Arquivo para joaquin phoenix

Primeiro trailer de O HOMEM IRRACIONAL

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 29 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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E sai o primeiro trailer do novo filme de Woody Allen. O Homem Irracional traz Joaquin Phoenix como um professor de filosofia que passa por uma crise existencial, envolvendo também um caso com a aluna vivida por Emma Stone. Confira:

A prévia pode não empolgar, mas os filmes de Allen nunca foram conhecidos por boa divulgação. Certamente teremos uma performance matadora de Phoenix.

O Homem Irracional estreia em 6 de Agosto.

| Vício Inerente | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de março de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

InherentVice
Joaquin Phoenix é Doc Sportello

Não acontece com tanta frequência, mas vira e mexe e aparece um filme como Vício Inerente. Sétimo filme do cineasta único Paul Thomas Anderson, oferece uma narrativa torta, confusa e que indubitavelmente vai deixar uma grande parcela do público perdida em sua viagem chapada e desconexa de 2h30. Não é uma experiência das mais confortáveis – e também não diria satisfatória – mas certamente provoca fascínio.

Adaptada pelo próprio PTA da obra homônima de Thomas Pynchon, a trama… Vamos tentar organizar isso de forma coesa… A trama começa quando o detetive Larry “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix) é surpreendido por sua ex-namorada Shasta (Katherine Waterston), que pede sua ajuda quando descobre o complô da esposa de seu amante, Mickey Wolfmann (Eric Roberts), para trancafiá-lo num hospício. Paralelamente, Doc analisa dois casos que se relacionam com Wolfmann de alguma forma: o sumiço de um saxofonista (Owen Wilson) e a fuga de um guarda-costas que estaria envolvido com neonazistas.

Estruturalmente, Vício Inerente é uma bagunça, mas curiosamente isso não precisa ser um defeito – dependendo do ponto de vista. Suas tramas misturam-se através de diálogos malucos e repletos de gírias, o que compremente o fluir da narrativa e a compreensão da trama geral (eu, por exemplo, tive que ler um resumo do filme para compreender todos os seus pontos de virada e conexões entre histórias). Podemos dizer que a narrativa acelerada, com um zilhão de personagens e acontecimentos, é um reflexo da própria mente de Doc, dominado pela paranóia e lentidão de seu constante uso de maconha – e a fotografia de Robert Elswitt sabiamente aposta em sequências em que o personagem encontra-se cercado por neblina, prestando também a devida homenagem ao visual icônico do cinema noir.

Colocar a platéia sob os olhos de um entorpecido é um experimento interessante, e PTA mantém sua técnica invejável ao apostar em longos planos e enquadramentos fechados, muitas vezes centrado apenas em diálogos que vão ramificando-se de maneira curiosa (uma provocante cena em particular que envolve Doc e Shasta é desde já um dos pontos altos da carreira do cineasta). As consequências e surpresas são muitas, e o humor caricato do filme é acertadíssimo; ainda mais pela performance noiada de Joaquin Phoenix, completamente imerso no papel do detetive. O elenco estelar ainda conta com ótimas presenças de Josh Brolin, Owen Wilson, Martin Short e a já citada Katherine Waterston, cuja mera presença sensual em cena já é absolutamente hipnotizante.

O filme acerta também na escolha de sua trilha sonora (tanto a original de Jonny Greenwood quanto a vasta seleção de músicas da década de 70) e no design de produção, que explora com criatividade uma Los Angeles povoada por criaturas bizarras e coloridas à sua própria forma. Seja na surtada reunião hippie que simula a Santa Ceia de Michelangelo com pizzas ou o excêntrico culto descoberto por Doc ao longo da investigação, PTA acerta em sua representação.

Mesmo com inúmeras qualidades, Vício Inerente não funcionará completamente para todos, como filme e experiência. Tem momentos de verdadeira maestria cinematográfica, mas é um filme difícil de se acompanhar e fácil de se perder, e que certamente necessita de uma segunda visita.

Leia esta crítica em inglês.

Primeiro trailer de INHERENT VICE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 30 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois de muita curiosidade e exepctativas cada vez mais altas, Inherent Vice ganhou seu primeiro e divertidíssimo trailer. O filme de Paul Thomas Anderson viaja aos anos 70 para apresentar um detetive excêntrico vivido por Joaquin Phoenix, trazendo também Josh Brolin, Benicio Del Toro, Reese Whiterspoon e grande elenco. Confira:

Quero pra ontem.

Inherent Vice estreia nos EUA em 12 de Dezembro, durante o Festival de Nova York. Sem data de estreia no Brasil definida.

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| Era Uma Vez em Nova York | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

TheImmigrant
Marion Cotillard brilha na pele da imigrante do título original

É a primeira vez que falo sobre James Gray aqui no blog, um nome que vem se destacando no cinema norte-americano, mas que ainda não explodiu tal como colegas do calibre de David Fincher ou Duncan Jones. Gray é um cineasta bem pessoal e mesmo que não traga muitos maneirismos visuais, é um baita contador de histórias, como nos comprovam os excelentes Os Donos da Noite e Amantes. Com Era Uma Vez em Nova York, Gray faz seu longa mais grandioso, ainda que não traga o mesmo impacto de suas obras anteriores.

A trama é centrada na imigrante polonesa Ewa Cybulska (Marion Cotillard), que chega à Nova York dos anos 20 com sua irmã na esperança de uma vida melhor. Quando a irmã é barrada devido a uma tuberculose e os tios que as abrigariam não aparecem, Ewa fica nas mãos do cafetão Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que promete ajudá-la a libertar a irmã desde que ela trabalhe para ele como prostituta.

O longa é mais um bom exemplar do gênero que explora a ironia e as desilusões do Sonho Americano e sua “Terra de Oportunidades”, especialmente à medida em que Ewa vai cada vez mais corrompendo seus valores durante a estadia em solo norte americano. Marion Cotillard se sai maravilhosamente bem ao retratar a pobre imigrante, entregando uma de suas performances mais contidas e sutis, raramente apelando para explosões dramáticas ou mudanças de humor brutais, sempre preservando a ingenuidade e o medo de Ewa, nem que seja apenas por um simples olhar ou sua trêmula voz ao anunciar que “só quer ser feliz”. Joaquin Phoenix também surge bem como Bruno, e torna seu personagem mais interessante ao revelar a fragilidade que existe por trás de sua figura imponente e às vezes até ameaçadora.

E é raro também que eu elogie uma tradução nacional que fuja do título original, mas o uso de “Era uma vez…” no título (o original é “The Immigrant”, e o filme chegou a ser chamado de “A Imigrante” por um tempo) confere à produção uma áurea fabulesca e de contos de fada, elementos que se justificam pela presença do mágico Orlando (Jeremy Renner, que consegue brilhar como a figura mais carismática da produção) e que se mostram tão alegres como um conto dos irmãos Grimm, então a Europa Filmes merece elogios pela mudança inspirada. Ainda no tom, a produção merece prêmios pela reconstituição de época excepcional, desde o design de produção de Happy Massee, eficiente em reconstruir prédios e ruas da Nova York daquele período, até a fotografia em tons de sépia de Darius Khondji, claramente inspirada na paleta de cores usada por Gordon Willis em O Poderoso Chefão: Parte II, filme que também explora a imigração.

Ainda que não seja necessariamente inovador ou original, Era Uma Vez em Nova York conta uma bela e pesada história e traz em seu leque de qualidades um elenco fantástico e uma reconstrução de época invejável.

Obs: Ao mesmo tempo em que elogio a Europa Filmes pela decisão de mudar o título, devo criticá-la fortemente por destruir a razão de aspecto do filme, recortando o lindo 2:35:1 por uma resolução menor e que danifica os enquadramentos do filme. Péssima apresentação técnica.

Joaquin Phoenix pode ser o Doutor Estranho

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 25 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

Joaquin Phoenix

Muitos esperavam o anúncio oficial de Benedict Cumberbatch como o Doutor Estranho na Comic Con deste ano, mas o que ganhamos foi um novo rumor: Joaquin Phoenix estaria cotado para protagonizar o filme do Feiticeiro Supremo, que será dirigido por Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose).

Nada é oficial ainda, mas provavelmente teremos respostas amanhã, durante o painel oficial da Marvel Studios no evento.

Pessoalmente, não sei o que pensar. Phoenix é um ator fantástico e pode fazer qualquer coisa, mas não sei como conseguiria balancear sua carreira com um contrato de 9 filmes com o estúdio (porque isso certamente vai acontecer com o ator escolhido). Seria incrível ver o nome de Phoenix numa produção do estúdio, mas mantenho minha posição de que os executivos deveriam procurar sangue novo.

Doutor Estranho deve chegar aos cinemas em 2016.

| Ela | E assim caminha a Humanidade?

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , on 9 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Joaquin Phoenix apaixonado por Ela

Constantemente encontro-me assustado com o nível de dependência humana em aparelhos tecnológicos. Seja através de smartphones, Facebooks e WhatsApps, grande parcela da população mantém relações intensas com estes (e eu, infelizmente, não posso ser hipócrita ao me excluir desse vasto grupo), elementos que certamente alteraram o futuro da Humanidade. O que nos leva à Ela, novo filme de Spike Jonze que explora com maestria as relações humanas em uma sociedade distópica não muito distante.

A trama é ambientada num futuro próximo, onde encontramos o solitário Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um escritor de cartas lidando com o divórcio com sua amada (Rooney Mara), que acaba de adquirir um revolucionário sistema operacional com consciência inteligente (voz de Scarlett Johansson). À medida em que a relação dos dois cresce, Theodore encontra-se apaixonado pelo sistema do computador, e lida com as consequências de seus sentimentos.

Mesmo que eu tenha puxado a discussão a respeito dos excessos tecnológicos no primeiro parágrafo, este é um mero pretexto para que Spike Jonze se concentre em um tema mais abrangente e complexo: o Amor. Também roteirista do projeto, Jonze já merece créditos por tecer uma premissa absolutamente genial e que, por si só, já é suficiente para despertar uma série de discussões sociológicas e humanas. Nessa Los Angeles futurista – que é magistralmente criada a partir de um design de produção sutil e moderno o suficiente para não parecer tão avançado, mas também não tão atual – companhias são contratadas para escreverem cartas pessoais para outras pessoas, a internet está constantemente em nossos bolsos e ouvidos e a população atingiu um crescimento assombroso. Não parece um futuro tão implausível, não é?

Entra o adorável sistema operacional Samantha. Uma criação humana tão complexa e avançada que esta seria capaz de sentir sentimentos, do amor até o ciúmes. Como seria possível uma relação consensual entre um ser humano e um computador? Se até mesmo uma relação entre duas pessoas do mesmo sexo é furiosamente condenada pelo senso comum, o que dirá sobre aquela com uma máquina? Insanidade? Diz em certo momento a amiga de Theodore, Amy (vivida por uma ótima Amy Adams) que qualquer um apaixonado estaria louco, que “o amor é uma forma de insanidade socialmente aceita”. O que nos fica claro em Ela, é que o sentimento pode ser real e puro, independente do parceiro: o próprio Theodore transforma-se e sai rodopiando de felicidade pelas ruas à medida em que vai se aproximando à Samantha – em uma das mais diferentes e honestas performances de Joaquin Phoenix.

Em um de seus momentos mais inspirados, Samantha demonstra a necessidade do contato físico com Theodore, o que leva a uma estranha e absolutamente criativa experiência com um “avatar” (vivido por Portia Doubleday, do novo Carrie). Uma ideia fascinante, já que, se um humano é capaz de ter uma representação virtual na internet, por que não um computador no mundo real? E diversos momentos de Ela nos fazem excluir a ideia de uma representação física: quando um colega de trabalho convida Theodore para um double date, este pede para que leve sua namorada Samantha. “Ela é um sistema operacional”, retruca o protagonista. E mais belo do que a reação completamente sem preconceitos do colega (soa como se Theodore tivesse simplesmente dito que Samantha era uma professora, advogada, ou coisa do tipo), é o tal encontro, onde fica evidente que o sistema operacional é, de fato, real.

Durante suas duas horas de duração, Ela traz conceitos fascinantes e o poder de despertar as mais variadas discussões envoltas em sua narrativa. Seja na presença onipresente de tecnologia ou em sua abordagem moderna e inovadora sobre o Amor, o filme de Spike Jonze é uma obra importante, pontualmente divertida e sensível, que merece múltiplas visitas e análises mais profundas do que uma mera crítica cinematográfica.

Obs: Esta crítica foi escrita após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 8 de Fevereiro.

Joaquin Phoenix apaixonado por computador em HER

Posted in Trailers with tags , , , , , on 7 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

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O novo filme de Spike Jonze (de Quero ser John Malkovich, Onde Vivem os Monstros) lançou hoje seu primeiro trailer. A prévia agrada pela inteligente sacada temática (amor com uma inteligência artificial de computador) e promete mais uma excelente performance de Joaquin Phoenix. Confira:

Her ainda não tem previsão de estreia.