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| O Conselheiro do Crime | Requintada trama perde-se em sua subjetividade

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 25 de outubro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

TheCounselor
Da nave Prometheus para o México: Michael Fassbender reúne-se com Ridley Scott

É insanamente frustrante quando um projeto se perde em sua própria ambição. Constantemente nos deparamos com tal cenário em blockbusters, mas fiquei surpreso ao reencontrá-lo aqui, em O Conselheiro do Crime. Com um elenco grandioso e um roteiro promissor, é até difícil de acreditar como uma história simples conseguiu se perder tanto ao visar a complexidade.

A trama gira em torno de um advogado (Michael Fassbender) identificado apenas como “doutor (counselor, erroneamente traduzido como “conselheiro” no título nacional) que aceita participar de uma operação de tráfico de drogas com o cliente Reiner (Javier Bardem) e o colega Westray (Brad Pitt). Quando a situação é afetada pela “guerra de drogas” da região fronteiriça entre EUA e México, não demora para que o advogado tenha sua vida, e a de sua noiva (Penelope Cruz), ameaçada pelos cruéis sujeitos envolvidos.

Marcando a estreia do célebre escritor Cormac McCarthy em produções cinematográficas, O Conselheiro do Crime traz uma premissa aparentemente simples, mas que revela-se mais intrincada a cada reavaliação. Seu roteiro aposta em uma série de cenas subjetivas e, à primeira vista, irrelevantes, mas que lentamente preparam o terreno para uma vindoura ação; vide o momento no qual um sujeito entra em uma concessionária e calmamente tira as medidas de uma motocicleta, partindo logo em seguida. Mesmo que seja uma decisão ousada (e que, em teoria, desperte a atenção do espectador), a sucessão de eventos “isolados” torna a experiência evasiva e até mesmo cansativa, ganhando valor apenas quando juntamos as peças para solucionar sua conclusão (nesse quesito, é interessantíssimo reparar na presença de pintas de leopardo tatuadas nas costas da personagem de Cameron Diaz e até na constante aparição do próprio animal).

Uma rede pegajosa e repleta de personagens e ações, mas ainda assim é um trabalho mais fácil para o diretor Ridley Scott após ir remexer na mitologia de Alien com o grandioso Prometheus. Seguindo confiante no texto de McCarthy, Scott é hábil ao capturar belas imagens com o auxílio da fotografia quente de Dariusz Wolski e, principalmente, ao criar momentos de tensão ascendente onde o elenco estelar possa trabalhar à vontade. Mesmo que traga o sempre ótimo Michael Fassbender no topo dos créditos, Javier Bardem rouba a cena ao fazer um personagem colorido e estranhamente inserido àquele universo violento (curioso como ambos os personagens criados por McCarthy e interpretados por Bardem compartilhem de cabeleiras bizarras – vide Anton Chighurn em Onde os Fracos Não têm Vez) enquanto Cameron Diaz compõe uma personagem que certamente foi escrita com a Sharon Stone dos tempos de Instinto Selvagem em mente – aquela ousada cena do carro, uau. Por fim, Pitt e Cruz têm papéis menores, mas conseguem traduzir suas respectivas características (experiência no negócio sujo e fragilidade diante de uma situação perigosa) com sutis nuances.

Pontuado acertadamente por uma tensa música de Daniel Pemberton, O Conselheiro do Crime é um thriller engenhoso, mas que acaba soando vazio em decorrência de seus excessos de subjetividade e até incompreensível por motivos similares.

Obs: Como fã da série Breaking Bad, fiquei feliz ao ver o ator Dean Norris (intérprete de Hank Schrader) em um papel pequeno que, ironicamente, o coloca do outro lado da lei.

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Primeiro trailer de THE COUNSELLOR

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 25 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

counselor

O novo filme de Ridley Scott acaba de ganhar seu primeiro trailer teaser. The Counsellor traz Michael Fassbender na pele de um advogado que se envolve em situações perigosas e figuras vividas por Brad Pitt, Penelope Cruz, Cameron Diaz e um bizarro Javier Bardem. O roteiro é assinado por Cormac McCarthy, autor do livro que inspirou Onde os Fracos Não Têm Vez. Promissor, confira:

The Counsellor estreia nos EUA em 25 de Outubro.

2012: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2012 by Lucas Nascimento

bests2012

Chegou aquela hora do ano novamente… Junte-se a mim enquanto escolho os melhores filmes de 2012, mas atenção aos critérios abaixo:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2011 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como A Hora Mais Escura, Lincoln, Django Livre, entre muitos outros).
  • Se  não concordar com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • Ainda não assisti As Aventuras de Pi (acreditem, uma verdadeira odisseia me vê-lo impediu três vezes), mas atualizarei este post (ou não, vai saber) com o filme, ainda este ano.

MELHOR FILME

10. Prometheus

10

“Prometheus é um épica e respeitosa nova entrada no universo de Alien, e também o início (?) de uma promissora nova franquia de ficção científica. Scott e seus roteiristas brincam com a ideia da criação da vida e entregam um longa do gênero que traz suspense e gore (a cena do parto, o que foi aquilo?!) como há muito não se via.”

9.  Moonrise Kingdom

mk

“Trazendo um impecável elenco cheio de rostos conhecidos (dentre os quais, Edward Norton e Bruce Willis se destacam), Moonrise Kingdom oferece uma bela reflexão e uma experiência única e difícil de se rotular. Humor e drama se misturam em uma narrativa dinâmica e fora do comum, características que devem se aplicar a todos os trabalhos de Wes Anderson.

Bem, ele acaba de ganhar mais um admirador de seu trabalho.”

8. A Invenção de Hugo Cabret

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“A Invenção de Hugo Cabret é mais do que apenas o primeiro 3D de Martin Scorsese. É uma história sobre encontrarmos nossa função no mundo e como os sonhos podem ser capturados pela incomparável magia do cinema. É uma carta de amor para o cinéfilo dentro de todos nós.”

7. Looper: Assassinos do Futuro

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“Tecnicamente satisfatório e surpreendente em suas decisões, Looper: Assassinos do Futuro é uma grande surpresa em um ano que carece de ideias originais. Explora ao extremo o conceito de viagem no tempo e promete consolidar a carreira de Rian Johnson, um nome que promete trazer boas contribuições à Sétima Arte. E o Cinema anda precisando de profissionais assim…”

6. O Artista

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“O Artista é um deleite para amantes da Sétima Arte. Não posso ser o maior especialista em cinema, mas sei que Michel Hazanavicius fez aqui uma homenagem muito especial aos primórdios da indústria cinematográfica. Uma verdadeira obra-prima.”

5. Shame

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“Shame é uma das experiências mais poderosas e devastadoras do ano. Traz um tema adulto sob o cargo de um cineasta talentoso e maduro, que explora com inteligência (e sem vergonha) as possibilidades de sua premissa e a força de seu ótimo elenco.”

4. Argo

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“Argo é uma ótima dramatização de um inusitado capítulo da história da CIA, tratando seus temas de forma aprofundada e acessível, além de mostrar que Ben Affleck não é só um bom diretor, mas também um ótimo cineasta.”

3. 007 – Operação Skyfall

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“007 – Operação Skyfall é uma bela homenagem aos 50 anos da série e também um filme maduro, bem executado e com potencial de agradar os mais variados fãs do personagem. Sua conclusão inicia uma nova era para James Bond, e o futuro parece muito promissor.”

2. Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

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“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres oferece tudo que a franquia literária merece, provindo um longa adulto e envolvente, catapultando a talentosa Rooney Mara ao estrelato e oferecendo, em uma rara ocasião, uma franquia blockbuster adulta.”

1. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

FILME

Após o sucesso esmagador de seu anterior, que serviu para inspirar toda uma linhagem de longas hollywoodianos com sua abordagem “realista”, é de se admirar que Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge tenha sido realmente feito, sem soar como um caça-níquel. Explorando as conseqüências do filme de 2008 até suas possibilidades mais extremas, Christopher Nolan completa sua trilogia sobre o Homem-Morcego de forma épica e dramática, resultando em uma experiência monstruosa e que testa os limites do super-herói e a psicologia que o faz agir, ao mesmo tempo em que promove um espetáculo de cenas de ação e atuações excepcionais. Completa-se magistralmente uma trilogia que agora entra para a História.

MELHOR DIRETOR

David Fincher | Millennium –  Os Homens que Não Amavam as Mulheres

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David Fincher é um dos melhores diretores da atualidade. Vê-lo em sua zona de conforto (um thriller pesado e com serial killers no meio) ao passo em que adapta uma excelente história de mistério é muito prazeroso. Demonstrando total controle na criação de uma atmosfera sombria e arrepiante, Fincher cria belos planos e mise em scènes muito inteligentes (veja uma análise mais detalhada aqui), nunca se deixando levar pelo estilo e mantendo sempre o foco em seus personagens. Não é seu melhor trabalho no gênero (Se7en, né gente?), mas ainda comprova seu imenso talento.

Ben Affleck | Argo

Steve McQueen | Shame

Christopher Nolan | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Rian Johnson | Looper: Assassinos do Futuro

ATOR

Michael Fassbender | Shame

FASSB

Uma das grandes injustiças do Oscar deste ano foi a ausência de Michael Fassbender por seu desafiador papel em Shame. Na pele de um sujeito solitário e viciado em sexo, o ator irlandês se entregou completamente ao roteiro e às cenas pesadas que este exigia, e sua performance é simplesmente arrasadora; carrega um olhar triste (e malicioso) durante quase toda a projeção. Fassbender é um tremendo ator, e esta é sua melhor performance até o momento.

Andrew Garfield | O Espetacular Homem-Aranha

Joseph Gordon Levitt | Looper: Assassinos do Futuro

Daniel Craig | 007 – Operação Skyfall

Brad Pitt | O Homem que Mudou o Jogo

Jean Dujardin | O Artista

Menção Honrosa: A excelente dicção de Seth McFarlane em Ted.

ATRIZ

Rooney Mara | Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

mara

Encabeçando um dos papéis mais desafiadores dos últimos anos, a pouco conhecida Rooney Mara explodiu como a Lisbeth Salander da versão de David Fincher para Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A atriz surge completamente exposta em cenas pesadas de estupro e adota um visual peculiar, que reflete sua performance séria e concentrada. A Salander de Mara é ainda mais agressiva do que a da sueca Noomi Rapace, e mesmo por trás dos piercings, podemos ver que a jovem tem um coração.

Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn

Noomi Rapace | Prometheus

Emma Stone | O Espetacular Homem-Aranha

Kara Hayward | Moonrise Kingdom

ATOR COADJUVANTE

Javier Bardem | 007 – Operação Skyfall

James Bond tem uma galeria de vilões impressionante que engloba 23 filmes em 50 anos. E não há como negar: Javier Bardem e seu Silva já se tornaram ícones da franquia e o resultado é um antagonista marcante e muito interessante. Silva é um sujeito afeminado e possivelmente homossexual, e Bardem se diverte com essas características ao dotar o personagem de muito sarcasmo e imprevisibilidade, além de um visual espalhafatoso. Há uma primeira vez pra tudo, certo?

Josh Brolin | MIB – Homens de Preto III

Michael Fassbender | Prometheus

Joseph Gordon Levitt | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Ezra Miller | As Vantagens de ser Invisível

ATRIZ COADJUVANTE

Anne Hathaway | BatmanO Cavaleiro das Trevas Ressurge

Eu não sei vocês, mas fiquei muito desconfiado quando Christopher Nolan escalou Anne Hathaway para encarnar sua versão da Mulher-Gato no último filme do Batman. Todas as primeiras impressões desapareceram quando vi a atriz encarnando a personagem de forma brilhante em um dos pontos altos do filme: quando a ladra finge ser uma vítima em meio a um tiroteio iniciado por esta (usando o arquétipo de “donzela em perigo” a seu favor). Hathaway surpreende com as diferentes facetas que oferece à Selina Kyle, e ao fim, fica claro que estamos diante da melhor interpretação que a personagem já ganhou.

Berenice Bejo | O Artista

Eva Green | Sombras da Noite

Ellen Page | Para Roma, com Amor

Penelope Cruz | Para Roma, com Amor

ROTEIRO ORIGINAL

Looper: Assassinos do Futuro | Rian Johnson

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Como é bom ver uma ideia original funcionando eficientemente nas telas… Depois de O Preço do Amanhã surgir com uma premissa sensacional no ano passado (e falhar miseravelmente em seu desenvolvimento), eis que Rian Johnson bola uma trama em que assassinos utilizam de viagem no tempo para eliminar suas vítimas. Em uma mistura interessante de De Volta para o Futuro e Exterminador do Futuro, Looper traz um envolvente estudo de personagem e rumos que fazem jus ao conceito de realidades alternativas e afins. Só acho que a presença de poderes telecinéticos era descartável…

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Steven Zaillian, da obra de Stieg Larsson

rot

Adaptar a obra de Stieg Larsson para as telonas não é novidade, já que o livro já havia ganho uma versão sueca em 2009. Mas é inegável que o texto do experiente Steven Zaillian seja superior ao da versão escandinava, já que não só apenas traz ótimos diálogos que respeitem o material original, mas também por não ter medo de alterar o curso da história ou detalhes de seus personagens. A forma como a trama se desenrola é muito mais dinâmica do que

FOTOGRAFIA

007 – Operação Skyfall | Roger Deakins, A.S.C.

O que dizer sobre Roger Deakins? Inubitavelmente um dos cinematógrafos mais talentosos das últimas décadas, e sua reunião com o diretor Sam Mendes para a nova missão de 007 rendeu um dos filmes mais lindos do ano. Deakins trabalha muito bem as paletas de cor em diferentes locações do filme e fornece um tratamento de obra de arte na criação de duas sequências agora icônicas: Bond lutando contra um assassino em Hong Kong (com o desenho da água-viva holográfica preechendo a tela com hipnotizantes tons azulados) e o clímax na Escócia, onde as chamas transformam os personagens em silhuetas. Aí Academia, boa oportunidade pra premiar o cara, hein?

MONTAGEM

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Kirk Baxter & Angus Wall

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Kirk Baxter e Angus Wall manjam de montagem. A dupla já levou um par de Oscars duas vezes consecutivas, ambos por trabalhos com David Fincher: A Rede Social e agora com Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Seguindo a meticulosa estrutura do roteiro de Steven Zaillian, a montagem do filme consegue equilibrar com maestria as narrativas completamente opostas dos protagonistas, criando um ritmo rápido e intenso, até o ponto em que estes se encontram. Vale apontar também as ótimas transições passado-presente, como aquela demarcada pelo acendimento de um cigarro.

FIGURINO

Branca de Neve e o Caçador | Colleen Atwood

costume

Terminada a sessão de Branca de Neve e o Caçador, percebi que o único aspecto do filme que me impressionara positivamente foram os vestidos da Rainha Má. A figurinista Colleen Atwood é especialista quando o assunto é a vestimenta de um personagem fantástico (ela colabora frequentemente com Tim Burton) e sua contribuição para o fraco longa de Reuben Fleischer é um dos deleites visual do mesmo.

TRILHA SONORA

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge | Hans Zimmer

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Hans Zimmer é um monstro. O impacto que suas composições garantem às imagens conduzidas por Christopher Nolan é gigantesco, conseguindo-lhe proporcionar toda a dramaticidade e senso épico. Tudo bem que Zimmer traz de volta diversos temas que criara anteriormente com James Newton Howard (afinal, como deixar de fora o arrepiante tema que a dupla criou para o Batman?), mas só o uso do coral árabe para o personagem Bane já é a peça musical mais memorável do ano…

DIREÇÃO DE ARTE

A Invenção de Hugo Cabret | Dante Ferretti & Franscesca Lo Schiavo

art

Os habituais designers de Martin Scorsese mais uma vez impressionam com seus cenários incríveis – sendo eles reais ou digitais. Temos aqui uma recriação da Paris dos anos 20 e, ao mesmo tempo em que mantém uma fidelidade histórica (especialmente pela escala da estação de trem de Gare Montparnasse) confere apropriados toques fantásticos, como justificam a presença de enormes engrenagens de relógio e as cores com que a fotografia de Robert Richardson os conferem.

EFEITOS VISUAIS

Os Vingadores – The Avengers

EFEITOS

Em um ano onde efeitos visuais dominaram monstruosamente a maior parte das grandes produções, nenhum deles me impressionou como o de Os Vingadores. Além de verossímil nas demonstrações de poder dos personagens (seja nos voos do Homem-de-Ferro, nos raios do Thor ou nos exércitos inimigos), o longa se beneficia de trazer longas batalhas com muito green-screen e personagens digitais sem prejudicar a visão (vide os Transformers de Michael Bay) e por, enfim, trazer um Hulk digital convincente.

CANÇÃO DO ANO

“Skyfall” – 007 – Operação Skyfall | Adele

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Canções dos filmes de 007 são sempre um deleite a parte, e a melodia suave e profunda de Adele para Operação Skyfall é uma das melhores coisas que já aconteceu à franquia. Evocando tons mais clássicos e adequando suas letras ao clima de “encerramento” que o filme propõe, o resultado é inebriante e fica espetacular com a bela sequência de abertura. Quero ver a canção saindo vitoriosa no Oscar…

CRÉDITOS DE ABERTURA/ENCERRAMENTO

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Uma das aberturas mais espetaculares que já vi na vida. Claramente inspirado pelas aberturas de 007 (será que foi a presença de Daniel Craig no elenco?) o Blur Studios cria uma sequência sombria e pegajosa, onde uma substância negra vai cobrindo a tela e apresentando todos os elementos marcantes da trilogia Millennium; desde seus personagens até cenas icônicas das três obras. E o eletrizante cover do “Immigrant Song” por Karen O faz toda a diferença.

USO DE 3D

A Invenção de Hugo Cabret

3d

Em sua primeira excursão pelo 3D, Martin Scorsese mostra que entende a função da tecnologia e a usa de maneira orgânica e competente. Assim como James Cameron fez em Avatar, o cinesta opta por planos em vasta profundidade e preenchimento, ao invés dos tradicionais efeitos que “atiram” objetos contra o espectador (algo divertido, convenhamos, mas mais apropriado a um parque de diversões do que uma sala de cinema).

Menção Honrosa: O 3D de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que fica incrível graças aos 48 fps do longa.

SURPRESA DO ANO: Poder sem Limites

power

Quem diria que o subgênero do found-footage ainda teria surpresas na manga? Nas mãos do diretor Josh Trank, acompanhamos uma abordagem incrível para a tradicional premissa do “sujeito comum que ganha poderes extraordinários”, onde não só temos um exercício de estilo fascinante, mas também um estudo de personagens muito comovente. Pra mim, um filme que tinha tudo para dar errado, e acabou por tornar-se um dos melhores exemplares que o gênero já forneceu.

DECEPÇÃO DO ANO: Sombras da Noite

dsk

Tim Burton + Johnny Depp + família sinistra com vampiros e lobisomens. Mas como é que isso deu errado? Uma fórmula perfeita foi completamente desperdiçada aqui, dando espaço a uma trama tediosa e cujas piadas limitam-se a “choques de geração” batidos do personagem principal. O elenco faz um trabalho razoável (com Eva Green, e não Depp, destacando-se), mas Burton prefere (novamente) se preocupar mais com o visual do que com a história que conta. Triste…

MELHORES TRAILERS

1. O Grande Gatsby

2. O Mestre

3. O Homem de Aço

MELHOR PÔSTER

Django Livre – Teaser Poster

DJANGO UNCHAINED

Os 5 FILMES MAIS AGUARDADOS (POR MIM) PARA 2013

Carrie – A Estranha

O Grande Gatsby

O Homem de Aço

Além da Escuridão – Star Trek

Kick-Ass 2

| 007 – Operação Skyfall | James Bond ganha mais uma reinvenção

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento


Bond fica artístico: Daniel Craig encarna o personagem pela terceira vez

Tendo sua estreia nos cinemas em 1962 com Dr. No, o agente secreto James Bond comemora 50 anos de sua franquia cinematográfica e, nesse espaço de cinco décadas, muita coisa tem mudado. Adaptando-se para sobreviver, Cassino Royale transformou radicalmente o personagem em 2006 ao lhe oferecer uma abordagem realista e dispensar os elementos fantásticos que tornaram-se sua assinatura. Entra o premiado diretor Sam Mendes para continuar o legado e, nesse processo, acaba por reinventar (novamente) a franquia de forma brilhante em 007 – Operação Skyfall.

Tendo uma trama muito mais pessoal e centrada do que os longas anteriores, Skyfall começa quando o MI6 falha em uma importante missão na Turquia, tendo a identidade de seus agentes vazada na internet e seu quartel-general destruído. Buscando a identidade do misterioso agressor, James Bond (Daniel Craig) é enviado para neutralizá-lo, mas descobre que a missão tem uma significante relevância com o passado de sua chefe, M (Judi Dench).

O vigésimo-terceiro filme da série é, de fato, muito especial. Escrito por Neal Purvis, Robert Wade (esses já familiarizados com a franquia) e John Logan (indicado 3 vezes ao Oscar) o roteiro mergulha fundo em seus personagens, e aventura-se ao explorar de forma mais dramática a relação entre alguns deles. Bond e M, principalmente, têm mais detalhes revelados e nunca antes aprendemos tanto sobre o passado do protagonista como aqui – e com maior profundidade dramática, Daniel Craig tem a chance de explorar novas áreas, ficando bem próximo de ser datado com o intérprete definitivo do espião. O texto do trio também cria ótimos diálogos (a maior parte deles, proferidos pelo genial Silva de Javier Bardem), ainda que traga uma incrível necessidade de soltar trocadilhos sobre a série (“Será que eu compliquei demais a trama?”, diz Craig, ao passo em que Naomie Harris declara que este é “Um cão velho, com truques novos”), criando um efeito divertido, mas cujo uso excessivo o aproxima de uma paródia.


A magistral fotografia de Roger Deakins

Nome que normalmente não associaríamos ao um filme do gênero, Sam Mendes mostra que seu talento não está apenas ligado ao drama e faz a diferença no comando de ótimas cenas de ação. Sua execução é segura (reparem no longo plano que apresenta o vilão Silva, onde Mendes demonstra total confiança no talento de Bardem) e muito bem equilibrada – nesse quesito, a ótima montagem de Stuart Baird é eficiente ao criar tensão e controlar as múltiplas ações – e estas são visualmente impressionantes graças à inteligente fotografia do mestre Roger Deakins. Alternando entre tons quentes nas cenas em Macau e apostando em uma Londres sempre cinzenta e nublada, o cinematógrafo atinge o auge ao iluminar uma luta entre B0nd e um atirador em Xangai apenas com luzes de outdoors da metrópole. Só esse complexo (e lindo) trabalho, já é o suficiente para indicá-lo ao Oscar da categoria no ano que vem.

Mas o grande destaque do filme é a nova reinvenção que Bond ganha. O agente continua realista e frio como em Cassino Royale e Quantum of Solace, mas aqui tem mais senso de humor e volta a protagonizar acrobacias “impossíveis”, tal como pular de uma escavadeira para um trem em movimento – finalizando com uma sensacional ajeitada no terno. Há também o retorno do quartel-mestre Q, que aqui surge como um nerd na pele do excelente Ben Whishaw, fornecendo ao espião gadgets mais críveis (talvez não tanto assim, mas a abordagem à tais elementos se assemelha à dada por Christopher Nolan em sua trilogia do Batman) e piadas que fortalecem a atualização (“o que você queria, uma caneta explosiva? Não trabalhamos mais com isso”).

007 – Operação Skyfall é uma bela homenagem aos 50 anos da série e também um filme maduro, bem executado e com potencial de agradar os mais variados fãs do personagem. Sua conclusão inicia uma nova era para James Bond, e o futuro parece muito promissor.

James Bond Will Return…

Obs: Os hipnotizantes créditos de abertura deste filme são diferentes de qualquer outra presente na franquia. E a bela música de Adele a acentua com perfeição.

Read this review in english here.

Daniel Craig quebra tudo no novo trailer de SKYFALL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 31 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

Agora que já vi O Cavaleiro das Trevas Ressurge, 007 – Operação Skyfall é o filme que mais anseio para o restante do ano. E o longa de Sam Mendes ganhou hoje um explosivo novo trailer, que explica a história, traz o jovem Q, Javier Bardem e muitas cenas de ação. Confira:

007 – Operação Skyfall estreia em 2 de Novembro.

007 – SKYFALL ganha informações oficiais

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , on 3 de novembro de 2011 by Lucas Nascimento

Depois de ser adiado e quase cancelado, a vigésima terceira aventura do espião mais famoso do planeta finalmente ganhou novas informações oficiais. Entitulado Skyfall, o filme dirigido por Sam Mendes – que promete uma abordagem mais séria à franquia – traz James Bond (Daniel Craig) em uma trama isolada dos anteriores (Cassino Royale e Quantum of Solace), onde o passado de M (Judi Dench), será um dos pontos-chave.

A sinopse divulgada pela MGM também menciona um ataque à agência do MI6, fazendo com que 007 parta em busca dos responsáveis. O elenco ainda conta com Javier Bardem como o vilão, Bérenéci Marlohe como a BondGirl, Ralph Fiennes, Naomi Harris, Albert Finney e Ben Whishaw. O roteiro fica a cargo de Neal Purvis, Robert Wade e John Logan.

Skyfall estreia em 9 de Novembro de 2012.

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte I | Atuações

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Bem-vindos à Parte I do Especial do Oscar 2011! Nesse post, veremos todos os indicados nas categorias de atuações, assim como os que foram esquecidos pela Academia… Vamos lá:

Javier Bardem | Biutiful

Personagem: Uxbal

Infelizmente, foi impossível para mim assistir à Biutiful (que também concorre em Filme Estrangeiro) e julgar se Javier Bardem merece ou não a indicação, mas gosto do ator e confio no seu talento, que certamente é aproveitado em um papel tão complicado.

Jeff Bridges | Bravura Indômita

Personagem: Rooster Cogburn

Provando que se dá bem em qualquer papel, Bridges interpreta o excêntrico Cogburn com muita energia e sotaque (além de uma pequena dose do The Dude), tornando o personagem divertidíssimo e admirável. Sempre com uma piada na ponta da língua, é imprevisível e bravo, tendo ótimos momentos com os demais personagens.

Jesse Eisenberg | A Rede Social

Personagem: Mark Zuckerberg

Na pele do criador do Facebook, Jesse Eisenberg surpreende em uma performance única, traçando uma personalidade muito peculiar a Zuckerberg: a de alguém isolado, tímido e tão emocianalmentei incapaz, que é rude com amigos sem perceber. Sempre com uma expressão séria, Eisenberg acerta por raramente transmitir o que se passa na cabeça do personagem, o que o torna imprevisível e até perigoso.

James Franco | 127 Horas

Personagem: Aron Ralston

Segurando o filme inteiro sozinho, Franco apresenta uma grande carga dramática e um carisma indiscutível. É impressionante como seu personagem resiste à sua situação, raramente apelando à melancolia. Seu talento é bem utilizado na cena em que fala sozinho em um “talk show” que, de tão boa, já ganha o espectador.

Colin Firth | O Discurso do Rei

Personagem: Rei George VI

Favorito disparado, Firth já levou praticamente todos os prêmios de Ator de cinema até aqui, deixando clara sua vitória. E, realmente, ele merece; sua performance como o rei que sofre de gaguice é memorável, intensa e, mais importante, o ator nunca se deixa levar pelo caricato –  traçando um retrato autêntico de seu problema, que poderia facilmente ser vítima de piadas, mas acaba por ser assombroso.

Ficou de fora: Leonardo DiCaprio | A Origem

Personagem: Dom Cobb

Naquele que é provavelmente o melhor ano de sua carreira, o talentoso Leonardo DiCaprio encarou dois grandes papeis: o do policial Teddy em Ilha do Medo e do Extrator Cobb em A Origem. Seu carisma e peso dramático estão mais evidentes no segundo filme, com uma performance forte e expressiva. A Academia ataca novamente…

APOSTA: Colin Firth | O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém rouba o prêmio de Firth desta vez.

Annette Bening Minhas Mães e meu Pai

Personagem: Nic

Pois é, infelizmente não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai (na época de lançamento, nem dei bola pro filme…), então fica difícil analisar a performance de Annette Bening. Mas uma coisa é certa: é um papel ousado e polêmico, e parece ser bem realizado pela atriz. Se Portman não vencer (o que é improvável), talvez ela ganhe.

Jennifer Lawrence | Inverno da Alma

Personagem: Ree Dolly

A performance de Lawrence é o grande destaque do pesado Inverno da Alma. A atriz é um talento promissor, apresenta uma personagem forte que não se deixa intimidar por nada, a não ser as preocupações com sua família, que mostra-se como seu único ponto fraco.

Nicole Kidman | Reencontrando a Felicidade

Personagem: Becca

Reencontrando a Felicidade infelizmente não estreará nos cinemas brasileiros a tempo do Oscar, então falar de Nicole Kidman será impossível. Mas é bom ver a atriz sendo indicada novamente, após uma fase dura no cinema.

Natalie Portman | Cisne Negro

Personagem: Nina Sayers

A performance de Natalie Portman é realmente extraordinária. Exibindo uma vulnerabilidade partircularmente frágil ao longo do primeiro ato, a personagem parece estar a ponto de se desmoronar a qualquer instante e transformar-se radicalmente em uma pessoa agressiva e sensual, ao decorrer da trama. Nas palavras da personagem “Foi perfeita”.

Michelle Williams | Namorados para Sempre

Personagem: Cindy

Namorados por Acaso infelizmente vai demorar para chegar no Brasil, por isso vai ficar difícil analisar o trabalho de Williams. Mas pelo que li, ela merece créditos: morou por alguns meses com o protagonista do filme – na esperança de criar um vínculo emocional maior. Há também, as polêmicas cenas de sexo, que quase garantiram um NC- 17 (a censura mais “punk” dos EUA) ao longa.

Ficou de fora: Chloe Moretz | Deixe-me Entrar

Personagem: Abby

Com uma promissora carreira pela frente, Chloe Moretz interpreta a vampira Abby com grande emoção, sempre escondendo suas intenções em seu ambígo olhar. Misteriosa e implacável, é uma maravilhosa composição que, atrevo-me a dizer, supera a do original sueco.

APOSTA: Natalie Portman | Cisne Negro

 QUEM PODE VIRAR O JOGO: Anette Bening | Minhas Mães e Meu Pai, mas é muito difícil…

Christian Bale | O Vencedor

Personagem: Dicky Eklund

Christian Bale é um monstro de ator. Sua performance como o viciado em crack Dicky Ward é espetacular e magnética, conseguindo o carinho do público mesmo com seus hábitos reprováveis. O personagem passa por uma transformação, movida pela afeição a seu irmão, contagiante e admirável. O ator merece o prêmio.

John Hawkes | Inverno da Alma

Personagem: Teardrop

Além de possuir o nome mais bacana entre os personagens, Hawkes compõe o personagem de forma perturbada, sempre com um olhar furioso, mas ao mesmo tempo com medo. É determinado e tem uma boa química com Jennifer Lawrence.

Jeremy Renner | Atração Perigosa

Personagem: James Coughlin

Renner mostra que não foi sorte de principiante em Guerra ao Terror. O cara tem talento e prova isso ao interpretar o encrenqueiro “Jem”, que é estressado e adora um bom crime. O ator enche-o de energia e torna-se o centro do apenas bom filme; suas cenas são as melhores e eu literalmente torci por ele no tenso clímax. Renner ainda vai dar o que falar…

Mark Ruffalo | Minhas Mães e Meu Pai

Personagem: Paul

Já estava na hora do talentoso Mark Ruffalo receber uma indicação ao Oscar. Infelizmente não assisti sua performance como o pai biológico das crianças de Minhas Mães e Meu Pai, mas percebe-se que é um papel complicado. Vi alguns clipes e o ator parece-me bem carismático.

Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Personagem: Lionel Logue

Colin Firth está espetacular como o protagonista de O Discurso do Rei, mas não seria a mesma coisa sem os momentos em que contracena com o ótimo Geoffrey Rush. Interpretando um terapeuta de fala, o ator preenche Logue com simpatia e humildade, complementando as cenas em que aparece com ótimo humor e inspira não só o personagem principal, mas também o público.

Ficou de Fora: Andrew Garfield | A Rede Social

Personagem: Eduardo Saverin

A grande carga emotiva de A Rede Social vem do carismático Andrew Garfield. Tem ótima química com Jesse Eisenberg e rende diálogos/discussões memoráveis, que vão ficando mais intensas, assim como a natureza do personagem que, de sua primeira aparição no quarto de Kirkland até seu confronto no Vale do Silício, impressiona pela criação de inimizade com o protagonista.

APOSTA: Christian Bale | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Geoffrey Rush | O Discurso do Rei

Amy Adams | O Vencedor

Personagem: Charlene Fleming

Na pele da bartender Charlene, Adams não só está linda como sempre, mas continua explorando seu talento mais a fundo, compondo a personagem como alguém que perdeu todas as oportunidades; o olhar da atriz sempre expressa essa característica. Uma grande carga dramática.

Helena Bonham Carter | O Discurso do Rei

Personagem: Rainha Elizabeth

Mesmo aparecendo pouco no longa, Carter se destaca por fazer um papel mais “comum”, depois de tanto Harry Potter e Tim Burton. Sua versão da esposa de George VI é alegre e radiante, sempre recitando suas falas com elegância e dedicação.

Melissa Leo | O Vencedor

Personagem: Alice Ward

Grande favorita ao prêmio, Melissa Leo entrega uma performance forte como a controladora Alice, cujo caráter de “durona” é apenas enfraquecido por seu filho Dicky. Não acho que ela mereça o Oscar; é uma boa atuação, mas nada de espetacular como rotulavam os críticos. No entanto, a atriz perdeu grande força com campanhas de votação FYC inadequadas e preconceituosas.

Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

Personagem: Mattie Ross

Injustamente indicada como Coadjuvante, a Mattie Ross de Hailee Steinfeld é de longe a protagonista do filme, e a atriz de 14 anos faz um trabalho impecável e energético, parecendo uma jovem adulta em alguns momentos, mas sem se esquecer de seu lado infantil – como provam seus contagiantes gritos de vitória e sua constante persistência. É a melhor entre as indicadas.

Jacki Weaver | Reino Animal

Personagem: Janine Cody

Reino Animal não chegou (e provavelmente não chegará tão cedo) ao Brasil, por isso fica difícil analisar a performance de Weaver nesse filme australiano tão comentado.

Ficou de Fora: Mila Kunis | Cisne Negro

Personagem: Lily

Sensual e provocativa, Mila Kunis reproduz a versão dark de Natalie Portman com muita afeição, ao mostrar diferenças de personalidade e também de dança. Chama a atenção por seu olhar provocante e malicioso, que seduz o espectador e manipula os personagens do filme.

APOSTA: Melissa Leo | O Vencedor

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Hailee Steinfeld | Bravura Indômita

E a parte I do especial acaba aqui, mas aguardem pela Parte II (minha preferida), sobre as categorias técnicas da noite. Até lá.