Arquivo de homem-de-ferro

| Vingadores: Era de Ultron | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

AvengersAgeofUltron
James Spader dá vida ao vilão Ultron

Em certo momento do clímax, diante de uma situação ameaçadora e completamente fantasiosa, o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner vira-se para um companheiro, explicando “O mundo tá acabando, tem um exército de robôs e eu só tenho um arco-e-flecha, isso não faz o menor sentido”. Numa rara situação, a Marvel Studios consegue soltar uma piada inteligente que reflete não só a posição do personagem B, mas da própria saga que culmina em Vingadores: Era de Ultron.

A trama começa no 220 quando encontramos a equipe formada por Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Renner) invadindo uma base de HIDRA para recuperar um bem valioso. A descoberta faz com que Tony Stark comece a trabalhar num programa de inteligência artificial, que resulta na criação do maligno Ultron (James Spader), obcecado em destruir a humanidade.

Os Maiores Super-Heróis da Terra. Como dar continuação a um dos filmes de super-heróis mais ambiciosos e grandiosos de todos os tempos? Infelizmente, o diretor Joss Whedon e sua equipe apostaram na filosofia do “Maior e Melhor”, só que o segundo elemento deu lugar ao primeiro, transformando Era de Ultron num festival de excessivas cenas de ação, sempre a fim de encontrar poses mirabolantes para seus protagonistas, tal como nas ilustrações de quadrinhos. Explosões, porradarias e antagonistas que não acabam mais, que certamente irão agradar quem procura o espetáculo de sempre. É só que ,depois de quase uma década assistindo a variações do gênero, essa fórmula já não me satifaz como antes.

Digo, é preciso uma grande ameaça para reunir os Vingadores, mas só eu já cansei dessa eterna história de destruir o mundo? A série que a Marvel lançou em parceria com o Netflix esse ano, Demolidor, facilmente se desponta como uma de suas melhores produções, justamente por adotar uma abordagem mais intimista e concentrar-se em fatores mais… simples – ainda que o Demolidor seja um personagem mais realista do que o supergrupo, claro. A ameaça de Ultron é superficial, e o roteiro de Whedon elabora diálogos com pouco nexo algum para o vilão (vamos agitar um jogo de shot para cada vez que um vilão trazer a Arca de Noé à mesa? E de onde vem esse lance de Pinóquio?), mesmo que Spader garanta uma presença imponente – aliada a efeitos visuais de ponta – e que seu “instrumento de destruição” seja bem original. Admito, porém, que a questão da inteligência artificial é muito bem explorada aqui, ainda mais com as interações entre Ultron e JARVIS, e também da interessante figura do Visão (Paul Betanny sob excelente maquiagem).

AAOU
Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen

O carismático é extenso, mas Whedon habilidosamente equilibra todos os jogadores, de forma a não deixar ninguém sobrando: o Gavião, por exemplo, ganha muito mais destaque do que no primeiro filme, sendo facilmente a figura mais identificável do projeto (até mesmo detalhes de sua surpreendente vida pessoal são revelados). Entram no jogo Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson como os gêmeos Maximoff, respectivamente, Feiticeira Escarlate e Mercúrio (que também fez uma aparição em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, mas intepretado por Evan Peters), personagens interessantes, mas que certamente merecem um pouco mais de tempo – a Feiticeira de Olsen é particularmente fascinante, e seus poderes assombrosos, capazes de provocar alucinações nos heróis, garantem a melhor sequência do filme.

Quando Whedon aprofunda-se na relação entre os personagens, especialmente a de Bruce Banner e Natasha Romanoff, é uma excelente intenção. O diretor e roteirista tenta humanizá-los, mesmo que estejamos falando de seres superpoderosos capazes de demolir prédios e transformar-se em monstros verdes, o que geralmente funciona com o humor (a cena em que os heróis tentam levantar o martelo de Thor numa festa é divertidíssima) e ajuda a causar empatia por estes quando são transformados em bonecos digitais para as absurdas cenas de ação. Só o drama que não funciona com a mesma eficiência, prejudicado por clichês e algumas subtramas pouco exploradas (especialmente uma que envolve Thor e elementos místicos um tanto… exóticos).

Dentro do universo que a Marvel estabeleceu, Era de Ultron oferece conexões confusas, ainda que deixe portas abertas para possibilidades empolgantes. Primeiramente, não há menção alguma ao fato de que Tony Stark claramente abandonou a identidade de Homem de Ferro no terceiro filme, mas aqui está ele em ação como se o filme de Shane Black nunca tivesse acontecido – assim como Don Cheadle usar a armadura do Máquina de Combate, não do Patriota de Ferro. De maneira similar, o gancho de O Soldado Invernal é ignorado apenas para que o Capitão possa se juntar aos Vingadores; aliás, como eles se juntam novamente é um mistério, já que o filme já dispara com a equipe junta nos segundos iniciais, num efeito duplo: desastroso por deixar um buraco na continuidade, mas impactante ao oferecer uma apresentação poderosa. Por fim – mas sem spoilers – Whedon deixa as portas abertas para empolgantes possibilidades no futuro.

Vingadores: Era de Ultron se perde na necessidade de oferecer um espetáculo grandioso demais, saindo inchado e incoerente dentro do próprio universo. Ainda assim, tem um ótimo elenco bem entrosado e uma trama central bem explorada, que certamente traz empolgantes possibilidades para o futuro.

Obs: Stan Lee, cena pós créditos (no meio), vocês sabem…

Obs II: Eu evitaria o 3D convertido, mas que não é dos piores.

| Chef | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

Chef

Gosto de pensar que Jon Favreau tenha elaborado a ideia de Chef em uma noite árdua e sombria, enquanto lia as críticas negativas de seu fracasso Cowboys & Aliens, se entupia de comida e ouvia um bom som cubano ao fundo. A mistura inusitada é traduzida nesta divertida comédia, e funciona.

A trama é centrada em Carl Casper (Favreau), um talentoso chef de cozinha que trabalha em um restaurante familiar. Após ser massacrado por um notório crítico gastronômico (Oliver Platt), Carl viaja com o filho (Emjay Anthony) e a ex-esposa (Sofia Vergara) para Miami, onde tem a ideia de montar um food truck, um transporte de comida cubana que vai ganhando fama ao viajar pelo país.

Jon Favreau tem 6 filmes como diretor no currículo: Crime Desorganizado, Um Duende em Nova York, Zathura – Uma Aventura Espacial, Cowboys & Aliens e os dois primeiros Homem de Ferro. Enquanto todas as produções citadas tinham lá seu charme e qualidade, Chef surge como um longa muito pessoal, onde pela primeira vez sente-se mais a mão de Favreau; afinal, é seu primeiro filme que não entra na categoria blockbuster, o que só me faz suspeitar que a situação descrita no primeiro parágrafo não seja tão fantasiosa. Também responsável pelo roteiro, Favreau utiliza um bom tempo para discutir o papel da crítica especializada (e sendo ambientada no mundo gastronômico, impossível não remeter ao Ego de Ratatouille), que rende um irritado monólogo onde Carl grita com o crítico. Novamente, é como se o próprio Favreau estivesse atacando o Rotten Tomatoes.

Por outro lado, Favreau é capaz de criar um personagem multifacetado que é bem diferente de seu tipo habitual. Desde as tatuagens em seus braços que sugerem o amor à profissão (uma delas é uma faca de cozinha), até o revelador momento em que faz questão de interromper seu trabalho ininterrupto no food truck para ensinar a seu filho os princípios do negócio que tanto ama (“Posso não ser o melhor cara, nem o melhor pai… Mas isso eu sei fazer”). Ao seu lado, Favreau traz um elenco invejável: a linda Sofia Vergara está encantadora como a idealização da ex-mulher perfeita, John Leguizamo diverte como o leal subchefe de Carl e Oliver Platt faz de seu crítico mais do que um mero antagonista estereótipo. E a experiência do diretor com Homem de Ferro garante pequenas participações de Scarlett Johansson (que traz uma cena muito interessante onde a comida é simbolicamente uma experiência sexual) e o sempre carismático Robert Downey Jr. Sem falar no Dustin Hoffman, que também tem lá seus 15 minutos.

Um elemento que o filme acerta como poucos já fizeram até hoje é o contexto tecnológico. As redes sociais como Facebook, Instagram e especialmente o Twitter são peças-chave da trama, servindo até como ferramenta para avançar a trama (como o reply malcriado que Carl envia para o crítico, sem saber que é uma publicação pública). Visualmente, Favreau opta por preencher a tela com mensagens flutuantes e até passarinhos , resultando em uma experiência mais dinâmica e verossímil em 2014; ao contrário do que faz o péssimo Os Estagiários, que só consegue basear suas “piadas” na incapacidade de adultos de entenderem o funcionamento de uma rede social.

Chef é um filme divertido e leve, propagando de forma muito pessoal e alegre sua mensagem otimista, ainda que ora ou outra seja ingênuo demais. Vale a visita, mas não cometa o erro masoquista de entrar na sessão de estômago vazio.

Marvel Studios Top 10

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

MarvelTop10

A estreia de Guardiões da Galáxia na última quinta-feira marca o 10º filme lançado pela Marvel Studios. Seis anos desde que Kevin Feige e cia lançaram o estúdio, com Homem de Ferro e O Incrível Hulk – e eu estive lá, conferindo todos no cinema(aliás, o blog também teve início em 2008).

Hoje, todos querem ser Marvel. A Warner corre atrás com a DC, a Sony tenta fazer algum sentido com seu Espetacular Homem-Aranha e até os monstros da Universal visam um universo compartilhado.

Enfim, enquanto tudo isso acontece, resolvi rankear pela primeira vez os 10 filmes do estúdio, de acordo com minha opinião pessoal.

Confira:

10. Homem de Ferro 3 (2013)

2.5

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Filme que inicia a Fase 2 da Marvel Studios no cinema, também encerra a trilogia de Tony Stark e traz a função de seguir o sucesso de Os Vingadores. Não é de se espantar que Homem de Ferro 3 seja irregular, mas impressiona o quão medíocre foi o resultado atingido. Não vou nem me referir à polêmica do Mandarim de Ben Kingsley (ou Guy Pearce, ou seja lá quem ele for de verdade), basta apontar as decisões que Shane Black tomou ao apostar em um longa centrado em Stark, perdido numa trama sem graça e entediante, dependente do carisma de Robert Downey Jr. Depois desse filme, cansei de Homem de Ferro solo.

Crítica

9. Thor (2011)

3.0

thor

O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Asgard funcionam (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais de Thor.

Crítica

8. Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

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Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido (e transformando o alcoolismo de Stark em motivo de chacota). Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica

7. Thor – O Mundo Sombrio (2013)

3.0

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Com o universo e os poderes do Deus do Trovão já estabelecidos, a continuação aprimora o anterior em praticamente todos os aspectos. Desde a direção mais estilosa de Alan Taylor (responsável por alguns episódios de Game of Thrones) até o maior destaque fornecido ao Loki de Hiddleston, O Mundo Sombrio agrada pela fantasia e a ação. Decepciona no quesito vilão (o sem sal Malekith, vivido por Christopher Eccleston) e inicia o aparente esgotamento da fórmula Marvel; que sempre precisa de uma grande batalha e uma ameaça à Terra no final.

Crítica

6. Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

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E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América – O Primeiro Vingador agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica

5. Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

3.5

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Uma das grandes surpresas do estúdio, O Soldado Invernal impressiona pela abordagem crua e sombria, incomum na maioria das produções do estúdio. Os irmãos Anthony e Joe Russo claramente se inspiram em filmes como Três dias do Condor e a Trilogia Bourne para criar um thriller político de espionagem, com direito a conspirações, paranóias e cenas de ação que despontam como as melhores. Tenho meus problemas com a presença da Hydra no filme (algo que não vejo sentido nem coerência no século XXI), mas o resultado é bem eficiente.

Crítica

4. O Incrível Hulk (2008)

4.0

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Com o fracasso do Hulk de Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e o roteiro acerta ao apostar em uma história intimista de perseguição. Só o visual do verdão que fica devendo, sendo melhor resolvido na versão com Mark Ruffalo.

Crítica

3. Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

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E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica

2. Guardiões da Galáxia (2014)

4.0

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Uma das apostas mais arriscadas do estúdio, e que funciona maravilhosamente bem. Quem me acompanha aqui sabe que foram necessárias duas exibições para que eu realmente aproveitasse aquilo que Guardiões da Galáxia tinha a oferecer, que é uma divertida aventura espacial regada a trilha sonora dos anos 80, sobrando doses de nostalgia. Tem seus problemas na história, mas traz alguns dos personagens mais carismáticos que o estúdio já viu, e tem seu sucesso garantido graças às performances e interações destes. Quem é Tony Stark perto de Rocket Raccoon?

Crítica

1. Homem de Ferro (2008)

4.5

IronMan

Já se passaram 6 anos, e a Marvel ainda é incapaz de superar o feito de seu filme de estreia. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática que ressuscitou Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. O melhor filme do estúdio, e um dos melhores do gênero a aparecer nos ultimos tempos.

Crítica

E aí, qual o seu top 10? Comente!

Pacote Marvel 3 | Ao Infinito e Além

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

A estreia de Guardiões da Galáxia está a cada dia mais próxima. Trata-se de um projeto ambicioso e muito importante para a Marvel Studios, um que pode vir a definir todo o futuro de sua saga cinematográfica e expandir as possibilidades ao trazer novos personagens e universos.

Na terceira edição do Pacote Marvel, divago sobre os possíveis novos rumos e filmes que a Marvel prepara para o futuro…

Homem-Formiga

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De lançamento marcado para 2015, Homem-Formiga já não me interessa como antigamente. Claro que tem tudo a ver com a saída do brilhante Edgar Wright da direção, substituído por um mero operário de Kevin Feige. Enfim, a produção ainda conta com um ótimo elenco (Michael Douglas, Paul Rudd e Evangeline Lily encabeçam a trinca principal) e uma pegada heist.

Doutor Estranho

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Dentre todos os novos personagens que se preparam para tomar as telonas, o Doutor Estranho é o mais fascinante. Além de ser em si um personagem visual e conceitualmente interessante, traz consigo um universo místico e repleto de magia, o que pode render um espetáculo de mundos, criaturas e oponentes. A esc0lha de Scott Derrickson na direção (responsável por um ou outro bom filme de terror), também revela que a Marvel pode apelar para o sobrenatural.Rezo para que o estúdio acerte aqui, e um bom ator no papel-título é crucial. Os rumores colocam Benedict Cumberbatch, Joaquin Phoenix, Tom Hardy e Jared Leto na disputa.

Pantera Negra

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Um dos muitos projetos em desenvolvimento na Casa das Ideias, o Pantera Negra tem tudo pra ser o super-herói negro mais badass dos cinemas até agora. Já tendo muitas vezes sido taxado como “o Batman da Marvel” (pelo visual), o T’Challa é o líder de uma tribo africana na região fictícia de Wakanda e suas habilidades incluem força, agilidade e poderes místicos. Como as filmagens de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron passaram pela África do Sul, é certo deduzir que o filme trará alguma referência ao herói. Pena que Idris Elba já é o Heimdall no Universo Marvel, o ator seria a escolha perfeita para o papel. No entanto, John Boyega (de Star Wars VII) talvez esteja ligado ao projeto…

Nova

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Com Guardiões da Galáxia se aventurando por universos intergalácticos, é uma questão de tempo até o Nova ganhar seu filme-solo. O alter-ego de Richard Rider faz parte de uma polícia espacial (exatamente como o Lanterna Verde no universo DC), que já tem presença garantida no filme dos Guardiões. Não conheço muito sobre a mitologia do personagem, mas tem um visual bacana e a vantagem de aprender com os erros do filme da DC de 2011.

Solo Hulk

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Mark Ruffalo tem um contrato para 9 filmes como o verdão Hulk, e a Marvel está sendo muito sábia em guardar o ator – já que sua aceitação popular foi maciça, e Robert Downey Jr. já vai se preparando para pendurar as chuteiras de Homem de Ferro. Não sabemos o que o futuro reserva para Bruce Banner, mas um rumor muito interessante circula pela internet, sugerindo que o Gigante Esmeralda será mandado para o espaço, onde encontraria… Os Guardiões da Galáxia! É uma boa, e traz ecos de Planeta Hulk, aclamado arco de gladiadores espaciais, além de fazer a ponte entre os Vingadores e o vilão Thanos.

O Soldado Invernal

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Quem conhece bem os quadrinhos do Capitão América sabe a importância de Bucky Barnes, que no segundo filme do herói assumiu a identidade do misterioso Soldado Invernal. Como o ator Sebastian Stan tem contrato para 9 (NOVE) filmes com a Marvel Studios, eu apostaria facilmente que ele será o substituto de Chris Evans no papel do Sentinela da Liberdade. Aposto na morte de Steve Rogers no terceiro filme solo do Capitão (se a Marvel está segura em bater de frente com a estreia de Batman V Superman, deve ter um grande trunfo em mãos) pelas mãos do vilão Ossos Cruzados, e uma subsequente retomada com Barnes.

Ficaremos de olho.

| Capitão América 2: O Soldado Invernal | Uma das produções mais personalísticas da Marvel Studios

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Aí sim: o Capitão enfim traz um uniforme decente

Em meu texto sobre Thor: O Mundo Sombrio, reclamei sobre a falta de personalidade dos diretores que assumiam projetos dentro do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que mais pareciam produtos sob encomenda do chefão Kevin Feige (não que isso comprometesse por completo o resultado final destes). Mas em Capitão América 2 – O Soldado Invernal, a produtora parece ter dado mais liberdade aos irmãos Anthony e Joe Russo, que entregam um projeto radicalmente diferente dos anteriores e capaz de se destacar como um dos pontos altos da trajetória do estúdio – ainda que imperfeito.

A trama é ambientada em Washington, e segue o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) trabalhando em conjunto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) para a SHIELD, sob seu pseudônimo bandeiroso. Após uma missão duvidosa, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é atacado pelo misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o herói começa a questionar sua lealdade com a agência, que pode estar sofrendo de corrupção em seus departamentos internos.

De cara, já se percebe a intenção dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely em conferir uma trama mais adulta e política ao herói da Segunda Guerra. Confesso que me preocupava com a forma com que o personagem renderia um filme-solo nos dias atuais (já que Rogers é essencialmente um homem de seu tempo), mas a dupla acerta ao trazer elementos de espionagem internacional e a paranóia do governo americano em manter seus “inimigos” sob completa vigilância, o que entra em choque com a personalidade maniqueísta de “preto e branco” do personagem criado na guerra contra os nazistas. A performance de Chris Evans é bem mais interessante aqui, já que permite ao ator não só brincar com a ideia de um sujeito fora de seu tempo (inúmeras referências, reparem no caderninho), mas também questionar seu próprio papel nesse mundo.

E é justamente por tais virtudes que é uma pena ver o filme tomar as decisões erradas ao explorar sua ameaça invisível. Partindo do ótimo personagem-subtítulo, que surge como um oponente letal e visualmente criativo (ajuda também que a inspirada trilha sonora de Henry Jackman lhe confira um tema arrepiante), o roteiro de Markus e McFeely decepciona ao trazer de volta ameaças do primeiro filme do herói. Entendo ser um elemento essencial dos quadrinhos do Capitão América, mas se já é trabalhoso fazer funcionar um sujeito trajando a bandeira dos EUA em pleno século XXI, o que dizer de uma divisão científica nazista? Funciona com o Capitão, mas no caso da HIDRA, é apenas mais uma agência querendo dominar o mundo – o que não combina com a abordagem oferecida pelos roteiristas na metade inicial do filme.

Mas, se em seu núcleo a produção apresenta seus problemas, ao menos pode orgulhar-se de soar mais como um filme em sua pura forma do que seus antecessores. O humor é muito melhor distribuído aqui (nada como a palhaçada de Thor ou Homem de Ferro 3) e, como havia comentado ali em cima, os irmãos Russo mudam completamente o estilo dos filmes da Marvel ao apostar em cenas de ação agitadas, com cortes rápidos e muita câmera na mão; uma decisão acertadíssima (e claramente inspirada na trilogia Bourne, de Paul Greengrass) e que garante a O Soldado Invernal seus melhores momentos, que certamente impressionarão o espectador com coreografias excepcionalmente elaboradas e perseguições de carro empolgantes.

No fim, Capitão América 2: O Soldado Invernal revela-se uma das produções mais adultas e bem colocadas da Marvel Studios, ainda que seja comprometida por incongruências temáticas. Empolga pelo espetáculo e alguns momentos de tensão genuína, tornando-se um dos filmes mais interessantes do estúdio até o momento.

Obs: Como de costume em um filme da Marvel, há cenas adicionais após os créditos. Uma no meio e outra no fim.

Obs II: Stan Lee está lá também, duh. E também algumas referências a outros Vingadores. E um inédito…

Obs III: Graças a Odin, minha sessão era em 2D, por isso não tenho como julgar a qualidade da conversão em 3D.

Leia esta crítica em inglês.

Especial Marvel Studios: FASE 1

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

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Como Homem de Ferro 3 está saindo nos cinemas brasileiros já na próxima sexta (uma semana antes dos EUA), optei por relembrar os filmes anteriores da Marvel Studios, que compõem a chamada “Fase 1″. O terceiro filme do vingador dourado é o responsável por tocar a Fase 2, que contará ainda com os novos filmes de Thor, Capitão América, o inédito Guardiões da Galáxia e a nova reunião dos Vingadores. Enfim, vamos lá:

Homem de Ferro (2008)

4.5

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Lançado em 2008 como inaguração do estúdio, Homem de Ferro foi um sucesso estratosférico. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática de Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. Permanece para mim, até agora, o melhor filme já lançado pela Marvel Studios.

O Incrível Hulk (2008)

4.0

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Com o fracasso do Hulk Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e mais distribuídas, mas o efeito visual responsável pelo personagem-título é tão decepcionante quanto o de Ang Lee. Só iriam acertar em 2012…

Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

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Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido. Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica do filme

Especial Homem de Ferro 2

Thor (2011)

3.0

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O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Aasgard funciona (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais.

Crítica completa do filme

Especial Thor

Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

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E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica do filme

Especial Capitão América – O Primeiro Vingador

Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

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E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica do filme

Especial 25 Pistas para Os Vingadores

Homem de Ferro 3 estreia nessa sexta, e publicarei a crítica no sábado. Não percam!

| Os Vingadores – The Avengers | O filme-evento da Marvel Studios é, enfim, lançado

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Os Vingadores (Capitão América, Homem-de-Ferro, Hulk, Gavião Arqueiro, Thor e a Viúva Negra) em pose de batalha

Os Vingadores – The Avengers tem sua jornada iniciada lá em 2008, quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) surgiu misteriosamente em uma cena depois dos créditos de Homem-de-Ferro. Quatro filmes e quatro anos depois, a superequipe da Marvel Studios enfim ganha forma no divertido e desenfreado longa de Joss Whedon.

A trama continua os eventos mostrados em Homem-de-Ferro 2, O Incrível Hulk, Thor e Capitão AméricaO Primeiro Vingador, tendo ponto de partida quando o perverso Loki (Tom Hiddleston) invade a Terra e rouba um poderoso artefato que pode acarretar na destruição do planeta. A ameaça faz com que Nick Fury reúna a equipe conhecida como os Vingadores, uma coleção de indivíduos especiais.

Juntar tantos super-heróis em um filme só é complicado. Ainda mais quando estes vêm de franquias individuais (bem, a Marvel tem se focado no projeto tanto que a história dos longas anteriores sofreu um desfoque a seus personagens) e apresentam-se completamente diferentes um do outro. Esses momentos, quase surreais, aparecem de forma grandiosa na tela e rendem explosivas cenas de ação (os embates entre Thor e Hulk, Homem-de-Ferro e Thor são memoráveis), as quais Whedon conduz muito bem – a execução de um plano-sequência durante a batalha final é impressionante – e fornece a cada herói seu devido espaço.

Esse talvez seja o grande mérito do roteiro do próprio Whendon: a organização e equilíbrio das inúmeras figurinhas. É um choque de egos e personalidades e a interação entre o elenco é fantástica, com cada intérprete defendendo com talento e carisma seus personagens. Robert Downey Jr. continua perfeito com seu Tony Stark, e dessa vez ele oferece algo nunca visto antes: uma vulnerabilidade emocional no vingador dourado (sua reação durante a morte de pessoa x é bárbara). Chris Evans faz o politicamente correto Capitão América, Chris Hemsworth acerta no sotaque de Thor e até Scarlett Johansson consegue fazer da Viúva Negra mais do que um belo rosto. Quem é novo aqui é Mark Ruffalo, mais recente intérprete de Bruce Banner/Hulk, e certamente foi o ator que entregou o desempenho mais satisfatório para o monstro verde – que surge aqui muito mais cômico.


Tom Hiddleston como o vilão Loki

Há espaço de sobra para Tom Hiddleston, que faz de Loki um dos vilões mais interessantes da mitologia da Marvel. O ator se mostra muito mais determinado e melhor explorado do que em Thor, e faíscas explodem quando este tem um confronto verbal com o narcisista Tony Stark. Vale lembrar também de Samuel L. Jackson, que revela traços até então desconhecidos sobre o misterioso diretor da SHIELD (agência por trás da formação da equipe), tal como seu comprometimento com a justiça e ambição em alcançar seus objetivos – mesmo que tenha que usar da morte de um agente ou explodir aviões de sua própria armada.

Na parte técnica, Vingadores não deixa a desejar. Os efeitos visuais são ótimos (enfim acertaram no Hulk!), a música de Alan Silvestri pontua bem os momentos épicos e os mais dramáticos e até a conversão para 3D saiu decente. No entanto, o design de algumas criaturas (especialmente aquelas “serpentes” voadoras) me lembraram muito Transformers – O Lado Oculto da Lua, que apresentava um clímax de destruição e abertura de dimensões muito similar. Mas a semelhança acaba por aí, porque Whedon é muito melhor diretor do que Michael Bay e sabe trabalhar a ação de forma mais engenhosa.

Os Vingadores – The Avengers é um sonho realizado para os fãs da Marvel. Mesmo que imperfeito, é uma das adaptações de quadrinhos mais grandiosas e divertidas já lançadas até o momento. E aguardem, pois a cena pós-créditos promete um espetáculo ainda maior.

Aguardemos pela próxima aparição de Fury…

Observação: Gwyneth Paltrow e Stellan Skarsgard reprisam seus papéis de Homem-de-Ferro e Thor!

Spoiler-Observação: Caso não saiba (tudo bem, tampouco sabia eu até umas horas atrás) a figura que aparece na cena pós-créditos é Thanos, um vilão intergaláctico do universo Marvel.

Leia esta crítica em inglês.

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