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| Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas | A franquia começa a afundar

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

 

PIRATES OF THE CARIBBEAN - ON STRANGER TIDES
London Calling: Jack Sparrow entra numa fria maior ainda na cidade do Rei

Navegando em Águas Misteriosas (cujo título eu detesto) é o primeiro filme da franquia Piratas do Caribe que não conta com a direção de Gore Verbinsky. E os problemas começam por aí; mesmo que pontualmente divertido e agrádavel, a quarta aventura do capitão Jack Sparrow é de longe o pior deles.

Na trama, o Capitão Jack Sparrow parte para uma expedição em busca da mística Fonte da Juventude, em companhia de sua ex-namorada Angelica (a sexy Penelope Cruz) e do cruel pirata Barba Negra (Ian Mcshane), ao mesmo tempo em que o capitão Barbossa (Geoffrey Rush) tenta alcançá-los.

Mesmo com a fragilidade narrativa de No Fim do Mundo (que exagera nas subtramas e reviravoltas), o novo filme consegue ser ainda inferior, começando pelo fraco roteiro de Ted Elliott e Terry Rossio, que – desde a campanha de marketing da produção – não conseguiu me animar. Em diversos momentos da trama, o clima é levado pela monotomia, como se nada de relevante (ou interessante) estivesse acontecendo, mesmo que soltem umas boas piadas. Se o terceiro filme era comprido e confuso, este é simplesmente sem graça, por não introduzir elementos fantásticos tão fascinantes como, por exemplo, Davy Jones e The Flying Dutchman; o máximo que temos dentro desse conceito são as sereias que, além de belíssimas, mostram-se uma boa adição à trama.


O casal Phillip e Syrena entram no lugar de Will e Elizabeth, com resultados frustrantes

Carece também de personagens… Claro, Johnny Depp se salva com seu sempre divertido e cara-de-pau Jack Sparrow, mas os novos rostos são difíceis de simpatizar. Penelope Cruz está linda e carismática como Angelica e Geoffrey Rush continua bem como Barbossa. Do outro lado, Ian Mcshane faz muita cara de mau como Barba Negra, mas a personalidade maldosa é definida mais por suas ações do que pela performance do ator(que saudade do Bill Nighy). E qual a lógica de trocarWill e Elizabeth (Orlando Bloom e Keira Knightley) pelos artificiais e mal explorados Phillip e a sereia Syrena (Sam Claflin e a lindíssima Astrid Berges-Frisbey) como núcleo romântico?

O diretor Rob Marshall também não ajuda. Com uma direção absolutamente simples, mas sem personalidade alguma, o cineasta especializado em musicais raramente acerta. Carente de imaginação nas medianas cenas de ação (a melhor delas sendo uma perseguição com carruagens) e com descontrole no tom, apesar de eu ter que admitir seu eficiente trabalho na cenas das sereias, onde a tensão criada é aterradora.

Com mais centenas de milhões de dólares de orçamento, a parte técnica do filme é excelente mas, retomando o que eu comentei sobre o roteiro de Elliott e Rossio, não temos muitos cenários interessantes como os dos filmes anteriores – a maior beleza encontra-se em locações reais. Os efeitos visuais são bacanas e a trilha sonora de Hans Zimmer ganha uma vibrante contribuição mexicana: a dupla Rodrigo y Gabriela, cujas composições traduzem a personalidade (e nacionalidade) de Angelica. Temos também o 3D que, mesmo narrativamente descartável, é pontualmente divertido.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas mostra que a franquia já está cansando – o próprio terceiro filme começou a desandar -, mesmo que Jack Sparrow continue sujeito divertido de sempre. Não vejo problema em uma quinta aventura, mas seria necessário um diretor muito mais talentoso e um roteiro mais empolgante. Há muito mais lendas pelos sete mares do que apenas sereias…

Obs: Como de costume na franquia, há uma cena pós-créditos bem divertida…

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O Mundo e os Sete Mares | Especial PIRATAS DO CARIBE – NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

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Yo-ho e uma garrafa de rum! Certo, está estreando mundialmente nos cinemas Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas, que promete mais Jack Sparrow para o público. Acompanhem o especial:


Johnny Depp e o diretor Rob Marshall

Em 2007, parecia que a franquia bilionária de Piratas do Caribe teria feito sua última aventura, com o mediano capítulo entitulado No Fim do Mundo. Mas mesmo com críticas ruins, o filme garantiu uma excelente arrecadação nas bilheterias e o Jack Sparrow de Johnny Depp tornara-se um ícone do cinema moderno. A Disney e o produtor Jerry Bruckheimer nem hesitaram: a quarta aventura ia sair.

Para o camaleão Johnny Depp isso não seria problema, já que o ator compartilhou diversas vezes sua alegria e prazer em fazer o personagem; ,o entanto, o diretor Gore Versbinsky anunciou sua saída do comando da franquia para aventurar-se em novos projetos (como Rango, com o próprio Depp). Então, inicia-se a busca pelo novo diretor e o contratado foi Rob Marshall (especializado em musicais, como Chicago e Nine); será que tem número musical no filme?

Johnny Depp em PIRATAS DO CARIBE - NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS
Sem Will ou Elizabeth, Jack Sparrow agora é o centro das atenções

Além de Gore Verbinsky, dois protagonistas da trilogia original recusaram convite para a quarta aventura: Keira Knightley e Orlando Bloom, que duvidavam dos rumos de seus personagens e, como Verbinsky, queriam tentar novos papeis. O que faz com que Jack Sparrow segure boa parte do filme sozinho…

Com diretor fechado e roteiro – baseado sutilmente no livro On Stranger Tides de Tim Powers – escrito pela habitual dupla da franquia Ted Elliott e Terry Rossio, as filmagens ambientadas no Havaí, Califórnia e Londres começam. Entrando na onda do 3D, o filme teve parte de suas filmagens realizada com câmeras dessa tecnologia, usando a conversão apenas em momentos específicos. Na trilha sonora, o responsável é (novamente) o genial Hans Zimmer, que dessa vez faz uma parceria com o dueto Rodrigo y Gabriela.

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas também pretende iniciar uma nova trilogia, mas com círculo de trama fechado – diferentemente da trilogia original – e que apresente novas histórias. Só espero que saibam a hora de parar.

Capitão Jack Sparrow | Johnny Depp

Ainda bêbado e excêntrico, Jack precisa agora encontrar, a pedido dos ingleses, a mística Fonte da Juventude. Dessa vez, sem o seu precioso Pérola Negra, o que o leva a embarcar no Queen Anne’s Revenge, o navio do temível Barba Negra e retomar uma aliança com Hector Barbossa, sua antiga tripulação e sua ex-namorada Angelica.

Hector Barbossa | Geoffrey Rush

Saído de seus dias de pirataria, Barbossa agora é um corsário no reino de George II e capitão de um navio chamado HMS Providence. Ele aceita ajudar Jack em sua busca pela Fonte, alertando-os sobre os perigos que virão pelo caminho.

Angelica | Penélope Cruz

Filha de Barba Negra, Angelica é uma excêntrica ex-namorada de Jack, que rapidamente tenta convencê-lo a ajudar seu pai durante a busca pela Fonte, nunca demonstrando se seria amor ou interesse.

Barba Negra| Ian McShane

O pirata mais temido dos sete mares, Barba Negra está desesperado para ter sua juventude de volta, por isso vai atrás da Fonte e não mede esforços para encontrá-la. É capitão do Queen Anne’s Revenge.

Previously on Pirates of the Caribbean…

A Maldição do Pérola Negra (2003)

Grande surpresa em sua época de lançamento, a aventura apresentava uma energia contagiante misturada com uma cativante história e um ótimo elenco, liderado por Johnny Depp no papel principal (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator). Um divertido e genuíno entrenimento.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 655,011,224

O Baú da Morte (2006)

Com uma bilheteria bilionária, o segundo filme é mais complexo e sombrio, apresentando personagens interessantes (o Davy Jones de Bill Nighy entra para a história) e rumos diferentes de seu anterior, mas ainda flertando com elementos sobrenaturais. As cenas de ação são melhores e Depp continua perfeito no papel.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 1,065,659,812

No Fim do Mundo (2007)

Aqui a franquia vai por água abaixo ao explorar novos elementos e arriscar reviravoltas constantes e incompreensíveis, tornando o filme uma bagunça estrutural e de roteiro, apesar de conter excelentes efeitos visuais, uma batalha final memorável e mais uma carismática performance de Depp.

Arrecadação nas Bilheterias: Us$ 960,996,492

Algumas apostas que a Disney e Bruckheimer vêm fazendo na desesperada tentativa de encontrar um substituto para Piratas:

A Lenda do Tesouro Perdido

Provavelmente o mais sucedido, as aventuras de um grupo de caçadores de tesouro é muito divertida e leve, no mesmo tom de aventura de Piratas, apresentando boas ideias e uma execução formidável. Gerou dois filmes, sendo que o primeiro é superior em quase todos os aspectos. 

Príncipe da Pérsia

Não assisti à adaptação do popular videogame, mas a intenção em criar uma nova franquia é bem evidente… O primeiro não me chama a atenção, o que dirá uma sequência?

O Aprendiz de Feiticeiro

A mais patetica tentativa de iniciar uma franquia já feita em muito tempo… Não só Piratas, mas também apresenta elementos de Harry Potter, DragonBall, Star Wars… Tudo num fiapo de roteiro que entrega-se ao ridículo e dá espaço a bons efeitos visuais. Eu não veria outro desse…

Aqui, uma pequena aula de História sobre alguns piratas famosos:

Barba Negra, vulgo Edward Tech

Um dos mais notórios e famosos piratas de todos os tempos – presente no quarto Piratas do Caribe –, Edward Tech era um corsário a serviço da Coroa Britânica, mas voltou-se para a pirataria e tornou-se capitão do Queen Anne’s Revenge. Cruel e amedrontador, assustava sua tripulação e inimigos ao colocar uma lanterna nas tranças de sua barba, dando a impressão de sua cabeça estar em chamas.

Diz a lenda que Barba Negra escondeu um valiosíssimo tesouro, nunca encontrado por ninguém…

Edward England

Famoso pirata irlandês, era capitão do The Royal James e velejava como a clássica bandeira Jolly Roger. Não era tão desprezível e não matava seus prisioneiros, o que levou a sua decadência: foi amutinado por sua tripulação e depois abandonado na ilha de Maritius, onde mendigou por comida até morrer.

Calico Jack, vulgo John Rackman

Pirata inglês que operava principalmente nas Bahamas, ganhou o apelido em consequência de suas roupas de tecido calico e destacou-se por ter duas tripulantes femininas em sua tripulação (Anne Bonny e Mary Read, famosas piratas que tornaram-se suas amantes). Foi caçado e morto em Royal Port, deixando Anne e Mary grávidas.

Thomas Cavendish

Explorador, almirante e temível corsário inglês, Thomas Cavendish atacou principalmente, territórios brasileiros que incluem São Paulo, vilas de Santos e São Vicente e Espírito Santo, onde foi emboscado em uma batalha e severamente ferido. Thomas morreu após esse ataque.

Bart, o Negro, vulgo Bartholomew Roberts

Um dos maiores piratas da “Era Dourada”, capturou mais de 470 barcos, da América (com direito a visitas no Brasil, com destaque para a Baía de Todos os Santos na Bahia) até o Oeste Africano, entre 1719 e 1722.

Aqui, trago uma galeria das mais famosas “Jolly Roger”, bandeiras que os piratas exibiam em seus navios:

Barba Negra

Calico Jack

Edward England

Henry Every

Edward Low

Christopher Moody

Bartholomew Roberts

Thomas Thew

Hans Zimmer está de volta na trilha de Navegando em Águas Misteriosas, relembremos aqui algumas de suas melhores contribuições para a franquia:

(Obs: Zimmer só compôs para O Baú da Morte e No Fim do Mundo, a ótima trilha do primeiro filme ficou a cargo de Klaus Badelt)

“Davy Jones”

“The Kraken”

“Parlay”

“Singapore”

“Up is Down”

Bônus: Preview da trilha de Navegando em Águas Misteriosas (com Rodrigo y Gabriela)

“Angelica” e “On Stranger Tides” por enquanto são os melhores…

Bem, o especial vai ficando por aqui; espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do novo filme. Até!