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| Quarteto Fantástico | Crítica

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

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Jamie Bell, Michael B. Jordan, Miles Teller e Kate Mara são as novas caras (ou costas) do Quarteto

Há uma década atrás, a Fox lançava sua primeira tentativa blockbuster (o de Roger Corman é trash demais) de lançar o Quarteto Fantástico nos cinemas. Ainda que de qualidade bem duvidosa, os dois filmes dirigidos por Tim Story conseguiam divertir com seu humor pastelão e trama macarrônica num adorável guilty pleasure, mas foram incapazes de sustentar uma franquia duradoura. Agora, seguindo uma linha mais dark e realista, o grupo da Marvel tenta se reinventar pelas mãos de Josh Trank.

A trama faz algumas mudanças na história original, trazendo os personagens da fase adulta para adolescente. Reed Richards (Miles Teller) trabalha com o amigo Ben Grimm (Jamie Bell) numa teoria para tornar possível o teletransporte e viagens interdimensionais. Com a ajuda de uma equipe formada pelos irmãos Sue (Kate Mara) e Johnny Storm (Michael B. Jordan) e o desconfiado Victor Von Doom (Toby Kebbell), o grupo consegue acesso a outra dimensão, onde ganham poderes bizarros que mudam suas vidas.

Depois de Josh Trank ter dirigido o ótimo Poder Sem Limites e um elenco realmente fantástico ter sido escolhido, é difícil de acreditar que este novo Quarteto consiga ser tão burocrático. O roteiro de Simon Kinberg, Jeremy Slater e o do próprio Trank empolga por se debruçar em uma abordagem mais científica do assunto, tanto que sua eficiente primeira metade funciona bem como uma ficção científica e até impressiona por algumas decisões visuais: o primeiro vislumbre dos poderes é quase amedrontador, com a imagem de um Johnny aparentemente morto sendo engolido por chamas ou o corpo de Reed sendo esticado à força em uma mesa cirúrgica. Porém, são apenas bons momentos encontrados numa narrativa sem vida, que pouco empolga e arrisca.

As relações entre cada membro do Quarteto falham ao provocar autenticidade, como se não houvesse química entre o elenco. Miles Teller se sai bem porque seu personagem tem o maior destaque, mas sua amizade com Jamie Bell é forçadíssima (aliás, o ator surge com uma imutável expressão cansada durante toda a projeção, e seu Coisa digital não é dos mais expressivos) e o pseudo romance com Kate Mara, nada convincente. Poxa, nem o carismático Michael B. Jordan tem a chance de brilhar aqui, já que seu Johnny é constantemente jogado em segundo plano, e me ficou a impressão de que o ator realmente se esforçava – mas parecia forçado a ficar no piloto automático. E mesmo que o Doom de Toby Kebbell seja muitíssimo bem introduzido e explorado, sua transição para vilão megalomaníaco é risível, e um dos grandes fatores que expõem os problemas de bastidores que assombraram seu pré-lançamento.

Se levar em conta o que vemos em tela, certamente a Fox teve problemas para concluir o filme, e não ficaria surpreso se os rumores de refilmagens fossem reais. Trank começa a narrativa muito bem, mas raramente vemos ali o mesmo cara que impressionou com a crueza e espetáculo em Poder sem Limites, trazendo cenas de ação tediosas (o clímax com o Dr. Destino é um dos mais apressados e sem energia que já vi na vida) e até uma montagem problemática que parece unir cenas desconexas: um tempo maior de silêncio entre um momento tenso para outro seria necessário aqui e ali, e é um claro sinal de problemas quando a trama salta 1 ano num momento crítico, ignorando desenvolvimento de personagens e a relação destes com seus poderes. A unica exceção é quando Dr. Destino acorda pela primeira vez, e seu violento e sangrento ataque ajuda a acordar o espectador.

Nos quesitos técnicos, é competente, ainda que nada muito espetacular. É interessante observar como as chamas digitais cobrem com detalhes o uniforme do Tocha Humana, assim como o detalhe de preencher o traje do Sr. Fantástico de argolas e do Coisa surgir numa espécie de casulo de pedra. Aliás, as justificativas para cada um dos poderes são verossímeis, como as rochas que entram na cápsula de Ben ou o fogo que invade a de Johnny durante o teletransporte de ambos, e até o visual do próprio Destino; quase como um A Mosca mais controlado.

Mesmo que surja com nomes talentosos e boas intenções, o novo Quarteto Fantástico é um filme esquecível e que infelizmente não consegue fazer muito além do básico, se perdendo numa trama sem graça com personagens pouco carismáticos.

E aí Fox, quarta vez é a da sorte?

Obs: Esse filme não é em 3D. Glória, pelo menos isso.

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Chris Miller e Phil Lord farão o novo spinoff de STAR WARS

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 7 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

  
Com a saída de Josh Trank do segundo filme derivado de Star Wars, ficou aberta a vaga para o projeto misterioso. 

Pois bem, a LucasFilm acaba de anunciar que Chris Miller e Phil Lord irão dirigir o tal filme, que será uma aventura prequel centrada em Han Solo! 

O roteiro ficará a cargo de Lawrence e Jon Kasdan, e a estreia fica para 25 de Maio de 2018.  

 

Novidades sobre STAR WARS: ROGUE ONE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 19 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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No último dia da Star Wars Celebration, um dos painéis mais esperados é aquele com a presença de Gareth Edwards e Josh Trank. O de Edwards, Star Wars: Rogue One começa a revelar exatamente do que se trata o primeiro spinoff da saga, e é isso o que temos:

Protagonizado por Felicity Jones, será – como especulado ano passado – uma trama sobre um grupo de rebeldes que planeja invadir a Estrela da Morte e roubar seus planos, dando início à trama de Uma Nova Esperança. É descrito como um filme de guerra realista, contando com o diretor de fotografia Greig Fraser.

Star Wars: Rogue One estreia em 16 de Dezembro de 2016.

Primeiro trailer do novo QUARTETO FANTÁSTICO!

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 27 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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FINALMENTE! Depois de meses e meses sem nenhum tipo de divulgação ou informação, o arriscado reboot de Quarteto Fantástico que Josh Trank dirige para a Fox ganhou seu primeiro trailer. A atmosfera é sombria e dramática, e brevemente nos apresenta ao elenco formado por Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell.

Confira:

Quarteto Fantástico estreia em 6 deAgosto.

Rian Johnson vai dirigir STAR WARS VIII

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

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Com mais de um ano nos separando de Star Wars: Episódio VII, a Disney acaba de divulgar mais um nome envolvido na saga espacial de George Lucas. Rian Johnson, diretor de Looper – Assassinos do Futuro e alguns dos melhores episódios de Breaking Bad, foi contratado para escrever e dirigir o Episódio VIII. Johnson ainda foi anunciado como roteirista do vindouro Episódio XIX.

Claro que ainda não sabemos absolutamente nada sobre esses filmes, só temos o elenco estelar escolhido a dedo por J.J. Abrams. E fora da cronologia, teremos também Gareth Edwards (Godzilla) e Josh Trank (Poder sem Limites) para comandar derivados ainda não especificados.

Olha, que time de vencedores a Disney vem reunindo. Mal posso esperar para ver o resultado.

A saga retorna em 18 de Dezembro de 2015.

Conheça o novo QUARTETO FANTÁSTICO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 20 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell

Depois de meses e meses de especulações e rumores, a Fox enfim lança o comunicado oficial para os protagonistas do novo Quarteto Fantástico, reboot que será comandado por Josh Trank (do ótimo Poder sem Limites). E os escolhidos são Miles Teller (The Spectacular Now), Michael B. Jordan (Fruitvale Station), Kate Mara (irmã da Rooney Mara, vista recentemente em House of Cards)  e Jamie Bell (As Aventuras de TintimNinfomaníaca) como, respectivamente, Sr. Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e Coisa (que será criado digitalmente).

Um ótimo elenco reunido, e que certamente surpreende por sua faixa etária (consideravelmente mais baixa do que a da versão anterior).

Quarteto Fantástico estreia em 19 de Junho de 2015.

 

| Poder sem Limites | Uma abordagem original (e sombria) ao gênero de super-heróis

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , on 3 de março de 2012 by Lucas Nascimento


Dane Deeham abraça o “lado sombrio” de suas habilidades

O que você faria se tivesse uma habilidade extraordinária? Bordaria uma fantasia e sairia para combater o crime e a injustiça? Ou usaria para bens puramente pessoais? Os adolescentes que protagonizam Poder sem Limites passam longe dessas alternativas, e o resultado é uma das mais inventivas entradas no gênero de super-heróis, assim como na ferramenta do found footage.

Ambientada nos dias atuais, a crônica do longa foca-se nos amigos Andrew, Steve e Matt que recebem poderes impressionantes após a estranha contaminação com uma substância desconhecida. Sob posse de tais dons, eles resolvem usá-las para diversão e zoeiras, até que a situação vai fugindo do controle quando um deles sucumbe a uma natureza sombria.

Comandado pelo estreante Josh Trank, Poder sem Limites é uma bela surpresa dentro de um gênero que cada vez mais tem sido prejudicado por repetições. Por recorrer a uma solução mais realista, o diretor ganha créditos ao retratar o que jovens do colégio de fato fariam se fossem dotados de habilidades de telecinese, força e voo – o que rende alguns esquetes divertidos com as brincadeiras do trio. E a presença desses momentos de humor, funciona a favor do roteiro de Max Landis e do próprio Trank, já que dessa forma os personagens são humanizados, e o espectador acredita que são pessoas normais e até mesmo a perturbadora transformação de Andrew (Dane Deehan) é justificável, já que conhecemos e entendemos a difícil situação que este enfrenta; e a performance do ator é bem-sucedida durante essa manifestação.

O que chama atenção também, é a engenhosa execução do filme, que usa com inteligência o método do found-footage (aquele mais documental, com a câmera dentro da história) a passo que apresenta imagens de filmagem comum até trechos de câmeras de segurança e celulares – e nesse quesito, a montagem de Elliot Greenberg merece créditos por costurar com habilidade o universo dos personagens, ganhando destaque no dramático (e repleto de de ação) clímax. Se há um quesito falho na produção são os efeitos visuais, que soam irregulares e poucos convincentes em diversos momentos (especialmente nas fraquíssimas cenas de voo), ainda que funcionem nas manifestações mais sutis das habilidades do trio.

Com performances eficientes de seu jovem e desconhecido elenco, Poder sem Limites expande o leque de possibilidades em um filme de super-heróis, beneficiando-se de sua abordagem realista e da narrativa habilidosa. Um belo começo para Josh Trank, e não é preciso um super-poder pra saber que esse é um nome para seguir de perto.