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Oscar 2012: Transmissão ao Vivo

Posted in Prêmios, Transmissão ao Vivo with tags , , , , , , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

22:25h – Boa noite e bem vindos à minha cobertura do Oscar 2012! Aguardando pelo início da cerimônia.

22:30 – E está começando!

22:31 – Morgan Freeman introduzindo a festa.

22:32 – Billy Crystal mais uma vez reencena os indicados hehe. Eu gosto dessa brincadeira.

22:33h – Justin Bieber? Não fode… “Jovem Sinatra”????

22:35h – Pô, Missão Impossível 4 nem foi indicado…

22:36h – E Billy Crystal finalmente chega ao palco!

22:39h – Numerozinho musical que não podia faltar, claro. Por enquanto, está O.K.

22:42h – Tom Hanks sobe ao palco para entregar algum prêmio…

22:43h – Direção de Fotografia! Deve dar Árvore da Vida

22:44h – Uau, surpresa. A Invenção de Hugo Cabret ganha Melhor Fotografia. Merece, o filme é lindo.

22:45h – Agora, Direção de Arte. Hugo, por favor!

22:46h – Isso mesmo, A Invenção de Hugo Cabret leva Melhor Direção de Arte. E o filme de Scorsese começa a rapa…

22:47h – Intervalo.

22:50h – Hugo mereceu as duas até agora. Fotografia tava difícil, só tem filme bonito!

22:51h – E voltamos, com mais uma homenagem ao cinema. Mostrar Crepúsculo é ridículo.

22:54h – Cameron Diaz e Jennifer Lopez sobem ao palco para apresentar Melhor Figurino. W.E., talvez?

22:56h – O Artista leva Melhor Figurino! Não acho o melhor candidato, mas tá valendo.

22:58h – Agora, Melhor Maquiagem. Se Harry Potter perder…

22:58h – A Dama de Ferro ganha Melhor Maquiagem. É boa, mas injusto. Potter não leva um único Oscar em 10 anos de franquia…

23:00h – Vários atores falando sobre suas experiências em cinema. Tá precisando viu, o negócio precisa ser mais valorizado.

23:00h – E mais um intervalo.

23:06h – E voltamos com Sandra Bullock.

23:07h – Apresentando Melhor Filme Estrangeiro. Vai dar A Separação, claro.

23:08h – A Separação ganha Melhor Filme Estrangeiro.

23:09h – Quero ver esse filme.

23:10h – Agora entra Christian Bale, com direito a trilha sonora do Batman, para apresentar Atriz Coadjuvante.

23:11h – Amo a Bérénice Bejo…

23:12h – Octavia Spencer leva Melhor Atriz Coadjuvante, por Histórias Cruzadas. Divertida, mas não pra Oscar…

23:15h – Intervalos.

23:18h – E voltamos com mais Billy Crystal…

23:21h – Bacana esse número em preto-e-branco.

23:23h – Tina Fey e Bradley Cooper sobem ao palco para melhor Montagem. Torco por MILLENNIUM!

23:24h – PORRA SIM! MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES venceu Melhor Montagem!

23:26h – Agora as categorias de Som. Ambas devem ir para Hugo.

23:26h – Melhor Edição de Som para A Invenção de Hugo Cabret.

23:29h – A Invenção de Hugo Cabret leva Melhor Mixagem de Som. E já são 4 Oscars!

23:30h – Mais um intervalo.

23:35h – E voltamos para a cerimônia com os Muppets! Kermy e Miss Piggy.

23:36h – Bacana essa apresentação acrobática hein?

23:37h – Também, é o Cirque du Soleil. Música de Danny Elfman.

23:40h – Billy Crystal muito sem graça.

23:41h – Agora Robert Downey Jr. e Gwyneth Paltrow (Tony e Pepper), para apresentar Melhor Documentário.

23:42h – Lembrou muito o Stark e a Pepper agora.

23:43h – Melhor Documentário: Undefeated.

23:45h – Chris Rock entra para apresentar Melhor Animação. Cadê o Tintim hein?

23:47h – Rango leva Melhor Animação.

23:49h – Intervalo.

23:52h – Voltamos com Melissa McCarthy dando em cima de Billy Crystal.

23:53h – Ben Stiller e a musa/maravilhosa Emma Stone apresentando Melhores Efeitos Visuais.

23:54h – Sim, eu também adoro a Emma Stone…

23:56h – A Invenção de Hugo Cabret leva Melhores Efeitos Visuais. Não merecia, na real. Adoro o filme, mas os outros candidatos eram melhores!

23:59h – Agora entra Melissa Leo para premiar o Melhor Ator Coadjuvante. Plummer, com certeza.

00:01h – Christopher Plummer ganha por Toda Forma de Amor. Aos 82 anos, o ator mais velho a receber o prêmio!

00:02h – “Você é só 2 anos mais velho do que eu!” Ótima!

00:04h – Intervalo!

00:09h – E voltamos. Brincadeira divertida com os closes.

00:10h – Agora a mensagem do presidente da Academia. Okay…

00:12h – Vamos agora para Trilha Sonora! Go Artista!

00:12h – Penelope Cruz e Owen Wilson vão apresentar.

00:14h – O Artista leva Melhor Trilha Sonora.

00:15h – Só lembrando que a melhor trilha do ano nem sequer foi indicada…#TrentReznorAtticusRoss

00:16h – Agora Will Ferrell e Zach Galifianakis (Credo, ele fez a barba!) para apresentar Canção Original.

00:18h – “Man or Muppet”, dos Muppets leva Melhor Canção Original.

00:20h – Intervalos.

00:23h – ESTA canção deveria ter ganho.

00:24h – Retornamos. Faltam 9 categorias…

00:25h – Angelina Jolie no palco, para apresentar as categorias de Roteiro!

00:27h – Primeiro é Roteiro Adaptado. Gosto de todos, mas torço por Descendentes ou Moneyball.

00:27h – Os Descendentes leva Melhor Roteiro Adaptado.

00:29h – Agora, Roteiro Original. Meia-Noite em Paris, por favor…

00:30h – Meia-Noite em Paris leva Melhor Roteiro Original! E, como de costume, Woody Allen não está presente.

00:33h – Intervalos.

00:37h – E voltamos, com Milla Jovovich, com mais uma homenagem para prêmios técnicos/científicos.

00:38h – Agora vem todo o elenco principal de Missão Madrinha de Casamento para as categorias de curtas-metragens.

00:40h – Melhor Curta-Metragem: The Shore.

00:42h – Melhor Documentário em Curta-Metragem: Saving Face

00:45h – Melhor Curta-Metragem de Animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

00:47h – Olha só o Hans Zimmer na trilha da festa!

00:48h – Intervalos.

00:51h – Michael Douglas vai apresentar Melhor Diretor!

00:53h – Michel Hazanavicius leva Melhor Diretor, por O Artista.

00:56h – Meryl Streep no palco. Falando sobre o Governor’s Awards.

00:59h – Intervalos. Faltam 3 categorias…

01:03h – Voltamos. Hora do In Memoriam.

01:08h – Intervalo.

01:11h – We’re back!

01:14h – Natalie Portman entra no palco para apresentar Melhor Ator.

01:19h – Jean Dujardin, por O Artista. Muito bem merecido!

01:21h – Mais intervalos… Só faltam 2 agora.

01:24h – Voltamos! Colin Firth vai apresentar Melhor Atriz. Faria uma tatuagem se a Rooney Mara vencesse…

01:29h – Meryl Streep por A Dama de Ferro! Terceiro Oscar de sua carreira. Não assisti ao filme e, sinceramente, não me chama muito atenção…

01:33h – E agora Tom Cruise chega para apresentar Melhor Filme! Aposto em O Artista.

01:35h – E o Oscar vai para…

01:36h – Melhor Filme: O Artista! Merecido.

01:37h – E o saldo foi: O Artista e A Invenção de Hugo Cabret empatados com 5, A Dama de Ferro com 2 e Histórias Cruzadas, Toda Forma de Amor, Os Descendentes, Meia-Noite em Paris, Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Os Muppets, Rango e A Separação com 1 Oscar cada. Obrigado a todos que acessaram e acompanharam a transmissão e uma boa noite!

Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME IV: Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Chegamos à parte final do meu especial sobre o Oscar 2012! Aqui, analisaremos as categorias principais, passando pelos Roteiros, Diretores e, claro, os 9 filmes indicados. Vamos lá:

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

O Artista | Michel Hazanavicius

Assumindo ambos os cargos de diretor e roteirista, Michel Hazanavicius merece créditos por seu roteiro apresentar pouquíssimos diálogos. Os poucos que aparecem são em cartões – típicos dos filmes mudos – e trazem diversas ironias (George Valentin insiste em não falar diversas vezes, simbolizando tanto a situação da trama quanto o fato de O Artista ser mudo) e cenas já icônicas (como Peppy brincando com o casaco de Valentin). No entanto, acho que o roteiro do filme não merece o ouro por não ter diálogos falados.

Quotação Memorável: “Eu não vou falar! Não direi uma palavra!” – George Valentin

Margin Call – O Dia antes do Fim | J.C. Chandor

Não assisti Margin Call – O Dia Antes do Fim, mas fazer um filme sobre crise ecônomica realmente vem a calhar atualmente. Pelo que li, o roteiro de J.C. Chandor é bem adulto e maduro, sem dar explicações sobre eventos ou uma aula de economia. Enfim, preciso assistir antes de falar qualquer coisa.

Quotação Memorável: “Há três meios de se sair bem nesse negócio: seja o primeiro, seja esperto ou trapaceie.” – John Tuld

Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sem dúvida um dos melhores roteiristas em atividade, Woody Allen escreve o melhor roteiro dentre os indicados (incluindo os da categoria de Adaptados) com sua fantástica saga parisiense. A entrada do protagonista em um mundo do passado é sensacional e rende momentos hilários, principalmente com as memoráveis participações especiais (ressalto novamente a inspirada presença de Salvador Dalí). Mas o legal mesmo, é como Allen fala sobre como o tempo surge para reforçar uma ideia ou época, algo com que eu pude me identificar bastante.

Quotação Memorável:Eu confio em você, mas tenho ciúmes. É uma dissonância cognitiva!” – Gil

Missão Madrinha de Casamento | Annie Mumulo & Kristen Wiig

Certamente a indicação mais boba da categoria, a comédiazinha Missão Madrinha de Casamento conseguiu se infiar na lista. Com alguns diálogos inspirados, o filme tem pouco de genuinamente engraçado (a maior parte do charme do filme está nas mãos do elenco) e usa-se de muitos clichês de comédia romântica para estar em uma categoria que preza originalidade. Tem até uma piada (exagerada) com churrascaria brasileira…

Quotação Memorável: “Eu sou a vida, Annie, e eu estou mordendo a sua bunda!” – Megan

A Separação | Asghar Farhadi

A indicação do iraniano A Separação como Roteiro Original sela a vitória o longa de Asghar Farhadi na categoria de Filme Estrangeiro. Ainda não assisti ao filme (sim, tenho muitos a ver), cuja trama foca um casal que é forçado a escolher entre mudar de país para fornecer condições melhores a seus filhos ou ficar no Irã para tratar de um parante portador de Alzheimer. Quando sair em Blu-ray, não vou perder.

Quotação Memorável: “O que é errado é errado. Não importa quem disse ou onde está escrito.” – Nader

FICOU DE FORA: 50% | Will Reiser

Em uma mistura inusitada de comédia e drama, o roteirista Will Reiser coloca sua própria experiência com o câncer no papel, rendendo o divertidíssimo e de bom coração 50%. Traz diálogos bem desenvolvidos (com uma linguagem bem chula, e que abraça o politicamente incorreto todo o tempo) e situações inesperadas para um longa do gênero, como a piada de usar a situação para pegar mulher. Como Missão Madrinha de Casamento entrou e este não, é um mistério.

Quotação Memorável: “Ninguém quer transar comigo. Eu pareço o Voldemort” – Adam

APOSTA: Meia-Noite em Paris

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

Os Descendentes | Alexander Payne, Nat Faxon & Jim Rash

Adaptado de: Livro Os Descendentes, de Kaui Hart Hemmings

Com alguns dos melhores diálogos do ano, Alexander Payne mostra novamente que é melhor roteirista do que diretor (não que esta seja falha), contando com auxílio de Nat Faxon e Jim Rash. O texto é sedutor por quebrar o clichê paradisíaco que a maioria das pessoas têm em relação ao Havaí, contando com ótimas narrações de seu protagonista e situações criativas e até bizarras – tal como a “conversa” entre Matt e sua esposa no hospital. É o favorito para levar o prêmio, e com razão (mesmo não sendo meu favorito dentre os indicados).

Quotação Memorável: “No telefone ele pode fugir, pessoalmente, ele não tem pra onde ir. Eu quero ver a cara dele” – Matt King

O Espião que Sabia Demais | Bridget O’Connor & Peter Straughan

Adaptado de: Livro O Espião que Sabia Demais de John Le Carré

Complexo e intrincado, é difícil entender a trama de O Espião que Sabia Demais em uma única visita. O roteiro de Bridget O’Connor (falecida pouco antes do início das filmagens) e Peter Straughan é assaverado na lógica e raciocínio do espectador, isentando-se de pausas para explicar o que acontece ou diálogos que sejam claros o bastante. O resultado é meio devagar, mas muito inteligente se analisado a fundo.

Quotação Memorável: “É a mais antiga das perguntas, George. Quem consegue espionar os espiões?” – Oliver Lacon

O Homem que Mudou o Jogo | Aaron Sorkin & Steven Zaillian

Adaptado de: Livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game, de Michael Lewis

Com dois nomes de peso na assinatura (e ainda por cima, oscarizados), o roteiro de O Homem que Mudou o Jogo é meu favorito dentre os indicados. No complexo mundo da análise de jogadores de beisebol, Steven Zaillian e Aaron Sorkin – tomando como base o livro acima e o argumento de Stan Chervin – escrevem diálogos formidáveis cheios de passagens inspiradíssimas (especialmente nas formas em que lida com a mediocricidade do time), trabalham bem os personagens e passam um significado que vai além do esporte, lidando com questões familiares e principalmente a importância de uma boa escolha. Excelente.

Quotação Memorável:Você prefere levar um tiro na cabeça ou três no peito e sangrar até morrer?”Billy Beane

A Invenção de Hugo Cabret | John Logan

Adaptado de: Livro A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick

Usando a história de um orfão solitário como ponto de partida, John Logan tece uma trama empolgante e fantástica que traz uma mensagem linda em suas entrelinhas. Além de ser repleto de momentos de bom humor e falar muito sobre a História do Cinema (e atestar, junto com Scorsese, sua paixão de alma e coração pelo mesmo), emociona com sua metáfora onde o mundo é uma grande máquina, e que todos tem uma função nela. Inspirador.

Quotação Memorável:Se o mundo é como uma grande máquina, então eu não poderia ser uma peça extra. Eu tinha que estar aqui por um motivo. E você também” – Hugo Cabret

Tudo pelo Poder | George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon

Adaptado de: Peça Farragut North, de Beau Willimon

Praticamente ignorado no Oscar deste ano, o ótimo thriller político de George Clooney teve, ao menos, seu roteiro lembrado. Escrito pelo próprio Clooney, seu parceiro Grant Heslov e Beau Willimon tece uma intrigante rede de mentiras e traições, tendo como cenário uma eleição presidencial bem contemporânea. O grande atrativo, além dos belos diálogos, é como Tudo pelo Poder é acessível para qualquer um, independente do gosto político; basta ser apreciador de uma boa história.

Quotação Memorável:Você pode mentir, pode trair, pode começar uma guerra e até falir o país, mas você não pode comer as estagiárias. Eles te pegam por isso” – Stephen Meyers

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Steven Zaillian

Adaptado de: Livro Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson

Também de Steven Zaillian, aqui o roteirista faz um trabalho solo e dá uma aula de adaptação literária. Como leitor do livro original, é possível perceber o quanto Zaillian resumiu bem a trama e se deu a coragem de realizar mudanças favoráveis a fim de uma resolução dramática mais simplificada. Os diálogos são excelentes (o que se passa no porão de Martin Vanger é assustadoramente genial), assim como a intrincada construção estrutural da história e seus personagens. Zaillian está escrevendo o segundo filme, será que agora vai?

Quotação Memorável:É engraçado como o medo de ofender pode ser maior do que o medo da dor.” – Martin Vanger

APOSTA: Os Descendentes

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Homem que Mudou o Jogo

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

Woody Allen | Meia-Noite em Paris

Woody Allen sai um pouco de sua zona de conforto, no caso a cidade de Nova York, e se aventura nas luzes da Paris contemporânea e dos anos 20. A viagem  valeu a pena, já que o amado cineasta recebe sua primeira indicação para Melhor Diretor desde Tiros na Broadway (em 1995). Criando planos bem abertos e sem cortes, a direção de Allen é charmosa e sem muitos maneirismos, respeitando principalmente seu próprio roteiro e as bela arquitetura da cidade.

Michel Hazanavicius | O Artista

É preciso coragem para dirigir um filme mudo e preto-branco hoje em dia. Mas parece que o cineasta francês Michel Hazanavicius não se viu tão preocupado, já que comanda O Artista com naturalidade, maestria e expira ar fresco e novo, mesmo tratando-se de uma das mais antigas formas de cinema que existem. Hazanavicius adota a estrutura, capricha nos enquadramentos (sua mise em scène é soberba) e homenageia de alma e coração os bons tempos de Hollywood. Já ganhou o Directors Guild Awards, então é favorito.

Terrence Malick | A Árvore da Vida

Tímido e bastante reservado, o diretor Terrence Malick é indicado ao Oscar novamente e promete também permanecer anônimo durante a cerimônia. Dono de um estilo invejável, sua técnica em A Árvore da Vida é maravilhosa; sua câmera gira, balança e se move junto aos personagens, como se a mesma fosse um personagem com vida própria. Não me agrada o resultado do longa, mas a direção de Malick é muito bonita.

Alexander Payne | Os Descendentes

Fora da direção de um filme desde Sideways – Entre umas e Outras, Alexander Payne retorna em boa forma com seu ótimo retrato de uma família havaiana em crise com Os Descendentes. É engraçado como Payne vai inserindo humor na trama através de seu visual, como na corrida na praia – onde Matt vai percebendo quem é o corredor que passa por ele – e também equilibrando o drama, tal como na já famosa cena da picina, e na direção de seu impecável elenco.

Martin Scorsese | A Invenção de Hugo Cabret

Trabalhando com a tecnologia 3D – e em um filme para toda a família – pela primeira vez, Martin Scorsese mostra que ainda é um dos melhores cineastas de nossos tempos. Suas tradicionais assinaturas estão aqui (o uso da neblina, névoa entre os personagens), mas ele usa a ferramenta tridimensional para proporcionar uma imersão impressionante, principalmente com seus travellings digitais e uma atenção especial à trama, que se move com ritmo e de forma bem humorada.

FICOU DE FORA: David Fincher | Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Um dos melhores diretores da atualidade, David Fincher nunca trabalhou tanto o visual quanto em Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Mostra-se maduro e ao mesmo tempo infinitamente criativo, ousando nos planos (como na câmera que vira de ponta-cabeça) e sempre prestando atenção nos detalhes da cena (reparem em como enquadramentos mudam durante a cena do primeiro estupro e a vingaça do mesmo), sempre indo além em seu comando narrativo.

Artistas em decadência, a origem da vida, cavalos de guerra, famílias desfuncionais, empregadas lutando contra racismo, técnicos de beisebol que anseiam em mudar o jogo, inventores de cinema, escritores nostálgicos e crianças traumáticas disputam o Oscar deste ano. Os indicados são:

O Artista

O Artista é um deleite para amantes da Sétima Arte. Não posso ser o maior especialista em cinema, mas sei que Michel Hazanavicius fez aqui uma ode muito especial aos primórdios da indústria cinematográfica, e nem mesmo um Oscar é grande o suficiente para o filme. Uma verdadeira obra-prima.” Crítica

A Árvore da Vida

“De verdade, eu não gostei de A Árvore da Vida. Acho suas imagens belíssimas, direção maravilhosa e seu elenco esplêndido, mas sua narrativa complexa e quase sem coerência não foi capaz de me prender, o que tornou a experiência cansativa. Não é um filme para todos, e certamente agradará aos fãs de Terrence Malick, mas não vejo nada de espetacular que possa justificar a indicação para Melhor Filme.Crítica

Cavalo de Guerra

“Cavalo de Guerra é um drama eficiente que, mesmo utilizando artifícios clichês e já explorados, consegue mostrar o poder de uma amizade em meio a uma guerra terrível, onde a inocência do animal – e a compaixão humana por este – surge como um tocante cessar-fogo.” Crítica

Os Descendentes

Os Descendentes é um filme maravilhoso, com um ritmo divertido e emocionante. É difícil para mim colocar em palavras o quanto gostei do filme, então digo apenas que é um longa que merece ser visto e que faz jus às suas indicações ao Oscar. Aloha! Crítica

Histórias Cruzadas

Com valores de produção bons o suficiente para recriar a época em questão, Histórias Cruzadas é um bom filme que, mesmo trazendo um tema já discutido diversas vezes, vale a vista graças a seu ótimo elenco e sua boa mistura de humor/drama. Crítica

O Homem que Mudou o Jogo

O Homem que Mudou o Jogo nos ensina muitas lições. Não apenas sobre beisebol (aqui, por exemplo, é fascinante acompanhar a desvalorização de jogadores por motivos banais), mas sobre todo o resto, já que este bate constantemente na tecla sobre as escolhas que surgem ao longo da vida e a consequência das mesmas. Comovente e bem executado, não é um home run, mas ainda assim uma ótima jogada que certamente merece suas 6 indicações ao Oscar.”
Crítica

A Invenção de Hugo Cabret

A Invenção de Hugo Cabret é mais do que apenas o primeiro 3D de Martin Scorsese. É uma história sobre encontrarmos nossa função no mundo e como os sonhos podem ser capturados pela incomparável magia do cinema. É uma carta de amor para o cinéfilo dentro de todos nós.” Crítica

Meia-Noite em Paris

“Divertidíssimo e com roteiro fabuloso, é um belíssimo atestado à Cidade da Luz e seus artistas, também apresentando um elenco equilibrado e uma bela mensagem sobre a valorização do presente e o poder que o tempo possuí sobre a arte. Algo que certamente Woody Allen compreende bem… . Crítica

Tão Forte e Tão Perto

Trazendo uma calorosa trilha sonora de Alexandre Desplat, Tão Forte e Tão Perto mostra o desespero para se receber indicações ao Oscar (Oskar, alguém?). Stephen Daldry acerta no visual e na ambientação de sua trama, mas não consegue evitar seus inúmeros clichês e situações desnecessárias, além de carecer por um protagonista mais talentoso. Um título melhor seria “Tão Dramático e Tão Apelativo”… Crítica

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres oferece tudo que a franquia literária merece, provindo um longa maduro e envolvente, catapultando a talentosa Rooney Mara ao estrelato e oferecendo, em uma rara ocasião, uma franquia blockbuster destinada ao público adulto.” Crítica

APOSTA: O Artista

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Invenção de Hugo Cabret

É isso aí, o especial vai ficando por aqui. Juntem-se a mim durante minha transmissão ao vivo do Oscar 2012 no Domingo (publicarei mais detalhes em breve). Até mais!

Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Quando a lista dos indicados à 84ª edição dos Academy Awards foi finalmente divulgada, foi um misto de decepção e felicidade. Mesmo satisfeito com alguns longas presentes, o sentimento agridoce foi maior devido às imensas injustiças cometidas pelo Oscar em 2012… Por isso, o especial em quatro partes recebe o título acima.

Mas enfim, nem promete ser desgraça no Oscar deste ano!  Comecemos com a primeira parte do especial com os indicados nas categorias de atuações:

Demián Bichir | Uma Vida Melhor

Personagem: Carlos Galindo

Até a indicação ao Oscar, eu não tinha nem ouvido falar de Uma Vida Melhor. O filme certamente passará longe dos cinemas brasileiros, então é difícil comentar a performance de Demián Bichi na pele do jardineiro Carlos Galindo, que luta para proteger seu filho da influência de gangues e tenta dar-lhe uma vida melhor.

George Clooney | Os Descendentes

Personagem: Matt King

George Clooney entrega uma das melhores performances de sua carreira no retrato sensível e delicado de Matt King, um pai de família que se vê metido em uma série de eventos desafortunados. Ao longo de Os Descendentes, esquecemos da imagem de galã do ator e observamos sua impressionante expressividade, em uma mistura curiosa de drama e humor.

Jean Dujardin | O Artista

Personagem: George Valentin

Muito popular na França, Jean Dujardin está no páreo para levar a estatueta de Melhor Ator. Premiado no Festival de Cannes, sua performance muda do astro George Valentin é estupenda, sustentando-se na grande expressividade facial do ator (como o constante sorrisinho) que fala no lugar de palavras. A grande felicidade de Valentin é ofuscada pela entrada do cinema falado, levando o personagem a uma tristeza de partir o coração e Dujardin é bem-sucedido ao retratar essa mudança, sem também apelar para caricaturas. Grande ator.

Gary Oldman | O Espião que Sabia Demais

Personagem: George Smiley

É díficil de acreditar que esta seja só a primeira indicação ao Oscar de Gary Oldman. Excelente ator, ele finalmente é reconhecido por seu delicado retrato do espião George Smiley. Homem de poucas palavras, usa o rosto e gestos de mãos como maior forma de expressão, alcançando um resultado sutil e bem trabalhado – escondendo suas emoções na maior parte do longa, o que torna Smiley um personagem típico do labiríntico mundo da espionagem.

Brad Pitt | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Billy Beane

Mostrando-se cada vez mais talentoso e sedento por variados papeis, Brad Pitt beira a perfeição no retrato do técnico de beisebol Billy Beane. Nunca apelando para o caricato ou exagerando nos momentos dramáticos, impressiona por sempre estar com aparente bom humor e confiança (a mordida nos lábios, usado adotado pelo ator constantemente, serve quase como identidade do personagem), ganhando admiração do público. É uma das três melhores performances de Pitt.

FICOU DE FORA: Ryan Gosling | Tudo pelo Poder ou Drive

Personagem: Stephen Morris/Motorista

Ryan Gosling vem ganhando cada vez mais destaque em Hollywood. Com dois ótimos papéis dramáticos (além de sua divertida participação em Amor a Toda Prova), ele surpreende com o acessor político Stephen em Tudo pelo Poder – especialmente no lado sombrio do personagem, que transforma-se ao longo da projeção – e com o Motorista de Drive, uma performance bem mais silenciosa e concentrada. Gosling poderia ter sido indicado por qualquer um desses dois filmes.

APOSTA: Jean Dujardin

QUEM PODE VIRAR O JOGO: George Clooney

Glenn Close | Albert Nobbs

Personagem: Albert Nobbs

O papel de Glenn Close como o personagem-título é realmente desafiador, considerando que a atriz interpreta uma mulher que se passa por homem. Close acerta na timidez do personagem, em seus gestos peculiares e na voz leve e fraca.

Viola Davis | Histórias Cruzadas

Personagem: Aibileen Clark

Depois de ter sido indicada por sua pequena (mas devastadora) participação em Dúvida, Viola Davis mostra todo o seu talento como a empregada doméstica Aibileen. A personagem fala e age de forma contida durante grande parte da projeção, demonstrando timidez e medo em sua voz, enquanto trata a filha de sua patroa com um ar maternal irresistível e age de forma mais descontraída com as colegas Miny e Skeeter. Suas cenas finais são explosivas, onde Davis surpreende com sua feroz expressividade. Merece.

Rooney Mara | Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Personagem: Lisbeth Salander

Rooney Mara é o rosto de uma das mais fascinantes personagens a surgir nos últimos anos. Mesmo já tendo sido bem representada por Noomi Rapace, Mara toma Lisbeth Salander para si e mergulha na mente da personagem, adotando seu físico e seu psicológico em uma performance inesquecível. Com pesado sotaque sueco e um olhar penetrante em todas as cenas em que aparece, a atriz faz de Salander uma personagem marcante e enigmática. Difícil comentar, só vendo pra entender.

Meryl Streep | A Dama de Ferro

Ainda não assisti ADama de Ferro (e pra ser sincero, não assistiria se não estivesse indicado ao Oscar), mas não é de se admirar que Meryl Streep esteja indicada por seu retrato de Margaret Thatcher. Fisicamente não há o que reclamar (o pessoal da maquiagem também merece aplausos), e pelo que tenho visto nos trailers e clipes do filme, Streep arranca mais uma performance impecável e adota os trajetos da 1ª Ministra Britânica com perfeição. Claro que ainda vou assistir o filme…

Personagem: Margaret Thatcher

Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Marilyn Monroe

Infelizmente, a Imagem Filmes ferrou sua programação de estreias e Sete Dias com Marilyn ficou apenas para 23 de Março (uma pena, porque eu estou MUITO ansioso para ver Michelle Williams em ação). Quando o filme estrear, faço uma atualização aqui.

FICOU DE FORA: Kirsten Dunst | Melancolia

Personagem: Justine

Não é nenhuma surpresa ver Kirsten Dunst fora do Oscar por sua excelente performance em Melancolia. Isso porque seu nome praticamente isentou-se muitas outras premiações (com excessão do Festival de Cannes, onde ela levou o prêmio de Melhor Atriz) e também porque o diretor Lars Von Trier não é muito querido pela Academia… Uma pena, já que Dunst deixa de lado seu lado cômico e abraça a depressão e tristeza de Justine, em um trabalho memorável.

APOSTA: Viola Davis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Meryl Streep

Kenneth Branagh | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Laurence Olivier

Já sabe né? Sete Dias com Marilyn só estreia no dia 23 de Março.

Jonah Hill | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Peter Brandt

É muito legal ver Jonah Hill indicado. Em seu primeiro papel voltado para o drama, vemos que o ator tem o carisma necessário para o gênero, e fez de Peter Brandt um personagem real e sem estereótipos (considerando que Brandt é um analista de sistemas, seria muito fácil apelar para o tipo “nerd”, mas Hill vai além ao representar como este vai se interessando pelo espírito do beisebol). Já é hora de Hill deixar de ficar conhecido apenas como “o gordinho do Superbad“.

Nick Nolte | Guerreiro

Personagem: Paddy Conlon

Há 13 anos sem ser indicado (a anterior fora por Temporada de Caça, em 1999), Nick Nolte é lembrado pela Academia como o técnico de MMA Paddy Conlon, treinador e pai dos dois protagonistas do filme. Ainda não assisti Guerreiro (ele atualmente encontra-se disponível em algumas locadoras), mas pretendo para ver se Nolte merece os elogios que tem recebido.

Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Personagem: Hal Fields

Christopher Plummer já é ator a meio século e, curiosamente, só agora parece estar tendo destaque durante a temporada de prêmios. Favorito disparado (ganhou Globo de Ouro e SAG), o veterano ator abraça com firmeza o viúvo que decide sair do armário em plena meia-idade, divertindo com seus acessos de felicidade e na honestidade do personagem, sem apelar para o caricato do “gayzaço”. É fato que Hal aparece muito pouco em Toda Forma de Amor, mas é um dos pontos altos do longa.

Max von Sydow | Tão Forte e Tão Perto

Personagem: O Inquilino

O veterano Max von Sydow fatura a segunda indicação ao Oscar de sua carreira (a anterior, por Pelle, O Conquistador em 1987) como o misterioso Inquilino de Tão Forte e Tão Perto. Após assistir ao filme, o personagem é o que mais permanece na memória e de longe o melhor atrativo do longa de Stephen Daldry, isso graças ao ótimo trabalho do ator, que permanece mudo em todas as suas cenas e expressa-se através de anotações.

FICOU DE FORA: Stellan Skarsgard | Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Personagem: Martin Vanger

Sempre um coadjuvante de luxo, o sueco Stellan Skarsgard faz de Martin Vanger um personagem absolutamente inesquecível na versão de David Fincher para Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Se você assistiu ao filme, sabe sobre o lado mais “peculiar” do personagem, que o ator captura com perfeição e delicadeza, demonstrando a paciência, calma e até ironia do irmão da desaparecida da história. Genial.

APOSTA: Christopher Plummer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Max von Sydow

Bérénice Bejo | O Artista

Personagem: Peppy Miller

Estou apaixonado por Bérénice Bejo. Com seu sorriso e andar graciosos, a atriz argentina faz de Peppy Miller uma personagem adorável, fazendo uso de todo seu carisma e expressões faciais (da mesma forma que seu colega de cena, Jean Dujardin). E Bejo também sofre uma transformação similar à do personagem de Dujardin, só que ela torna-se mais bem-sucedida e, mesmo assim, nunca deixa sua inocência e bondade de lado. A melhor entre as indicadas (isso porque a atriz não merece ser indicada como coadjuvante, e sim protagonista).

Jessica Chastain | Histórias Cruzadas

Personagem: Celia Foote

2011 também foi muito agitado para Jessica Chastain. A atriz começa a ganhar espaço no circuito, tendo estrelado um total de seis filmes (um mais diferente do outro) e foi lembrada aqui por sua sorridente Celia Foote em Histórias Cruzadas. Praticamente a”gêmea do bem” de Bryce Dallas Howard – considerando a semelhança física das duas – Chastain faz de Foote uma mulher adorável e fofa, conseguindo mostrar a euforia (que às vezes é até exagerada e bobinha) e carinho de sua personagem através de uma voz dócil e leve, que ainda conta com o bem trabalhado sotaque sulista.

Melissa McCarthy | Missão Madrinha de Casamento

Personagem: Megan

É muito legal ver a Academia prestigiando atuações cômicas. Desde a indicação de Robert Downey Jr. por seu brilhante trabalho em Trovão Tropical não víamos algo do gênero, até que Melissa McCarthy tem sua Megan lembrada pelos votantes, o que é justo se considerarmos o quanto ela contibue para que Missão Madrinha de Casamento arranque algumas risadas. Durona, cara-de-pau, mas também uma ótima conselheira, a atriz diverte na personagem e se destaca no filme.

Janet McTeer | Albert Nobbs

Personagem: Hubert Page

Uma das melhores entre as indicadas, Janet McTeer consegue roubar Albert Nobbs em todas as cenas em que aparece, conseguindo até ofuscar Glenn Close. Seu Hubert Page também uma mulher travestida de homem, mas McTeer se sai melhor ao fornecer uma aura mais “macho” para a personagem, destacando seu ótimo sotaque irlandês.

Octavia Spencer | Histórias Cruzadas

Personagem: Minny Jackson

Octavia Spencer é favorita disparada na categoria (levou o Globo de Ouro e o SAG, e continua avançando de forma similar à Christpher Plummer). A atriz faz de Minny uma espécie de alívio cômico da trama, preenchendo-a de maneirismos físicos e com uma voz sempre alarmante com o sotaque sulista afiado. Tudo bem que ela soa meio caricata em alguns momentos (principalmente nos chiliques), mas é impossível não gostar dela. Não é melhor do que Bejo, mas não é ruim ver a estatueta em suas mãos.

FICOU DE FORA: Chloe Grace Moretz | A Invenção de Hugo Cabret

Personagem: Isabelle

A sempre ótima Chloe Grace Moretz continua surpreendendo. Em seu papel mais “inocente”, ela interpreta a jovem Isabelle, que ajuda o protagonista Hugo Cabret em sua busca por respostas. Com um delicioso sotaque britânico (um desafio para a atriz, já que ela é americana) e um espírito aventureiro bem evidente, Moretz está excelente.

APOSTA: Octavia Spencer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Bérénice Bejo (ou pelo menos merecia)

É só isso por hoje. Fiquem ligados que as restantes categorias aparecerão ainda essa semana, antes do Oscar.

| Histórias Cruzadas | As histórias de sempre, bem contadas

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , on 20 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento


As indicadas ao Oscar de atriz coadjuvante, Jessica Chastain e Octavia Spencer

Dentre os nove indicados ao Oscar deste ano, Histórias Cruzadas era o que me chamava menos atenção. A meu ver, o filme era simplesmente “white people solve racism” (como pode ser visto em uma série de imagens satíricas aqui) e, terminada a sessão, percebe-se que não é muito além dessa radical chamada. No entanto, o filme de Tate Taylor é bem feito e rende bons momentos, graças a seu ritmo leve e seu inspirado elenco.

A trama é ambientada na cidade Jackson, sul dos EUA, durante a década de 60, onde os negros sofriam grande discriminação e lutavam para encontrar seus direitos. Visando reverter a situação, a jovem (e ambiciosa) escritora Skeeter Phelan (Emma Stone) começa a trabalhar em um polêmico livro que conta com a perspectiva das empregadas domésticas sobre seus patrões, revelando suas histórias sofridas – e também podres de seus empregadores.

Tomando como fonte de adaptação o livro A Resposta, de Kathryn Stockett, Tate Taylor escreve e dirige Histórias Cruzadas , um filme rodeado por clichês típicos de sua premissa mas que também traz um ritmo mesclado com momentos bem-humorados e outros mais sentimentais (ainda que Taylor exagere no melodrama e no clichê, especialmente nos minutos finais). A mensagem óbvia de igualdade entre as raças é convincente e bem contada, mas nada além do que já tenhamos visto em outros (melhores) trabalhos sobre o tema; aqui ela é um pouco mais escrachada, graças ao roteiro mediano de Taylor.

Mas ganham forças as cenas em que Viola Davis mostra todo o seu feroz talento. Na pele da empregada Aibileen, ela é dona de uma voz melancólica e tímida, ao mesmo tempo em que contracena de forma adorável com as crianças de quem toma conta (é realmente notável o apego materno fornecido pela atriz) e com suas companheiras de cena, a determinada Emma Stone e a empregada Minny, encarnada pela favorita ao Oscar Octavia Spencer, que surge como um bom alívio cômico – a cena da torta é impagável. Também indicada, temos Jessica Chastain com uma performance “fofa” e radiante, como Celia Foote, a dona-de-casa mais admirável da trama, a passo que Bryce Dallas Howard – que dota uma curiosa semelhança física com Chastain – encarna seu “cisne negro” como a detestável Hilly; fazendo grande uso de estereótipos e caricaturas.

Com valores de produção bons o suficiente para recriar a época em questão, Histórias Cruzadas é um bom filme que, mesmo trazendo um tema já discutido diversas vezes, vale a vista graças a seu ótimo elenco e sua boa mistura de humor/drama.

Esta semana nos cinemas… (03/02)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , , , , , on 1 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Confira abaixo as principais estreias desta semana nos cinemas brasileiros:

À Beira do Abismo

Sinopse: Nick Cassidy é um ex-policial, agora fugitivo, que decide ficar no topo de um aranha-céu, enquanto uma negociadora do departamento de Polícia de Nova York tanta convencê-lo a não pular. Quanto mais duram as negociações, a negociadora Lydia Anderson percebe que o ex-policial tem outros planos.

Censura: 14 anos

Vontade de ver: 3/5

A Bela e a Fera (Relançamento 3D)

Sinopse: No início desta fábula clássica, uma feiticeira transforma um príncipe cruel em uma fera horrenda. Para quebrar o feitiço, Fera precisa conquistar o amor da linda e inteligente Bela, antes que caia a última pétala de uma rosa encantanda.

Censura: Livre

Vontade de ver: 4/5

Filha do Mal

Sinopse: Maria Rossi assassinou três pessoas durante um ritual de exorcismo que estava sendo realizado nela e a igreja resolveu interná-la em um manicômio situado em Roma. Sua filha Isabella , além de preocupada em saber se existe algo genético que possa ter herdado, quer entender o que aconteceu com a mãe e segue para o local em busca de explicações. Lá recebe a orientação de presenciar um exorcismo de verdade e acaba descobrindo que o caso é possessões múltiplas, algo ainda não visto pela ciência e pela religião.

Censura: 14 anos

Vontade de ver: 1/5

Histórias Cruzadas

Sinopse: Mississipi, década de 60. Skeeter acabou de terminar a faculdade e sonha em ser escritora. Ela põe a cidade de cabeça para baixo quando decide pesquisar e entrevistar mulheres negras que cuidaram das “famílias do sul”. Apesar da confusão causada, Skeeter consegue o apoio de Aibileen, governanta de um amigo, que conquista a confiança de outras mulheres que têm o que contar. No entanto, relações são forjadas e irmandades surgem em meio à necessidade que muitos têm a dizer antes da mudança dos tempos atingir a todos.

Censura: 14 anos

Vontade de ver: 3/5

Viagem 2 – A Ilha Misteriosa

Sinopse: Sean Anderson se une com Hank Parsons , o namorado de sua mãe Liz, em uma missão para encontrar o avô, que está perdido em uma ilha misteriosa.

Censura: 10 anos

Vontade de ver: 1/5

Essas são suas opções. Divirtam-se!

Oscar 2012: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , on 24 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

Os indicados para a 84ª edição dos OSCAR:

MELHOR FILME

O Artista

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

Os Descendentes

Histórias Cruzadas

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Meia-Noite em Paris

Tão Forte e Tão Perto

MELHOR DIRETOR

Woody Allen – Meia-Noite em Paris

Michel Hazanavicius – O Artista

Terrence Malick – A Árvore da Vida

Alexander Payne – Os Descendentes

Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

MELHOR ATOR

Demián Bichi – A Better Life

George Clooney – Os Descendentes

Jean Dujardin – O Artista

Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais

Brad Pitt – O Homem que Mudou o Jogo

MELHOR ATRIZ

Glenn Close – Albert Nobbs

Viola Davis – Histórias Cruzadas

Rooney Mara – Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Meryl Streep – A Dama de Ferro

Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Kenneth Branagh – Sete Dias com Marilyn

Jonah Hill – O Homem que Mudou o Jogo

Nick Nolte – Guerreiro

Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

Max von Sydow – Tão Forte e Tão Perto

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Bérénice Bejo – O Artista

Jessica Chastain – Histórias Cruzadas

Melissa McCarthy – Missão Madrinha de Casamento

Janet McTeer – Albert Nobbs

Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Artista

Margin Call – O Dia antes do Fim

Meia-Noite em Paris

Missão Madrinha de Casamento

A Separação

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Os Descendentes

O Espião que Sabia Demais

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Tudo pelo Poder

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Bullhead

Footnote

In Darkness

Monsieur Lazhar

A Separação

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Chico & Rita

Gato de Botas

Um Gato em Paris

Kung Fu Panda 2

Rango

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Artista

Cavalo de Guerra

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte  2

A Invenção de Hugo Cabret

Meia-Noite em Paris

MELHOR FOTOGRAFIA

O Artista

A Árvore da Vida

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

MELHOR FIGURINO

Anônimo

O Artista

A Invenção de Hugo Cabret

Jane Eyre

W.E. – O Romance do Século

MELHOR MONTAGEM

O Artista

Os Descendentes

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

MELHOR MAQUIAGEM

Albert Nobbs

A Dama de Ferro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Gigantes de Aço

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

A Invenção de Hugo Cabret

Planeta dos Macacos: A Origem

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Cavalo de Guerra

Drive

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Cavalo de Guerra

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR TRILHA SONORA

As Aventuras de Tintim

O Artista

Cavalo de Guerra

A Invenção de Hugo Cabret

O Espião que Sabia Demais

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” – Os Muppets

“Real in Rio” – Rio

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Hell and Back Again

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Font

Paradise Lost 3: Purgatory

Pina

Undefeated

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement

God Is the Bigger Elvis

Incident in New Baghdad

Saving Face

The Tsunami and the Cherry Blossom

MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost

Raju

The Shore

Time Freak

Tuba Atlantic

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Diamanche/Sunday

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

La Luna

A Morning Stroll

Wild Fire

Muitas, muitas injustiças! Enfim…

Os vencedores serão anunciados em 26 de Fevereiro, mas calma que até lá vai ter muita coisa sobre Oscar aqui no blog. Aguardem.

Confira indicados a mais prêmios de sindicatos!

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

Como estou viajando, fica difícil acompanhar as notícias relacionadas a cinema diariamente, por isso aí vai um resumo com os 3 principais “Guild Awards” que divulgaram seus indicados esta semana. Confira:

COSTUME DESIGNERS GUILD AWARDS (Sindicato dos Figurinos)

MELHOR FIGURINO DE ÉPOCA

O Artista

Jane Eyre

Histórias Cruzadas

A Invenção de Hugo Cabret

W.E. – O Romance do Século

MELHOR FIGURINO DE FANTASIA

A Garota da Capa Vermelha

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

Thor

X-Men: Primeira Classe

MELHOR FIGURINO CONTEMPORÂNEO

Os Descendentes

Drive

Melancolia

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Missão Madrinha de Casamento

CINEMA AUDIO SOCIETY (Mixagem de Som)

Hanna

O Homem que Mudou o Jogo

A Invenção de Hugo Cabret

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

Super 8

MOTION PICTURE SOUND EDITORS (Edição de Som)

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: EFEITOS SONOROS E “FOLEY”

Cavalo de Guerra

Drive

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Planeta dos Macacos: A Origem

Super 8

Transformers – O Lado Oculto da Lua

Velozes e Furiosos – Operação Rio

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: TRILHA SONORA EM LONGA METRAGEM

A Árvore da Vida

Drive

HOP – Rebelde sem Páscoa

A Invenção de Hugo Cabret

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Padre

Super 8

Transformers – O Lado Oculto da Lua

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: DIÁLOGO E ADR

Cavalo de Guerra

Histórias Cruzadas

O Homem que Mudou o Jogo

Quarentena 2

Sem Saída

Super 8

The Way

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: TRILHA SONORA EM FILME MUSICAL

Footlose

Os Muppets

Perfect Way of Rock’n’ Roll

Pina

MELHOR EDIÇÃO DE SOM EM FILME DE ANIMAÇÃO

As Aventuras de Tintim

Carros 2

Gato de Botas

Kung Fu Panda 2

Rango

Rio

Os Smurfs

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: DOCUMENTÁRIO

Being Elmo: A Puppeteer’s Journey

A Caverna dos Sonhos Esquecidos

George Harrison: Living in the Material World

Lemmy

Pearl Jam Twenty

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: FILME ESTRANGEIRO

1920. The World’s Most Important Battle

Flores da Guerra

In the Land of Blood and Honey

A Separação

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro

Os vencedores do CAS, MPSE e do CDGA serão divulgados, respectivamente, em 18, 19 e 21 de Fevereiro. Aguardemos.