Arquivo para joaquin phoenix

Primeiro trailer de O HOMEM IRRACIONAL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 29 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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E sai o primeiro trailer do novo filme de Woody Allen. O Homem Irracional traz Joaquin Phoenix como um professor de filosofia que passa por uma crise existencial, envolvendo também um caso com a aluna vivida por Emma Stone. Confira:

A prévia pode não empolgar, mas os filmes de Allen nunca foram conhecidos por boa divulgação. Certamente teremos uma performance matadora de Phoenix.

O Homem Irracional estreia em 6 de Agosto.

| Vício Inerente | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de março de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

InherentVice
Joaquin Phoenix é Doc Sportello

Não acontece com tanta frequência, mas vira e mexe e aparece um filme como Vício Inerente. Sétimo filme do cineasta único Paul Thomas Anderson, oferece uma narrativa torta, confusa e que indubitavelmente vai deixar uma grande parcela do público perdida em sua viagem chapada e desconexa de 2h30. Não é uma experiência das mais confortáveis – e também não diria satisfatória – mas certamente provoca fascínio.

Adaptada pelo próprio PTA da obra homônima de Thomas Pynchon, a trama… Vamos tentar organizar isso de forma coesa… A trama começa quando o detetive Larry “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix) é surpreendido por sua ex-namorada Shasta (Katherine Waterston), que pede sua ajuda quando descobre o complô da esposa de seu amante, Mickey Wolfmann (Eric Roberts), para trancafiá-lo num hospício. Paralelamente, Doc analisa dois casos que se relacionam com Wolfmann de alguma forma: o sumiço de um saxofonista (Owen Wilson) e a fuga de um guarda-costas que estaria envolvido com neonazistas.

Estruturalmente, Vício Inerente é uma bagunça, mas curiosamente isso não precisa ser um defeito – dependendo do ponto de vista. Suas tramas misturam-se através de diálogos malucos e repletos de gírias, o que compremente o fluir da narrativa e a compreensão da trama geral (eu, por exemplo, tive que ler um resumo do filme para compreender todos os seus pontos de virada e conexões entre histórias). Podemos dizer que a narrativa acelerada, com um zilhão de personagens e acontecimentos, é um reflexo da própria mente de Doc, dominado pela paranóia e lentidão de seu constante uso de maconha – e a fotografia de Robert Elswitt sabiamente aposta em sequências em que o personagem encontra-se cercado por neblina, prestando também a devida homenagem ao visual icônico do cinema noir.

Colocar a platéia sob os olhos de um entorpecido é um experimento interessante, e PTA mantém sua técnica invejável ao apostar em longos planos e enquadramentos fechados, muitas vezes centrado apenas em diálogos que vão ramificando-se de maneira curiosa (uma provocante cena em particular que envolve Doc e Shasta é desde já um dos pontos altos da carreira do cineasta). As consequências e surpresas são muitas, e o humor caricato do filme é acertadíssimo; ainda mais pela performance noiada de Joaquin Phoenix, completamente imerso no papel do detetive. O elenco estelar ainda conta com ótimas presenças de Josh Brolin, Owen Wilson, Martin Short e a já citada Katherine Waterston, cuja mera presença sensual em cena já é absolutamente hipnotizante.

O filme acerta também na escolha de sua trilha sonora (tanto a original de Jonny Greenwood quanto a vasta seleção de músicas da década de 70) e no design de produção, que explora com criatividade uma Los Angeles povoada por criaturas bizarras e coloridas à sua própria forma. Seja na surtada reunião hippie que simula a Santa Ceia de Michelangelo com pizzas ou o excêntrico culto descoberto por Doc ao longo da investigação, PTA acerta em sua representação.

Mesmo com inúmeras qualidades, Vício Inerente não funcionará completamente para todos, como filme e experiência. Tem momentos de verdadeira maestria cinematográfica, mas é um filme difícil de se acompanhar e fácil de se perder, e que certamente necessita de uma segunda visita.

Leia esta crítica em inglês.

Primeiro trailer de INHERENT VICE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 30 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois de muita curiosidade e exepctativas cada vez mais altas, Inherent Vice ganhou seu primeiro e divertidíssimo trailer. O filme de Paul Thomas Anderson viaja aos anos 70 para apresentar um detetive excêntrico vivido por Joaquin Phoenix, trazendo também Josh Brolin, Benicio Del Toro, Reese Whiterspoon e grande elenco. Confira:

Quero pra ontem.

Inherent Vice estreia nos EUA em 12 de Dezembro, durante o Festival de Nova York. Sem data de estreia no Brasil definida.

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| Era Uma Vez em Nova York | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

TheImmigrant
Marion Cotillard brilha na pele da imigrante do título original

É a primeira vez que falo sobre James Gray aqui no blog, um nome que vem se destacando no cinema norte-americano, mas que ainda não explodiu tal como colegas do calibre de David Fincher ou Duncan Jones. Gray é um cineasta bem pessoal e mesmo que não traga muitos maneirismos visuais, é um baita contador de histórias, como nos comprovam os excelentes Os Donos da Noite e Amantes. Com Era Uma Vez em Nova York, Gray faz seu longa mais grandioso, ainda que não traga o mesmo impacto de suas obras anteriores.

A trama é centrada na imigrante polonesa Ewa Cybulska (Marion Cotillard), que chega à Nova York dos anos 20 com sua irmã na esperança de uma vida melhor. Quando a irmã é barrada devido a uma tuberculose e os tios que as abrigariam não aparecem, Ewa fica nas mãos do cafetão Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que promete ajudá-la a libertar a irmã desde que ela trabalhe para ele como prostituta.

O longa é mais um bom exemplar do gênero que explora a ironia e as desilusões do Sonho Americano e sua “Terra de Oportunidades”, especialmente à medida em que Ewa vai cada vez mais corrompendo seus valores durante a estadia em solo norte americano. Marion Cotillard se sai maravilhosamente bem ao retratar a pobre imigrante, entregando uma de suas performances mais contidas e sutis, raramente apelando para explosões dramáticas ou mudanças de humor brutais, sempre preservando a ingenuidade e o medo de Ewa, nem que seja apenas por um simples olhar ou sua trêmula voz ao anunciar que “só quer ser feliz”. Joaquin Phoenix também surge bem como Bruno, e torna seu personagem mais interessante ao revelar a fragilidade que existe por trás de sua figura imponente e às vezes até ameaçadora.

E é raro também que eu elogie uma tradução nacional que fuja do título original, mas o uso de “Era uma vez…” no título (o original é “The Immigrant”, e o filme chegou a ser chamado de “A Imigrante” por um tempo) confere à produção uma áurea fabulesca e de contos de fada, elementos que se justificam pela presença do mágico Orlando (Jeremy Renner, que consegue brilhar como a figura mais carismática da produção) e que se mostram tão alegres como um conto dos irmãos Grimm, então a Europa Filmes merece elogios pela mudança inspirada. Ainda no tom, a produção merece prêmios pela reconstituição de época excepcional, desde o design de produção de Happy Massee, eficiente em reconstruir prédios e ruas da Nova York daquele período, até a fotografia em tons de sépia de Darius Khondji, claramente inspirada na paleta de cores usada por Gordon Willis em O Poderoso Chefão: Parte II, filme que também explora a imigração.

Ainda que não seja necessariamente inovador ou original, Era Uma Vez em Nova York conta uma bela e pesada história e traz em seu leque de qualidades um elenco fantástico e uma reconstrução de época invejável.

Obs: Ao mesmo tempo em que elogio a Europa Filmes pela decisão de mudar o título, devo criticá-la fortemente por destruir a razão de aspecto do filme, recortando o lindo 2:35:1 por uma resolução menor e que danifica os enquadramentos do filme. Péssima apresentação técnica.

Joaquin Phoenix pode ser o Doutor Estranho

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 25 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

Joaquin Phoenix

Muitos esperavam o anúncio oficial de Benedict Cumberbatch como o Doutor Estranho na Comic Con deste ano, mas o que ganhamos foi um novo rumor: Joaquin Phoenix estaria cotado para protagonizar o filme do Feiticeiro Supremo, que será dirigido por Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose).

Nada é oficial ainda, mas provavelmente teremos respostas amanhã, durante o painel oficial da Marvel Studios no evento.

Pessoalmente, não sei o que pensar. Phoenix é um ator fantástico e pode fazer qualquer coisa, mas não sei como conseguiria balancear sua carreira com um contrato de 9 filmes com o estúdio (porque isso certamente vai acontecer com o ator escolhido). Seria incrível ver o nome de Phoenix numa produção do estúdio, mas mantenho minha posição de que os executivos deveriam procurar sangue novo.

Doutor Estranho deve chegar aos cinemas em 2016.

| Ela | E assim caminha a Humanidade?

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , on 9 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Her
Joaquin Phoenix apaixonado por Ela

Constantemente encontro-me assustado com o nível de dependência humana em aparelhos tecnológicos. Seja através de smartphones, Facebooks e WhatsApps, grande parcela da população mantém relações intensas com estes (e eu, infelizmente, não posso ser hipócrita ao me excluir desse vasto grupo), elementos que certamente alteraram o futuro da Humanidade. O que nos leva à Ela, novo filme de Spike Jonze que explora com maestria as relações humanas em uma sociedade distópica não muito distante.

A trama é ambientada num futuro próximo, onde encontramos o solitário Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um escritor de cartas lidando com o divórcio com sua amada (Rooney Mara), que acaba de adquirir um revolucionário sistema operacional com consciência inteligente (voz de Scarlett Johansson). À medida em que a relação dos dois cresce, Theodore encontra-se apaixonado pelo sistema do computador, e lida com as consequências de seus sentimentos.

Mesmo que eu tenha puxado a discussão a respeito dos excessos tecnológicos no primeiro parágrafo, este é um mero pretexto para que Spike Jonze se concentre em um tema mais abrangente e complexo: o Amor. Também roteirista do projeto, Jonze já merece créditos por tecer uma premissa absolutamente genial e que, por si só, já é suficiente para despertar uma série de discussões sociológicas e humanas. Nessa Los Angeles futurista – que é magistralmente criada a partir de um design de produção sutil e moderno o suficiente para não parecer tão avançado, mas também não tão atual – companhias são contratadas para escreverem cartas pessoais para outras pessoas, a internet está constantemente em nossos bolsos e ouvidos e a população atingiu um crescimento assombroso. Não parece um futuro tão implausível, não é?

Entra o adorável sistema operacional Samantha. Uma criação humana tão complexa e avançada que esta seria capaz de sentir sentimentos, do amor até o ciúmes. Como seria possível uma relação consensual entre um ser humano e um computador? Se até mesmo uma relação entre duas pessoas do mesmo sexo é furiosamente condenada pelo senso comum, o que dirá sobre aquela com uma máquina? Insanidade? Diz em certo momento a amiga de Theodore, Amy (vivida por uma ótima Amy Adams) que qualquer um apaixonado estaria louco, que “o amor é uma forma de insanidade socialmente aceita”. O que nos fica claro em Ela, é que o sentimento pode ser real e puro, independente do parceiro: o próprio Theodore transforma-se e sai rodopiando de felicidade pelas ruas à medida em que vai se aproximando à Samantha – em uma das mais diferentes e honestas performances de Joaquin Phoenix.

Em um de seus momentos mais inspirados, Samantha demonstra a necessidade do contato físico com Theodore, o que leva a uma estranha e absolutamente criativa experiência com um “avatar” (vivido por Portia Doubleday, do novo Carrie). Uma ideia fascinante, já que, se um humano é capaz de ter uma representação virtual na internet, por que não um computador no mundo real? E diversos momentos de Ela nos fazem excluir a ideia de uma representação física: quando um colega de trabalho convida Theodore para um double date, este pede para que leve sua namorada Samantha. “Ela é um sistema operacional”, retruca o protagonista. E mais belo do que a reação completamente sem preconceitos do colega (soa como se Theodore tivesse simplesmente dito que Samantha era uma professora, advogada, ou coisa do tipo), é o tal encontro, onde fica evidente que o sistema operacional é, de fato, real.

Durante suas duas horas de duração, Ela traz conceitos fascinantes e o poder de despertar as mais variadas discussões envoltas em sua narrativa. Seja na presença onipresente de tecnologia ou em sua abordagem moderna e inovadora sobre o Amor, o filme de Spike Jonze é uma obra importante, pontualmente divertida e sensível, que merece múltiplas visitas e análises mais profundas do que uma mera crítica cinematográfica.

Obs: Esta crítica foi escrita após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 8 de Fevereiro.

Joaquin Phoenix apaixonado por computador em HER

Posted in Trailers with tags , , , , , on 7 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

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O novo filme de Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich, Onde Vivem os Monstros) lançou hoje seu primeiro trailer. A prévia agrada pela inteligente sacada temática (amor com uma inteligência artificial de computador) e promete mais uma excelente performance de Joaquin Phoenix. Confira:

Her ainda não tem previsão de estreia.

O Incógnito Oscar 2013 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E chegou a hora da 85º cerimônia dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao contrário de algumas edições passadas, o Oscar deste ano promete trazer surpresas entre seus indicados principais (principalmente pela ausência de figuras importantes que vêm se destacando em prêmios de sindicatos), por isso é certo dizer que o Oscar 2013 é uma incógnita em algumas áreas. Começaremos, como sempre, pelas categorias de atuação:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada ator/atriz para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu esse ano

ator

Bradley Cooper | O Lado Bom da Vida

cooper

Personagem: Pat Solitano Jr.

Quem diria que de coadjuvante antagonista em Penetras Bons de Bico até protagonista de um dos filmes de comédia mais lucrativos da atualidade, Bradley Cooper se transformaria em indicado ao Oscar? Na pele de um sujeito diagnosticado com transtornos de personalidade, o ator impressiona por sua eficiente capacidade de alternar de humor naturalmente; hora furioso, resta um elogio sobre sua forma física para fazê-lo sorrir e esquecer seu problema. Mesmo que mantenha certo carisma cômico (característica que se encaixa aqui), é sua dramaticidade que realmente surpreende, assim como sua bela química com Jennifer Lawrence.

Daniel Day-Lewis | Lincoln

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Personagem: Abraham Lincoln

Um dos melhores atores em atividade, Daniel Day-Lewis é um monstro de atuação e caracterização. Entrando na pele do 16º presidente dos EUA, Lewis cria diversos elementos para sua composição; desde o andar meio manco até a suave voz (o ator teve que elaborar uma, já que não existem gravações sonoras de Abraham Lincoln), sendo responsável por todo o mérito de Lincoln. Não é uma performance que domina a tela o tempo todo (afinal, o longa aborda diversas personagens), mas que suga toda a atenção quando aparece. É uma vitória certa e, mesmo não sendo meu preferido entre os indicados, merecida.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Hugh Jackman | Os Miseráveis

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Personagem: Jean Valjean

Libertando-se das garras de Wolverine por alguns instantes (afinal, este ano o ator reprisa o papel do mutante imortal), Hugh Jackman solta a voz como protagonista da versão de Tom Hooper de Os Miseráveis. Honrando o título do longa ao surgir de aparência decadente nos minutos iniciais, o ator também soltou a voz e cantou ao vivo durante as gravações do filme; e seu trabalho talvez seja o mais evidente, já que este tem diversas canções em que aparece sozinho e com a câmera o acompanhando sem cortes.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Joaquin Phoenix | O Mestre

phoenix

Personagem: Freddie Quell

Após sua brincadeira sem graça como rapper barbudo, Joaquin Phoenix retornou àquilo que faz muitíssimo bem. Na pele de um desequilibrado ex-fuzileiro naval, Phoenix se entrega de corpo e alma e garante uma performance tanto física quanto psicológica, especialmente por manter o mesmo tom de voz, os acessos descontrolados de risadas e por manter um lado de seu rosto torto, quase deformado. É realmente impressionante a dedicação de Phoenix ao personagem, e também como oferece indícios de um possível distúrbio mental de Quell.

Denzel Washington | O Voo

denzel

Personagem: William “Whip” Whitaker

Ainda bem que Denzel Washington é o protagonista de O Voo. O filme de Robert Zemeckis não é ruim, mas o que o torna cativante até o final da projeção é a performance do excelente ator, que encarna um piloto de avião com problemas de alcoolismo – tornando-se uma figura heróica após aterrissar uma aeronave que se despedaçava nos céus. O carisma e ar simpático de Washington nos fazem identificar com Whip e também com sua difícil luta contra o vício – tratado com elementos clichês que o roteiro de John Gatins apresenta, e que só funcionam graças ao ator.

FICOU DE FORA: Jean-Louis Trintignant | Amor

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Personagem: Georges

A Anne de Emmanuelle Riva é o centro de Amor, mas quem realmente acompanha o espectador durante a projeção, é seu marido vivido por Jean-Louis Trintignant. O veterano ator francês acerta ao conseguir transpor todo a sua dedicação à Anne em uma série de ações e também pela paciência que demonstra. Quando este perde a paciência em certo momento (e também em sua decisão inesperada ao fim da projeção), vemos a versatilidade do ator, que imediatamente choca-se com seu feito e pede desculpas. Amor é bem sucedido graças a junção de Trintignant e Riva.

APOSTA: Daniel Day Lewis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Quando Daniel Day-Lewis quer um Oscar, quem vai ficar em seu caminho?

MEU VOTO: Joaquin Phoenix

atriz

Jessica Chastain | A Hora Mais Escura

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Personagem: Maya

A Maya de Jessica Chastain talvez seja uma das figuras femininas mais badass dos últimos anos. Inspirada em uma agente real da CIA, a responsável por organizar e liderar a caçada pelo terrorista Osama Bin Laden é incrivelmente determinada e jamais perde seu foco, características que a atriz transpõem bem ao exibir o cansaço da personagem através do olhar e a ausência de glamour em sua caracterização. É de se admirar quando Chastain tira o problema de sua inquestionável beleza ficar à frente de sua integridade, adotando uma aura forte e persistência, não hesitando em levantar a voz ou usar palavrões à frente de seus superiores. Não vai ser dessa vez que a atriz levará o ouro, mas só comprova que ela veio pra ficar.

  • Globo de Ouro – Drama

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Tiffany Maxwell

Eu me apaixonei por Jennifer Lawrence após vê-la nesta divertida e irresistível performance. Adotando as características excêntricas de Tiffany, Lawrence acerta ao compor sua performance com uma série de nuances faciais (os dentes cerrados quando está nervosa, e  sua risada irônica são arrebatadores) e por atribuir à personagem muita força e uma aura durona – características que a tornam quase que invulnerável emocionalmente. Mas a atriz também acerta quando encontramos os sentimentos que jaziam ocultos dentro de Tiffany, o que revelam as facetas mais complexas desta. Também é um colírio para os olhos vê-la dançando de forma sensual ao som de Stevie Wonder.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Emmanuelle Riva | Amor

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Personagem: Anne

Atriz mais velha a ser indicada ao Oscar nesta categoria, a francesa Emmanuelle Riva talvez converta-se também na mais velha vencedora. No papel de uma idosa que é repentinamente atacada por um derrame, a atriz merece créditos por retratar a doença de forma real – sem cair à caricaturas ou clichês – e o resultado é incomodante, de tão verossímil que é seu trabalho. Simpática e adorável quando saudável, a performance da atriz vai melhorando ao passo em que a doença de Anne piora (como quando ela luta para formular algumas palavras).

  • BAFTA

Quvenzhané Wallis | Indomável Sonhadora

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Personagem: Hushpuppy

E Quvenzhané Wallis (desafio vocês a soletrarem o primeiro nome sem trapaça) torna-se a mais jovem atriz a ser indicada na categoria, com apenas 9 anos de idade. Como Indomável Sonhadora só estreia no Brasil na próxima sexta (22), ainda não posso comentar o desempenho da atriz, mas atualizarei assim que assistir ao filme.

  • Critics Choice Awards – Atriz Estreante

Naomi Watts | O Impossível

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Personagem: Maria

Quando O Impossível estreiou, me passou despercebido como um candidato ao Oscar. Dessa forma, não consegui ver o desempenho de Naomi Watts, que interpreta uma mãe que ajuda pessoas desoladas quando um tsunami ataca seu resort na Tailândia. Parece o tipo de papel que requer uma interpretação intensa e desesperadora de sua atriz, mas não posso avaliar o desempenho desta sem ter visto o filme, então…

FICOU DE FORA: Helen Mirren | Hitchcock

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Personagem: Alma Reville

Eu ainda não assisti a Hitchcock, mas a ausência de Helen Mirren foi uma surpresa – já que a veterana esteve presente em quase todas as outras premiações. Dando sua interpretação da esposa de Alfred Hitchcock, Alma Reville, dizem que Mirren conseguiu tomar o filme todo para ela, conseguindo até deixar a elogiada performance de Anthony Hopkins em segundo plano. E pelos trailers (mas não se deve tomá-los como única referência, claro), a atriz parece estar ótima. Anseio pelo dia 1º de Março para ver se a Academia fez um erro, ou não, ao deixá-la de fora.

APOSTA: Emmanuelle Riva (além de se converter em ganhadora mais velha, faz aniversário no dia premiação. Como resistir?)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: Jennifer Lawrence

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Alan Arkin | Argo

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Personagem: Lester Siegel

Ao lado de John Goodman, Alan Arkin é o alívio cômico perfeito do thriller de Ben Affleck. Assumindo o jeito e os óculos escuros do fictício Lester Siegel, o ator trava os diálogos mais divertidos do filme e assume uma irreverência sem precedentes, mostrando-se como grande entendedor dos negócios em Hollywood (seu confronto verbal com um produtor é seu ponto alto) e uma sátira a esse tipo de figura tão popular nos anos 70, e o ator afirmou que sua principal inspiração foi o produtor Jack Warner. Arkin está ótimo no papel, e nos relembra como funciona bem como um coadjuvante cômico.

Robert De Niro | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Pat, Sr.

Depois de 21 anos sem uma indicação Oscar (e muitos papéis estereótipos em comédias fracas), eis Robert DeNiro é lembrado por seu personagem supersticioso e viciado em futebol americano. E é uma indicação justa, já que o ator enfim sai do piloto-automático e consegue divertir com essa figura honesta e surpreende em uma cena específica em que este finalmente se abre com o filho; revelando que muitas de suas ações eram um mero pretexto para que os dois se reaproximem. DeNiro surge aqui com muita paixão e carisma, e nos lembra daquele ator fantástico que foi no passado. Bom saber que ele ainda existe.

Phillip Seymour Hoffman | O Mestre

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Personagem: Lancaster Dodd

Dando vida ao “mestre” do título, Phillip Seymour Hoffman entrega mais uma performance muito competente. Tendo seu personagem inspirado no escritor de ficção científica L. Ron Hubbard (o fundador da Cientologia na década de 50), o ator inicialmente o preenche com um ar simpático e acolhedor e ao passo que o roteiro de Paul Thomas Anderson vai dando indícios de que  Dodd é um charlatão, Hoffman vai fazendo as mudanças necessárias. Reparem em sua explosiva ira e apelo a agressões verbais quando tem suas ideias contestadas por terceiros. Hoffman faz de Dodd um sujeito ambíguo, uma decisão acertadíssima que é essencial para o sucesso do longa.

  • Critics Choice Awards

Tommy Lee Jones | Lincoln

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Personagem: Thaddeus Stevens

É difícil acompanhar uma presença monstruosa como a de Daniel Day-Lewis, mas Tommy Lee Jones talvez seja o que mais conseguiu se sustentar. Roubando a cena quando não acompanhamos Abraham Lincoln, seu Thaddeus Stevens é uma figura forte e que exala sarcasmo em seus ótimos discursos (e é também o responsável por não torná-los uma chatice total). Jones mantém sua persona rabungenta, mas é na última cena de seu personagem que enfim entendemos suas motivações; e é impossível não seguí-lo quando abre um sorriso muito satisfeito.

  • SAG

Christoph Waltz | Django Livre

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Personagem: Dr. King Schultz

Repetindo a parceria com Quentin Tarantino, o austríaco Christoph Waltz oferece mais um personagem memorável. Na pele do caçador de recompensas alemão King Schultz, o ator traz de volta diversos traços de sua performance em Bastardos Inglórios, como a elegante dicção de um vocabulário elegante, sua educação cortês e sua invejável capacidade de falar múltiplos idiomas com facilidade. E como o único personagem branco que despreza a escravidão no faroeste Django Livre, Schultz ora utiliza de métodos ortodoxos para a resolução de problemas, mas também utiliza a violência quando estes falham. Waltz é um monstro de ator, e Tarantino parece ser o único que aproveita o máximo de seu potencial.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

APOSTA: Christoph Waltz

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tommy Lee Jones

MEU VOTO: Christoph Waltz

FICOU DE FORA: Leonardo DiCaprio | Django Livre

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Personagem: Calvin J. Candie

Sempre injustiçado pela Academia, Leonardo DiCaprio vem experimentando um papel melhor atrás do outro nos últimos anos. No faroeste de Quentin Tarantino, ele assume o primeiro vilão de sua carreira ao interpretar o cruel fazendeiro Calvin Candie e se sai incrivelmente bem. Livrando-se de qualquer trajeto típico de trabalhos anteriores, DiCaprio transforma-se num sujeito narcisista e malévolo, chocando com suas explosões de violência.

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Amy Adams | O Mestre

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Personagem: Peggy Dodd

Com as poderosas atuações de seus colegas Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman (e também pelo maior tempo que o roteiro dedica a estes personagens), não há muito destaque para Amy Adams em O Mestre. A talentosa atriz interpreta a esposa do “mestre” Lancaster Dodd e o que chama a atenção em sua performance é sua mudança de atitude: simpática e acolhedora como o marido em suas primeiras cenas, Peggy logo repudia as ações de Dodd e é aversisva a crescente relação deste com Freddie Quell. A atriz trata bem essas características, mas sua melhor cena é quando fornece prazer a Dodd no banheiro; sua impassibilidade diante da situação (e a dominância sobre o sujeito) é espantosa.

Sally Field | Lincoln

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Personagem: Mary Todd Lincoln

Depois de passar um bom tempo dedicando-se a trabalhos na televisão, a carismática Sally Field retorna ao cinema em 2012 com dois papéis maternos e é lembrado nas premiações por um deles. Claro que não me refiro a sua Tia May de O Espetacular Homem-Aranha mas sim à Mary Todd Lincoln, esposa radical do personagem-título. E assim como Tommy Lee Jones, a atriz consegue seguir a linha de Daniel Day-Lewis com sua adorável preocupação com os filhos e engaja poderosas discussões com Lincoln pela segurança destes. Adoro o momento em que Field vai lentamente destruindo Thaddeus Stevens em uma festa, onde ela o faz com uma dicção dócil e um sorriso imutável.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

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Personagem: Fantine

Não querendo menosprezar o filme, mas eu não daria tanta atenção a ele sem a presença poderosa de Anne Hathaway. Mesmo aparecendo em cena por pouco mais de 20 minutos, sua performance é a melhor coisa de Os Miseráveis e, assim como todo o restante do elenco, a atriz protagonizou as cenas de canto ao vivo e seu desempenho nestas é dos mais intensos. Seu tour de fource é definitivamente a canção “I Dreamed a Dream”, onde Hathaway surge completamente vulnerável fisicamente e entrega uma melodia triste e de partir o coração com sua voz fragilizada. Uma performance espetacular.

  • Globo de Ouro
  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Helen Hunt | As Sessões

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Personagem: Sheryl

E quase consigo completar o especial, só me falta assistir As Sessões. Sobre a indicação de Helen Hunt, posso afirmar que é corajoso que a atriz participe de diversas cenas de nudez frontal e desempenhe um papel delicado como “terapeuta sexual” de um sujeito paralítico.

Jacki Weaver | O Lado Bom da Vida

weaver

Personagem: Dolores Solitano

Jacki Weaver certamente foi indicada apenas para que O Lado Bom da Vida garantisse indicações nas 4 categorias de atuação (algo que não acontecia a 31 anos, com ), já que sua personagem se destaca pouco no filme. A atriz faz um bom trabalho como a mãe carinhosa que está sempre lá para apoiar o filho (e até retirá-lo da instituição mental antes do planejado) e também a controlar as ações de seu marido. Weaver está eficiente, mas as ações da personagem falam mais alto do que a performance em si.

FICOU DE FORA: Judi Dench | 007 – Operação Skyfall

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Personagem: M

É certo que em 007 – Operação Skyfall quem rouba a cena entre os coadjuvantes é o vilão Silva de Javier Bardem. No entanto, é a primeira vez em que a personagem de Judi Dench tem mais a fazer do que simplesmente dar ordens, e sua relação com James Bond é muito mais explorada aqui. É o que torna a M de Skyfall uma curiosa figura materna, e Dench faz um ótimo trabalho. Sendo sua última participação na franquia, a veterana merecia ser lembrada.

APOSTA: Anne Hathaway

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Se há uma certeza sobre este ano é a de que ninguém tirará o prêmio de Hathaway.

MEU VOTO: Anne Hathaway

Por hoje é só, mas amanhã sai o volume 2 (meu preferido, devo acrescentar) com as categorias técnicas. Até lá!

Atualização:

Volume II: Categorias Técnicas

Volume III: Sons & Músicas

Volume IV: Categorias Principais

| O Mestre | Paul Thomas Anderson e grande elenco questionam a base da liderança

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , on 5 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

TheMaster
Joaquin Phoenix é o desequilibrado Freddie Quell

Tirando as declarações públicas de Tom Cruise há alguns anos atrás e uma rápida pesquisada na internet, nunca me aprofundei na Cientologia. A religião fundada na década de 50 já enfrentou (e ainda continua enfrentando) muitas controvérsias e problemas com a lei, mas não é esse o foco de O Mestre. O que Paul Thomas Anderson (ou PTA) consegue aqui, é um modo de falar não especificamente da Cientologia, ou de qualquer outra religião – aliás, enxergo no filme uma análise sobre ensinamentos e a crença nestes, independente de sua fonte.

A trama acompanha o ex-marinheiro Freddie Quell (Joaquin Phoenix), um sujeito desequilibrado e alcoólotra que acaba cruzando o caminho do misterioso Lancaster Dodd (Phillip Seymour Hoffman) e A Causa, uma religião fundada e administrada por este. À medida em que a relação dos dois vai aumentando – assim como o alcance pelo país desta nova doutrina – Quell começa a questionar a veracidade dessa ideologia, enquanto anseia por reencontrar um amor perdido.

O questionamento de uma lição, e não a história de uma religião específica é o núcleo de O Mestre. Como já afirmei antes, meus conhecimentos sobre a Cientologia são triviais, logo não estou em posição de afirmar se o roteiro de Anderson é fiel a tal ideologia, apresentando aqui muitos princípios de “vidas passadas” e reencarnação. O que realmente posso afirmar, é que PTA fez um ótimo filme – e sua ausência nas principais indicações do Oscar deste ano só pode ser justificada pela ousadia do longa.

Principalmente porque o tema de cultos ainda da espaço ao lado pervertido do protagonista, que chega a ser tão perturbador quanto aquele retratado em Shame. Quell, como o personagem de Michael Fassbender, objetiza suas parceiras sexuais e é revelador o momento em que faz carícias com uma colega de trabalho – cuja função é a de circular por um shopping com um casaco à mostra (uma manequim ambulante, em outras palavras) – e logo quando sai para jantar com esta, surge dormindo à mesa quase como um deboche. Para Quell, essa “manequim” é tão significativa quanto a escultura de areia com quem este teve uma “relação sexual” em umas das cenas inicias do longa.

Depois de se afastar do circuito para se dedicar à sua curiosa fase rapper (que foi depois revelada como uma brincadeira para o documentário I’m Still Here), Joaquin Phoenix retorna de forma bombástica e oferece uma das performances mais intensas de sua carreira, entregando-se a Quell de corpo e espírito. Desde sua deformada composição física – na qual o ator mantém metade de seu rosto torto, especialmente a boca – até seus acessos descontrolados de risadas e violência, Phoenix faz um trabalho excepcional, merecendo créditos por não se transformar em uma caricatura; nem mesmo quando acompanhamos o assombroso vício do personagem em sexo, como fica claro na genial cena em que este enxerga todas as mulheres de uma sala nuas.

E ver esta força descomunal contracenando com o calmo Phillip Seymour Hoffman é tão empolgante quanto o trabalho deste último com Meryl Streep em Dúvida (que referencio aqui por também ter trazido um “duelo” de atuações impressionante). O ator faz de Dodd um sujeito acolhedor e simpático, mas que certamente esconde intenções sobre seu culto e a comprovação de suas ideias – reparem em sua repentina ira quando estas são educadamente questionadas em dois momentos distintos, e como Dodd perde a razão e apela a termos chulos. Além de extremamente carismático, Hoffman poderia muito bem ter participado do elenco de Os Miseráveis, já que surpreende ao cantar admiravelmente bem em dois momentos-chave.

Pontuado nos momentos certos pela abstrata trilha sonora de Jonny Greenwood, O Mestre é uma obra poderosa que consegue expandir sua premissa a níveis universais, sobre o Homem questionando o papel de um líder ou de uma organização; e como estes podem alterar seus instintos mais básicos.

Desculpem pelo trocadilho, mas é um trabalho de Mestre.

Documentário de Joaquin Phoenix é falso

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 17 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

Atenção fãs de Joaquin Phoenix: O diretor de I’m Still Here, documentário que mostra a tentativa do ator em se tornar um rapper aspirante, confirmou o boato: é tudo uma farsa.

Muitas cenas polêmicas que envolviam o ator com drogas, prostitutas entre outras bizarrices foram combinadas e filmadas em estúdio. A “decadência” de Phoenix também era parte da brincadeira, por isso, não se desespere; o ator ainda vai continuar trabalhando.

Alguns dizem que é a melhor atuação de sua carreira, outros não viram graça no projeto. O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.