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| Kick-Ass 2 | Sequência é inferior ao original, mas vale pelo reencontro

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Comédia, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , on 19 de outubro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

Kick-Ass2
Bad-Ass: Kick-Ass e Hit-Girl enfrentam um exército de vilões

Kick-Ass 2 é o tipo de filme que eu não consigo acreditar que realmente existe. Sou fanático confesso pelo primeiro de 2010, e a ideia de uma continuação para uma adaptação de quadrinhos – pouco conhecida – que quase ninguém viu no cinema era utópica. Eis que entra Jeff Wadlow (quem?) e resolve tocar o projeto ao assumir tanto o roteiro quanto a direção. Em comparação com o filme de Matthew Vaughn, é decepcionante em termos de narrativa e estilo, mas ainda assim compensa a visita.

A trama é ambientada algum tempo depois do primeiro filme, trazendo Dave Lizewski (Aaron-Taylor Johnson) entediado com sua vida pacata e aposentada dos tempos de Kick-Ass. Convencido a voltar à ativa após um treinamento pesado com a colega Mindy Macready/Hit-Girl (Chloë Grace Moretz), agora no ensino médio, e acaba por juntar-se a uma organização amadora de super-heróis comandada pelo carismático Coronel Estrelas e Listras (Jim Carrey). Enquanto tudo isso acontece, o jovem Chris D’Amico (Christopher Mintz-Plasse) planeja uma vingança mortal contra Kick-Ass, agora sob a identidade do Motherfucker.

Já adianto uma coisa muito estranha que me chamou a atenção logo no período de divulgação: Dave estava no último ano do ensino médio no primeiro filme (certo?) e Mindy tinha 11 anos de idade. Como é possível que a menina tenha 15 anos, no primeiro ano do ensino médio, e Dave ainda esteja no colégio? Esse tipo de distração é um dos fatores que me perturba em Kick-Ass 2 (sem nem mencionar como a namorada vivida por Lyndsy Fonseca é dispensada da história…), mas são menores em questão de roteiro – no mais, a trama é bem feita, redonda e até fiel aos quadrinhos de Mark Millar. O problema é mesmo a direção de Wadlow, que insiste em uma câmera inquieta e coreografias pouco imaginativas na maioria das cenas de ação e tem a estranha noção de que todos os – intrusivos – momentos de reflexão/drama podem ser resolvidos com um zoom suave no rosto dos atores. Sem falar que Wadlow opta por uma velocidade absurda em seu primeiro ato, tornando quase impossível o desenvolvimento de seus personagens e ações – uma direção quase que descontrolada.

Mas de qualquer forma, é uma filme muito divertido. Além das sensacionais frases de efeito (“Bem que o Robin queria ser eu”, “Eu vou ser tipo um Jesus do mal”) que despertam ânimo em qualquer amante de HQs, o elenco permanece tão carismático quanto no primeiro filme. Aaron Taylor Johnson segura as pontas como protagonista e Christopher Mintz-Plasse surge insano como um vilão que é mau simplesmente por “achar isso legal”, mas é (de novo) a Hit-Girl de Chloë Grace Moretz que chama mais a atenção. Mesmo que não seja a mesma coisa vê-la destroçando bandidos e soltando palavrões sem a estatura de criança, o filme acerta ao explorar a entrada da personagem no mundo adolescente (com exceção de uma piada de vômito/diarréia que seria rejeitada até mesmo pelos roteiristas de Todo Mundo em Pânico) e Moretz consegue equilibrar a força de Mindy com uma inesperada fragilidade. Pra fechar, Jim Carrey surge divertidíssimo como o Coronel Estrelas e Listras, mas é pouco aproveitado pela trama agitada.

É realmente uma pena que Matthew Vaughn tenha limitado-se à produção de Kick-Ass 2. O projeto merecia alguém mais talentoso do que Jeff Wadlow, mas ainda é possível encontrar material aqui para ser entretido por 108 minutos, ainda mais se você for fã do personagem. E eu realmente espero reencontrá-los em um hipotético Kick-Ass 3, mas sob melhor direção.

Obs: Há uma cena após os créditos. E essa importa, mesmo.

Obs II: “Mãe Rússia”. Daria um abraço no Mark Millar por essa ideia.

Trailer estendido de KICK-ASS 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 19 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

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Mais novidades da Comic-Con! Agora foi Kick-Ass 2 que teve novas cenas divulgadas online. Com 4 minutos de duração, o novo trailer é basicamente uma versão estendida do primeiro, mas cada segundo inédito é altamente empolgante – com direito a mais cenas do Coronel Estrelas de Jim Carrey, Hit-Girl sendo a Hit-Girl e uma apresentação divertidíssima aos novos vilões. Confira:

Kick-Ass 2 estreia em 18 de Outubro no Brasil.

Batalha final no primeiro clipe de KICK-ASS 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 17 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

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O diretor  Jeff Wadlow postou em sua página do Vimeo hoje a primeira cena de Kick-Ass 2. Estranhamente, o vídeo traz quase 3 minutos de duração e nos apresenta ao que parece ser a batalha final do filme, com a Justice Forever de Kick-Ass (Aaron-Taylor Johnson) enfrentando o exército maléfico do The MotherFucker (Christopher Mintz-Plasse).

Boa cena, gostei da trilha sonora que remete ao primeiro filme e da ótima tirada de Hit-Girl (Chloë) Grace Moretz) com Os Vingadores. Confira:

Kick-Ass 2 estreia no Brasil em 13 de Setembro.

Hit-Girl rouba o novo trailer de KICK-ASS 2

Posted in Trailers with tags , , , , on 27 de março de 2013 by Lucas Nascimento

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Além do mutante de garras Wolverine, os heróis do mundo real de Kick-Ass 2 ganharam um novo trailer. Ou melhor, a Hit-Girl de Chloë Grace Moretz ganhou um novo trailer, já que a prévia é totalmente centrada em sua personagem e nos conflitos desta. Confira:

Músicas do trailer: “Teenage Kicks” do Nouvelle Vague e “Dance” de Danko Jones.

Kick-Ass 2 estreia no Brasil em 13 de Setembro.

| Hanna | Joe Wright narra sua própria Hit-Girl

Posted in Ação, Aventura, Críticas de 2011, DVD with tags , , , , , , , , , , on 7 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Com Chloe Moretz arrepiando as telas na pele da assassina Hit-Girl em Kick-Ass: Quebrando Tudo, Hollywood resolveu fazer parecido. Saído das mentes de Seth Lochhead e David Farr (que assinam o roteiro), Hanna é uma aventura bizarra e muito interessante, contando com uma direção habilidosa de Joe Wright e uma ótima Saoirse Roman.

A trama acompanha a jovem Hanna (Roman), que é treinada por seu pai (Eric Bana) para se tornar uma assassina profissional. O grande mistério do longa gira em torno da perseguição que a menina sofre da CIA e da agente Marissa (Cate Blanchett). Dizer mais do que isso, seria spoiler, então paro por aqui.

Pra começar, Saoirse Roman continua provando seu inquestionável talento ao assumir diferentes personagens ao longo de sua carreira. Assumindo o papel-título aqui, ela enche Hanna com uma estranheza e inocência admiráveis; criada em cativeiro em uma cabana no Ártico, a jovem desconhece praticamente qualquer tipo de objeto tecnológico ou moderno (ao menos que você conte a habilidade desta com uma arma de fogo). A jovem atriz consegue traduzir para as telas essa aura de alienamento com muito carisma, mostrando também muita garra nas cenas de ação.

Vindo de dramas de época e adaptações de romances, Joe Wright é uma escolha inusitada para dirigir um thriller de espionagem. Com auxílio do diretor de fotografia Alwin Kücher, proporciona uma dos melhores espetáculos visuais do ano, passando de cenários surreais (bem desenhados por Sarah Greenwood, que acertadamente toma referências de contos dos irmãos Grimm) até lutas em planos-sequência (Eric Bana protagoniza a melhor delas). O uso de um playground infantil como palco de um violento confronto também mostra a inteligência narrativa de seu realizadores.

No entanto, Hanna sofre em seu roteiro. Introduzindo-se de forma misterioso e subjetivo (e acertando nesse quesito), o longa perde forças quando mostra a protagonista contracenando com uma família viajante (começando pela artificial Jessica Bardein, que interpreta Sophie) e diversas vezes perde o foco de sua história e, assim, prolongando-a sem necessidade. Por exemplo, é interessante observar Hanna em um encontro amoroso – retratando assim a vida que esta nunca terá – mas descartável no sentido da trama. Aliás, a tal família simplesmente é esquecida no terceiro ato.

Contando também como uma empolgante trilha sonora assinada pelo The Chemichal Brothers, Hanna é um bom thriller de ação que traz ótimas performances e uma direção mais do que inspirada. Só faltava uma história mais focada e que não se levasse tão a sério; com Kick-Ass deu mais do que certo.

Sexy Beast | Especial SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de março de 2011 by Lucas Nascimento

 

O novo filme de Zack Snyder chegou aos cinemas brasileiros! Prometendo muita ação e visuais sublimes, Sucker Punch – Mundo Surreal também é o tema deste especial. Aproveite:


Zack Snyder na Comic-Con do ano passado

Depois de comandar duas grandes adaptações de HQs – 300 e Watchmen – o cineasta Zack Snyder prepara-se para lançar seu novo filme; primeiro trabalho que parte de um argumento original, a questão é: vale a pena ou será apenas um longa visualmente bonito?

Snyder começou a idealizar o projeto em 2007, mas deixou-o de lado para filmar Watchmen. Terminada a adaptação, ele fez a animação A Lenda dos Guardiões e, finalmente, o épico de metralhadoras, mulheres e dragões . O que o cineasta queria era “um filme com cenas de ação que desafiem as limitações reais, mas que não perdesse a história”. A Warner deu sinal verde após o sucesso comercial de Watchmen, e Sucker Punch ganhava vida.

Em Março de 2009, começou a escalação de elenco, composto predominantemente por mulheres. Após selecionadas, as atrizes treinaram, por cerca de 12 semanas, diferentes tipos de coreografias de luta; todas suficiente para encarar as diferentes cenas de ação em cenários distintos que o longa promete.


Snyder dirigindo Emily Browing no set

Dando vida a esses cenários, está Rick Carter (na direção de arte) e as empresas de efeitos visuais Animal Logic e Moving Picture Company, que criaran a maioria dos ambientes pela tela verde – Snyder já é especialista no assunto após gravar 300 e Watchmen com essa técnica -, através da computação gráfica. Isso ficaria bacana em 3D não é? Não é o que o diretor, felizmente, acha; descrevendo a conversão para o formato como “problemática”.

Sucker Punch é sobre uma viagem cheia de ação ao interior da mente humana, onde não há regras ou limites físicos, podendo materializar armas e itens necessários (só eu lembrei da Origem?), para fugir de um hospício. É também o segundo filme de Snyder que não pega a censura R (que equivale a 16 ou 18 anos no Brasil), classificando-se como PG-13.

Se o filme funcionar ou não, o grande trabalho de Snyder ainda está por vir: o novo Superman está nas mãos dele.

As belas e perigosas protagonistas do filme (Perdoem a falta de informações, realmente há pouco disponível sobre elas):

Babydoll | Emily Browning

Após a morte de seus entes queridos, Babydoll é aprisionada em um hospício por seu cruel padrasto – após uma tentativa frustrada de estupro. Lá, conhece as outras internas e descobre o mundo imaginário onde ela deverá lutar para sobreviver e libertar-se da prisão.

Blondie | Vanessa Hudgens

A mais experiente em combates.

Sweet Pea | Abbie Cornish

Provavelmente a mais estressada e pé-n0-chão do filme, contradiz às ideias e o plano de Babydoll, não confiando no seu sucesso, mas embarca na aventura como proteção às suas amigas.

Amber | Jamie Chung

Uma leal companheira, é o braço direito de Babydoll

Rocket | Jena Malone

Sincera e sem rodeios, diz tudo o que pensa e é muito determinada, ficando do lado de Babydoll o tempo todo. É também grande amiga de Sweet Pea.

Não é difícil encontrar filmes com lindo visual, por isso recordo aqui 4 excepcionais cenários criados por computador:

Grécia – 300

O primeiro grande sucesso de Snyder, 300 apresenta tons pastéis que parecem dar vida a uma pintura. Alto contraste e com grande uso da luz solar, é um filme belíssimo.

Pandora – Avatar

Abocanhando ambos os Oscars de Fotografia e Direção de Arte, Avatar é o primeiro filme com cenários totalmente digitais a ganhar na primeira categoria. Os efeitos visuais são espetaculares, cenas diurnas apresentam uma variedade impressionante de cores, enquanto nas noturnas, é uma estupefata bioluminescência de tons azuis. Lindo.

Londres – Sweeney Todd

A Londres vitoriana já foi recriada digitalmente muitas vezes (destaque para Sherlock Holmes), mas ganha um peculiar toque sinistro no suspense musical de Tim Burton. O céu, sempre nublado e cinzento apresenta-se como grande responsável pelo tom sombrio da narrativa.

Marte – Watchmen – O Filme

Mais um vindo de Snyder (falo sem medo, ele é o melhor quando se trata de visual), a adaptação dos quadrinhos de Alan Moore ganha cenários autênticos e fieis à história, mas destaca-se o vermelho do planeta Marte. A mistura com o azul luminoso do Dr. Manhattan causa um ótimo efeito.

Como Sucker Punch é um filme onde são as garotas quem chutam traseiros, recordemos aqui outras mulheres que deram trabalho aos vilões:

A Noiva

Na pele de Uma Thurman, a Noiva foi traída por seu grupo criminoso, atacando-a no dia de seu ensaio de casamento. Recuperada, ela vai atrás de cada um deles, enfrentando gangues yakuza, cobras, assassinos, venenos e até uma sepultura. E sempre com estilo…

Trinity

Sempre com apertadíssimo couro preto, Trinity arrebenta programas e agentes com suas invejáveis habilidades marciais, que incluem Kung Fu e Jiu-Jitsu. Também usa muitas armas de fogo e pilota desde motos até helicópteros.

Hit-Girl

Com apenas 12 anos de idade, a letal Hit-Girl é perita em combates corpo-a-corpo, armas de fogo e até espadas. Retalha uma gangue de traficantes e encara sozinha um corredor repleto de mafiosos armados e vê isso como grande diversão. Orgulho de Big Daddy.

Tenente Ripley

Começando como vítima em perigo em grande parte do primeiro filme, a Tenente Ripley transformou-se no desafio supremo dos aliens nos vindouros filmes da franquia. Sigourney Weaver traça a persona correta e adequada – tendo sido indicada ao Oscar pelo segundo filme.

Como parte da divulgação do filme, foram lançados alguns curtas animados, inspirados em elementos e personagens do filme. A animação foi feita por Ben Hibon e é uma boa curiosidade e material de universo expandido. Confira:

As Trincheiras

Dragão

Planeta Distante

Guerreiros Feudais

 

Um pouco sobre o som de Sucker Punch:

Compositor habitual de Zack Snyder, Tyler Bates retorna para trabalhar na trilha original do filme. A lista de faixas ainda não foi divulgada, mas sim uma com canções interessantes, que prometem novas versões de músicas existentes, veja-a:

  1. Sweet Dreams (Are Made Of This) – Emily Browning
  2. Army of Me (Sucker Punch Remix) – Björk featuring Skunk Anansie
  3. White Rabbit” – Emiliana Torrini

  4. I Want It All”/We Will Rock You – Queen with Armageddon Aka Geddy
  5. Search And Destroy – Skunk Anansie
  6. Tomorrow Never Knows – Alison Mosshart and Carla Azar
  7. Where Is My Mind? – Yoav featuring Emily Browning

  8. Asleep – Emily Browning

  9. Love Is The Drug – Carla Gugino and Oscar Isaac

Por enquanto, apenas 30 segundos de cada faixa estão disponíveis, elas podem ser ouvidas aqui:

Sweet Dreams com a voz sexy de Emily Browing é disparado minha preferida.

Bem, o especial acaba por aqui – realmente não sei mais sobre o que falar -, mas aguardemos a crítica do filme, pra ver se todo o esforço visual valerá a pena.

Ficha técnica

Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

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O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.