angelina Jolie como diretora em Invencível e a estreia do australiano Russell Crowe na mesma área, com o novo Promessas de Guerra. Não só ambos os filmes contam desbravadoras histórias reais de superação e lutas em um pano de guerra mundial, como também trazem lindos trabalhos de fotografia, a presença estranhamente nada terrível de Jai Courtney e, infelizmente, uma abordagem forçada.

A trama é ambientada em 1915, pouco tempo após a batalha de Galopolli, considerada uma das mais sangrentas da Primeira Guerra Mundial. Nesse cenário, após a morte de sua esposa, o fazendeiro Joshua Connor (Russell Crowe) parte em uma missão para encontrar seus três filhos dados como mortos, tendo que viajar até uma Turquia que lentamente vai se despedindo do Império Otomano – dando espaço à ocupação britânica.

Claramente vemos as nobres intenções de Crowe e dos roteiristas Andrew Knight e Andrew Anastasios em prestar uma homenagem consistente a todos os mortos e desaparecidos no conflito do início do século passado – como nos atestam os letreiros que abrem e fecham a produção. O design de produção respeita bem as características do período, especialmente nas cenas ambientadas na Turquia e a fotografia do falecido Andrew Lesnie preenche com vida as lindíssimas imagens idealizadas por Crowe, que aposta em planos gerais abertos e paisagens que capturem a beleza de suas locações.

Crowe, além de entregar sua performance habitualmente carismática e que provoca simpatia no público (a tristeza nos olhos de Joshua já é o suficiente para que torcemos para que este tenha êxito em seus objetivos), revela bom olho na composição de tomadas e criatividade com a câmera: o longo travelling que se afasta para revelar a ausência de seus filhos nas camas ajuda a reverter a expectativa do espectador, por exemplo. O simbolismo com a religião também é interessante, vide o discreto momento em que Connor leva uma pancada com um túmulo.

Porém, Crowe, assim como Jolie em seu drama de guerra, também sofre com uma mão pesada para salientar temas mais dramáticos e – suspiros – românticos. O uso de câmera lenta e a pesada música de David Hirschfelder (que consegue criar faixas mais originais quando explora a cultura árabe) transformam a morte da esposa de Connor numa novela mexicana nada sutil. De maneira similar, a direção do australiano cruza o tênue limite entre horror e exagero ao retratar um flashback específico dos filhos de Connor em batalha, e vai testar os limites do público ao apostar em um romance nada cativante – e que tomam boa parte da projeção – com a personagem cartunesca de Olga Kurylenko.

No fim, Promessas de Guerra surge como uma obra irregular que se perde nas nobres intenções, prejudicada pela exposição de Crowe como diretor, ainda que renda um belo visual e uma ou outra passagem memorável.

| Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Foxcatcher
Steve Carell é John du Pont

Bennett Miller é um nome que não deve ser esquecido. Mesmo tendo comandado apenas três longas, o diretor vem se mostrado um dos mais interessantes e habilidosos da nova leva, sempre adotando uma abordagem engajante com seus diferentes tema. O crime em Capote, o beisebol emO Homem que Mudou o Jogo e agora, a luta olímpica com Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. Nenhum desses filmes é unicamente sobre os respectivos temas, claro, e é com seu novo trabalho que Miller mira mais alto do que nunca.

Roteirizada por E. Max Frye e Dan Futterman, trama é inspirada em eventos reais ocorridos na década de 80. O lutador Mark Schultz (Channing Tatum) treina duro para ser o melhor do mundo, mas não consegue sair da sombra de seu irmão Dave (Mark Ruffalo), não só melhor lutador, como também um chefe de família atencioso. A situação se transforma quando Mark é convocado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para liderar seu time, Foxcatcher, e ser campeão mundial na modalidade.

Ao contrário do que o subtítulo nacional sensacionalista possa sugerir, Foxcatcher é um filme quieto e que leva o tempo que julga necessário para engatar suas ações. O silêncio já virou quase que uma marca registrada de Miller, que opta por uma presença pontual de trilha sonora (mas quando surge, Mychael Danna e Rob Simonsen oferecem o tom sombrio apropriado) e muito destaque para ruídos e as próprias vozes de seu elenco. O primeiro ato do filme realmente demora a engatar, e de nem de longe é a tensão constante vendida pela campanha de marketing do longa, mas o silêncio é um fator decisivo para as performances principais. Steve Carell, por exemplo, depende muito de pequenos suspiros e nuances em sua controlada performance como o complexo du Pont. Se eu temia que o ator fosse aparecer cartunesco aqui, fiquei tranquilo ao vê-lo adotando um tom de voz baixo e jamais pendendo para o overacting – ajuda também a decisão de Miller de jamais explorar a figura do sujeito (o nariz, ou a silhueta que este poderia projetar), sempre tratando-o como mais um personagem, como fica evidente logo em sua discreta primeira aparição; algo que um diretor mais escandaloso seria incapaz de alcançar.

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Channing Tatum e Mark Ruffalo como os irmãos Mark e Dave Schultz

Carell está bem e o papel realmente é um novo estágio de sua carreira, mas é realmente Channing Tatum quem rouba o show. O ator prova aqui todo o seu potencial dramático e, como Carell, se sai bem ao apostar na sutileza. Quase sempre com a cabeça baixa e uma expressão séria que sempre coloca Mark como um sujeito infeliz e até mesmo fracassado (mas ambicioso), o ator protagoniza intensos momentos físicos e psicológicos, impressionando também com sua química curiosa com Mark Ruffalo. Este, aliás, também está excelente como aquela que é a figura mais pura da projeção, convencendo quando aparece para auxiliar seu irmão. Uma cena em especial nos ilustra com perfeição a diferença entre os dois, quando Dave explica a técnica para um determinado golpe para a equipe, enquanto Mark surge no canto oposto malhando suas pernas, como se acreditasse que a capacidade física é o único fator relevante na modalidade.

Mas como falei lá atrás, o filme carrega muito mais do que uma mera história esportiva. Em Foxcatcher, encontramos temas que vão desde a manipulação da câmera até, principalmente, a fragilidade da filosofia americana do self made man. A cena final do filme é crucial para que a mensagem atinja em cheio, especialmente com os gritos eufóricos de “USA”, completamente irônicos no momento em questão. A câmera também chama muito a atenção, especialmente na forma como ela se reflete nos personagens principais: Dave não assiste ao vídeo trazido por seu irmão (por estar ocupado com a família) e não sabe como se comportar durante a realização de um documentário idealista sobre du Pont; Mark é completamente hipnotizado e convencido da superioridade de du Pont ao assistir, colado na frente da televisão, um vídeo sobre a dinastia da família. E, finalmente, du Pont realiza sua decisão fatal após assistir ao dito documentário sobre sua figura, quase como se motivado por este.

Sutil e inquietante Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo impressiona por seu elenco poderoso e a execução cuidadosa adotada por Bennett Miller, que certamente vai afastar boa parcela do público. E novamente fica a prova de que se é possível abordar temas complexos a partir de uma premissa aparentemente fechada.

Mais um ponto para Miller.

Obs: Esta crítica foi publicada durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

| Philomena | Um belo filme com inesperadas reflexões

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 27 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

philomena
Judi Dench e Steve Coogan: alicerces da produção

Surgindo como uma surpresa na temporada de premiações, o drama Philomena revela-se um delicado e ocasionalmente divertido filme assinado pelo britânico Stephen Frears (de Alta Fidelidade e A Rainha), ainda que sua premissa cave por temas dramáticos e controversos – rendendo uma série de reflexões inesperadas no processo.

A trama é inspirada nos acontecimentos reais que moveram a vida de Philomena Lee (Judi Dench), que há 50 anos vive sem notícias de seu filho bastardo – que surgira como consequência de uma escapada de seu convento católico, na década de 50. Ao mesmo tempo, o jornalista recém-desempregado Martin Sixmith (Steve Coogan) vê na história de Philomena a oportunidade de impulsionar sua carreira de escritor, e parte para ajudá-la a encontrar o filho perdido.

Philomena começa com a típica mistura de drama com comédia, sendo beneficiado apenas por seu roteiro esperto – assinado por Jeff Pope e pelo ator Steve Coogan – e o excelente entrosamento entre as duas performances centrais. Coogan mantém sua áurea cômica de forma bem sutil aqui, e a dosa bem com o ceticismo cínico de seu jornalista, enquanto Judi Dench surge absolutamente adorável na pele da personagem-título. Com as rugas e linhas de expressão a fim de torná-las parte fundamental de Philomena, a atriz de 80 anos arrasa ao adotar um acertado sotaque irlandês (que jamais soa estereotipado ou inverossímil) e se comportar sempre de maneira alegre, elogiosa e surpresa (como sua reação ao descobrir que as bebidas servidas no avião são grátis). Dench nos faz acreditar na figura da personagem, e certamente ela fará o espectador recordar de alguém que compartilhe de seu comportamento.

Ainda que o elenco e os diálogos sejam os dois atrativos de peso, o filme ainda se beneficia de quesitos técnicos fascinantes. A começar pela belíssima fotografia de Robbie Ryan, que captura fantásticas paisagens rurais e urbanas, seja nas ambientações rurais européias (as acabrunhadas árvores cobertas de neve em um momento-chave) ou nos hotéis e ruas de uma calma Washington. A trilha sonora de Alexandre Desplat confere energia e drama de acordo com as exigências narrativas (mesmo que o compositor pese demais nas passagens mais melancólicas), que trazem uma inesperada discussão a respeito de crenças religiosas e uma reviravolta final que coloca em discussão as práticas medievais de conventos católicos do século passado. Nada muito aprofundado, mas que ao menos desperta uma reflexão.

Mesmo que, aqui e ali, Frears pese a mão para arrancar algumas lágrimas, Philomena é um belo filme que encontra sustento em suas carismáticas performances centrais e o tratamento simples a temas delicados e complexos. Não é uma grande obra que será lembrada durante anos e anos, mas sem dúvidas rende um bom programa.

Obs: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 26 de Janeiro.

| O Lobo de Wall Street | Uma frenética tragédia grega de finanças

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

TheWolfofWallStreet
Leonardo DiCaprio é Jordan Belfort: Oscar é pleonasmo

Eu adoro Ilha do Medo. E acho A Invenção de Hugo Cabret um filme adorável. Mas é com O Lobo de Wall Street que Martin Scorsese tem a oportunidade de fazer (novamente) aquilo que faz como ninguém: histórias sobre sujeitos do outro lado da lei, almas sórdidas cuja conduta irreversível atropela todos os valores éticos, morais e até vidas humanas em sua trajetória brutal – e que, ainda com todas as características repelentes, certamente vão conquistar o público e fazê-lo (de certa forma) ficar ao seu lado, mesmo quando o fundo do poço transforma-se no desfecho inevitável.

A trama é inspirada na vida real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um implacável corretor da bolsa de valores que rapidamente foi construindo sua reputação em Wall Street na década de 80. Sua estratégia rendeu milhões graças a sua série de mentiras a que submetia compradores de ações mais baratas, para depois iniciar uma grande empresa que se manteu sob mesmo modus operandi, visando agora os grandes investidores. O roteiro de Terence Winter aborda também sua vida pessoal e as complicações com o FBI que Belfort enfrentou.

Em muitos aspectos, O Lobo de Wall Street se assemelha muito a um dos melhores filmes da carreira de Martin Scorsese: Os Bons Companheiros. Não só pelo fato de termos duas histórias reais sobre sujeitos que ascenderam em suas carreiras ilegais (para depois, sucumbirem em suas próprias ambições estratosféricas), mas pela forma com que seu magistral diretor as contou. Scorsese utiliza de diversos recursos visuais fascinantes, seja a colagem de diversos vídeos promocionais dentro da história, narrações em off (e até uma curiosa “conversa telepática” entre dois personagens) seus famosos planos-sequência (aqui, rende a sequência mais intensa da projeção), a quebra da 4a parede para inteligentemente aproximar o espectador do protagonista (“Vocês não estão entendendo nada disso né? Resumindo, tudo isso era ilegal”, diz Belfort diretamente para a câmera após exemplificar diversos termos específicos da Economia) ou até mesmo alterações na razão de aspecto da tela. Muitos créditos também para a excepcional montadora Thelma Schoonmaker, que profere velocidade e um ritmo alucinado à projeção, mesmo com suas extensas 3 horas.

WolfStreet
A cena mais insana do ano

É de se impressionar também com a presença do humor (politicamente incorreto em sua mais pura forma, claro) presente aqui. Mais conhecido por seu trabalho em séries como Família Soprano e Boardwalk Empire, o roteirista Terence Winter tece diversos diálogos inteligentes e bem contextualizados na insanidade do mundo das ações de Wall Street. Seja no importantíssimo diálogo com o personagem de Mark Hanna (Matthew McCoughney, em participação breve mas memorável) ou no sutil duelo de segundas intenções travado por DiCaprio e o agente do FBI vivido por Kyle Chandler (que pelo visto, se contentou em fazer exatamente o mesmo papel em todos os seus trabalhos em Hollywood) em um barco, que vai ficando mais envolvente (e divertido) à medida em que os dois vão compreendendo suas intenções. Winter também aposta em diversas cenas que não escondem o vício em drogas e as luxuriosas orgias do protagonista  e mesmo que (diversas vezes) o efeito seja cômico, é impossível não ter a noção de que Jordan está cada vez mais próximo de sua autodestruição.

E então chegamos à performance central de Leonardo DiCaprio. Uma que, não fosse tão bem sucedida, resultaria na perda de identificação entre o filme e o espectador e eu aqui agradeço mais uma vez pela gloriosa parceria entre o ator e Scorsese. Na pele do irremediável Lobo, o intenso DiCaprio alcança aqui um dos trabalhos mais memoráveis de sua esforçada carreira, demonstrando incríveis habilidades como ator, dançarino e… ginasta – aguardem só pela cena em que DiCaprio e o colega Jonah Hill (que nem parece Jonah Hill, de tão perdido dentro de seu comicamente perturbado Donnie Azoff) sofrem os efeitos de uma droga rara; duvido que haverá cena mais insana do que esta em 2014. De tão bom que está, um (merecido) Oscar para DiCaprio seria um mero pleonasmo.

Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese. E mesmo que alguns tenham a equivocada visão de que o longa glorifica as ações repreensíveis de seu protagonista, basta observar com atenção a última tomada do filme (selecione para ler) – onde a câmera de Scorsese aponta para as reais vítimas da história.

Um trabalho de mestre. Obrigado, Scorsese. Obrigado, Leo.

Obs: O verdadeiro Jordan Belfort tem uma breve participação na última cena do filme.

Obs II: Esta crítica foi escrita após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 11 de Janeiro.

English Version

| Capitão Phillips | A pirataria moderna em um dos mais intensos filmes do ano

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , on 9 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

CaptainPhillips
Mais um Oscar? Seja bem vindo de volta, Tom Hanks!

Eu nunca tinha parado pra pensar sobre pirataria nos dias atuais. Ao pensar nos bandidos do mar aberto, imediatamente nos vem à mente a imagem do pirata “tradicional” do século XVIII, com grandes navios à vela, baús de tesouro e a popular figura de Jack Sparrow. Usando o conceito como ponto de partida, Paul Greengrass faz de Capitão Phillips um intenso filme de sobrevivência

A trama dramatiza os eventos de Abril de 2009, quando um capitão da Marinha (Tom Hanks) teve seu cargueiro invadido e sequestrado por um grupo de piratas da Somália. À medida que a situação vai se desenrolando, acompanhamos as tentativas de resgate do governo e a relação entre Phillips e seus raptores.

Juro que não me lembro desse incidente ocorrido há 4 anos atrás, mas não é preciso ser um expert para adivinhar como a situação acabará (o Phillips real escreveu um livro sobre, logo…). O segredo para o sucesso do longa (e qualquer dramatização de eventos reais, na verdade) reside na capacidade do diretor em manter o interesse e, no caso de Capitão Phillips, certificar-se de que a tensão nunca termine – e que tenhamos real preocupação com seus personagens, mesmo já conhecendo o desfecho da trama. Paul Greengrass é um mestre nisso. Com sua característica câmera inquieta e apuro perfeccionista com os detalhes (lembrem-se de que Greengrass fez questão de reproduzir até mesmo o cardápio do avião sequestrado em Voo 93), o diretor jamais perde o espectador em suas 2 horas de projeção – começa devagar, mas o suspense vai crescendo apropriadamente até alcançar o pânico.

É curioso também enxergar a história pelos dois lados. Claro que os piratas somali são inevitavelmente os antagonistas da história, mas o roteiro de Billy Ray (responsável pelos textos de Jogos Vorazes, Intrigas de Estado, entre outros) é inteligente ao não retratá-los como figuras maléficas e unidimensionais. Sem aprofundar-se a níveis sociológicos, Ray oferece justificativas para as ações de seus personagens, seja em uma introdução na Somália ou pequenas – mas poderosas – frases (“Deve ter algo a mais do que fazer além de pescar e sequestrar pessoas”, alerta Phillips. “Talvez nos EUA”, retruca o líder somali Muse).

E, é claro, temos o soberbo elenco encabeçado por um impressionante Tom Hanks. Em sua melhor performance dos últimos 10 anos, Hanks nos faz lembrar de que o ator excepcional que foi no passado (FiladélfiaForrest Gump e o incrível Naufrágo, por exemplo) ainda está lá, mesmo que tenha ficado ocupado com papéis serenos, trabalhos de dublagem ou de direção. Na pele do capitão Phillips, Hanks surpreende pela paciência do sujeito nas situações extremas e, principalmente, quando o desespero começa a tomar conta – a sutil reação ao ver os invasores embarcando pela primeira vez, até sua assustadora cena final é uma transformação que deve garantir-lhe sua sexta indicação ao Oscar. Vale destacar também o elenco somali que faz sua estreia aqui: escolhidos por Greengrass sem nenhuma experiência em longas-metragens, o grupo liderado pelo incrível Barkhad Abdi convence como uma ameaça real, especialmente por suas respectivas posturas (o olhar baixo inquietante e os dentes grandes de Abdi falam por si só) e agressividade. No mais, parecem bandidos de verdade.

Capitão Phillips é intenso do início ao fim, você sabendo ou não o desfecho da história. Tecnicamente impecável e com atuações verossímeis a ponto de nos esquecermos de que isto são apenas imagens fictícias projetadas em tela, Paul Greengrass fez aqui um dos trabalhos mais memoráveis de 2013. Filmaço.

Só de curiosidade, vai aí uma foto de Tom Hanks com o capitão Richard Phillips real:

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Obs: Não faz sentido a Sony Pictures traduzir o filme como “Capitão Phillips” pra depois alternar entre os termos “capitão” e “comandante” para a mesma função nas legendas. Só uma pequena observação.

| Invocação do Mal | Uma aula de como se fazer terror no cinema

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

TheConjuringWho you gonna call? Vera Farmiga e Patrick Wilson

Antes de entrar na sala para a sessão de Invocação do Mal, o bilheteiro do cinema olhou para o título do filme presente nos ingressos e soltou um apavorado “boa sorte” a mim e minha amiga. Primeira vez que encaro uma situação divertida como essa e, ao fim da projeção do longa, ressalto – ainda suando devido à tensão provocada por estes 110 minutos – que o funcionário não exagerara. Temos aqui um dos melhores filmes de terror dos últimos anos.

Na trama, uma família acaba de se mudar para uma casa enorme e misteriosa, mas não demora para que seja sentida a presença de entidades paranormais dentro do local (como sempre). O que faz a diferença é a presença do casal de demonólogos/investigadores/caça-fantasmas Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga, ambos excelentes) que é contratado para analisar e tentar por um à sinistra situação. Tudo isso baseado em fatos reais – mas, claro, pode apostar que há muita ficção aqui.

Quando o gênero demanda fenômenos sobrenaturais, não tem como alterar muito a fórmula. O roteiro assinado por Chad e Carey Hayes mantém-se à tradicional premissa da “casa mal assombrada”, mas acerta ao trazer, de forma controlada e coesa, praticamente TODOS os elementos populares nas mais diferentes variações do gênero: espíritos, demônios, exorcismos, brinquedos sinistros, fotos borradas, câmeras dentro da história… Daria pra passar a madrugada inteira enumerando-os. Isso sem falar que a dupla acertadamente brinca com diversos “medos clássicos”, como a suspeita de aparições embaixo da cama ou no interior de armários – todos esses escapam do velho clichê do susto rápido, graças à competência de seu diretor.

Aliás, que revelação é James Wan. Saído de projetos medianos dentro do gênero (seu longa mais famoso é o primeiro Jogos Mortais, além de ter sido contratado para comandar o sétimo Velozes e Furiosos), Wan demonstra um talento invejável para causar medo – e não apenas sustos – no espectador. Optando por longos planos que exploram cada cômodo da residência em um cruel exercício de provocação, o diretor é hábil ao criar movimentos de câmera inteligentes e que contribuem na revelação de suas perturbadoras ameaças (e quando as vemos, o efeito é multiplicado). Além de comandar uma das mais poderosas (e até, veja só, emocionantes) cenas de exorcismo que já vi na vida, Wan mostra sua admiração pela escola Alfred Hitchcock de suspense ao trazer um súbito ataque de pássaros que atravessa janelas e uma lâmpada pendurada que alcança o efeito de iluminação em uma das cenas-chave de Psicose. Olha só…

Contando também com um trabalho de som espetacular, Invocação do Mal é uma grande surpresa. O terror não anda lá grande coisa nas terras ianques, mas é sempre bom encontrar uma obra decente em um gênero cada vez mais esgotado. A única decepção é o anúncio de que James Wan não dirigirá mais filmes de terror.

Obs: Uma curiosidade divertida: em determinado momento do filme, a personagem de Vera Farmiga menciona “um caso em Long Island”. Trata-se de uma referência ao famoso massacre de Amityville, episódio investigado pelo casal na vida real.

Clique aqui para ler esta crítica em inglês.

| Bling Ring: A Gangue de Hollywood | Sofia Coppola tenta analisar a obsessão em torno das celebridades

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2013, Drama with tags , , , , , , , , , , on 17 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

BlingRing
Emma Watson saindo da sombra de Hermione Granger

Às vezes chega a ser verdadeiramente assustador a quantidade de veículos midiáticos que dedicam seu tempo a “investigar” as vidas pessoais de celebridades. Pior ainda é se deparar com os índices de audiência, que não são baixos. Com Bling Ring: A Gangue de Hollywood, Sofia Coppola parte não para analisar o “jornalismo” do ramo, mas sim adolescentes obcecadas pelo luxo de artistas de Hollywood, mas fica só nas boas intenções.

A trama é baseada na história real de um grupo de amigos que invadia residências de pessoas como Paris Hilton, Lindsay Lohan e Orlando Bloom para roubar suas roupas, jóias, dinheiro e outros materiais de valor.

É daquelas ideias que funcionam melhor na premissa do que em um longa de 90 minutos (nem é tão longo, veja só). Durante boa parte de sua projeção, Bling Ring é fadado a repetição de uma estrutura formulaica e que perde a graça rápido: escolher a celebridade, jogar endereço no Google, invadir a casa, fazer observações engraçadinhas sobre os pertences e dar o fora. Ao menos umas três vezes esse tipo de jogo se manifesta e, mesmo que seja bem organizado pela montadora Sarah Flack, contribui para a previsibilidade da trama; que só fica interessante quando somos surpreendidos por flashfowards curtos ambientados após a prisão do grupo – elementos que contribuem com eficiência para o tom de bomba-relógio e também para arrancar boas performances do ótimo elenco (especialmente Emma Watson, bem-sucedida ao equilibrar a malícia de sua personagem com uma falsa inocência que sutilmente beira o sarcasmo).

Não que os diversos furtos e violações de propriedade pudessem ser justificados pela obsessão das personagens em suas vítimas. A interpretação jamais é entregue diretamente ao espectador (com exceção do momento em que Marc menciona “a obsessão doentia da América com o lance de Bonnie & Clyde”), mas Coppola acerta ao trazer pequenos momentos que a comprovem – vide aquele em que uma das jovens, em um interrogatório da polícia, pergunta ansiosa sobre a opinião de Lindsay Lohan a respeito dos roubos. Mas são raros essas cenas que trazem algo a mais. Em sua maioria, o filme trata os atos como algo cool, decisão que acaba com o moralismo proposto, mas que ironicamente rende alguns dos melhores momentos da narrativa (ainda mais pela acertada trilha incidental).

Mesmo que tenha um ritmo ocasionalmente divertido e boas performances, Bling Ring: A Gangue de Hollywood não tem material o suficiente para prender o interesse do espectador. Ou melhor: tem, mas sua realizadora infelizmente foi incapaz de aproveitá-lo ao máximo.

| Argo | O primeiro trabalho excepcional de Ben Affleck como diretor

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , on 10 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento


Estranhos no ninho: Ben Affleck e os reféns em meio a multidão

O que acontece quando a agência de segurança da CIA se alia com a indústria cinematográfica de Hollywood para resgatar um grupo de reféns americanos no Irã? É o que Argo, nova investida de Ben Affleck como diretor, retrata em sua narrativa envolvente e bem executada, conseguindo tratar de um tema controverso com admirável maturidade.

A trama, baseada em uma história real, se passa durante a Crise dos Reféns em 1979, quando a embaixada norte-americana do Irã é invadida por rebeldes que clamam pelo retorno do xá Mohammad Reza Pahlavi (asilado nos EUA após ser deposto) para ser julgado e executado. Tendo cerca de 50 reféns americanos mantidos em cativeiro (e outros 6 escondidos na embaixada canadense) a CIA se alia a Hollywood e o governo canadense para por em prática um resgate incomum e arriscado (“a melhor ideia ruim que tivemos”).

É esse tipo de história que parece fantástica demais para ser real. Certamente há muita ficção em Argo (especialmente no terceiro ato, que traz uma intensa sequência em um aeroporto), mas o conceito por trás da operação, que ficou conhecida como “Canadian Caper”, é fascinante só por sua ousada iniciativa – e o roteiro de Chris Terrio lhe confere elementos dignos de um bom thriller de espionagem, apresentando um impressionante balanço entre humor (devemos este aos ótimos John Goodman e Alan Arkin, que interpretam o maquiador John Chambers e o produtor Lester Siegel, respectivamente) e suspense de pular da cadeira.

Esse mérito é todo do diretor Ben Affleck, que mostra-se aqui muito mais seguro e criativo do que em seu longa anterior, Atração Perigosa. Tais características se comprovam logo nos momentos iniciais quando, em pouco mais de 1 minuto, consegue estabelecer a origem e o pretexto sobre o qual se encontrava o Irã naquele período, através de uma inteligente mistura de cenas reais e desenhos de storyboards; e tal efeito (a realidade através de um recurso cinematográfico) serve de alegoria para o filme todo. Affleck mantém a câmera sempre agitada ao passo em que  o design de produção faz um excelente trabalho de reconstrução da Los Angeles dos anos 70 (seja no quarto do filho do protagonista, rodeado de pôsteres e brinquedos do primeiro Star Wars, seja no trailer repleto de máscaras de monstros de Chambers).

E Affleck, felizmente, é bem factual. Um filme sobre um resgate americano em território iraniano renderia uma propaganda ufanista e exagerada nas mãos de um diretor “Michaelbayano”, mas o diretor-ator merece aplausos por apresentar uma relativa neutralidade diante da questão abordada – questionando tanto a incapacibilidade da CIA diante do sequestro (“De inteligência esta agência não tem nada!”), quanto a violência executada pelos revolucionários (a tomada de um sujeito enforcado em um guindaste é perturbadora). É claro que, ao desfecho da missão, alguns clichês são inevitáveis – mas depois da incrível tensão provocada, estes são bem-vindos quase como uma catarse.

Argo é uma ótima dramatização de um inusitado capítulo da história da CIA, tratando seus temas de forma aprofundada e acessível, além de mostrar que Ben Affleck não é só um bom diretor, mas sim um ótimo cineasta.

| Apollo 18 | A verdade está lá fora, não neste filme

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Ficção Científica, Suspense with tags , , , , , , , , on 3 de setembro de 2011 by Lucas Nascimento


Moonwalker: O astronauta Nate descobre o Lado Oculto da Lua

Todo mundo adora uma boa conspiração. Todo mundo adora filmes que, supostamente, são compostos de registros reais sobre um evento misterioso. A junção das duas ideias em um longa sobre corrida espacial parecia ótima no papel, mas mostra-se fraca e terrivelmente executada em Apollo 18.

O longa (que não é real, como muitos parecem mesmo acreditar…) registra a missão Apollo 18 da NASA, onde os astronautas a bordo depararam-se com uma bizarra presença extraterrestre em pleno solo lunar.

Depois de A Bruxa de Blair, Cloverfield[Rec], Atividade Paranormal e alguns outros filmes menores estabelecerem o gênero de “imagens encontradas”, o diretor Gonzalo López-Gallego e o roteirista Brian Miller repetem as mesmas táticas (incluindo a agressiva campanha de marketing que aposta na veracidade do longa), mas alcançam um resultado irregular e terrivelmente inferior aos dos citados acima. O problema está na história, simplesmente muito tola e absurda e, principalmente, mal contada e que causa o entendiamento do espectador, quando o efeito desejado seria – tratando-se de um suspense – o pânico, ou no mínimo alguns sustos.

O roteiro é tão fraco que não consegue nem desenvolver ou criar interesse por seus únicos dois personagens, os atronautas Ben (Warren Christie) e Nate (Lloyd Owen), que são vazios e construídos na base do clichê e lugares-comum – no caso, o mínimo de apego por Ben é seu desejo de retornar para sua família, mas nada além disso. Os dois atores (não creditados antes da estreia do filme, contribuindo para a jogada publicitária) até que se esforçam e rendem uma química curiosa, mas artificial.

Agora em seu objetivo principal de fazer-se como verídico, Apollo 18 se garante. As câmeras do filme são de qualidade baixíssima, adotando até mesmo um formato 4:3, congelamentos na imagem e um ótimo design de som (que aposta constantemente em ruídos) que contribui para o efeito de uma gravação dos anos 70; o longa realmente parece como algo real. Todavia, o design de criaturas falha em imaginação e copia descaradamente o “bebê Alien” da franquia de Ridley Scott.

Sonolento em seus minutos iniciais e ridículo demais para ser levado a sério em seus momentos finais, Apollo 18 fracassa pelas habilidades medíocres de seu diretor, e também por seu roteiro amador. Uma pena se levar em consideração o belo trabalho técnico que garante ao filme um visual realista, podendo até enganar alguns espectadores em determinados momentos.

Preview: 2011 – Guia do que vem por aí

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Olá 2011! Depois de Natal, comemorações e festas, hora de nos agendarmos para mais um ano de cinema, que promete grandes filmes, sequências, adaptações, remakes, indicados ao Oscar… enfim, confira abaixo:

Incontrolável

O que é: Tony Scott e Denzel Washington voltam para as ferrovias na história de um trem carregado de explosivos, rumando sem controle para uma pequena cidade nos EUA.

Porque assistir: Pelo trailer, Washington e Chris Pine parecem formar uma boa dupla e aparenta ser uma boa diversão-pipoca.

Desconfianças: O estilo repleto de cortes rápidos e a direção exagerada de Tony Scott não me agradam nem um pouco.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 7 de Janeiro

Ficha Técnica

Bravura Indômita

O que é: O novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, retomando a parceria com Jeff Bridges no remake do faroeste de John Ford, que conta a história de uma garotinha que busca vingança pela morte de seu pai.

Porque assisitr: Além de ser mais um filme da grande dupla, Bravura Indômita deve receber algumas indicações ao Oscar e o trailer promete uma aventura nostálgica e divertida.

Desconfianças: Sendo um remake, há sempre o perigo de o filme simplesmente copiar o original. Mas duvido que isso aconteça aqui.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 21 de Janeiro ATUALIZAÇÃO: Estreia adiada para 11/02.

Ficha Técnica

Deixe-Me Entrar

O que é: O remake americano de Deixa Ela Entrar, o melhor filme de vampiros já feito, que conta a relação entra uma vampira e um garoto atormentado por valentões na escola.

Porque assistir: Por se tratar do filme sueco e os críticos que assistiram alegam que é um bom remake, que não simplesmente copia o filme original e promete explorar mais a trama. Sem contar que é protagonizado pela ótima Chloe Moretz.

Desconfianças: Matt Reeves ainda é novo na cadeira de direção e desconfio se ele manterá o mesmo tom sombrio e silencioso do filme original e não exagerar nos efeitos visuais.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 28 de Janeiro

Ficha Técnica

Inverno da Alma

O que é: Elogiadíssimo drama sobre uma jovem de 17 anos que sai em busca de seu pai desaparecido e descobrir a verdade sobre ele.

Porque assistir: A trama é bem interessante e a novata Jennifer Lawrence me parece ser uma ótima atriz.

Desconfianças: Espero que não seja excessivamente melodramático.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 28 de Janeiro

Ficha Técnica

Cisne Negro

O que é: Thriller psicológico de Darren Aronfosky sobre o cotidiano de uma bailarina que, literalmente, se transforma para conseguir protagonizar a peça O Lago dos Cisnes, tendo de ultrapassar uma concorrente misteriosa.

Porque assistir: Se a premissa não lhe interessa, talvez a presença de Natalie Portman, que sem dúvida será indicada ao Oscar, prometendo uma performance memorável.

Desconfianças: Pra mim, nenhuma!

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 4 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Discurso do Rei

O que é: Fortíssimo candidato ao Oscar, o filme retrata a vida do Rei George V e seu problema de gaguice.

Porque assistir: Pelo trailer, Colin Firth parece estar sensacional e o filme pode até ser divertido.

Desconfianças: O favoritismo pelo filme pode ser muito superestimado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 4 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Vencedor

O que é: Mais um drama que promete dar as caras no Oscar, mostra a relação de um boxeador com suas irmãs e seu irmão problemático viciado em drogas.

Porque assistir: Os constantes elogios sobre o elenco estão me deixando curioso quanto a suas performances, principalmente a de Christian Bale.

Desconfianças: Se você olhar para o trailer, percebe-se claramente que tem diversos elementos clichês e conhecidos de filmes de boxe. Parece Rocky com Mark Whalberg.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 11 de Fevereiro

Ficha Técnica

127 Horas

O que é: A história real do alpinista Aron Ralston, que numa expedição nos cânions dos EUA, acaba preso entre dois desfiladeiros com uma rocha de 200 quilos em cima de seu braço. Depois disso, ele tem que sair de lá.

Porque assistir: Se você, assim como eu, adora filmes claustrobóficos que se passam em um único cenário, parece uma ótima pedida. Vale também pela elogiada atuação de James Franco e a polêmica que o filme causou em suas exibições.

Desconfianças: Se cair na melancolia extrema…

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 18 de Fevereiro

Ficha Técnica

Reencontrando a Felicidade

O que é: Drama com Nicole Kidman e Aaron Eckhart, que vivem um casal tentando superar uma grande tragédia e encontrar a felicidade.

Porque assistir: Provavelmente vai arrancar algumas indicações ao Oscar e este pode ser o filme que vai devolver a Nicole Kidman seu reconhecimento perdido.

Desconfianças: Pode parecer meio repetitivo, mas este é mais um filme que pode ser destruído se sobrecarregar nas doses melodramáticas.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 18 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Besouro Verde

O que é: A versão para os cinemas da famosa série de TV que antes era protagonizada por Bruce Lee, sobre uma dupla de vigilantes que se veste de bandidos para se aproximar do crime.

Porque assistir: Primeiro que Michel Gondry é brilhante, e sua estética visual está bem bacana nos trailers. Segundo, Seth Rogen que co-assina o roteiro com seu amigo Evan Goldberg (juntos escreveram Superbad) e faz o protagonista, prometendo muitas piadas.

Desconfianças: Piadas são sempre bem-vindas, claro, mas o filme não pode se transformar em comédia.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Fevereiro

Ficha técnica

Bruna Surfistinha

O que é: Adaptação do livro O Doce veneno do Escorpião, que narra a história da Bruna Surfistinha, uma jovem que passou a relatar suas “experiências” em um blog de internet.

Porque assistir: Deborah Secco.

Desconfianças: Um filme desses tem potencial? Já não vimos histórias parecidas com essa?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 25 de Fevereiro

Ficha Técnica

Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles

O que é: Os alienígenas chegam na Terra e começam a dominar o planeta inteiro; o longa (que pelo título, pode gerar sequências) foca um grupo do exército americano enfrentandos as ameaças em Los Angeles.

Porque assistir: O filme despertou grande interesse e chamou atenção na Comic-Con e o cinema precisa de uma nova franquia de alienígenas; quem sabe se poderá ser esta?

Desconfianças: Será que o longa terá uma trama sustentável, bons atores e não vai cair no patriotrismo exagerado?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Março

Ficha Técnica

Paul

O que é: Comédia sobre dois amigos que encontram um alienígena foragido da Área 51 e resolvem ajudá-lo a voltar para seu planeta.

Porque assistir: Tem o Simon Pegg e Nick Frost, essa dupla é imbatível.

Desconfianças: A premissa é boa suficiente pra um filme inteiro? Será que vai cair no velho Road Movie?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Março (EUA, vai saber se ele chega no Brasil…) ATUALIZAÇÃO: O filme chega no Brasil em 30 de Setembro.

Ficha Técnica

Sucker Punch – Mundo Surreal

O que é: O novo delírio visual de Zack Snyder nos apresenta à Babydoll, uma jovem trancada em um hospício e que nele cria um mundo imaginário em sua mente, onde ela deve encontrar 5 objetos para sobreviver.

Porque assistir: Se tem alguém na atualidade que domina visual e ação como ninguém é Snyder, que promete uma trama bem simples e um típico filme-pipoca, além de ter muitas beldades em seu elenco.

Desconfianças: Esse é o primeiro filme original de Snyder (os outros eram adaptações e remakes) e fica a dúvida se sua criatividade vai além do belo visual.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Março

Ficha Técnica

Rio

O que é: Nova animação de Carlos Saldanha, mostra a aventura de uma arara que sai dos EUA para viver no Rio de Janeiro.

Porque assistir: Saldanha já provou com A Era do Gelo 3 que sabe divertir o público e tem um elenco de vozes muito bom.

Desconfianças: Se o humor for só para crianças, será só para crianças.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 8 de Abril.

Pânico 4

O que é: O retorno do assasino Ghostface e dos protagonistas da série original, dessa vez utilizando as “regras” de fillmes de terror atuais.

Porque assistir: Wes Craven foi o último que soube como criar serial killers realmente memoráveis e icônicos. Sem falar que o cinema de terror atual precisa da metalinguagem de Pânico.

Desconfianças: Será que Craven vai saber “brincar” com a nova geração?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Abril

Ficha Técnica

Your Highness

O que é: Comédia do mesmo diretor de Segurando as Pontas, que dessa vez promete satirizar os filmes de cavalaria e ideade média.

Porque assistir: Daniel Gordon Green, James Franco, Danny McBride e Natalie Portman de fio dental. Quer mais?

Desconfianças: Esse tipo de filme sempre tem o perigo de apelar para o humor pastelão sem graça.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Abril (EUA, mas quero ver se chega no Brasil…) ATUALIZAÇÃO: O filme chega no Brasil em 26 de Agosto.

Ficha Técnica

A Garota da Capa Vermelha

O que é: A clássica história da Chapeuzinho Vermelho ganha uma roupagem diferente, que envolve um romance entre Valerie e um estranho, que pode ser o lobisomem que assombra a vila onde ela mora.

Porque assistir: Pelo trailer, o visual é bem interessante e fazer uma versão sombria da história pode dar certo.

Desconfianças: Além de mudar diversos elementos da trama original, a intenção de ter um novo Crepúsculo é óbvia e preocupante.

Vontade de ver: 2.5/5

Estreia: 21 de Abril

Ficha Técnica

Thor

O que é: Mais um super-herói da Marvel que vai ajudar a preencher o grupo dos Vingadores, o deus do Trovão Thor é banido por seu pai Odin para o planeta Terra, onde enfrentará uma lição de humanidade.

Porque assistir: Se você pretende ver Os Vingadores, Thor é uma peça essencial do vindouro filme do super-grupo, além de possuir uma história muito interessante e um bom elenco.

Desconfianças: Se for soltando várias “pistas” e sobrecarregar de personagens – vide Homem-de-Ferro 2 -, vai dar errado.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 29 de Abril

Ficha Técnica

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

O que é: A quarta aventura do pirata Jack Sparrow, só que dessa vez sem os coadjuvantes Will e Elizabeth. Dessa vez, o excêntrico capitão vai atrás da Fonte da Juventude, enfrentando uma ex-namorada e o temível pirata Barba Negra. 

Porque assistir: Sem Will e Elizabeth, a trama pode ser mais focada em Sparrow, e não se perder nas subtramas como no filme anterior.

Desconfianças: O diretor Rob Marshall, especializado em musicais como Chicago e Moulin Rouge é mesmo a melhor escolha?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Maio

Ficha Técnica

Se Beber, Não Case! – Parte II

O que é: A continuação da hilária comédia de despedida de solteiro em Las Vegas, a confusão agora será ambientada na Tailândia e terá o dentista Stu se casando (sóbrio, dessa vez).

Porque Assistir: Se você gostou do grande elenco do filme anterior, fará de tudo para encontrá-los novamente.

Desconfianças: O problema é se os roteiristas tentarem refazer o primeiro filme, colocando a mesma estrutura de festa-ressaca-descobrir o que aconteceu.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 27 de Maio

Ficha Técnica

Um Novo Despertar

O que é: Dirigido por Jodie Foster e estrelado por Mel Gibson, conta a história de um sujeito deprimido que acaba adotando uma marionete como responsável por sua vida.

Porque assistir: A premissa é muito interessante e Jodie Foster mostra-se muito segura na direção.

Desconfianças: O sucesso do filme depende de Mel Gibson, que está em sua pior fase de carreira e vida pessoal.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 27 de Maio

Super 8

O que é: O Cloverfield de 2011. Dirigido e escrito por JJ Abrams – e apadrinhado por Steven Spielberg – o filme mostra um, grupo de crianças que enfrenta misteriosas ameaças alienígenas, que fugiram da Área 51.

Porque assistir: Porque você vai querer saber mais sobre ele não é?

Desconfianças: Nesse tipo de filme onde você não sabe nada sobre a trama, a expectativa pode ser muito grande, e o resultado, médio ou até fraco.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Junho

Ficha Técnica

X-Men: Primeira Classe

O que é: O novo filme dos mutantes da Marvel, que vai focar nos primeiros anos da Escola de Charles Xavier e sua relação de inimizade com Magneto.

Porque assistir: O diretor é Matthew Vaughn, o mesmo de Kick-Ass; o cara tem estilo e parece ter uma visão diferente em relação a super-heróis.

Desconfianças: Quase nenhum dos personagens clássicos estará aqui (exclua Wolverine, Jean, Ciclope e outros) e será que a Fox vai deixar Vaughn trabalhar do seu jeito e não atrapalhar no projeto (isso aconteceu com X-Men Origens: Wolverine), tentando transformá-lo em um Crepúsculo com mutantes?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 3 de Junho

Ficha Técnica

Velozes 5

O que é: Mais corridas ilegais, dessa vez no Brasil.

Porque assistir: O elenco recuperou alguns dos protagonistas dos anteriores e conseguiu adições interessantes, como Dwayne Johnson.

Desconfianças: Sejamos honestos; passa filme, passa carro e Velozes e Furiosos já não empolga como antes.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 6 de Junho

Ficha Técnica

Monstros

O que é: Ficção científica no mesmo tom de Distrito 9, mostra uma espécie alienígena se alastrando no México e um jornalista que tenta encontrar a filha de seu patrão nesse cenário.

Porque assistir: Tem uma trama promissora e uma campanha de marketing caprichada que chama a atenção.

Desconfianças: Parece que está virando moda fazer filmes de alienígenas/monstros de forma realista em tom de documentário, e me pergunto se o sub-gênero ainda tem fôlego.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 10 de Junho

Kung Fu Panda 2

O que é: Sequência do mediano filme de 2008, mostrará Po tendo sua vida de sonhos interrompida com a chegada de um perigoso vilão que pretende dominar a China.

Porque assistir: O grande elenco do original está de volta.

Desconfianças: O primeiro filme foi muito mediano e sem graça, será que a sequência acerta?

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 10 de Junho

Carros 2

O que é: Continuação do longa animado de 2006, vai mostrar os personagens do anterior em uma trama que envolve espionagem.

Porque assistir: Pixar.

Desconfianças: Carros é, de longe, o filme mais inferior da Pixar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 24 de Junho

A Árvore da Vida

O que é: Novo filme de Terrence Malick, que demorou quase três anos para ficar pronto, mostra a história de Jack e sua trajetória ao aprender as coisas da vida, chegando no ponto de lidar com a morte de seus irmãos.

Porque assistir: O filme em si gera muita expectativa e esse promete ser o mais sensível e ambicioso projeto de Malick.

Desconfianças: Pelo trailer, fica clara a complexidade da trama, que se não orquestrada apropriadamente, pode tornar-se cansativa.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 1 de Julho

Ficha Técnica

Transformers 3

O que é: O novo filme dos robôs-gigantes-alienígenas-transformistas, dessa vez em 3D. A trama não foi muito detalhada, mas envolverá conspirações sobre o pouso lunar durante a Guerra Fria.

Porque assistir: Michael Bay já assumiu em diversas entrevistas sobre a mediocricidade do segundo filme, o que me leva a crer que ele aprendeu com seus erros e a premissa sobre pouso lunar é interessante.

Desconfianças: Se tem Michael Bay envolvido, sempre haverão desconfiaças…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Julho

Ficha Técnica

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

O que é: A segunda parte de As Relíquias da Morte, que mostrará Harry e seus amigos procurando as horcruxes restantes e encarar de uma vez por todas o Lorde Voldemort.

Porque assistir: Caramba… É o final de uma das maiores franquias cinematográficas da história e David Yates já começou o jogo muitíssimo bem na Parte 1.

Desconfianças: Terminar a saga Harry Potter necessita de muito cuidado e trabalho duro. Não estou especificando alguma desconfiança, apenas alertando do perigo.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 15 de Julho

Ficha Técnica

Capitão América – O Primeiro Vingador

O que é: O Primeiro Vingador do grupo da Marvel, Capitão América: o herói geneticamente alterado que lutou na Segunda Guerra Mundial contra nazistas e o tenebroso Caveira Vermelha.

Porque assistir: Mais uma vez, peça fundamental no tabuleiro dos Vingadores e ver um super-herói lutando nas batalhas da Segunda Guerra pode ser algo muito interessante.

Desconfianças: Joe Johnston é um diretor muito limitado e se o longa se render ao patriotrismo exagerado a là Michael Bay…

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 29 de Julho

Ficha Técnica

[Rec]³: Genesis

O que é: Novo filme da franquia espanhola de zumbis-demônios, dessa vez promete mostrar a origem do vírus que se espalha nos primeiros filmes.

Porque assistir: Os dois primeiros filmes são excelentes e deve ser interessante acompanhar mais um filme.

Desconfianças: Mostrar a “origem do mal” é uma péssima ideia, porque estraga o elemento de desconhecido que o primeiro filme introduziu.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 29 de Julho (Espanha, no Brasil deve demorar…)

Cowboys & Aliens

O que é: Adaptação de uma graphic novel, o filme mostra uma invasão alienígena em pleno período do Velho Oeste, onde um estranho que fora abduzido pode ser a única salvação.

Porque assistir: Juntar faroeste e alienígenas em um filme é uma promissora ideia que ningúem nunca teve e têm James Bond e Indiana Jones liderando o elenco.

Desconfianças: Se Jon Favreau não tiver cuidado, estará criando o novo As Loucas Aventuras de James West. E ninguém quer isso…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 12 de Agosto

Ficha Técnica

Lanterna Verde

O que é: A DC comics entra na guerra contra a Marvel e começa a adaptar seus heróis menos conhecidos. O filme é sobre Hal Jordan, que é escolhido por um anel alienígena para se tornar um dos Lanternas Verde, uma polícia intergaláctica.

Porque assistir: É bom ver a DC aproveitando mais seus personagens. A história do Lanterna é muito interessante e promete mesclar aventura, ficção científica e humor, tudo temperado com excelentes efeitos visuais e a boa direção de Martin Campbell.

Desconfianças: Será que Ryan Reynolds segura um blockbuster desse tamanho?

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 19 de Agosto

Ficha Técnica

O Homem do Futuro

O que é: Comédia de ficção científica que mostra um cientista frustrado que volta no tempo tentando consertar sua vida e conseguir a mulher de seus sonhos.

Porque assistir: É bom ver o cinema nacional tentando alterar os gêneros (chega de comédias românticas e filmes-favela) e arriscar em uma ficção científica que parece ser muito divertida.

Desconfianças: Nesse tipo de filme, é preciso equilibrar as doses de humor com as de ficção científica; se errar, o filme não vai funcionar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 2 de Setembro

Uma Semana com Marilyn

O que é: Adaptação do livro de Colin Clark, que relatou suas experiências com a atriz Marilyn Monroe durante as filmagens de O Príncipe Encantado.

Porque assistir: Nunca fizeram um filme sobre a icônica Marilyn Monroe e Michelle Williams ficou muito parecida com ela e promete uma performance genial.

Desconfianças: Parece uma grande responsabilidade assumir um projeto desses e um diretor novato no cinema pode não ser a escolha certa.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Setembro

A Hora do Espanto

O que é: Refilmagem de um clássico do terror da década de 80, que mostra um jovem fascinado por histórias de terror que descobre que seu vizinho é um vampiro.

Porque assistir: Mais pelo elenco, Anton Yelchin e Christopher Mintz-Plasse são ótimos atores e Colin Farrel promete roubar a cena.

Desconfianças: Caramba, será que filmes de vampiros não vão parar de vir? E precisava mesmo refilmar mais um clássico oitentista?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 14 de Outubro

A Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte I

O que é: A primeira parte do aguardado final (aguardado porque a maioria não vê a hora de acabar) da Saga Crepúsculo, que mostrará Bella virando vampira e enfrentando as ameaças do clâ Volturi.

Porque assistir: Amanhecer tem uma história mais madura e o diretor pode ajudar a por ordem nessa franquia.

Desconfianças: Se for monótono, meloso e sem nada de relevante como no filme anterior, é furada.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Novembro

Ficha Técnica

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Unicórnio

O que é: A aguardada adaptação dos livros de Tintim, sob a direção de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson, utilizando captura de movimentos e filmagens em 3D esteroscópico. Este primeiro adaptará O Segredo do Unicórnio e uma trilogia está sendo idealizada.

Porque assistir: Quem nunca leu ou assistiu Tintim? As histórias são excelentes e Spielberg e Jackson trabalhando juntos – com um ótimo elenco –  já é motivo para assistir, não importa o que seja.

Desconfianças: A captura de performances usada aqui alcançará um resukltado similar ao de O Expresso Polar e A Lenda de Bewoulf, que não foram muito bem aceitos por hollywood…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Novembro

Ficha Técnica

A Invenção de Hugo Cabret

O que é: Novo filme de Martin Scorsese, conta uma história fantasiosa – ambientada no século XX –  sobre um menino que vive numa estação de trem e  descobre um andróide, prestes a revelar uma importante mensagem.

Porque assistir: Martin Scorsese, Chloe Moretz e Sacha Baron “Borat” “Bruno” Cohen em uma aventura cuja premissa é muito interessante.

Desconfianças: Scorsese nunca dirigu um filme “leve” para toda a família, resta esperar se ele combina com o gênero.

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 9 de Dezembro

O Gato de Botas

O que é: O filme-solo do impagável Gato de Botas, que mostrará desde seu nascimento até sua transformação em temível matador de ogros.

Porque assistir: O Gato de Botas de Antônio Banderas é sem dúvida o melhor personagem da franquia Shrek e todos queremos saber mais sobre ele.

Desconfianças: O que torna o personagem tão chamativo é seu misterio e papel secundário; torná-lo protagonista de seu próprio longa pode acabar com a graça. Ou não.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 9 de Dezembro

Sherlock Holmes  – A Game of Shadows

O que é: Nova aventura da versão truculenta de Sherlock Holmes, que dessa vez enfrentará o perigoso Professor Moriarty.

Porque assistir: O primeiro filme foi uma peça de entretenimento genuíno e descontraído, além de possuir Robert Downey Jr. em uma das melhores performances de sua carreira. O segundo filme promete…

Desconfianças: O roteiro deve ser melhor e as cenas de ação precisam ser mais controladas – no primeiro elas aparecem toda hora, de forma desconexa – e o mistério, maior.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Dezembro

Ficha Técnica

The Girl with the Dragon Tattoo

O que é: Remake do controverso filme sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres, sobre uma hacker e um jornalista que tentam desvendar um misterio envolvendo o desaparecimento de uma jovem.

Porque assistir: David Fincher é um dos melhores diretores da atualidade e ele reuniu um grande elenco para a refilmagem, liderado pela promissora Rooney Mara.

Desconfianças: Precisava mesmo refilmar?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 21 de Dezembro, no Brasil em 10 de Fevereiro de 2012…

Ficha Técnica

Missão Impossível: Ghost Protocol

O que é: Ethan retorna em uma quarta aventura que promete recomeçar a franquia. Nenhuma informação sobre a trama, cujas filmagens passaram pelo prédio mais alto do mundo, em Dubai.

Porque assistir: Quem dirige é Brad Bird, que dirigiu algumas das melhores animações da Pixar e parece ter ideias muito chamativas para o filme.

Desconfianças: Assim como muitas franquias por aí, Missão Impossível também está perdendo ânimo.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 30 de Dezembro

Bem, aqui estão algumas das principais estreias. É claro que ao longo do ano, mais filmes serão lançados (as surpresas e produções menores/ independentes) e não esqueçam: as datas de lançamento podem vir a mudar. Espero que tenham apreciado minha seleção e fiquem ligados para as primeiras críticas aqui no blog.