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2015: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de dezembro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2015, mas atenção aos critérios abaixo:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2014 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como Os Oito Odiados, Creed, A Grande Aposta, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique à vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.

10. Perdido em Marte

4.0

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Perdido em Marte é um filme que surpreende pelo otimismo e o bom humor, e que deve despertar o interesse de muitos em exploração espacial. Ridley Scott pode errar bastante, mas compensa esperar por um projeto certeiro como este.

9. Star Wars: O Despertar da Força

4.0

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Star Wars: O Despertar da Força é um eficiente retorno à forma para a saga espacial que fez (e faz) parte da vida de uma gigantesca legião de fãs. Pode sim se apegar demais à nostalgia, mas é uma continuação digna que ainda oferece um caminho promissor para o futuro. A Força é forte nessa nova franquia.

8. Ex Machina: Instinto Artificial

4.5

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Ex Machina: Instinto Artificial é uma inteligente e questionadora ficção científica, capaz de iniciar um instigante debate sobre a evolução da inteligência artificial e sua relação com o Homem. Um baita começo para Alex Garland, que desde já mostra-se uma aposta promissora.

7. Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

4.5

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Birdman é uma obra inteligente e repleta de comentários ácidos sobre a indústria de Hollywood e os bastidores do mundo do teatro, explorando um impecável elenco numa narrativa guiada por uma visão de mestre de Alejandro G. Iñarrítu.

6. Ponte dos Espiões

4.5

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Navegando com perfeição por um tema delicado, Ponte dos Espiões surpreende por mostrar-se um trabalho de Steven Spielberg que consegue muito bem funcionar como um thriller de espionagem inteligente, sem deixar de lado a abordagem séria que o diretor vem buscando nos últimos anos.

5. Whiplash: Em Busca da Perfeição

4.5

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Whiplash – Em Busca da Perfeição é uma obra que funciona exatamente como uma orquestra sinfônica. Cada departamento exerce sua função magistralmente, tal como instrumentos musicais, cada um a seu ritmo e sob a conduta de um sujeito inteligente para entregar uma experiência inebriante. Ao final, tudo o que posso dizer é “bravo”.

4. Kingsman: Serviço Secreto

4.5

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Kingsman: Serviço Secreto é tudo que um bom blockbuster deveria ser, misturando ação estilizada com humor inteligente, sarcasmo e uma metalinguagem acertadíssima. Uma ode ao gênero de espionagem pra deixar qualquer um sorrindo de orelha a orelha, comprovando que Matthew Vaughn é quem mais acerta no que faz.

3. A Travessia

5.0

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A Travessia é uma obra inspiradora e que traz Robert Zemeckis em sua melhor forma em anos. Beneficiando-se da ótima história, produção e um 3D avassalador, a saga de Philippe Petit transforma-se em uma das mais poderosas experiências cinematográficas de 2015.

2. Mad Max: Estrada da Fúria

5.0

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Mad Max: Estrada da Fúria é uma sinfonia de ação que reúne o que o gênero tem de melhor, provocando uma experiência vibrante em um universo rico e completamente surtado. O marketing não estava errado, 2015 realmente pertence aos loucos.

1. Divertida Mente

5.0

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Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

DIRETOR

George Miller | Mad Max: Estrada da Fúria

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Quem diria que, depois de dirigir as fofíssimas animações de Happy Feet, George Miller retornaria ao universo violento e explosivo de Mad Max. Aos 70 anos de idade, o veterano australiano é responsável pelas cenas de ação mais impressionantes de 2015, consistindo em perseguições de carro pelo deserto, motoqueiros com granadas e agressores com mastros em cima de carros em movimentos. É loucura, e uma realização técnica notável, ainda mais pelo longa conseguir se sustentar todo com uma narrativa frenética e um fiapo de história. Testemunhem Miller!

Robert Zemeckis | A Travessia

Damien Chazelle | Whiplash: Em Busca da Perfeição

Alejandro G. Inarritu | Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Steven Spielberg | Ponte dos Espiões

ATOR

Oscar Isaac | O Ano Mais Violento

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Que ano para Oscar Isaac. Além de também ter excelentes papéis em Ex Machina: Instinto Artificial Star Wars: O Despertar da Força, o ator latino entregou uma performance arrebatadora no não tão memorável O Ano Mais Violento. Na pele de Abel Morales, Isaac encarna um comerciante que luta para fugir da corrupção e a tentação do crime, enquanto protege sua família e aposta no crescimento de seu negócio. É uma atuação calma e que nos faz lembrar do jovem Al Pacino de O Poderoso Chefão.

John Boyega | Star Wars: O Despertar da Força

Taron Egerton | Kingsman: Serviço Secreto

Michael Keaton | Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Michael Fassbender | Macbeth: Ambição e Guerra

ATRIZ

Daisy Ridley | Star Wars: O Despertar da Força

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Quem? É o primeiro papel da estreante britânica Daisy Ridley, que rouba a cena como a sucateira Rey em O Despertar da Força. É a heroína que a saga merecia, sendo forte, realista e simplesmente adorável, graças à carimsática performance de Ridley. A vulnerabilidade da personagem também é um fator chave, já que Rey é uma jovem que inicialmente foge de seu destino, sendo fascinante acompanhar sua transformação ao longo da jornada – uma cena específica, na qual Rey aprende um certo truque, prova que Ridley e seu sotaque vieram pra ficar.

Alicia Vikander | Ex Machina: Instinto Artificial

Charlize Theron | Mad Max: Estrada da Fúria

Julianne Moore | Para Sempre Alice

Regina Casé | Que Horas ela volta?

ATOR COADJUVANTE

Harrison Ford | Star Wars: O Despertar da Força

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Que surpresa. Aos 70 e poucos anos, Harrison Ford continua imbatível na pele de Han Solo. Nem mesmo no último Indiana Jones vimos tamanha energia do veterano ator, que permanece engraçado e carimsático como o contrabandista, ao mesmo tempo em que conhecemos sua merecida faceta mais dramática com as revelações que O Despertar da Força traz, e Ford entrega uma das melhores performances de sua carreira.

JK Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

Samuel L. Jackson | Kingsman: Serviço Secreto

Edward Norton | Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Mark Rylance | Ponte dos Espiões

ATRIZ COADJUVANTE

Katherine Waterston | Vício Inerente

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Shasta Fey é uma presença magnética e enloquecedora em Vício Inerente. Ex-namorada do protagonista Doc Sportello, Shasta é o catalisador de boa parte dos eventos da trama, e Katherine Waterston a vive com intensidade e uma certa diversão por trás de suas ações; como ao atiçar Doc constantemente. Tudo culmina em uma desafiadora cena em que a atriz contracena nua com Joaquin Phoenix, proferindo com hipnótica condução – e não me refiro à nudez – um dos grandes monólogos do longa.

Emma Stone | Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Jessica Chastain | O Ano Mais Violento

Cate Blanchett | Cinderela

Cara Delevingne | Cidades de Papel

ROTEIRO ORIGINAL

Divertida Mente | Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley

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Divertida Mente é um daqueles projetos que já impressionam pela premissa. A ideia de se concentrar em emoções e o funcionamento destas no cotidiano é brilhante, mas talvez o fato de que Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley tenham escrito um roteiro que – no fundo – é um estudo sobre a depressão é ainda mais admirável. A importância da Tristeza também é um elemento complexo e responsável pela maior catarse do longa, colocando-o em um patamar altíssimo no hall de trabalhos da Pixar.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)Alejandro Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo

Ex Machina: Instinto Artificial | Alex Garlard

Frank | Jon Ronson e Peter Straughan

Homem Irracional | Woody Allen

ROTEIRO ADAPTADO

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson

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Talvez o filme mais confuso do ano, mas é exatamente esse o objetivo de Paul Thomas Anderson ao adaptar o livro homônimo de Thomas Pynchon. Formado por uma narrativa maluca e repleta de tramas e personagens característicos, Vício Inerente é marcado pela excelente narração e os diálogos carregados de lirismo, em uma construção muito requintada e criativa na escolha do vocabulário. Um neo noir chapado.

Ponte dos Espiões | Joel Coen & Ethan Coen e Matt Charman

O Fim da Turnê | Donald Marguiles

Kingsman: Serviço Secreto | Jane Goldman & Matthew Vaughn

A Travessia | Robert Zemeckis e Christopher Browne

FOTOGRAFIA

Mad Max: Estrada da Fúria | John Seale

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Em termos de iluminação, é mais uma questão de controlar a luz do sol para as externas no deserto (ou seja, quase 80% das imagens), mas John Seale também é responsável pelo visual enloquecedor. A correção de cores ajuda a criar uma paleta de cores vibrante e dinâmica para os desertos onde a ação se desenrola, além de acertar em cheio no efeito de noite americana para as cenas noturnas; onde a colaração azul foi acrescentada pra mascarar a luz do dia.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) | Emmanuel Lubezki

Sicario: Terra de Ninguém | Roger Deakins

A Travessia | Dariusz Wolski

Cinquenta Tons de Cinza | Seamus McGarvey

USO DE 3D

A Travessia

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Vou ser sincero aqui: foi uma das melhores experiências com 3D com já tive – talvez até uma das melhores envolvendo sala de cinema. A forma com que Robert Zemeckis utiliza a tecnologia é essencial para a trama de A Travessia, e o filme certamente sofrerá com a ausência desse efeito, que ajuda o espectador a virtualmente se sentir no topo do World Trade Center e captar a altura e profundidade que o 3D transmite em termos de distância e altura. Efeitos colaterais podem incluir vertigem e maravilhamento.

DESIGN DE PRODUÇÃO

Mad Max: Estrada da Fúria | Colin Gibson

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É preciso acompanhar bem de perto os mínimos detalhes para descobrir o imenso trabalho de produção de Mad Max. A equipe é capaz de criar verdadeiros ambientes a partir de sucata e objetos improvisados, além da conquista sem precedentes na criação dos veículos, cada um com uma personalidade própria. Gigantes caminhões de gasolina, carros construídos com peças de tanques de guerra e um show de heavy metal infernal são apenas alguns dos atrativos no mundo desértico de George Miller.

Cinderela

Vício Inerente

O Agente da U.N.C.LE.

Ponte dos Espiões

MONTAGEM

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Tom Cross

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Toda a parte técnica de Whiplash é absolutamente impecável, mas a montagem de Tom Cross certamente é o grande atrativo nesse quesito. Centrado em um baterista, o trabalho de Cross é frenético e rápido, impressionando nas cenas em que Andrew toca o instrumento e os cortes ritimados vão acompanhando a música, quase como se Cross também fosse o baterista.

Mad Max: Estrada da Fúria| Margaret Sixel

Kingsman: Serviço Secreto | Eddie Hamilton e Jon Harris

Divertida Mente | Kevin Nolting

Star Wars: O Despertar da Força | Maryann Brandon e Mary Jo Markey

FIGURINO

Star Wars: O Despertar da Força | Michael Kaplan

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É muito importante em Star Wars que as personagens tenham um visual marcante. Ainda que O Despertar da Força traça diversas figuras conhecidas, é interessante como o figurinista Michael Kaplan soube fazer as atualizações apropriadas (vide o look moderno no capacete dos stormtroopers) e ainda sugerir pistas através de vestimentas, como o traje de sucateira de Rey – similar ao de Anakin e Luke Skywalker – e a importância temática da jaqueta de Poe Dameron. Aplausos também para a criação do já marcante traje e máscara do vilão Kylo Ren e armadura cromada da Capitã Phasma.

Mad Max: Estrada da Fúria

Cinderela

Vício Inerente

O Agente da U.N.C.L.E.

EFEITOS VISUAIS

A Travessia

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Em teoria, é “simples” o trabalho de efeitos visuais em A Travessia. Dispensa criação de criaturas digitais, motion capture e grandes invenções, concentrando-se em um elaboradíssimo trabalho de cenário digital. Um verdadeiro visionário no uso de CGI, Robert Zemeckis e sua equipe recriam com realismo e beleza a Nova York de 1974, assim como aqueles que são importantes personagens no longa: as torres do World Trade Center. Aliado ao 3D do filme, o que se vê no resultado final é impressionante – e ficarei chateado se a Academia virar a cara.

Star Wars: O Despertar da Força

Perdido em Marte

Mad Max: Estrada da Fúria

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Menção Honrosa: O rejuvenescimento digital de Michael Douglas em Homem-Formiga.

MAQUIAGEM

Star Wars: O Despertar da Força

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Efeitos práticos! Um dos grandes acertos de J.J. Abrams em O Despertar da Força foi a aposta em uma confecção tradicional para as variadas espécies alienígenas que encontramos ao longo da trama. Figuras como os comerciantes em Jakku (Unkar Plutt, o personagem especial de Simon Pegg), a gangue da morte Gauvian enfrentada por Han Solo e o bizarro grupo hospedado no palácio de Maz Kanata – em uma referência direta à cena da cantina de Uma Nova Esperança – são alguns dos destaques.

Vingadores: Era de Ultron

Mad Max: Estrada da Fúria

O Último Caçador de Bruxas

TRILHA SONORA

O Agente da U.N.C.L.E.| Daniel Pemberton

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Eu não era muito familiar com o nome de Daniel Pemberton, mas após conferir seu trabalho brilhante em O Agente da U.N.C.L.E., fica bem evidente que o sujeito é um dos novos talentos da geração. Sua música para a comédia de espionagem de Guy Ritchie confere todos os elementos necessários para um filme do gênero: traz a aventura, a sensualidade e o clima dos anos 60 com uma forte inspiração em Ennio Morricone e um uso transcendental da flauta baixo. Ansioso por mais!

Melhor faixa: Escape from East Berlin

Sicario: Terra de Ninguém | Jóhann Jóhannson

Divertida Mente | Michael Giacchino

Mad Max: Estrada da Fúria | Junkie XL

Macbeth: Ambição e Guerra | Jed Kurzel

CANÇÃO

“Writing’s on the Wall” – Sam Smith | 007 Contra Spectre

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Foi um ano fraquíssimo para canções no cinema. Nem sou um grande fã de “Writing’s On the Wall”, a balada de Sam Smith para os sinistros créditos de abertura de 007 Contra Spectre, mas foi o melhor que pude encontrar. Seguir o sucesso avalassador de Adele para Skyfall era difícil, mas o cantor inglês não faz feio com uma canção eficiente e que faz um uso interessante do falsete, mantendo a classe de James Bond ao mesmo tempo em que busca uma certa vulnerabilidade. Pode conter uma letra clichê, mas é uma boa melodia.

“Crazy in Love” – Beyonce | Cinquenta Tons de Cinza

“See You Again” – Wiz Khalifa | Velozes & Furiosos 7

CRÉDITOS 

007 Contra o Spectre

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Aberturas de 007 são rituais. Novamente sob os cuidados de Daniel Kleinman, os créditos de 007 Contra Spectre abraçam a breguice dos anos 70 e sobram referências para Viva e Deixe MorrerOctopussy, especialmente nas figuras fortes das chamas engolindo silhuetas e o gigante polvo que se agarra à pistolas e pernas de dançarinas voluptuosas.

Missão: Impossível – Nação Secreta

O Agente da U.N.C.L.E.

Vingadores: Era de Ultron

SURPRESA

O Agente da U.N.C.L.E.

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Realmente, eu não esperava nada. De trailers pouco chamativos e uma proposta um tanto fora de seu tempo, O Agente da U.N.C.L.E. acabou por firmar-se como um dos filmes mais divertidos de 2015, graças às performances certeiras de Henry Cavill e Armie Hammer e a consciência de Guy Ritchie de estar realizando um filme assumidamente exdrúxulo e que mira alto na nostalgia dos anos 60. Se Kingsman é uma ode ao Bond de Roger Moore, U.N.C.L.E. reverencia a era de Sean Connery.

DECEPÇÃO

Quarteto Fantástico

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Eu queria acreditar. Mesmo com uma recepção ruim ao casting e a assustadora ausência de marketing da Fox, eu queria acreditar que o novo Quarteto Fantástico seria a reinvenção que o grupo da Marvel precisa, apostando na atmosfera dark e a influência de ficção científica realista. Em partes, o filme de Josh Trank, mas é no geral uma grande decepção; pelo elenco desperdiçado e o fracasso em atingir o que prometia.

MELHORES TRAILERS

007 contra Spectre | Teaser

Batman vs Superman: A Origem da Justiça | Trailer da Comic Con

A Colina Escarlate | Teaser

Creed: Nascido para Lutar | Trailer 1

Esquadrão Suicida | Trailer da Comic Con

Perdido em Marte | Trailer 2

Quarteto Fantástico | Teaser

O Regresso | Teaser

Star Wars: O Despertar da Força | Teaser 2

Star Wars: O Despertar da Força | Trailer Oficial

Steve Jobs | Trailer 1

A Travessia | Trailer 2

MELHORES PÔSTERES

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MAIS AGUARDADOS PARA 2016

Animais Fantásticos & Onde Habitam

Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Capitão América: Guerra Civil

Deadpool

Doutor Estranho

Esquadrão Suicida

Rogue One: A Star Wars Story

X-Men: Apocalipse

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Análise Blu-ray | WHIPLASH: EM BUSCA DA PERFEIÇÃO

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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O Filme

5.0

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Ah, Whiplash. Um triunfo do cinema de baixo orçamento que felizmente ganhou reconhecimento da Academia, agora chega nas às prateleiras de livrarias e lojas especializadas em blu-ray. Um roteiro simples que nos joga na atmosfera dark do jazz e da ambição, trazendo um trabalho de direção monstruoso e impressionante, ainda mais quando descobrimos que Damien Chazelle acaba de entrar na casa dos 30 e rodou todo o filme em meros 19 dias. Sem falar nas excelentes performances de Miles Teller do oscarizado J.K. Simmons, que carregam essa grande obra nas costas. Sensacional. Crítica

Comentário em áudio com Damien Chazelle e J.K. Simmons

5.0

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Comentário em áudio devidamente legendado em português (valeu, Sony e aprende, Fox) com o diretor e roteirista Damien Chazelle e J.K. Simmons, que até brincam sobre a ausência de Miles Teller (“ele deve estar de ressaca numa poça de seu próprio vômito) enquanto dão ótimas informações a respeito da realização de Whiplash. Chazelle explica alguma de suas escolhas de enquadramento, cortes (o cara vai de Hitchcock a Lumet) e como o cronograma apertado ajudou a render cenas mais ferozes e até um sutil plano longo entre Teller e Melissa Benoist que só foi executado assim pela falta de tempo. Enquanto isso, Simmons se diverte com observações, referências e outras curiosidades. Excelente.

Metrônomos (42:56)

4.0

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Este é para os fãs de bateria. Damien Chazelle e bateristas como Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Kenny Aronoff (Uncommon Studios), Doane Perry (Jethro Tull) e o jazzista Roy McCurdy (ex-membro do quinteto de Cannonball Adderley e Blood, Sweat & Tears) discutem a influência e paixão pelo instrumento em suas vidas.

Whiplash – Curta Metragem original (17:56)

4.0

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Pois então, a primeira aparição de Whiplash ao mundo foi na forma de um curta-metragem, realizado para obter orçamento do estúdio (o que comprova a decisão infeliz da Academia em indicar o roteiro de Chazelle como Adaptado, e não Original). O curta é inteiramente a cena do primeiro ensaio do estúdio, trazendo J.K. Simmons como Fletcher e Johnny Simmons (sem parentesco aí, aliás) como Andrew. É interessante observar como os enquadramentos de Chazelle e os cortes de Tom Cross permanecem os mesmos, enquanto a paleta de cores é radicalmente diferente no produto final. Ah, e graças a Deus por Miles Teller…

Fletcher em Casa (1:30)

4.0

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Única cena deletada do filme, oferece um raro momento de humanidade a Terence Fletcher, onde o vemos apreciando uma composição em seu apartamento. É uma cena sutil e muito eficiente, mas que tem seu corte da edição final justificado no comentário em áudio de Chazelle, afirmando ser muito cedo para adentrar nesse lado do antagonista. Sem falar que seria a única cena do filme todo sem a presença do personagem de Teller.

Uma noite no Festival Internacional de Toronto (7:50)

3.5

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Bem breve, o vídeo nos mostra um Q&A com Damien Chazelle, J.K. Simmons e Miles Teller após a primeira exibição do filme no Festival de Toronto. A platéia faz algumas boas perguntas, mas nada que seja tão revelador ou empolgante.

Trailer de cinema (2:10)

3.0

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Bom, temos um trailer! Vale mencionar que é uma prévia arrasadora, e que até classifiquei como uma das melhores do ano passado.

Nota geral: 3.5

Whiplash: Em Busca da Perfeição é um dos melhores filmes lançados em 2015 até o momento, e ganhou um lançamento sólido em blu-ray, ainda que um extra mais “tradicional” como um making of ou vídeos de bastidores faça falta. Porém, todos os comentários em áudio compensam.

Preço: R$ 69,90

Confira o curta original de WHIPLASH – EM BUSCA DA PERFEIÇÃO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 2 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Vencedor de 3 estatuetas do Oscar, Whiplash – Em Busca da Perfeição permanece meu filme preferido lançado em 2015 até o momento. Com o lançamento do filme em blu-ray se aproximando, a Sony enfim liberou o curta original que Damien Chazelle dirigiu em 2013 para garantir orçamento.

O curta já traz J.K. Simmons como o severo Fletcher, mas é Johnny Simmons (de Scott Pilgrim contra o Mundo) quem fica com o papel que seria de Miles Teller, e adapta uma das mais icônicas cenas do filme, e é interessante notar como o resultado no longa é praticamente idêntico. Confira:

OSCAR 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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MELHOR FILME

Birdman

MELHOR DIRETOR

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Grande Hotel Budapeste

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” | Selma

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR CURTA-METRAGEM

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feast

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Um | Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegou a hora do Oscar 2015, uma corrida estranha que promete trazer algumas surpresas, apesar de – pra variar – muita coisa já estar indubitavelmente previsível. Vamos lá:

ator

Steve Carell | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Papel: John du Pont

É uma grande mudança para Steve Carell, o que ele faz aqui em Foxcatcher. Na pele do milionário esquizofrênico que torna-se obcecado em ganhar a medalha de ouro para seu time de luta olímpíca, o comediante se transforma em uma figura assombrosa e imprevisível, e não apenas pelas próteses faciais. John du Pont fala baixo, devagar e mantém sempre um olhar fixo quando trava em um diálogo, e Carell é bem-sucedido ao não fazer do personagem uma caricatura, controlando até mesmo sua respiração a favor da performance. Nunca esperaria algo assim do ator.

Bradley Cooper | Sniper Americano

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Papel: Chris Kyle

Terceira indicação ao Oscar consecutiva de Bradley Cooper, o ator meio que entrou de intruso por sua forte performance em Sniper Americano (na teoria, esta seria a vaga de Jake Gyllenhaal, por O Abutre). A real é que Cooper realmente se destaca no filme, ainda mais por seu absurdo ganho de massa muscular, que o transformam em um brutamontes, e o sotaque texano que o ajuda a entrar na pele de Chris Kyle. Mas sinceramente? Não acho digno de uma indicação.

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

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Papel: Alan Turing

Um dos mais simpáticos e talentosos atores de nossa geração, Benedict Cumberbatch conquista sua primeira indicação ao Oscar naquele que certamente é seu papel mais desafiador. Em O Jogo da Imitação, o ator dá vida ao matemático Alan Turing, um sujeito tímido, introvertido e inadvertidamente arrogante, escondendo também sua homossexualidade em uma época difícil. Cumberbatch está excelente ao assumir os trejeitos de Turing sem transformá-lo em uma caricatura, expressando sua inteligência e insegurança em uma performance intensa e comovente.

Michael Keaton | Birdman

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Papel: Riggan Thomson

O Cavaleiro das Trevas ressurge! Michael Keaton literalmente nasceu para vivier o personagem principal de Birdman, já que ele é praticamente uma paródia de si mesmo. O ator esquecido pelo público após desistir de viver um popular super-herói no cinema, agora tentando se reiventar no comando de uma ousada peça de teatro, no qual também é o protagonista. O Riggan Thomson de Keaton é ambicioso e até egocêntrico, mas o ator acerta ao sempre deixar a vulnerabilidade de Thomson em evidência, especialmente quando o vemos contracenar com um ator mais capaz (o Mike Shiner de Edward Norton) ou quando tenta reparar relações com sua filha, Sam. Há ainda espaços para elementos mais cômicos, como o sorriso sádico que Riggan esboça invariavelmente ou suas crises alucinógenas com o fantasma de Birdman.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia
  • Critics Choice Awards

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

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Papel: Stephen Hawking

Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo pode soar como “cota de ator interpretando deficiente” da Academia, mas a verdade é que realmente é um trabalho impecável. Obviamente, é um trabalho que exige um comprometimento físico assustador, e Redmayne surpreende ao trazer cada aspecto da doença de Stephen Hawking à tona de forma convicente e pesada, mas sem cair para uma caricatura exagerada. O ator consegue criar nuances sutis dentro do limitado estado da paralisia, seja em um levantar de sobrancelha, uma piscada ou leve tentativa de sorrir, somos capazes de encontrar ali o senso de humor de Hawking, e também seu afeto.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama

APOSTA: Eddie Redmayne

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Michael Keaton

MEU VOTO: Eddie Redmayne

FICOU DE FORA: Jake Gyllenhaal | O Abutre

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Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre, e estupidez sem tamanho da Academia não reconhecê-lo, já que ele está melhor do que qualquer um dos indicados…

Menção Honrosa: David Oyelowo | Selma

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Marion Cotillard | Dois Dias, Uma Noite

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Grande surpresa da categoria, Marion Cotillard recebeu sua segunda indicação ao Oscar, 7 anos após sua vitória pelo inebriante Piaf: Um Hino ao Amor. Não assisti a Dois Dias, Uma Noite ainda, mas vale apontar que é uma performance toda em francês (assim como sua vitória por Piaf), algo difícil de ser reconhecido pela Academia.

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

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Papel: Jane Hawking

Após assistir A Teoria de Tudo, sinto que quero casar com Felicity Jones e fugir para um chalé nas florestas da Alemanha. Não só por sua beleza radiante e seu sotaque britânico delicioso, mas também pela doçura e determinação que a atriz demonstra no papel de Jane, a incansável esposa de Stephen Hawking. Jones começa como uma jovem apaixonada e delicada, e a doença de Stephen logo testa seus limites, revelando sua força e o iminente desgaste, o que prova que Jane é apenas um ser humano, e não uma super mulher. Ótima performance.

Julianne Moore | Para Sempre Alice

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Papel: Dra. Alice Howland

Eu achei difícil de acreditar que Julianne Moore ainda não tinha um Oscar na estante, mas ela sem dúvida garantirá um com seu trabalho em Para Sempre Alice. É a história real de uma professora universitária que se viu vítima de Alzheimer, e a doença dá a Moore o desafio de representá-la fielmente nas telas.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

Rosamund Pike | Garota Exemplar

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Papel: Amy Elliot Dunne

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção. Sem falar que ela manda muito bem em uma das cenas mais sangrentas que eu já vi na vida.

Reese Witherspoon | Livre

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Papel: Cheryl Strayed

Depois de sua vitória em 2006 por Johnny & June, Reese Witherspoon volta à cerimônia na pele de mais uma mulher esforçada. Cheryl Strayed embarcou num exaustivo walkabout após a morte de sua mãe, caminhando incessavelmente por trilhas especializadas nos EUA. Whiterspoon surge muito bem em cena, sem qualquer luxo ou maquiagem elaborada: suja, suada, arrancando unhas do pé e reações realistas diante de sua jornada: é uma mulher forte e feminista, mas que se assusta ao encontrar uma cobra no meio do deserto – como qualquer um faria.

APOSTA: Julianne Moore

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse é o ano dela.

MEU VOTO: Rosamund Pike

FICOU DE FORA: Sarah Snook | O Predestinado

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Papel: A Mãe Solteira

Nem em um milhão de anos eu esperaria que o trabalho de Sarah Snook no pouco conhecido O Predestinado fosse lembrado pela Academia. O que é uma pena, já que Snook teve um dos papéis mais desafiadores do ano passado, na pela da misteriosa Mãe Solteira, uma jovem que é enganada, tem o coração partido e acaba em uma estranha jornada transexual, colocando-a de frente com o Agente Temporal de Ethan Hawke. Snook é simplesmente impecável.

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Robert Duvall | O Juiz

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Achei impressionante a Academia ter lembrado desse filminho mediano que é O Juiz, representado aqui pela performance do veterano Robert Duvall. O ator interpreta o personagem-título, um renomado juiz que é acusado de homícido, ao mesmo tempo em que lida com a morte de sua esposa, a complicada relação com o filho e um câncer letal. Fórmula perfeita para que Duvall entregue uma boa atuação, mas nada realmente espetacular: é uma indicação apenas para celebrar a carreira deste grande ator.

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

hawke

Papel: Mason Evans Sr.

Como é bom ver Ethan Hawke ser indicado como ator novamente. Em Boyhood, ele meio que reprisa boa parte de seu papel na trilogia de Antes do Amanhecer, fazendo o típico sujeito boa praça e que se dá bem com os filhos, mesmo que seja um adulto irresponsável e não tão bem sucedido. Como o próprio protagonista, Hawke vai amadurecendo e mudando ao longo da narrativa de 12 anos, começando como o arquétipo do sonhador/irresponsável até chegar a um nivel mais estável, representado também por sua mudança fisionômica.

Edward Norton | Birdman

norton

Papel: Mike Shiner

Que alegria é ver Edward Norton em um papel que lhe permita explorar seu imenso talento. Em Birdman, Norton da vida a um obsessivo ator de Método que trava diversos confrontos com Riggan Thomson, sempre deixando claro como suas capacidades de atuação são melhores, esbanjando egocentrismo. Mas Mike Shiner também é vulnerável como Thomson, especialmente quando se revela incapaz de ter uma ereção, ao menos que esteja no palco. É um retrato de um artista que se perdeu dentro de seu comprometimento obsessivo por viver outras pessoas, e Norton está impecável – e também muito engraçado, nos momentos em que o papel requer.

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

ruffalo

Papel: David Schultz

De todos os personagens em Foxcatcher, o David Schultz de Mark Ruffalo é sem dúvida o mais admirável, correto e generoso. Lutador olímpico mais eficiente do que seu irmão Mark, ele não mede esforços pada ajudá-lo no treinamento, e também sempre prioriza sua família. Ruffalo é eficiente ao fazer de Schultz um “cara bacana” e também uma alma verdadeiramente boa, sem arrogância ou ataques de raiva – mesmo que não se entenda com John du Pont, ele nunca perde sua postura.

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

simmons

Papel: Terence Fletcher

J.K. Simmons consegue aqui sua chance para brilhar em um papel poderoso e inesquecível. Terence Fletcher é o obcecado professor de jazz que acredita em métodos pouco ortodoxos para extrair a melhor performances de seus músicos aprendizes, não poupando nos gritos, esculachos e insultos homofóbicos e racistas. Simmons é impecável ao criar uma figura assustadora, mas também é genial ao não fazer deste uma mera caricatura malvada, dando vida a um personagem enigmático e capaz de nos fazer compreender seus motivos.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: J.K. Simmons

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dele.

MEU VOTO: J.K. Simmons

FICOU DE FORA: Josh Brolin | Vício Inerente

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Papel: Detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen

Olha, nem assisti a Vício Inerente (valeu, Warner!) mas só pelo trailer é possível ver o quão divertido Josh Brolin parece estar. Sei que uma suposição por peça de marketing não é o bastante para julgar se ele merecia ou não ser indicado (ele garantiu uma vaga no Critics Choice), mas a cena de seu personagem gritando em chinês já é antológica.

atrizcoadj

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Papel: Olivia

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Laura Dern | Livre

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Papel: Bobbi

De todas as indicações ao Oscar deste ano, esta é a que faz menos sentido. Pra começar que Laura Dern não tem pouco tempo em cena como a mãe de Cheryl Strayed, aparecendo em curtos flashbacks. Tais momentos revelam uma mulher sonhadora, ingênua e que tenta olhar a vida com otimismo, mesmo quando um câncer ameaça sua saúde. É uma performance eficiente, mas que não traz impacto ou afeto o suficiente para justificar a indicação (não é como Viola Davis em Dúvida, por exemplo), que parece ter acontecido por puro charme.

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

knightley

Papel: Joan Clarke

A única mulher que tem um destaque considerável em O Jogo da Imitação, Joan Clarke se mostra tão inteligente quanto o matemático Alan Turing, e Keira Knightley se sai bem ao construir uma personagem adorável e praticamente o oposto do protagonista. Enquanto Turing é um sujeito inadvertidamente arrogante e antissocial, Clarke é carismática e parece tratar suas habilidades matemáticas como uma brincadeira, criando um contraste interessante com Turing.

Emma Stone | Birdman

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Papel: Sam Thomson

Era uma questão de tempo até Emma Stone ter seu talento reconhecido pela Academia. Ela já havia explodido de carisma no subestimado A Mentira, mas em Birdman ela brilha em seu primeiro papel dramático, na pele da filha ex-viciada em drogas de Riggan Thomson. Stone surge emburrada e sarcástica durante a maior parte da projeção, mas é quando ela tem a chance de soltar sua opinião e emoções fortemente que sua performance realmente vem à tona (o esculacho que Sam dá a seu pai certamente é o melhor exemplo). Também é interessante observar como Stone constrói uma dinâmica diferente com o Mike Shiner de Edward Norton, primeiro personagem a realmente entender quem Sam é.

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

streep

Papel: A Bruxa

E com Caminhos da Floresta, Meryl Streep chega a 19 indicações ao Oscar em toda a sua carreira. Sua Bruxa no filme de Rob Marshall, apesar de ser listada aqui como coadjuvante, é a personagem que liga todos os demais. É uma mãe amaldiçoada que desesperadamente luta para quebrar um feitiço, ao mesmo tempo em que tenta ajudar o humilde casal de James Corden e Emily Blunt. Streep sabe como ser assustadora, mas também comovente – como fica claro no número musical que protagoniza ao lado de Rapunzel – o que a torna a personagem mais complexa da produção. É uma ótima performance de Streep, pra variar.

APOSTA: Patricia Arquette

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dela.

MEU VOTO: Emma Stone

FICOU DE FORA: Jessica Chastain | O Ano Mais Violento

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Papel: Ana Morales

Caramba, essa mulher não pára de trabalhar… E eu agradeço! Jessica Chastain atuou em 4 filmes em 2014, e nenhuma de suas performances foi lembrada no Oscar. Não assisti a O Ano Mais Violento, mas a crítica elogiou muito a destemida Ana Morales de Chastain, e eu tenho certeza que a atriz está no mínimo melhor do que Laura Dern… Pena.

O Volume Dois, com as categorias técnicas sairá amanhã!

BAFTA 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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O BAFTA aconteceu e temos aqui os vencedores do “Oscar britânico”. Confira:

MELHOR FILME

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME BRITÂNICO

A Teoria de Tudo

MELHOR ESTREIA DE UM DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO

Stephen Beresford (Roteiro), David Livingstone (Produtor) | Pride

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

Ida

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Thomas Curley, Ben Wilkins, Craig Mann

MELHOR MAQUIAGEM/CABELO

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

The Bigger Picture

MELHOR CURTA-METRAGEM

Boogaloo and Graham

MELHOR ESTRELA EM ASCENSÃO

Jack O’Connell

 

CRITICS CHOICE AWARDS 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chega de prêmios por hoje? Nada! Saíram os vencedores do Critics Choice Awards!

Confira:

MELHOR FILME

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR

Michael Keaton | Birdman

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

Ellar Coltrane | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ELENCO

Birdman

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr., Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Garota Exemplar | Gillian Flynn

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Grande Hotel Budapeste

MELHOR MONTAGEM

Birdman

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

Guardiões da Galáxia

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Planeta dos Macacos: O Confronto

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

MELHOR FILME DE AÇÃO

Guardiões da Galáxia

MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO

Bradley Cooper | Sniper Americano

MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO

Emily Blunt | No Limite do Amanhã

MELHOR COMÉDIA

O Grande Hotel Budapeste

MELHOR ATOR EM COMÉDIA

Michael Keaton | Birdman

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA

Jenny Slate | Obvious Child

MELHOR FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA/TERROR

Interestelar

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Força Maior

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Life Itself

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” – Common/John Legend | Selma

MELHOR TRILHA SONORA

Birdman | Antonio Sanchez