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Hitchcock Five

Posted in Diretores, Especiais with tags , , , , , , , on 27 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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Good Evening.

Com a pegada de Anthony Hopkins para Alfred Hitchcock chegando aos solos nacionais na próxima sexta, compartilho aqui com vocês meus 5 filmes preferidos do mestre do suspense. Lembrando apenas que ainda falta-me uma considerável quantia de longas para assistir, mas aí vai:

Festim Diabólico (1948)

4.5

rope

Visando um longa de ações quase interruptas, Hitchcock promove uma narrativa quase que inteira em planos-sequência e longas tomadas (claro que há alguns cortes perceptíveis escondidos), levando a experiência de Festim Diabólico a algo próximo de uma peça teatral. A trama centra-se no jogo sádico de dois assassinos misturados juntos a uma grande festa que – logo após enforcarem o convidado principal – testam a inteligência e capacidade de seus participantes.

Janela Indiscreta (1954)

5.0

window

Dentre todos os que já vi, provavelmente é meu preferido. Honrando o título de “Mestre do Suspense”, Hitchcock cria tensão a partir de uma única locação e um protagonista fisicamente debilitado, abraçando o voyerismo e sustentando a dúvida se o vizinho de James Stewart seria ou não um assassino. Com excelente ritmo até os minutos finais, Janela Indiscreta ainda conta com muito humor negro e a presença sempre irradiante da musa Grace Kelly.

Um Corpo que Cai (1958)

5.0

vertigo

Um dos mais desafiadores e curiosos filmes de Hitchcock, traz um impressionante jogo de reviravoltas e impecável uso de diferentes cores. Um Corpo que Cai traz o fetiche do diretor com louras adicionadas ao medo de altura do personagem de James Stewart (em sua colaboração final com o cineasta). Tendo a implacável obsessão por uma mulher de um vertiginoso detetive como foco principal, o longa é instigante e traz uma conclusão surpreendente.

Intriga Internacional (1959)

4.5

north

Sempre admirador da premissa do sujeito comum que embarca em uma situação fantástica, o diretor faz de Intriga Internacional um dos mais divertidos filmes de sua carreira. Na aventura de espionagem, o protagonista Cary Grant é confundido com um agente secreto e acaba por enfrentar diversos impasses para sair vivo e comprovar sua real identidade. Hitch troca o suspense pela ação e, como de costume, cria imagens antológicas que vão da perseguição do aeroplano até o confronto no monte Rushmore.

Psicose (1960)

5.0

psycho

O filme que mudou para sempre a História do cinema, e principal tema de Hitchcock. Adaptação de um já controverso livro de Robert Bloch, Psicose é um suspense surpreendente que engana magistralmente o espectador e esconde seu perverso segredo sem deixar indícios óbvios. Famoso pela agora icônica cena do chuveiro – que corajosamente mata a protagonista em 30 minutos de projeção – o longa é uma pérola do cinema e merece ser estudado e reassistido diversas vezes. E sem confundir com aquele remake nojento de Gus Van Sant de 1998.

E aí, quais são os preferidos de vocês?

Especial Dia Internacional da Mulher 2011

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , on 8 de março de 2011 by Lucas Nascimento

Em homenagem ao dia internacional da mulher, selecionei 7 personagens femininas do cinema. Não as mais famosas, e com certeza me esqueci de algumas, mas essas são as que me vieram a mente agora. Confira:

Lisa Freemont – Janela Indiscreta

“Se tem uma coisa que eu sei fazer, é usar roupas adequadas”

Ten. Ripley – Antologia Alien

“Larga ela, sua vadia!”

Juno MacGuff – Juno

“Você devia ter ido pra China, ouvi dizer que eles distribuem bebês de graça lá que nem Ipods.”

A Noiva – Kill Bill

“Eu e você temos negócios a terminar”

Norma Desmond – Crepúsculo dos Deuses

“Eu ainda sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos”

Holly Golightly – Bonequinha de Luxo

“Realmente, eu sou louca por diamantes”

Mattie Ross – Bravura Indômita

“Eu não ligo para armas, se ligasse teria uma que funcionasse”

Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.

| Janela Indiscreta | Suspense regado a voyerismo

Posted in Clássicos, Críticas de 2010, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , on 28 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

Inegavelmente um dos melhores filmes de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta é um suspense ágil e muito divertido. Partindo de sua premissa fresca de originalidade, o longa explora as possibilidades mais interessantes de suas situações, que se inicia com um simples ato de voyerismo e que o genial roteiro – carregado de frases marcantes – explora de maneira surpreendente.

Acidentado no trabalho de fotógrafo, Jeff (James Stewart) fica preso a um gesso em sua perna, sem poder sair de seu apartamento ou mesmo de sua cadeira de rodas, por alguns meses. Tomado pela monotonia (Citando uma grande fala do personagem: “Hoje é apenas uma quinta-feira monótona e sem graça. O calendário está cheio delas”.), acaba por adotar como hobby, o hábito de espionar com um binóculo todos os seus vizinhos e acompanhar suas atividades rotineiras.

Hitchcock mostra sua mão de mestre nessas cenas, onde acompanhamos longas tomadas das atividades vizinhas através da janela de Jeff e, assim o público sente-se mais aproximado desses coadjuvantes, que não possuem um grande papel no fio de história central, mas sua presença ajuda a caracterizar o universo criado pelo diretor e a torná-lo realista e palpável, como qualquer vizinhança existente, o que funciona muitíssimo bem; basta notar em como Jeff os trata, nunca sabendo seus nomes, apenas dando-lhes apelidos baseados em suas atividades, como “o músico”, a “sra. coração solitário”, entre outros. O que tirar disso? Que a vizinhança é formada por tipos tão diferentes, que qualquer um poderia morar no local. Qualquer um mesmo.

A trama fica ainda mais interessante quando Jeff suspeita de que um crime possa ter ocorrido em um dos apartmentos e é dominado pela paranóia de que um homem teria de fato matado sua mulher e estivesse eliminando evidências. Ele compartilha suas suspeitas com sua camareira Stella (Thelma Ritter) e sua namorada Lisa (a radiante Grace Kelly), que ajudam o filme a ter uma agradável dose de bom humor, equilibrando bem esses momentos com o suspense que toma conta grande parte do longa, que nunca abandona o apartamento de Jeff, culminando em um clímax inesquecível e irônico.

Desenvolvendo a situação sutilmente, mas sem tirar conclusões preciptadas (há sempre a possibilidade de Jeff estar enganado e não ter ocorrido crime algum), Janela Indiscreta é um grande filme, que equilibra um suspense terrífico com ótimo bom humor e um elenco excepcional.

Ficha Técnica

Remakes: Reconstruindo ou destruindo o cinema?

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

Em pleno Festival de Toronto, estão sendo exibidos filmes que eu antecipo muito. Um deles, é o remake de Deixa Ela Entrar, Let Me In, dirigido por Matt Reeves. Surpreendentemente, as primeiras críticas sobre o longa são muito boas (alguns chegam a preferir o remake ao original), o que é raro para um remake, principalmente de um filme tão prestigiado.

Remakes aliás, são muito mais comuns agora do que antigamente. Sua existência é mesmo justificada pela oportunidade de apresentar uma nova “visão” sobre o filme? Ou seria a falta de ideias originais? Vale a pena dar uma olhada na qualidade e nos tipos de refilmagens que já tivemos.

A Nova Visão

Alguns remakes até que conseguem entregar o que realmente prometem: uma nova visão sobre o filme original. Muitos não sem bem-sucedidos, mas é possível encontrar produções recentes nessa categoria. Geralmente, não é um “remake oficial”, apenas a premissa é aproveitada, mas ela pode caminhar de modos diferentes e se passar em épocas diferentes. O melhor exemplo? Paranóia, claramente baseado em Janela Indiscreta.

Atualizando o suspense da década de 50 para os dias de hoje e o fotógrafo de perna quebrada para um adolescente cumprindo prisão domiciliar, o longa é bem produzido, cativante e, mais importante, não tenta se igualar ao magnífico filme de Alfred Hitchcock, criando sua própria estrutura e voltando-se especificamente ao público mais jovem; isso é ótimo, o remake pode servir como passagem para o original, uma maneira de descobri-lo.

Nem tudo dá certo, claro. O que me vêm a cabeça agora, é O Dia em que a Terra parou, que ousou refilmar o clássico da década de 50, trocando a discussão sobre a Guerra Fria e o perigo iminente de destruição nuclear por uma trama ecológica (que poderia ter funcionado) com argumentação muito fraca. Únicos pontos positivos residem na boa atuação de Keanu Reeves e no novo visual do GORT.

A Cópia

Quando um filme praticamente refaz quadro-a-quadro o original, não há muito o que discutir: Só existe porque provavelmente a obra é estrangeira e o diretor do remake só quer cortar algumas legendas… O melhor exemplo de um remake cópia que refaz o original exatamente como era, mas não o entende, é o medíocre Quarentena.

A trama segue exatamente o mesmo caminho, o cenário é idêntico ao do original, mas toda a simplicidade que resultava em um filme assustador é banalizada com maquiagens forçadas, cachorros infectados (o quê? Resident Evil?) e uma péssima protagonista. Se for pra fazer remake assim, não faça.

Por outro lado, alguns conseguem manter aqualidade do material original, refazendo-o quadro a quadro pelo mesmo diretor dos dois filmes, como por exemplo, o psicodélico Violência Gratuita de Michael Haneke, que simplesmente trocou o elenco alemão por um americano.

Ambos possuem o mesmo tom, os mesmos enquadramentos de cena e, basicamente, o mesmo roteiro. E devo admitir, se em Quarentena Jennifer Carpenter errou feio ao tentar se igualar à Manuela Velasco de [REC], Michael Pitt não só captou a persona de Frank Giering, mas entrega um trabalho tremendamente inspirado e até melhor, que por algum motivo insano como seu personagem, não recebeu nenhum prêmio.

A Homenagem

Basicamente, é aquele tipo de remake que faz ligeiras mudanças na história, ampliando-a e ganhando o toque pessoal do diretor. É o tipo mais comum de se encontrar e também o mais bem sucedido. Vale destacar dois filmes que, na minha opinião, ficaram melhores que o original.

A Fantástica Fábrica de Chocolate, por exemplo, teve seu remake dirigido por Tim Burton, que aperfeiçonou o original em todo aspecto possível. Têm mais estilo, é mais divertido, mais engraçado e o roteiro acrescenta informações interessantes, como um final mais elaborado e origens de alguns personagens. Claro, a canção dos oompa-loompas não se iguala a do original…

Podem me atacar e criticar a vontade, mas acho o blockbuster de Peter Jackson muito superior ao bem produzido longa de 1933. Além do óbvio avanço tecnológico, o remake é mais bonito, empolgante e tem muito mais coração do que o original.

O diretor recriou cenas clássicas, controlou um  elenco é espetacular (Naomi Watts, perfeita. Jack Black, excelente) e fez uma bela homenagem ao original, que já tinha ganho uma nova versão com Kurt Russel, mas é melhor parar por aqui…

O Reboot

Não confundam, remakes e reboots são coisas diferentes. Semelhantes, mas distintas. Um reboot significa recomeçar uma franquia de maneira diferente, como está sendo feito com Homem-Aranha e Quarteto Fantástico e como foi feito brilhantemente na nova franquia de Batman.

Não sei decidir se os novos filmes de Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo entram nessa categoria ou na anterior, já que recomeçam a franquia, recriam algumas cenas, mas não seguem exatamente a mesma estrutura… Se alguém puder, comente e dê sua opinião.

Let Me In

Voltando ao caso de Let Me In, já comentei minhas expectativas na Primeira Olhada do filme, mas acredito que, além de conter uma nova visão, irá prestar uma bela homenagem ao sueco Deixa ela Entrar. O filme estreia em 8 de Outubro nos EUA e está sendo exibido atualmente no Festival de Toronto.

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.