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| O Espetacular Homem-Aranha | O que surpreende é a humanidade, não o espetáculo

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

3.0


Casal 20: O Peter Parker de Andrew Garfield e a Gwen Stacy de Emma Stone são o que o filme tem de melhor

Sejamos honestos, é muito cedo para um reboot do Homem-Aranha. Divertida e bem executada, a trilogia iniciada por Sam Raimi em 2002 – e completada cinco anos depois – trouxe o melhor para o personagem e certamente aproveitou o material ao máximo, sendo um dos filmes definitivos para o gênero de super-heróis. Eis que desavenças criativas e ambições financeiras nos trazem a este O Espetacular Homem-Aranha, um recomeço “parecido, mas diferente”.

A trama nos leva de volta aos eventos do primeiro filme (sendo esta uma de suas principais falhas, já que leva a uma inevitável comparação com os filmes de Raimi), mas dessa vez acrescentando um mistério inédito no cinema até então: os pais de Peter Parker (Andrew Garfield), que o abandonam quando este ainda é uma criança. Obcecado em descobrir a verdade, Parker embarca em uma caçada que o leva até os laboratórios da Oscorp, onde se envolve em um programa de cruzamento genético de espécies, que dará origem aos seus poderes de Homem-Aranha e também ao monstruoso Lagarto (Rhys Ifans).

Não quero passar esta crítica comparando o Homem-Aranha de Sam Raimi com o Espetacular de Marc Webb (que até então, só trazia (500) Dias com Ela no currículo), já que mesmo que com tramas similares o tom de cada filme é completamente diferente; sendo este voltado à uma abordagem mais “realista” – o que de forma alguma o torna superior ao longa de 2002. Novamente, o roteiro assinado por James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves não vê problema em gastar uma considerável quantia de tempo ao recontar uma história que todos já conhecem (a sensação de “já vi isso, e melhor” aparece em diversos momentos, especialmente na artificial e fria cena em que um personagem querido morre), e ainda que traga elementos descartáveis (como o passado dos pais de Peter, nunca explicado com clareza), merecem créditos as mudanças feitas nos protagonistas.

Peter Parker surge aqui como um tipo de nerd muito diferente: anda de skate, escuta música, é bagunceiro e até meio revoltado. E realmente, capturou bem a aura do que é um jovem do século 21 (sem querer generalizar, óbvio) e a ótima performance de Andrew Garfield reforça com eficiência essa ideia; confesso que em muitos momentos (principalmente os de rebeldia e o nervosismo ao evitar explicações sobre seus constantes ferimentos), esse Parker me lembrou o Holden Caulfield do indispensável O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Além de sustentar sozinho a responsabilidade do mais humano dos super-heróis (o que ele faz enquanto o vilão não aparece? Se distrai com joguinhos no celular, genial), o ator demonstra uma química incrível com a linda e carismática Emma Stone, intérprete de Gwen Stacy (não, a Mary Jane só vem depois!) e juntos rendem os melhores momentos do filme.

No quesito espetáculo, O Espetacular Homem-Aranha se sai bem burocrático. As cenas de ação (que trazem uso excessivo de efeitos visuais um tanto dissonantes) convencem mas não empolgam tanto quanto os diálogos entre Peter e Gwen. O diretor Marc Webb até estimula com algumas câmeras em primeira pessoa – que ficam ainda melhor com o bom uso de 3D da fita – e promete atingir o épico absoluto em uma sequência que traz o herói sendo auxiliado por guindastes enquanto se direciona para o confronto final (onde James Horner traz ecos de Titanic em suas composições musicais) mas decepciona ao trazer uma pancadaria mediana com o Lagarto.

O Espetacular Homem-Aranha não faz juz ao título, mas chega consideravelmente perto e garante entretenimento genuíno. O que surpreende mesmo é o cuidado com a humanidade de seus personagens, que chega a ser maior do que a de apresentar o Homem-Aranha como um super-herói popular e adorado. Uma sequência promete ser, realmente, espetacular.

Obs: Há uma cena adicional durante os créditos.

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| Titanic | O filme que apaixonou o mundo retorna em 3D

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Titanic Inception: Leonardo DiCaprio e Kate Winslet de ponta-cabeça

Há precisos cem anos, a humanidade presenciou uma das maiores tragédias da História com o naufrágio do Titanic, em Abril de 1912. Quinze anos atrás, James Cameron conquistou o mundo com sua dramatização épica vencedora de 11 Oscars em 1997. E aqui estamos nós com um relançamento em 3D de Titanic, e como foi bom ver pela primeira vez na tela grande esse belíssimo filme.

A trama todo mundo já conhece: rapaz pobre (Leonardo DiCaprio) e moça rica infeliz com seu casamento forçado (Kate Winslet) se apaixonam durante a estadia no Titanic, batizado como o “Navio dos Sonhos” em sua época de lançamento. Acompanhamos a história do ponto de vista da já envelhecida protagonista (Gloria Stuart), que além de compartilhar seu amor proibido, revela o pânico de seu naufrágio.

Não vou me aprofundar muito na análise do filme (afinal, não há muito o que dizer agora), mas também não serei tão superficial – já que nunca havia escrito sobre o mesmo. Primeiramente, é interessante observar a execução grandiosa de uma premissa simples e clássica (algo que o diretor repetiria alguns anos depois, com um certo Avatar), que usa de forma efetiva o infalível “conflito de classes” como obstáculo para o casal principal. É fato que Cameron não é tão bom roteirista aqui como diretor (alguns diálogos são melodramáticos demais, há diversos estereótipos forçados), mas isso sinceramente não me incomodou, já que a química entre os protagonistas é de encher os olhos, e compensa por qualquer falha do texto.

A estrutura de Titanic também é muito inteligente. Na primeira metade das três horas de duração, temos o Romance onde conhecemos o lado sensível de Cameron – marcada pela radiante fotografia de Russell Carpenter. Já na segunda metade, a Tragédia que é dominada pelo Cameron explosivo e mestre de efeitos visuais (a cena, que mistura efeitos práticos, digitais e miniaturas, é tensa e impressionante de se assistir), assim como o escurecimento das cores de Carpenter e a urgência da trilha sonora de James Horner. Uma composição perfeita.

Quanto ao 3D, basta dizer que é um ofício decente. Ao contrário da maioria dos lançamentos convertidos para o formato, Cameron e sua equipe tiveram bastante tempo para trabalhar na profundidade tridimensional do filme e a ferramenta não prejudica em nada a experiência, mesmo que não a complemente em termos narrativos.

Titanic é um dos filmes mais celebrados de todos os tempos. Tive a oportunidade de revisitar o longa pela primeira vez em uma sala de cinema (no IMAX, ainda por cima) e a aventura foi fantástica e emocionante. Mesmo que seja mais fácil alugar na locadora perto de casa, ou até mesmo retirá-lo de sua estante, o filme merece ser visto novamente no cinema.

Ouça uma faixa da trilha sonora de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Posted in Notícias with tags , , , on 6 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Com O Espetacular Homem-Aranha dando o que falar nesta semana (o evento internacional, que teve o Rio de Janeiro como uma das sedes, exibiu cenas inéditas do filme), vou postar um aperitivo. A primeira faixa da trilha sonora, assinada por James Horner – habitual colaborador de James Cameron, foi lançada no site oficial do filme. Mais sombria do que o trabalho de Danny Elfman, é ótima:

O Espetacular Homem-Aranha estreia em 3 de Julho.