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| Perdido em Marte | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de outubro de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

TheMartian
Matt Damon é Mark Watney

No início de sua carreira, Ridley Scott fez duas das maiores contribuições para o gênero da ficção científica, além de permanecerem como seus melhores trabalhos: Alien – O Oitavo Passageiro e Blade Runner: O Caçador de Andróides. Scott só retornou ao espaço com Prometheus, e agora com Perdido em Marte, filme que definitivamente não vai mudar o gênero ou o mundo, mas vai garantir entretenimento de primeira.

Adaptada do livro homônimo de Andy Weir, a trama começa com uma missão tripulada para o planeta Marte, contando com os astronautas Mark Watney (Matt Damon), Melissa Lewis (Jessica Chastain), Rick Martinez (Michael Peña), Beth Johanssen (Kate Mara), Alex Vogel (Aksel Hennie) e Chris Beck (Sebastian Stan). Após uma violenta tempestade, Watney é deixado para trás e dado como morto, enquanto a tripulação retorna para a Terra. Bom, surpresa, Watney está vivo e precisará encontrar um jeito de sobreviver sozinho no planeta até que a NASA possa resgatá-lo.

É mais uma história solitária e desesperada de sobrevivência, só que não. O roteiro de Drew Goddard não foca-se apenas na situação de Mark, e este não é o sujeito mais desesperado que estamos acostumado. Watney é um botanista otimista e que procura manter o bom humor (ainda que em diversos momentos, o desespero bata à porta), e Goddard traz soluções críveis para as muitas adversidades enfrentadas pelo protagonista, desde uma improvisada plantação de batatas com um fertilizante naturalíssimo ou o uso de um alfabeto nerd para estabelecer uma lenta comunicação. Claro, a narrativa depende de muitos Deus Ex Machina para funcionar, principalmente quanto à aparição quase súbita de sondas e módulos terrestres que já estavam em Marte, mas a boa atuação de Damon faz valer os eventuais exageros.

As cenas na Terra não têm o mesmo ânimo das do protagonista marciano, mas funcionam pela abordagem delicada dos cientistas e executivos. Jeff Daniels se sai bem como o diretor da NASA, sujeito linha dura e que não se incomoda em mentir a fim de alcançar um objetivo (como ocultar da tripulação a notícia da sobrevivência de Mark), mas que revela um limite moral ao se recusar a arriscar a segurança da tripulação, quando lhe é proposto que esta retorne para salvar Mark. O elenco estelar desempenha bem seus papéis, ainda que poucos tenham a chance de realmente se destacar a nível de prêmios, com Donald Glover e Chiwetel Ejifor tendo os personagens mais adoráveis. A tripulação não tem muita personalidade, com Michael Peña fazendo o obrigatório alívio cômico e Jessica Chastain cria uma comandante forte, mas não muito desenvolvida. E me disseram que Kristen Wiig estava no filme, mas só a vi umas duas vezes…

Tecnicamente, é um longa impecável. A fotografia de Darius Wolski captura a beleza das paisagens marcianas, fazendo também um belo uso do 3D, graças a planos bem abertos que garantem profundidade e um uso acertado dos efeitos visuais: a tempestade que assola os personagens no primeiro ato fornece uma imersão impressionante. E ainda que o filme tenha um ritmo divertido e vívido (benefícios da ótima montagem de Pietro Scalia e da trilha musical com disco music), Scott nos lembra dos velhos tempos ao trazer um ou outro momento mais intenso, como uma auto-cirurgia e o espetacular clímax. E que coma a primeira batata marciana quem não se arrepiou quando as letras do título sumiram ao estilo Alien…

Perdido em Marte é um filme que surpreende pelo otimismo e o bom humor, e que deve despertar o interesse de muitos em exploração espacial. Ridley Scott pode errar bastante, mas compensa esperar por um projeto certeiro como este.

Obs: Reforço, o 3D vale muito a pena. 

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Novo trailer de PERDIDO EM MARTE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 19 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

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O aguardado Perdido em Marte, que estrela Matt Damon sob a direção de Riddley Scott, ganhou um excelente novo trailer. Embalado por um mix bacana de “All Along the Watchtower”, de Jimi Hendrix, o vídeo promete um filme muito mais empolgante do que o primeiro trailer.

Confira:

O elenco estelar ainda conta com Jessica Chastain, Jeff Bridges, Kate Mara, Sean Bean, Chiwetel Ejifor, Kate Mara, Kristen Wiig, Sebastian Stan, Donald Glover e Michael Peña.

Perdido em Marte estreia em 1º de Outubro no Brasil.

| Quarteto Fantástico | Crítica

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

2.5

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Jamie Bell, Michael B. Jordan, Miles Teller e Kate Mara são as novas caras (ou costas) do Quarteto

Há uma década atrás, a Fox lançava sua primeira tentativa blockbuster (o de Roger Corman é trash demais) de lançar o Quarteto Fantástico nos cinemas. Ainda que de qualidade bem duvidosa, os dois filmes dirigidos por Tim Story conseguiam divertir com seu humor pastelão e trama macarrônica num adorável guilty pleasure, mas foram incapazes de sustentar uma franquia duradoura. Agora, seguindo uma linha mais dark e realista, o grupo da Marvel tenta se reinventar pelas mãos de Josh Trank.

A trama faz algumas mudanças na história original, trazendo os personagens da fase adulta para adolescente. Reed Richards (Miles Teller) trabalha com o amigo Ben Grimm (Jamie Bell) numa teoria para tornar possível o teletransporte e viagens interdimensionais. Com a ajuda de uma equipe formada pelos irmãos Sue (Kate Mara) e Johnny Storm (Michael B. Jordan) e o desconfiado Victor Von Doom (Toby Kebbell), o grupo consegue acesso a outra dimensão, onde ganham poderes bizarros que mudam suas vidas.

Depois de Josh Trank ter dirigido o ótimo Poder Sem Limites e um elenco realmente fantástico ter sido escolhido, é difícil de acreditar que este novo Quarteto consiga ser tão burocrático. O roteiro de Simon Kinberg, Jeremy Slater e o do próprio Trank empolga por se debruçar em uma abordagem mais científica do assunto, tanto que sua eficiente primeira metade funciona bem como uma ficção científica e até impressiona por algumas decisões visuais: o primeiro vislumbre dos poderes é quase amedrontador, com a imagem de um Johnny aparentemente morto sendo engolido por chamas ou o corpo de Reed sendo esticado à força em uma mesa cirúrgica. Porém, são apenas bons momentos encontrados numa narrativa sem vida, que pouco empolga e arrisca.

As relações entre cada membro do Quarteto falham ao provocar autenticidade, como se não houvesse química entre o elenco. Miles Teller se sai bem porque seu personagem tem o maior destaque, mas sua amizade com Jamie Bell é forçadíssima (aliás, o ator surge com uma imutável expressão cansada durante toda a projeção, e seu Coisa digital não é dos mais expressivos) e o pseudo romance com Kate Mara, nada convincente. Poxa, nem o carismático Michael B. Jordan tem a chance de brilhar aqui, já que seu Johnny é constantemente jogado em segundo plano, e me ficou a impressão de que o ator realmente se esforçava – mas parecia forçado a ficar no piloto automático. E mesmo que o Doom de Toby Kebbell seja muitíssimo bem introduzido e explorado, sua transição para vilão megalomaníaco é risível, e um dos grandes fatores que expõem os problemas de bastidores que assombraram seu pré-lançamento.

Se levar em conta o que vemos em tela, certamente a Fox teve problemas para concluir o filme, e não ficaria surpreso se os rumores de refilmagens fossem reais. Trank começa a narrativa muito bem, mas raramente vemos ali o mesmo cara que impressionou com a crueza e espetáculo em Poder sem Limites, trazendo cenas de ação tediosas (o clímax com o Dr. Destino é um dos mais apressados e sem energia que já vi na vida) e até uma montagem problemática que parece unir cenas desconexas: um tempo maior de silêncio entre um momento tenso para outro seria necessário aqui e ali, e é um claro sinal de problemas quando a trama salta 1 ano num momento crítico, ignorando desenvolvimento de personagens e a relação destes com seus poderes. A unica exceção é quando Dr. Destino acorda pela primeira vez, e seu violento e sangrento ataque ajuda a acordar o espectador.

Nos quesitos técnicos, é competente, ainda que nada muito espetacular. É interessante observar como as chamas digitais cobrem com detalhes o uniforme do Tocha Humana, assim como o detalhe de preencher o traje do Sr. Fantástico de argolas e do Coisa surgir numa espécie de casulo de pedra. Aliás, as justificativas para cada um dos poderes são verossímeis, como as rochas que entram na cápsula de Ben ou o fogo que invade a de Johnny durante o teletransporte de ambos, e até o visual do próprio Destino; quase como um A Mosca mais controlado.

Mesmo que surja com nomes talentosos e boas intenções, o novo Quarteto Fantástico é um filme esquecível e que infelizmente não consegue fazer muito além do básico, se perdendo numa trama sem graça com personagens pouco carismáticos.

E aí Fox, quarta vez é a da sorte?

Obs: Esse filme não é em 3D. Glória, pelo menos isso.

Confira o novo trailer de QUARTETO FANTÁSTICO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 19 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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Não tava bom Star Wars: O Despertar da Força e Batman vs Superman? Beleza, tomaí o novo trailer do reboot de Quarteto Fantástico! A prévia traz muitas cenas inéditas e explora melhor os poderes da equipe formada por Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell – além do primeiro vislumbre do Dr. Destino.

Confira:

Quarteto Fantástico estreia em 13 de Agosto.

Primeiro trailer do novo QUARTETO FANTÁSTICO!

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 27 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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FINALMENTE! Depois de meses e meses sem nenhum tipo de divulgação ou informação, o arriscado reboot de Quarteto Fantástico que Josh Trank dirige para a Fox ganhou seu primeiro trailer. A atmosfera é sombria e dramática, e brevemente nos apresenta ao elenco formado por Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell.

Confira:

Quarteto Fantástico estreia em 6 deAgosto.

| Transcendence – A Revolução | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

Transcendence
Johnny Depp está agora online

Longo e árduo é o caminho do diretor de fotografia tornado diretor. Se analisarmos a História, não encontraremos muitos nomes de peso que outrora atuavam na função de cuidar de iluminação, cor e todo o aspecto visual de um longa-metragem, e a grande maioria geralmente volta a sua profissão anterior depois de alguns experimentos. Sinceramente, eu espero que Wally Pfister repense suas decisões profissionais, já que mostra-se muito mais competente no trabalho com o diretor Christopher Nolan do que no comando de Transcendence – A Revolução.

O roteiro é assinado pelo estreante Jack Paglen, que elabora uma trama onde o famoso cientista Will Caster (Johnny Depp) sofre uma tentativa de assassinato de um grupo radical que vai contra suas ideias, que incluem o avanço tecnológico e a criação de uma inteligência artificial autoconsciente. A fim trapacear a morte, sua esposa Evelyn (Rebecca Hall) e seu parceiro Max (Paul Bettany) realizam um experimento que transfere a mente de Will para um computador. A mudança, no entanto, faz com que sua consciência virtual se expanda para o mundo inteiro, a fim de dominá-lo.

Uma premissa suculenta e que o texto de Paglen é capaz de honrar com o levantamento de questões estimulantes, e que não são nada fantasiosas no ano de 2014: o progresso que o tratamento de células-tronco poderia atingir, a dependência cada vez maior dos seres humanos em tecnologia e até o alastramento viral das redes sociais. Transcendence merece mérito por levantar tais discussões na tela grande, mas infelizmente é incapaz de oferecer o tratamento merecido, já que o roteiro de Paglen jamais nos oferece algum tipo de aprofundamento em seus personagens e tampouco nos motivos que os movem (o grupo radical de Kate Mara fica simplesmente no ar, assim como a repentina aliança formada com o FBI). E o que falar no súbito salto de dois anos que a narrativa sofre? A legenda poderia dizer “duas horas depois” e não faria a menor diferença, já que nenhum dos personagens parece ter evoluído no espaço de tempo.

São erros que um diretor competente saberia trabalhar melhor. Pfister, tão talentoso como diretor de fotografia de A Origem ou a Trilogia Cavaleiro das Trevas, não cria ritmo nem apego emocional, falhando também ao apostar em um prólogo que não tem a força que deveria. Caramba, nem consegue trabalhar bem o visual do longa, que rende uma ou outra tomada plasticamente bela pelas mãos de Jess Hall, mas no geral é visualmente pobre. Tanto que o diretor até cisma em ficar repetindo tomadas que este julgue geniais, como aquela em que um sujeito usa um teclado de computador para manter a porta aberta; tem significado e é bonita, mas é amadorismo simplesmente repeti-la sem necessidade (e sem comentários para a repetição excessiva de uma gota d’água em câmera lenta).

Pfister também não se mostra um bom diretor de atores (mesmo que funcionem as colaborações com os colegas Morgan Freeman e Cillian Murphy, bons arquétipos), mas não sei se culpo ele ou Johnny Depp, que surge com uma de suas performances mais preguiçosas e monótonas de sua carreira (até quando tenta fazer um comentário irônico), sendo mais máquina quando o personagem ainda é humano do que vice-versa. Só merece destaque mesmo Paul Bettany, carismático ator que ainda é um dos mais subvalorizados da indústria.

Transcendence – A Revolução é uma oportunidade perdida, infelizmente. Traz boas ideias e conceitos pertinentes para a discussão da sociedade tecnológica que rapidamente vai crescendo, mas sofre nas mãos de um roteiro fraco e um diretor nada talentoso.

É Wally, você deveria ter ido fotografar Interestelar.

Conheça o novo QUARTETO FANTÁSTICO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , on 20 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

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Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell

Depois de meses e meses de especulações e rumores, a Fox enfim lança o comunicado oficial para os protagonistas do novo Quarteto Fantástico, reboot que será comandado por Josh Trank (do ótimo Poder sem Limites). E os escolhidos são Miles Teller (The Spectacular Now), Michael B. Jordan (Fruitvale Station), Kate Mara (irmã da Rooney Mara, vista recentemente em House of Cards)  e Jamie Bell (As Aventuras de TintimNinfomaníaca) como, respectivamente, Sr. Fantástico, Tocha Humana, Mulher Invisível e Coisa (que será criado digitalmente).

Um ótimo elenco reunido, e que certamente surpreende por sua faixa etária (consideravelmente mais baixa do que a da versão anterior).

Quarteto Fantástico estreia em 19 de Junho de 2015.