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Diretores | Martin Scorsese & Leonardo Dicaprio

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , on 22 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Um dos grandes diretores da História do Cinema. Uma das estrelas mais talentosas em atividade. Desde que iniciaram sua parceria, Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio renderam ótimos frutos, e com a chegada de O Lobo de Wall Street no Brasil, nada melhor do que relembrar suas colaborações passadas. Confira:

Gangues de Nova York (2002)

3.5

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A primeira colaboração entre DiCaprio e Scorsese veio de um antigo e ambicioso projeto do diretor: o épico do século XIX Gangues de Nova York, que conta com uma das produções mais requintadas e grandiosas de toda a sua carreira – sendo impressionante em seus quesitos técnicos. Mas ainda que conte com qualidades visuais e um leque de performances impecável comandado por Daniel Day Lewis, o filme se torna uma experiência um tanto maçante, decorrência de seu grande número de eventos, personagens e informações. Mas a cena de abertura é matadora.

O Aviador (2004)

4.5

aviator

Em um dos biopics mais fascinantes dos últimos tempos, DiCaprio dá vida ao milionário Howard Hughes, colocando em foco sua relação com Hollywood, os problemas germófibos e sua grande paixão que se encontrava na aviação. A reconstrução de época é impecável, e a performance trabalhada do protagonista é uma das melhores de sua carreira. Vale apontar também o comando de Scorsese, que mostra-se genial ao trabalhar diferentes cores, efeitos visuais convicentes e uma excepcional montagem.

Os Infiltrados (2006)

5.0

departe

Responsável por finalmente garantir um Oscar à Scorsese, o remake Os Infiltrados é um thriller de policial vs. bandido sem precendentes. Contando com um excelente elenco, o filme tece uma inteligente perseguição entre um policial infiltrado na máfia e um criminoso escondido em um alto cargo da polícia de Boston, sendo repleto de reviravoltas, cenas empolgantes e momentos memoráveis. Certamente a melhor das colaborações da dupla. Pelo menos, até O Lobo de Wall Street chegar…

Ilha do Medo (2010)

shutter

Deixando um pouco os mafiosos e policiais de lado, Scorsese embarca em um gênero inusitado para sua carreira: suspense psicológico. A essa altura, todos já devem ter visto o filme que traz DiCaprio e Mark Ruffalo como uma dupla de policiais (ah, verdade, olha eles aí de novo) que parte para investigar o misterioso desaparecimento de um dos pacientes do hospício localizado na tal ilha do título. O filme passa longe do terror sobrenatural, promovendo uma série de teorias e possíveis análises com sua enigmática reviravolta. Memorável.

E O Lobo de Wall Street? Bem, eu já assisti na pré-estreia há algumas semanas atrás. Confira aqui e veja o resultado…

O Lobo de Wall Street estreia no grande circuito brasileiro em 24 de Janeiro.

| O Lobo de Wall Street | Uma frenética tragédia grega de finanças

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

TheWolfofWallStreet
Leonardo DiCaprio é Jordan Belfort: Oscar é pleonasmo

Eu adoro Ilha do Medo. E acho A Invenção de Hugo Cabret um filme adorável. Mas é com O Lobo de Wall Street que Martin Scorsese tem a oportunidade de fazer (novamente) aquilo que faz como ninguém: histórias sobre sujeitos do outro lado da lei, almas sórdidas cuja conduta irreversível atropela todos os valores éticos, morais e até vidas humanas em sua trajetória brutal – e que, ainda com todas as características repelentes, certamente vão conquistar o público e fazê-lo (de certa forma) ficar ao seu lado, mesmo quando o fundo do poço transforma-se no desfecho inevitável.

A trama é inspirada na vida real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um implacável corretor da bolsa de valores que rapidamente foi construindo sua reputação em Wall Street na década de 80. Sua estratégia rendeu milhões graças a sua série de mentiras a que submetia compradores de ações mais baratas, para depois iniciar uma grande empresa que se manteu sob mesmo modus operandi, visando agora os grandes investidores. O roteiro de Terence Winter aborda também sua vida pessoal e as complicações com o FBI que Belfort enfrentou.

Em muitos aspectos, O Lobo de Wall Street se assemelha muito a um dos melhores filmes da carreira de Martin Scorsese: Os Bons Companheiros. Não só pelo fato de termos duas histórias reais sobre sujeitos que ascenderam em suas carreiras ilegais (para depois, sucumbirem em suas próprias ambições estratosféricas), mas pela forma com que seu magistral diretor as contou. Scorsese utiliza de diversos recursos visuais fascinantes, seja a colagem de diversos vídeos promocionais dentro da história, narrações em off (e até uma curiosa “conversa telepática” entre dois personagens) seus famosos planos-sequência (aqui, rende a sequência mais intensa da projeção), a quebra da 4a parede para inteligentemente aproximar o espectador do protagonista (“Vocês não estão entendendo nada disso né? Resumindo, tudo isso era ilegal”, diz Belfort diretamente para a câmera após exemplificar diversos termos específicos da Economia) ou até mesmo alterações na razão de aspecto da tela. Muitos créditos também para a excepcional montadora Thelma Schoonmaker, que profere velocidade e um ritmo alucinado à projeção, mesmo com suas extensas 3 horas.

WolfStreet
A cena mais insana do ano

É de se impressionar também com a presença do humor (politicamente incorreto em sua mais pura forma, claro) presente aqui. Mais conhecido por seu trabalho em séries como Família Soprano e Boardwalk Empire, o roteirista Terence Winter tece diversos diálogos inteligentes e bem contextualizados na insanidade do mundo das ações de Wall Street. Seja no importantíssimo diálogo com o personagem de Mark Hanna (Matthew McCoughney, em participação breve mas memorável) ou no sutil duelo de segundas intenções travado por DiCaprio e o agente do FBI vivido por Kyle Chandler (que pelo visto, se contentou em fazer exatamente o mesmo papel em todos os seus trabalhos em Hollywood) em um barco, que vai ficando mais envolvente (e divertido) à medida em que os dois vão compreendendo suas intenções. Winter também aposta em diversas cenas que não escondem o vício em drogas e as luxuriosas orgias do protagonista  e mesmo que (diversas vezes) o efeito seja cômico, é impossível não ter a noção de que Jordan está cada vez mais próximo de sua autodestruição.

E então chegamos à performance central de Leonardo DiCaprio. Uma que, não fosse tão bem sucedida, resultaria na perda de identificação entre o filme e o espectador e eu aqui agradeço mais uma vez pela gloriosa parceria entre o ator e Scorsese. Na pele do irremediável Lobo, o intenso DiCaprio alcança aqui um dos trabalhos mais memoráveis de sua esforçada carreira, demonstrando incríveis habilidades como ator, dançarino e… ginasta – aguardem só pela cena em que DiCaprio e o colega Jonah Hill (que nem parece Jonah Hill, de tão perdido dentro de seu comicamente perturbado Donnie Azoff) sofrem os efeitos de uma droga rara; duvido que haverá cena mais insana do que esta em 2014. De tão bom que está, um (merecido) Oscar para DiCaprio seria um mero pleonasmo.

Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese. E mesmo que alguns tenham a equivocada visão de que o longa glorifica as ações repreensíveis de seu protagonista, basta observar com atenção a última tomada do filme (selecione para ler) – onde a câmera de Scorsese aponta para as reais vítimas da história.

Um trabalho de mestre. Obrigado, Scorsese. Obrigado, Leo.

Obs: O verdadeiro Jordan Belfort tem uma breve participação na última cena do filme.

Obs II: Esta crítica foi escrita após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 11 de Janeiro.

English Version

| Sucker Punch – Mundo Surreal | Combo de cultura pop nerd e lindas beldades

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de março de 2011 by Lucas Nascimento


Emily Browning estonteante como Babydoll

Hoje em dia, todo mundo quer complicar. Dramas, comédias e principalmente filmes de ação; enchê-los de simbolismo, reviravoltas e conceitos inteligentes. Mas bem, complicar é para quem sabe complicar, o que não é o caso de Zack Snyder, que oferece belos visuais e cenas de ação, mas perde-se na fantasia nivelada que criou.

A brincadeira começa quando a jovem Babydoll (Emily Browning) é internada em um hospício por seu padrasto, – cena de abertura que soa magnífica com a canção “Sweet Dreams”, da própria Browing – onde passará por uma lobotomia em cinco dias. Enquanto a hora não chega, ela planeja uma fuga com as outras internas, criando um mundo imaginário que possibilitará sua saída.

Quem vê os trailers pensa: “caramba, o que dragões e batalhas com samurais gigantes têm a ver com uma fuga de prisão?”, e realmente todas as estonteantes e estilosas cenas de ação que o filme oferece – e que são o ápice da produção – são absolutamente desnecessárias e em nada contribuem para a trama; uma relação simbólica com o nível de realidade aqui e ali, mas nada de genial ou emocional, já que as personagens não sofrem não perigo real em tais sequências. Mas mal não faz, já que Snyder continua mostrando sua dinâmica visão em tais sequências.

O espectador embarca na mente de Babydoll, que viaja por ambientes variados mas todos com a mesma característica: um fabuloso design de produção que explora e faz referências a diversos gêneros do cinema, adotando também a mesma técnica de filmagem (a câmera balança sem parar nas trincheiras da Primeira Guerra e Snyder excita-se a grau masturbatório no uso da câmera lenta no tiroteio dos robôs) e alternando com habilidade a fotografia de Larry Fong em cada nível – por exemplo, cores cinzentas na Primeira Guerra, luzes de neon no combate dos robôs.


As igualmente belíssimas Abbie Cornish e Jena Malone, como Sweet Pea e Rocket

Mas que Sucker Punch seria bonito não havia sombra de dúvida, a dúvida estava em como Snyder iria juntar tudo isso em uma boa trama, coisa que infelizmente ele não alcança. Repito: complicar é para quem sabe, assim como Christopher Nolan em A Origem e Martin Scorsese em Ilha do Medo (dois filmes que curiosamente apresentam influência aqui). O diretor levou sua criação muito a sério e ainda tenta pagar de filósofo ao passar uma lição de moral fraca e descartável, além de apresentar uma estrutura episódica demais com os devaneios de Babydoll.

O elenco feminino é de cair o queixo de qualquer marmanjo. Mulheres lutando e atirando com vestimentas curtas e sensuais… Enfim, Emily Browning é carismática com sua Babydoll, seu desempenho na cena inicial também mostra sua eficáz carga dramática. Vanessa Hudgens e Jamie Chung pouco fazem na construção de suas Blondie e Amber – as personages tem pouco tempo em cena. Abbie Cornish e Jena Malone têm boa química como as irmãs Sweet Pea e Rocket.

Zack Snyder entrega quatro filmes dentro de um, todos com visuais e coreografias de luta impressionantes, mas confundiu-se na cola chamada roteiro que une todos eles, cujos conceitos não são nada para qual o espectador estivesse “despreparado”, frase de marketing da Warner. Agora, resta esperar o que o diretor vai fazer com o novo Superman…

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte IV | Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

Another Year – Mike Leigh

Mais um filme que provavelmente vai passar longe dos cinemas brasileiros… Mike Leigh é um profissional talentoso e acho a premissa de Another Year, que acompanha um casal de meia-idade e suas relações com amigos e familiares. Resta esperar pelo DVD/Blu-ray…

Quotação Memorável:Você não pode sair por aí com uma grande anúncio dizendo, não se apaixone por mim, sou casada.” – Mary

A Origem | Christopher Nolan

Christopher Nolan sempre soube escrever roteiros e ter ótimas ideias, mas ele alcança o topo de sua carreira com A Origem, ao mostrar um grupo de indivíduos que entra na mente de empresários procurando segredos e plantando ideias. A trama se desenvolve com adrenalina e leva a situações complexas e imprevisíveis.

Quotação Memorável: “No estado de sonho as seguranças do subconsciente estão baixas, deixando seus pensamentos vulneráveis ao roubo. Se chama Extração.” – Arthur

O Discurso do Rei | David Seidler

O roteiro de David Seidler acerta em colocar a gaguice do protagonista como foco central do filme, e depois os metódos e serviços de realeza. Desenvolve bem as relações entre seus personagens e escreve diálogos memoráveis e elegantes, com direito à citações de Shakespeare.

Quotação Memorável:Se eu sou Rei, onde está meu poder? Posso declarar guerra? Formar um governo? Criar um imposto? Não! E ainda sim sou o foco das autoridades porque acham que quando eu falo, falo por eles. Mas não sei falar.” – Rei George VI

Minhas Mães e meu Pai | Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

Pois é, não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai, mas a premissa de mostrar um casal de lésbicas que têm filhos através de inseminação artificial – e depois lidar com a aparição do doador – é muito interessante e, pelo visto, tratada com bom humor.

Quotação Memorável:Bem, eu preciso das suas observações do mesmo jeito que preciso de um pau na minha bunda!” – Nic

O Vencedor | Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

 

Original? Não, é pura fórmula dos filmes de esporte – especificamente os de boxe – e não adiciona elemento inédito algum, apenas a relação do boxeador com sua família desequilibrada e consegue criar alguns bons diálogos, mas… Não iria doer colocar Cisne Negro no lugar deste.

Quotação Memorável: “Eu tive que ler o filme inteiro. Maldita legenda” – Charlene Fleming

Ficou de fora: Cisne Negro | Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin

De fato, Cisne Negro não possui diálogos tão memoráveis, mas merecia a indicação por seu simbolismo e complexidade narrativa ao apresentar a bailarina dividia Nina Sayers. Tomando o balé como plano de fundo, o jogo psicológico é tão intrincado que é difícil distinguir o real do imaginário.

Quotação Memorável:A única pessoa no seu caminho é você mesma” – Thomas Leroy

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

127 Horas | Danny Boyle & Simon Beaufoy

Adaptado de: Livro Between a rock and a Hard Place, de Aron Ralston

Mais uma vez trabalhando com Simon Beaufoy, Boyle e seu parceiro traçam uma narrativa empolgante a partir de uma situação difícil que se passa em um único cenário. Criam bons diálogos em que Aron conversa consigo mesmo e inserem flashbacks/delírios com eficácia.

Quotação Memorável: Essa pedra tem me esperado a minha vida inteira. À sua vida inteira, desde que era uma parte de um meteorito, bilhões de anos atrás. No espaço. Estava me esperando chegar aqui. Bem aqui, nesse lugar. Eu me dirigi a ela minha vida inteira. Desde o minuto que nasci, cada respiro, cada ação tem me levado a esse buraco na superfície. – Aron Ralston

A Rede Social | Aaron Sorkin 

Adaptado de: Livro Bilionários por Acaso, de Ben Mezrich

Que texto. O talentoso Aaron Sorkin traça e conduz uma história sobre a fundação de um site de maneira espetacular, criando diálogos brilhantes, longos, analogias geniais e repleto de referências pop. Grande trunfo também, é a narrativa não linear, que vai e volta no tempo (que a montagem traduz à tela impecavelmente) e acrescenta um tom investigativo à história de Mark Zuckerberg e seu Facebook. O melhor roteiro dos últimos anos.

Quotação Memorável: “Escute, você provavelmente vai ser uma pessoa de computadores de muito sucesso. Mas vai passar a vida inteira achando que as garotas não gostam de você porque você é um nerd. Mas eu quero que você saiba, do fundo do meu coração que isso não vai ser verdade. Vai ser porque você é um babaca.” – Erica Albright

Bravura Indômita | Joel Coen & Ethan Coen

Adaptado de: Livro Bravura Indômita, de Charles Portis

Beirando o excêntrico, o texto dos irmãos Coen apresenta ótimos personagens com motivações cativantes e diálogos excepcionais, que utilizam-se de muito humor negro, piadas e até referências à figuras da época. A bizarrice também marca presença: as longas pausas, os coadjuvantes non-sense e as habituais surpresas…

Quotação Memorável: “O solo está congelado. Se queriam um bom enterro deveriam ter morrido no verão” – Rooster Cogburn

Inverno da Alma | Debra Granik & Anne Rosellini

Adaptado de: Livro Winter’s Bone, de Daniel Woodrell

O texto de Inverno da Alma é bem formulado e tem clima de misterio, mesmo mantendo-se preso do início ao fim à realidade enfrentada pela protagonista. A composição de cada personagem é genial (também gostei dos nomes, como Teardrop) e o destino de cada um é coerente.

Quotação Memorável: “Eu estaria perdida sem o peso de vocês nas minhas costas. Não vou a lugar nenhum” – Ree Dolly

Toy Story 3 | Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich

Adaptado de: Sequência de Toy Story e Toy Story 2

Aceitando o desafio de criar uma história à altura dos primeiros filmes, Michael Arndt escreveu uma trama bem humorada, com emoções fortes e personagens impagáveis (Ken e Lotso entram para a história), conseguindo retratar com eficiência a transição de criança para adolescente, alcançando resultados magníficos.

Quotação Memorável: “Até mais, parceiro.” – Woody

Ficou de fora: O Escritor Fantasma | Robert Harris & Roman Polansky

Provavelmente foi a polêmica prisão do diretor Roman Polansky que evitou que o ótimo Escritor Fantasma recebesse merecidas indicações. A maior delas, seria mesmo o roteiro que provine diálogos formidáveis e elegantes. A trama desenvolve-se bem e apresenta diversas reviravoltas chocantes.

Quotação Memorável: “Um fantasma em um lançamento de seu livro é como uma amante em um casamento” – O Fantasma

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém. Mesmo.

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

David Fincher | A Rede Social

Esnobado por obras-primas como Seven e Clube da Luta, Fincher finalmente recebeu sua indicação em 2009, com Benjamin Button e sua segunda pelo filme mais “comum” de sua carreira. Mesmo mais contido na direção, Fincher dirige o elenco muito bem e compoe sequências extraordinárias; como a cena do hacking (que parece um assalto a banco) e a psicodélica Henley Royal Regatta.

Comentário do diretor sobre seu filme:Eu o vejo como o Cidadão Kane dos filmes de John Hughes” – Entrevista à New York Magazine

Joel Coen & Ethan Coen | Bravura Indômita

Exibindo suas habituais características incomuns ao longo do filme, a dupla merece créditos por, pela primeira vez, não distorcer o gênero em que trabalha, sem enchê-lo de cinismo ou anormalidade. A trama é conduzida de forma empolgante e divertida, recuperando um espírito cinematográfico que eu não via há muito tempo.

Comentário do diretor Ethan Coen sobre o filme: “Claro, Bravura Indômita é um Western, mas nunca consideramos nosso filme como um Western Clássico, e honestamente nunca pensamos nesse gênero em nenhum momento.” – Entrevista ao The Telegraph

Darren Aronfosky | Cisne Negro

O controverso Darren Aronofsky é outro grande cineasta que já estava merecendo uma indicação. Ao contar a história da bailarina Nina, o diretor usa todos os seus traços habituais; como imagens perturbadoras, cenas envolvendo drogas (ninguém faz isso como ele), ousadia, sensualidade e arranca mais uma performance principal excepcional.

Comentário do diretor sobre seu filme: “É do caralho!” – Entrevista no Festival de Toronto.

Tom Hooper | O Discurso do Rei

Vencedor do Directors Guild Awards, Hooper é o favorito para levar a estatueta. O inglês realiza um trabalho elegante ao mesclar técnicas cinematográficas com elementos de TV. Mas seu grande acerto é criar a atmosfera sufocante em torno do protagonista – graças aos enquadramentos; nas cenas em que ele discursa a tensão criada é enorme.

Comentário do diretor sobre o filme: “Eu queria uma visão diferente da Monarquia. Subverter as noções sobre as cerimônias que rodeiam circunstâncias de reis.” – Entrevista ao Below the Voice

David O. Russell | O Vencedor

O quase-desconhecido David O. Russell é visualmente criativo na composição de O Vencedor, acertando em diversos enquadramentos e movimentos de câmera. Faz um bom trabalho, mas nem de longe se compara ao de Christopher Nolan em A Origem, que poderia facilmente tomar a vaga…

Comentário do diretor sobre o filme:

Ficou de Fora: Christopher Nolan | A Origem

Realmente não dá pra descrever a ignorância da Academia em esnobar um dos maiores cineastas do nosso tempo. Filmou um longa de grande escala, viajou a 5 países e é mestre no que faz, sempre intrigando o espectador e impressionando-o. Um dia, ele terá seu momento.

Comentário do Diretor sobre o filme: “A Origem é sobre o potencial da mente humana e o que ela pode criar, e queremos ver isso em grande escala.” – Comentário no Blu-ray do filme

APOSTA: David Fincher | A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tom Hooper | O Discurso do Rei

Os indicados desse ano são melhores do que os do ano passado, com certeza. Muitos com nota máxima, realmente merecendo, mas apenas um levará o ouro. Os indicados são:

127 Horas

Danny Boyle entrega um de seus melhores trabalhos (até mesmo superior ao Quem quer ser um Milionário?) ao contar a notável história real de Aron Ralston. Equilibrando perfeitamente o tom de humor e drama, é uma experiência dinâmica e (re)apresenta ao mundo o talento de James Franco. Crítica

A Origem

Todo ano, tem aquele filme que é subestimado pela Academia… Aquele que deveria ser o verdadeiro campeão do Oscar. Dessa vez é  A Origem filmaço que resgata elementos do bom cinema, como filmar em locações exóticas, apresentar ideias originais e intrigantes e proporcionar emoções únicas. Inteligente, ousado e repleto de ação de cair o queixo. Crítica

A Rede Social

 

Batendo defrente com O Discurso do Rei como favorito ao grande prêmio, a saga de processos legais e aulas de informática sobre a criação do Facebook é um filme memorável. Com um roteiro esplêndido e excelentes atores, a trama é agitada, emocionante e intrincada. Quem diria que um filme sobre um site chegasse nesse patamar? Crítica

Bravura Indômita

Recuperando um espírito aventureiro a muito não visto, o faroeste dos irmãos Coen é empolgante e divertido, surpreendendo por suas reviravoltas e o perfeito trabalho em conjunto do elenco. Repleto de humor negro e ação, Bravura Indômita é um filme inesquecível e com potencial de clássico. Crítica

Cisne Negro

Provavelmente o mais ousado entre os indicados, Cisne Negro é um filme reflexivo, lotado de simbolismo e sensualidade. Uma visão perturbadora da batalha luz vs. trevas, apresentada em uma narrativa complicada e que nunca é o que parece; sempre pelos olhos de Natalie Portman. Crítica

O Discurso do Rei

Grande favorito (tem PGA, DGA e BAFTA nas mãos), O Discurso do Rei é o melhor filme sobre a realeza já feito. Subverte todos os elementos do gênero e apresenta um olhar diferente à História, por focar-se no problema de gaguice do Rei George VI e tratá-lo com bom humor. Um filme elegante, emocionante e com ótimo elenco. Crítica

Inverno da Alma

Memorável por seu realista retrato das dificuldades enfrentadas por uma família disfuncional no sul dos EUA, Inverno da Alma é um filme dramático e pesado, sendo um pouco monótono em alguns momentos, mas contando com performances admiráveis de seu elenco desconhecido. Crítica

Minhas Mães e Meu Pai

Como tradição, há sempre um indicado que eu não consigo ver… Dessa vez, é a saga familiar lésbica de Minhas Mães e Meu Pai. A premissa é muito interessante, mas é impossível traçar uma análise baseado em premissas, certo? Não me rendo ao download, então verei o filme apenas em seu lançamento em DVD/Blu-ray.

Toy Story 3

Mais uma vez a Pixar marca presença na categoria de Melhor Filme, agora com os brinquedos de Toy Story 3 que se despedem em um filme agradável, repleto de humor, personagens e situações memoráveis e um conclusão de encher os olhos. Crítica

O Vencedor

A mais recente entrada no gênero de boxe não apresenta grandes novidades ou consegue fugir de alguns clichês típicos da premissa. Ganha méritos por retratar de maneira inédita a relação familiar entre o lutador e também pelo elenco estelar, liderado pelo inspirado Christian Bale. Crítica

Ficou de fora: Ilha do Medo

Apresentando níveis de realidade quase tão complexos quanto os de A Origem (eu disse quase), o suspense de Martin Scorsese é uma obra perturbadora e surpreendente, repleta de boas atuações e valores de produção altíssimos e sofisticados. Tão tenso quanto O Iluminado, de Kubrick. Crítica

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Rede Social

Bem, o especial Oscar 2011 acaba aqui. Apostas feitas, aguardemos a premiação, que vai acontecer no domingo (27) e será transmitida na TNT e Globo, mas você também pode acompanhar uma transmissão aqui pelo blog. Até lá, mas antes, deem sua opinião sobre o grande vencedor da noite:

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte II | Categorias Técnicas

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E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

A Origem | Wally Pfister

Mais uma vez trabalhando com Christopher Nolan e mais uma vez sendo indicado ao Oscar, Wally Pfister se supera na composição visual do complexo mundo de A Origem. Vale destacar o uso de reflexos e espelhos, que ajudam a simbolizar a constante discussão de sonho e realidade e como a paleta de cores alterna em cada estágio da missão: frios, quentes, pasteis, sombrios, claros…

A Rede Social | Jeff Cronenweth

Mais um exemplo de mistura de tons, só que dessa vez eles se misturam em uma única tomada, como na foto acima, que mistura cores fortes e coloridas em um ambiente quente, em um mise en scène fabuloso que utiliza-se de diversos computadores espalhados pelo cenário e usuários praticamente hipnotizados; simbolizando uma boa amostra sobre o uso excessivo da tecnologia. Sendo Fincher na direção, o filme tem uma aparência de gênero policial…

Bravura Indômita | Roger Deakins 

Grande Deakins, fotógrafo habitual dos irmãos Coen, mais uma vez marca presença nas indicações ao transpor às telas o bem-humorado faroeste de vingança. Deakins apresenta uma paisagem mais bela do que a outra, retratando aquele período com tons pasteis nas cenas diurnas e sombras elegantes nas noturnas, contribuindo para a construção emocional – especialmente no clímax – e visual.

Cisne Negro | Matthew Libatique

A base é praticamente uma só: o constraste entre luz e sombras. A fotografia traduz de forma eficaz essa dualidade, apresentando um tom predominantemente frio e sombrio. Destaco (mais uma vez), os planos em que é possível acompanhar a ação de um personagem e a reação de outro, graças ao espelho.

O Discurso do Rei | Danny Cohen

Não possui muita relevância nas cores ou nas luzes, mas contribue narrativamente na visão do protagonista. Sempre nos cantos da tela, sua falta de orientação muitas vezes é simbolizada pela neblina (nesses casos, temos uma bela fotografia) e os mise en scènes que em diversos momentos, mostram a fraqueza de Bertie perto dos outros personagens.

Ficou de fora: Deixe-me Entrar | Greig Fraser

Predominantemente sombria, as noites geladas do Novo México são capturadas com perfeição e beleza pelo. Tons quentes, posicionamentos estilosos e uma cena de capotagem inesquecível deveriam ter sido lembrados.

APOSTA: Bravura Indômita

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Robert Stromberg e Karen O’Hara

Mesmo achando Alice um filme lindo e repleto de cenários maravilhosos, a Academia já premiou Avatar ano passado e dar o prêmio para o novo de Tim Burton sairia repetitivo (como têm acontecido categoria de Figurinos). Ainda assim, são paisagens dinâmicas e psicodélicas.

A Origem | Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Douglas A. Mowat

Predominantemente contemporâneos, os magníficos cenários de A Origem chamam a atenção por sua aparente normalidade, mas logo percebe-se a estranheza de locações (como os paradoxos da escada de penrose) e o esplêndido trabalho de arquitetura, quase sempre oferecendo lugares luxuosos e sofisticados. E, claro, todos eles (menos o surreal Limbo) foram construídos de verdade. Clique aqui para mais cenários.

Bravura Indômita | Jess Gonchor e Nancy Haigh

Recriar o Velho Oeste nunca é fácil (se errado, o filme pode se tornar um desastre), mas a equipe de Bravura Indômita faz um trabalho autêntico. A pequena cidade em que se passa grande parte da trama é quase palpável devido a tamanha atenção aos detalhes, mas também como os diretores fazem bom uso dela, sempre mostrando-a de diversos ângulos. As demais paisagens, são excelentes e ganham atenção especial pela fotografia de Roger Deakins.

O Discurso do Rei | Eve Stewart e Judy Farr

A Inglaterra do Século XVIII é bem recriada aqui, acertando nos objetos de cena – como telefones e pratarias – e nos luxuosos cômodos do Rei George VI. No entanto, a produção poderia ter feito uso melhor deles, considerando que muitas cenas se passam no consultório de Lionel (bem simples) e os verdadeiros cenários luxuosos que caracterizam a monarquia aparecem pouco.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1Stuart Craig e Stephenie McMillan

É bom ver a saga de Harry Potter ganhando reconhecimento por seus grandiosos cenários. No design do penúltimo filme, destaca-se o Ministério da Magia, presente desde o quinto filme (mas esnobado na categoria), apresentando um visual dark, meio de época e gótico. Os outros cenários também são caprichados.

Ficou de Fora: Ilha do Medo

Com imensos valores técnicos, o suspense de Scorsese destaca-se por – além de muitos outros fatores, obviamente – seus caprichados cenários e paisagens, de época, mas com um leve toque sinistro; quase gótico, alguns chegando a ser labirínticos (com a Ala C). A computação gráfica ajuda sutilmente, a criar ambientes memoráveis.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

127 Horas | John Harris

Tiremos o elefante da sala: 127 Horas roubou a indicação de A Origem. Deixando a polêmica de lado, a edição do longa de Danny Boyle é trabalhosa por focar-se em um único personagem ao longo de quase todo o filme. Ágil e dinâmica, é um trabalho que brinca com as possibilidades e desejos de Aron, exibindo flashbacks e telas divididas.

A Rede Social | Kirk Baxter e Angus Wall

Elegante e rápida, a edição de A Rede Social preserva os extensos diálogos entre os personagens, ao fazer um belo uso de ação e reação. Mas o destaque é por, constantemente, apresentar flashbacks e flashfowards, que mostram a criação do Facebook ao mesmo tempo em que seu fundador é processado em 2 processos legais – característica do roteiro, que fica ainda melhor nas telas.

Cisne Negro | Andrew Weisblumg

A montagem aqui é usada relativamente pouco. Não entenda mal, o longa é eficaz em sua edição, mas o diretor preserva algo que eu gosto muito: planos-sequência, tomadas longas sem cortes. Quanto a edição, vale destacar a cena da balada ao efeito de ecstasy, que torna-se quase assustadora, além de conter frames de pouquíssimos segundos do Cisne Negro e outras “surpresas”.

O Discurso do Rei | Tariq Anwar

Muito comum, a montagem oferece alguns momentos de verdadeira maestria. Os melhores, aqueles em que várias cenas são intercaladas, como a sequência de treinamento de fala (o uso do sofá como mudança de cena é magnífico) que mescla-se com os primeiros discursos do protagonista.

O Vencedor |  Pamela Martin

A montagem aqui é bem simples, mas as cenas de luta ganham destaque por serem editadas como um programa de TV, dando uma sensação de realismo e imersão à cena maior. A Academia adora esse tipo de trabalho – vide Rocky e Touro Indomável -, mas acho um bom trabalho e só.

Ficou de Fora: A Origem | Lee Smith

Impressionante como a edição de A Origem foi esquecida. Lee Smith teve trabalho ao juntar todas as linhas narrativas – que incluem 4 níveis de sonhos simultâneos – e dar-lhes ritmo, nunca tornando o longa cansativo. Talvez seja muito complexo para a Academia…

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Colleen Atwood

Mesclando o universo fantasioso de Lewis Carrol com a visão maluca de Tim Burton, Atwood desenvolve figurinos espetaculares que, não só são lindos, mas também obedecem a uma estética específica, como por exemplo o vestido que Alice usa quando vai alternando seu tamanho.

Bravura Indômita | Mary Zophres

Aqui temos figurinos de velho oeste autênticos (vide a piada de De Volta para o Futuro 3) e caprichados. A maioria casacos escuros e pesados, mas também belos vestidos da época, um berrante uniforme Texas Ranger usado por Matt Damon e um estúpidamente divertido traje de urso. Um ótimo trabalho.

O Discurso do Rei | Jenny Beavan

Figurinos de realeza! Sempre conquistam a estatueta – merecidamente -, mas acho que esse ano a tradição muda. O guarda-roupa de O Discurso do Rei oferece vestuários de época autênticos e caprichados, com destaque às roupas de Helena Bonham Carter. O problema, é que Alice é um candidato mais forte e superior.

I Am Love | Antonella Cannarozzi

Bem contemporâneos, diga-se de passagem, o figurino de I Am Love é estiloso, mas não merecia a indicação. Dentre os exemplos que vi, não achei nada de espetacular ou acima da média. A Origem e A Rede Social ofereciam ternos mais bacanas…

The Tempest | Sandy Powell

A veterna Sandy Powell costura vestimentas bacanas nessa nova adaptação do conto de Shakespeare. São competentes, não vi grande coisa – a menos no principal traje de Helen Mirren, que é bem feito.

Ficou de Fora: Cisne Negro

A maioria dos vestimentos são contemporâneos, merecendo atenção aos belos trajes de balé usados por Nina ao longo da produção. Mais do que puro enfeite, o figurino também respeita a necessidade narrativa, ao apresentar a personagem de Lily apenas com roupas pretas, destacando sua personalidade sombria.

APOSTA: Alice no País das Maravilhas

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Caminho da Liberdade | Edouard F. Henriques, Greg Funk e Yolanda Toussieg

Não vi o filme, mas percebi maquiagens decentes aplicadas em alguns personagens. Ed Harris conseguiu uma barba convincente e as queimaduras de sol em Jim Sturgess o disfarçam completamente. Mas não é nada espetacular a ponto de levar a estatueta.

O Lobisomem | Rick Baker e Dave Elsey

O mestre das maquiagens ataca novamente! Rick Baker, especialista em filmes de monstros, empresta seu talento à composição da nova versão do Lobisomem. Perfeita, o trabalho é a melhor coisa do longa. Já ganhou. Se perder, é absurdo.

Minha Versão para o Amor | Adrien Morot

Certo, colocaram uma barba no Paul Giamatti. Uma barba (!) garantiu uma indicação ao Oscar… Brincadeiras a parte, como o filme ainda não estreou por aqui, fica a dúvida se a trama possui algum salto temporal, envelhecimento do protagonista, etc.

Ficou de Fora: Alice no País das Maravilhas

Realmente, achei que as bizarrices de Tim Burton seriam indicadas este ano. Johnny Depp ficou irreconhecível, e a maquiagem aplicada é relativamente simples.

APOSTA: O Lobisomem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Minha Versão do Amor

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Além da Vida

Não assisti o novo filme de Clint Eastwood, mas o barulho provocado pela cena do Tsunami chegou aos meus ouvidos e pude conferir alguns trechos dela no Youtube e gostei do resultado, bem orgânico. Mas não é por uma cena boa que se garante a estatueta…

Alice no País das Maravilhas

Alice é mais um Avatar; um mundo bizarro e fantasioso criado a partir de computadores, mas que funciona perfeitamente bem em cena. Alguns personagens digitais – como o Gato de Chenrise, da foto – ficaram excelentes, mas o cavaleiro vivido por Chrispin Glover é claramente reconhecível como efeito digital. A cabeça gigante de Bonham Carter ficou bacana também.

A Origem

Na minha opinião, o melhor efeito da categoria. Não só por serem visualmente perfeitos, mas por serem usados de maneira adequada no filme, contribuindo à narrativa e não aparecendo apenas para mostrar o tamanho do orçamento. Os efeitos são perfeitos, destacam-se o Limbo e a rua dobrada de Paris.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Não achei os efeitos visuais do sétimo Harry Potter grande coisa, mas reconheço o progresso na criação de criaturas digitais, como os elfos Dobby e Monstro. Os dois são o ponto alto no CG do filme, que às vezes soa um tanto mal feito, como na cena em que os dementadores aparecem.

Homem-de-Ferro 2

Continuando a mesma técnica do filme anterior, a armadura do herói-título é completamente feita por computação gráfica, mas dessa vez temos muito mais robôs, chicotes elétricos, entre outros. Não me entenda mal, são bons efeitos, no entanto é fácil encontrar defeitos e algumas criações não ficam perfeitas; ainda acho que a interação armadura-ator precisa melhorar.

Ficou de fora: Cisne Negro

Aplicados de maneira sutil e orgânica, os efeitos digitais de Cisne Negro complementam a trama ao criar imagens perturbadoras e oníricas sobre cisnes e a obsessão da protagonista. São pouco usados no longa, mas funcionam perfeitamente.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Alice no País das Maravilhas

E a Parte II acaba aqui, mas aguardem que ainda tem mais! Amanhã publicarei a terceira parte, sobre os Sons e Músicas que concorrem. Até lá.

Indicados ao Cinema Audio Society 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , on 6 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

 

Continuando a série de indicados às categorias técnicas, saem agora os indicados ao Cinema Audio Society, voltado principalmente para a trabalhosa mixagem de som. Os indicados são:

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

Ilha do Medo

Bem, acho que A Origem já tem esse prêmio garantido… Os vencedores serão anunciados em 19 de Fevereiro.

Confira os indicados ao ADG Awards 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Vamos expandir os horizontes? Caso não saibam, o ADG é o Art Directors Guild Awards é o prêmio para os Diretores de Arte, que cuidam de designs de produção, cenários; enfim, quase toda a aparência do filme. Confira os indicados e minhas apostas (desses filmes, cinco serão indicados ao Oscar):

Filme Contemporâneo

127 Horas – Suttirat Larlarb

A Rede Social – Donald Graham Burt

Atração Perigosa – Sharon Seymour

Cisne Negro – Therese DePrez

O Vencedor – Judy Becker

Filme de Fantasia

As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada – Barry Robison

Alice no País das Maravilhas – Robert Stromberg

A Origem – Guy Hendrix Dyas

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 – Stuart Craig

Tron – O Legado – Darren Gilford

Filme de Época

Bravura Indômita – Jess Gonchor

O Discurso do Rei – Eve Stewart

Get Low – Geoffrey Kirkland

Ilha do Medo – Dante Ferretti

Robin Hood – Arthur Max

Os vencedores saem no dia 5 de Fevereiro, até lá, mais indicações de prêmior técnicos como esse sairão. Fiquem ligados…