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| Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , on 27 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

Unmask
Darth Vader enfim tem a máscara retirada

No meu último post de retrospectiva Star Wars, falarei sobre o último filme da saga – até então, já que o Episódio VII vem aí. Não é uma tarefa fácil seguir O Império Contra-Ataca, ainda que o filme abrisse um leque de possibilidades bem interessante para futuras continuações. Mesmo que empalideça diante do capítulo superior, Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi é uma conclusão que não deixa a desejar em nenhum aspecto.

A trama começa 4 anos após a vitória do Império sobre a Aliança no filme anterior, com Darth Vader (voz de James Earl Jones, corpo de David Prowse e rosto de Sebastian Shaw) e o Imperador (Ian McDiarmid) acelerando a construção de uma segunda Estrela da Morte, visando uma estação bélica ainda mais letal do que a primeira. Enquanto isso, Luke Skywalker (Mark Hamill) está cada vez mais confortável com suas habilidades Jedi, e arma um plano com os companheiros Leia (Carrie Fisher), Lando Calrissian (Billy Dee Williams), Chewbacca (Peter Mayhew) e os droides C-3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) para resgatar Han Solo (Harrison Ford) do asqueroso Jabba, o Hut.

Dos filmes da trilogia original, O Retorno de Jedi é certamente o mais agitado. A missão para resgatar Han Solo rende uma espetacular cena de ação no poço da planta carnívora Sarlacc, temos uma perseguição em alta velocidade com speeders pela floresta (que, de tão intensa, dispensa até mesmo a música de John Williams), batalhas florestais, duelos de sabres de luz e mais uma corrida espacial pelas trincheiras da Estrela da Morte, que novamente exige o máximo dos especialistas em miniaturas e efeitos visuais. O diretor Richard Marquand comanda bem as ditas sequências, e explora com eficiência os rumos tomados pelo roteiro de Lawrence Kasdan e George Lucas.

O grande destaque, e que sempre me chamou a atenção, desde a primeira vez que o assisti, é mesmo a relação de pai e filho entre Luke e Vader. Lembro de meu espanto e maravilhamento ao finalmente perceber quem era o Jedi que “retornava”, do título, o que rende um clímax intimista e poderoso, como se Luke lutasse para salvar a alma de seu pai do Lado Sombrio da Força, representado pelo sinistro Imperador. É aí que a trilogia dos prequels ganha mais força dentro da original, e a ordem cronológica traz seu charme (sempre achei muito melhor assistir aos episódios IV-VI antes dos I-III) ao nos oferecer um ciclo completo na jornada de Anakin Skywalker; que culmina no retorno de seu Jedi interior.

Querem saber o que não gosto no filme? Resumo em uma palavra: Ewoks. Se a trilogia dos prequels tem Jar Jar Binks, a original tem os “ursinhos carinhosos” da lua florestal de Endor.

Se dependesse de mim, não precisaríamos de um Episódio VII. Fico empolgado como qualquer fã, mas Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi da conta do recado e oferece um encerramento coeso e poético para a história de Darth Vader, impressionando pelo espetáculo, os personagens e todas as coisas únicas que só Star Wars é capaz de oferecer.

Foi maravilhoso revisitar toda a saga. Espero vê-la com grande estilo e carinho quando J.J. Abrams nos levar de volta a esta galáxia muito, muito distante.

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

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| Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

StarWarsEpisodeIIIRevengeoftheSith
O intenso embate entre Anakin e Obi-Wan

Quando assisti a Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith pela primeira vez, mal dormi, diante o impacto. Considerando que era uma criança de 10 anos que acabara de testemunhar a reviravolta mais sombria e pesada da saga – incluindo imolações e genocídios de crianças – é natural, óbvio. Quase uma década depois, o impacto do Episódio III não diminui, mas cada vez mais enxergo seu brilhantismo.

A trama começa em meio às Guerras Clônicas iniciadas no fim do episódio anterior, com Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) lutando para capturar o perigoso General Grievous (voz de Matthew Wood). Em meio ao conflito, Anakin fica angustiado quando começa a ter pesadelos que preveem a morte de sua amada Padmé (Natalie Portman), o que gera uma aproximação cada vez maior ao chanceler Palpatine (Ian McDiarmid), que se aproveita da situação para enfim revelar seu plano fatal e atrair o jovem Jedi para o Lado Sombrio da Força.

Quaisquer erros que George Lucas cometera nos Episódios I e II, ele compensa aqui. O longa não é perfeição em sua pura forma, já que Hayden Christensen permanece um ator limitado (ainda que se saia consideravelmente melhor aqui do que em Ataque dos Clones) e aqui e ali Lucas insiste em piadinhas como gritos cartunescos de droides ou coisa do gênero. É uma aventura divertidíssima em seus momentos iniciais, com Lucas cada vez mais seguro na condução de batalhas espaciais, duelos de sabres de luz e os próprios efeitos digitais que tornam todas estas possíveis – o General Grievous é um feito admirável. Misteriosamente, foi o único filme da saga a não concorrer ao Oscar nesta categoria.

Mas então, A Vingança dos Sith se transforma em um filme muito, muito sombrio. À medida em que vamos conhecendo a história e ideologia de Palpatine, vamos entendendo a confusão que permeia o jovem Anakin Skywalker. “O bem e o mal são pontos de vista”, diz o lorde Sith em um dos momentos-chave da trama. Lucas é corajoso ao mostrar o massacre dos Jedi de forma trágica e brutal, acompanhado pela sempre infalível trilha sonora de John Williams (que, aqui, abraça de vez a tragédia em seus acordes) e momentos poderosos que vão de uma sessão no Senado assumidamente inspirada em um ponto crucial de O Poderoso Chefão até o megalomaníaco duelo final entre Anakin e Obi-Wan. É uma sequência de ação maciça e inspirada, mas difícil de se assistir quando sabemos que a amizade entre os dois Jedi é o grande vínculo emocional da produção; e se Christensen não tem todo o carisma que o papel exige, Ewan McGregor impressiona com sua intensa performance.

Todo o terceiro ato do longa é impecável. A montagem de Roger Barton e Ben Burtt é inteligente ao intercalar o nascimento dos gêmeos Luke e Leia com o “renascimento” de Anakin como Darth Vader. Quando começamos a ver as ligações com a Trilogia Original sendo feitas, é impossível não se soltar no mínimo um sorriso satisfatório; não importando sua opinião a respeito da trilogia como um todo. No meu caso, o sorriso vem acompanhado de lágrimas.

Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith permanece para mim como um dos melhores filmes da saga, e certamente o mais sombrio. A origem de Darth Vader é revelada de forma cuidadosa e impactante, não recebendo o devido reconhecimento que merece.

E, finalmente, voltamos no tempo – e avançamos na cronologia – para analisar o clássico que fez História.

Próximo: Uma Nova Esperança.

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi

| Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 23 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Stae
Anakin e Padmé na batalha de Geonosis

Se A Ameaça Fantasma foi uma decepção para os fãs por não manter o espírito da trilogia original, Ataque dos Clones certamente satisfaz nesse quesito, tendo tido uma recepção superior ao filme de 1999 – ainda que não seja amado pelos saudosistas. Já eu, adoro.

A trama começa uma década após os eventos do anterior, com a República cada vez mais em crise graças aos ataques da Federação do Comércio e o movimento separatista. Nesse cenário, a senadora Amidala (Natalie Portman) é posta na mira de um misterioso assassino, o que leva acarreta na chegada dos Jedi Obi Wan Kenobi (Ewan McGregor) e Anakin Skywalker (Hayden Christensen) para protegê-la e encontrar o vilão.

Eu tenho um afeto especial por Ataque dos Clones. Foi o primeiro filme da saga que assisti no cinema – uma das experiências cinematográficas mais marcantes da minha infância – e também o primeiro que condenou à “maldição” da expectativa voraz. E mesmo agora, 12 anos depois, acho que George Lucas evoluiu muito de A Ameaça Fantasma, seja como roteirista (aqui, com o apoio de Jonathan Hales) ou como diretor, aqui como pioneiro na distribuição digital de longas-metragem (recomendação: o documentário Lado a Lado, de 2012).

Claro, o filme não passa enxuto de problemas. O romance central entre Anakin e Amidala pode tornar-se tedioso, ainda mais quando a montagem de Ben Burtt o intercala com a missão de Obi-Wan, que é bem mais interessante. Não ajuda também o fato de Hayden Christensen ser um dos mais inexpressivos atores de sua geração, mesmo que sua química com Natalie Portman pontualmente funcione e aqui e ali ele apresente pequenas explosões de raiva que antecipam seu destino sombrio. O que faz o romance convencer, de fato, é a belíssima composição “Across the Stars” de John Williams, um dos pontos altos de sua contribuição para a série.

Como épico espacial, Ataque dos Clones é um digno exemplar. Seja na perseguição cosmopolita envolvendo a misteriosa assassina Zam Wesell, o duelo entre Obi-Wan e Jango Fett (meu preferido da saga) ou a gigantesca batalha final que introduz as Guerras Clônicas. Os efeifos visuais impressionam como sempre, e até a trama política fica mais instigante com a crescente participação de Palpatine (Ian McDiarmid), dando até mesmo uma função decisiva para o abobalhado Jar Jar Binks.

Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones é um ótimo filme e que traz os ingredientes vitais para um blockbuster bem sucedido. Traz seus deméritos típicos de George Lucas, mas todos eles seriam apagados quando a trilogia dos prequel mostrasse a que veio, 3 anos depois.

Próximo: A Vingança dos Sith

A SAGA

Episódio I – A Ameaça Fantasma

Episódio II – Ataque dos Clones

Episódio III – A Vingança dos Sith

Episódio IV – Uma Nova Esperança

Episódio V – O Império Contra-Ataca

Episódio VI – O Retorno de Jedi