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| Indomável Sonhadora | Uma mensagem ecológica carregada de simbolismos

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

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Hushpuppy e seu pai Wink

No Brasil, muitas áreas de risco sofrem com a incidência das chuvas, que cobrem seus territórios com água e acabam por destruir centenas de lares e vidas humanas nesse processo. Sensação de crítica no festival de Sundance, Indomável Sonhadora me fez lembrar muito das imagens que dominam nossos televisores quase que em verão atrás do outro, e carrega consigo uma bela mensagem sobre preservação ambiental – e o papel que até o menor dos elementos desempenha neste.

Adaptada da peça Juicy and Delicious de Lucy Alibar, a trama gira em torno da garotinha Hushpuppy (Quvenzhané Wallis), habitante de uma região pobre conhecida como “a Banheira” (apelidada assim por sofrer constantemente com as tempestades de chuva, que acabam por transformar suas casas em embarcações flutuantes). Em meio a desastres naturais e o avanço de uma doença grave de seu pai (Dwight Henry), ela busca entender seu significado no mundo.

Filme de estreia do diretor Benh Zeitlin, Indomável Sonhadora causou fervor em diversos festivais de cinema pelo mundo e ainda garantiu seu lugar nas principais categorias do Oscar deste ano (incluindo melhor filme, diretor e roteiro adaptado). E ainda que não considere uma obra digna de tanto prestígio (devido a alguns problemas que o longa apresente em sua peculiar execução), respeito a direção segura de Zeitilin e a forma com que este retrata a precariedade do cenário principal.

Isso porque o diretor – que surge sempre adotando uma câmera incessante e rodeada de tomadas “essencialmente indies” – não é sensacionalista como o telejornalista do noticiário das seis. Mesmo que seja de partir o coração observar um pai e sua filha navegando em uma jangada improvisada com peças de carro e eletrodomésticos, Zeitlin não conduz a cena a fim de encontrar a melancolia (não há uma música pesada e dramática em tais momentos, por exemplo) e consegue tirar situações mais interessantes graças ao roteiro que co-assina com Lucy Alibar. E os protagonistas, para nosso deleite, se beneficiam destas.

Acompanhar a complexa relação de Hushpuppy com seu pai Wink é o ponto alto do filme. Não só porque tanto Wallis (que tinha 8 anos durante as filmagens, vejam só) quanto Henry são intérpretes excepcionais, mas também pela admiração que a figura paterna gera ao se esforçar para garantir a sua filha bons momentos. Mesmo diante dos cenários mais extremos, Wink tenta tirar uma lição para ensinar a Hushpuppy de forma que não a degrade (a menção a ela como “man” é eficiente nesse quesito) e lutar contra a doença que lhe ameaça tirar a vida.

Com diversas passagens protagonizadas por criaturas pré-históricas que marcam presença simbólica (creio eu), Indomável Sonhadora explora de forma criativa e apropriada a relação de “causa e efeito” dentro de um ecossistema, enfatizando como cada pequeno elemento pode gerar consequências devastadoras, e também como as relações familiares podem ser comparadas com tal. É o grande indie da temporada de prêmios.

O Incógnito Oscar 2013 | Volume IV: Categorias Principais

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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Chegamos à parte final do meu especial sobre o Oscar 2013! Aqui, analisaremos as categorias principais, passando pelos Roteiros, Diretores e, claro, os 9 filmes indicados. Vamos lá:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria
  • Nas categorias de ROTEIRO ORIGINAL e ROTEIRO ADAPTADO, clique nos títulos de cada filme para seu o roteiro completo (em inglês)

roteirooriginal

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

Amor | Michael Haneke

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Assim como aconteceu com A Separação no ano passado, a indicação de Amor nestas categorias principais automaticamente garante sua vitória em Filme Estrangeiro. Já o texto de Michael Haneke em si, não é meu preferido dentre os indicados… Acho a maior parte dos diálogos monótonos e que raramente trazem temas envolventes (um exemplo raro, é quando vamos percebendo aos poucos a identidade de um ex-aluno), sendo essencialmente cotidianos. O que admiro no roteiro de Haneke são ideias que funcionam melhor visualmente, como a cama de flores ou a genial metáfora da pomba invasora. E, claro, sua chocante reviravolta.

Quotação Memorável:
“- O que você diria se ninguém aparecesse no seu funeral?
– Nada, provavelmente” – Anne, Georges

Django Livre | Quentin Tarantino

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Eu ja disse antes e repito: não há ninguém que seja capaz de escrever diálogos como Quentin Tarantino. Sua investida no gênero de faroeste ( só que aqui, a designação mais apropriada é “farosul”) preserva todos os elementos típicos de sua escrita, desde os longos e caprichados diálogos até os personagens absurdos (como o bandido que cita a Bíblia e cola páginas desta no corpo enquanto chicoteia escravos). É certo que Django Livre é uma narrativa imperfeita, visto que sofre com um leve problema estrutural próximo a seu desfecho – onde a projeção se extende após o tiroteio em Candyland. Mas mesmo assim, o longa merece a vitória graças à habilidade e inteligência de Tarantino na construção dos diálogos, sendo mestre em prolongar as interações entre personagens e trabalhar a ascenção de tensão. Personagens e situações dignos do talento do cineasta, já está bom demais.

Quotação Memorável:Senhores, já tinham minha curiosidade. Mas agora têm minha atenção” – Calvin Candie

  • Globo de Ouro
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards – Roteiro Original

A Hora Mais Escura | Mark Boal

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Mark Boal era um jornalista freelancer antes de se converter a roteirista vencedor do Oscar. E percebe-se a marca de sua profissão anterior aqui, já que o colaborador de Kathryn Bigelow enche A Hora Mais Escura de nomes, eventos e datas; visando um retrato quase que documental da busca por Osama Bin Laden. E ainda assim, certamente há muita ficção aqui, como a teatrilidade que eu pessoalmente duvido que a agente Maya demonstrava (como sua insatisfação ao marcar uma contagem de dias na janela de seu chefe), mas não é nada sensacionalista ou evasivo. Tendo seu final reescrito durante as filmagens, o roteiro do filme traz bons diálogos e situações, mas exausta por sua vasta quantidade de informações.

Quotação Memorável: “Eu sou a ‘motherfucker’ que achou esse lugar, senhor” – Maya

  • WGA – Roteiro Original

Moonrise Kingdom | Wes Anderson e Roman Coppola

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Moonrise Kingdom foi o primeiro filme de Wes Anderson que vi na vida, e acho que a narrativa cômica e quase caricata deve se aplicar à maioria dos trabalhos do diretor/roteirista. Aliado a Roman Coppola (isso mesmo, ele é filho do grande Francis Ford), Anderson traça uma fábula inocente e dócil sobre a própria perda desta; um jovem casal que se apaixona e resolve fugir da cidade, atravessando situações divertidas, simbólicas (o gesto de “furar a orelha”, por exemplo, é revelador) e personagens excêntricos. Não vejo grandes diálogos aqui, mas traz muitas ideias que funcionam visualmente.

Quotação Memorável: “Estarei lá no fundo. Vou procurar uma árvore pra cortar.” – Sr. Bishop

O Voo | John Gatins

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A premissa elaborada por John Gatins em O Voo é muito instigante, e funciona admiravelmente bem na primeira metade da projeção. O problema é que Gatins sente a necessidade de estender a narrativa desnecessariamente, e acaba adicionando elementos comoletamente descartáveis, como a viciada em drogas Nicole. Além disso, o roteirista resolve analisar a fundo o problema de alcoolismo de seu protagonista com uma série de clichês (está lá a velha cena de despejar as bebidas no ralo da pia) que só funcionam graças à performance de Denzel Washington. Se houvessem mais cenas sobre a investigação da perícia (ou apenas elas), seria mais interessante.

Quotação Memorável: “Ninguém poderia ter aterrissado aquele avião como eu. Ninguém” – Whip

FICOU DE FORA: Looper: Assassinos do Futuro | Rian Johnson

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Em uma época em que Hollywood aposta em continuações, adaptações e remakes de tudo quanto é coisa, eis que brota Rian Johnson e oferece uma aventura de ficção científica muito competente na forma de Looper: Assassinos do Futuro. Partindo da criativa premissa em que assassinos são contratados para eliminar alvos do futuro, Johnson explora com eficiência os conceitos e leis desse universo que criou, não se preocupando em oferecer uma explicação mega-científica para realidades alternativas e viagens no tempo. Um bom roteiro, que só peca pela presença desnecessária de poderes telecinéticos…

Quotação Memorável:Eu não quero falar de viagem no tempo, porque se começarmos vamos acabar ficando o dia todo aqui, fazendo diagramas com canudinhos” – Joe do Futuro

APOSTA: Django Livre

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Hora Mais Escura

MEU VOTO: Django Livre

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Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, artigos, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

Argo | Chris Terrio, baseado no artigo Escape from Theran: How the CIA used a Fake Sci-Fi Flick to Rescue Americans from Iran de Joshuah Bearman

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Adaptado de um artigo que relata uma história real “que só poderia ser coisa de filme”, o roteiro de Argo deveria ser o sonho de qualquer cineasta. Escrito por Chris Terrio, este faz um ótimo trabalho ao trazer diálogos inteligentes e divertidos (nesse quesito, todas as cenas que envolvem Hollywood), gerando não apenas um eficiente thriller de espionagem, mas também um filme sobre se fazer filmes. Além da inusitada mistura, Terrio ainda traz um tema que se mantém atual e proporciona uma abordagem sem julgamentos pró-EUA. Claro que com um grupo de americanos a serem resgatados no Irã, os árabes recebem um tratamento antagonista, mas nunca chega a ser algo ufanista. E em tempos pós-11 de Setembro e Primavera Árabe, isso já é motivo para parabenizá-lo. Sem falar que criou o bordão mais legal dos últimos anos: “Argofuck yourself!”.

Quotação Memorável: “Se eu vou fazer um filme de mentira, vai ser um sucesso de mentira!” – Lester Siegel

  • WGA – Roteiro Adaptado
  • BAFTA

As Aventuras de Pi | David Magee baseado no livro A Vida de Pi de Yann Martel

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Muitos julgavam Life of Pi de Yann Martel uma obra infilmável (e enquanto termino o livro, reconheço que seja uma adaptação difícil), mas o roteiro de David Magee conseguiu dar conta do recado. Adotando a clássica estrutura do sujeito que compartilha suas histórias fantásticas para um terceiro, tal recurso compensa pela ausência de diálogos e também para envolver melhor o espectador da narrativa – afinal, Pi está nos contando a história. Mas ainda que Magee traga bons momentos de humor e reviravoltas  (a maioria destes na forma de baleias e peixes voadores) em um ambiente limitado, o texto erra no mesmo ponto do livro: a demasiada exposição sobre os conceitos de diversas religiões. Probleminhas à parte, é uma adaptação eficiente e bom entretenimento, conseguindo preservar a bela mensagem sobre o desapego da vida e a presença do simbolismo no embate realidade x ficção.

Quotação Memorável: “Eu acho que no fim, a vida toda torna-se um ato de desapego, mas o que sempre me entristece é não ter um momento para se despedir”. – Pi Patel

Indomável Sonhadora | Lucy Alibar e Benh Zeitlin baseado na peça Juicy and Delicious de Lucy Alibar

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Em breve, texto em progresso!

O Lado Bom da Vida | David O. Russell, baseado no livro The Silver Linnings Playbook de Matthew Quick

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David O. Russell assume a dupla função de diretor e roteirista, e sua habilidade com as palavras e tão formidável como a que este demonstra atrás das câmeras. O diretor adapta o livro de Matthew Quick (que não li, ainda) e oferece um tratamento leve e divertido a temas delicados como transtornos psicológicos e depressão – ambos favorecidos pelos excelentes diálogos entre os carismáticos personagens -, ainda que não os transforme totalmente em uma piada. Do meio pro fim, O Lado Bom da Vida se rende a algumas decisões previsíveis e até a elementos fantásticos (como a presença de “zica” em partidas de futebol americano), mas isso não prejudica por completo o bom trabalho de O. Russell.

Quotação Memorável: É, mande o Ernest Hemingway nos ligar e pedir desculpas também!” – Pat, Sr.

Lincoln | Tony Kushner, baseado parcialmente no livro Team of Rivals: The Political Genius of Abraham Lincoln de Doris Kearns Goodwin

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Já tendo trabalhado com Steven Spielberg em Munique (que também lhe garantiu uma indicação nesta categoria, em 2006), Tony Kushner traz os eventos mais relevantes de Team of Rivals para tratar um perfil dos últimos meses da vida de Abraham Lincoln. O que me incomoda no roteiro de Lincoln é que a narrativa prefere se concentrar nas politicagens e quebra-paus acerca do processo de validação da 13a emenda (e nas práticas maquiavélicas para conseguí-la) do que no homem que nomeia o título. Mesmo que traga bons diálogos nas cenas do Congresso (especialmente as rebatidas de Tommy Lee Jones), é a relação de Lincoln com sua família que me despertou maior interesse, e esta é – infelizmente – pouco explorada.

Quotação Memorável: “Eu poderia escrever sermões mais curtos, mas quando começo tenho preguiça de parar.”

  • Critics Choice Awards – Roteiro Adaptado

FICOU DE FORA: As Vantagens de Ser Invisível | Stephen Chbosky

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É muito interessante quando o autor de um livro sai para adaptar ele próprio sua obra. No caso de Stephen Chbosky, ele não só assina o roteiro de As Vantagens de ser Invisível, mas também a direção do longa; o que lhe da o direito de fazer todas as alterações que bem entender, sem sacrificar a obra original. Na crônica de Charlie e sua entrada no ensino médio, temos aqui diálogos maravilhosos, personagens muito carismáticos e também um tratamento muito delicado e original a temas como abuso sexual, problemas psicológicos e homofobia. Mas mais do que isso, é uma bela história sobre encontrar a si mesmo.

Quotação Memorável: “Nós estamos vivos agora mesmo, e nesse momento eu juro que somos infinitos” – Charlie

APOSTA: Argo

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Lincoln

MEU VOTO: Argo

diretor

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

Michael Haneke | Amor

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Cineasta de currículo impecável (que conta com Caché, os dois Violência Gratuita e A Fita Branca), é de se espantar que essa seja apenas a primeira indicação de Michael Haneke. Como discuti em minha crítica, o austríaco confere um tom com grande lentidão e calmaria (a ausência de música e a presença de longos planos sem cortes ajudam nesse quesito) ao longo das 2 horas de Amor e isto é essencial para que o clímax funcione tão bem, e destrua toda esse tom como uma bomba atômica. O trabalho de Haneke é muito inteligente, mas requer muita paciência de seu espectador.

Ang Lee | As Aventuras de Pi

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Seguindo os passos de James Cameron e Martin Scorsese, Ang Lee é o novo reconhecido da Academia pelo uso da tecnologia 3D. Não que esta seja algo espetacular, mas o taiwanês traz recursos visuais muito interessantes em sua adaptação de As Aventuras de Pi, como mudar a proporação da imagem – alternando entre 16:9 e 4:3 em momentos chaves – a fim de conferir efeitos tridimensionais que, literalmente, “saltam” da tela. A direção de Ang Lee é criativa e este ajuda a criar uma narrativa competente que se sustenta com lindas imagens.

David O. Russell | O Lado Bom da Vida

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Eu tinha birra com David O. Russell desde sua indicação por O Vencedor, mas agora é tudo water under the bridge após seu trabalho seguro em O Lado Bom da Vida. Sua câmera é habilidosa ao circular todos os personagens em uma cena com diversos movimentos de mão e até bruscos, servindo para salientar ora a tensão, ora o humor (o zoom que este confere a um momento chave é acertadíssimo). Acho particularmente interessante como ele usa o recurso da câmera em primeira pessoa no flashback de Pat, que não só nos coloca na pele do personagem, como também adiciona um elemento de surpresa ao desfecho da cena. Meu trabalho favorito – quem diria – entre os indicados, parabéns sr. Russell.

Steven Spielberg | Lincoln

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De todos os filmes de Steven Spielberg que já vi, Lincoln traz sua direção mais contida. O diretor acerta ao reunir um ótimo elenco e lhes proporcionar um espaço eficiente que lhes permita trabalhar bem (sua câmera é sempre bem fixa e centrada nos intérpretes) e também ao aproveitar seu gordo valor de produção com planos abertos. Não seria justo taxá-lo como “piloto-automático”, já que o diretor cria belos planos que preservam a figura icônica do presidente, mas ainda que saiba como despertar emoções genuínas nos momentos certos (como a aprovação da 13ª emenda), desmerece a vitória por decidir mostrar a morte de Abraham Lincoln de forma melodramática; ainda mais porque poderia ter encerrado o filme minutos antes, com uma bela cena que mostra o protagonista caminhando em direção à luz. Spielberg precisa voltar ao espetáculo.

Benh Zeitlin | Indomável Sonhadora

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Sua estreia na direção de longa-metragens e Benh Zeitlin já garantiu sua primeira indicação Oscar: que belo começo de carreira. Assumindo-se como “essencialmente indie”, o diretor faz uso de uma câmera sempre incessante e com diversos planos e close-ups que retratem a precariedade do ambiente principal de Indomável Sonhadora (preservando com habilidade o ótimo trabalho do design de produção sem recursos grandiloquentes). Mas felizmente Zeitlin não apega-se à melancolia ou a maniqueísmos em tais momentos, conseguindo tirar situações divertidas dos cenários mais improváveis e sobressaindo-se na direção de elenco. Vamos ver se, com seu próximo projeto, não foi sorte de principiante.

FICOU DE FORA: Quentin Tarantino | Django Livre

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Ben Affleck, Kathryn Bigelow e Paul Thomas Anderson foram incríveis ausências nesta categoria. Os três diretores fizeram trabalhos incríveis em seus respectivos filmes, mas senti mais ainda a falta de Quentin Tarantino entre os 5 indicados, já que seu comando no faroeste (sul) de Django Livre é excelente. Cheio de referências e jogadas visuais, o diretor homenageia uma série de filmes do gênero (e também de outros, como Taxi Driver e … E o Vento Levou) e utiliza de um recurso de câmera divertidíssimo: o zoom rápido. Além de manter a narrativa sempre divertida, Tarantino também separa com inteligência a “violencia cômica” da “violência séria” ao alternar a forma com que retrata ambas. Não é o melhor trabalho do diretor, mas nada menos do que digno de indicação.

APOSTA: Steven Spielberg

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ang Lee

MEU VOTO: David O. Russell

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Um casal de idosos testando seu amor, espiões cinéfilos, um indiano náufrago, um escravo recém-libertado, uma agente obcecada, uma jovem sonhadora, um popular presidente americano e um grupo de miseráveis cantores estão entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme deste ano. Vejamos:

Amor

4.0

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“Então o filme só para idosos? Não, mas requer uma experiência de vida (especialmente àquelas baseadas no sentimento-título) que um jovem à beira da maioridade ainda desconhece por completo. Fui comovido pelas ótimas performances de seu elenco e pelo tratamento que Michael Haneke fornece ao longa, mas acho que levará alguns anos para Amor me acertar em cheio.” Crítica Completa

  • Palma de Ouro – Festival de Cannes
  • Globo de Ouro – Filme Estrangeiro
  • BAFTA – Filme Estrangeiro
  • Critics Choice Awards – Filme Estrangeiro

Argo

4.5

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“Um filme sobre um resgate americano em território iraniano renderia uma propaganda ufanista e exagerada nas mãos de um diretor “Michaelbayano”, mas o diretor-ator merece aplausos por apresentar uma relativa neutralidade diante da questão abordada – questionando tanto a incapacibilidade da CIA diante do sequestro quanto a violência executada pelos revolucionários. Argo é uma ótima dramatização de um inusitado capítulo da história da CIA, tratando seus temas de forma aprofundada e acessível, além de mostrar que Ben Affleck não é só um bom diretor, mas sim um ótimo cineasta.” Crítica Completa

  • Producers Guild Awards
  • Globo de Ouro – Drama
  • Directors Guild Awards
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

As Aventuras de Pi

4.0

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“Competente em seu ritmo de narração e interação entre a história contada e aqueles que contam a mesma (no caso, o ótimo Irrfan Khan), As Aventuras de Pi é uma linda realização visual e também uma bela mensagem sobre o desapego da vida. Não o achei poderoso em suas manifestações divinas, mas entre o caminho racional e o fantástico proposto pelo protagonista e pelo pai deste, fico com “a do tigre”.” Crítica Completa

Django Livre

4.5

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“Movendo-se com um bom ritmo até uma conclusão um tanto exagerada, Django Livre é mais um ótimo trabalho de Quentin Tarantino, e ainda que não alcance a perfeição de Bastardos Inglórios ou Pulp Fiction, comprova a facilidade do diretor em navegar com seu estilo único através de diferentes gêneros. Vejamos o que ele vai aprontar a seguir…” Crítica Completa

A Hora Mais Escura

4.0

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“Não tenho dúvidas de que há muita ficção em A Hora Mais Escura. Mas mesmo que alguns fatos apresentados tragam uma veracidade questionável, funcionam eficientemente bem como peça de entretenimento e não do tipo que vangloria uma nação. Ao invés de comemorar euforicamente a morte de Osama Bin Laden, o filme traz de volta a questão Maquiavélica e ainda deixa no ar uma ainda mais complexa: ” e agora?” A reação ambígua de Maya, que com olhos lacrimejados e a noção de que havia concluído uma tarefa que lhe custara 12 anos de sua vida, é a prova de que o filme vai além de sua proposta.” Crítica Completa

Indomável Sonhadora

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Com diversas passagens protagonizadas por criaturas pré-históricas que marcam presença simbólica (creio eu), Indomável Sonhadora explora de forma criativa e apropriada a relação de “causa e efeito” dentro de um ecossistema, enfatizando como cada pequeno elemento pode gerar consequências devastadoras, e também como as relações familiares podem ser comparadas com tal. É o grande indie da temporada de prêmios.

O Lado Bom da Vida

4.0

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“Com uma admirável química entre os dois protagonistas e um ritmo eficiente que fazem as 2 horas de filme parecerem minutos, O Lado Bom da Vida só peca ao recorrer a clichês típicos do gênero em sua conclusão (como uma série de coincidências e elementos supersticiosos). Mas como o próprio Pat diz ao reclamar de Adeus às Armas de Hemingway: ‘a vida já é dura como é, seria pedir demais por um final feliz?’ No caso deste belo filme, é aceitável.”  Crítica Completa

Lincoln

3.0

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“Em um de seus trabalhos mais contidos e livres de maneirismos (não que isso seja uma qualidade aqui) Steven Spielberg faz de Lincoln uma aula de História americana de quase três horas. Mas mesmo com valores de produção e elenco espetaculares, o “professor” carece de um bom material didático que nos ajude a entender melhor o Lincoln Homem, e restringe seu maior impacto emocional ao povo americano.” Crítica Completa

Os Miseráveis

3.5

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“Com 168 minutos que se movem com notável lentidão, Os Miseráveis apresenta uma ótima história e um elenco espetacular, mas que é ofuscada em meio ao excesso de canções. O novo método escolhido por Tom Hooper favoreceu aos intérpretes, que dão o seu melhor em apresentações intensas, mas rendeu uma experiência difícil de se acompanhar. Nas palavras do comediante Jerry Seinfeld: ‘Não gosto desses musicais, não entendo por que cantar, quem canta? Se tem alguma coisa pra dizer, diga!'” Crítica Completa

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

FICOU DE FORA: O Mestre

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“Pontuado nos momentos certos pela abstrata trilha sonora de Jonny Greenwood, O Mestre é uma obra poderosa que consegue expandir sua premissa a níveis universais, sobre o Homem questionando o papel de um líder ou de uma organização; e como estes podem alterar seus instintos mais básicos. Desculpem pelo trocadilho, mas é um trabalho de Mestre.” Crítica Completa

APOSTA: Argo

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Lincoln

MEU VOTO: Argo ou Django Livre

Bem, esse foi o especial Oscar 2013, não esqueçam de fazerem suas apostas. E só pra lembrar, no dia da cerimônia (domingo, 24) estarei aqui comentando o evento ao vivo, então apareçam!

O Incógnito Oscar 2013 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E chegou a hora da 85º cerimônia dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao contrário de algumas edições passadas, o Oscar deste ano promete trazer surpresas entre seus indicados principais (principalmente pela ausência de figuras importantes que vêm se destacando em prêmios de sindicatos), por isso é certo dizer que o Oscar 2013 é uma incógnita em algumas áreas. Começaremos, como sempre, pelas categorias de atuação:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada ator/atriz para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu esse ano

ator

Bradley Cooper | O Lado Bom da Vida

cooper

Personagem: Pat Solitano Jr.

Quem diria que de coadjuvante antagonista em Penetras Bons de Bico até protagonista de um dos filmes de comédia mais lucrativos da atualidade, Bradley Cooper se transformaria em indicado ao Oscar? Na pele de um sujeito diagnosticado com transtornos de personalidade, o ator impressiona por sua eficiente capacidade de alternar de humor naturalmente; hora furioso, resta um elogio sobre sua forma física para fazê-lo sorrir e esquecer seu problema. Mesmo que mantenha certo carisma cômico (característica que se encaixa aqui), é sua dramaticidade que realmente surpreende, assim como sua bela química com Jennifer Lawrence.

Daniel Day-Lewis | Lincoln

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Personagem: Abraham Lincoln

Um dos melhores atores em atividade, Daniel Day-Lewis é um monstro de atuação e caracterização. Entrando na pele do 16º presidente dos EUA, Lewis cria diversos elementos para sua composição; desde o andar meio manco até a suave voz (o ator teve que elaborar uma, já que não existem gravações sonoras de Abraham Lincoln), sendo responsável por todo o mérito de Lincoln. Não é uma performance que domina a tela o tempo todo (afinal, o longa aborda diversas personagens), mas que suga toda a atenção quando aparece. É uma vitória certa e, mesmo não sendo meu preferido entre os indicados, merecida.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Hugh Jackman | Os Miseráveis

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Personagem: Jean Valjean

Libertando-se das garras de Wolverine por alguns instantes (afinal, este ano o ator reprisa o papel do mutante imortal), Hugh Jackman solta a voz como protagonista da versão de Tom Hooper de Os Miseráveis. Honrando o título do longa ao surgir de aparência decadente nos minutos iniciais, o ator também soltou a voz e cantou ao vivo durante as gravações do filme; e seu trabalho talvez seja o mais evidente, já que este tem diversas canções em que aparece sozinho e com a câmera o acompanhando sem cortes.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Joaquin Phoenix | O Mestre

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Personagem: Freddie Quell

Após sua brincadeira sem graça como rapper barbudo, Joaquin Phoenix retornou àquilo que faz muitíssimo bem. Na pele de um desequilibrado ex-fuzileiro naval, Phoenix se entrega de corpo e alma e garante uma performance tanto física quanto psicológica, especialmente por manter o mesmo tom de voz, os acessos descontrolados de risadas e por manter um lado de seu rosto torto, quase deformado. É realmente impressionante a dedicação de Phoenix ao personagem, e também como oferece indícios de um possível distúrbio mental de Quell.

Denzel Washington | O Voo

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Personagem: William “Whip” Whitaker

Ainda bem que Denzel Washington é o protagonista de O Voo. O filme de Robert Zemeckis não é ruim, mas o que o torna cativante até o final da projeção é a performance do excelente ator, que encarna um piloto de avião com problemas de alcoolismo – tornando-se uma figura heróica após aterrissar uma aeronave que se despedaçava nos céus. O carisma e ar simpático de Washington nos fazem identificar com Whip e também com sua difícil luta contra o vício – tratado com elementos clichês que o roteiro de John Gatins apresenta, e que só funcionam graças ao ator.

FICOU DE FORA: Jean-Louis Trintignant | Amor

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Personagem: Georges

A Anne de Emmanuelle Riva é o centro de Amor, mas quem realmente acompanha o espectador durante a projeção, é seu marido vivido por Jean-Louis Trintignant. O veterano ator francês acerta ao conseguir transpor todo a sua dedicação à Anne em uma série de ações e também pela paciência que demonstra. Quando este perde a paciência em certo momento (e também em sua decisão inesperada ao fim da projeção), vemos a versatilidade do ator, que imediatamente choca-se com seu feito e pede desculpas. Amor é bem sucedido graças a junção de Trintignant e Riva.

APOSTA: Daniel Day Lewis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Quando Daniel Day-Lewis quer um Oscar, quem vai ficar em seu caminho?

MEU VOTO: Joaquin Phoenix

atriz

Jessica Chastain | A Hora Mais Escura

chastain

Personagem: Maya

A Maya de Jessica Chastain talvez seja uma das figuras femininas mais badass dos últimos anos. Inspirada em uma agente real da CIA, a responsável por organizar e liderar a caçada pelo terrorista Osama Bin Laden é incrivelmente determinada e jamais perde seu foco, características que a atriz transpõem bem ao exibir o cansaço da personagem através do olhar e a ausência de glamour em sua caracterização. É de se admirar quando Chastain tira o problema de sua inquestionável beleza ficar à frente de sua integridade, adotando uma aura forte e persistência, não hesitando em levantar a voz ou usar palavrões à frente de seus superiores. Não vai ser dessa vez que a atriz levará o ouro, mas só comprova que ela veio pra ficar.

  • Globo de Ouro – Drama

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Tiffany Maxwell

Eu me apaixonei por Jennifer Lawrence após vê-la nesta divertida e irresistível performance. Adotando as características excêntricas de Tiffany, Lawrence acerta ao compor sua performance com uma série de nuances faciais (os dentes cerrados quando está nervosa, e  sua risada irônica são arrebatadores) e por atribuir à personagem muita força e uma aura durona – características que a tornam quase que invulnerável emocionalmente. Mas a atriz também acerta quando encontramos os sentimentos que jaziam ocultos dentro de Tiffany, o que revelam as facetas mais complexas desta. Também é um colírio para os olhos vê-la dançando de forma sensual ao som de Stevie Wonder.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Emmanuelle Riva | Amor

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Personagem: Anne

Atriz mais velha a ser indicada ao Oscar nesta categoria, a francesa Emmanuelle Riva talvez converta-se também na mais velha vencedora. No papel de uma idosa que é repentinamente atacada por um derrame, a atriz merece créditos por retratar a doença de forma real – sem cair à caricaturas ou clichês – e o resultado é incomodante, de tão verossímil que é seu trabalho. Simpática e adorável quando saudável, a performance da atriz vai melhorando ao passo em que a doença de Anne piora (como quando ela luta para formular algumas palavras).

  • BAFTA

Quvenzhané Wallis | Indomável Sonhadora

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Personagem: Hushpuppy

E Quvenzhané Wallis (desafio vocês a soletrarem o primeiro nome sem trapaça) torna-se a mais jovem atriz a ser indicada na categoria, com apenas 9 anos de idade. Como Indomável Sonhadora só estreia no Brasil na próxima sexta (22), ainda não posso comentar o desempenho da atriz, mas atualizarei assim que assistir ao filme.

  • Critics Choice Awards – Atriz Estreante

Naomi Watts | O Impossível

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Personagem: Maria

Quando O Impossível estreiou, me passou despercebido como um candidato ao Oscar. Dessa forma, não consegui ver o desempenho de Naomi Watts, que interpreta uma mãe que ajuda pessoas desoladas quando um tsunami ataca seu resort na Tailândia. Parece o tipo de papel que requer uma interpretação intensa e desesperadora de sua atriz, mas não posso avaliar o desempenho desta sem ter visto o filme, então…

FICOU DE FORA: Helen Mirren | Hitchcock

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Personagem: Alma Reville

Eu ainda não assisti a Hitchcock, mas a ausência de Helen Mirren foi uma surpresa – já que a veterana esteve presente em quase todas as outras premiações. Dando sua interpretação da esposa de Alfred Hitchcock, Alma Reville, dizem que Mirren conseguiu tomar o filme todo para ela, conseguindo até deixar a elogiada performance de Anthony Hopkins em segundo plano. E pelos trailers (mas não se deve tomá-los como única referência, claro), a atriz parece estar ótima. Anseio pelo dia 1º de Março para ver se a Academia fez um erro, ou não, ao deixá-la de fora.

APOSTA: Emmanuelle Riva (além de se converter em ganhadora mais velha, faz aniversário no dia premiação. Como resistir?)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: Jennifer Lawrence

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Alan Arkin | Argo

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Personagem: Lester Siegel

Ao lado de John Goodman, Alan Arkin é o alívio cômico perfeito do thriller de Ben Affleck. Assumindo o jeito e os óculos escuros do fictício Lester Siegel, o ator trava os diálogos mais divertidos do filme e assume uma irreverência sem precedentes, mostrando-se como grande entendedor dos negócios em Hollywood (seu confronto verbal com um produtor é seu ponto alto) e uma sátira a esse tipo de figura tão popular nos anos 70, e o ator afirmou que sua principal inspiração foi o produtor Jack Warner. Arkin está ótimo no papel, e nos relembra como funciona bem como um coadjuvante cômico.

Robert De Niro | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Pat, Sr.

Depois de 21 anos sem uma indicação Oscar (e muitos papéis estereótipos em comédias fracas), eis Robert DeNiro é lembrado por seu personagem supersticioso e viciado em futebol americano. E é uma indicação justa, já que o ator enfim sai do piloto-automático e consegue divertir com essa figura honesta e surpreende em uma cena específica em que este finalmente se abre com o filho; revelando que muitas de suas ações eram um mero pretexto para que os dois se reaproximem. DeNiro surge aqui com muita paixão e carisma, e nos lembra daquele ator fantástico que foi no passado. Bom saber que ele ainda existe.

Phillip Seymour Hoffman | O Mestre

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Personagem: Lancaster Dodd

Dando vida ao “mestre” do título, Phillip Seymour Hoffman entrega mais uma performance muito competente. Tendo seu personagem inspirado no escritor de ficção científica L. Ron Hubbard (o fundador da Cientologia na década de 50), o ator inicialmente o preenche com um ar simpático e acolhedor e ao passo que o roteiro de Paul Thomas Anderson vai dando indícios de que  Dodd é um charlatão, Hoffman vai fazendo as mudanças necessárias. Reparem em sua explosiva ira e apelo a agressões verbais quando tem suas ideias contestadas por terceiros. Hoffman faz de Dodd um sujeito ambíguo, uma decisão acertadíssima que é essencial para o sucesso do longa.

  • Critics Choice Awards

Tommy Lee Jones | Lincoln

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Personagem: Thaddeus Stevens

É difícil acompanhar uma presença monstruosa como a de Daniel Day-Lewis, mas Tommy Lee Jones talvez seja o que mais conseguiu se sustentar. Roubando a cena quando não acompanhamos Abraham Lincoln, seu Thaddeus Stevens é uma figura forte e que exala sarcasmo em seus ótimos discursos (e é também o responsável por não torná-los uma chatice total). Jones mantém sua persona rabungenta, mas é na última cena de seu personagem que enfim entendemos suas motivações; e é impossível não seguí-lo quando abre um sorriso muito satisfeito.

  • SAG

Christoph Waltz | Django Livre

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Personagem: Dr. King Schultz

Repetindo a parceria com Quentin Tarantino, o austríaco Christoph Waltz oferece mais um personagem memorável. Na pele do caçador de recompensas alemão King Schultz, o ator traz de volta diversos traços de sua performance em Bastardos Inglórios, como a elegante dicção de um vocabulário elegante, sua educação cortês e sua invejável capacidade de falar múltiplos idiomas com facilidade. E como o único personagem branco que despreza a escravidão no faroeste Django Livre, Schultz ora utiliza de métodos ortodoxos para a resolução de problemas, mas também utiliza a violência quando estes falham. Waltz é um monstro de ator, e Tarantino parece ser o único que aproveita o máximo de seu potencial.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

APOSTA: Christoph Waltz

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tommy Lee Jones

MEU VOTO: Christoph Waltz

FICOU DE FORA: Leonardo DiCaprio | Django Livre

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Personagem: Calvin J. Candie

Sempre injustiçado pela Academia, Leonardo DiCaprio vem experimentando um papel melhor atrás do outro nos últimos anos. No faroeste de Quentin Tarantino, ele assume o primeiro vilão de sua carreira ao interpretar o cruel fazendeiro Calvin Candie e se sai incrivelmente bem. Livrando-se de qualquer trajeto típico de trabalhos anteriores, DiCaprio transforma-se num sujeito narcisista e malévolo, chocando com suas explosões de violência.

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Amy Adams | O Mestre

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Personagem: Peggy Dodd

Com as poderosas atuações de seus colegas Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman (e também pelo maior tempo que o roteiro dedica a estes personagens), não há muito destaque para Amy Adams em O Mestre. A talentosa atriz interpreta a esposa do “mestre” Lancaster Dodd e o que chama a atenção em sua performance é sua mudança de atitude: simpática e acolhedora como o marido em suas primeiras cenas, Peggy logo repudia as ações de Dodd e é aversisva a crescente relação deste com Freddie Quell. A atriz trata bem essas características, mas sua melhor cena é quando fornece prazer a Dodd no banheiro; sua impassibilidade diante da situação (e a dominância sobre o sujeito) é espantosa.

Sally Field | Lincoln

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Personagem: Mary Todd Lincoln

Depois de passar um bom tempo dedicando-se a trabalhos na televisão, a carismática Sally Field retorna ao cinema em 2012 com dois papéis maternos e é lembrado nas premiações por um deles. Claro que não me refiro a sua Tia May de O Espetacular Homem-Aranha mas sim à Mary Todd Lincoln, esposa radical do personagem-título. E assim como Tommy Lee Jones, a atriz consegue seguir a linha de Daniel Day-Lewis com sua adorável preocupação com os filhos e engaja poderosas discussões com Lincoln pela segurança destes. Adoro o momento em que Field vai lentamente destruindo Thaddeus Stevens em uma festa, onde ela o faz com uma dicção dócil e um sorriso imutável.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

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Personagem: Fantine

Não querendo menosprezar o filme, mas eu não daria tanta atenção a ele sem a presença poderosa de Anne Hathaway. Mesmo aparecendo em cena por pouco mais de 20 minutos, sua performance é a melhor coisa de Os Miseráveis e, assim como todo o restante do elenco, a atriz protagonizou as cenas de canto ao vivo e seu desempenho nestas é dos mais intensos. Seu tour de fource é definitivamente a canção “I Dreamed a Dream”, onde Hathaway surge completamente vulnerável fisicamente e entrega uma melodia triste e de partir o coração com sua voz fragilizada. Uma performance espetacular.

  • Globo de Ouro
  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Helen Hunt | As Sessões

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Personagem: Sheryl

E quase consigo completar o especial, só me falta assistir As Sessões. Sobre a indicação de Helen Hunt, posso afirmar que é corajoso que a atriz participe de diversas cenas de nudez frontal e desempenhe um papel delicado como “terapeuta sexual” de um sujeito paralítico.

Jacki Weaver | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Dolores Solitano

Jacki Weaver certamente foi indicada apenas para que O Lado Bom da Vida garantisse indicações nas 4 categorias de atuação (algo que não acontecia a 31 anos, com ), já que sua personagem se destaca pouco no filme. A atriz faz um bom trabalho como a mãe carinhosa que está sempre lá para apoiar o filho (e até retirá-lo da instituição mental antes do planejado) e também a controlar as ações de seu marido. Weaver está eficiente, mas as ações da personagem falam mais alto do que a performance em si.

FICOU DE FORA: Judi Dench | 007 – Operação Skyfall

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Personagem: M

É certo que em 007 – Operação Skyfall quem rouba a cena entre os coadjuvantes é o vilão Silva de Javier Bardem. No entanto, é a primeira vez em que a personagem de Judi Dench tem mais a fazer do que simplesmente dar ordens, e sua relação com James Bond é muito mais explorada aqui. É o que torna a M de Skyfall uma curiosa figura materna, e Dench faz um ótimo trabalho. Sendo sua última participação na franquia, a veterana merecia ser lembrada.

APOSTA: Anne Hathaway

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Se há uma certeza sobre este ano é a de que ninguém tirará o prêmio de Hathaway.

MEU VOTO: Anne Hathaway

Por hoje é só, mas amanhã sai o volume 2 (meu preferido, devo acrescentar) com as categorias técnicas. Até lá!

Atualização:

Volume II: Categorias Técnicas

Volume III: Sons & Músicas

Volume IV: Categorias Principais

Indicados ao Producers Guild of America 2013

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PGA

O sindicato dos Produtores da América divulgou hoje seus indicados. Lembrando que o vencedor deste prêmio geralmente leva o Oscar de Melhor Filme, então é bom nos atentarmos à lista. Os indicados:

FILME

007 – Operação Skyfall

Argo

As Aventuras de Pi

Django Livre

A Hora Mais Escura

Indomável Sonhadora

O Lado Bom da Vida

Lincoln

Os Miseráveis

Moonrise Kingdom

ANIMAÇÃO

Detona Ralph

Frankenweenie

Paranormal

A Origem dos Guardiões

Valente

Skyfall na lista? Adorei. Os vencedores serão anunciados em 26 de Janeiro.

Preview 2013 – Um guia para os lançamentos do ano

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preview

Os Maias estavam errados e o mundo não acabou! 2013 chegou e preparei aqui um guia sobre os grandes lançamentos do ano, apontando motivos para vê-los ou ignorá-los. A lista consta com cerca de 80 filmes, mas LEMBREM-SE: AS DATAS DE LANÇAMENTOS SEMPRE ESTÃO SUJEITAS A ALTERAÇÕES. Você sabe, aquela velha história e, nesse caso, atualizarei o post frequentemente.

Shall we begin?

JANEIRO

Jack Reacher – O Último Tiro

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O que é: Adaptação do livro de Lee Child, acompanha um ex-policial durão e sem limites que larga suas férias para embarcar em uma perigosa missão. Típico filme de ação do começo do ano.

Porque assistir: Os trailers prometem Tom Cruise em ótima forma (afinal, ele sempre manda bem quando o gênero é pancadaria) e Jack Reacher marca a estreia do diretor Christopher McQuarrie, que vai assumir a quinta Missão: Impossível do cinema. Veremos se o sujeito é eficiente.

Desconfianças: Covenhamos, o filme não apresenta nenhum atrativo especial/inovador.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Janeiro

A Viagem

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O que é: Adaptação do livro de David Mitchell, marca o retorno dos irmãos Lana (antes Larry) e Andy Wachowsky – responsáveis pela trilogia Matrix – em uma ficção científica que traz diversas histórias que vão e voltam no tempo, passando do século XIX até um futuro pós-apocalíptico. Tom Tykwer (de Corra, Lola, Corra) entra como co-diretor.

Porque assistir: Os Wachowski ainda estão devendo um novo sucesso depois de Matrix, e a solução pode estar na promissora trama de Cloud Atlas, que também reúne um elenco estelar que vai de Tom Hanks até Halle Berry. E o adiamento do filme só serviu para aumentar as expectativas…

Desconfianças: Vamos torcer para que o longa não se perca em toda sua grandiosidade e complexidade.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 11 de Janeiro

Django Livre

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O que é: Faroeste “sulista” de Quentin Tarantino que segue o escravo recém-libertado Django (Jamie Foxx), que se une a um caçador de recompensas (Christoph Waltz) para resgatar sua esposa de um cruel fazendeiro (Leonardo DiCaprio).

Porque assistir: O novo filme de Tarantino. Um faroeste. Fuck Yeah.

Desconfianças: Bem, eu desconfiava que o diretor/roteirista não pudesse transportar seu estilo marcante para a Segunda Guerra Mundial em Bastardos Inglórios – e todos vimos o resultado. Acho que ele está bem seguro no western.

Estreia: 18 de Janeiro

Vontade de ver: 5/5

O Último Desafio

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O que é: Em uma cidadezinha próxima à fronteira do México, um xerife quase aposentado (será que é o último dia dele no trabalho?) precisa impedir que um traficante de drogas entre nos EUA.

Porque assistir: O retorno de Arnold Schwarzenegger ao cinema de ação, dessa vez como protagonista. Precisa ver.

Desconfianças: A história não é nada demais, mas não se pode esperar muita coisa de um filme assim né? E por favor, que o roteiro não mande o ator ficar repetindo “I’ll be back” de 5 em 5 minutos.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Janeiro

Don Jon’s Addiction

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O que é: Estreia na direção de Joseph Gordon Levitt, que também protagoniza e assina o roteiro. A trama é descrita como uma espécie de “Don Juan Moderno”, onde o protagonista é um viciado em pornografia que tenta melhorar sua vida.

Porque assistir: Gordon Levitt é um excelente ator, e agora veremos se seu talento também se mantém por trás das câmeras.

Desconfianças: Ainda não tem um distribuidor (nem nos EUA), deve demorar ainda pra chegar no Brasil.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Janeiro (Festival de Sundance, EUA)

João e Maria: Caçadores de Bruxas

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O que é: A onda de versões dark de contos de fadas continua com o épico que traz João e Maria crescidos, agora caçadores de bruxas e criaturas.

Porque assistir: A ideia é bacana, e a escalação de Jeremy Renner e Gemma Arterton como os protagonistas é inspirada, podendo render uma boa química entre os dois.

Desconfianças: Só espero que não seja um Van Helsing da vida…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Janeiro

Lincoln

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O que é: Steven Spielberg comanda um longa sobre o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln (dessa vez sem vampiros nem elementos fantásticos) durante o período em que a Guerra Civil ia chegando ao fim.

Porque assistir: O elenco é de matar, com Daniel Day-Lewis assumindo o papel principal e Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Sally Field, Jackie Earle Haley e mais uma coleção de astros na produção. Certamente vai abocanhar algumas estatuetas no Oscar deste ano…

Desconfianças: Sempre tenho um pé atrás quando o assunto é biopic (cinebiografia).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Janeiro

O Mestre

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O que é: Novo longa de Paul Thomas Anderson sobre um sujeito perturbado (Joaquin Phoenix) que se vê às voltas com um misterioso homem (Phillip Seymour Hoffman), e com o surgimento da Cientologia.

Porque assistir: Já podia parar no nome de Paul Thomas Anderson né?

Desconfianças: Eu só espero que o longa tenha um apelo universal, e não se restrinja às origens da Cientologia.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 25 de Janeiro

FEVEREIRO

Caça aos Gângsters

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O que é: O diretor de Zumbilândia, Rubens Fleischer, traz um elenco interessante em um longa sobre a máfia dos anos 50. Na trama, um grupo secreto da polícia de Los Angeles é formado para derrubar o império criminoso de Mickey Cohen (Sean Penn), um gângster que tem metade da cidade em seus bolsos.

Porque assistir: Típico filme de máfia, se bem feito pode ser muito divertido. E o elenco ainda traz Sean Penn, Ryan Gosling, Josh Brolin e Emma Stone.

Desconfianças: Ainda existe alguma coisa de novo para ser adicionado ao gênero?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Meu Namorado é um Zumbi

WARM BODIES

O que é: Adaptação de um livro infanto-juvenil onde, em meio a um apocalipse zumbi, um dos mortos (Nicholas Hoult, o Fera de X-Men: Primeira Classe) se apaixona por uma sobrevivente (Teresa Palmer). Em meio a essa bizarra situação, o recém-descoberto sentimento pode servir para transformar a todos.

Porque assisti: Eu vou por pura curiosidade, ao menos o filme se assume como uma comédia…

Desconfianças: Zumbis como interesses românticos, mesmo? Como fazer isso funcionar de forma convincente?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Os Miseráveis

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O que é: Nova adaptação do cultuado musical da broadway – que é baseada na clássica obra de Victor Hugo – e também o novo filme do diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei). A história é ambientada durante o período da Revolução Francesa e traz como protagonista um homem comum (Hugh Jackman) que é injustamente visto como criminoso e deve agorar se redimir – ao passo em que foge das autoridades.

Porque assistir: Hooper acertou com sua inventiva abordagem histórica em seu longa anterior, sem falar que reuniu um elenco estelar para contar uma belíssima história.

Desconfianças: Ih. Musical, né?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Fevereiro

O Lado Bom da Vida

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O que é: A elogiadíssima “dramédia” de David O. Russell (de O Vencedor), que traz um homem (Bradley Cooper) que volta a morar com sua família e acaba por conhecer uma mulher excêntrica (Jennifer Lawrence).

Porque assistir: Sua presença no Oscar deste ano é garantida, e a trama parece ser daquelas em que o roteiro é excepcional. Isso sem falar no casal principal, que promete um desempenho memorável.

Desconfianças: Não sei se assistiria se não estivesse sendo cotado para o Oscar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Monstros S.A. 3D

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O que é: Relançamento em 3D de uma das pérolas da Pixar, onde uma criança descobre uma corporação de Monstros cujo propósito é assustar a jovem população.

Porque assistir: Monstros S.A.é uma animação genial, e que forma melhor para nos aquecermos para o prelúdio que estreará alguns meses mais tarde?

Desconfianças: Não para mim.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

O Voo

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O que é: A volta de Robert Zemeckis ao cinema live-action (seu último filme do tipo foi Náufrago, em 2000), que foca em um piloto de avião (Denzel Washington) que consegue evitar uma tragédia em pleno voo, mas é investigado quando é revelado que este estava sob a influência de álcool e drogas durante o incidente.

Porque assistir: Zemeckis é um excelente diretor, Washington promete uma das melhores performances de sua  carreira, a trama é muito interessante… Merece ser visto, sem dúvida.

Desconfianças: É uma excelente premissa, mas veremos como ela será sustentada e desenvolvida em um longa de 2 horas.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Para Maiores

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O que é: Coleção de cerca de 43 curtas de comédia de humor negro e politicamente incorreto. Seu elenco inclui uma série de rostos conhecidos da indústria.

Porque assistir: De quase 43 curtas, é certeza de que pelo menos alguns irão nos fazer rir…

Desconfianças: … Mas é claro que alguns serão fracos.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

A Hora Mais Escura

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O que é: Novo filme de Kathyrin Bigelow (a mesma que roubou o Oscar em 2010 com Guerra ao Terror) que vem colecionando prêmios e elogios calorosos em suas exibições. O filme acompanha a mulher por trás da operação que eliminou o terrorista Osama Bin Laden.

Porque assistir: Além de ser um tema polêmico e atual, Bigelow sabe comandar um thriller de guerra com eficiência, e você também vai querer ver aquele que pode ser o grande vencedor do Oscar 2013.

Desconfianças: Aí é meio pessoal, eu sinceramente quero ver se o filme é tudo isso mesmo.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Fevereiro

Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer

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O que é: Quinta aventura do policial John McLane, que agora se ambienta na Rússia e traz o filho do personagem como seu parceiro.

Porque assistir: É sempre interessante ver Bruce Willis no papel que faz melhor.

Desconfianças: Esse filme é realmente necessário? John McClane já não deu o que tinha que dar? E que ideia maluca é essa de inserir um filho para o personagem?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Indomável Sonhadora

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O que é: Longa que estorou no Festival de Sundance do ano passado, conta a história de uma jovem que cuida de seu pai doente em uma região problemática. Inesperadamente, um grupo de animais extintos misteriosamente retorna à vida, alterando as vidas de todos os envolvidos.

Porque assistir: Pode, ou não, ser indicado ao Oscar. E foi elogiado nos EUA.

Desconfianças: Tem cara de ser apelativo, não me verão na primeira fila. E nem verei tão cedo se passar batido no Oscar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Inside Llewyn Davis

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O que é: O novo filme dos Irmãos Joel e Ethan Coen (agora sim, roteirizado e dirigido) sobre um artista da música folk que viaja pelos Estados Unidos dos anos 60.

Porque assistir: São os Coen, assisto até comercial de fraldas. O elenco também é ótimo.

Desconfianças: Ainda não foi divulgado nada sobre o filme; nem imagens, pôsteres ou trailers. Fica difícil saber o que esperar do filme…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: A Ser definida

MARÇO

Hitchcock

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O que é: Longa que dramatiza a vida de Alfred Hitchcock e sua esposa Alma durante as conturbadas gravações de seu mais famoso filme: Psicose. Estas foram marcadas por conflitos do diretor com o estúdio e os problemas que enfrentou para que o filme tornasse-se hoje o clássico inesquecível que é.

Porque assistir: Quem é fã do Psicose original certamente tem interesse em descobrir detalhes de sua produção (sejam eles dramatizados ou verídicos) e eu anseio para ver Anthony Hopkins na pele do Mestre do Suspense. E me chamem do que quiserem, mas a fotografia do filme é de Jeff Cronenweth (A Rede Social, Millennium) e quero ver seu trabalho.

Desconfianças: Só espero que o longa não peque como Sete Dias com Marilyn, onde se apoiou muito no humor (e no amadorismo) para narrar sua história.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 1 de Março

Bem-Vindo aos 40

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O que é: Novo filme dirigido e escrito por Judd Apatow, que serve como um spin-off de Ligeiramente Grávidos. Na trama, o casal Pete e Debbie devem lidar com as filhas e com a entrada na casa dos 40 anos, aliada à uma crise de meia idade.

Porque assistir: Judd Apatow tem um belo currículo de comédias, e será um prazer vê-lo de volta.

Desconfianças: Pete e Debbie não eram a coisa mais interessante de Ligeiramente Grávidos… E muito menos as filhas do casal (que Apatow fez questão de lhes dar grande destaque também em Tá Rindo do Quê?).

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Março

Oz – Mágico e Poderoso

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O que é: Novo filme de Sam Raimi, serve de prólogo para a famosa história do Mágico de Oz. Aqui, um fracassado mágico de circo (James Franco) acaba indo parar na exuberante terra de Oz, e lá encontra três bruxas (Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz… Que azar, hein?) que acabaram por ajudá-lo a se tornar um mágico (e uma pessoa) melhor.

Porque assistir: Sam Raimi é um bom diretor e o visual do longa parece bonito.

Desconfianças: Eu sinceramente não me senti atraído pela história. Parece infantil demais.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 8 de Março

Anna Karenina

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O que é: Nova adaptação do clássico de Leo Tolstoi, sobre uma paixão proibida e adúltera dentro da alta classe da nobreza russa.

Porque assistir: Joe Wright já mandou bem em duas adaptações de clássicos (Orgulho & Preconceito e Desejo & Reparação), e sua abordagem para o clássico da literatura russa parece mais estilística e moderna do que as anteriores.

Desconfianças: A personagem-título é das facetas mais complexas, e tenho medo que o overacting de Keira Knightley prejudique o resultado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Março

Killer Joe – Matador de Aluguel

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O que é: Adaptação de uma peça teatral, gira em torno de uma família disfuncional onde o irmão e o pai planejam o assassinato da mãe para herdar o dinheiro. Para isso, contratam o matador Joe Cooper (Matthew McCounaghey).

Porque assistir: Eu não sei vocês, mas estou MUITO curioso para saber qual é a daquela famosa “cena do frango”. Isso sem falar que o diretor é William Friedkin, o mesmo de O Exorcista.

Desconfianças: Não tenho nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Março

Jack – O Matador de Gigantes

O que é: Bryan Singer dá vida nova à clássica história de João e o Pé de Feijão, mostrando um jovem fazendeiro que parte para uma terra de gigantes a fim de salvar uma princesa sequestrada.

Porque assistir: Singer é um bom diretor e sabe dar pulso a uma história e cenas de ação. Será interessante ver como ele trabalha com o 3-D.

Desconfianças: João e o Pé de Feijão? Sei lá, tem que mudar muita coisa na trama pra dar certo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Março

G. I. Joe 2: Retaliação

O que é: Filme que continua o mediano A Origem de Cobra, promete um tom bem mais maduro e sério, além de uma ação mais crível. Dessa vez, a equipe precisa agir por conta própria quando o governo dos EUA é dominado pela organização Cobra, e inicia uma guerra ao quebrar um acordo mundial a respeito de ogivas nucleares.

Porque assistir: De fato, a mudança de tom é clara – assistindo ao trailer, mal da pra relacionar os dois filmes – e a presença de Bruce Willis e The Rock deve dar um gás ao filme, assim como os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese (dupla de Zumbilândia) por trás da trama.

Desconfianças: Eu não sei o que esperar de Jon Chu, que dirigiu Justin Bieber: Never say Never.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

A Hospedeira

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O que é: Adaptação da obra homônima de Stephenie Meyer sobre um futuro em que a Terra é dominada por um inimigo invisível, e os invasores usam os corpos humanos como hospedeiros. Nesse cenário, uma jovem luta para manter controle de sua mente ao ser capturada por um desses hostis.

Porque assistir: A trama é interessante e traz Andrew Niccol na direção, um nome criativo que já teve ótimas ideias, mas que anda precisando de um grande projeto.

Desconfianças: Stephenie Meyer. Salvem-se!

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

ABRIL

A Morte do Demônio

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O que é: Remake do festival trash de Sam Raimi, sobre um grupo de jovens que se hospeda em uma cabine abandonada e, lá, acabam por libertar forças demoníacas.

Porque assistir: Pelo trailer, percebe-se que todo o humor que fez o Evil Dead original tão divertido foi deixado de lado, e veremos aqui um longa que promete ser realmente assustador.

Desconfianças: Ainda que a promessa seja de um terror hardcore, foi justamente a comédia trash que fez do original um filme memorável.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 19 de Abril

Homem-de-Ferro 3

IRON MAN 3

O que é: Nova aventura de Tony Stark de Robert Downey Jr, que também segue os eventos de Os Vingadores. Aqui, o herói de armadura aprimora suas invenções com uma nova tecnologia e enfrenta seu arqui-inimigo: o terrorista Mandarim (Ben Kingsley).

Porque assistir: Dentre todos os Vingadores, Homem-de-Ferro é o mais interessante, e o carisma de Robert Downey Jr já é o suficiente para continuarmos com interesse no personagem. E outra, o Mandarim finalmente vai ganhar uma versão em carne em osso!

Desconfianças: Não são poucas, vamos torcer para: Que a Marvel não fique enchendo o longa de referências a outros personagens e foque em seu protagonista; que o filme não seja uma comédia narcisista e não-assumida como foi Homem-de-Ferro 2; que o novo diretor Shane Black esqueça aquela ideia horrorosa de dar uma armadura à Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Abril

MAIO

Segredos de Sangue

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O que é: Primeiro filme norte-americano de Park Chan-wook (mesmo diretor do Oldboy original), mostra uma jovem (Mia Wasikowska) que lida com a morte repentina de seu pai. Tudo muda quando um misterioso tio (Matthew Goode) reaparece e promete reacender segredos obscuros da família.

Porque assistir: Vai ser interessante ver o que o cineasta sul-coreano faz com um suspense hollywoodiano. Isso sem falar que a trama parece ser o que Sombras da Noite de Tim Burton não foi. Só que sem os vampiros, acho.

Desconfianças: O roteiro é a estreia no cargo de Wentmorth Miller (o Michael de Prison Break), será que ele manja do assunto?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Março

Em Transe

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O que é: Remake de Danny Boyle para um filme de TV onde um grupo de ladrões de obras de arte se alia a um hipnotizador, e a realidade e fantasia misturam-se.

Porque assistir: Ótima premissa. Ótimo diretor. Ótimo elenco. Pode dar errado?

Desconfianças: Hum…

Estreia: 3 de Maio

Vontade de ver: 4/5

Suor e Glória

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O que é: Michael Bay deixa os robôs gigantes de lado e comanda uma trama em que halterofilistas (agora são homens gigantes) agem como criminosos.

Porque assistir: Machete que se cuide, temos aqui o candidato ao filme mais trash do ano… O trailer exibe todos os clichês típicos de Michael Bay, mas também parece muito engraçado (de ruim).

Desconfianças: É o Michael Bay, né.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Maio

Only God Forgives

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O que é: O dinamarquês Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling repetem a bem-sucedida parceria de Drive em uma trama que envolve um policial aposentado em Bangcoc que busca vingança pela morte de seu irmão; tendo que enfrentar um criminoso conhecido como Anjo da Vingança.

Porque assistir: A trama não apresenta muitas novidades, mas parece o cenário perfeito para que Refn e Gosling repitam os elementos que fizeram de Drive um excelente (e estilístico) filme de ação.

Desconfianças: Até agora, nenhuma. Só me preocupo com a estreia; no ritmo das coisas, deve chegar no Brasil só em 2014…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Maio (Dinamarca)

Velozes & Furiosos 6

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O que é: Sexta entrada na franquia Velozes e Furiosos. Reúne boa parte do elenco do anterior, mas ainda não teve sua trama divulgada.

Porque assistir: Depois do eficiente Operação Rio, a franquia enfim parece ter encontrado seu lugar e tom, e parou de se levar a sério para fornecer competentes cenas de ação e um escapismo divertido. Se essas mesmas características se manterem aqui, assistirei sem medo.

Desconfianças: Mesmo tendo definido seu novo estilo, a franquia ainda carece de novas ideias.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 24 de Maio

Se Beber, Não Case! Parte III

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O que é: Terceira (e, aparentemente, última) aventura desmemorizada do “Bando de Lobos”. Sem um casamento ou despedida de solteiro como catalisador de trama, o grupo irá voltar à Las Vegas do primeiro filme e também vai parar em Tijuana no México.

Porque assistir: O grupo formado por Phil (Bradley Cooper), Alan (Zach Galifianakis) e Stu (Ed Helms) é um dos mais carismáticos a surgir nos últimos anos. E mesmo que seja uma incógnita a jornada dos três, iremos seguí-los.

Desconfianças: Mais um filme que definitivamente não precisava existir… Se for pra se prender à repetição e simplesmente copiar o original (como fez a Parte II), poupe-nos da decepção.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

Terapia de Risco

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O que é: Steven Soderbergh lança um thriller sobre a indústria da psicofarmologia e a ingestão de substâncias químicas, tendo em primeiro plano uma mulher (Rooney Mara) que aumenta as doses de um remédio para ansiedade quando seu marido (Channing Tatum) é solto da prisão.

Porque assistir: Soderbergh se reune com o roteirista  Scott Z. Burns, e ambos mandaram bem no alarmante Contágio em 2011. Vale a espera e ainda é protagonizado por Rooney Mara (a Lisbeth Salander do Millennium americano), uma atriz que merece atenção.

Desconfianças: Torçamos para que não seja tão didático, e combine a informação com o entretenimento como f ez Contágio.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

JUNHO

Depois da Terra

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O que é: Nova tentativa de M. Night Shyamalan de não cair no esquecimento. Dessa vez, ele passa longe do roteiro e fica só na direção, em uma ficção científica que acompanha pai e filho (Will Smith e, oras, seu filho Jaden Smith) perdidos em um planeta Terra desolado e habitado por criaturas mortais.

Porque assistir: A química entre Smith pai e filho foi espetacular em À Procura da Felicidade, se repetir-se aqui, já vale o ingresso.

Desconfianças: Shyamalan encontra-se completamente perdido… E não sei se essa ficção científica (com uma premissa morna, visual mediano) vai retirá-lo do limbo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 7 de Junho

Truque de Mestre

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O que é: Batizado pela revista Empire como “uma mistura de Onze Homens e um Segredo com Um Grande Truque“, a trama acompanha um grupo de ilusionistas que viaja pelo país assaltando bancos como parte de um ato, tendo o FBI em sua cola.

Porque assistir: A premissa e o elenco são muito interessantes.

Desconfianças: Filmes do tipo heist são daqueles cuja fórmula já está bem batida. Vamos torcer para que a introdução de ilusionismo traga novidades.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 7 de Junho (EUA)

Além da Escuridão – Star Trek

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O que é: Continuação do excelente reboot de 2009, traz a tripulação da Enterprise enfrentando o misterioso vilão de Benedict Cumberbatch, que pode (ou não) ser o icônio Khan.

Porque assistir: Se você (como eu) adorou o filme de J.J. Abrams, não vai querer perder o que ele vai fazer agora; prometendo um longa mais sombrio e dinâmico, sem ter a preocupação de apresentar os personagens ao público e podendo lançar-lhes nas mais exremas situações.

Desconfianças: Minha ÚNICA preocupação é de que Abrams e seu diretor de fotografia abusem daqueles flares irritantes que de nada acrescentam à narrativa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

O Grande Gatsby

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O que é: Nova adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald, que traz Leonardo Dicaprio no papel de Jay Gatsby, um milionário festeiro que apresenta uma nova realidade a um escritor vivido, por Tobey Maguire, e sua prima que ganha as facetas de Carey Mulligan. Baz Luhrmann comanda o longa em 3D.

Porque assistir: DiCaprio, Maguire e Mulligan prometem um trio bem carismático, e toda versão da impecável história de Fitzgerald merece ser vista.

Desconfianças: Será que o estilo exuberante de Baz Luhrmann é a coisa certa para uma obra sobre a Era do Jazz?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

Universidade Monstros

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O que é: A Pixar enfim lança o prelúdio de Monstros S.A., que acompanha Mike e Sully na faculdade onde receberão treinamento para seus “serviços”.

Porque assistir: Monstros S.A. é genial, assim como a ideia desse novo filme. Parece a oportunidade da Pixar de sair do mediano (após Carros 2 Valente) e recuperar sua glória.

Desconfianças: Só torçamos para que o resultado não seja mais um caça-níquel…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 21 de Junho

Guerra Mundial Z

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O que é: Adaptação do livro de Max Brooks (o especialista em zumbis, autor do imperdível O Guia de Sobrevivência a Zumbis) que relata um futuro onde homens e mortos-vivos estão em guerra. Nesse cenário, um jornalista (Brad Pitt) sai relatando ataques ao redor do planeta.

Porque assistir: Se o espírito bem-humorado (e realista) do livro de Brooks for preservado, o resultado pode ser excelente.

Desconfianças: O filme passou por inúmeras refilmagens e adiamentos, o que significa que o longa não anda agradando o estúdio (e nem o astro Brad Pitt).

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 28 de Junho

Blue Jasmine

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O que é: Ainda sem sinopse divulgada (como é de costume com Woody Allen), o 44º filme do diretor se passará em Nova York (e talvez até outras cidades) e o elenco inclui Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard e o comediante Louis C.K.

Porque assistir: Filmes do Woody Allen são sempre imperdíveis (independente de sua qualidade). Já virou tradicional ver o “filme anual de Allen”…

Desconfianças: Eu estava gostando muito do “tour europeu” de Woody Allen, não posso dizer que não estarei um tanto desanimado ao vê-lo retornando à cidade que serviu de cenário para inúmeros de seus projetos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: Algum dia de Junho

JULHO

Muito Barulho por Nada

much ado

O que é: Versão moderna de Joss Whedon para a clássica história de William Shakespeare sobre dois amantes com diferentes visões para o amor.

Porque assistir: Whedon está com tudo após o sucesso esmagador de Os Vingadores. Vejamos como ele se sai em um filme agressivamente menor.

Desconfianças: Esta aí mais uma história que já ganhou inúmeras versões, e pergunto-me se valeria a pena vê-la mais uma vez.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Julho

O Cavaleiro Solitário

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O que é: A Disney combina novamente Jerry Bruckheimer e o diretor Gore Verbinski para tentar lançar mais uma franquia de sucesso. Agora, eles apostam no xerife mascarado John Reid (Armie Hammer) e em seu escudeiro índio Tonto (Johnny Depp, que certamente vai roubar o filme).

Porque assistir: Verbinski e Depp acertaram com a franquia Piratas do Caribe, e os personagens aqui têm potencial para iniciar uma boa franquia.

Desconfianças: Mesmo parecendo interessante, sinto cheiro de fracasso.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 12 de Julho

O Homem de Aço

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O que é: Novo filme do super-herói mais famoso de todos os tempos, que traz Zack Snyder na direção e Christopher Nolan na produção. A história não foi detalhada, mas deve ser (novamente) uma de origens, com Superman tentando encontrar seu lugar no mundo ao mesmo tempo em que o vilão Zod invade a Terra.

Porque assistir: A abordagem encontrada pelos realizadores parece ser muito mais dramática e sombria do que as adaptações prévias do personagem, e o herói realmente precisa de uma reinvenção moderna.

Desconfianças: Como fazer do Superman, um personagem colorido e fantástico, uma figura sombria e humana?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 12 de Julho

Wolverine – Imortal

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O que é: Hugh Jackman retorna a seu papel mais famoso, em uma aventura que levará Wolverine até o Japão para tentar se livrar da culpa e tristeza após a morte de Jean Grey em X-Men: O Confronto Final. Em um país estrangeiro, ele enfrentará uma série de inimigos samurais.

Porque assistir: O personagem é bom demais e após o nojento X-Men Origens: Wolverine, ele parece ter encontrado um cenário decente que faça jus a seu potencial. Isso sem falar que Darren Aronofsky quase dirigiu o longa, chamando o roteiro de “espetacular”. Promissor…

Desconfianças: Sinceramente, não tenho. Estou sentindo coisa boa vindo por aí…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 26 de Julho

AGOSTO

R.E.D. 2 – Aposentados e Mais Perigosos

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O que é: Continuação do filme de 2010, mostra os aposentados perigosos encarando uma nova missão. O elenco original retorna e Anthony Hopkins é a principal adição.

Porque assistir: O primeiro foi divertido e sua fórmula funcionou bem. Se for a mesma coisa aqui, vale a visita.

Desconfianças: Mesmo que o anterior tenha sido divertido, o que funcionou foi o elemento de surpresa. Aqui, ele certamente será perdido…

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 3 de Agosto

Círculo de Fogo

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O que é: Sci-fi futurista-apocalíptico de Guilermo Del Toro em que a Terra é atacada por monstros gigantes vindos do mar. Para combater a ameaça, os humanos se armam com robôs igualmente colossais.

Porque assistir: Del Toro é muito criativo, e ele anda devendo lançar… alguma coisa (seu último filme foi o ótimo Hellboy II – O Exército Dourado, em 2008).

Desconfianças: Alguém disse robôs gigantes? Por favor não vire um Transformers,por favor não vire um Transformers, por favor não vire um…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 3 de Agosto

Elysium

elysium

O que é: O sulafricano Neil Blomkamp traz uma nova ficção científica de cunho político. Nela, encontramos um futuro onde a Terra está arruinada e superpopulosa e aqueles mais importantes habitam a estação espacial conhecida como Elysium. Nesse cenário, um sujeito chamado Max (Matt Damon) embarca em uma missão para promover a igualdade entre as civilizações.

Porque assistir: Depois do incrível Distrito 9, alguém duvida de que Blomkamp não seja um cineasta eficiente? Seu novo filme promete seguir os mesmos passos e ainda traz um belo elenco que inclui Wagner Moura como antagonista.

Desconfianças: Como é uma ideia original, há sempre o risco de ela ser recebida com controvérsias (ou não funcionar completamente).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Agosto

Percy Jackson e o Mar de Monstros

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O que é: A sequência (demorada, até) de Percy Jackson e o Ladrão de Raios, segundo livro da saga de Rick Jordan. Aqui, Percy e seus amigos precisam viajar pelo Mar dos Monstros para encontrar um artefato que garanta a sobrevivência do grupo.

Porque assistir: Os fãs da série vão assistir, com certeza.

Desconfianças: Detesto a primeira adaptação e não vejo motivos para ver este aqui.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 16 de Agosto

300: Rise of an Empire

xerxes

O que é: Visto tanto quanto prelúdio ou continuação, Rise of an Empire é a nova investida ao universo de batalhas espartanas de Frank Miller. Com base na graphic novel Xerxes, o longa deve focar-se no general persa de Rodrigo Santoro e também em uma batalha paralela à do filme original: a de Artemisia.

Porque assistir: 300 foi uma ótima adaptação de quadrinhos – especialmente por sua abordagem radical à um evento histórico – e será ótimo ver seu lindo visual novamente. Isso sem falar no retorno do Xerxes de Santoro, o elemento mais interessante do longa de Zack Snyder.

Desconfianças: A produção do longa se move muito devagar, e está nas mãos de um diretor pouco conhecido. A ausência de Zack Snyder no projeto pode fazer falta.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Agosto

Jurassic Park (3D)

jurassic park

O que é: Relançamento em 3D do Jurassic Park de Steven Spielberg. A trama (que todo mundo conhece, mas vale o lembrete) envolve um parque temático que conseguiu recriar geneticamente os extintos dinossauros, mas que se transforma em um caos quando perde o controle sobre os mesmos.

Porque assistir: Um dos filmes mais empolgantes de Spielberg na tela grande. Eu que não era nascido na época de lançamento sem dúvida irei conferir.

Desconfianças: Nenhuma!

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto

Diana

diana

O que é: Biopic que acompanha o romance da falecida Princesa Diana com o médico Dr. Hasnat Kahn, que durou de 1995 até dias antes de sua morte, 2 anos depois.

Porque assistir: Vamos testemunhar Naomi Watts encarando o tipo de papel que pode revigorá-la – e ela já está há um tempo sem fazer algo marcante.

Desconfianças: Só minha habitual desavença com biopics.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 30 de Agosto

The Wolf of Wall Street

wolf

O que é: Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio se unem pela 5a vez, agora para a cinebiografia de Jordan Belfort, um corretor da Bolsa de Nova York que é acusado de participar de esquemas ilegais em Wall Street e até conexões com a Máfia.

Porque assistir: Scorsese mandou bem no gênero infantil com Hugo, mas agora ele está no gênero que entende como ninguém e trouxe um elenco estupendo (liderado pelo sempre ótimo DiCaprio) para acompanhá-lo. Me chamem de exagerado, mas pode até ser o Bons Companheiros do século XXI. #Oscar2014

Desconfianças: Eu tenho aquela desavença irracional com biopics, mas confio na equipe.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto (Suécia)

SETEMBRO

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

mortal instruments

O que é: O “Harry Potter-wanna-be” do ano, traz a promessa de uma nova franquia infanto-juvenil. A trama envolve uma jovem (Lily Collins) que descobre ter a habilidade de ver demônios e logo se junta a um grupo que visa combatê-los e destruí-los.

Porque assistir: Parece um tipo de universo mais sombrio e sobrenatural, talvez seja interessante.

Desconfianças: Mas ao mesmo tempo, parece um Supernatural com adolescentes.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

Riddick

riddick

O que é: Terceiro longa sobre o personagem Riddick (Vin Diesel), onde ele é traído e isolado em um planeta repleto de predadores (não as criaturas!) e mirado por inúmeros caçadores de recompensas. Nesse cenário, ele planeja uma vingança e a retomada de seu planeta natal.

Porque assistir: Nunca assisti aos filmes anteriores, logo não sei o que esperar. Só sei que a notícia de que a censura será R é animadora para os fãs do personagem.

Desconfianças: Mais uma vez, não sei o que esperar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

O Maníaco

maniac

O que é: Longa inteiramente em 1a pessoa sobre um serial killer (Elijah Woos) que desenvolve uma perigosa obsessão por uma lojista de manequins.

Porque assistir: A estética visual é muito promissora, e há tempos que não viamos uma produção toda em POV. E que personagem mais interessante para se testar o recurso do que um assassino?

Desconfianças: Parece ser aquele tipo de filme em que a estética interessa mais do que a história.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 6 de Setembro

12 Anos de Escravidão

12 years a slave

O que é: Terceira parceria entre o diretor Steve McQueen e o ator Michael Fassbender (após Hunger e Shame) que envolve um homem negro que é sequestrado e vendido como escravo no sul dos EUA.

Porque assistir: Steve McQueen tem se mostrado como um dos mais talentosos diretores da atualidade, vejo tudo o que ele fizer. Além disso, ele é mais um que promete retratar o tema da escravidão nos EUA de forma nunca mostrada antes (depois de Tarantino e sua sátira com Django Livre).

Desconfianças: É a primeira vez que McQueen encara um longa de época, gênero muito difícil.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de Setembro

This is the End

1170481 - The End Of The World

O que é: Comédia apocalíptica em que alguns dos grandes nomes da comédia atual americana interpretam a si mesmo, enquanto sobrevivem ao fim do mundo. A maior parte da trama se passa no abrigo de James Franco e deve trazer muitas participações especiais.

Porque assistir: A ideia é excelente e o trailer red band lançado no mês passado é hilário.

Desconfianças: Só vai der errado se a piada não sustentar todo o longa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de setembro

Kick-Ass 2

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O que é: A tão sonhada sequência (pelo menos para mim) de Kick-Ass: Quebrando Tudo. Agora acompanharemos o “vigilante” Kick-Ass se juntando a uma organização de mascarados conhecida como Justice Forever, ao mesmo tempo em que seu antigo rival Red Mist (agora, the Mother Fucker)  prepara uma sangrenta vingança.

Porque assistir: Quem leu os quadrinhos sabe que essa aventura é cheia de reviravoltas e pode funcionar muito bem na tela, ainda que seja grosseiramente violenta. E mais, Hit-Girl is back!

Desconfianças: A única ressalva que tenho é a ausência de Matthew Vaughn na direção, que foi substituído pelo diretor de Quebrando Regras

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 13 de Setembro

Sin City 2: A Dama Fatal

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O que é: Finalmente! 8 anos depois e será lançada a  continuação de uma das melhores adaptações de quadrinhos da História. Assim como em A Cidade do Pecado, o novo filme vai trazer três histórias diferentes: uma delas é A Dama Fatal e as outras duas serão criações de Frank Miller exclusivas para o longa.

Porque assistir: Sin City! Quem não quer mais daquele visual arrebatador, a violência cartunesca e os personagens problemáticos (mas incríveis)? Estreie logo, por favor.

Desconfianças: Uma história boa pelo menos já é garantia, vamos torcer para que Frank Miller (que não anda em sua melhor fase) faça bonito com as outras duas.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 20 de Setembro

A Ninfomaníaca

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O que é: Lars Von Trier ataca de cineasta pornô na história em 2 partes de uma mulher ninfomaníaca (Charlotte Rainsbourg), que conta a história de sua vida ao ser abrigada por um homem (Stellan Skarsgard).

Porque assistir: O diretor dinamarquês é um homem rodeado de polêmicas e controvérsias. E de todos os seus trabalhos, este promete ser seu mais ousado: conterá cenas de sexo reais e explícitas, envolvendo a protagonista, Shia LaBeouf e Uma Thurman.

Desconfianças: Esperamos que haja uma boa história por trás de tanta ousadia…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Setembro

OUTUBRO

Machete Mata

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O que é: Robert Rodriguez cumpre a promessa do final de seu Machete e traz de volta o anti-herói mexicano (Danny Trejo) em uma trama para impedir um super-vilão (Mel Gibson) de dominar o mundo.

Porque assistir: Analisando todas as informações divulgadas até aqui, parece que vai ser ainda mais trash e divertido do que o anterior. Mel Gibson é um vilão samurai, Charlie Sheen é o presidente dos EUA, Lady Gaga estreia nos cinemas… Imperdível.

Desconfianças: Machete é aquele tipo de personagem que funciona surpreendemente bem uma vez, será que a magia se repetirá?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro

Oldboy

oldboy

O que é: Remake de Spike Lee do cultuado longa sul-coreano que adapta um famoso mangá. Na trama, um homem comum (Josh Brolin) é preso misteriosamente e depois libertado 15 anos depois, precisando descobrir os responsáveis por sua captura em 5 dias.

Porque assistir: Spike Lee é o diretor, e promete uma nova abordagem; além de ter selecionado um bom elenco.

Desconfianças: Oldboy não precisava ser refilmado, mas veremos no que dá.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro (EUA)

The World’s End

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O que é: A terceira parte da trilogia “Sangue e Sorvete” de Edgar Wright e Simon Pegg, traz um grupo de amigos que segue por uma trajetória de bebedeiras em inúmeros bares da cidade, ao mesmo tempo em que uma fatalidade condena a Terra.

Porque assistir: Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso são duas das comédias mais geniais que já vi e, agora atacando o gênero de fim do mundo, a dupla promete surpreender novamente.

Desconfianças: Nenhuma, confio totalmente em Edgar Wright e Simon Pegg.

Vontade de ver: 5/5

Estreia:  25 de Outubro

Atividade Paranormal 5

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O que é: Mais um filme de Atividade Paranormal… Sabe-se lá qual vai ser a trama agora.

Porque assistir: Se você é fã da série, não vai querer perder.

Desconfianças: Convenhamos, Atividade Paranormal é o novo Jogos Mortais, com continuações infinitas que já não oferecem mais lógica à outrora interessante narrativa.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 25 de Outubro

NOVEMBRO

Eu, Frankenstein

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O que é: Em um universo estilizado, a  criatura do dr. Frankenstein encontra diversos outros monstros da literatura (como Drácula e Lobisomem) e testemunha uma guerra entre eles.

Porque assistir: O visual parece bem interessante, e Aaron Eckhart (o Harvey Dent de O Cavaleiro das Trevas) é uma escolha inusitada para dar vida ao monstro que dá nome ao filme.

Desconfianças: Ta me parecendo demais um novo Anjos da Noite. E isso, na minha opinião, não é bom.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 1 de Novembro

Carrie, A Estranha

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O que é: Nova adaptação da marcante obra de Stephen King (que rendeu aquele filmaço dirigido por Brian de Palma, em 79), sobre uma menina que, ao passo em que descobre misteriosos poderes telecinéticos, é  infernizada por seus colegas de classe e sua mãe fundamentalista.

Porque assistir: A escalação de Chloe Grace Moretz é realmente promissora e o que rapidamente desperta interesse no projeto. Além disso, a versão de Kimberly Pierce promete explorar elementos da obra original que ficaram de fora das outras adaptações.

Desconfianças: Vai ser difícil sair da sombra do filme de Brian de Palma, e por mais que Moretz seja excelente, a Carrie de Sissy Spacek é a encarnação definitva da personagem.

Vontade de ve: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

Área 51

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O que é: Nova brincadeira de Oren Peli, o mesmo do Atividade Paranormal original, que deve envolver as conspirações e mistérios sobre a suposta base militar que onde os EUA escondem segredos alienígenas.

Porque assistir: O tema da Área 51, fantasia ou fato, é dos mais intrigantes e precisamos de um longa eficiente sobre o mesmo.

Desconfianças: Mesmo que dono de boas ideias, Peli ainda não é um cineasta excepcional.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

Gravity

O que é: Depois de anos de desenvolvimento e planejamento, parece que finalmente vai sair a ficção científica 3D de Alfonso Cuarón. George Clooney e Sandra Bullock protagonizam como dois astronautas que, após a destruição de sua espaçonave, ficam à deriva no espaço, ligados um ao outro por um cabo. Guillermo Del Toro, produtor do longa, promete que o gênero nunca mais será o mesmo.

Porque assistir: Cuarón é um excelente diretor, e tem em mãos uma das premissas mais assombrosas dos últimos tempos. E em 3D.

Desconfianças: Nenhuma. Talvez a capacidade de atuação de Bullock, mas até ela já ganhou um Oscar…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

O Âncora 2 –  A Lenda Continua

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O que é: Continuação de O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy, comédia que abordava um grupo de jornalistas de um canal de telejornal. Ainda não foi divulgada a trama, mas o elenco do original retorna.

Porque assistir: O primeiro filme trazia personagens muito carismáticos e divertidos, certamente vamos querer revê-los.

Desconfianças: Sem uma trama divulgada, fica difícil saber o que esperar… Resta torcer para que os roteiristas tenham boas ideias.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

The Counselor

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O que é: Novo filme de Ridley Scott, gira em torno de um advogado que acaba se envolvendo no tráfico de drogas.

Porque assistir: Scott promete um inteligente thriller e traz um ótimo elenco que inclui Brad Pitt, Michael Fassbender e Javier Bardem. E dessa vez, não tem efeitos visuais ou alienígenas para se preocupar.

Desconfianças: Já vimos esse tipo de história antes, vamos torcer por novidades.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Novembro (EUA)

Thor – O Mundo Sombrio

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O que é: Nova aventura do Deus do Trovão da Marvel nos cinemas, deve seguir os eventos de Os Vingadores ao mostrar o herói enfrentando novos inimigos e sua conturbada relação com o irmão Loki.

Porque assistir: Se a Marvel for brincar de soltar pistas para Os Vingadores 2, certamente deveremos que ver este para entender. Outra, o Loki de Tom Hiddleston sempre merece ser visto.

Desconfianças: Thor é um dos personagens mais difíceis de ser lidado, e o primeiro filme não foi lá essas coisas; exatamente por que se preocupou mais com o filme da super-equipe do que com o personagem-título. Vamos esperar que isso não se repita.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 22 de Novembro

Jogos Vorazes: Em Chamas

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O que é: Continuação do sucesso do ano passado, Em Chamas traz a jovem Katniss (Jennifer Lawrence) e Peeta (Josh Hutcherston) lidando com as consequências dos Jogos Vorazes anteriores, ao mesmo tempo em que uma rebelião popular parece estar se formando dentro de Panem.

Porque assistir: O primeiro filme foi ótimo e quem é fã da trilogia diz que as coisas só vão melhorar. Veremos.

Desconfianças: Infelizmente, o longa não conta com a direção de Gary Ross, que entendeu bem o espírito da trama e conseguiu adaptá-la adequadamente. Veremos o que Francis Lawrence consegue fazer.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 22 de Novembro

DEZEMBRO

Lovelace

lovelace

O que é: Biografia sobre Linda Lovelace, que encontrou sucesso como atriz pornô ao estrelar o “clássico” Garganta Profunda. O filme aborda a relação conturbada entre a jovem e seu marido desequilibrado (vivido por Peter Sarsgaard).

Porque assistir: Amanda Seyfried interpreta uma atriz pornô.

Desconfianças: Será que não vai ser uma daquelas histórias de superação, clichês, etc?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 6 de Dezembro

O Jogo do Exterminador

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O que é: Adaptação do livro homônimo sobre um futuro em que os comandantes militares treinam crianças para se tornarem soldados brutais. Nesse cenário, o jovem Ender Wiggin (Asa Butterfield, o Hugo Cabret) precisa receber o tal treinamento para enfrentar um inimigo alienígena.

Porque assistir: A premissa é interessante (nas mãos certas, daria pra ter um Nascido para Matar do futuro, hehe) e o elenco ainda conta com Butterfield, Harrison Ford e a ótima Hailee Steinfeld (Bravura Indômita).

Desconfianças: Só acho que a presença alienígena é desnecessária. Mas veremos como funcionará nas telas.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 13 de Dezembro

Last Vegas

Last-Vegas

O que é: Vendido como uma espécie de “Se Beber, Não Case para aposentados” traz um grupo de quatro amigos que vão para Lãs Vegas celebrar a despedida de solteiro de um deles.

Porque assistir: Morgan Freeman, Roberto DeNiro e Michael Douglas. Mesmo que seja uma porcaria, teremos um elenco carismático.

Desconfianças: Se não fosse o bom elenco, certamente passaria despercebido.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

Saving Mr. Banks

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O que é: Uma dramatização sobre o período de 14 anos em que Walt Disney (interpretado por Tom Hanks) tentou convencer a escritora Pamela Lyndon Travers (aqui, Emma Thompson) a adaptar seu livro “Mary Poppins” para o cinema. Caso esteja se perguntando quem é o “sr. Banks” do título, trata-se do banqueiro que é pai das crianças da história, e suas transformações como personagem.

Porque assistir: É sempre divertido acompanhar esse tipo de “drama sobre adaptação” e Tom Hanks promete uma performance arrasadora como Disney. #Oscar2014

Desconfianças: John Lee Hancock (Um Sonho Possível) é o diretor, tomara que ele não transforme o filme em um melodrama.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Dezembro (EUA)

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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O que é: Segunda parte da adaptação de Peter Jackson para o prólogo de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Creio eu, que a companhia de Gandalf e os 13 anões agora irão enfim confrontar o poderoso dragão Smaug e lutar para libertar a terra que este tomou para si.

Porque assistir: Já vimos a primeira parte, agora devemos ver como a história continua (e que aparência tem aquele maldito dragão).

Desconfianças: Eu achei Uma Jornada Inesperada uma experiência maçante onde pouquíssimas coisas relevantes acontecem. Tenho medo de que este alongue a história sem necessidade e renda mais um longa de três horas…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

The Monuments Men

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O que é: Novo filme com George Clooney na direção, é centrado em um grupo de sujeitos que roubam (e protegem) valiosas obras de arte durante a Segunda Guerra Mundial.

Porque assistir: Clooney é um ótimo diretor e, além de ter reunido um elenco excelente que inclui Daniel Craig, Matt Damon e Jean Dujardin, o filme traz uma premissa muito interessante. #Oscar2014

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Dezembro

Muitos lançamentos promissores, não? Fique ligado no blog para críticas e novidades!