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| Debi & Lóide 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , on 15 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

DumbDumberTo
Jim Carrey e Jeff Daniels

Confesso que não sou o maior admirador dos irmãos Bobby e Peter Farelly, cuja decaída cinematográfica é tão desastrosa quanto a de M. Night Shyamalan, e tampouco de Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros, filme de 1994 que ajudou a alavancar suas carreiras e a do então pouco conhecido Jim Carrey. Duas décadas (e um prequel horroroso, horroroso) depois, e a equipe se reúne com Debi & Lóide 2, filme que mantém o humor escatológico e cartunesco do primeiro, mas agora fica claro que a piada envelheceu.

A trama mantém o intervalo de 20 anos de um filme a outro, com Harry (Jeff Daniels) se juntando à Loyd (Jim Carrey) em uma viagem para encontrar sua filha bastarda, única pessoa capaz de lhe doar um rim.

É muito, muito similar à do original, com a estrutura do road trip possibilitando uma série de situações absurdas e cômicas (ou não) para a dupla. Já comentei aqui que a comédia e o terror são gêneros que variam muito de um espectador a outro: você pode gargalhar com as piadas de Debi & Lóide 2 ou detestar cada segundo da experiência. Pessoalmente, não é esse o tipo de humor que me atinge (o de caretas, escatologias e barulhos irritantes), mas não considero a experiência como ruim.

É muito bom rever a química de Jim Carrey e, principalmente, Jeff Daniels, e reparar em como um ator dramático tão competente é capaz de se entregar ao ridículo com maestria – afinal, fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar, pergunte a qualquer ator. No entanto, grande parte das minhas risadas aqui foram provocadas por Rob Riggle, que entrega dois personagens completamente diferentes (irmãos gêmeos, um deles é golpista e outro, militar), mas diverte em ambas as encarnações; especialmente quando utiliza de seu assustadoramente eficaz método de camuflagem. E por último, a novata Rachel Melvin revela-se, além de lindíssima, uma comediante divertida, com muito talento para a comédia física que sua personagem exige.

Vai confusão aqui e trocadilho ali, Debi & Lóide 2 mantém ritmo por sua (até que) longa duração de 110 minutos, mas não me fez gargalhar. Um riso, um sorrisinho e nada mais, porém me fica a impressão de que esse tipo de humor envelheceu muito de 1994 para cá.

Obs: Os créditos finais são bem bacanas pelo senso nostálgico que desperta, e há uma cena adicional depois destes.

Obs II: Há uma participação especial genial no filme, mas vocês não saberão quem é o ator sem pesquisar na internet…

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Primeiro trailer de DEBI & LÓIDE 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 11 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

dumb

Só agora me toco de que este filme realmente existe. E como Jim Carrey envelheceu. Mas enfim, está no ar o primeiro trailer de Debi & Lóide 2, comédia que reúne a dupla de Carrey e Jeff Daniels em mais uma aventura tapada, novamente dirigido pelos irmãos Peter e Bobby Farelly. Gosto muito do primeiro, e espero realmente que este funcione. Confira:

Debi & Lóide 2 estreia em 13 de Novembro no Brasil.

| Kick-Ass 2 | Sequência é inferior ao original, mas vale pelo reencontro

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Comédia, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , on 19 de outubro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

Kick-Ass2
Bad-Ass: Kick-Ass e Hit-Girl enfrentam um exército de vilões

Kick-Ass 2 é o tipo de filme que eu não consigo acreditar que realmente existe. Sou fanático confesso pelo primeiro de 2010, e a ideia de uma continuação para uma adaptação de quadrinhos – pouco conhecida – que quase ninguém viu no cinema era utópica. Eis que entra Jeff Wadlow (quem?) e resolve tocar o projeto ao assumir tanto o roteiro quanto a direção. Em comparação com o filme de Matthew Vaughn, é decepcionante em termos de narrativa e estilo, mas ainda assim compensa a visita.

A trama é ambientada algum tempo depois do primeiro filme, trazendo Dave Lizewski (Aaron-Taylor Johnson) entediado com sua vida pacata e aposentada dos tempos de Kick-Ass. Convencido a voltar à ativa após um treinamento pesado com a colega Mindy Macready/Hit-Girl (Chloë Grace Moretz), agora no ensino médio, e acaba por juntar-se a uma organização amadora de super-heróis comandada pelo carismático Coronel Estrelas e Listras (Jim Carrey). Enquanto tudo isso acontece, o jovem Chris D’Amico (Christopher Mintz-Plasse) planeja uma vingança mortal contra Kick-Ass, agora sob a identidade do Motherfucker.

Já adianto uma coisa muito estranha que me chamou a atenção logo no período de divulgação: Dave estava no último ano do ensino médio no primeiro filme (certo?) e Mindy tinha 11 anos de idade. Como é possível que a menina tenha 15 anos, no primeiro ano do ensino médio, e Dave ainda esteja no colégio? Esse tipo de distração é um dos fatores que me perturba em Kick-Ass 2 (sem nem mencionar como a namorada vivida por Lyndsy Fonseca é dispensada da história…), mas são menores em questão de roteiro – no mais, a trama é bem feita, redonda e até fiel aos quadrinhos de Mark Millar. O problema é mesmo a direção de Wadlow, que insiste em uma câmera inquieta e coreografias pouco imaginativas na maioria das cenas de ação e tem a estranha noção de que todos os – intrusivos – momentos de reflexão/drama podem ser resolvidos com um zoom suave no rosto dos atores. Sem falar que Wadlow opta por uma velocidade absurda em seu primeiro ato, tornando quase impossível o desenvolvimento de seus personagens e ações – uma direção quase que descontrolada.

Mas de qualquer forma, é uma filme muito divertido. Além das sensacionais frases de efeito (“Bem que o Robin queria ser eu”, “Eu vou ser tipo um Jesus do mal”) que despertam ânimo em qualquer amante de HQs, o elenco permanece tão carismático quanto no primeiro filme. Aaron Taylor Johnson segura as pontas como protagonista e Christopher Mintz-Plasse surge insano como um vilão que é mau simplesmente por “achar isso legal”, mas é (de novo) a Hit-Girl de Chloë Grace Moretz que chama mais a atenção. Mesmo que não seja a mesma coisa vê-la destroçando bandidos e soltando palavrões sem a estatura de criança, o filme acerta ao explorar a entrada da personagem no mundo adolescente (com exceção de uma piada de vômito/diarréia que seria rejeitada até mesmo pelos roteiristas de Todo Mundo em Pânico) e Moretz consegue equilibrar a força de Mindy com uma inesperada fragilidade. Pra fechar, Jim Carrey surge divertidíssimo como o Coronel Estrelas e Listras, mas é pouco aproveitado pela trama agitada.

É realmente uma pena que Matthew Vaughn tenha limitado-se à produção de Kick-Ass 2. O projeto merecia alguém mais talentoso do que Jeff Wadlow, mas ainda é possível encontrar material aqui para ser entretido por 108 minutos, ainda mais se você for fã do personagem. E eu realmente espero reencontrá-los em um hipotético Kick-Ass 3, mas sob melhor direção.

Obs: Há uma cena após os créditos. E essa importa, mesmo.

Obs II: “Mãe Rússia”. Daria um abraço no Mark Millar por essa ideia.

Trailer estendido de KICK-ASS 2

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 19 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

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Mais novidades da Comic-Con! Agora foi Kick-Ass 2 que teve novas cenas divulgadas online. Com 4 minutos de duração, o novo trailer é basicamente uma versão estendida do primeiro, mas cada segundo inédito é altamente empolgante – com direito a mais cenas do Coronel Estrelas de Jim Carrey, Hit-Girl sendo a Hit-Girl e uma apresentação divertidíssima aos novos vilões. Confira:

Kick-Ass 2 estreia em 18 de Outubro no Brasil.

| Os Pinguins do Papai | Longa inofensivo restrito ao público infantil

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , on 19 de julho de 2011 by Lucas Nascimento


A marcha dos penguins: Jim Carrey ensaia uns passos de dança com seus colegas de cena

Jim Carrey já foi um excelente comediante e me arrancava diversas risadas com suas impagáveis caretas e piadas. No entanto, ele vem encontrando dificuldade para escolher um projeto que explore bem o seu talento e em Os Pinguins do Papai ele bem que se esforça, mas não salva o longa da mesmice.

Adaptada de um livro de Richard e Florence Atwater a três mãos, a trama é sobre o empreendedor Sr. Popper que. Ocupadíssimo e divorciado com dois filhos ele, inesperadamente, acaba por adotar seis pinguins que passam a morar em sua luxuosa cobertura em Nova York.

Realmente, não precisa ser nenhum mágico para adivinhar o rumo do filme. É claro que os pinguins vão render sequências cujo propósito é fazer uma ou outra piadinha (sempre limitadas a peidos ou quedas no chão) e que vão fazer o carrancudo protagonista a valorizar melhor sua vida e seus filhos. É clichê do início ao fim, apesar de se apresentar em um ritmo agradável e bem-humorado, até que bem equilibrado pelo diretor Mark Waters.

Nem um pouco ofuscado por seus “colegas” de cena, Jim Carrey esforça-se para acrescentar algo ao filme, mas simplesmente não alcança o resultado de seus trabalhos anteriores e recorre à caretas grande parte do tempo. O elenco conta com também com um eficiente Clark Gregg (o agente Coulson dos filmes da Marvel) no papel de um especialista em pinguins e Carla Gugino (a mulher está em todas agora!) como a ex-esposa de Popper.

Uma coisa que eu realmente gostei no longa é seu design de produção. É divertida a transformação do luxuoso apartamento de Popper que, outrora perfeitinho e organizado, evolui para um ambiente repleto de neve, bonecos de neve e até uma pequena pista de patinação. A cidade de Nova York, aparentemente, é o ambiente ideal para lições de moral.

Os Pinguins do Papai é o tipo de filme que certamente seus filhos vão adorar. Não entrega nada mais do que promete e fica na mesmice, sendo inofensivo e pontualmente agradável. O tradicional filme lição-de-moral natalino.

Com penguins.

Os cinco melhores de Jim Carrey

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , on 30 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

Aproveitando a estreia de Os Pinguins do Papai (que aliás, não pretendo ver), preparei um breve post sobre 5 performances de Jim Carrei que eu considero indispensáveis.

Ace Ventura

Rendendo duas divertidas aventuras, Jim Carrey foi lançado ao estrelato com o primeiro Ace Ventura, onde ele interpreta um amalucado detetive de animais. Sua visita à África no segundo filme é ainda melhor.

O Pentelho

Pouco conhecido no Brasil (e massacrado pela crítica norte-americana em sua estreia), essa comédia dark apresenta Carrey como um técnico de TV excêntrico e psicótico, que é na minha opinião um dos melhores trabalhos do ator. De língua presa, solta a voz em um karaokê cantando “Somebody to Love” e dá uma surra memorável no então desconhecido Owen Wilson.

O Mentiroso

Neste famoso papel, o personagem de Carrey tinha que ficar um dia inteiro sem contar uma única mentira. A inspirada premissa rende ótimas piadas (“Já tive melhores”), situações constrangedoras e muitas caretas  do ator.

O Show de Truman

Uma das poucas imersões do ator no drama, Carrey interpreta de forma brilhante um sujeito que tem sua vida inteira monitorada por câmeras de televisão, sendo o maior sucesso de audiência do mundo. Claro que o personagem não sabe (em uma bela analogia ao Mito da Caverna de Platão), o que torna a performance do ator ainda melhor, à medida em que ele vai descobrindo a verdade.

Eu, eu mesmo & Irene

Em sua segunda parceria com os Irmãos Farelly (ele trabalhou com a dupla no divertido Debi & Lóide), Carrey faz um sujeito que sofre de dupla personalidade. Uma hora ele é o calmo Charlie, mas quando irrita-se, ele encarna o mau-caráter Hank e diverte. A cena de sua transformação é antológica.

Menção Honrosa:

Em As Loucuras de Dick & Jane, o personagem de Carrey comete um gafe hilário em um programa de TV, enquanto falava sobre as “estatitísticas” de sua empresa. Confira:

E aí? Quais os seus papéis preferidos do comediante? Comentem.

Esta Semana nos cinemas… (04/06)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , on 3 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Esta semana nos cinemas, entram em cartaz os seguintes filmes nos principais cinemas do Brasil:

O Golpista do Ano

Filme de Jim Carrey que demorou mais de um ano para ser lançado comercialmente. Na trama, Steve é um golpista que é preso e se apaixona por seu colega de cela. Não me chama muita atenção. Censura: 16 Anos

Marmaduke

Sério, alguém ainda assiste filmes de cachorro? Pior ainda, um cachorro falante. Na trama, Marmaduke é um cão adolescente que passará por vários desafios para entender o que significa ser um “top dog”. Que porcaria… Censura: Livre

Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo

A tentativa da Disney de arranjar uma nova franquia milionária aterrissa no solo brasileiro. Na trama, um guerreiro precisa proteger uma adaga que contém as Areias do Tempo, que podem controlar o mundo. Não sei, me soa meio chato. Censura: 12 Anos

Bem, essas sãos suas opções! Escolha bem e tenha uma ótima sessão.