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Análise Blu-ray | DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Deixe-me Entrar foi recebido com certo preconceito pelo público (a limitada quantidade de pessoas que o assistiu, isto é) por tratar-se de um remake de um cultuado longa sueco. Com razão até, Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson é um belíssimo filme e quase irretocável, mas se a versão de Matt Reeves consegue ser respeitosa, artística e apresentar suas próprias características – que resultam em um grande filme -, não vejo motivo para aversão ao longa. Crítica

Extras

Comentário em Áudio com Matt Reeves

O diretor e roteirista Matt Reeves acompanha o filme com um excelente comentário em áudio, onde revela os desafios em readaptar a história (mudando acertadamente o foco da narrativa), sua paixão pelo material original e suas (ótimas) técnicas e referências, que vão de O Bebê de Rosemary até os filmes de Alfred Hitchcock. Esse extra só aumentou meu respeito pela produção e o cineasta.

Um Olhar por dentro do making-of de Deixe-me Entrar

Um pequeno making-of sobre o filme, que explora em entrevistas com o elenco e produtores, a força da obra de John Ajvide Lindqvist e sua importância no mito do vampiro. Acompanhamos também a entrada de Matt Reeves na direção, a escolha de cada intérprete do longa e também as mudanças na trama.

A Arte dos Efeitos Visuais

Bem curto e objetivo, o extra deixa as imagens falarem por si próprias e exibe diversas tomadas do filme que apresentam uso de efeitos digitais, apresentando as fases de composição até chegar no resultado final. Bacana, mas em algumas cenas os efeitos eram completamente desnecessários (sangue no rosto, por exemplo).

Cena do acidente de carro passo-a-passo

A sensacional cena da capotagem do carro de Richard Jenkins ganha uma análise mais detalhada neste breve extra. Reeves explica os diferentes processos da sequência, que envolveram um dublê dirigindo, uma réplica do carro girando em estúdio e efeitos digitais para o cenário visto no retrovisor e janelas do veículo. Trabalho complicado, mas que fica muitíssimo bem em cena.

Dissecando Deixe-me Entrar

Extra interativo exclusivo do Blu-ray, ele apresenta um picture-in-picture em certos momentos para detalhar curiosidades sobre a produção (como informações sobre o personagem de Richard Jenkins, o cubo mágico e diversos outros). Boa sorte para encontrar todos…

Cenas Excluídas

Aqui temos 3 cenas que foram cortadas da edição do filme: Abby brincando com um quebra-cabeças (bem curta), uma conversa entre Owen e o Professor Zorin (muito interessante) e o flashback que mostra o ataque sofrido por Abby, que a transformou em uma vampira (intenso e trazendo uma ótima performance de Chloe Moretz). É possível também assistí-las com comentário de Reeves, que explica os motivos da ausência de cada cena no longa.

Galerias de Trailers e Pôsters/Imagens de Bastidores

Bem, o título é auto-explicativo… Temos duas galerias separadas com pôsters e imagens de bastidores e trailers de divulgação do filme. Na minha opinião, é sempre um bônus quando esse tipo de material marca presença nos extras.

Nota Geral:

O blu-ray de Deixe-me Entrar ainda não está disponível no Brasil, mas é extremamente recomendável que ele faça parte de sua coleção quando chegar ao mercado nacional. O filme é impecável em imagem e som, e seu material extra é satisfatório. Esqueça Crepúsculo e vá atrás deste.

Obs: Agradecimentos à Giovanna Penteado por ter trazido o filme de sua viagem aos EUA.

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Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.