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| Sicario: Terra de Ninguém | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de outubro de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

Sicario
Emily Blunt é Kate Macer

No cinema americano, o gênero de guerra sempre precisou de um conflito chave para gerar boas narrativas. Nada a ver com ideologia ou ufanismo (na maioria dos casos, claro), mas uma situação em que humanos se viram uns contra os outros para derramamento de sangue oferece um olhar reflexivo e por vezes fascinantes sobre o Homem. Ainda que não seja uma guerra propriamente dita, o narcotráfico têm se tornado um tema popular nos últimos anos, tendo em Sicario: Terra de Ninguém, mais uma adição digna.

Estreia do ator Taylor Sheridan (Sons of Anarchy) como roteirista, a trama nos apresenta à agente do FBI Kate Macer (Emily Blunt), que é designada para um divisão especial na luta contra um notório cartel de drogas mexicano. Sob a conduta do nebuloso Matt Graver (Josh Brolin) e auxílio do misterioso Alejandro (Benicio Del Toro), Kate mergulha fundo na perigosa atmosfera do México e a luta por respostas.

É muito simples o texto de Sheridan, e não vai muito além do familiar. Afinal, depois do sucesso avassalador de Breaking Bad, qualquer produto audiovisual sobre o tema tem uma grande dificuldade em destacar-se (saindo novamente do cinema, é o caso da série Narcos, que é eficiente mas nada original). Sicario faz o básico e traz personagens interessantes, especialmente o agente irrotulável que Benicio Del Toro vive de forma soturna e imprevisível; não sendo nenhuma surpresa que este roube totalmente o filme da protagonista de Blunt. O que é uma pena, dado que havia aqui a oportunidade de criar uma protagonista feminina forte aos moldes da Maya de A Hora Mais Escura, e a atriz se sai bem ao questionar as ações de seus superiores e demonstrar muita fragilidade – a cena de abertura é matadora. Só fico decepcionado que uma personagem que prometesse tanto, acabasse em um arco dramático tão frustrante; mesmo sendo uma consequência natural de suas escolhas e do universo cruel no qual habita.

Mas o que torna o filme realmente memorável é seu diretor. Denis Villeneuve. Vindo de uma carreira forte marcada por IncêndiosOs SuspeitosO Homem Duplicado, o franco-canadense explora aqui sua habilidade de criar tensão, sendo capaz de nos deixar preocupados com seus personagens mesmo com pouco tempo de filme. A crueldade da descoberta feita na primeira cena já é o primeiro indício da violência que encontraremos, e a antecipação por esta é muitíssimo bem salientada pelos planos bem abertos – monstrualizando as áridas paisagens mexicanas – e a excelente trilha sonora de Jóhann Johánssonn, capaz de provocar com as notas mais simples possíveis.

Vale apontar também a condução de Villeneuve durante as tensas sequências envolvendo uma possível emboscada na fronteira entre EUA e México e a invasão da equipe em um túnel que exige que o sempre brilhante diretor de fotografia Roger Deakins troque suas ensolaradas lentes para uma visão noturna/infravermelha, garantindo uma solução dinâmica e imersiva.

 Sicario: Terra de Ninguém continua solidificando a carreira e comprovando o talento de Denis Villeneuve, rendendo um filme intenso e que se beneficia de uma condução impecável, capaz de invalidar a estrutura batida do roteiro e sua falta de originalidade.

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Três | Sons & Música

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Hora de falar sobre as categorias sonoras…

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Birdman | Martín Hernández e Aaron Glascock

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Não sei se foi a sala que assisti, mas o trabalho de som em Birdman é absurdamente espetacular. Talvez a fim de capturar o ambiente de uma tomada contínua – e assim, de múltiplos ambientes em uma tomada contínua – Hernández e Glascock trazem o som do filme nítido, claro e explosivo nos momentos certos. O grande destaque certamente é a primeira aparição física do super-herói Birdman, que traz consigo um espetáculo de explosões, lasers, mísseis e até uma água robótica gigante.

  • MPSE – Edição de Música

Interestelar | Richard King

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Christopher Nolan foi para o espaço com Interestelar, mas nem por isso abaixou o volume. Temos perseguições de carro em meio a milharais, ondas colossais atacando espaçonaves e algumas súbitas explosões, e Richard King permanece eficáz ao lhe garantir o impacto necessário. O que mais fascina aqui, porém, são as cenas em que Nolan aposta no silêncio do espaço, deixando apenas a trilha de Hans Zimmer ou os diálogos dos personagens em primeiro plano: a fuga do Dr. Mann é um bom exemplo, onde uma sequência de quase 7 minutos de silêncio é abruptamente interrompida por uma assustadora explosão. Vale apontar também a cena da tempestade poeira e o design sonoro das naves espaciais (especialmente as vibrações provocadas por impactos no espaço).

Invencível | Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro

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Não tendo despontado nas categorias principais, Invencível teve que se contentar com duas indicações nas categorias sonoras. E sinceramente, não sei se era alguma irregularidade do cinema em que assisti ao filme, mas o trabalho de edição de som não me impressionou muito. Um fato um tanto incomum considerando que temos grandes sequências envolvendo batalhas aéreas, metralhadoras e bombardeios. O grande destaque do departamento é quando Louie e seus amigos ficam presos em alto mar, dando espaço ao som de ondas e até ataques-surpresa de tubarões ferozes.

  • MPSE – Edição de Diálogo & ADR

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Brent Burge e Jason Canovas

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Única indicação de A Batalha dos Cinco Exércitos ao Oscar (tornando-se o único filme da franquia da Terra Média a não ser indicado para Efeitos Visuais), o trabalho de som aqui faz o que se espera de um filme que promete uma gigantesca batalha. Temos lá exércitos de orcs, elfos, humanos e anões, além de criaturas que vão de águias até dragões cuspidores de fogo – cada um com suas respectivas armas (espadas, arcos, bastões de madeira). É uma vasta diversidade que a dupla equilibra bem, na medida que o espetáculo requer.

Sniper Americano | Alan Robert Murray e Bub Asman

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Outro tipo de trabalho que a Academia adora premiar: filmes de guerra. E no quesito de tiros, explosões e rajadas de vento, Sniper Americano não decepciona. As sequências que envolvem o silêncio do protagonista antes de um disparo letal são primorosas, especialmente quando a bala explode em um bang sutil e suave. Vale destacar também a cena em que o pelotão de Chris Kyle é surpreendido por uma feroz tempestade de areia, que torna praticamente todo diálogo inaudível.

  • MPSE – Efeitos Sonoros & Foley

APOSTA: Sniper Americano

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Invencível

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: Corações de Ferro

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Em um filme onde tanques de guerra são um elemento central, é de se imaginar que o som será algo absurdo. E Corações de Ferro jamais decepciona nesse quesito, trazendo belas cenas de tiroteios, explosões e até uma intensa batalha entre dois tanques ferozes. O design de som também é esforçado, já que os protagonistas passam boa parte do filme dentro da barriga de ferro que é o tanque Fury, criando também um bom ambiente sonoro.

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Birdman | Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga

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Uma das grandes injustiças deste Oscar reside na ausência da trilha sonora de Antonio Sanchez para Birdman. Sua música toda em percussão jazzística é composta por baterias e tambores, traduzindo com excelência o estado de espírito dos personagens e os pontos de viradas da história, encaixando-se muitíssimo bem com os demais elementos sonoros do filme. A narrativa mentalinguística até brinca com tais elementos, como quando Riggan pede que “música toque”, preenchendo todo campo sonoro com uma peça musical não-diegética, mas que torna-se diegética na imaginação do personagem. Mas meu elemento preferido certamente é o batimento de um relógio que sutilmente preenche o camarim do protagonista, de forma a lembrá-lo que a hora final se aproxima.

  • Cinema Audio Society

Interestelar | Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten

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OK, essa é uma indicação polêmica. Para aqueles que não sabem, Interestelar sofreu diversas reclamações do público americano quanto à sua mixagem de som, atestando que a música era tão alta que os diálogos tornavam-se inaudíveis. O próprio Christopher Nolan teve que vir a público defender o trabalho – mixado do jeito que queria – , que chamou de “experimental”. Bem, realmente certas cenas sofrem desse problema (a perseguição no milharal é o melhor exemplo, já que o diálogo de Cooper é quase inaudível), mas confesso que o barulho ajudou muito na experiência sensorial do filme. A trilha de Hans Zimmer subindo, a tensão crescendo nas ações paralelas e as reviravoltas todas realmente me pegaram. Momentos como quando Cooper ouve sons da natureza na nave ou o próprio silêncio do espaço e sua revelação no mítico Tesseract também são dignos de nota.

Invencível | Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee

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Como já discuti acima, Invencível traz uma série de situações que testam o protagonista, e que também oferecem espaço para que a equipe de mixagem de som explore suas oportunidades. Não acho a trilha de Alexandre Desplat particularmente memorável aqui, mas o filme até consegue se sobressair em cenas como quando Louie corre uma maratona, e a paisagem sonora é dominada por sons de respiração, passos no chão e transmissões de rádio.

Sniper Americano | John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin

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Não há muita música em Sniper Americano, mas a trinca acima faz um ótimo trabalho ao criar sequências de múltiplas ações, cujos sons se misturam com habilidade. O primeiro encontro com o terrorista “Açogueiro” e o sniper inimigo rende uma das cenas mais intensas do longa, e o som que traduz o desespero das vítimas e a urgência do tiroteio é sobrenatural. Outro elemento muito interessante são as cenas em que Chris Kyle está de volta em sua casa, mas os sons de helicópteros e tiros continuam invadindo sutilmente seu cotidiano (a tomada da televisão desligada é genial, por exemplo). Ótimo trabalho.

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley

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Em um filme onde a música é um dos principais componentes da história, a mixagem de som é fundamental. E a equipe representada pela trinca acima acerta ao colocar a platéia dentro dos grupos musicais ali. A cacofonia sonora durante o preparo dos instrumentos (sendo afinados, testados) é impecável, transportando a platéia diretamente para a escola Shaffer (com os gritos de Terence Fletcher quase superando a bateria insana), o minúsculo apartamento de Andrew ou a magnitude do Carnegie Hall de Nova York. Números musicais como “Caravan” e “Whiplash” se destacam pela diversidade sonora. A mixagem de som de Whiplash – Em Busca da Perfeição é, realmente, a de uma música.

  • BAFTA

APOSTA: Whiplash

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Birdman

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Garota Exemplar

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Os filmes de David Fincher são impecáveis e minuciosos em todos os departamentos, e o de mixagem de som é um dos mais importantes. Tendo a trilha sonora atmosférica de Trent Reznor e Atticus Ross em seu pano de fundo, Garota Exemplar é composto por diversos voice overs e cenas em que a ação fica completamente muda, dando espaço à música e alguns efeitos sonoros-chave (como a sequência da “garota descolada” em que Amy revela suas reais intenções ou a antológica cena em que o personagem de Neil Patrick Harris se encontra numa situação inesperada). Não é um trabalho que grita por atenção, mas eficaz em sua sutilidade.

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O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

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É um grande ano para Alexandre Desplat. Além da dupla indicação por O Grande Hotel Budapeste e O Jogo da Imitação (chegaremos nesse em alguns instantes), o compositor francês também trouxe ótimos trabalhos em Caçadores de Obras-Primas, Godzilla e Invencível. Em sua mais recente contribuição com Wes Anderson, Desplat cria a trilha musical mais divertida do ano ao tomar inspiração da musicalidade do Leste Europeu, dando vida aos mais diferentes tipos de personagens (“Mr. Moustafa”, “The Family Desgoffe und Taxis”, “M. Ivan”) e às situações mais loucas (“The Cold Blooded Murder of Deputy Vilmos Kovacs”, “Canto at Gabelmeister’s Peak”). Talvez seja o melhor trabalho de Desplat até hoje.

Melhor Faixa: “The Family Desgoffe und Taxis”

  • BAFTA
  • Grammy

Interestelar | Hans Zimmer

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Já disse inúmeras vezes aqui o quanto admiro Hans Zimmer. É sem dúvida o compositor mais talentoso trabalhando atualmente, e seu trabalho para o épico sci fi de Christopher Nolan é um dos maiores feitos de sua carreira. Adotando o órgão de igreja como principal instrumento, Zimmer teça uma música intimista e que traduz sonoramente a relação pai e filha entre Cooper e Murph (“Stay”, “Day One”) ao mesmo tempo em que almeja a grandiosidade (“No Time For Caution”), o terror do misterioso (“The Wormhole”), a tensão (“Mountains”, “Imperfect Lock”) e coisas simplesmente belíssimas (“Cornfield Chase”, “Where We’re Going”). Ouvir a trilha de Interestelar é uma experiência quase religiosa, catártica.

Melhor Faixa: “Coward”

O Jogo da Imitação | Alexandre Desplat

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Segunda indicação de Desplat na noite! E sua trilha mais cerebral para O Jogo da Imitação é mais uma chance de garantir a tão merecida estatueta. Dentro do âmbio da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria, Desplat oferece uma música mais delicada e intimista, usando mais do piano para sugerir o alto intelecto do protagonista Alan Turing (“The Imitation Game”, “Decrypting” e “Crosswords”). Já quando se entrega ao drama mais pesado (“Christopher Is Dead”, “The Apple”) Desplat usa algo mais tradicional, e óbvio. Entre esta e O Grande Hotel Budapeste, fico com Wes Anderson.

Melhor Faixa: “Decrypting”

Sr. Turner | Gary Yershon

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Mais uma indicação surpresa para Sr. Turner, que conseguiu ter sua trilha sonora lembrada aqui. Não era familiarizado com o trabalho de Gary Yershon, mas gostei muito do que ouvi aqui. Mesmo sem ter assistido ao filme, a trilha de Yershon funciona bem e consegue transmitir a obsessão de seu protagonista através de um longo e distorcido violino, mas sem deixar uma elegante orquestra de fora. É um misto de terror, perfeição e drama; diferente de qualquer um dos outros indicados. Yershon é uma grande revelação.

Melhor Faixa: “Action Paiting”

A Teoria de Tudo | Jóhann Jóhannsson

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Nascido na Islândia, Jóhann Jóhannsson desponta com a trilha sonora de A Teoria de Tudo, adotando o piano como seu melhor amigo para contar a história de Stephen Hawking e sua esposa, Jane. A verdade é que há pouco de realmente original no trabalho de Jóhannsson, já que este é centrado em pianos, violinos de forma a fazer o espectador se emocionar o tempo todo (diga-se, fazer chorar). Algumas faixas são realmente bonitas (“Cambridge, 1963” e “Domestic Pressures”, por exemplo), e gosto quando a música se concentra na inteligência de Hawking (“Chalkboard”, “Camping”), mas no geral é um trabalho água com açúcar.

Melhor Faixa: “Cambridge, 1963”

  • Globo de Ouro

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Teoria de Tudo

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Trent Reznor & Atticus Ross

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David Fincher e a dupla Trent Reznor & Atticus Ross são um caso de compatibilidade sem igual: a dupla entende perfeitamente o tom e o clima dos filmes do diretor, e não foi diferente com o suspense Garota Exemplar, que exigiu uma música mais sutil, mas ao mesmo tempo abstrata (“The Way He Looks at Me”), radical (“Technically, Missing”) e assustadora (“What Have We Done with Each Other?”). Tem até espaço para a fofura, ainda que levemente distorcida (“Sugar Storm”). A Academia só lembrou deles uma vez, infelizmente.

Melhor Faixa: Technically, Missing

canção

“Everything is Awesome” | Uma Aventura Lego | Shawn Patterson

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Ainda não consigo entender como Uma Aventura Lego não conseguiu uma indicação a Melhor Animação… De verdade, acredito ser puro exibicionismo da Academia. Mas a canção irritante/adorável que povoa o mundo dos personagens foi lembrada. “Everything is Awesome” (ou “Tudo é Incrível” na versão BR) é uma música divertida e ainda mais viciante do que a vencedora do ano passado (“Let it Go”, claro). É uma letra bobinha que valoriza a amizade e o trabalho em equipe, mas serve bem à temática do filme.

LETRA

Everything is awesome
Everything is cool when you’re part of a team
Everything is awesome when we’re living our dreamEverything is better when we stick together
Side by side, you and I gonna win forever, let’s party forever
We’re the same, I’m like you, you’re like me, we’re all working in harmonyEverything is awesome
Everything is cool when you’re part of a team
Everything is awesome when we’re living our dream(Wooo)
3, 2, 1. GoHave you heard the news, everyone’s talking
Life is good ‘cause everything’s awesome
Lost my job, it’s a new opportunity
More free time for my awesome communityI feel more awesome than an awesome possum
Dip my body in chocolate frostin’
Three years later, wash off the frostin’
Smellin’ like a blossom, everything is awesome
Stepped in mud, got new brown shoes
It’s awesome to win, and it’s awesome to lose (it’s awesome to lose)Everything is better when we stick together
Side by side, you and I, gonna win forever, let’s party forever
We’re the same, I’m like you, you’re like me, we’re all working in harmonyEverything is awesome
Everything is cool when you’re part of a team
Everything is awesome when we’re living our dreamBlue skies, bouncy springs
We just named two awesome things
A Nobel prize, a piece of string
You know what’s awesome? EVERYTHING!

Dogs with fleas, allergies,
A book of Greek antiquities
Brand new pants, a very old vest
Awesome items are the best

Trees, frogs, clogs
They’re awesome
Rocks, clocks, and socks
They’re awesome
Figs, and jigs, and twigs
That’s awesome
Everything you see, or think, or say
Is awesome

Everything is awesome
Everything is cool when you’re part of a team
Everything is awesome when we’re living our dream

“Glory” | Selma – Uma Luta por Igualdade | John Stephens (John Legend) e Lonnie Lynn (Common)

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Grande favorito da categoria, “Glory” é a inusitada segunda indicação de Selma no Oscar deste ano. A música de John Legend e Common mistura gospel e hip hop para homenagear não apenas a figura de Martin Luther King, mas toda a luta de classes e de raças, trazendo até espertas referências aos incidentes de Ferguson. Pessoalmente, o coro forte de Legend me atrai mais do que a proclamação firme de Common, mas é uma bela música com uma poderosa mensagem.

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

LETRA

One day when the glory comes
It will be ours, it will be ours
Oh one day when the war is won
We will be sure, we will be sure
Oh glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)

Hands to the Heavens, no man, no weapon
Formed against, yes glory is destined
Every day women and men become legends
Sins that go against our skin become blessings
The movement is a rhythm to us
Freedom is like religion to us
Justice is juxtapositionin’ us
Justice for all just ain’t specific enough
One son died, his spirit is revisitin’ us
Truant livin’ livin’ in us, resistance is us
That’s why Rosa sat on the bus
That’s why we walk through Ferguson with our hands up
When it go down we woman and man up
They say, “Stay down”, and we stand up
Shots, we on the ground, the camera panned up
King pointed to the mountain top and we ran up

One day when the glory comes
It will be ours, it will be ours
Oh one day when the war is won
We will be sure, we will be sure
Oh glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)

Now the war is not over, victory isn’t won
And we’ll fight on to the finish, then when it’s all done
We’ll cry glory, oh glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)
We’ll cry glory, oh glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)

Selma’s now for every man, woman and child
Even Jesus got his crown in front of a crowd
They marched with the torch, we gon’ run with it now
Never look back, we done gone hundreds of miles
From dark roads he rose, to become a hero
Facin’ the league of justice, his power was the people
Enemy is lethal, a king became regal
Saw the face of Jim Crow under a bald eagle
The biggest weapon is to stay peaceful
We sing, our music is the cuts that we bleed through
Somewhere in the dream we had an epiphany
Now we right the wrongs in history
No one can win the war individually
It takes the wisdom of the elders and young people’s energy
Welcome to the story we call victory
The comin’ of the Lord, my eyes have seen the glory

One day when the glory comes
It will be ours, it will be ours
Oh one day when the war is won
We will be sure, we will be sure
Oh glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)
Oh glory (Glory, glory)
Hey (Glory, glory)

When the war is won, when it’s all said and done
We’ll cry glory (Glory, glory)
Oh (Glory, glory)

“Grateful” | Além das Luzes | Diane Warren

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Diane Warren (AKA Rita Ora) abocanha sua sétima indicação na categoria, tendo emprestado sua voz para canções-tema de filmes de ação como Armageddon e Con Air. Agora, ela fornece “Grateful” para o longa musical Além das Luzes (é, também nunca ouvi falar), sobre o romance entre uma aspirante a cantora e um policial. É uma boa música, mas não me parece muito diferente das milhares de músicas pops que encontramos nas rádios americanas.

LETRA

There were a lot of tears I had to cry through
A lot of battles left me battered and bruised
And I was shattered, had my heart ripped in two
I was broken, I was broken
There were a lot of times I stumbled and crashed
When I was on the edge, down to my last chance
So many times when I was so convinced that
I was over, I was over
But I had to fall yeah
To rise above it all

I’m grateful for the storm
Made me appreciate the sun
I’m grateful for the wrong ones
Made me appreciate the right ones
I’m grateful for the pain
For everything that made me break
I’m thankful for all my scars
‘Cause they only make my heart
Grateful, grateful, grateful, grateful, grateful
Grateful

I was sinking, I was drowning in doubt
The weight all of the pain was weighing me down
Pulled it together and I pulled myself out
Learned a lesson, learned a lesson
That there’s a lot you gotta go through, hell yes
But that’s what got me strong, I got no regrets
And I’ve got only love, got no bitterness
Count my blessings, count my blessings, yeah
I’m proud of every tear, yeah
‘Cause they got me here

I’m grateful for the storm
Made me appreciate the sun
I’m grateful for the wrong ones
Made me appreciate the right ones
I’m grateful for the pain
For everything that made me break
I’m thankful for all my scars
‘Cause they only make my heart
Grateful, grateful, grateful, grateful, grateful
Grateful

There is nothing I would change
That even one mistake I made
I got lost, found myself, found my way

I’m grateful for the storm
Made me appreciate the sun
I’m grateful for the wrong ones
Made me appreciate the right ones
I’m grateful for the pain
For everything that made me break
I’m thankful for all my scars
‘Cause they only make my heart
Grateful, grateful, grateful, grateful, grateful, oh
Grateful

You know that I’m grateful
You know that I care
No time for the wrong ones
I’ll always be there
Grateful
Woah (Grateful, grateful, grateful)
I’m grateful, oh yeah (Grateful, grateful)
Oh, I’m grateful, yeah

“I’m Not Gonna Miss You” | Glenn Campbell… I’ll Be Me | Glen Campbell e Julian Raymond

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Eu nunca tinha ouvido falar em Glen Campbell até sua indicação ao Oscar pelo documentário Glenn Campbell… I’ll Be Me. Acontece que Campbell é um cantor country que agora sofre de Alzheimer, e o longa em questão nos leva aos bastidores de seu último show. “I’m Not Gonna Miss You” é bonita e se beneficia de tocar durante uma cena com lembranças de arquivo da vida de Campbell.

LETRA

I’m still here, but yet I’m gone
I don’t play guitar or sing my songs
They never defined who I am
The man that loves you ‘til the end

You’re the last person I will love
You’re the last face I will recall
And best of all, I’m not gonna miss you
Not gonna miss you

I’m never gonna hold you like I did
Or say I love you to the kids
You’re never gonna see it in my eyes
It’s not gonna hurt me when you cry

I’m never gonna know what you go through
All the things I say or do
All the hurt and all the pain
One thing selfishly remains

I’m not gonna miss you
I’m not gonna miss you

“Lost Stars” | Mesmo Se Nada Der Certo | Gregg Alexander e Danielle Brisebois

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Um dos sucessos-surpresa do ano passado, Mesmo Se Nada Der Certo é um romance indie centrado em músicos aspirantes, então faz muito sentido que o filme tenha sido lembrado aqui. “Lost Stars” é uma agradável e linda balada de rock indie, que no filme é cantada por Adam Levine. Na cena em questão, o filme quase se transforma num videoclipe, quando começa a intercalar cenas do show ao vivo de Dave com a reação de Gretta, que logo sai para andar de bicicleta pela cidade.

LETRA

Please don’t see just a boy caught up in dreams and fantasies
Please see me reaching out for someone I can’t see
Take my hand let’s see where we wake up tomorrow
Best laid plans sometimes are just a one night stand
I’d be damned Cupid’s demanding back his arrow
So let’s get drunk on our tears and

God, tell us the reason youth is wasted on the young
It’s hunting season and the lambs are on the run
Searching for meaning
But are we all lost stars, trying to light up the dark?

Who are we? Just a speck of dust within the galaxy?
Woe is me, if we’re not careful turns into reality
Don’t you dare let our best memories bring you sorrow
Yesterday I saw a lion kiss a deer
Turn the page maybe we’ll find a brand new ending
Where we’re dancing in our tears and

God, tell us the reason youth is wasted on the young
It’s hunting season and the lambs are on the run
Searching for meaning
But are we all lost stars, trying to light up the dark?

I thought I saw you out there crying
I thought I heard you call my name
I thought I heard you out there crying
Just the same

God, give us the reason youth is wasted on the young
It’s hunting season and this lamb is on the run
Searching for meaning
But are we all lost stars, trying to light up the dark?

I thought I saw you out there crying
I thought I heard you call my name
I thought I heard you out there crying

But are we all lost stars, trying to light up the dark?
But are we all lost stars, trying to light up the dark?

APOSTA: Glory

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Difícil, mas talvez I’m Not Gonna Miss You

MEU VOTO: Lost Stars

FICOU DE FORA: “Immortals” | Operação Big Hero | Fallout Boy

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Operação Big Hero é uma animação bem bacanuda, mas quando “Immortals” invade o longa durante a sequência de treinamento da equipe recém-formada, ele ameaça de se tornar algo realmente especial. A composição do grupo Fallout Boy mistura com elegância acordes japoneses com um rock pop, em total sincronia com o tema principal do filme, que envolve uma metrópole que mistura São Francisco e Tóquio.

LETRA

They say we are what we are
But we don’t have to be
I’m glad to hate you but I do it in the best way
I’ll be the watcher of the eternal flame
I’ll be the guard dog of all your fever dreams

I am the sand in the bottom half of the hourglass (glass, glass)
I try to picture me without you but I can’t
‘Cause we could be immortals, immortals
Just not for long, for long

If we meet forever now, you pull the blackout curtains down
Just not for long, for long
We could be immor-immortals, immor-immortals
Immor-immortals, immor-immortals
Immortals

Sometimes the only payoff for having any faith
Is when it’s tested again and again everyday
I’m still comparing your past to my future
It might be over, but they’re not sutures

I am the sand in the bottom half of the hourglass (glass, glass)
I try to picture me without you but I can’t
‘Cause we could be immortals, immortals
Just not for long, for long

If we meet forever now, you pull the blackout curtains down
Just not for long, for long
We could be immor-immortals, immor-immortals
Immortals

If we meet forever now, pull the blackout curtains down
We could be immor-immortals, immor-immortals
Just not for long, for long
We could be immor-immortals, immor-immortals
Immor-immortals, immor-immortals
Immortals

A última parte, sobre as categorias principais, sairá até o final da semana.

| A Teoria de Tudo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , on 29 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

TheTheoryofEverything
Felicity Jones e Eddie Redmayne

Sou um fã confesso de Stephen Hawking, tanto por seu conhecimento científico incomparável quanto por sua inacreditável luta contra a doença que lhe tirou movimentações motoras e a habilidade de falar. Um biopic do cientista é isca fácil de prêmios, mas também de sentimentalismo barato e muito melodrama. Com A Teoria de Tudo, o diretor James Marsh fica entre os dois, mas aquém de seu potencial.

A trama começa quando Hawking (Eddie Redmayne) ainda é um calouro na universidade de Cambridge, em 1963. Em uma festa, ele conhece a estudante de Artes, Jane (Felicity Jones), com quem acaba iniciando uma relação. Em meio ao romance e seus estudos para comprovar sua teoria sobre a origem do Universo, ele descobre ser portador da Doença do Neurônio Motor, que lhe daria apenas dois anos de vida.

Dois anos de vida, mas como a História bem nos ensinou, Hawking permanece vivo até hoje, quase 50 anos após seu diagnóstico (isso não é considerado spoiler né? Duh). É uma longa e bela história que o roteirista Anthony McCarten (adaptando uma biografia de autoria de Jane Hawking) consegue comprimir em suas duas horas, conseguindo dosar o romance dos protagonistas com diversos conceitos da Física que Hawking estudava, especialmente a respeito de buracos negros (aliás, irônico que no mesmo ano, tenhamos tido uma biografia de Hawking e que Kip Thorne, seu colega de ramo, servindo como consultor no mesmo assunto em Interestelar), característica que certamente torna a experiência mais estimulante. O eterno debate entre Ciência e Religião também marca presença aqui, mas não ganha o aprofundamento que merecia.

Quanto ao romance, funciona principalmente pela química dos protagonistas. Felicity Jones já é um colírio para os olhos graças a seu belíssimo sorriso que sugere uma jovem adorável, e a atriz preenche Jane com momentos assim, retratando também como a condição de Hawking lhe fez provar sua força e seu eventual desgaste. Mas é Eddie Redmayne quem rouba os holofotes em uma performance absolutamente espetacular e assustadoramente física, assumindo cada detalhe da doença paralítica de Stephen Hawking – e ainda preservando leves nuances de humor e afeto -, sem cair para a caricatura ou algo exagerado demais.

Marsh dirige o filme com eficiência, ainda que abuse da câmera desfocada para relatar os momentos mais dramáticos. A trilha sonora de Jóhann Jóhannsson é bonita quando se dedica a explorar as descobertas científicas do protagonista, mas soa artificial demais quando usada como mero artifício para derramar lágrimas: basta observar como uma cena com total silêncio (no caso, quando Stephen usa a cadeira de rodas pela primeira vez) funciona muito melhor (e até emociona mais) do que uma em que os violinos e notas de piano de Jóhannsson dominam a paisagem sonora.

A Teoria de Tudo é um biopic eficiente que traz excelentes performances do talentoso jovem elenco, ao mesmo tempo em que conta uma grande história de forma convencional, emocional e até formulaica. Poderia ter ido mais longe em seus questionamentos e na vida de Stephen Hawking, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao renomado cientista.

GLOBO DE OURO 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Confira em tempo real os vencedores (em cinema) do Globo de Ouro 2015!

MELHOR FILME – DRAMA

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA

O Grande Hotel Budapeste

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR – DRAMA

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATOR – MUSICAL OU COMÉDIA

Michael Keaton | Birdman

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA

Amy Adams | Grandes Olhos

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO

Birdman

MELHOR ANIMAÇÃO

Como Treinar o Seu Dragão 2

MELHOR TRILHA SONORA

A Teoria de Tudo | Jóhann Jóhannsson

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” – John Legend, Common | Selma

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Leviatã