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| Jogos Vorazes: A Esperança – O Final | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de novembro de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

Mockingjay2
Jennifer Lawrence vive Katniss Everdeen pela última vez

Desde sua inesperada e bem sucedida estreia em 2012, a franquia Jogos Vorazes se firmou como uma das mais interessantes e inteligentes da atualidade, especialmente se considerando seu público-alvo: adolescentes. Enquanto Crepúsculo fazia rios de dinheiro com uma história péssima e sem nenhuma moral, a saga de Katniss Everdeen se beneficiava de um cenário distópico elaborativo, figuras criativas e uma discussão política relevante. Agora, Jogos Vorazes: A Esperança – O Final chega para encerrar

A trama inicia-se imediatamente após o final do anterior, com Katniss (Jennifer Lawrence) se recuperando do inesperado ataque de Peeta Mellark (Josh Hutcherson), que encontra-se com a mente bagunçada pela Capital. Enquanto isso, a Presidente Coin (Julianne Moore) continua reunindo Distritos para enfim atacar Snow (Donald Sutherland) e libertar Panem de sua ditadura cruel, precisando enviar Katniss e um esquadrão de elite para enfrentar um campo minado de armadilhas para chegar a seu objetivo.

Primeiramente, é importante ressaltar – mais uma vez – como a decisão de dividir livros em dois filmes vêm se provando danosa. A primeira parte de A Esperança já sofria pela ausência de eventos e o ritmo lento, e sua continuação agora curiosamente traz os mesmos deméritos. A trama direta abre espaço para mais cenas de ação, e Francis Lawrence merece aplausos por uma arrepiante sequência que envolve os protagonistas enfrentando nebulosas criaturas em um túnel subterrânea, mas o roteiro de Peter Craig e Danny Strong não oferece muito além. Nem mesmo os diálogos espertos que transformaram Em Chamas em uma experiência vibrante estão aqui, com apenas algumas metáforas e situações de choque (a reviravolta envolvendo Coin, principalmente).

Como todo capítulo final que se preze, algumas mortes são esperadas. Infelizmente, nenhuma delas aqui provoca o impacto desejado (a menos que você seja um fã da franquia), já que os personagens envolvidos são pouquíssimo aproveitados no filme – tendo mais destaque na Parte 1. Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Stanley Tucci, Jeffrey Wright e Gwendoline Cristie (reduzida a uns 40 segundos de participação) são todos mal aproveitados, e a repentina morte de Philip Seymour Hoffman infelizmente mostra-se danosa à produção: seu Plutarch Heavensbee é um jogador muito importante durante a trama, e é simplesmente apagado da história após certo ponto.

Jennifer Lawrence continua segurando o show, ainda que pese a mão nos momentos mais dramáticos (leia-se, caretas exageradas), sendo sempre fascinante ver uma mulher forte com um arco-e-flecha em meio a um grupo de marmanjos com metralhadoras e armas de fogo. A subtrama com o triângulo amoroso entre Peeta e Gale (Liam Hemsworth) atrapalha, rendendo momentos que remetem diretamente à Saga Crepúsculo. Nunca um bom sinal.

É uma produção eficiente do ponto de vista técnico. O design de produção agora explora com mais detalhes o vasto mundo de Panem, e as áreas mais ricas, como a luxuosa estação de trem e a propriedade de Snow, onde uma colorida estufa verde é palco de um dos mais interessantes confrontos. O figurino deixa de lado as vestimentas mais extravagante (já que os personagens usam trajes de infiltração preto durante a maior parte do longa), mas uma bizarra personagem certamente vale por todo o que já vimos nesse quesito na franquia até agora. Já os efeitos visuais são um tanto artificiais, especialmente durante planos abertos em que temos um cenário nitidamente digital ou a composição das criaturas que atacam os heróis no túnel. Há também uma breve recriação do rosto de Hoffman, e não deverá ser difícil de perceber.

Jogos Vorazes: A Esperança – O Final não é a conclusão que uma saga que começou tão bem merecia, limitando-se a uma estrutura lenta e sem muita ousadia. Tem bons momentos, mas pelo menos para mim, a saga de Katniss Everdeen vai ficar mais memorável por suas ideias do que execução.

O 3D convertido é absolutamente descartável.

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| Mapas para as Estrelas | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de março de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

MapstotheStars
Julianne Moore: A Norma Desmond do século XXI

O lado negro de Hollywood sempre foi um tema saboroso dentro do próprio cinema. O exercício satírico de metalinguagem já nos rendeu obras do calibre de Crepúsculo dos Deuses, Assim Estava Escrito, O Jogador e até o recente vencedor do Oscar Birdman. Mas quando o cineasta David Cronenberg entra no jogo com seu ácido Mapa para as Estrelas, teremos algo diferente.

A trama parte do roteiro original de Bruce Wagner (cujo único projeto com mais popularidade foi, veja só, A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos), que nos apresenta a diferentes narrativas que vão se cruzando em Los Angeles. Temos Havana Segrand (Julianne Moore), uma atriz esquecida que luta desesperadamente por um papel importante; Agatha Weiss (Mia Wasikowska), uma jovem que acaba de chegar em Hollywood para conseguir emprego no show business; Benjie Weiss (Evan Bird), um pré-adolescente famoso que acaba de sair de uma desintoxicação de drogas, embarcando em mais um capítulo de sua popular franquia teen.

Narrativamente, Mapas para as Estrelas constrói um ritmo sólido ao equilibrar e distribuir com inteligência as diferentes personagens e situações (créditos a Ronald Sanders, o habitual montador de Croneberg). O texto de Wagner também é divertido no mais genuíno humor negro e traz ótimas referências, ao mesmo tempo em que traça caricaturas sutis de figuras como Macauly Culkin ou o guru espiritual vivido (de maneira pouco convincente, confesso) por John Cusack. O problema é que o roteiro une os personagens através de artifícios pouco naturais, e que apelam para um certo sensacionalismo: a questão do incesto é certamente um dos elementos “Cronenbergianos” aqui, e vai variar muito de espectador para espectador o resultado. Resta dizer que a projeção desaba em seus minutos finais (e prefiro não comentar a incineração digital mais artificial e vergonhosa que já vi na vida).

Porém, Cronenberg também acerta em outra de suas especialidades: alucinações. Aqui, a Havana Segrand de Julianne Moore sofre com a perseguição do fantasma de sua mãe, também atriz, representando o inteligente simbolismo sobre Havana lutar para estrelar o remake de um filme de sua mãe. E Moore está absolutamente fantástica, criando uma personagem multifacetada e tridimensional, jamais soando como uma figura fantasiosa – mesmo que a atriz grite, pule e dance estranhamente – mas sim um ser humano real e palpável. Quando recebe uma notícia trágica que pode ajudá-la a conseguir o papel, as nuances de Moore são acertadamente enigmáticas: ao mesmo tempo triste, ao mesmo tempo eufórica – e a dancinha histérica nos revela quem vence a batalha interna de Havana. Não seria exagero taxá-la como a Norma Desmond do Século XXI.

Ainda que não estejam no nível de Moore, o elenco coadjuvante também impressiona. Robert Pattinson se sai bem como o motorista de Limusine, mesmo que com pouco tempo de cena, enquanto o novato Evan Bird entrega um trabalho cativante na pele do jovem Benjie. E embora eu esteja farto de ver Mia Wasikowska no papel da “maluquinha excêntrica”, sua performance aqui agrada pela complexidade que sua Agatha traz – e o trabalho do design de figurino é sutil ao sempre apresentá-la com longas luvas pretas, a fim de esconder suas queimaduras.

Mapas para as Estrelas é um longa interessante e muito capaz de entreter com seus personagens moralmente repreensíveis, mas nem por isso menos atraentes. Não é uma narrativa forte, mas funciona como uma ácida sátira.

| Para Sempre Alice | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de março de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

StillAlice
Julianne Moore é Alice Howland

Pode-se dizer que fazer filmes filmes com doenças como pano de fundo é uma maneira fácil de se arrancar lágrimas e, além disso, reconhecimento de prêmios. Pra se ter ideia, dos vinte indicados ao Oscar nas categorias de atuação deste ano, cinco representavam algum tipo de deficiência (e dez eram representações de pessoas reais, curiosidade). E, ao lado de Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo, Julianne Moore levou o ouro por Para Sempre Alice, mas felizmente o filme consegue ser algo a mais do que um simples veículo para sua memorável performance.

A trama é inspirada na vida real – e também na obra assinada por Lisa Genova – da Dra. Alice Howland (Julianne Moore), uma conceituada professora de linguística da Universidade de Columbia que começa a sofrer os estágios iniciais do Mal de Alzheimer, mesmo que numa idade surpreendentemente baixa para os padrões da doença. Com a inesperada dificuldade, Alice precisa balancear o tratamento com sua família.

O maior risco de um artista ao embarcar numa narrativa desse tipo é a ultradramatização e a necessidade de arrancar lágrimas do espectador. Poucos filmes de memória recente ilustram esse cenário como A Culpa é das Estrelas, um filme com um ótimo roteiro que é prejudicado por uma direção pedestre, pretensiosa e. uma trilha sonora apelativa. Em parte, Para Sempre Alice também sofre com a fotografia excessivamente desfocada (olha, nunca vi uma webcam que conseguisse desfocar tão bem o fundo, quase num tilt shift) a fim de impactar o espectador com a luta de Alice, como se Moore não fosse capaz de fazer isso por conta própria. É um efeito artificial e que incomoda pela obviedade, mas que os diretores Richard Glatzer (falecido na terça-feira passada, 10) e Wash Westmoreland pelo menos sabem dosar.

Isso porque Alice consegue comover mais através de elementos mais sutis. Seja pela cena em que Alice fica aliviada ao encontrar seu celular após uma sequência tensa da perda deste (“Já faz um mês”, replica o personagem de Alec Baldwin para a filha, revelando o intervalo de tempo de uma cena para a outra) ou nos longos planos que acompanham apenas as nuances do rosto de Julianne Moore enquanto esta luta para preservar suas memórias, ou meras reações em diálogos simples – a dupla de diretores garante muito tempo de corte para Moore. E é realmente uma performance memorável, que a atriz não deixa cair no caricato ou num exagero gritante, conseguindo até inserir um pouco de bom humor (“Tomara que eu esqueça isso”, diz após derrubar papéis durante uma palestra) em meio à situação que lentamente vai se exacerbando.

O filme é todo de Moore, mas preciso dizer que Alec Baldwin merecia mais burburinho como o marido, John. É uma performance muito sutil e discreta, que consegue transmitir sentimentos complexos: Baldwin obviamente está preocupado com a condição de Alice, mas é possível encontrar sinais de raiva – pela esposa estar passando por isso justamente agora, em meio a uma mudança em seu emprego – e até impaciência, e eu me peguei prevendo uma iminente explosão. Não acontece, e a explosão resulta em lágrimas desesperadas com a filha Lydia (Kristen Stewart, mais do mesmo), em um clímax catártico para uma ótima atuação.

Para Sempre Alice não vai inovar em nada a maneira como doenças são retratadas no cinema, mas traz uma boa execução e performances excepcionais de Julianne Moore e Alec Baldwin. Funciona bem.

OSCAR 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

oscars-2015

MELHOR FILME

Birdman

MELHOR DIRETOR

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Grande Hotel Budapeste

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” | Selma

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR CURTA-METRAGEM

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feast

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Um | Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

oscar15

Chegou a hora do Oscar 2015, uma corrida estranha que promete trazer algumas surpresas, apesar de – pra variar – muita coisa já estar indubitavelmente previsível. Vamos lá:

ator

Steve Carell | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

carell

Papel: John du Pont

É uma grande mudança para Steve Carell, o que ele faz aqui em Foxcatcher. Na pele do milionário esquizofrênico que torna-se obcecado em ganhar a medalha de ouro para seu time de luta olímpíca, o comediante se transforma em uma figura assombrosa e imprevisível, e não apenas pelas próteses faciais. John du Pont fala baixo, devagar e mantém sempre um olhar fixo quando trava em um diálogo, e Carell é bem-sucedido ao não fazer do personagem uma caricatura, controlando até mesmo sua respiração a favor da performance. Nunca esperaria algo assim do ator.

Bradley Cooper | Sniper Americano

cooper

Papel: Chris Kyle

Terceira indicação ao Oscar consecutiva de Bradley Cooper, o ator meio que entrou de intruso por sua forte performance em Sniper Americano (na teoria, esta seria a vaga de Jake Gyllenhaal, por O Abutre). A real é que Cooper realmente se destaca no filme, ainda mais por seu absurdo ganho de massa muscular, que o transformam em um brutamontes, e o sotaque texano que o ajuda a entrar na pele de Chris Kyle. Mas sinceramente? Não acho digno de uma indicação.

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

cumberbatch

Papel: Alan Turing

Um dos mais simpáticos e talentosos atores de nossa geração, Benedict Cumberbatch conquista sua primeira indicação ao Oscar naquele que certamente é seu papel mais desafiador. Em O Jogo da Imitação, o ator dá vida ao matemático Alan Turing, um sujeito tímido, introvertido e inadvertidamente arrogante, escondendo também sua homossexualidade em uma época difícil. Cumberbatch está excelente ao assumir os trejeitos de Turing sem transformá-lo em uma caricatura, expressando sua inteligência e insegurança em uma performance intensa e comovente.

Michael Keaton | Birdman

keaton

Papel: Riggan Thomson

O Cavaleiro das Trevas ressurge! Michael Keaton literalmente nasceu para vivier o personagem principal de Birdman, já que ele é praticamente uma paródia de si mesmo. O ator esquecido pelo público após desistir de viver um popular super-herói no cinema, agora tentando se reiventar no comando de uma ousada peça de teatro, no qual também é o protagonista. O Riggan Thomson de Keaton é ambicioso e até egocêntrico, mas o ator acerta ao sempre deixar a vulnerabilidade de Thomson em evidência, especialmente quando o vemos contracenar com um ator mais capaz (o Mike Shiner de Edward Norton) ou quando tenta reparar relações com sua filha, Sam. Há ainda espaços para elementos mais cômicos, como o sorriso sádico que Riggan esboça invariavelmente ou suas crises alucinógenas com o fantasma de Birdman.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia
  • Critics Choice Awards

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

redmayne

Papel: Stephen Hawking

Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo pode soar como “cota de ator interpretando deficiente” da Academia, mas a verdade é que realmente é um trabalho impecável. Obviamente, é um trabalho que exige um comprometimento físico assustador, e Redmayne surpreende ao trazer cada aspecto da doença de Stephen Hawking à tona de forma convicente e pesada, mas sem cair para uma caricatura exagerada. O ator consegue criar nuances sutis dentro do limitado estado da paralisia, seja em um levantar de sobrancelha, uma piscada ou leve tentativa de sorrir, somos capazes de encontrar ali o senso de humor de Hawking, e também seu afeto.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama

APOSTA: Eddie Redmayne

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Michael Keaton

MEU VOTO: Eddie Redmayne

FICOU DE FORA: Jake Gyllenhaal | O Abutre

gyllenhaal

Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre, e estupidez sem tamanho da Academia não reconhecê-lo, já que ele está melhor do que qualquer um dos indicados…

Menção Honrosa: David Oyelowo | Selma

atriz

Marion Cotillard | Dois Dias, Uma Noite

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Grande surpresa da categoria, Marion Cotillard recebeu sua segunda indicação ao Oscar, 7 anos após sua vitória pelo inebriante Piaf: Um Hino ao Amor. Não assisti a Dois Dias, Uma Noite ainda, mas vale apontar que é uma performance toda em francês (assim como sua vitória por Piaf), algo difícil de ser reconhecido pela Academia.

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

jones

Papel: Jane Hawking

Após assistir A Teoria de Tudo, sinto que quero casar com Felicity Jones e fugir para um chalé nas florestas da Alemanha. Não só por sua beleza radiante e seu sotaque britânico delicioso, mas também pela doçura e determinação que a atriz demonstra no papel de Jane, a incansável esposa de Stephen Hawking. Jones começa como uma jovem apaixonada e delicada, e a doença de Stephen logo testa seus limites, revelando sua força e o iminente desgaste, o que prova que Jane é apenas um ser humano, e não uma super mulher. Ótima performance.

Julianne Moore | Para Sempre Alice

moore

Papel: Dra. Alice Howland

Eu achei difícil de acreditar que Julianne Moore ainda não tinha um Oscar na estante, mas ela sem dúvida garantirá um com seu trabalho em Para Sempre Alice. É a história real de uma professora universitária que se viu vítima de Alzheimer, e a doença dá a Moore o desafio de representá-la fielmente nas telas.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

Rosamund Pike | Garota Exemplar

pike

Papel: Amy Elliot Dunne

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção. Sem falar que ela manda muito bem em uma das cenas mais sangrentas que eu já vi na vida.

Reese Witherspoon | Livre

witherspoon

Papel: Cheryl Strayed

Depois de sua vitória em 2006 por Johnny & June, Reese Witherspoon volta à cerimônia na pele de mais uma mulher esforçada. Cheryl Strayed embarcou num exaustivo walkabout após a morte de sua mãe, caminhando incessavelmente por trilhas especializadas nos EUA. Whiterspoon surge muito bem em cena, sem qualquer luxo ou maquiagem elaborada: suja, suada, arrancando unhas do pé e reações realistas diante de sua jornada: é uma mulher forte e feminista, mas que se assusta ao encontrar uma cobra no meio do deserto – como qualquer um faria.

APOSTA: Julianne Moore

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse é o ano dela.

MEU VOTO: Rosamund Pike

FICOU DE FORA: Sarah Snook | O Predestinado

snook

Papel: A Mãe Solteira

Nem em um milhão de anos eu esperaria que o trabalho de Sarah Snook no pouco conhecido O Predestinado fosse lembrado pela Academia. O que é uma pena, já que Snook teve um dos papéis mais desafiadores do ano passado, na pela da misteriosa Mãe Solteira, uma jovem que é enganada, tem o coração partido e acaba em uma estranha jornada transexual, colocando-a de frente com o Agente Temporal de Ethan Hawke. Snook é simplesmente impecável.

ator-coadj

Robert Duvall | O Juiz

duvall

Achei impressionante a Academia ter lembrado desse filminho mediano que é O Juiz, representado aqui pela performance do veterano Robert Duvall. O ator interpreta o personagem-título, um renomado juiz que é acusado de homícido, ao mesmo tempo em que lida com a morte de sua esposa, a complicada relação com o filho e um câncer letal. Fórmula perfeita para que Duvall entregue uma boa atuação, mas nada realmente espetacular: é uma indicação apenas para celebrar a carreira deste grande ator.

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

hawke

Papel: Mason Evans Sr.

Como é bom ver Ethan Hawke ser indicado como ator novamente. Em Boyhood, ele meio que reprisa boa parte de seu papel na trilogia de Antes do Amanhecer, fazendo o típico sujeito boa praça e que se dá bem com os filhos, mesmo que seja um adulto irresponsável e não tão bem sucedido. Como o próprio protagonista, Hawke vai amadurecendo e mudando ao longo da narrativa de 12 anos, começando como o arquétipo do sonhador/irresponsável até chegar a um nivel mais estável, representado também por sua mudança fisionômica.

Edward Norton | Birdman

norton

Papel: Mike Shiner

Que alegria é ver Edward Norton em um papel que lhe permita explorar seu imenso talento. Em Birdman, Norton da vida a um obsessivo ator de Método que trava diversos confrontos com Riggan Thomson, sempre deixando claro como suas capacidades de atuação são melhores, esbanjando egocentrismo. Mas Mike Shiner também é vulnerável como Thomson, especialmente quando se revela incapaz de ter uma ereção, ao menos que esteja no palco. É um retrato de um artista que se perdeu dentro de seu comprometimento obsessivo por viver outras pessoas, e Norton está impecável – e também muito engraçado, nos momentos em que o papel requer.

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

ruffalo

Papel: David Schultz

De todos os personagens em Foxcatcher, o David Schultz de Mark Ruffalo é sem dúvida o mais admirável, correto e generoso. Lutador olímpico mais eficiente do que seu irmão Mark, ele não mede esforços pada ajudá-lo no treinamento, e também sempre prioriza sua família. Ruffalo é eficiente ao fazer de Schultz um “cara bacana” e também uma alma verdadeiramente boa, sem arrogância ou ataques de raiva – mesmo que não se entenda com John du Pont, ele nunca perde sua postura.

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

simmons

Papel: Terence Fletcher

J.K. Simmons consegue aqui sua chance para brilhar em um papel poderoso e inesquecível. Terence Fletcher é o obcecado professor de jazz que acredita em métodos pouco ortodoxos para extrair a melhor performances de seus músicos aprendizes, não poupando nos gritos, esculachos e insultos homofóbicos e racistas. Simmons é impecável ao criar uma figura assustadora, mas também é genial ao não fazer deste uma mera caricatura malvada, dando vida a um personagem enigmático e capaz de nos fazer compreender seus motivos.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: J.K. Simmons

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dele.

MEU VOTO: J.K. Simmons

FICOU DE FORA: Josh Brolin | Vício Inerente

brolin

Papel: Detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen

Olha, nem assisti a Vício Inerente (valeu, Warner!) mas só pelo trailer é possível ver o quão divertido Josh Brolin parece estar. Sei que uma suposição por peça de marketing não é o bastante para julgar se ele merecia ou não ser indicado (ele garantiu uma vaga no Critics Choice), mas a cena de seu personagem gritando em chinês já é antológica.

atrizcoadj

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

arquette

Papel: Olivia

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Laura Dern | Livre

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Papel: Bobbi

De todas as indicações ao Oscar deste ano, esta é a que faz menos sentido. Pra começar que Laura Dern não tem pouco tempo em cena como a mãe de Cheryl Strayed, aparecendo em curtos flashbacks. Tais momentos revelam uma mulher sonhadora, ingênua e que tenta olhar a vida com otimismo, mesmo quando um câncer ameaça sua saúde. É uma performance eficiente, mas que não traz impacto ou afeto o suficiente para justificar a indicação (não é como Viola Davis em Dúvida, por exemplo), que parece ter acontecido por puro charme.

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

knightley

Papel: Joan Clarke

A única mulher que tem um destaque considerável em O Jogo da Imitação, Joan Clarke se mostra tão inteligente quanto o matemático Alan Turing, e Keira Knightley se sai bem ao construir uma personagem adorável e praticamente o oposto do protagonista. Enquanto Turing é um sujeito inadvertidamente arrogante e antissocial, Clarke é carismática e parece tratar suas habilidades matemáticas como uma brincadeira, criando um contraste interessante com Turing.

Emma Stone | Birdman

stone

Papel: Sam Thomson

Era uma questão de tempo até Emma Stone ter seu talento reconhecido pela Academia. Ela já havia explodido de carisma no subestimado A Mentira, mas em Birdman ela brilha em seu primeiro papel dramático, na pele da filha ex-viciada em drogas de Riggan Thomson. Stone surge emburrada e sarcástica durante a maior parte da projeção, mas é quando ela tem a chance de soltar sua opinião e emoções fortemente que sua performance realmente vem à tona (o esculacho que Sam dá a seu pai certamente é o melhor exemplo). Também é interessante observar como Stone constrói uma dinâmica diferente com o Mike Shiner de Edward Norton, primeiro personagem a realmente entender quem Sam é.

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

streep

Papel: A Bruxa

E com Caminhos da Floresta, Meryl Streep chega a 19 indicações ao Oscar em toda a sua carreira. Sua Bruxa no filme de Rob Marshall, apesar de ser listada aqui como coadjuvante, é a personagem que liga todos os demais. É uma mãe amaldiçoada que desesperadamente luta para quebrar um feitiço, ao mesmo tempo em que tenta ajudar o humilde casal de James Corden e Emily Blunt. Streep sabe como ser assustadora, mas também comovente – como fica claro no número musical que protagoniza ao lado de Rapunzel – o que a torna a personagem mais complexa da produção. É uma ótima performance de Streep, pra variar.

APOSTA: Patricia Arquette

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dela.

MEU VOTO: Emma Stone

FICOU DE FORA: Jessica Chastain | O Ano Mais Violento

chastain

Papel: Ana Morales

Caramba, essa mulher não pára de trabalhar… E eu agradeço! Jessica Chastain atuou em 4 filmes em 2014, e nenhuma de suas performances foi lembrada no Oscar. Não assisti a O Ano Mais Violento, mas a crítica elogiou muito a destemida Ana Morales de Chastain, e eu tenho certeza que a atriz está no mínimo melhor do que Laura Dern… Pena.

O Volume Dois, com as categorias técnicas sairá amanhã!

BAFTA 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

bafta

O BAFTA aconteceu e temos aqui os vencedores do “Oscar britânico”. Confira:

MELHOR FILME

Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME BRITÂNICO

A Teoria de Tudo

MELHOR ESTREIA DE UM DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO

Stephen Beresford (Roteiro), David Livingstone (Produtor) | Pride

MELHOR DIRETOR

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

Ida

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Thomas Curley, Ben Wilkins, Craig Mann

MELHOR MAQUIAGEM/CABELO

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

The Bigger Picture

MELHOR CURTA-METRAGEM

Boogaloo and Graham

MELHOR ESTRELA EM ASCENSÃO

Jack O’Connell

 

CRITICS CHOICE AWARDS 2015: Os indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Birdman: o campeão de indicações

Confira agora os indicados do Critics Choice Awards 2015!

MELHOR FILME

O Abutre

Birdman

Boyhood: Da Infância à Juventude

Garota Exemplar

O Grande Hotel Budapeste

Invencível

O Jogo da Imitação

Selma

A Teoria de Tudo

Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR ATOR

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

Ralph Fiennes | O Grande Hotel Budapeste

Jake Gyllenhaal | O Abutre

Michael Keaton | Birdman

David Oyelowo | Selma

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Jennifer Aniston | Cake

Marion Cottilard | Dois Dias, Uma Noite

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

Julianne Moore | Para Sempre Alice

Rosamund Pike | Garota Exemplar

Reese Witherspoon | Livre

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Josh Brolin | Vício Inerente

Robert Duvall | O Juiz

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

Edward Norton | Birdman

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

Jessica Chastain | A Most Violent Year

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

Emma Stone | Birdman

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

Tilda Swinton | Expresso do Amanhã

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM

Ellar Coltrane | Boyhood: Da Infância à Juventude

Ansel Egort | A Culpa é das Estrelas

Mackenzie Foy | Interestelar

Jaeden Lieberher| St. Vincent

Tony Revolori | O Grande Hotel Budapeste

Quvenzhane Wallis | Annie

Noah Wiseman | The Babadook

MELHOR ELENCO

Birdman

Boyhood: Da Infância à Juventude

Caminhos da Floresta

O Grande Hotel Budapeste

O Jogo da Imitação

Selma

MELHOR DIRETOR

Wes Anderson | O Grande Hotel Budapeste

Ava DuVernay | Selma

David Fincher | Garota Exemplar

Alejandro G. Iñarritu | Birdman

Angelina Jolie | Invencível

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Abutre | Dan Gilroy

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr., Armando Bo

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson e Hugo Guiness

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Damien Chazelle

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Garota Exemplar | Gillian Flynn

Invencível | Joel Coen & Ethan Coen, Richard LaGravenese, William Nicholson

O Jogo da Imitação | Graham Moore

Livre | Nick Hornby

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

O Grande Hotel Budapeste | Robert Yeoman

Interestelar | Hoyte Van Hoytema

Invencível | Roger Deakins

Mr. Turner | Dick Pope

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Birdman

Caminhos da Floresta

Expresso do Amanhã

O Grande Hotel Budapeste

Interestelar

Vício Inerente

MELHOR MONTAGEM

Birdman

Boyhood: Da Infância à Juventude

Garota Exemplar

Interestelar

Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR FIGURINO

Caminhos da Floresta

O Grande Hotel Budapeste

Malévola

Mr. Turner

Vício Inerente

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

Caminhos da Floresta

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Guardiões da Galáxia

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Malévola

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Guardiões da Galáxia

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar

No Limite do Amanhã

Planeta dos Macacos: O Confronto

MELHOR ANIMAÇÃO

Uma Aventura LEGO

Os Boxtrolls

Como Treinar o seu Dragão 2

Festa no Céu

Operação Big Hero 6

MELHOR FILME DE AÇÃO

Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Corações de Ferro

Guardiões da Galáxia

No Limite do Amanhã

Sniper Americano

MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO

Bradley Cooper | Sniper Americano

Tom Cruise | No Limite do Amanhã

Chris Evans | Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Brad Pitt | Corações de Ferro

Chris Pratt | Guardiões da Galáxia

MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO

Emily Blunt | No Limite do Amanhã

Scarlett Johansson | Lucy

Jennifer Lawrence | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

Zoe Saldana | Guardiões da Galáxia

Shailene Woodley | Divergente

MELHOR COMÉDIA

Anjos da Lei 2

Birdman

O Grande Hotel Budapeste

St. Vincent

Top Five

MELHOR ATOR EM COMÉDIA

Jon Favreau | Chef

Ralph Fiennes | O Grande Hotel Budapeste

Michael Keaton | Birdman

Bill Murray | St. Vincent

Chris Rock | Top Five

Channing Tatum | Anjos da Lei 2

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA

Rose Byrne | Vizinhos

Rosario Dawson | Top Five

Melissa McCarthy | St. Vincent

Jenny Slate | Obvious Child

Kristen Wigg | The Skelleton Twins

MELHOR FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA/TERROR

The Babadook

Expresso do Amanhã

Interestelar

Planeta dos Macacos: O Confronto

Sob a Pele

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

Glen Campbell: I’ll Be Me

Jodorowsky’s Dune

Last Days in Vietnam

Life Itself

The Overnighters

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Força Maior

Ida

Jodorowsky’s Dune

Last Days in Vietnam

Life Itself

The Overnighters

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Big Eyes” – Lana Del Rey | Grandes Olhos

“Everything is Awesome” – Jo Li and the Lonely Island | Uma Aventura LEGO

“Glory” – Common/John Legend | Selma

“Lost Stars” – Keira Knightley | Mesmo Se Nada Der Certo

“Yellow Flicker Beat” – Lorde | Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

MELHOR TRILHA SONORA

Birdman | Antonio Sanchez

Garota Exemplar | Trent Reznor & Atticus Ross

Interestelar | Hans Zimmer

O Jogo da Imitação | Alexandre Desplat

A Teoria de Tudo | Johann Johannsson

Os vencedores serão anunciados em 15 de Janeiro.