Arquivo para james bond

Confira o novo trailer de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 22 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

spectre_14

Lançado em plena madrugada, o novo trailer de 007 Contra Spectre explora um pouco mais da trama, colocando em foco a caçada de James Bond pela misteriosa organização do título. Temos mais ação, locações e o primeiro vislumbre de Christoph Waltz.

Confira:

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro no Brasil.

Muita ação no spot de TV de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 10 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

spectre_07

Publicar spots de TV e vídeos curtos não é bem o que curto fazer aqui, mas a primeira chamada televisiva de 007 Contra Spectre enfim mostrou alguma coisa das cenas de ação do filme. Entre flashes rápidos vemos perseguições de carro, luta na neve e até um avião no meio do espetáculo. Confira:

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro.

| A Espiã que Sabia de Menos | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

spy
Melissa McCarthy heroína de ação? Yep

Não me lembro se já comentei aqui com vocês, mas aí vai: não suporto Melissa McCarthy. Não vejo a menor graça em Melissa McCarthy. Não compreendo como Melissa McCarthy já foi indicada ao Oscar por Missão Madrinha de Casamento. Não compreendo, Melissa McCarthy. Também não compreendo como fui parar naquela sessão não muito cheia de A Espiã que Sabia de Menos, mas confesso que me deparei com um filme muito mais divertido do que esperava.

A trama você já viu várias vezes: Quando todos a identidade de todos os agentes secretos da CIA é vazada para criminosos, a analista Susan Cooper (McCarthy) se voluntaria para uma missão que a colocará em campo pela primeira vez, envolvendo a venda de uma ogiva nuclear por terroristas.

É quase a mesma estrutura, passo a passo, de filmes como Johnny English e, principalmente, a – subestimada – adaptação de Agente 86 de uns anos atrás. Por isso, fica muito fácil prever cada reviravolta do roteiro de Paul Feig (também responsável pela direção), que infelizmente aposta em clichês batidos como a velha história do “personagem que forja a morte” ou de um “traidor que não é traidor”, e por aí vai. O mérito de Feig é mesmo nas surpresas e no absurdo de algumas piadas, que envolvem uma hilária participação especial e o próprio fato de McCarthy se sair muito melhor do que alguém poderia esperar numa luta física: esse absurdo desproporcional (a atriz não tem o físico que esperamos de um astro de ação, claro) ajudam a fazer rir e também construir bem sua Susan Cooper – sem falar que Feig manda bem no comando de tais sequências.

Mesmo não sendo admirador de McCarthy, confesso que gostei de sua performance e das surpresas de sua personagem: no ponto em que assume uma postura durona, é realmente animador vê-la xingando a dondoca de Rose Byrne de todas as formas possíveis. E ainda que o foco seja todo na protagonista, é Jason Statham quem rouba a cena em uma atuação surpreendentemente cômica, onde interpreta um espião britânico falastrão e grosseiro, notório por algumas das mais absurdas missões que você ouvirá falar – Feig e o ator certamente se divertiram durante os ensaios de uma cena em particular.

Jude Law também se diverte em uma clara paródia de James Bond (como o ato de constantemente arrumar seu cabelo durante combates) e a estreante Miranda Hart mostra-se uma boa promessa cômica. Ah, e que legal ver Peter Serafinowicz deixando de lado seus papéis mais sisudos (como em Todo Mundo Quase Morto ou no recente Guardiões da Galáxia) para mergulhar num agente italiano completamente tarado e canastrão.

A Espiã que Sabia de Menos é uma comédia eficiente que impressiona pelas quebras de estereótipos, como Melissa McCarthy funcionar como heroína de ação ou Jason Statham ser o cara mais engraçado da sala.

Obs: Há um divertido clipe após os créditos.

Daniel Craig no primeiro pôster de 007 CONTRA SPECTRE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de março de 2015 by Lucas Nascimento

spectre_b1

Ainda que um teaser pôster já tivesse sido divulgado em dezembro do ano passado, a Sony oficialmente lança o primeiro pôster oficial de 007 Contra Spectre, quarta aventura de Daniel Craig como James Bond. Confira:

 spectre_p2

Não é uma arte das mais geniais ou inovadoras, mas vale apontar a observação de alguns usuários do Twitter, de que o traje de Craig é muito similar a um utilizado por Roger Moore em Com 007 Viva e Deixe Morrer:

roger-moore-turtleneck

Bacana. E o trailer sai na semana que vem!

O filme é dirigido novamente por Sam Mendes, e traz Christoph Waltz, Monica Belucci, Léa Seydoux, Dave Bautista e Stephanie Sigman como novas adições. Ralph Fiennes, Naomie Harris e Ben Wishaw reprisam seus papéis de Skyfall.

007 Contra Spectre estreia em 5 de Novembro.

| Kingsman: Serviço Secreto | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de março de 2015 by Lucas Nascimento

4.5

KingsmanTheSecretService
Colin Firth e o novato Taron Egerton

“Acho que ficaram sérios demais pro meu gosto”, diz agente secreto Harry Hart quando o megalomaníaco Richmond Valentine pergunta sua opinião a respeito de longas de espionagem. É um fato que Hollywood tenta seguir uma linha mais realista e “Nolesca” para algumas de suas produções, e eu pessoalmente  gosto muito do experimento e alguns dos resultados: Cassino Royale, por exemplo, é meu filme preferido de 007. Mas quando Kingsman: Serviço Secreto, uma obra assumidamente satírica e exagerada, nos clama para mergulhar na nostalgia do over the top e do cartunesco, é impossível resistir.

A trama marca mais uma adaptação dos quadrinhos de Mark Millar e Dave Gibbons para as telas, concentrando-se numa agência britânica de espionagem, a Kingsman. Quando um dos agentes é assassinado, Harry Hart (Colin Firth) fica incumbido de encontrar um substituto, e o vê na forma do delinquente Eggsy Unwin (Taron Egerton), um jovem preso por delitos em Londres. Enquanto Eggsy tenta sobreviver ao rigoroso processo de seleção da agência, Hart investiga o milionário de internet Richmond Valentine (Samuel L. Jackson), que teria um plano para aniquilar a raça humana.

Meu grande medo com Kingsman era que filmes de “espiões teen” nunca funcionam e O Agente Teen e o pavoroso Alex Rider contra o Tempo estão aí para comprovar. Mas o filme de Matthew Vaughn (em alta depois dos ótimos Kick-Ass: Quebrando TudoX-Men: Primeira Classe) funciona justamente por ser uma obra fortemente metalinguística e abraçar os exageros que marcaram a era de Roger Moore como James Bond nos anos 70 – gadgets malucos, guarda-chuvas metralhadoras e até pernas de lâminas para um vilã russa. O culto ao ícone do espião, aqui respeitando a elegância dos ternos impecáveis – não por acaso, a sede da Kingsman fica sob uma alfaiataria -, os bons modos (Colin Firth tomando uma chope depois de arrebentar uma gangue num pub é o mais alto nível de classe) e o obrigatório sotaque britânico, tanto com Firth como na presença obrigatória de Michael Caine.

E por falar em sotaque, vamos comentar a brilhante composição que Samuel L. Jackson oferece ao vilão Valentine. Do visual totalmente swag (com direito a boné de couro) até sua ousada decisão de pronunciar todas as suas falas com a língua presa, Valentine é um dos antagonistas mais fora do comum dos últimos anos: se Firth toma chope depois da briga, Valentine come McDonalds com vinho num jantar chique. Seu plano é apenas mais uma variação do clichê “destruir o mundo”, mas traz bom sustento do roteiro que Vaughn assina com a parceira Jane Goldman (ciência, ao comparar a Terra com o sistema imunológico, e religião, trazendo a história Arca de Noé à tona) e cenas de um nível de violência tão estilizado que chega a ser… belo. O festival de cabeças explodindo com fogos de artifício coloridos (fazer Valentine um sujeito que não aguenta ver sangue foi genial) e a já controversa cena da igreja são alguns exemplos. Seu tema, composto por Henry Jackman e Matthew Margeson é igualmente memorável.

Mas dentre todo o espetáculo de ação e o trabalho sólido dos veteranos em cena, o estreante Taron Egerton revela-se um ator carismático e com muito cacife para liderar uma produção do tipo. Seu Eggsy pode até ter pinta de bully e antipático, mas ao passo em que o roteiro vai explorando seu passado e também seu interior (pode parecer um bruto, mas adora pugs e My Fair Lady), Egerton vai caindo cada vez mais na graça do público. E sua transformação de trombadinha a “Colin Firth” – com os óculos e tudo o mais – é muito interessante, merecendo aplausos pela excelente rima temática e visual que Vaughn executa na cena final.

Kingsman: Serviço Secreto é tudo que um bom blockbuster deveria ser, misturando ação estilizada com humor inteligente, sarcasmo e uma metalinguagem acertadíssima. Uma ode ao gênero de espionagem pra deixar qualquer um sorrindo de orelha a orelha, comprovando que Matthew Vaughn é quem mais acerta no que faz.

Obs: Os créditos começam a rodar, mas uma cena imperdível é exibida durante a metade destes.

Leia esta crítica em inglês.

Confira um vídeo dos bastidores de SPECTRE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 12 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

spectre_01

Com as filmagens de Spectre, o novo filme de James Bond dirigido por Sam Mendes, a MGM soltou a primeira imagem oficial e um breve vídeo que nos leva até uma das locações na Suíça, revelando o preparo do elenco, designer de produção e outros cargos relativos. É realmente uma linda paisagem. Confira:

Spectre estreia em 29 de Outubro no Brasil.

Primeiro pôster e trailer de KINGSMAN: THE SECRET SERVICE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

The-Secret-Service-EW-20mai2014-07

Você pode não ter ouvido falar ainda, mas é melhor ficar de olho. Depois de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe, o cineasta Matthew Vaughn prepara Kingsman: The Secret Service, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar (o mesmo de Kick-Ass e O Procurado) que envolve um jovem rebelde sendo treinado por seu tio para ser um espião. Ah, e a história se passa na Inglaterra.

James Bond feelings? Vaughn já havia brincado com o conceito com seu Magneto no prequel dos X-Men, e tudo indica que teremos mais um divertidíssimo filme aqui. Confira o primeiro pôster:

kingsman_p1

O elenco traz ainda Colin Firth, Michael Cane, Mark Strong Adele e Samuel L. Jackson.

Kingsman: The Secret Service estreia em 17 de Outubro no Reino Unido.

ATUALIZAÇÃO: Agora com o primeiro trailer:

Análise Blu-ray | 007 – OPERAÇÃO SKYFALL

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , on 11 de março de 2013 by Lucas Nascimento

skyfall

O Filme

4.5

sky7

Um dos melhores filmes de 2012 – e também de toda a franquia – 007 – Operação Skyfall enfim traz suas belíssimas imagens na gloriosa alta definição do blu-ray. Celebrando o aniversário de 50 anos de James Bond nos cinemas, o longa de Sam Mendes é muito eficiente em homenagear os “velhos tempos” na mesma medida em que apresenta o personagem principal a um mundo moderno. Repleto de ótimas cenas de ação, excelente elenco, fotografia espetacular e uma memorável canção de Adele, Skyfall acerta em tudo. Crítica Completa

Comentário em Áudio do diretor Sam Mendes

4.5

sky1

Como de costume, o diretor acompanha o espectador em uma boa faixa de áudio enquanto o filme toca. Experiente em trabalhos teatrais, Sam Mendes explica a influência dos palcos em algumas cenas do longa (especialmente o clímax que envolve M, Bond e Silva) e o trabalho na realização das mais engenhosas. Martelando mais uma vez a temática do “velho versus o novo”, Mendes deixa mais claro algumas intenções visuais e temáticas (gosto muito da influência metafórica dos quadros na cena da galeria de arte) e durante as mais de duas horas, jamais perde o ânimo.

Comentário em Áudio de Michael G. Wilson, Barbara Brocolli e Dennis Gassner

3.0

sky3

Claramente satisfeitos com o resultado arrasador de Skyfall, os produtores passam a maior parte dos comentários elogiando diversos estágios da produção (“veja essa transição que incrível”, “a música da Adele é demais”, “Daniel Craig é muito bom”, etc) e não oferecem muitas curiosidades interessantes. Junto com Brocolli e Wilson está o designer de produção xx, que aprofunda-se mais na criação de diversos cenários do longa (vale ressaltar a confusão da equipe durante a cena dos outdoors holográficos e seus múltiplos espelhos) e torna a experiência mais envolvente.

Filmando Bond

4.5

sky4

Este é realmente o extra que queremos ver: o making of de Operação Skyfall. O documentário de  1 hora é dividido em 12 partes que vão desde o anúncio oficial do título, passando por discussões sobre as mudanças nos principais personagens (o processo de “modernização” de Bond, o novo Q, etc), as grandes cenas de ação e o que o futuro da série promete. Há espaço para diversos estágios da produção – aprecio que a sensacional abertura dos créditos ganhe seu próprio especial – e ótimos depoimentos, mas eu esperava algo mais detalhado/técnico sobre determinadas cenas de ação (afinal, todos os filmes de 007 trazem um vasto material sobre tal).

Premiere de Skyfall

4.0

sky2

Em curta duração, acompanhamos a premiere do filme em Londres, com presença de rápidas entrevistas com membros do elenco e equipe. Não é nada demais, mas assistir isso após o making-of faz causar uma sensação de “vitória” para a produção já que – ao menos na minha opinião – o resultado foi bem sucedido.

Trilha Sonora Promocional

3.0

sky5

Basicamente, é um comercial de 1 minuto para o lançamento do CD da trilha sonora original de Thomas Newman.

Trailers

3.5

sky6

Como sempre falo aqui, acho sempre um acessório extra agradável quando um blu-ray traz trailers em seu contéudo. Aqui, há o teaser trailer e o trailer de cinema.

Nota geral: 4.0

007 – Operação Skyfall é um filmaço que promete se tornar uma das grandes pérolas da franquia de James Bond. Apresentando uma trama mais pessoal e profunda, traz um dos melhores trabalhos visuais de toda a série, e que pesam bastante aqui no lançamento em HD do filme. Mesmo que os extras não sejam tão detalhados, é uma peça essencial para a coleção.

Preço: R$ 69,90

Afogamento em Tons de cinza | A introdução de James Bond em CASSINO ROYALE

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , on 24 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento

Obs: Há SPOILERS sobre Cassino Royale aqui, mas acredito que todos já tenham visto o filme a esta altura.


Daniel Craig é James Bond

Tem início a projeção de 007 – Cassino Royale, vigésimo-primeiro longa do agente secreto James Bond, e o espectador fã do personagem percebe uma série de fatores incomuns dentro dos pradrões da franquia. Primeiro, a ausência da tradicional vinheta do “cano da arma” como abertura do longa e segundo, a presença de um visual em preto-e-branco. É assim que o diretor Martin Campbell apresenta ao mundo Daniel Craig no papel do espião mais famoso do Cinema.


Bond Noir: O agente é apresentado em preto-e-branco

Bond ainda não é um “00” quando o encontramos, ele ainda precisa cometer dois assassinatos para ser promovido a tal status e, consequentemente, ganhar sua licença para matar. O uso do preto-e-branco não é apenas um mero artíficio para acentuar a atmosfera sombria que permeia a cena – que traz o espião encurralando um traidor do MI6 em seu escritório – mas também uma sutil maneira de mostrar ao público que James Bond ainda não é “James Bond”. O preto-e-branco e seus tons de cinza imediatamente nos remetem ao antigo, ao passado e aqui não deve ser confundido com um mero flashback, e sim um prólogo. Iluminada com eficiência por Phil Meheux, é conferida à cena um belo visual noir, que casa perfeitamente com a situação que o roteiro de Neal Purvis, Robert Wade e Paul Haggis vai explicitando.


O primeiro assassinato de Bond

Bruscamente, a cena muda e acompanhamos Bond cometendo seu primeiro assassinato. Uma violenta luta em um banheiro toma conta da tela e, assim, conhecemos a capacidade do personagem para a brutalidade. Reparem que, mesmo mantendo o preto-e-branco, a cena apresenta uma granulação forte e suja, contrastando com as elegantes sombras do diálogo anterior. Uma oposição que não se limita apenas à fotografia, mas que contribui imensamente na mise em scène de Campbell: o primeiro assassinato é descontrolado e selvagem, quase mal feito (eis a granulação e a câmera intensa do diretor), ao passo que o segundo é um serviço executado com profissionalismo e limpeza, traços que são manifestados tanto pela paleta mais “suave” de Meheux, quanto pela câmera que se mantém mais estável (não podendo me esquecer também da música de David Arnold, que varia sua intensidade de acordo com a cena específica).

Bond elimina o traidor Dryden com um tiro silenciado, já o contato deste é vítima de uma morte “nada bonita”. Eis que surge em Cassino Royale um elemento interessantíssimo que se extenderá durante boa parte do longa (e também se apresentará em sua sequência, Quantum of Solace): Bond afoga o sujeito em uma pia.


A sexy Solange: primeira vítima do “Bond-Viúva-Negra”

Chega a ser irônico como o  afogamento perseguirá o personagem de James Bond, especialmente no que diz respeito a seus múltiplos interesses amorosos/sexuais. A começar com a bela Solange (Caterina Murino), esposa de um criminoso que Bond persegue nas Bahamas. Após uma noite de carícias, a moça surge morta numa praia e a causa de seu óbito é – mesmo que nunca fique muito claro – o afogamento. Mesmo que não tenha sido dessa forma, ela definitivamente foi encontrada no mar, tendo areia e algas em seu corpo para sustentar essa ideia. Mas tudo bem, porque Solange foi uma mera fonte para Bond, e quem de fato faz a cabeça do protagonista é a analista Vesper Lynd (Eva Green).

James se apaixona perdidamente por Vesper ao longo da missão central do longa, mas como você (que assistiu ao filme, claro) bem sabe, as coisas não dão certo para o casal, e Lynd acaba por traí-lo ao revelar-se associada de uma outra organização. E após uma tensa perseguição por Veneza, Vesper aceita seu destino e morre afogada – apesar das tentativas de Bond de salvá-la.


Vesper e Bond na linda cena do chuveiro

Não deixa de ser curioso também, que o primeiro momento (real) de intimidade entre Bond e Vesper seja na cena do chuveiro, quando a moça está perturbada por presenciar um assassinato pelas mãos de 007, e senta-se no chuveiro em uma tentativa (metafórica) de se limpar daquela situação assustadora. Mesmo já visando o suicídio ao se jogar na água durante o clímax do filme, pode-se dizer que Vesper tentava – mais uma vez – uma limpeza da situação.

Voltemos à primeira cena do filme, quando 007 já cometeu seus dois assassinatos. Apesar de minha teoria acima, há um elemento que poderia destruí-la: o sujeito afogado acorda, e Bond rapidamente se vira e “inaugura” o cano da arma, baleando seu oponente. Então, para manter a teoria de pé (e a Sétima Arte, maravilhosa como é, permite múltiplas interpretações de um fato) vejo a presença da vinheta como algo puramente estilístico (sem menosprezá-la, porque adoro a nova colocação desta), então o capanga desta cena morreu de fato, afogado por Bond.


O sangue vermelho traz, enfim, cores ao filme

E pra finalizar, Bond se torna Bond após esse cano da arma, realizando seus dois assassinatos e conseguindo seu status de 007. O sangue vermelho, que traz cores ao filme pela primeira vez, auxilia na conclusão dessa metamorfose.

Mulheres, tiros e acordes | As Aberturas de 007

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de 007 – Operação Skyfall na próxima sexta, preparei este pequeno especial sobre as aberturas da série. Aproveitem:

O CANO DA ARMA

Precedendo os créditos de abertura, temos a assinatura marcante da franquia: a sequência do cano da arma. O espectador observa do ponto de vista da arma de um assassino o  agente James Bond caminhar calmamente até eliminar seu oponente, culminando no derramamento de sangue e o clássico tema de John Barry.


A estreia da sequência em 1962

Desenvolvida pelo designer Maurice Binder em 1962, a sequência tem o visual inspirado no cano de uma arma calibre .38, e alguns ainda dizem que faz referência ao final de O Grande Roubo do Trem. A cena mantém a mesma estrutura até hoje, mas com mudanças sutis acrescentadas ao longo dos anos. Em O Satânico Dr. No, o dublê Bob Simmons assumiu o terno de Bond e protagonizou a primeira abertura da série.

Depois de trabalhar em 14 filmes da franquia, Binder faleceu em 1991. Entra Daniel Kleimann para susbtituí-lo em GoldenEye, onde a abertura ganha, pela primeira vez, elementos digitais em sua composição.


Daniel Craig filma seu primeiro “cano da arma”

A sequência ganhou uma radical variação em Cassino Royale, onde não serviu como abertura e quebrou com os paradigmas estabelecidos. Daniel Craig não usa um smoking nem dá a tradicional caminhada, e o cano da arma é incorporado à trama – o que faz muito sentido, já que Bond não era um agente “00” até cometer seu segundo assassinato e ao realizá-lo, eis que surge a famosa assinatura.

Outra mudança interessante aconteceu no último filme do agente, Quantum of Solace, onde o diretor Marc Foster resolveu colocar o cano da arma ao fim da projeção. Estranha pela velocidade da sequência (Craig acelera o passo) e pela sensação de esquecimento, como se Foster tivesse “lembrado” na última hora de inseri-la.

OS CRÉDITOS DE ABERTURA

E agora, vamos a uma breve análise sobre as canções que marcam presença nos créditos de abertura dos 23 filmes:

Enter Connery. Sean Connery.

O SATÂNICO DR. NO – “James Bond Theme”

Intérprete: John Barry

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

MOSCOU CONTRA 007 – “From Russia with Love”

Intérprete: Matt Munro

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

GOLDFINGER – “Goldfinger”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

A CHANTAGEM ATÔMICA – “Thunderball”

Intérprete: Tom Jones

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

SÓ SE VIVE DUAS VEZES – “You Only Live Twice”

Intérprete: Nancy Sinatra

Avaliação da música:2.5/5

Avaliação dos créditos: 2/5

Enter Lazenby. George Lazenby.

A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE – “We Have all the Time in the World”

Intérprete: Loius Armstrong

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Come Back, Connery. Sean Connery

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS – “Diamonds are Forever”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

Enter Moore. Roger Moore

VIVA E DEIXE MORRER – “Live and Let Die”

Intérprete: Paul McCartney

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO – “The Man with the Golden Gun”

Intérprete: Lulu

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O ESPIÃO QUE ME AMAVA – “Nobody does it Better”

Intérprete: Carly Simon

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O FOGUETE DA MORTE – “Moonraker”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

SOMENTE PARA SEUS OLHOS – “For Your Eyes Only”

Intérprete: Sheena Easton

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 3/5

OCTOPUSSY – “All Time High”

Intérprete: Rita Coolidge

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

NA MIRA DOS ASSASSINOS – “A View to a Kill”

Intérprete: Duran Duran

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Dalton. Timothy Dalton

MARCADO PARA A MORTE – “The Living Daylights”

Intérprete: A-Ha

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

PERMISSÃO PARA MATAR – “Licence to Kill”

Intérprete: Gladys Night

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Brosnan. Pierce Brosnan

GOLDENEYE – “GoldenEye”

Intérprete: Tina Turner

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O AMANHÃ NUNCA MORRE – “Tomorrow Never Dies”

Intéprete: Sheryl Crow

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O MUNDO NÃO É O BASTANTE – “The World is not Enough”

Intérprete: Garbage

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

UM NOVO DIA PARA MORRER – “Die Another Day”

Intérprete: Madonna

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

Enter Craig. Daniel Craig

CASSINO ROYALE – “You Know My Name”

Intérprete: Chris Cornell

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

QUANTUM OF SOLACE – “Another Way to Die”

Intérprete: Alicia Keys & Jack White

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

OPERAÇÃO SKYFALL – “Skyfall”

Intérprete: Adele

Avaliação da música: 5/5

007 – Operação Skyfall estreia em 26 de Outubro.