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| A Espiã que Sabia de Menos | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

spy
Melissa McCarthy heroína de ação? Yep

Não me lembro se já comentei aqui com vocês, mas aí vai: não suporto Melissa McCarthy. Não vejo a menor graça em Melissa McCarthy. Não compreendo como Melissa McCarthy já foi indicada ao Oscar por Missão Madrinha de Casamento. Não compreendo, Melissa McCarthy. Também não compreendo como fui parar naquela sessão não muito cheia de A Espiã que Sabia de Menos, mas confesso que me deparei com um filme muito mais divertido do que esperava.

A trama você já viu várias vezes: Quando todos a identidade de todos os agentes secretos da CIA é vazada para criminosos, a analista Susan Cooper (McCarthy) se voluntaria para uma missão que a colocará em campo pela primeira vez, envolvendo a venda de uma ogiva nuclear por terroristas.

É quase a mesma estrutura, passo a passo, de filmes como Johnny English e, principalmente, a – subestimada – adaptação de Agente 86 de uns anos atrás. Por isso, fica muito fácil prever cada reviravolta do roteiro de Paul Feig (também responsável pela direção), que infelizmente aposta em clichês batidos como a velha história do “personagem que forja a morte” ou de um “traidor que não é traidor”, e por aí vai. O mérito de Feig é mesmo nas surpresas e no absurdo de algumas piadas, que envolvem uma hilária participação especial e o próprio fato de McCarthy se sair muito melhor do que alguém poderia esperar numa luta física: esse absurdo desproporcional (a atriz não tem o físico que esperamos de um astro de ação, claro) ajudam a fazer rir e também construir bem sua Susan Cooper – sem falar que Feig manda bem no comando de tais sequências.

Mesmo não sendo admirador de McCarthy, confesso que gostei de sua performance e das surpresas de sua personagem: no ponto em que assume uma postura durona, é realmente animador vê-la xingando a dondoca de Rose Byrne de todas as formas possíveis. E ainda que o foco seja todo na protagonista, é Jason Statham quem rouba a cena em uma atuação surpreendentemente cômica, onde interpreta um espião britânico falastrão e grosseiro, notório por algumas das mais absurdas missões que você ouvirá falar – Feig e o ator certamente se divertiram durante os ensaios de uma cena em particular.

Jude Law também se diverte em uma clara paródia de James Bond (como o ato de constantemente arrumar seu cabelo durante combates) e a estreante Miranda Hart mostra-se uma boa promessa cômica. Ah, e que legal ver Peter Serafinowicz deixando de lado seus papéis mais sisudos (como em Todo Mundo Quase Morto ou no recente Guardiões da Galáxia) para mergulhar num agente italiano completamente tarado e canastrão.

A Espiã que Sabia de Menos é uma comédia eficiente que impressiona pelas quebras de estereótipos, como Melissa McCarthy funcionar como heroína de ação ou Jason Statham ser o cara mais engraçado da sala.

Obs: Há um divertido clipe após os créditos.

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| Velozes & Furiosos 7 | Crítica

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , on 4 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

Furious7
One last ride: A despedida de Paul Walker

A reinvenção da franquia Velozes e Furiosos é uma das surpresas mas inesperadas do cinema hollywoodiano. São filmes longíssimos de serem perfeitos, mas que parecem ter finalmente entendido o propósito de sua existência: o over the top, os excessos durante as cenas de ação que enloqueceriam Isaac Newton e o humor canastrão que impede que qualquer coisa se leve a sério. Em sua sétima investida, a franquia parece mais surtada do que nunca, ainda que isso afaste alguns espectadores. Eu, por exemplo.

A trama começa logo depois do filme anterior, com Deckard Shaw (Jason Statham) surgindo para vingar o ataque a seu moribundo irmão, Owen (Luke Evans), tendo a equipe de Dom Toretto (Vin Diesel) como alvo principal. Paralelo a essa ameaça, Dom é contratado por uma misteriosa corporação, representada pelo Sr. Ninguém (Kurt Russell) para recuperar um poderoso artefato digital capaz de rastrear cidadãos em qualquer posição global.

São duas linhas narrativas que não parecem ter muito em comum, e o roteiro de Chris Morgan não faz a menor questão de construir uma relação lógica entre estas (o vilão de Statham brota magicamente quando a história necessita, mesmo que o salto geográfico seja de Los Angeles para Abu Dabhi). Mas tudo bem, não cobro lógica ao ver um filme de Velozes & Furiosos, já que qualquer linha de diálogo ou dispositivo narrativo é uma mera desculpa para termos carros tunados sendo lançados de aviões ou o Dwayne Johnson arrebentando um gesso com seus braços enormes.

O malaio James Wan (de Invocação do Mal) assume a função de Justin Lin e mostra-se eficaz no comando de diversas cenas de ação, ainda que eu o prefira no terror. Traz movimentos inventivos de câmera, especialmente nos combates de corpo a corpo (a luta entre Michelle Rodriguez e a lutadora de MMA Ronda Rousey é memorável) e em experimentos de estilo – como o excelente plano sequência que introduz o personagem de Statham -, porém os excessos podem tornar-se maçantes: não existe nenhum risco de perigo real, Vin Diesel não derruba uma gota de sangue mesmo durante capotamentos, batidas fatais ou porradas com chaves inglesas. O clímax é uma mistura louca de Exterminador do Futuro, Vingadores e Senhor dos Anéis, colocando até mesmo um drone na jogada. Muita diversão (as frases de efeito são impagáveis, e Dwayne Johnson é O Cara), mas pessoalmente encontrei-me entediado em certo ponto. Entretém, mas a artificialidade pesa.

E mesmo que o filme falhe vergonhosamente quando tenta oferecer um lado emocional à relação de Dom e Letty, é justamente esse lado que fornece aquela que é inegavelmente sua grande qualidade: a homenagem a Paul Walker. Como bem sabem, o ator faleceu tragicamente num acidente de carro no final de 2013, o que levou o estúdio a utilizar efeitos visuais e dublês corporais para finalizar as cenas com seu Brian O’Conner. É um efeito imperfeito que causa estranheza em alguns momentos, mas que podemos ignorar durante a linda cena em que o filme quebra sua 4ª Parede para homenagear o ator em uma sequência quase surreal, que certamente vai arrancar algumas lágrimas dos fãs mais fervorosos.

Velozes & Furiosos 7 é exagerado e completamente insano, podendo perder ou ganhar o espectador com tal recurso. Não é o melhor, nem o mais divertido filme da franquia, mas ganha créditos pela belíssima homenagem que presta à Paul Walker.

Obs: Se possível, evite o péssimo 3D convertido.

Leia esta crítica em inglês.

| Os Mercenários | Precisava mesmo de tanto sangue digital?

Posted in Ação, Críticas de 2010, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , on 8 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

A promessa de Os Mercenários era entregar um filme de ação old school, à moda dos “clássicos” dos anos 80, onde as cenas de ação são a única coisa que importa, com astros do gênero da atualidade. Stallone lidera o grupo de valentões em uma trama simples e medíocre e também dirige o longa; talvez o erro esteja por aí.

Não sei vocês, mas no meu conceito, uma boa cena de ação é aquela em que você consegue entender o que está acontecendo, tenha uma trilha sonora empolgante e, claro, o espectador se importe com os personagens. O roteiro do filme até consegue arrancar uma ou duas boas tiradas ou frases de efeito, mas falha miseravelmente na tentativa de conseguir afeto com algum deles, claro isso é um filme de ação, mas convenhamos, se você não gosta dos personagens, as cenas de adrenalina são irrelevantes.

E mesmo que as sequências de perseguições, tiroteios ou lutas não se importem com os personagens, elas poderiam no mínimo ser bem feitas; a montagem rápida e a câmera inquieta simplesmente não funciona com esse tipo de cena e os efeitos visuais são usados de maneira exagerada e tosca (sem comentários à cena em que um personagem é incinerado), destruindo o “espírito dos 80”.

É exigir demais boas atuações nesse tipo de filme, mas elas estão presentes, de certa forma. Stallone faz o típico valentão, só que com carisma e seu entrosamento com Jason Statham é divertido. Os outros astros são meros figurantes, mas o encontro de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger é muito engraçado e Mickey Rourke faz sozinho valer o ingresso na pele tatuada de Tool, antigo mercenário com muitas mágoas do passado – um de seus monólgos sobre o passado é sensacional, por mostrar como a vida de assassino o afetou – e muito bom humor.

Divertido e bem-humorado em alguns bons diálogos, mas completamente imcompreendível nas medianas cenas de ação, Os Mercenários pode vangloriar-se por ter um excelente elenco de pancadaria, mas seu objetivo de alcançar o espírito de uma aventura oitentisa é fracassado. Mas convenhamos, precisava de tanto sangue digital? Isso não é anos 80, naquela época se usavam galões de sangue falso. Isso sim, é cinema de ação.

Luz, Câmera… Porrada! | Especial OS MERCENÁRIOS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 9 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

O aguardado filme de ação de Sylvester Stallone chega nos cinemas, sendo marcado por um elenco de sonhos de todo fã de ação, filmagens no Brasil e algumas polêmicas. Acompanhe esse especial:

Making Of

A intenção de Sly (apelido popular de Sylvester Stallone), era reunir um grande elenco de astros de pancadaria para um filme de ação à moda antiga, ou seja, não haverão inovações e sim muitos clichês; mas pra um fã de ação, quem vai ligar, certo?

Parte das filmagens do filme aconteceram no Brasil, no Rio de Janeiro, em Março do ano passado; o cenário do filme é um país fictício. Houve uma polêmica recentemente depois de uma brincadeira sem graça levada a sério demais por aqui. Esquentando a chapa, a O2 Filmes acusou a produtora Millenium de ter deixado uma dívida de 3 milhões. A produção desmentiu a acusação; resta escolher em quem você acredita.

Personagens

Conheça os principais valentões de Os Mercenários:

1. Dan Pine (Steve Austin): Guarda costas do agente da CIA James Monroe.

2. Toll Road (Randy Couture): Especialista em demolições do grupo.

3. Gunnar Jensen (Dolph Lundgren): Atirador sniper da Suécia. Já encarou Stallone em Rocky IV, como o lutador soviético Ivan Drago.

4. Yin Yang (Jet Li): Expert em artes marciais, Yin Yang sempre se aproveita de sua vantagem de ser “pequeno”.

5. Barney “The Schizo” Ross (Sylvester Stallone): Veterano de Operações Especiais dos EUA, Barney é o líder da equipe e especialista em qualquer tipo de combate.

6. Lee Christmas (Jason Statham): Ex-Membro da Cavalaria Aérea americana, Lee é o segundo no comando na equipe; sendo grande amigo de Barney e especialista em combates corpo-a-corpo e com facas.

7. Hale Caesar (Terry Crews): Melhor amigo de Yin, é o alívio cômico da equipe (basta olhar a carreira do comediante) e especialista em armas pesadas.

8. Tool (Mickey Rourke): Ex-Mercenário (Expendable) da equipe de Barney, Tool passa seus dias de aposentadoria vendendo armas de fogo e fazendo tatuagens em seu próprio negócio.

9. Sr. Church (Bruce Willis): Misterioso sujeito que contrata os Mercenários para sua missão. Só possuí uma cena, que dividirá com Sly e Arnold Schwarzennegger.

10. Trench (Arnold Schwarzenneger): Não está na foto, mas vamos contar com sua presença “em espírito”. Trench é um antigo rival de Barney, e ex-líder da equipe original.

Medidor de pancadaria

Uma pequena análise sobre alguns filmes da carreira do trio principal de Os Mercenários:

Boom: Grandes cenas de ação

Confira abaixo algumas cenas de ação que eu acho espetaculares!

Perseguição na via expressa (Matrix Reloaded) 

Sem dúvida uma das melhores perseguições de carros de todos os tempos. Os heróis Morpheus e Trinity tentam fugir com o Chaveiro dos enigmáticos personagens Gêmeos. Atraem a atenção da polícia com tiros, destroem carros, roubam motos e terminam com uma espetacular colisão entre dois gigantescos caminhões. Excelente, sem mencionar a empolgante trilha sonora.

Sonhos dentro de sonhos (A Origem)

Podem me criticar por ser recente demais, mas a missão da equipe de Cobb encara três sonhos em três ambientes completamente diferentes; um hotel que perde sua gravidade, ruas castigadas por uma chuva forte e uma invasão a uma fortaleza na neve. Detalhe; tudo ao mesmo tempo. Coisa de gênio.

O Dia-D ( O Resgate do Soldado Ryan)

Nunca uma batalha de guerra havia ganho um tratamento assim. O realismo cru e frio da abertura do filmaço de Steven Spielberg é perturbador, as mortes violentas e o som é ensurdecedor. Um caprichado trabalho de montagem e de direção, que nos dá uma ideia do quão aterrorizante deve ter sido esse ataque. Nunca haverá uma cena como essa na história dos filmes de guerra.

Perseguição em Madagascar (007 – Cassino Royale)

Não foram carros velozes ou bugigangas bizarras que provaram a competência física de Daniel Craig como James Bond em sua reinvenção; foi uma sensacional perseguição a pé. Atravessando construções, guindastes e hotéis; o agente não mede esforços para capturar um fabricante de bombas (vivido pelo free runner profissional Sebastien Foucan). Um verdadeiro balé de manobras e saltos.

Os Últimos Grande Heróis

John McClane

Protagonizando quatro filmes da série Duro de Matar, o policial vivido por Bruce Willis é com certeza um dos melhores heróis de ação de todos os tempos. Têm muito senso de humor, bordões memoráveis e sabe o que fazer quando tem uma arma.

James Bond

Tendo sido interpretado por seis atores, o melhor e mais famoso espião de todos os tempos é o tipo “mulheres querem transar com ele e homens querems ser igual a ele”. Protagonizou a maior franquia da história do cinema; até agora são 22 filmes, e a série ainda está longe de acabar.

Indiana Jones

Suas aventuras atrás dos maiores tesouros da civilização são as melhores do gênero. O chapéu e o chicote são marcas registradas, Harrison Ford interpreta  o arqueólogo cheio de personalidade e senso de humor. Clique aqui para entender como o herói encara uma ameaça.

Rocky Balboa

Não é o único personagem memorável vivido por Stallone (há também John Rambo), mas é o mais crível e realista, sendo muito mais fácil de se identificar. Lutando nas ruas e nos ringues, encarando lutadores egocêntricos e, até mesmo artificiais, Rocky pode não ter matado ninguém, mas é ícone do cinema de ação.

O Exterminador

De vilão no primeiro filme para herói no segundo, o robô quase indestrutível é meu personagem favorito de Schwarzenegger. Acerta por conseguir dar humanidade a uma máquina, desenvolvendo-o e, é claro, chutando bundas em ótimas cenas de ação. Desculpe, eu tenho de dizer isso: Hasta la vista, Baby.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas pretendo assistir a Os Mercenários essa semana. Aguarde pela crítica!

Esta semana nos cinemas…(07/05)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , , , , , , , , , , on 6 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

Semana lotada e repleta de opções. Os seguintes filmes estreiam nos principais cinemas brasileiros:

A Hora do Pesadelo

Freddy Krueger retorna às telonas, prometendo muito sangue e um tom muito mais sério e assustador que o original. Na trama, um grupo de adolescentes é perseguido em seus sonhos por um assassino desfigurado, que não irá parar até conseguir vingança. Censura: 18 Anos

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus

O último filme de Heath Ledger (que morreu no meio das filmagens) promete ser um espetáculo visual, digno do visionário Terry Gilliam. Na trama, o Doutor Parnassuss faz um acordo com o diabo: em troca da imortalidade, ele lhe oferece sua filha, que ao fazer 16 anos, deverá ser entregue. No entanto, Parnassus procura ajuda de amigos para renegociar o acordo. Censura: 14 Anos

Missão quase impossível

Sério sr. Chan, evite cair nas mesmas armadilhas que pegaram Vin Diesel, Schwarzennegger e  Dwayne Johnson. Já se foi o tempo em que astros de ação protagonizavam ilmes infantis… Veja Jason Statham, ator de pancadaria genuíno, que nunca mordeu essa isca. Na trama, um ex-agente secreto tem que enfrentar a missão de sua vida: conquistar os filhos de sua nova namorada. Palhaçada não? Censura: 10 Anos.

Querido John

Amanda Seyfried está fazendo muitos filmes recentemente. Bom para atriz, mas é uma pena que a maioria seja de qualidade um tanto duvidosa. Na trama, um soldado e sua amante são separados pela guerra, mas continuam se correspondendo por diversas cartas, gerando consequências inesperadas. Passo longe. Censura: 12 Anos.

Segurança Nacional

Veja só que beleza! Um filme nacional de ação, e eu digo ação de verdade, com perseguições de carro, aviões e explosões. Na trama, traficantes ameaçam explodir artefatos em Manaus, e devem ser impedidos de realizar tal missão por um grupo de elite. O filme promete seguir a risca de filmes de ação descompromissados. Censura: 10 Anos.

Bem, essas são as estreias da semana. Escolha bem o seu filme e tenha uma ótima sessão.